domingo, 28 de agosto de 2016

A importância da cadeia canavieira na geração de emprego em Campos dos Goytacazes






















O Município é produtor de petróleo, porém o setor agropecuário (cultivo de cana-de-açúcar) tem uma papel fundamental na geração de emprego. Observe no gráfico que o inicio da safra possibilita uma nova dinâmica no emprego. Em 2015, durante os meses de junho, julho e agosto, correram contratações importantes, com saldos elevados de emprego de 707, 603 e 662 consecutivamente. Nos períodos anteriores e posteriores os resultados são muito diferentes. 
Em 2016, a safra foi antecipada e as contratações ocorreram em abril maio e junho, com saldos de 497, 682 e 1.264 novas vagas. Em junho, podemos observar uma forte desaceleração, com expectativa de resultados negativos no período seguinte. 
A referida importância do setor é resultado do funcionamento da única cadeia produtiva mais bem estruturada do município, apesar da visível decadência. Esse curto período de evolução do emprego é derivado do aquecimento das atividades na terra, na usina, manutenção, logística, comércio, etc. 
Vejam no gráfico a seguir, a trajetória das curvas do emprego no setor e do emprego total em 2015 e 2016.
















Parece não restar dúvidas sobre a relevância dessa atividade. Entendo que o município poderia ganhar muito mais autonomia econômica com o fortalecimento dessa cadeia, assim como, com o planejamento e indução à formação de outras, baseadas nos recursos existentes em seu território. 

sábado, 27 de agosto de 2016

Eleições municipais: o caso emblemático de São João da Barra




















Início dos comícios, eleitores animados, candidatos otimistas em um clima pra lá de festivo. Pergunto! A população está preocupada com as propostas dos candidatos? A população sabe a verdadeira realidade econômica do município? Enfim, será que a minha preocupação tem sentido? Até que ponto pensar essas coisas tão complicadas e sérias, valem a pena? De qualquer forma, vou alertar mais uma vez. O quadro é dramático e existe forte possibilidade de aprofundamento do processo de INVOLUÇÃO econômica e social no município. Isso quer dizer que a falta de emprego tende a se agravar, os comerciantes terão muitas dificuldades e a pobreza vai aprofundar, deteriorando a função social.
O alerta está baseado nos indicadores que ninguém quer olhar. Vejam que as receitas orçamentárias estão se esfarinhando. As rendas petrolíferas seguem uma trajetória de declínio e não devemos ter esperanças, quanto a sua recuperação. As transferências de ICMS apresentam taxa de crescimento real declinante, segundo o gráfico acima, e a sua recuperação depende de ações internas, as quais não tenho nenhuma esperança que venham a ser estruturadas. 
As receitas internas, fundamentalmente ISS, avançaram nos últimos anos, porém de forma incompatível com os negócios desenvolvidos por conta dos investimentos nos setores de petróleo e infraestrutura portuário. O município carece de um corpo técnico capaz de entender os processos potencializadores de receitas próprias.
A população precisa ficar atenta, especialmente os empresários, que investem e geram emprego, pois se a política não avançar qualitativamente, o pouco que resta dos recursos orçamentários será dilapidado em um curto espaço de tempo e todos sofrerão. 
O cenário que se desenha não favorece nenhuma perspectiva otimista. LAMENTÁVEL!!

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Emprego formal na região Norte Fluminense em julho

A situação do emprego formal em julho, na região Norte Fluminense, apresentou um quadro pior na comparação com o mês passado. Foram eliminados 1.237 empregos, contra 473 empregos eliminados em junho. Deste total, Macaé liderou com a eliminação de 1.143 empregos, seguido por Campos que eliminou 115 empregos e São João da Barra com 26 empregos eliminados. 
No acumulado de janeiro a julho, foram eliminados 10.469 empregos na região, montante equivalente a 9,0% do total dos empregos eliminados pelo estado.
Do total de empregos eliminados na região, Macaé foi responsável por 76,75% no período analisado. Campos foi responsável por 15,73% e São João da Barra 6,6%. 
O setor agropecuária nos municípios de Campos dos Goytacazes e São francisco de Itabapoana tiveram saldos positivos. O setor em Campos gerou 2.541 novas vagas e em São Francisco 414 novas vagas no período. Como destaque negativo, o setor de serviços eliminou 4.802 vagas em Macaé e 1.023 vagas em Campos.

Os desafios dos novos gestores dos municípios produtores de petróleo da Bacia de Campos























As parcelas mensais de royalties recebidas pelos municípios de Campos dos Goytacazes, Macaé e São João da Barra, vêm perdendo participação relativa, frente ao total distribuído para os municípios do país. Conforme observado no gráfico, a participação do município de Campos, que era de 14,6% em 2010, seguiu uma trajetória de desaceleração até chegar a 7,76% de participação em 2016. 
A trajetória da curva de Macaé é menos acentuada. Em 2010 a participação relativa da receita era de 10,52% em relação ao total dos municípios no país, caindo para 7,13% em 2016. 
O município de São João da Barra, também com uma trajetória da curva menos acentuada, saiu de uma participação de 2,78% em 2010 para uma participação de 1,83% em 2016. 
Relativamente, Campos dos Goytacazes apresentou uma inclinação maior de sua curva de participação em relação ao total distribuído no país. Por outro lado, essa desaceleração confirma uma perda relativa de importância da Bacia de Campos. Os próximo gestores dos municípios produtores de petróleo precisam pensar sobre novas alternativas geradores de receitas orçamentárias.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Taxa de produtividade do trabalho nos municípios selecionados





















A produtividade do trabalho, calculada através da variação real do Valor Adicionado por trabalhador, no período de 2004 a 2014, nos municípios selecionados, foi maior em São João da Barra. Foi calculada uma taxa real (descontada a inflação do período) para o município de 36,83%. Em segundo lugar ficou Itaperuna com uma taxa produtividade de 14,67%, seguido por Campos dos Goytacazes com uma taxa  2,17%. O Município de Macaé apresentou uma taxa de produtividade real negativa de (10,88%) no mesmo período. Os resultados mostram algumas contradições. 
A situação de Macaé, base das empresas do setor de petróleo, é preocupante, do momento em que o definhamento da produtividade do trabalho tende a piorar com a crise do setor e o próprio envelhecimento da Bacia petrolífera. 
Campos dos Goytacazes, município importante do estado do Rio de Janeiro, apresentou uma taxa real de produtividade muito baixa, considerando a existência de recursos potenciais, relacionados aos setores sucroalcooleiro, cerâmico, metal mecânico e pecuário. Os recursos oriundos dos royalties de petróleo não foram suficientes para potencializar negócios produtivos.
O município de Itaperuna, não produtor de petróleo e não beneficiado por grandes projetos baseados em recursos naturais, superou os municípios já analisados, com uma taxa real de produtividade do trabalho de 14,67% no mesmo período.
São João da Barra registrou uma taxa real de produtividade do trabalho de 36,83%, em função da localização do porto do Açu. O inicio das operações do porto em meados de 2014 possibilitou uma boa alavancagem do Valor Adicionado neste mesmo ano. Apesar do bom resultado, fruto dos investimentos externos, as atividades domésticas do município andam muito mal. Os setores de comércio e agropecuário apresentam baixa dinâmica, indicando que parte substancial da riqueza gerada internamente foge para outros centros.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Val a pena ler de novo......


Neste momento que se inicia a campanha política, vale a pena resgatar a discussão seguinte, publicada em agosto de 2012.

Grussai é um potencial turístico natural que precisa de planejamento adequado para gerar negócios, emprego e renda em São João da Barra. Apesar da forte procura pelo balneário, as condições de infraestrutura são sofríveis. As ações pontuais e desintegradas da gestão atual não têm gerado resultados satisfatórios. O volume de gasto da ordem de R$ 56,0 milhões em turismo no período de 2007 a 2011 (janeiro a junho) gerou um saldo irrisório de 180 empregos, no mesmo período, no município. Ações fundamentais do governo Betinho Dauaire dirigem investimentos para infraestrutura e urbanização da orla, de maneira a dar vida a esse espaço, possibilitando bem-estar para os visitantes.

Complementarmente, o projeto da passagem a R$1,00 que visa integrar o município por inteiro, aproximará o balneário do centro da cidade e dos outros distritos, favorecendo a mobilidade dos moradores e criando uma melhor possibilidade de capacitação para que os trabalhadores da indústria do turismo.


O projeto Betinho Dauaire ainda contempla o planejamento de circuitos turísticos que integram pousadas, restaurantes, pequenas fabricas de alimento nas proximidades, visitação a patrimônios religiosos, culturais e recursos naturais, como indicações de negócios geradores de emprego e renda para o setor. Outras ações como o incentivo ao turismo científico, através da parceria com universidades e o uso sustentável das lagoas, rios e matas, são estratégias para fortalecer o turismo em benefício da população local.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

O êxito socioeconômico local passa pelo uso eficiente da terra



As propriedades são vizinhas e se localizam nas proximidades do porto do Açu, em São João da Barra. A primeira, uma terra "nua", sem trabalho e que não gera nenhum tipo de riqueza. A segunda propriedade, no "sítio do Birica", o trabalho permite a geração de múltiplas alternativas de cultivo. Esse comparativo é importante para mostrar que a terra é uma dádiva e que, com a incorporação de trabalho e conhecimento, permite a geração de uma riqueza que insere os trabalhadores, alimenta a população, gera emprego, renda e combate a pobreza e a miséria. 

Neste momento em que os municípios produtores de petróleo da Bacia de Campos mostram forte fragilidade financeira, em função da dependência às rendas petrolíferas, as alternativas econômicas estão, exatamente, na terra. A crise do setor petrolífero tende a se aprofundar e esses municípios precisam pensar na produção de bens e serviços de valor agregado. 

Assim como quase todos os municípios do estado, São João da Barra é importador de alimentos. Como produz muito pouco, uma alternativa inicial seria o planejamento para aproveitamento dos benefícios do Programa Federal da Merenda Escolar. Nesse caso, deveria diagnosticar a demanda potencial, assim como, planejar e induzir a oferta agregada dos principais alimentos, a partir de um modelo de organização produtiva de cunho coletivo. Tal ação garantiria uma maior dinamização do setor agropecuário, com reflexos no avanço qualitativo da economia local.  O sucesso de um programa dessa natureza passa, necessariamente, por um maior comprometimento dos gestores públicos, maior envolvimento das lideranças não governamentais e efetiva interação com universidades e centros de pesquisa.


Proximidade das eleições municipais

POSTAGEM DE AGOSTO DE 2012

Pessoal, com o início dos comícios para que os candidatos exponham os seus projetos para SJB, proponho algumas discussões no nosso espaço virtual. Bem, Degredo recebe o candidato Betinho Dauaire. Esta região, seguindo em direção a área rural do quinto distrito (antigo), tem boas experiências no cultivo de folhas, legumes e verduras e sofre pela baixa produtividade e falta de apoio público. A solução do governo Betinho se estrutura a partir do diagnóstico da atividade e do planejamento da oferta, inicialmente, baseado na demanda da merenda escolar. Esta visão é justificada, já que a rede municipal compra de outras regiões, em torno de, 222 toneladas de alimento por ano, gerando emprego fora do município.


De posse do planejamento, o governo formulará uma rede de articulação que envolve, de um lado, a universidade e centros de pesquisas agropecuárias para a combinação e aplicação dos conhecimentos científicos e práticos e, do outro lado, os bancos oficiais com suas linhas de crédito específicas para a atividade. A aplicação do modelo se constitui em “projetos demonstração” que serão acompanhados por um grupo de conhecimento interdisciplinar, cujo objetivo é reconstruir a confiança abalada e incentivar mudanças de práticas que são nocivas ao produtor rural. A disseminação desse modelo visa gerar uma oferta de produtos de qualidade e alta produtividade que deverá ser compatibilizada com a criação de agroindústrias (produtos processados por grupos familiares). 

O governo lidera a coordenação desse modelo, já que terá o compromisso de articular conhecimentos que transforme a fraca agricultura de subsistência em uma agricultura com características empresariais, ou seja, agricultura a base de conhecimento, organizada em cadeias produtivas, produzindo produtos de alto valor agregado e capaz de gerar emprego, renda, qualidade de vida no campo e sustentabilidade. Esta é a estratégia para evitar a uma forte exclusão social de, aproximadamente, 7.000 pessoas que dependem dessa atividade e que não encontrarão oportunidade na atividade industrial. Por outro lado, é essencial manter a base agrícola do município para evitar a dependia alimentar a outras regiões.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Revista de Extensão da UENF

http://www.revextuenf.com/#!primeira-edicao/cee5

Prezados, segue a 5ª edição da Revista de Extensão da UENF. Abraços, e uma boa leitura.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Resultado da Balança Comercial do Brasil em julho de 2016

O saldo da Balança Comercial do Brasil foi superavitário em US$4.578 milhões em julho deste ano. As exportação somaram US$16.331 milhões e as importações US$11.752 milhões. No acumulado de janeiro a julho, o saldo foi superavitário em US$28.230 milhões, resultado de US$106.583 milhões de exportações e US$78.353 milhões de importações.
Na comparação com o mesmo período acumulado de 2015, podemos observar uma forte evolução do saldo superavitário que saiu de US$4.615 milhões para US$28.230 milhões. Esse crescimento, entretanto, é fruto de uma forte queda de 27,6% nas importações e não no aumento das exportações, que caíram  5,6% no mesmo período analisado.

Exportação de Petróleo

Os negócios com petróleo no comercio exterior apresentaram uma leve recuperação ao longo deste ano. O preço praticado vem evoluindo, mesmo que timidamente, assim como a receita em dólar. Entretanto, na comparação entre julho de 2016 e julho de 2015, podemos observar uma queda de 9,5% na receita em dólar e uma queda de 22,1% no preço praticado. Se voltarmos ao ano de 2012, essa queda chega a 60% na cotação do preço US$/ton.

Exportação de Minério de Ferro em julho

Os negócios com minério no comércio exterior apresenta uma certa instabilidade. O preço negociado cai em fevereiro com base em janeiro, volta a crescer em março, abril e maio, caindo em junho e julho. Essa variação acaba refletindo na receita em dólar e em um maior esforço no embarque em toneladas mês a mês. 
Na comparação entre julho de 2016 e julho de 2015, podemos observar uma queda de 11% no volume embarcado, uma queda de 27% nas receitas em dólar e uma queda de 18% no preço.
Apesar da lenta recuperação do preço da commoditie neste ano, o resultado é preocupante quando comparado com a trajetória dos preços praticados nos anos anteriores, conforme apresentada no gráfico.

Exportação de Açúcar em bruto no mês de julho

A exportação de açúcar do Brasil tem evoluído ao logo deste ano. O volume embarcado em julho cresceu 5,5% em relação ao mês anterior, a receita em dólar cresceu 12,6% em função do crescimento do preço em 6,7% no mesmo período. 
Na comparação com julho de 2015, o crescimento do volume embarcado foi de 25,6%, enquanto a receita em dólar cresceu 44,6% em função do crescimento do preço em 15,2% no mesmo período.
Apesar da evolução do preço médio da commoditie ao longo desse ano, há de se considerar a sua forte desvalorização em relação aos preços praticados nos anos de 2012 e 2013. O gráfico apresenta a evolução dos preços nos últimos anos.