sexta-feira, 24 de junho de 2016

Emprego formal em maio na região Norte Fluminense

A região Norte Fluminense eliminou 1.154 vagas de emprego em maio, número um pouco menor do saldo de 1.287 vagas eliminadas em abril. O município de São Fidélis se destacou negativamente com forte demissão no setor de construção civil. O setor eliminou 471 vagas de emprego em maio. Macaé voltou a liderar com 1.116 vagas eliminadas no mês, enquanto Campos dos Goytacazes apresentou boa recuperação em função do inicio da moagem de cana-de-açúcar.
No acumulado de janeiro a maio, Macaé eliminou 6.006 vagas, sendo 3.513 no setor de serviços, 1.415 vagas na construção civil, 844 vagas no comércio, 110 vagas na indústria de transformação e 99 vagas no setor extrativo mineral. 
Campos dos Goytacazes eliminou 2.062 vagas no período, sendo 859 vagas na indústria de transformação, 852 vagas no comércio, 698 vagas no setor de serviços e 565 vagas na construção civil. O inicio da moagem contribuiu para aumentar o saldo do  setor agropecuário para 1090 vagas no período de janeiro a maio.
São João da Barra eliminou 386 vagas no período, sendo 152 vagas na construção civil, 87 vagas no setor de serviços, 55 vagas no setor de serviços, 44 vagas no setor extrativo mineral e 41 vagas na indústria de transformação.  

terça-feira, 21 de junho de 2016

Crise de competência!

Gerir o setor público sem recursos não é fácil, assim como, gerir o setor público com muitos recursos também não fácil. Vejam que no período de 2001 a 2009 o país navegou em um ambiente altamente propício à acumulação, em função dos altos preços das commodities, preço crescente do barril petróleo, inflação controlada, evolução do saldo da balança comercial, forte crescimento industrial da China, saldo crescente de emprego e equilíbrios contas públicas, mas não se preparou para o ciclo posterior de crise. Gastou mal e além do limite, deixando um rastro de problemas sentidos atualmente.

No estado do Rio de Janeiro, especialmente, na região petrolífera, a situação é, exatamente, a mesma. As rendas de petróleo aumentaram fortemente nesse período, enquanto as despesas de custeio cresceram em uma velocidade desproporcional, gerando os atuais problemas. Isso nos leva a concluir que o problema não é a falta de dinheiro e sim a falta de competência na gestão. Mais dinheiro alimentará esse processo de ineficiência comum a gestão pública. É necessário mudar comportamento! É necessário acabar com o empoderamento das forças políticas, condição que coloca a sociedade como subserviente dos gestores públicos. A sociedade não participa das decisões e os gestores conduzem a alocação dos recursos públicos, segundo interesses de grupos específicos, deixando a população em condição de dificuldade. A crise de competência é a verdadeira crise que vivemos!


sábado, 18 de junho de 2016

Execução orçamentária no estado do Rio de Janeiro

GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Secretaria de Estado de Fazenda
Transparência Fiscal -> Filtro -> Poder -> Categoria Econômica -> Receita por Fonte
Total das receitas  acumuladas  do mês JAN/2016 até o mês JUN/2016
Poder : Executivo
Categoria Econômica : RECEITAS CORRENTES
Receitas por Fonte Receita Realizada
11 - RECEITA TRIBUTÁRIA 21.596.694.212,79
12 - RECEITA DE CONTRIBUIÇÕES 193.444.955,68
13 - RECEITA PATRIMONIAL 1.978.035.805,93
14 - RECEITA AGROPECUÁRIA 8.756,97
15 - RECEITA INDUSTRIAL 58.338.631,61
16 - RECEITA DE SERVIÇOS 138.784.052,32
17 - TRANSFERÊNCIAS CORRENTES 2.980.479.465,52
19 - OUTRAS RECEITAS CORRENTES 1.247.855.695,11

Os dados são do Portal da Transparência do estado do Rio de Janeiro (atualização em 14-06). 

O Poder Executivo realizou R$28,2 bilhões de receitas correntes com dedução de R$8,6 bilhões. As receitas tributárias somaram R$21,6 bilhões. No grupo das despesas, o valor pago nesse período somou R$17,8 bilhões, sendo R$5,7 bilhões destinados a conta de pessoal e encargos. Ou seja, 26,53% das receitas tributárias realizadas. De acordo com os números disponíveis, o não pagamento integral dos salários aos servidores não tem explicação. Está muito claro a intenção do governo em redirecionar recursos orçamentários, assim como, claros indícios de ineficiência na gestão dos mesmos recursos.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Divulgação


Divulgação



Mesa "Logística e Energia como Fatores Estratégicosestá prevista para ter início às 11:30h.

Como inovar no setor?

Que competências precisam ser desenvolvidas (formação profissional)? 

Qual o impacto esperado para a economia, sociedade e meio ambiente? 

E o que é preciso fazer para desatar os nós (desburocratização)?

terça-feira, 7 de junho de 2016

Porto do Açu: O Brasil que dá certo! E São João da Barra?

Foto: Jornal Folha da Manhã

O Porto do Açu inaugura novos terminais com investimentos de R$1,5 bilhão e seu principal executivo acentua a sua importância para o país. Os discursos dos políticos presentes e do representante da empresa são falações repetidas ao longo dos últimos dez anos. Investimento privado, geração de emprego, modernidade, desenvolvimento, transformação regional, e por aí vai! De concreto mesmo é que se trata de um grande projeto de importância nacional que usa os recursos naturais de um espaço periférico, o qual absorve as externalidades negativas (desiquilíbrio ambiental, especulação imobiliária, expansão inflacionária, desemprego, desigualdade social, pobreza, violência, etc.) e deixa escapar as externalidades positivas (conhecimento, oportunidade de emprego qualificado, fornecimento de insumos, benefício das redes de relacionamento, receitas tributáveis, possibilidade de formação de redes produtivas, etc.).

Esta afirmação está consubstanciada na própria experiência de construção e operação do porto nesses dez últimos anos. Todas as promessas colocadas publicamente nas audiências para aprovação dos projetos, não foram cumpridas e, esses mesmos políticos, em nenhum momento defendeu a sociedade junto as empresas envolvidas. Esqueceram as medidas compensatórias declaradas nos projetos aprovados pelos órgãos ambientais. Hoje, o município amarga problemas de salinização das terras que sobraram na área rural do município, já que uma boa parte foi desapropriada (não sei se o termo correto seria esse), violência urbana, empobrecimento dos produtores rurais, devastação da pesca oceânica, etc.

Quando aos grandes números, os investimentos da ordem de R$10 bilhões na construção do porto do Açu, ainda não afetaram positivamente o município. O índice de participação municipal no ICMS em 2016 (relativo a atividade econômica de 2014) atingiu 0,576, muito próximo do índice de 2004 (atividade econômica de 2002) de 0,546. A receita de Imposto sobre Serviços (ISS) apresentou um bom aumento, porém observamos que enquanto em 2014 a arrecadação foi de R$ 63,7 milhões (a operação se deu a partir de setembro), em 2015 a arrecadação do ano inteiro somou R$ 62,6 milhões. Podemos observar uma forte evasão de recursos.

O emprego no comércio, benefício tão prometido, é lamentável. Foram gerados somente 4 empregos no comércio em todo o ano de 2015 no município. Em 2007 foram gerados 34 empregos (as obras do porto iniciaram em setembro deste ano). Existem outros indicadores disponíveis que também comprovam essa problemática.


Assim, conforme podemos observar, este não é, definitivamente, o caminho para o processo de melhoria de vida da população local. Aliás em um evento tão importante não vimos representação da sociedade civil. Somente políticos e representantes da empresa. Ocorre que a alternativa está exatamente no envolvimento da população no debate e na identificação de alternativas reais para o seu bem-estar. Reflitamos!!

Vale a pena ver de novo!

sábado, 9 de junho de 2012

Definição do Orçamento para SJB em 2013

São João da Barra  discute na próxima semana o orçamento para 2013. O valor previsto é de R$ 511,0 milhões. Observando a trajetória das Receitas Correntes realizadas no período 2007 a 2011 (até outubro), a presente previsão orçamentária para 2013 parece super dimensionada. O município tem realizado uma receita abaixo dos R$ 300,0 milhões e com uma equivalência em torno de 75% do orçado. Como em 2013, dificilmente, o quadro se alterará, em função do complexo portuário do Açu, não alcançaremos esse valor de receita em torno de R$ 500,0 milhões. Aliás, não está descartado o risco de uma redução das receitas de royaltes de petróleo. Acredito que um valor razoável seria em torno de R$ 370,0 milhões.

Turismo na Itália

http://g1.globo.com/globo-reporter/edicoes/2016/05/27.html

Fonte de Roma

http://g1.globo.com/globo-reporter/edicoes/2016/05/27.html

Comer sem pressa e com prazer

http://g1.globo.com/globo-reporter/edicoes/2016/05/27.html

Cozinha do futuro

http://g1.globo.com/globo-reporter/edicoes/2016/05/27.html

Invenção cria proximidade entre vizinhos de rua em Bologna, na Itália

http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2016/05/invencao-cria-proximidade-entre-vizinhos-de-rua-em-bologna-na-italia.html

Projeto de operários italianos faz empresa falida voltar a funcionar

http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2016/05/projeto-de-operarios-italianos-faz-empresa-falida-voltar-funcionar.html

Italianos comemoram vitórias do passado com grande espetáculo

http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2016/05/italianos-comemoram-vitorias-do-passado-com-grande-espetaculo.html

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Resultado da Balança Comercial brasileira em maio

A Balança Comercial brasileira gerou um saldo superavitário de US$ 6.437 milhões em maio deste ano. As exportações somaram US$ 17.571 milhões e as importações US$ 11.134 milhões. O crescimento do saldo, comparativamente, a maio do ano passado, se deu em função da queda 20,5% das importações no mesmo período. No acumulado de janeiro a maio deste ano, o saldo superavitário somou US$ 19.681 milhões. As exportações somaram US$ 73.513 milhões e as importações somaram US$ 53.832 milhões. No acumulado do ano, a queda das importações bateu 30,1% em relação ao mesmo período de 2015.

Exportação de minério de ferro em maio

A exportação de minério registrou aumento em maio. A receita cresceu 39,6% em relação a abril, o volume embarcado cresceu 17,3% e o preço médio cresceu 19,3% no mesmo período. Assim como no caso do açúcar, a recuperação é importante, porém a base de comparação ainda é muito baixa. 
Conforme podemos observar no gráfico, o preço de maio deste ano superou o preço de maio do ano passado, entretanto ainda está muito abaixo em relação ao mesmo mês no triênio 2012-2014.

Exportação de petróleo bruto

O preço médio de exportação da tonelada de petróleo bruto, melhorou no mês de maio. O crescimento foi de 14,2% em relação a abril. Entretanto, foi verificado uma queda de 33,4% no volume embarcado, o que acarretou uma retração de 24% na receita da commoditie.
O preço negociado em maio deste ano foi menor 33,8% em relação ao preço pratica em maio de 2015.

Exportação de Açúcar em maio

O valor da exportação de açúcar em maio cresceu 41,7% em relação ao mês passado. O volume em tonelada embarcado cresceu 35,2% e preço da tonelada cresceu 4,9% no mesmo período. Apesar do melhor resultado em maio, a base de comparação ainda é muito baixa, fato que não permite muita comemoração.
O gráfico apresenta a trajetória do preço médio do açúcar no comércio exterior. Conforme podemos observar, a evolução no mês de maior foi importante e possibilitou igualar ao preço de maio do ano passado. Porém esse valor continua muito abaixo do triênio 2012 - 2014.