sábado, 30 de janeiro de 2016

A crise financeira dos municípios produtores de petróleo é tema de debate na pré-conferência do PPS em Campos dos Goytacazes





























O diretório estadual do Partido Popular Socialista (PPS), realizou, neste sábado, a pré-conferência regional (Norte e Noroeste Fluminense) no auditório do Instituto Federal Fluminense IFF. O tema em debate foi "Desenvolvimento Econômico", cuja palestra foi proferida pelo doutor Alcimar das Chagas Ribeiro, economista e professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense - UENF. 
Bem prestigiado, o evento contou com a presença de representantes de diversas regiões do estado, além de lideranças importantes como o deputado Comte Bittencourt do Rio de Janeiro, os vereadores Rafael Diniz e Fred Machado de Campos dos Goytacazes, dentre outros.
A pré-conferência teve por finalidade trazer o debate sobre economia regional, fundamentalmente, sobre a crise financeira que afeta os municípios produtores de petróleo da Bacia de Campos. A direção do partido entende que o acesso a informações importantes sobre o tema tem um papel importante na qualificação de seus membros que vão atuar como gestores públicos.
Com uma participação bastante efetiva dos representantes das diferentes regiões, diversas questões foram objeto de reflexão, fato que culminou em um alto padrão de satisfação de todos. Ficou acentuado nas palavras de encerramento que o evento cumpriu o seu papel. 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Contribuição para o entendimento da crise fiscal em Campos dos Goytacazes - RJ

Um problema de qualquer natureza com diagnóstico inadequado, combinado com um baixo padrão de vontade política adequado para a solução do mesmo, representa um gargalo importante que tende a prorrogar a extensão do problema em referência. Acredito que essa concepção ajuda a entender a crise orçamentária dos municípios produtores de petróleo da Bacia de Campos, fundamentalmente, Campos dos Goytacazes com a maior representatividade,  em temos de arrecadação de royalties de petróleo no país.

No caso específico, podemos observar a existência de uma crise financeira séria no município, cujo diagnóstico  remete a responsabilidade para o ambiente externo. Para os governantes, o município se encontra nessa situação por conta da forte desvalorização do preço internacional do petróleo, a partir da segunda metade de 2014. Ainda consideram a tese de que foram pegos de surpresa, daí a grande dificuldade de solução da situação presente.

Eu diria que a presente visão é simplista e dificulta um pensamento mais estratégico em direção aos reais componentes da possível solução do problema. As lideranças políticas não deveriam ter medo de assumir as fragilidades de sua gestão fiscal, até porque o governo tem méritos. Por exemplo, em termos relativos as parcelas das receitas correntes destinadas para investimento no município, podem ser consideradas como referência no país. Nos últimos anos esse percentual ficou próximo dos 17% das receitas correntes realizadas, caindo em 2015 para um percentual em torno do 10%.

Porém, a fragilidade do diagnóstico reflete a dificuldade de planejamento. Fica claro que o município não observou um princípio importante da Lei de Responsabilidade Fiscal. Segunda a mesma, os municípios devem prezar por uma gestão fiscal equilibrada, em função da implementação de ações planejadas de longo prazo, onde os orçamentos anuais estejam em consonância com o plano plurianual. Essa condição inibe desequilíbrios, já que despesas não são criadas sem a garantia de novas receitas.

Neste caso, o quadro de crise financeira mostra a inobservância do executivo às mudanças de cenários, tanto no ambiente externo, quanto no ambiente interno. Parece que a visão dos gestores ficou focada na expectativa otimista em relação a permanência das rendas petrolíferas. Ignoraram a crise financeira americana de 2008 e os seus desdobramentos na Europa, América Latina e até mesmo, os seus reflexos na desaceleração da forte economia chinesa. E o quem isso tem a ver? A economia mundial mais fraca demanda menos petróleo e como a oferta é crescente, especialmente, por conta do processo de produção não convencional, como o gás de xisto nos Estado Unidos, a desvalorização do preço do petróleo era evidente. Como consequência, ocorreria a redução das receitas dos municípios produtores, cuja dependência dessa transferência constitucional nos seus orçamentos é importante. 


O gráfico a seguir, mostra que a participação relativa das receitas de royalties de Campos dos Goytacazes, no total de receitas dos municípios do país, variou em torno de 15% até 2009. A partir de 2010 essa participação experimentou uma trajetória de queda, chegando a 8,59% em 2015.



Importante observar que a trajetória das receitas de royalties de petróleo de Campos dos Goytacazes, mantém uma forte correção (grau de influência) em relação a trajetória das receitas totais, distribuídas a todos os municípios do país. No período analisado, as transferências para Campos dos Goytacazes exercem uma linearidade com as transferências totais, cujo coeficiente é de 0,931060149 na escala de 0 a 1. Observa-se que o crescimento absoluto dos royalties em Campos é mais lento do que o crescimento no país.
Entretanto, na análise da produção de petróleo em barris, o estado do Rio de Janeiro apresenta um grau de influência, ainda forte, porém menor do que no contexto das receitas. Em volume físico o estado mantém um grau de influência de 0,859642 em relação ao Brasil, fato verificado em função do processo de crescimento contínuo da produção de petróleo no país, enquanto o estado do Rio de Janeiro apresenta uma trajetória de queda da produção, a partir de 2010.

O gráfico a seguir, mostra uma certa linearidade na evolução do crescimento da produção entre as duas unidades, no período entre 2001 a 2009. A partir desse ponto, verifica-se um maior distanciamento, caracterizando uma situação oposta de crescimento da produção no pais e queda na produção no estado. Nesse caso, a perda de produtividade no estado do Rio de Janeiro é visível. Em 2009, o estado contabilizou uma produção equivalente a 85,02% da produção do país e em 2015 (janeiro a setembro) a participação declinou para 66,87%.  













Como conclusão, fica evidente que este quadro já indicava problemas, há pelo pelos cinco anos. Tudo indica que a acomodação orçamentária às rendas de petróleo, não possibilitou um pensamento estratégico em direção a um melhor aproveitamento dos recursos locais para a indução a novos negócios sustentáveis. Pesquisas realizadas pelo laboratório de Engenharia de Produção da UENF, tem acentuado a fragilidade do município na produção dos diversos bens de consumo interno. No setor agropecuário a situação é alarmante, já que parcela substancial das necessidade internas é importada, gerando riqueza e emprego fora. No setor energético, onde o município tem tradição e conhecimento, já que a atividade sucroalcooleira se confunde com a sua própria história, a produção de etanol para o atendimento do consumo interno é menor que 1%. Veja que olhar essa questão com maior cuidado pode representar o início do processo de independência e transformação econômica do município.

Obs.: Os dados são da ANP e Transparência municipal.

domingo, 24 de janeiro de 2016

O emprego formal por microrregião no estado do Rio de Janeiro em 2015

A corrosão do emprego no estado do Rio de Janeiro foi alarmante. O estado eliminou 178,8 mil empregos em 2015 e na avaliação por microrregião, depois da do Rio de Janeiro, que eliminou 125,5 mil empregos, a de Macaé foi a mais afetada com 11,4 mil empregos eliminados no ano. Veja que em 2014 a microrregião Rio de Janeiro criou 29,1 mil empregos e Macaé eliminou 95 empregos.
Ainda em 2015, a micro região do Vale do Paraíba, com predominância na indústria de transformação e as microrregiões do petróleo foram as mais afetadas. Observe que em 2014 os indícios da crise já estavam presente na microrregião Vale do Paraíba, que se destacou negativamente na eliminação de 4,1 mil empregos e na microrregião de Macaé que já apresentava saldo negativo de 95 empregos.
Esse quadro mostra o problema da dependência excessiva de ambientes econômicos à investimentos exógenos e o abandona das possibilidades oriundas do próprio ambiente. Essa degradação pode se aprofundar.

Blog Roberto Moraes

http://www.robertomoraes.com.br/2015/05/mar-do-acu-esta-sendo-atingindo-quando.html

Mar do Açu está sendo atingindo quando se faz carregamento de minério de ferro nos navios

O blog recebeu já faz mais de uma semana informações sobre o pó de minério de ferro que cai no mar, quando ocorre o carregamento dos navios graneleiros, atracados no terminal 1 do Porto do Açu.

Desde então o blog procurou apurar sobre o processo de carregamento feito em esteiras rolantes, desde o pátio, após a filtragem da pasta que chega do mineroduto, da separação da água e do minério, até a grua que joga o minério nas bocas do convés dos navios graneleiros........

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Movimentação do emprego formal em 2015 no País, no Rio de Janeiro e na região Norte Fluminense

O ano de 2015 foi turbulento para o emprego formal. O país eliminou 1,6 milhão vagas de trabalho, sendo 606 mil vagas na indústria de transformação, 414 mil na construção civil, 313 mil no setor de serviços e 246 mil no comércio.

O estado do Rio de Janeiro eliminou 178,8 mil vagas de emprego no mesmo ano. A indústria de transformação foi responsável por 43,4 mil vagas,  a construção civil 39 mil vagas, o setor de serviço 66,2 e o comércio 25,4 mil vagas eliminadas neste ano.


Já a região Norte Fluminense, eliminou 5 mil vagas em dezembro e 16,9 mil vagas no ano. A região foi responsável por 9,5% dos empregos eliminados no estado durante o ano. Conforme pode ser observado na tabela acima, o município que liderou a eliminação de emprego na região foi Macaé com o saldo negativo de 11.349 vagas no ano. Campos, vem em seguida com 4.898 empregos eliminados no ano e São João da Barra com 568 empregos eliminados no mesmo período. 

Na avaliação setorial, o quadro se apresenta da seguinte maneira. Em Campos dos Goytacazes, a construção civil eliminou 1.519 empregos, a indústria de transformação eliminou 1.286 empregos, o comércio eliminou 912 empregos, o setor de serviços eliminou 613 empregos e a agropecuária eliminou 208 empregos no ano. 

Em Macaé, o setor de serviços eliminou 7.212 empregos, a construção civil eliminou 1.416 empregos, a indústria de transformação eliminou 1.380 empregos, o comércio eliminou 815 empregos e a indústria extrativa mineral eliminou 442 empregos no ano.

Em São João da Barra, a construção civil foi responsável pela eliminação de 298 empregos, o setor de serviços pela eliminação de 262 empregos e a indústria de transformação foi responsável pela eliminação de 39 empregos no ano.

Segundo estimativas do FMI, o ano de 2016 deve apresentar um quadro semelhante ao de 2015, o que tira a esperança de recuperação do emprego para este ano.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

FMI traça um quadro nebuloso para o Brasil

A projeção revista do FMI para o crescimento da economia global, indica uma leve recuperação nas economias avançadas e um crescimento mais lento para as economias de mercado emergentes e em desenvolvidos. Com a atualização, o órgão projeta para a economia global um crescimento de 3,1% em 2015; 3,4% em 2016 e 3,6% em 2017.

Os Estados Unidos apresentam uma estimativa de crescimento consistente de 2,5% em 2015; 2,6% em 2016 e 2,6% em 2017, enquanto a Alemanha tem estimativa de crescimento de 1,5% em 2015, 1,7% em 2016 e 1,7% em 2017. Destaca-se entre as economias avançadas, a Espanha que tem estimativas de crescimento de 3,2% em 2015; 2,7% em 2016 e 2,3% em 2017.

Entre as economias emergentes, a esperada desaceleração da China é um fator importante. A estimativa de crescimento para 2015 é de 6,9% a de 2016 é de 6,3% e a de 2017 é de 6,0%. Por outro lado, a Índia apresenta um quadro mais alentador. A projeção de crescimento para 2015 é de  7,3% a de 2016 é de 7,5% e a de 2017 é de 7,5%. O pior resultado é o do Brasil, cujas projeções atualizadas bateram -3,8% em 2015; -3,5% em 2016 e 0% em 2017.

Esse quadro mostra uma redistribuição da riqueza no mundo, em função de mudanças em indicadores econômicos importantes. Dentre esses, a queda do preço internacional do barril de petróleo, que provoca perdas financeiras nos países exportadores, porém beneficia os países importadores. A desaceleração industrial da China que afeta, fundamentalmente, os países exportadores de minério como o Brasil. A valorização cambial, que afeta os países dependentes da aquisição de máquinas, equipamentos e componentes de alta tecnologia, além dos produtos globais densos em capital.


No caso do Brasil, todos esses problemas de ordem global se integram a outros problemas caseiros, tais como: a corrupção na Petrobrás, os gargalos da gestão orçamentária, o baixo padrão de confiança e, essencialmente, a crise política. De fato podemos considerar a existência de uma bomba difícil de ser desarmada.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Reflexos da queda da previsão de investimento da Petrobrás na região Norte Fluminense


Os municípios produtores de petróleo da região Norte Fluminense, assim como os outros da Bacia de Campos, terão mais dificuldades em relação as receitas de royalties e participações especiais nos próximos anos. A previsão de investimento da Petrobrás para o quinquênio 2014-2018 era de US$220,6 bilhões. Com o agravamento da crise generalizada, associada a corrupção, valorização cambial e queda internacional do preço do petróleo, a petroleira atualizou a previsão de investimento no quinquênio 2015-2019 para US$130,3 bilhões. Esta semana, em função da falta de perspectivas, o valor do investimento previsto caiu ainda mais para US$98,4 bilhões, uma queda de 24,5%  do valor estimado inicialmente para esse quinquênio e um queda de 55,4% em relação ao quinquênio anterior. Esse quadro mostra que a Petrobrás perdeu a metade do seu valor de mercado nesta década.
Devemos esperar impactos profundos, já que a petroleira responde por 8,8% dos investimentos do país. Quanto ao estado do Rio de Janeiro, sua riqueza medida pelo PIB, concentra uma parcela importante de 30% nas atividades de petróleo e gás. Em função desse quadro, a queda das rendas de petróleo e ICMS tendem a se agravar. 
Vejam no gráfico, a acentuada queda das rendas de petróleo nos municípios produtores da região Norte Fluminense em 2015 com base em 2014. Campos foi o Município mais afetado com perda de 46,7% da renda, seguido por Quissamã com perda de 39,7%, Carapebus com perda de 38,5%, Macaé com perda de 34,2% e São João da Barra com perda de 29,4% no último ano.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O comportamento da inflação no país em 2015

A inflação medida pelo índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, variou 10,67% em 2015, percentual muito superior a variação de 6,41% registrada em 2014. Neste último ano, os maiores aumentos ocorreram nos grupos de alimentação e bebidas, cujo crescimento foi 12,03%, habitação com crescimento de 18,31% e transporte com crescimento de 10,36%. Os principais componentes da inflação anual apresentam características de custo (em maior proporção), de demanda (em menor proporção), além do perverso efeito psicológico.

Sobre os componentes de custo, acentua-se a transferência dos subsídios governamentais concedidos, fundamentalmente, energia elétrica e combustíveis, para a conta dos consumidores. Importante também considerar a forte valorização cambial do dólar frente ao real em 48,75%, o que encareceu, de sobremaneira, as matérias primas, peças, componentes e produtos importados que fazem parte da vida da população brasileira.

Relativos a demanda, os efeitos climáticos de prolongadas secas e alagamentos em algumas regiões, tiveram impactos importantes nas oscilações de alguns preços. Diversos alimentos tiveram a sua oferta reduzida com reflexos em altas acentuadas de preço, mesmo considerando um contexto de queda da renda assalariada ao longo do ano, em função do aprofundamento do desemprego.

Já sobre o efeito psicológico, o comportamento racional de autodefesa do individuo é um fator realimentador dos preço e da inflação. O baixo padrão de confiança da sociedade na política e na economia do país, leva a um processo de descontrole dos preços relativos. Diversos produtos e serviços são aumentados sem qualquer critério, a não ser a proteção dos ofertadores. No médio prazo, essa prática passa a representar um grande gargalo no esforço de equilíbrio inflacionário.

Uma outra questão importante é que a inflação de 2015 afetou mais, fortemente, padrões de renda mais baixo. Segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, a inflação acumulada para esses grupos foi de 11,52%, enquanto que a inflação para todos os níveis de renda no país foi de 10,71%.


Para o ano de 2016, a expectativa é de desaceleração do índice inflacionário, porém em um patamar ainda acima do teto da meta. Tal fato deve-se a esperança de um melhor quadro nas condições hídricas, comparativamente ao ano passado, correção mais moderadas nos preços administrados de energia elétrica e combustíveis e, fundamentalmente, a esperança de melhoria no processo de gestão nos desajustes das contas públicas.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Movimentação das rendas de petróleo na região Norte Fluminense no triênio 2013-2015


A evolução das receitas de royalties de petróleo e participações especiais no período de 2013 a 2015, mostra que Campos dos Goytacazes perdeu 5,4% em 2014, com base em 2013, e perdeu 46,7% em 2015 com base em 2014.

Carapebus cresceu 2,7% em 2014, com base em 2013, e perdeu 38,5% em 2015 com base em 2014.

Já Macaé perdeu 1,2% em 2014, com base em 2013, e perdeu 34,2% em 2015 com base em 2014.

Quissamã perdeu 8,2% em 2014, com base em 2013, e perdeu 39,6% em 2015 com base em 2014.

São João da Barra cresceu 4,2% em 2014, com base em 2013, e perdeu 29,4% em 2015 com base em 2014.

Segundo os números apresentados, Campos, Macaé e Quissamã, vem perdendo receitas de royalties desde 2014. Campos foi o município que mais perdeu receitas, enquanto São João da Barra foi o município menos sacrificado nesse processo de retração de receitas.

Royalties de petróleo em 2105 na região Norte Fluminense

As receitas de royalties de petróleo cresceram 13,09% em dezembro, com relação a novembro de 2015. Já na comparação com dezembro de 2014, foi verificada uma queda 23,9%. 
Campos recebeu R$34,7 milhões em dezembro e R$408,2 milhões no acumulado do ano. Macaé recebeu R$30,8 milhões em dezembro e R$348,6 milhões no ano, enquanto São João da Barra recebeu R$8,0 milhões em dezembro e R$93,0 milhões no ano.
Os valores relativos as participações especiais na região, ficaram assim distribuídos: R$287,5 milhões para Campos dos Goytacazes, R$676,0 mil para Carapubus, R$17,9 milhões para Macaé, R$4,6 milhões para Quissamã, R$81,9 milhões para São João da Barra.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Movimentação da Balança Comercial brasileira em 2015

A Balança comercial brasileira apresentou uma boa recuperação em 2015. O saldo superavitário somou US$19.681 milhões no ano, contra um saldo deficitário de US$4.054 milhões em 2014. Entretanto, deve ser considerado que esse bom resultado se deu em decorrência de uma queda mais acentuada de 25,2% nas importações. As exportações caíram menos, ou seja, 15,1% no mesmo período.
Em dezembro  de 2015 as exportações caíram 4,0% em relação ao mesmo mês de 2014, enquanto as importações caíram 38,7% no mesmo período. Essa situação tem reflexos negativos na atividade industrial do país que depende de componentes e matérias primas do exterior.

Exportação de minério de ferro em 2015

A movimentação da commoditie minério de ferro em 2015 acentuou a desvalorização do preço médio negociado no comércio exterior. O embarque em toneladas cresceu 41,1% em dezembro, com relação a novembro, e 5,6% em relação a dezembro de 2014. A receita em dólar cresceu 41,5% em dezembro com relação a novembro, porém caiu 36,1% em relação a dezembro de 2014. Por trás dessa situação está a forte desvalorização do preço da commoditie que caiu 38,5% em dezembro deste ano, com relação a dezembro do ano passado.
O gráfico mostra a trajetória de queda dos preços negociados da commoditie no comércio exterior nos anos de 2012, 2013, 2014 e 2015.

Exportação de Açúcar em Bruto em 2015

A movimentação da commoditie açúcar em bruto fechou o ano de 2015 com um substancial esforço de embarque em toneladas. Na contra partida, o produto manteve o mesmo padrão de receita em dólar. Em dezembro o embarque em toneladas cresceu  9,1% em relação a novembro e 21,5% em relação a dezembro de 2014. Já a receita em dólar cresceu 9,6% em dezembro com relação a novembro e caiu 2,5% em relação a dezembro de 2014. Tal descompasso está atrelado a perda de valor da commoditie no comércio exterior. O preço de dezembro deste ano caiu 19,8% em relação a dezembro do ano passado.
O gráfico mostra a trajetória de queda dos preços negociados do açúcar em bruto ao longo dos anos 2012, 2013, 2014 e 2015.