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Mostrando postagens de 2017

Emprego Formal em maio na região Norte Fluminense

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O emprego formal avançou em maio na região Norte Fluminense. Foram criadas 1073 novas vagas, processo liderado por Campos dos Goytacazes com geração de 1.461 vagas no mês, seguido por São Francisco de Itabapoana com geração de 146 novas vagas. Claramente sobressai a cadeia açucareira que está em operação. Contrariamente, Macaé eliminou o maior número de vagas no mês. Foram 465 empregos eliminados em maio e 3.382 vagas eliminadas no acumulado, em função da crise no setor petrolífero. Na avaliação setorial para o período de janeiro a maio,  Campos dos Goytacazes gerou 1.973 novas vagas no setor agropecuário, e 522 vagas na indústria de transformação. Já os setores extrativa mineral, construção civil, comércio e serviços, eliminaram 23 vagas, 478 vagas, 507 vagas e 210 vagas sucessivamente. Macaé criou 9 vagas no setor agropecuário e eliminou 678 vagas no setor extrativa mineral, 124 vagas na indústria de transformação, 942 vagas na construção civil, 586 vagas no comércio e 1.055 no setor …

Livro Economia Norte Fluminense

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Meus amigos, estou disponibilizando o link para baixar o livro Economia Norte Fluminense - 3ª edição de 2014.
Aproveitem a leitura, abraços!

http://www.centersat.com.br/terceira_edicao_completa.pdf

O complexo caminho para o desenvolvimento ....

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Parece que estamos conseguindo dar um passo adiante. Lideranças de organizações importantes, como Firjan, Sebrae, o próprio governo de Campos dos Goytacazes, dentre outros, já reconhecem que erramos ao nos acomodarmos aos grandes projetos de base em recursos naturais e, portanto, é preciso olhar para as atividades tradicionais. Como diz o meu amigo Ranulfo Vidigal, bingo.... Entretanto, meus amigos, o outro passo é muito mais complicado ainda. Trata-se de COMO materializar essa nova visão. Somente o discurso não adianta muito. O como, depende de rígidas mudanças na estrutura do "DNA" local cultural. Estou falando de mudanças de comportamento, reconstrução das bases do capital social. Trata-se de questões sociológicas, antropológicas, que vão amparar questões econômicas importantes do desenvolvimento.
O esforço de mudança deve continuar.....

Observações sobre o fórum de desenvolvimento regional realizado em Campos dos Goytacazes

O fórum de desenvolvimento regional promovido pela rede Record de televisão em Campos dos Goytacazes, cumpriu seu papel no sentido de aglutinar lideranças e promover um espaço para o debate técnico em busca de alternativas para os graves problemas vividos pelos municípios da região. O que ouvi e vi ajudou a fortalecer a minha tese sobre os problemas socioeconômicos da região.
Da fala do jurista Luiz Flávio Gomes sobre ética na política, pude comprovar alguns comportamentos nada éticos. Como exemplos, o uso do evento para publicidade pessoal de alguns políticos e o total desprezo dos mesmos em relação a temas tão importantes para a sociedade.
As falas do superintendente do IBAM sobre gestão municipal e da coordenadora no mesmo órgão sobre responsabilidade ambiental e de total interesse dos gestores públicos, não foram aproveitadas, em função da ausência dos mesmos gestores.
A minha singela palestra sobre os grandes investimentos de base em recursos naturais na região e o paradoxo do apr…

DIVULGAÇÃO

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A trajetória econômica dos anos 2000 em Campos dos Goytacazes é inibidora do desenvolvimento

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Se a produtividade é o determinante mais importante para o crescimento de longo prazo e padrões de vida crescente, como diz o presidente do Fórum de desenvolvimento mundial Klaus Schwab, o município de Campos dos Goytacazes precisa ser reconstruído, tanto no contexto da gestão pública, quanto na mudança de comportamento das lideranças não governamentais.
A variação média da produtividade do trabalho, no período de 2002 a 2015, foi negativa em -1,7% ao ano, enquanto a análise estatística de regressão composta, com vista a entender o seu relacionamento com outras variáveis independentes, acentuaram os seguintes pontos:
(i) enquanto cresce as receitas correntes, declina a produtividade no trabalho; (ii) enquanto cresce o investimento público, declina a produtividade do trabalho;   (iii) enquanto cresce o crédito, declina a produtividade do trabalho; (iv) variações na mesma direção foram identificadas na relação transferências correntes e receitas tributárias.
As transferências correntes explic…

A Balança Comercial brasileira contabiliza superavit comercial em maio de 2017

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A Balança Comercial brasileira apresentou um saldo superavitário de US$7.661 milhões em maio. As exportações somaram US$ 19.792 milhões e as importações US$12.131 milhões. No acumulado de janeiro a maio, o superávito somou US$29.032 milhões, resultado de exportações no valor de US$87.932 milhões menos importações no valor de US$58.900 milhões.  Comparando maio de 2017 com maio de 2016, verificamos um crescimento do saldo superavitário de 19,1% e um crescimento de 47,5% no saldo acumulado de janeiro a maio.  No período acumulado de janeiro a maio de 2017, observamos um crescimento das exportações de 16,4% e um crescimento de 9,4% nas importações, comparativamente ao mesmo período de 2106. As exportações de bens e serviços tiveram uma contribuição efetiva nesse inicio de recuperação do PIB no primeiro trimestre de 2017, com um incremento de 4,8% enquanto as importações de bens serviços contribuíram com um crescimento de 1,8% em relação ao último trimestre de 2016.

Exportação de Petróleo em Bruto em maio de 2017

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A exportação de petróleo em bruto em tonelada cresceu 11,6% em maio, com relação a abril. A receita em dólar cresceu 8,3% e o preço por tonelada caiu 2,8% no mesmo período. Comparativamente a maio de 2016, a exportação em tonelada cresceu 50,3% a receita em dólar cresceu 103,5% e preço em tonelada cresceu 35,3% no mesmo período.  Apesar da valorização do preço do petróleo em 2017, em comparação a 2016, nos últimos três meses podemos observar uma trajetória de queda.

Exportação de Minério de Ferro em maio de 2017

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A exportação de minério de ferro, em tonelada, cresceu 46,0% em maio, com relação a abril. A receita em dólar cresceu 1,8% enquanto o preço por tonelada caiu 30,4% no mesmo período. Na comparação com mesmo mês do ano passado, o volume exportado em tonelada cresceu 3,3% a receita em dólar cresceu 23,1% e o preço por tonelada cresceu 19,0% no mesmo período.
O gráfico mostra a trajetória do preço do minério de ferro no mês de maio, nos anos 2012 a 2017. Podemos observar que depois do ponto mais crítico em maio de 2015, o preço vem se recuperando, ainda bem lentamente.

Exportação de Açúcar em Bruto em maio de 2017

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A exportação de açúcar em bruto em tonelada cresceu 76,7% em maio, com relação a abril. A receita em dólar cresceu 66,5% enquanto o preço por tonelada caiu 5,8% no mesmo período. Na comparação com maio do ano passado, foi verificado um crescimento de 19,3% no volume exportado, crescimento de 53,0% na receita em dólar e crescimento de 28,2% no preço por tonelada.
O gráfico apresenta a trajetória do preço por tonelada para o mês de maio, no período 2012 a 2017. Em 2017 podemos observar a recuperação do preço que vinha em queda nos anos anteriores.

Fim da recessão no país?

Depois de oito trimestres em queda ou dois anos de recessão, o PIB do país apresentou um crescimento de 1,0% no primeiro trimestre de 2017, na comparação com o último trimestre imediatamente anterior. Um bom resultado evidentemente, porém pouco ainda para grandes comemorações. A base de comparação deprimida exige um certo cuidado.  Agora, o que merece ser comemorada é o crescimento do setor agropecuário. O crescimento no trimestre bateu 13,4% em função da excelente safra de grãos. A natureza deu uma boa ajuda com chuvas providenciais.   
Já pela ótica da despesa, a expectativa do crescimento da economia puxado pela consumo das famílias não funcionou. Foi contabilizado um um declínio nessa conta de (-0,1%), enquanto a Formação Bruta do Capital Fixo declinou (-1,6%) em relação ao quarto trimestre de 2016. 
É aguardar para ver os próximos desdobamentos políticos e seus reflexos na economia.

Campos tem taxa de crescimento da produtividade do emprego negativa no período de 2003 a 2015

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Considerando a produtividade como elemento determinante do crescimento econômico de longo prazo e melhoria do padrão de vida das populações, Campos dos Goytacazes apresenta uma situação crítica. Analisamos a produtividade do emprego no período de 2003 a 2015, cujas taxas de crescimento anualizadas colocaram Campos (-1,7% a.a) em condição de inferioridade aos municípios de Macaé (taxa de produtividade de 1,4%), Itaperuna (taxa de produtividade de 1,4%) e Nova Friburgo (taxa de produtividade de 1,2%). Conforme podemos observar, o petróleo parece não ter apresentado contribuição para melhoria no padrão de vida da população. Campos gerou produtividade negativa do trabalho, Macaé se beneficiou da base de empresarial localizada no município, porém não se diferenciou de Itaperuna, município não produtor se petróleo. Nova Friburgo, também não produtor de petróleo, apresentou taxa de produtividade do trabalho muito próxima de Macaé.  O quadro mostra a evidencia, especialmente, em Campos dos Goyt…

Reflexos da quarta revolução industrial: Será?

Segundo o economista alemão Klaus Schwab, presidente do Fórum Econômico Mundial, a escala e a amplitude da atual revolução tecnológica (quarta revolução industrial) terão desdobramentos em mudanças econômicas, sociais e culturais de proporções quase impossíveis de prevê-las. 
Para o economista, dentre os impactos potenciais na economia, nos negócios, governos e países, na sociedade e nos indivíduos, um dos mais importantes surgirá a partir de uma única força: O EMPODERAMENTO (como os governos se relacionam com os seus cidadãos; como as empresas se relacionam com os seus empregados, acionistas e clientes; ou como as superpotências se relacionam com países menores). 

A ruptura provocada pela quarta revolução industrial nos modelos políticos econômicos e sociais, exigirá que os atores capacitados reconheçam que eles são parte de um sistema de poderes distribuídos que requerformas mais colaborativas de interação para que possa prosperar.

Fico na expectativa de que os políticos possam entende…

Amadurecimento da Bacia de Campos e queda da receita de royalties na região Norte Fluminense

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A participação percentual da receita de royalties nos municípios da região Norte Fluminense, em relação ao total dos municípios do estado do Rio de Janeiro, caiu fortemente nos meses do primeiro quadrimestre de 2017 em relação ao mesmo período de 2011. Podemos observar no gráfico uma retração média da receita de 13,28 pontos percentuais no período, resultado do amadurecimento dos poços da Bacia de Campos.  Já na comparação entre a receita total dos municípios do estado do Rio de Janeiro, em relação ao total da receita total dos municípios do país, foi observada uma queda mais branda de 8,21 pontos percentuais, em função da produção fora da Bacia de Campos. O produção de petróleo no pré-sal interrompeu uma maior queda no contexto do estado, frente ao país. A presente análise corrobora com a visão de que é urgente a busca de alternativas que possam substituir as rendas petrolíferas, cuja trajetória é declinante.

Movimentação do emprego formal na região Norte Fluminense em abril

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O saldo negativo de emprego formal desacelerou em abril na região Norte Fluminense. Foram eliminadas 56 vagas no mês, contra 1.815 vagas em março. Macaé eliminou 883 vagas no mês, enquanto Campos dos Goytacazes criou 770 vagas em decorrência do inicio da safra de cana de açúcar.  No acumulado de janeiro a abril, a região eliminou 3.113 vagas, concentradas em Macaé com a eliminação de 2.971 vagas no quadrimestre do ano. Deste total, foram eliminadas 907 vagas no setor de serviços, 804 vagas na construção civil, 503 vagas no setor extrativa mineral, 502 vagas no comércio e 206 vagas na indústria de transformação. Somente o setor agropecuário gerou resultado positivo com a criação de 7 vagas de emprego no quadrimestre.  Campos dos Goytacazes eliminou 97 vagas no período, sendo 440 vagas na construção civil, 384 vagas no comércio, 144 vagas no setor de serviços e 19 vagas no setor extrativa mineral. Os setores agropecuário e industria de transformação geraram resultados positivos. Foram cri…

Produção física industrial do Rio de Janeiro dá sinais de aquecimento em 2017

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O setor industrial do Rio de Janeiro dá sinais de recuperação no primeiro trimestre de 2017. Em janeiro cresceu 4,8% em relação a janeiro de 2016, em fevereiro cresceu 3,6% e em março cresceu 6,1% em relação ao mesmo período.  O setor metalúrgico teve papel fundamental nesse aquecimento. Em janeiro cresceu 31,3%, seguido pela indústria extrativa com crescimento de 13% e do setor de manutenção, reparo e instalação de máquinas e equipamentos com 9%. Em fevereiro o setor cresceu 27,7%, seguido pela fabricação de veículos automotores 18,8% e da fabricação de bebidas com 14,3%. Já em março, o setor cresceu 36,3%, a fabricação de bebidas 38,8% a automobilista 31,6% e a extrativa cresceu 10,1% no mesmo período. Conforme observado no gráfico, a variação da industria no Brasil ficou muito aquém do estado do Rio de Janeiro.

Entendendo a crise fiscal em Campos dos Goytacazes

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O entendimento sobre gastos em investimento como critério de eficiência na execução orçamentária municipal, permite uma análise mais profunda da trajetória financeira dos municípios no estádio do Rio de Janeiro. Consideramos os municípios líderes das microrregiões e identificamos que no período de 2002 a 2016, Campos dos Goytacazes apresentou o melhor resultado do estado. Com uma média nominal de 16,89% de investimento em relação as receitas correntes nos últimos quinze anos, superou a média de 14,10% da alocação feita pelo Rio de Janeiro.
Observamos ainda nesses quinze anos, um forte coeficiente de correlação de 0,855650185 entre receitas correntes e investimento público no município. De 2002 a 2009, período de evolução das rendas petrolíferas, o coeficiente de correlação apurado foi de 0,763265106. Já no período de 2009 a 2016, onde se verificou declínio da participação relativa na produção de petróleo da Bacia de Campos em relação a produção no país, o coeficiente de correlação de …

Oito anos do blog Economia Norte Flumiense

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Estamos comemorando mais um ano de vida. Em maio de 2009 iniciamos o esforço de divulgar informações credibilizadas sobre a região Norte Fluminense. Com oito anos de trabalho intenso, acreditamos que estamos cumprindo o nosso objetivo, porém com o entendimento de que ainda existe uma longa estrada para percorrer. 
Parabéns a todos os leitores do Blog Economia Norte Fluminense.  Abraços, Alcimar Chagas.

Resultado superavitário na Balança Comercial brasileira em abril

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A Balança Comercial brasileira contabilizou um saldo superavitário de US$6.967 milhões em abril. As exportações somaram US$17.686 milhões e as importações US$10.717 milhões no mês. No acumulado de janeiro a abril, o saldo foi superavitário em US$21.387 milhões. As exportações acumuladas somaram US$68.149 milhões e as importações US$46.762 milhões no período. na comparação com o mesmo período acumulado do ano passado, as exportações cresceram 21,8% este ano, enquanto as importações acumuladas cresceram 9,53%. O saldo superavitário neste quadrimestre é maior 61,4% do que o saldo no quadrimestre de 2016.

Exportação de petróleo em abril

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A exportação de petróleo em tonelada caiu 21% em abril, com base em março. A receita em dólar caiu 23,6% e o preço caiu 3,5% no período. Na comparação com abril do ano passado, o volume embarcado caiu 10,3%, a receita cresceu 42,8% em função da valorização de  59,16% no preço por tonelada.

Exportação de minério de ferro em abril

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A exportação de minério em tonelada caiu 33,9% em abril, com base em março desse ano. A receita em dólar caiu 30,3%, enquanto o preço subiu 5,6% no período. Na comparação com abril do ano passado, a queda no volume embarcado foi de 17,0%, enquanto a receita cresceu 69%, em função do crescimento de 103,9% no preço, no mesmo período.
O gráfico mostra a trajetória do preço para o mês de abril, no período de 2012 a 2017. podemos observar uma boa recuperação do preço de exportação em 2017, depois da forte queda nos anos anteriores.

Exportação de açúcar em abril

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O volume em tonelada de açúcar exportado em abril, caiu 1,71% em relação a março, mantendo a trajetória de queda neste ano. A receita em dólar caiu 3,15% e o preço caiu 1,46% no mesmo período. Na comparação com abril do ano passado, o volume exportado caiu 8,72% enquanto a receita em dólar cresceu 30,2% , devido a evolução do preço em 42,63% no mesmo período.
O gráfico apresenta a evolução do preço e exportação do açúcar em bruto para o mês de abril, no período de 2012 a 2017. Neste ano podemos observar a recuperação do preço, depois de uma trajetória de queda acentuada até 2016.

Não existe crise financeira em São João da Barra

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As receitas orçamentárias dos municípios são divididas em receitas próprias (impostos e taxas no contexto do Município) e transferências constitucionais feitas pelos governos do Estado e Federal. As transferências tem uma peso, substancialmente, maior e nelas estão as rendas de petróleo, o fundo de participação dos municípios, o ICMS, recursos para saúde, educação, assistência social, merenda escolar, dentre outras. As transferências de recursos federais para a região Norte Fluminense no período de janeiro a abril de 2017, calculada por habitante, são apresentadas na figura a seguir:















Fonte: Transparência Federal
Vejam que a crise tão alardeada pelo governo de São João da Barra, parece não se justificar. O Município nesse quadrimestre recebeu um montante de R$856,06 por habitante, valor maior 138,58%  do que o valor médio da região Norte Fluminense e 473,74% maior que a média do estado. As transferências federais somaram R$29.863.350,43 no período de janeiro a abril. Se considerarmo a m…

Flutuação do emprego formal no período de janeiro a março em São João da Barra

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O governo atual em São João da Barra implementou elevados gastos para incentivar o turismo no primeiro trimestre do ano, cujos resultados concretos ficaram longe dos propagandeados. Parceria público privado, subvenções, eventos, nada animou a economia. Vejamos a figura a seguir, com os dados de emprego no primeiro trimestre, segundo o Ministério do Trabalho.












O Município gerou 85 novas vagas de emprego no período de janeiro a março deste ano. Olhando os setores, podemos observar que somente as atividades de serviços geraram saldo positivo, ou seja, 328 vagas. Dentre as ocupações com maiores saldos estão o de coleta de lixo com 215 vagas, motorista de furgão com 34 vagas, varredor de rua com 22 vagas, ajudante de motorista com 21 vagas e alinhador de produção com 19 vagas. Vejam que as ocupações demandadas com maior número de vagas não tem nenhuma relação com turismo. As contratação tem relação com a administração pública e a motivação, exatamente a troca de governo. O comércio que estari…

Porto do Açu, Distrito Industrial, Desenvolvimento! Afinal, qual é a verdadeira situação do município sede?

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Sobre a reocupação das terras no entorno do porto do Açu, depois de oito anos do processo de desapropriação coordenado pelo Estado do Rio de Janeiro, a Prumo, gestora do porto do Açu, emitiu a seguinte nota:
“A Prumo em conjunto com o Estado do Rio de Janeiro, contribui para o desenvolvimento do Distrito Industrial de São João da Barra, promovendo a atração de empresas para gerar emprego e renda para a sociedade, bem como acelerando a economia local e o aumento na arrecadação de tributos em toda a região Norte Fluminense. Para que este desenvolvimento econômico aconteça, é importante que as áreas estejam livres de desembaraços para o uso industrial – que é vocação das áreas, de acordo com o Plano Diretor do município e o planejamento de desenvolvimento socioeconômico do Estado do Rio de Janeiro”.
Vejam como os discursos em torno do desenvolvimento para o município são fantasiosos. A figura, a seguir apresenta dados de emprego e renda no comércio e na indústria de transformação no municí…

Os reflexos do verão no emprego no comércio em São João da Barra

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São João da Barra é um Município produtor de petróleo e sede do porto do Açu. Os recursos gastos no planejamento, construção e operação do complexo portuário do Açu, no período de 2007 a 2016, somaram a bagatela de R$13 bilhões. Complementarmente, pelos menos R$350,0 milhões enchem os cofres do governo anualmente. Bem! Estamos falando de um Município muito rico, considerando que a sua população não passa de 35 mil habitantes. 
Essas observações ajudam a leitura do gráfico acima, que apresenta os saldos gerados de emprego no comércio no trimestre (janeiro-fevereiro-março) no período de 2007 a 2017. É importante ainda observar que estamos tratando de um período de férias escolares, verão, onde o Município "turístico" costuma gastar fortunas em shows e eventos diversos com a justificativa de aquecer o comércio.  
Meus amigos, ai está o resultado dessa discussão. Os saldos positivos de emprego nos anos de 2008 a 2011 e em 2014, foram pífios para as condições do Município. Pior ain…

Emprego formal em março na região Norte Fluminense

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A situação do emprego formal piorou na região Norte Fluminense. Foram eliminadas 1.815 vagas em março, contra 457 vagas eliminadas em fevereiro. Macaé eliminou 1.487 vagas de emprego, seguido por Campos dos Goytacazes que eliminou 321 vagas. O único município que gerou saldo positivo foi São João da Barra com 98 vagas criadas no mês. No primeiro trimestre do ano, somente Conceição de Macabu e São João da Barra geraram vagas de emprego na região. Macaé lidera a eliminação de emprego no trimestre com 2.034 vagas, seguido por Campos dos Goytacazes com 867 vagas eliminadas.  No total do trimestre foram eliminados 3.003 empregos na região. Setorialmente, a construção civil eliminou 620 vagas em Macaé, 358 vagas em Campos e 209 vagas em São João da Barra. O comércio eliminou 445 vagas em Campos, 437 vagas em Macaé e 9 vagas em São João da Barra. A indústria de transformação eliminou 80 vagas em Campos, 57 vagas em Macaé e 16 vagas em São João da Barra. Finalmente, o setor de serviços eliminou…

As aglomerações portuárias cumprem o que prometem?

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A propaganda em torno dos benefícios locais, provocados pela instalação de infraestrutura portuária pelo país é enganosa. Especialmente em relação ao porto do Açu no município de São João da Barra-RJ, movimento que acompanhei bem de perto, foi vendida a ideia de desenvolvimento econômico pelo empreendedor e pelos governantes. O discurso era de que o comércio local se transformaria em um grande fornecedor de bens e serviços das empresas recém-chegadas, impactando no aumento do emprego, renda e novos negócios. Esse ciclo virtuoso se materializaria em desenvolvimento econômico. Evidente que não passou de discurso.
Para comprovar tal afirmativa selecionamos três municípios impactados por projetos dessa natureza. São João da Barra-RJ (porto do Açu), Ipojuca-PE (porto de SUAPE) e Itaguaí (porto de Itaguaí).  Usamos a análise estatística de regressão múltipla, considerando o emprego como variável dependente e as variáveis emprego total, receitas correntes, investimento público, operações de …

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Está no ar a sétima edição da Revista de Extensão da UENF. Boa leitura! Click no link abaixo.
revext.uenf.br

Instituições fazem diferença!

Sobre o modelo estatal operado pela Noruega, precisamos conhecer alguns pontos. Um deles a ser destacado:  o baixíssimo nível de corrupção (entre os menores do mundo), tanto no serviço público quanto no privado, que está fortemente ligado à transparência quase irrestrita. Diferentemente de outros países, onde o sigilo fiscal é inviolável e um valor defendido de forma apaixonada, na Noruega a renda e os impostos pagos por qualquer cidadão está disponível a quem estiver interessado desde o ano de 1814 (época em que era unida com a Suécia), quando essas informações já podiam ser obtidas nas prefeituras. Hoje, com a internet, os habitantes da Noruega conseguem facilmente descobrir quanto ganham e os impostos que pagam cada um de seus compatriotas, o que simplifica enormemente o combate à sonegação fiscal e enriquecimento ilícito.
http://voyager1.net/economia/o-livre-mercado-e-chave-para-prosperidade-noruega-prova-que-nao/

A importância da terra para o desenvolvimento econômico

SINOP UMA CIDADE EM TRANSFORMAÇÃO - YouTube
Esta cidade tem 133 mil habitantes. Não tem petróleo e sim agronegócio.

PARA REFLETIR!

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A maldição dos recursos naturais é um problema real encontrado principalmente em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, fato este que está ligado a uma estrutura política fraca e muitas vezes corrupta. A ganância de governantes e gestores corruptos faz com que os rendimentos do petróleo, principalmente na forma de pagamento de royalties ou outras indenizações, sejam desviadas ilegalmente não atingindo a quem deveria e principalmente, não gerando nenhum tipo de benefício para a sociedade (ENNS e BERSAGLIO 2015).

Os negócios com a carne brasileira no exterior não foram afetados pela operação carne fraca em março

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A operação carne fraca gerou desconfiança no exterior entre os parceiros comerciais do país, porém não afetou a exportação em março. O volume embarcado em tonelada da carne suína in natura, cresceu 24,3% em março com relação a fevereiro e caiu 3,4% em relação a março de 2016. O preço por tonelada exportada em março foi maior 8,5% em relação a fevereiro e maior 44,3% em relação a março do ano passado. Já o volume em tonelada da carne bovina in natura cresceu 23,8% em março com relação a fevereiro e caiu 11,3% em relação a março do ano passado. O preço negociado em tonelada em março foi menor 0,06% em relação a fevereiro, porém maior 10,6% em relação a março de 2016. A carne de frango in natura apresentou um crescimento de 14,1% no volume embarcado em tonelada em março, com relação a fevereiro, e uma queda de 6,8% em relação a março do ano passado. O preço negociado em março foi menor 0,3% em em relação a fevereiro e maior 20,0% em relação a março do ano anterior. Agora é esperar para ver …

Resultado da Balança Comercail do Brasil em março

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O Brasil apresentou um saldo superavitário de US$7.145 milhões em março, correspondente a US$20.085 milhões de exportação e US$12.940 milhões de importação. No acumulado do trimestre, o saldo superavitário bateu US$14.424 milhões, resultado de US$50.466 milhões de exportação e US$46.042 milhões de importação.  Na comparação com o primeiro trimestre de 2016, as exportações cresceram 24,4% no trimestre deste ano, enquanto as importações cresceram 12,0% no mesmo período.  O comércio exterior é um dos indicadores positivos que vem animando a economia do país. A expectativa de excelente safra de grãos nesse ano promete aquecer ainda mais as relações comerciais com o exterior.

Exportação de petróleo bruto em março

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A exportação de petróleo em tonelada apresentou queda de 35,7% em março, com base no mês anterior. A receita em dólar também apresentou uma queda da ordem de 36,7% no mesmo período. Na comparação com março de 2016, o volume embarcado em tonelada cresceu 32,4%, enquanto a receita em dólar cresceu 157,0% no mesmo período. A receita aumentada se deu em função da boa recuperação do preço do petróleo em março deste ano. O valor bateu US$327,6 a tonelada embarcada para o exterior, representando um crescimento de 94,2% em relação a março do ano passado.

Exportação de Minério de Ferro em março

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O volume em tonelada de minério de ferro exportado em março cresceu 41,4% em relação a fevereiro, enquanto a receita em dólar cresceu 58,3% no mesmo período.  Na comparação com março de 2016, o crescimento do volume embarcado cresceu 20,0% e a receita cresceu 199,7% em decorrência da substancial recuperação do preço de exportação no período. O gráfico mostra a evolução do preço do minério para o mês de março, no período de 2012 a 2017.
Conforme podemos observar, depois que o preço de exportação da commoditie chegou a US$25,6 a tonelada em março de 2016, foi verificado um importante avanço para US$63,9 a tonelada em março de 2017, representando um crescimento de 149,6% em um ano.

Exportação de Açúcar em Bruto em março

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A exportação de açúcar bruto em março apresentou uma queda 25,8% no volume embarcado em toneladas e uma queda de 21,0% na receita em dólar.  Na comparação com março de 2016, a queda no volume embarcado atingiu 30,5% em março desse ano, enquanto a queda na receita atingiu 5,1% no mesmo período. O preço por tonelada avançou 6,4% em março, com base em fevereiro deste ano. O gráfico a seguir mostra a trajetória do preço para o mês de março ao longo do período 2012 a 2017. 
Conforme podemos observar, depois de uma trajetória de queda no período de 2012 a 2016, considerando o mês de março, a recuperação começa a ocorrer em 2017.

A trajetória do porto do Açu e seus reflexos

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Segundo dados da Prumo Logística Global, a movimentação de navios nos terminais do Porto do Açu, em São João da Barra, vem sendo ampliada substancialmente. 
Em 2014, ano que marcou o início do processo de operação do porto, três navios movimentaram 240 mil toneladas de minério de ferro em direção ao exterior. Em 2015, a movimentação contabilizou 195 embarcações, em 2016 foram 966 embarcações e, só no primeiro trimestre de 2017, foi contabilizado uma movimentação de 129 embarcações, entre graneleiros, petroleiros, cargueiros e outras de apoio offshore ao setor petrolífero.
Já na ótica financeira, durante a fase de construção do porto foi movimentado um volume de investimento da ordem de 7,6 bilhões, enquanto na fase de operação foi movimentado um investimento de R$5,4 bilhões, consolidando um total de R$13,0 bilhões de 2007 a 2016.
Nesse contexto de sucesso do empreendimento privado, hoje podemos dizer que a sua instalação gerou externalidades negativas profundas. A desnecessária e pertur…