quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Emprego formal em outubro na região Norte Fluminense

A região Norte Fluminense eliminou 1.500 empregos em outubro. Esse número foi menor, em relação aos 2.591 empregos eliminados no mês de setembro. Campos eliminou 596 vagas, Macaé eliminou 538 e São João da Barra eliminou 313 vagas de emprego no mês. 
No período de janeiro a outubro, Macaé já eliminou 11.198 vagas de emprego, Campos eliminou 3.411 e São João da Barra eliminou 1.211 empregos no acumulado. No acumulado total são 16.711 vagas de emprego eliminadas na região Norte Fluminense.
Setorialmente, Campos eliminou 1.550 vagas no setor de serviços, 1.461 vagas no comércio, 1.172 na indústria de transformação e 720 vagas na construção civil. O setor agropecuário foi o destaque com a geração de 1.659 novas vagas de emprego no período.
Já em Macaé, foram eliminadas 6.483 vagas no setor de serviços, 1.917 vagas na construção civil, 1.324 vagas no comércio, 991 vagas na indústria de transformação e 457 vagas na industria extrativa mineral.
São João da Barra eliminou 712 vagas na construção civil, 167 vagas na industria de transformação, 164 vagas no setor de serviços e 113 vagas no comércio.
O estado do Rio de Janeiro eliminou 189.297 vagas de emprego no período de janeiro a outubro, enquanto o país eliminou 792.250 vagas de emprego no mesmo período. 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Estratégia de intervenção para sanar o desequilíbrio financeiro em Campos dos Goytacazes

Uma primeira interversão para sanar o desequilíbrio financeiro no município de Campos dos Goytacazes, passa, inicialmente, por uma investigação mais profunda nas três principais funções no grupo das despesas orçamentárias. Administração, Saúde e Educação. Em 2011 os gastos nas três funções representaram 67,1% das despesas orçamentárias, em 2013 evoluiu para 69,9% em 2015 evoluiu para 75,64% e em 2016 alcançou 79,73% do total das despesas orçamentárias liquidadas no período e janeiro a julho. Como podemos verificar, o incremento relativo nos gastos com as funções, não garantiu maior eficiência dos serviços para a população. O gráfico a seguir, apresenta os percentuais de participação das funções na despesa orçamentária, nos anos de 2011, 2013, 2015 e 2016 (janeiro a junho).


Fonte: Portal da Transparência 

Também é importante observar a participação relativa das sub- funções em cada função. No caso da Administração, importantes unidades consumidoras de recursos, como: normatização e fiscalização, tecnologia da informação, formação de recursos humanos e administração de receitas, perdem relevância para a sub-função administração geral. Esta sub-função representou 95,87% do total alocado na função administração em 2011; 95,52% em 2013; 94,97% em 2015 e 98,84% em 2016 (primeiro semestre). 

Vejam que enquanto a função administração representou 26,6% do total da despesa orçamentária em 2015, a sub-função administração geral representou 94,97% da função, no mesmo ano. Considerando o valor de R$2,0 bilhões de despesas liquidadas neste ano, a função administração consumiu R$539,8 milhões e a sub-função administração geral consumiu R$ 512,6 milhões.

No caso da função saúde, apesar das importantes sub-funções (assistência hospitalar, supervisão profilática, alimentação e nutrição, atenção básica), o destaque no consumo de recursos também ficou com a sub-função administração geral, que absorveu 61,09% do total das despesas liquidadas pala função administração.

Essa situação ocorre ao longo da distribuição das despesas liquidadas por função. A sub-função administração geral tem expressiva participação relativa e é, exatamente, nela é que se deve centrar toda atenção, até porque não apresenta transparência.

domingo, 20 de novembro de 2016

Mundo - Versão 4.0

http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,mundo-versao-40,10000088797

Pouco depois da metade do século XVIII, o mundo passou pela Primeira Revolução Industrial, na qual a produção de bens deixou de ser artesanal para ser realizada por máquinas em fábricas com extenso uso de energia a vapor. Cerca de cem anos depois, em 1870, foi a vez da Segunda Revolução Industrial, com a popularização da eletricidade e a criação das linhas de montagem e divisão de tarefas. Novamente, cerca de um século se passou e a Terceira Revolução Industrial, também chamada de Revolução Digital, varreu o planeta. ....


"O grande problema é o pensamento único. Será que todo o planeta é igual? As empresas ultra inovadoras do contexto da análise estão em todos os lugares? Todos os setores produtivos precisam competir no desenvolvimento e produção desses mesmo produtos? Apesar do passar dos séculos, continuamos indivíduos que necessitam comer, dormir, vestir, divertir, etc. Isso quer dizer que o novo sempre irá conviver com o antigo, ou tradicional, ou qualquer denominação que se queira dar".

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

terça-feira, 15 de novembro de 2016

A Lavoura Temporária na região Norte Fluminese

A análise da Lavoura Temporária na região Norte Fluminense, segundo dados do IBGE, indica perda de produtividade relativa, comparativamente, ao estado do Rio de Janeiro. O gráfico mostra a evolução relativa da área colhida e do valor da produção na região. Em 2013 a participação relativa da área colhida, em relação ao estado, foi de 75,62%, crescendo para 76,49% em 2014 e para 79,29% em 2015. Inversamente, a participação do valor da produção de 51,64% em 2013, caiu para 42,7% em 2014 e teve uma lenta evolução para 45,48% em 2015. De forma geral, podemos observar que a participação da área colida na região é muito maior do que a participação do valor da produção, indicando que a região atua no setor com cultivos de baixo valor.   
Um questionamento importante, diz respeito aos projetos compensatórios relativos aos grandes investimentos de base em recursos naturais. Onde estão os benefícios teoricamente dirigidos para o setor na região, que lidera a recepção de investimentos dessa natureza? Tudo indica que existe uma largo espaço para o avanço econômico, a partir de iniciativas estratégicas via o setor. Os municípios precisam de melhor organização para estruturar politicas publicas de valorização do setor, com geração de emprego e riqueza.    

sábado, 12 de novembro de 2016

Participação relativa do trabalho nos setores econômicos em São João da Barra




















A avaliação relativa da movimentação econômica em São João da Barra, nos últimos quinze anos, pela ótica do emprego, mostra poucas mudanças no quadro. É importante considerar que o município é produtor de petróleo, portanto, beneficiário de royalties e participações especiais.
Em termos absolutos, podemos até considerar que houve crescimento econômico, já que em 31 de dezembro de 2005 o município contabilizou 3.892 vínculos e R$2.670.384,15 de remuneração nominal do trabalho. Esses valores evoluíram para 10.499 vínculos e R$29.574.707,60 de remuneração nominal do trabalho em 2015.
O que chama atenção nessa trajetória é a participação relativa da administração pública, que apesar da diminuição do seu peso, conseguiu manter a liderança entre os outros setores de atividade. Em 2005, o vínculo trabalhista representava 51,7% e a remuneração 59,31%. Em 2015, o vínculo caiu para 35,7% e a remuneração para 35,49%. Podemos observar que a relação remuneração /vínculo, em 2015, diminuiu em relação a mesma relação em 2005.
O setor de construção civil apresentou mudanças importantes, em função dos investimentos nas atividades ligadas ao Porto do Açu. Em 2005 o vínculo tinha 6,63% de participação e a remuneração 4,72%, evoluindo para 23,62% e 32,75% em 2010, caindo para 19,79% e 19,55%, consecutivamente, em 2015. Podemos observar uma evolução salarial, principalmente em 2010, pela forte demanda por trabalhadores, fato que não se repetiu em 2015, em função da crise econômica instalada.
O setor de serviços apresentou uma participação de 9,17% de vinculo e 10,53% de remuneração em 2005, uma pequena evolução de 11,14 de vinculo e 9,16% de remuneração em 2010 e, ainda, evolução para 18,38% de vinculo e 18,88% de remuneração em 2015.
O setor de indústria de transformação, que apresentou participação de 14,03% de vinculo e 15,59% de remuneração em 2005, caiu fortemente em 2010 para 5,72% de vinculo e 4,08% de remuneração, retornando a posição anterior em 2015 com 14,01% de vinculo e 16,6% de remuneração.
Já os setores de atividade que deveriam se beneficiar da trajetória de crescimento absoluto da economia, se deprimiram em termos relativo. A agropecuária que apresentou participação relativa de 4,45% de vínculo e 2,18% de remuneração em 2005, retraiu para 1,02% de vinculo e 0,38% de remuneração em 2015. O baixo padrão salarial pode ser observado através dos indicadores acima.
Já o comércio apresentou participação de 13% de vinculo e 7,58% de remuneração em 2005, caindo para 8,77% de vinculo e 4,66% de remuneração em 2010, com leve evolução do vínculo para 9,04% em 2015 e o aprofundamento da queda de participação da remuneração para 3,84%, no mesmo ano. Novamente podemos observar a desvalorização do salario neste setor. 
Uma conclusão evidente é de que a absorção dos benefícios do crescimento absoluto do emprego (vínculo e remuneração) é inexistente no município. 

domingo, 6 de novembro de 2016

DIVULGAÇÃO

http://www.revextuenf.com/

Está no ar a edição mais recente da Revista de Extensão da UENF. 

Boa leitura!

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

As medidas do governo do estado e suas contradições

O estado do Rio de Janeiro isentou empresas ricas de recolher ICMS no valor de R$ 185,8 bilhões, nos mandatos desses senhores. Contraditoriamente, a pressão tributária se abateu sobre as pequenas e médias empresas que não deram conta e desempregaram fatores de produção.  
Com isso, a atividade econômica se retraiu e o problema do emprego não foi resolvido. Foram eliminadas 168.734 vagas, somente no período de janeiro a setembro deste ano. Realmente uma equação complexa, onde de um lado devemos somar a retração da produção, a queda das rendas, o aumento dos preços e juros e o avanço do endividamento; e do outro lado, a estratégia de governo de recomposição orçamentária, pesando a mão nos aposentados, já endividados e com renda corroída pelo esfacelamento do poder de compra. Os aposentados e pensionistas foram eleitos a contribuir com a bagatela de R$6,8 bilhões ao ano. O grupo com rendimento abaixo de R$5.189,82 e isento de contribuição, passará a contribuir com 30% se a medida for aprovada. Dentre as outras medidas que taxam a previdência, aumenta a alíquota de ICMS, eliminam benefícios sociais, etc., esta é a mais significativa. A sociedade vai ter que brigar muito para combater tamanha agressão a população.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A crise financeira do estado do Rio de Janeiro e seus argumentos contraditórios

A ineficiência da execução orçamentária do estado do Rio de Janeiro é alarmante. Os argumentos baseados na queda do preço do barril de petróleo e na consequente desaceleração da atividade petrolífera, são insuficientes para explicar a crise financeira sem precedentes do estado. A desoneração tributária ganha vida nesse contexto. Durante os governos PMBD (2011 a 2015) o total de desoneração dirigida para grandes empresas nacionais e estrangeiras chegou a R$ 186 bilhões, enquanto a dívida do estado evoluiu ao mesmo tempo para R$107 bilhões em 2015.

A queda das receitas tributárias, realmente, ocorreu. Em 2015 o estado perdeu aproximadamente R$5,0 bilhões de receita, em relação 2014 e, em 2016, o valor da redução deve chegar a R$10,0 bilhões, em relação a 2014. Poderia parecer o fim do mundo, se a desoneração tributária do estado em 2014 não chegasse a R$26,0 bilhões e em 2015 R$36,0 bilhões.


O grande problema dessa questão é que, enquanto as grandes empresas, inclusive as estrangeiras, deixam de pagar tributos ao estado, as pequenas e médias empresas são oneradas além de sua capacidade. Tal fato implica na perda de competitividade e na retração do nível de investimento, implicando no aumento do desemprego e no aprofundamento da desaceleração da atividade econômica.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Resultado da Balança Comercial brasileira em outubro

O saldo da Balança Comercial brasileira foi superavitário em US$ 2.346 milhões em outubro. As exportações somaram US$13.721 milhões e as importações US$11.375 milhões. No acumulado de janeiro a outubro o saldo foi superavitário em US$ 38.527 milhões. As exportações somaram US$ 153.088 milhões e as importações somaram US$ 114.561 milhões. Na comparação com o mesmo período do ano passado, onde o saldo somou US$ 12.248 milhões, podemos observar um forte crescimento neste ano. Porém, esse crescimento se deu em função da forte de queda de 22,75% das importações, além da queda de  4,64% nas exportações.

Exportação de minério de ferro em outubro

A exportação de minério de ferro em tonelada registrou queda de 15,05% em outubro, com base em setembro e queda de 12,12% em relação a outubro do ano passado. A exportação em dólar registrou queda de 21,8% em relação a setembro e queda de 2,15% em relação a outubro do ano passado. O preço também caiu 7,96% em outubro, com base em setembro,  e avançou 11,45% em relação a outubro do ano passado.
O gráfico apresenta a trajetória dos preços praticados nos últimos cinco anos. Podemos observar que a desvalorização do preço da commoditie foi bastante acentuado, quando observamos o comportamento dos preços no triênio 2012-2014.

Exportação de açúcar em outubro

A exportação em tonelada de açúcar caiu 31,06% em outubro, com base em setembro deste ano e caiu 10,23% em relação a outubro de 2015. A exportação em dólar caiu 30,28% em relação a setembro deste ano e cresceu 21,11% em relação a outubro do ano passado. Já o preço negociado da commoditie avançou 1,13% em outubro, com base em setembro, e 34,92% em relação a outubro do ano passado.
O gráfico apresenta a trajetória dos preços negociados nos últimos cinco anos. Apesar da evolução ao logo de 2016, podemos observar que ainda se encontram bem abaixo dos preços praticados no triênio 2012 - 2014.

Exportação de petróleo bruto em outubro

A exportação de petróleo em tonelada caiu 3,22% em outubro, com relação ao mês anterior, e cresceu 12,14% em relação a outubro do ano passado. A receita de exportação cresceu 0,75% em outubro, com relação ao mês anterior e cresceu 21,82% em relação a outubro do ano anterior. Já o preço da commoditie cresceu 1,04% em outubro, com base em setembro, e cresceu 8,66% em relação ao mesmo mês de 2015.   
O gráfico apresenta a trajetória do preço de petróleo ao longo dos meses de 2016. Depois de cinco meses de evolução (março a julho), podemos observar uma estabilização no período posterior.