sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

A conjuntura econômica nacional em 2016

Com a expectativa de queda de 3,5% do PIB em 2016, em relação ao ano anterior, uma dívida bruta de 71% e um resultado primário de 2,6% negativo em novembro desse ano, o Brasil fecha o ano na expectativa de dias melhores no ano que chega.

Outro aspecto que se deteriorou neste ano foi o emprego formal. A taxa de desocupação do trimestre setembro, outubro, novembro alcançou 11,9%, sendo a mais elevada desde o período de sua criação em 2012. O rendimento real pelas pessoas ocupadas também desacelerou no tempo. No mesmo trimestre de 2016 foi observado uma queda de 0,44% em relação ao mesmo trimestre do ano passado e uma queda de 2,16% em relação ao mesmo trimestre de 2013.

Já a flutuação do emprego formal no período entre janeiro a novembro de 2016, registrou uma eliminação 858,3 mil empregos. Segundo avaliação setorial, a construção civil foi a que mais eliminou vagas neste ano. Foram 276,1 mil vagas de emprego, seguido pelo setor de serviços com 231,6 mil vagas e do comércio com a eliminação de 185,5 mil vagas. Os setores de administração pública e agropecuária foram os únicos a gerar novas vagas de emprego no ano. Foram geradas 11,0 mil vagas na administração pública e 35,4 mil novas vagas na agropecuária, no mesmo período.

Os indicadores relativos ao comércio exterior melhoraram, porém é importante uma observação mais cuidadosa. No período janeiro a novembro de 2016, foi registrado um superávit de US$43.282 milhões na balança comercial, resultado da exportação acumulada de US$169.307 milhões e US$126.025 milhões de importação.

O elevado saldo da balança comercial, entretanto, é fruto da forte desaceleração das importações. O valor das exportações no período de janeiro a novembro foi menor 2,9% em relação ao mesmo período de 2015, enquanto o valor das importações foi menor 21,7% no mesmo período, o que ratifica a preocupação indicada anteriormente.

As expectativas para 2017 é de que, com redução do índice inflacionário que já desacelerou neste ano para 6,4% (IPCA) e com a redução da taxa de juros, gradativamente, os investimentos comecem a acontecer, melhorando a dinâmica econômica e o nível de emprego. Evidente que o nível de confiança entre os empresários e consumidores precisam melhorar, assim como, os governos (federal, estadual e municipal) precisam resolver o problema da crise financeira presente.



FELIZ ANO NOVO!

Desejo aos amigos e familiares, um ANO NOVO de muita saúde e realizações. Um grande abraço!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Emprego formal na região Norte Fluminense em novembro

O emprego formal piorou, em novembro, na região Norte Fluminense. Foram eliminadas 1.585 vagas, contra 1.500 no mês anterior. Campos dos Goytacazes foi o destaque negativo. O município eliminou 888 vagas no mês. Macaé eliminou 673 vagas e São João da Barra eliminou 170 vagas em novembro.
No acumulado de janeiro a novembro, a região eliminou 18.286 vagas de emprego. Campos dos Goytacazes eliminou 4.299 vagas, sendo 1.719 no setor de serviços, 1.432 vagas no comércio, 1.049 na indústria de transformação, 958 vagas na construção civil e 04 vagas no setor extrativa mineral. O setor agropecuário foi o único a gerar emprego. Foram geradas 1.034 novas vagas de emprego no setor.
Macaé eliminou 11.871 no período acumulado. O setor de serviços eliminou 7.136 vagas, a construção civil eliminou 1.914 vagas, o comércio eliminou 1.245 vagas, a indústria de transformação eliminou 957 vagas, o setor extrativa mineral eliminou 613 vagas e a agropecuária eliminou 8 vagas de emprego.
São João da Barra eliminou 1.381 vagas no mesmo período. A construção civil eliminou 879 vagas, a indústria de transformação eliminou 177 vagas, o setor de serviços eliminou 162 vagas, o comércio eliminou 101 vagas, a extrativa mineral eliminou 49 vagas e a agropecuária eliminou 13 vagas no acumulado.
O estado eliminou 12.438 vagas em novembro e 201.735 vagas no período de janeiro a novembro.



quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

A força da terra produtiva
















Quintal porreta! Não é que se plantando tudo dá! Brincando a gente vai mostrando como é possível realizar coisas muito sérias. Pense em uma agricultura familiar diversificada funcionando para atender a merenda escolar, a população e a exportação. Pense na utilização dos diversos produtos agrícolas como insumo industrial em um contexto de cadeias produtivas. Pense tudo isso apoiado pelo conhecimento cientifico e tecnológico disponível em nossas universidades e centros de pesquisa. Garanto que petróleo, porto, não fariam falta alguma!


sábado, 24 de dezembro de 2016

FELIZ NATAL!

A todos os amigos e amigas que compartilham das reflexões semanais sobre a nossa frágil economia. 
Que essa fase turbulenta, que aflige a todos nós, possa sinalizar novos horizontes, nos permitindo fortalecer a saúde, o emprego e, sobretudo, garantindo a felicidade de todos. 

BOAS FESTAS e um ANO NOVO repleto de muitas realizações para a toda a família. 

Forte Abraço!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Vale a pena ler de novo!


domingo, 15 de dezembro de 2013

A dinâmica econômica do Rio de Janeiro na ótica da distribuição do ICMS

O processo de descentralização econômica do Estado do Rio de Janeiro parece seguir em direção oposta aos grandes investimentos nas atividades de petróleo e infraestrutura portuária. Observando a variação percentual da participação regional na arrecadação de ICMS, verifica-se que a região Norte Fluminense, rota do petróleo e localização dos portos, perdeu 1,98% no índice para 2014 (referência da movimentação econômica de 2012), em relação ao ano anterior. A queda só não foi maior em função do resultado positivo de Macaé, sede das empresas do ramo de petróleo. Os outros municípios não responderam aos estímulos dos investimentos públicos e privados. 
No conjunto das regiões que apresentaram resultados positivos, a região Noroeste cresceu a participação em 1,26%, impulsionada pelos principais municípios de Itaperuna e Santo Antônio de Pádua.  
A região Metropolitana cresceu 1,71%, impulsionada por Niterói, enquanto os melhores resultados se concentraram na região Centro Sul com 2,41%, impulsionada pelo município de Três Rios e na região Litoral Sul Fluminense, cuja evolução foi de 8,33%, puxada pelo município de Angra dos Reis. 

sábado, 10 de dezembro de 2016

A luz do novo ciclo político, entendemos os possíveis caminhos para a transformação da região Norte Fluminense?

Importantes organizações da região Norte Fluminense repetem praticas arcaicas que não contribuem com o necessário movimento de transformação socioeconômica regional. As iniciativas promovidas por alguns segmentos, no contexto da proximidade do início de um novo ciclo político, parecem ratificar essa afirmativa, já que a sua natureza é de capitalização política. Claramente, cada segmento busca seus próprios interesses, em detrimento do interesse coletivo.

Faço uma leitura crítica ao teor de um desses encontros recentes em Campos dos Goytacazes, onde no âmbito da discussão sobre desenvolvimento regional, o argumento era a defesa dos incentivos fiscais promovidos pelo estado. Na visão do palestrante, tais incentivos foram fundamentais para a vinda de muitas empresas que geraram muitos empregos em todo o estado.  

Esta visão míope precisa ser bem avaliada pelos prefeitos eleitos. Na verdade, os defensores dos incentivos fiscais parecem não entender o quadro da grave crise vivenciada pelo estado. No período entre 2007 e 2015, o estado cedeu desonerações fiscais da ordem de R$186 bilhões para grandes empresas nacionais e internacionais, enquanto a sua dívida evoluía para R$107 bilhões em 2015.

Talvez para sensibilizar a plateia regional, o palestrante citou o exemplo de São João da Barra. Em suas palavras, o município foi beneficiado com 5.000 empregos, em função do porto do Açu. Primeiro importa dizer que as empresas do porto do Açu não constam da lista dos principais beneficiários das isenções fiscais do estado. Segundo, o crescimento do emprego não gerou bem-estar para a população. Podemos provar tal afirmação, considerando a hipótese de que o emprego no comércio é impactado pelo emprego total. Ou seja, como indicador da dinâmica econômica local, no caso de uma forte correlação com o emprego total, garantiria bem-estar para a população. Caso contrário, a população não se beneficiaria do grande volume de emprego gerado.

Nesse caso específico, apuramos os resultados para os municípios de Itaguaí, Itaboraí, Macaé e São João da Barra, considerado que os mesmos receberam forte aporte de investimento em grandes projetos.


Fonte: Elaboração própria, com base no Ministério do Trabalho

Assim, podemos verificar no gráfico que a fraca correlação em São João da Barra é indicio de que a população não se beneficiou do emprego gerado pelo porto do Açu. Os índices mostram que os outros municípios apresentaram maior capacidade interna de absorção do emprego total, através de sua correlação com o emprego no comércio.
                                                                                                  
Em nossa conclusão, fica a seguinte mensagem para os prefeitos eleitos. Aceitar os argumentos de interesse associados a segmentos específicos, pode não ser a melhor estratégia. Aconselho a seguir o instinto endógeno, buscando as soluções para os problemas locais no estoque de recursos, tangíveis e intangíveis, estritamente doméstico.

Matéria publicada em 08 de abril de 2012

São Paulo, domingo, 08 de abril de 2012Mercado
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ANÁLISE
Desafio da região é converter riquezas em inclusão social
Cenário de oportunidades para a sociedade é otimista e precisa de um olhar crítico

ALCIMAR DAS CHAGAS RIBEIRO
ESPECIAL PARA A FOLHA
É inegável a perspectiva de crescimento econômico do norte fluminense. Na região, está situada a bacia petrolífera de Campos, responsável pela produção de 85% do petróleo nacional, e o complexo portuário do Açu, ainda em fase de construção e com a expectativa de gerar R$ 40 bilhões nos próximos 15 anos.
Diante da expectativa de grandes transformações, o crescimento garantido se confunde com desenvolvimento e inclusão social. Poder público e empreendedores lançam mão dos estudos de impactos ambientais e constroem cenários de oportunidades para a sociedade.
Essa argumentação, extremamente otimista, precisa de um olhar crítico, pois é essencial o resgate da história, que mostra a existência de um primeiro ciclo portuário no período de 1740 a 1890, na localidade de São João da Barra, cuja extinção ocorreu em função da chegada da linha férrea com custos mais baixos e maior produtividade.
O exemplo do passado, que deixou mazelas de ordem cultural e também política, serve de lição para entender o ambiente receptor dos investimentos presentes.
A experiência petrolífera da região nesses últimos 35 anos permite ainda observar que não há uma relação direta entre investimentos e desenvolvimento socioeconômico das cidades. Nesse período, conviveram na região a formação de riqueza concentrada e a exclusão social.
Uma análise dos indicadores da fase de construção do porto do Açu também ajuda a entender o cenário.
Por exemplo, houve um crescimento de aproximadamente 100% no número de empregados formais nos últimos quatro anos e, em janeiro de 2012, São João da Barra -cidade de 32 mil habitantes que abriga o terminal portuário- contabilizava 6.400 trabalhadores após investimento de R$ 2,5 bilhões.
Qualitativamente, verifica-se uma demanda por ocupações com baixa qualificação, além da presença de um grande contingente de trabalhadores de outras regiões que remetem parte da renda para a cidade de origem, permanecendo apenas uma parte dos ganhos no município.
O impacto desse crescimento na arrecadação municipal também é irrelevante no contexto geral, já que a receita orçamentária do município tem dependência de 78% das transferências de royalties e participações especiais da produção de petróleo.
Em São João da Barra, o ISS (Imposto Sobre Serviços) aumentou de R$ 1 milhão em 2007 para R$ 10 milhões em 2011; o dinheiro dos royalties gera R$ 11 milhões por mês.
A soma dessas considerações permite consolidar a necessidade de um novo olhar sobre o momento de transformação da região. Uma reflexão da trajetória histórica e a análise de indicadores podem ajudar a formar cenários futuros mais equilibrados.
ALCIMAR DAS CHAGAS RIBEIRO, 59, economista, é professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Resultado da Balança Comercial brasileira em novembro

A Balança Comercial do Brasil foi superavitária em US$4.758 milhões em novembro. As exportações somaram US$16.220 milhões e as importações US$11.463 milhões. No acumulado de janeiro a novembro, o superávit somou US$43.282 milhões, resultado de US$169.307 milhões de exportação e US$126.025 milhões de importação.
Os bons resultados, entretanto, não são animadores. Na verdade o valor das exportações no período de janeiro a novembro deste ano foi menor 2,9% em relação ao mesmo período de 2015, enquanto o valor das importações foi menor 21,7% no mesmo período. Vejam que o elevado saldo superavitário neste ano é fruto de forte retração nas importações.

Exportação de petróleo em novembro

A exportação de petróleo bruto em tonelada caiu 2,5% em novembro, com base em outubro deste ano, porém cresceu 56,6% em relação a novembro do ano passado. 
A receita em dólar cresceu 4,6% em novembro, com base em outubro e cresceu 72,8% em relação a novembro de 2015. Já o preço por tonelada cresceu 7,3% em novembro, em relação a outubro, e cresceu 10,3% em relação a novembro de 2015.
Podemos observar no gráfico uma consistente evolução do preço do petróleo em tonelada deste ano. O preço de novembro é maior 44,5% do preço praticado em janeiro.

Exportação de Minério de Ferro em novembro

A exportação de minério de ferro, em tonelada, cresceu 4,8% em novembro, com base em outubro e 12,3% em relação a novembro do ano passado. A receita em dólar cresceu 11,1% em novembro, com base em outubro e 37,0% em relação a novembro de 2105. O preço evoluiu  5,9% em novembro, com base em outubro e 21,7% com base em novembro do ano passado.
O gráfico, a seguir, apresenta a trajetória dos preços da commoditie nos anos de 2012, 13, 14, 15 e 2106. 
Os preços de minério de ferro evoluíam bem neste ano, comparativamente ao passado. Entretanto, ainda continuam muito aquém do triênio 12, 13 e 14.

Exportação de Açúcar em Bruto em novembro de 2016

A exportação brasileira de açúcar segue evoluindo neste ano. O volume embarcado em tonelada cresceu 11,5% em novembro, com base em outubro e 3,5% em relação a novembro do ano passado. A receita em dólar cresceu 17,8% e 45,6% consecutivamente nos mesmos períodos. 
O maior crescimento da receita em novembro deste ano, com base em novembro do ano passado, se deu em função da forte evolução do preço por tonelada. O crescimento do preço atingiu 5,6% em novembro, com base em outubro neste ano e 40,7% com relação a novembro do ano passado.
O gráfico a seguir apresenta a trajetória ascendente do preço da tonelada de açúcar em bruto no comércio exterior em 2016.