A Bacia de Campos ainda atrai investidores estrangeiros?

O leilão das hidrelétricas e do petróleo deu um impulso importante no caixa do governo. Ingressaram R$15,8 bilhões, sendo R$12,0 bilhões relativos as usinas hidrelétricas e R$3,8 relativos ao petróleo. Dos 287 blocos disponibilizados, só foram leiloados 37 blocos, ou seja 12,9%. Uma demonstração que os investidores querem negócios com baixo risco.
No caso da Bacia de Campos, a quatro décadas em operação, dos 10 blocos disponibilizados, foram leiloados 8 blocos para a Petrobrás e a americana Exxon no valor de R$3,6 bilhões, dos R$3,8 totalizados. Duas questões são importantes nesses dados. Primeiro que os blocos arrematados pelo consorcio Petrobrás - Exxn está em uma área potencial de reservas do pré-sal; segundo ficou claro o desinteresse pelos outros blocos que representam operações de maior risco. 
Definitivamente, o bom resultado do leilão não representa o renascimento da Bacia de Campos. O interesse maior está realmente nos negócios com o pré-sal na Bacia de Santos.

Imagem: G1 Economia e Negócios

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