Flutuação do emprego formal nos municípios fluminenses selecionados em 2015

















A flutuação do emprego formal em 2015, comparativamente ao ano de 2014, mostra uma forte deterioração da economia fluminense. Os municípios selecionados são os lideres das microrregiões do estado, excluída a capital. O município do Rio de Janeiro gerou 21.257 empregos em 2014 e eliminou 82.705 empregos em 2015, enquanto o estado gerou 54.123 empregos em 2014 e eliminou 183.686 empregos em 2015.
No conjunto dos outros municípios, Itaboraí foi o que mais eliminou empregos em 2015. Foram 15.341 empregos eliminados no ano, contra 2.211 empregos eliminados em 2014. A desaceleração das obras do COMPERJ, refinaria da Petrobrás, teve papel fundamental nesse quadro desolador.
Os reflexos da crise no setor petrolífero, em função do desaquecimento da economia mundial, desvalorização do preço do barril de petróleo e, fundamentalmente, da corrupção na Petrobrás, refletiu frontalmente em Macaé. O município eliminou 12.166 vagas de empregos em 2015, depois de ter gerado 980 vagas em 2014.
Afetado também pela mesma crise, o município de Niterói, base do setor de construção naval, eliminou 10.668 empregos em 2015, depois de ter criado 3.048 vagas de emprego em 2014. 
O gráfico mostra a posição negativa dos outros municípios responsáveis pelo aprofundamento do mesmo quadro. 
Contrariamente, quatro municípios, nesse conjunto, conseguiram gerar resultados positivos.  Cachoeiro de Macacu com a criação de 128 vagas de emprego, predominantemente na administração pública; Miguel Pereira com a criação de 114 vagas nos setores de comércio, serviços e construção civil; São Sebastião do Alto com a criação de 10 vagas na industria de transformação e serviços e Vassouras com a criação de 110 vagas de emprego nos setores de serviços e comércio em 2015. 
Esses mesmos municípios também geraram saldos positivos de emprego em 2014.



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