sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

A conjuntura econômica nacional em 2016

Com a expectativa de queda de 3,5% do PIB em 2016, em relação ao ano anterior, uma dívida bruta de 71% e um resultado primário de 2,6% negativo em novembro desse ano, o Brasil fecha o ano na expectativa de dias melhores no ano que chega.

Outro aspecto que se deteriorou neste ano foi o emprego formal. A taxa de desocupação do trimestre setembro, outubro, novembro alcançou 11,9%, sendo a mais elevada desde o período de sua criação em 2012. O rendimento real pelas pessoas ocupadas também desacelerou no tempo. No mesmo trimestre de 2016 foi observado uma queda de 0,44% em relação ao mesmo trimestre do ano passado e uma queda de 2,16% em relação ao mesmo trimestre de 2013.

Já a flutuação do emprego formal no período entre janeiro a novembro de 2016, registrou uma eliminação 858,3 mil empregos. Segundo avaliação setorial, a construção civil foi a que mais eliminou vagas neste ano. Foram 276,1 mil vagas de emprego, seguido pelo setor de serviços com 231,6 mil vagas e do comércio com a eliminação de 185,5 mil vagas. Os setores de administração pública e agropecuária foram os únicos a gerar novas vagas de emprego no ano. Foram geradas 11,0 mil vagas na administração pública e 35,4 mil novas vagas na agropecuária, no mesmo período.

Os indicadores relativos ao comércio exterior melhoraram, porém é importante uma observação mais cuidadosa. No período janeiro a novembro de 2016, foi registrado um superávit de US$43.282 milhões na balança comercial, resultado da exportação acumulada de US$169.307 milhões e US$126.025 milhões de importação.

O elevado saldo da balança comercial, entretanto, é fruto da forte desaceleração das importações. O valor das exportações no período de janeiro a novembro foi menor 2,9% em relação ao mesmo período de 2015, enquanto o valor das importações foi menor 21,7% no mesmo período, o que ratifica a preocupação indicada anteriormente.

As expectativas para 2017 é de que, com redução do índice inflacionário que já desacelerou neste ano para 6,4% (IPCA) e com a redução da taxa de juros, gradativamente, os investimentos comecem a acontecer, melhorando a dinâmica econômica e o nível de emprego. Evidente que o nível de confiança entre os empresários e consumidores precisam melhorar, assim como, os governos (federal, estadual e municipal) precisam resolver o problema da crise financeira presente.



FELIZ ANO NOVO!

Desejo aos amigos e familiares, um ANO NOVO de muita saúde e realizações. Um grande abraço!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Emprego formal na região Norte Fluminense em novembro

O emprego formal piorou, em novembro, na região Norte Fluminense. Foram eliminadas 1.585 vagas, contra 1.500 no mês anterior. Campos dos Goytacazes foi o destaque negativo. O município eliminou 888 vagas no mês. Macaé eliminou 673 vagas e São João da Barra eliminou 170 vagas em novembro.
No acumulado de janeiro a novembro, a região eliminou 18.286 vagas de emprego. Campos dos Goytacazes eliminou 4.299 vagas, sendo 1.719 no setor de serviços, 1.432 vagas no comércio, 1.049 na indústria de transformação, 958 vagas na construção civil e 04 vagas no setor extrativa mineral. O setor agropecuário foi o único a gerar emprego. Foram geradas 1.034 novas vagas de emprego no setor.
Macaé eliminou 11.871 no período acumulado. O setor de serviços eliminou 7.136 vagas, a construção civil eliminou 1.914 vagas, o comércio eliminou 1.245 vagas, a indústria de transformação eliminou 957 vagas, o setor extrativa mineral eliminou 613 vagas e a agropecuária eliminou 8 vagas de emprego.
São João da Barra eliminou 1.381 vagas no mesmo período. A construção civil eliminou 879 vagas, a indústria de transformação eliminou 177 vagas, o setor de serviços eliminou 162 vagas, o comércio eliminou 101 vagas, a extrativa mineral eliminou 49 vagas e a agropecuária eliminou 13 vagas no acumulado.
O estado eliminou 12.438 vagas em novembro e 201.735 vagas no período de janeiro a novembro.



quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

A força da terra produtiva
















Quintal porreta! Não é que se plantando tudo dá! Brincando a gente vai mostrando como é possível realizar coisas muito sérias. Pense em uma agricultura familiar diversificada funcionando para atender a merenda escolar, a população e a exportação. Pense na utilização dos diversos produtos agrícolas como insumo industrial em um contexto de cadeias produtivas. Pense tudo isso apoiado pelo conhecimento cientifico e tecnológico disponível em nossas universidades e centros de pesquisa. Garanto que petróleo, porto, não fariam falta alguma!


sábado, 24 de dezembro de 2016

FELIZ NATAL!

A todos os amigos e amigas que compartilham das reflexões semanais sobre a nossa frágil economia. 
Que essa fase turbulenta, que aflige a todos nós, possa sinalizar novos horizontes, nos permitindo fortalecer a saúde, o emprego e, sobretudo, garantindo a felicidade de todos. 

BOAS FESTAS e um ANO NOVO repleto de muitas realizações para a toda a família. 

Forte Abraço!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Vale a pena ler de novo!


domingo, 15 de dezembro de 2013

A dinâmica econômica do Rio de Janeiro na ótica da distribuição do ICMS

O processo de descentralização econômica do Estado do Rio de Janeiro parece seguir em direção oposta aos grandes investimentos nas atividades de petróleo e infraestrutura portuária. Observando a variação percentual da participação regional na arrecadação de ICMS, verifica-se que a região Norte Fluminense, rota do petróleo e localização dos portos, perdeu 1,98% no índice para 2014 (referência da movimentação econômica de 2012), em relação ao ano anterior. A queda só não foi maior em função do resultado positivo de Macaé, sede das empresas do ramo de petróleo. Os outros municípios não responderam aos estímulos dos investimentos públicos e privados. 
No conjunto das regiões que apresentaram resultados positivos, a região Noroeste cresceu a participação em 1,26%, impulsionada pelos principais municípios de Itaperuna e Santo Antônio de Pádua.  
A região Metropolitana cresceu 1,71%, impulsionada por Niterói, enquanto os melhores resultados se concentraram na região Centro Sul com 2,41%, impulsionada pelo município de Três Rios e na região Litoral Sul Fluminense, cuja evolução foi de 8,33%, puxada pelo município de Angra dos Reis. 

sábado, 10 de dezembro de 2016

A luz do novo ciclo político, entendemos os possíveis caminhos para a transformação da região Norte Fluminense?

Importantes organizações da região Norte Fluminense repetem praticas arcaicas que não contribuem com o necessário movimento de transformação socioeconômica regional. As iniciativas promovidas por alguns segmentos, no contexto da proximidade do início de um novo ciclo político, parecem ratificar essa afirmativa, já que a sua natureza é de capitalização política. Claramente, cada segmento busca seus próprios interesses, em detrimento do interesse coletivo.

Faço uma leitura crítica ao teor de um desses encontros recentes em Campos dos Goytacazes, onde no âmbito da discussão sobre desenvolvimento regional, o argumento era a defesa dos incentivos fiscais promovidos pelo estado. Na visão do palestrante, tais incentivos foram fundamentais para a vinda de muitas empresas que geraram muitos empregos em todo o estado.  

Esta visão míope precisa ser bem avaliada pelos prefeitos eleitos. Na verdade, os defensores dos incentivos fiscais parecem não entender o quadro da grave crise vivenciada pelo estado. No período entre 2007 e 2015, o estado cedeu desonerações fiscais da ordem de R$186 bilhões para grandes empresas nacionais e internacionais, enquanto a sua dívida evoluía para R$107 bilhões em 2015.

Talvez para sensibilizar a plateia regional, o palestrante citou o exemplo de São João da Barra. Em suas palavras, o município foi beneficiado com 5.000 empregos, em função do porto do Açu. Primeiro importa dizer que as empresas do porto do Açu não constam da lista dos principais beneficiários das isenções fiscais do estado. Segundo, o crescimento do emprego não gerou bem-estar para a população. Podemos provar tal afirmação, considerando a hipótese de que o emprego no comércio é impactado pelo emprego total. Ou seja, como indicador da dinâmica econômica local, no caso de uma forte correlação com o emprego total, garantiria bem-estar para a população. Caso contrário, a população não se beneficiaria do grande volume de emprego gerado.

Nesse caso específico, apuramos os resultados para os municípios de Itaguaí, Itaboraí, Macaé e São João da Barra, considerado que os mesmos receberam forte aporte de investimento em grandes projetos.


Fonte: Elaboração própria, com base no Ministério do Trabalho

Assim, podemos verificar no gráfico que a fraca correlação em São João da Barra é indicio de que a população não se beneficiou do emprego gerado pelo porto do Açu. Os índices mostram que os outros municípios apresentaram maior capacidade interna de absorção do emprego total, através de sua correlação com o emprego no comércio.
                                                                                                  
Em nossa conclusão, fica a seguinte mensagem para os prefeitos eleitos. Aceitar os argumentos de interesse associados a segmentos específicos, pode não ser a melhor estratégia. Aconselho a seguir o instinto endógeno, buscando as soluções para os problemas locais no estoque de recursos, tangíveis e intangíveis, estritamente doméstico.

Matéria publicada em 08 de abril de 2012

São Paulo, domingo, 08 de abril de 2012Mercado
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ANÁLISE
Desafio da região é converter riquezas em inclusão social
Cenário de oportunidades para a sociedade é otimista e precisa de um olhar crítico

ALCIMAR DAS CHAGAS RIBEIRO
ESPECIAL PARA A FOLHA
É inegável a perspectiva de crescimento econômico do norte fluminense. Na região, está situada a bacia petrolífera de Campos, responsável pela produção de 85% do petróleo nacional, e o complexo portuário do Açu, ainda em fase de construção e com a expectativa de gerar R$ 40 bilhões nos próximos 15 anos.
Diante da expectativa de grandes transformações, o crescimento garantido se confunde com desenvolvimento e inclusão social. Poder público e empreendedores lançam mão dos estudos de impactos ambientais e constroem cenários de oportunidades para a sociedade.
Essa argumentação, extremamente otimista, precisa de um olhar crítico, pois é essencial o resgate da história, que mostra a existência de um primeiro ciclo portuário no período de 1740 a 1890, na localidade de São João da Barra, cuja extinção ocorreu em função da chegada da linha férrea com custos mais baixos e maior produtividade.
O exemplo do passado, que deixou mazelas de ordem cultural e também política, serve de lição para entender o ambiente receptor dos investimentos presentes.
A experiência petrolífera da região nesses últimos 35 anos permite ainda observar que não há uma relação direta entre investimentos e desenvolvimento socioeconômico das cidades. Nesse período, conviveram na região a formação de riqueza concentrada e a exclusão social.
Uma análise dos indicadores da fase de construção do porto do Açu também ajuda a entender o cenário.
Por exemplo, houve um crescimento de aproximadamente 100% no número de empregados formais nos últimos quatro anos e, em janeiro de 2012, São João da Barra -cidade de 32 mil habitantes que abriga o terminal portuário- contabilizava 6.400 trabalhadores após investimento de R$ 2,5 bilhões.
Qualitativamente, verifica-se uma demanda por ocupações com baixa qualificação, além da presença de um grande contingente de trabalhadores de outras regiões que remetem parte da renda para a cidade de origem, permanecendo apenas uma parte dos ganhos no município.
O impacto desse crescimento na arrecadação municipal também é irrelevante no contexto geral, já que a receita orçamentária do município tem dependência de 78% das transferências de royalties e participações especiais da produção de petróleo.
Em São João da Barra, o ISS (Imposto Sobre Serviços) aumentou de R$ 1 milhão em 2007 para R$ 10 milhões em 2011; o dinheiro dos royalties gera R$ 11 milhões por mês.
A soma dessas considerações permite consolidar a necessidade de um novo olhar sobre o momento de transformação da região. Uma reflexão da trajetória histórica e a análise de indicadores podem ajudar a formar cenários futuros mais equilibrados.
ALCIMAR DAS CHAGAS RIBEIRO, 59, economista, é professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Resultado da Balança Comercial brasileira em novembro

A Balança Comercial do Brasil foi superavitária em US$4.758 milhões em novembro. As exportações somaram US$16.220 milhões e as importações US$11.463 milhões. No acumulado de janeiro a novembro, o superávit somou US$43.282 milhões, resultado de US$169.307 milhões de exportação e US$126.025 milhões de importação.
Os bons resultados, entretanto, não são animadores. Na verdade o valor das exportações no período de janeiro a novembro deste ano foi menor 2,9% em relação ao mesmo período de 2015, enquanto o valor das importações foi menor 21,7% no mesmo período. Vejam que o elevado saldo superavitário neste ano é fruto de forte retração nas importações.

Exportação de petróleo em novembro

A exportação de petróleo bruto em tonelada caiu 2,5% em novembro, com base em outubro deste ano, porém cresceu 56,6% em relação a novembro do ano passado. 
A receita em dólar cresceu 4,6% em novembro, com base em outubro e cresceu 72,8% em relação a novembro de 2015. Já o preço por tonelada cresceu 7,3% em novembro, em relação a outubro, e cresceu 10,3% em relação a novembro de 2015.
Podemos observar no gráfico uma consistente evolução do preço do petróleo em tonelada deste ano. O preço de novembro é maior 44,5% do preço praticado em janeiro.

Exportação de Minério de Ferro em novembro

A exportação de minério de ferro, em tonelada, cresceu 4,8% em novembro, com base em outubro e 12,3% em relação a novembro do ano passado. A receita em dólar cresceu 11,1% em novembro, com base em outubro e 37,0% em relação a novembro de 2105. O preço evoluiu  5,9% em novembro, com base em outubro e 21,7% com base em novembro do ano passado.
O gráfico, a seguir, apresenta a trajetória dos preços da commoditie nos anos de 2012, 13, 14, 15 e 2106. 
Os preços de minério de ferro evoluíam bem neste ano, comparativamente ao passado. Entretanto, ainda continuam muito aquém do triênio 12, 13 e 14.

Exportação de Açúcar em Bruto em novembro de 2016

A exportação brasileira de açúcar segue evoluindo neste ano. O volume embarcado em tonelada cresceu 11,5% em novembro, com base em outubro e 3,5% em relação a novembro do ano passado. A receita em dólar cresceu 17,8% e 45,6% consecutivamente nos mesmos períodos. 
O maior crescimento da receita em novembro deste ano, com base em novembro do ano passado, se deu em função da forte evolução do preço por tonelada. O crescimento do preço atingiu 5,6% em novembro, com base em outubro neste ano e 40,7% com relação a novembro do ano passado.
O gráfico a seguir apresenta a trajetória ascendente do preço da tonelada de açúcar em bruto no comércio exterior em 2016.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Emprego formal em outubro na região Norte Fluminense

A região Norte Fluminense eliminou 1.500 empregos em outubro. Esse número foi menor, em relação aos 2.591 empregos eliminados no mês de setembro. Campos eliminou 596 vagas, Macaé eliminou 538 e São João da Barra eliminou 313 vagas de emprego no mês. 
No período de janeiro a outubro, Macaé já eliminou 11.198 vagas de emprego, Campos eliminou 3.411 e São João da Barra eliminou 1.211 empregos no acumulado. No acumulado total são 16.711 vagas de emprego eliminadas na região Norte Fluminense.
Setorialmente, Campos eliminou 1.550 vagas no setor de serviços, 1.461 vagas no comércio, 1.172 na indústria de transformação e 720 vagas na construção civil. O setor agropecuário foi o destaque com a geração de 1.659 novas vagas de emprego no período.
Já em Macaé, foram eliminadas 6.483 vagas no setor de serviços, 1.917 vagas na construção civil, 1.324 vagas no comércio, 991 vagas na indústria de transformação e 457 vagas na industria extrativa mineral.
São João da Barra eliminou 712 vagas na construção civil, 167 vagas na industria de transformação, 164 vagas no setor de serviços e 113 vagas no comércio.
O estado do Rio de Janeiro eliminou 189.297 vagas de emprego no período de janeiro a outubro, enquanto o país eliminou 792.250 vagas de emprego no mesmo período. 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Estratégia de intervenção para sanar o desequilíbrio financeiro em Campos dos Goytacazes

Uma primeira interversão para sanar o desequilíbrio financeiro no município de Campos dos Goytacazes, passa, inicialmente, por uma investigação mais profunda nas três principais funções no grupo das despesas orçamentárias. Administração, Saúde e Educação. Em 2011 os gastos nas três funções representaram 67,1% das despesas orçamentárias, em 2013 evoluiu para 69,9% em 2015 evoluiu para 75,64% e em 2016 alcançou 79,73% do total das despesas orçamentárias liquidadas no período e janeiro a julho. Como podemos verificar, o incremento relativo nos gastos com as funções, não garantiu maior eficiência dos serviços para a população. O gráfico a seguir, apresenta os percentuais de participação das funções na despesa orçamentária, nos anos de 2011, 2013, 2015 e 2016 (janeiro a junho).


Fonte: Portal da Transparência 

Também é importante observar a participação relativa das sub- funções em cada função. No caso da Administração, importantes unidades consumidoras de recursos, como: normatização e fiscalização, tecnologia da informação, formação de recursos humanos e administração de receitas, perdem relevância para a sub-função administração geral. Esta sub-função representou 95,87% do total alocado na função administração em 2011; 95,52% em 2013; 94,97% em 2015 e 98,84% em 2016 (primeiro semestre). 

Vejam que enquanto a função administração representou 26,6% do total da despesa orçamentária em 2015, a sub-função administração geral representou 94,97% da função, no mesmo ano. Considerando o valor de R$2,0 bilhões de despesas liquidadas neste ano, a função administração consumiu R$539,8 milhões e a sub-função administração geral consumiu R$ 512,6 milhões.

No caso da função saúde, apesar das importantes sub-funções (assistência hospitalar, supervisão profilática, alimentação e nutrição, atenção básica), o destaque no consumo de recursos também ficou com a sub-função administração geral, que absorveu 61,09% do total das despesas liquidadas pala função administração.

Essa situação ocorre ao longo da distribuição das despesas liquidadas por função. A sub-função administração geral tem expressiva participação relativa e é, exatamente, nela é que se deve centrar toda atenção, até porque não apresenta transparência.

domingo, 20 de novembro de 2016

Mundo - Versão 4.0

http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,mundo-versao-40,10000088797

Pouco depois da metade do século XVIII, o mundo passou pela Primeira Revolução Industrial, na qual a produção de bens deixou de ser artesanal para ser realizada por máquinas em fábricas com extenso uso de energia a vapor. Cerca de cem anos depois, em 1870, foi a vez da Segunda Revolução Industrial, com a popularização da eletricidade e a criação das linhas de montagem e divisão de tarefas. Novamente, cerca de um século se passou e a Terceira Revolução Industrial, também chamada de Revolução Digital, varreu o planeta. ....


"O grande problema é o pensamento único. Será que todo o planeta é igual? As empresas ultra inovadoras do contexto da análise estão em todos os lugares? Todos os setores produtivos precisam competir no desenvolvimento e produção desses mesmo produtos? Apesar do passar dos séculos, continuamos indivíduos que necessitam comer, dormir, vestir, divertir, etc. Isso quer dizer que o novo sempre irá conviver com o antigo, ou tradicional, ou qualquer denominação que se queira dar".

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

terça-feira, 15 de novembro de 2016

A Lavoura Temporária na região Norte Fluminese

A análise da Lavoura Temporária na região Norte Fluminense, segundo dados do IBGE, indica perda de produtividade relativa, comparativamente, ao estado do Rio de Janeiro. O gráfico mostra a evolução relativa da área colhida e do valor da produção na região. Em 2013 a participação relativa da área colhida, em relação ao estado, foi de 75,62%, crescendo para 76,49% em 2014 e para 79,29% em 2015. Inversamente, a participação do valor da produção de 51,64% em 2013, caiu para 42,7% em 2014 e teve uma lenta evolução para 45,48% em 2015. De forma geral, podemos observar que a participação da área colida na região é muito maior do que a participação do valor da produção, indicando que a região atua no setor com cultivos de baixo valor.   
Um questionamento importante, diz respeito aos projetos compensatórios relativos aos grandes investimentos de base em recursos naturais. Onde estão os benefícios teoricamente dirigidos para o setor na região, que lidera a recepção de investimentos dessa natureza? Tudo indica que existe uma largo espaço para o avanço econômico, a partir de iniciativas estratégicas via o setor. Os municípios precisam de melhor organização para estruturar politicas publicas de valorização do setor, com geração de emprego e riqueza.    

sábado, 12 de novembro de 2016

Participação relativa do trabalho nos setores econômicos em São João da Barra




















A avaliação relativa da movimentação econômica em São João da Barra, nos últimos quinze anos, pela ótica do emprego, mostra poucas mudanças no quadro. É importante considerar que o município é produtor de petróleo, portanto, beneficiário de royalties e participações especiais.
Em termos absolutos, podemos até considerar que houve crescimento econômico, já que em 31 de dezembro de 2005 o município contabilizou 3.892 vínculos e R$2.670.384,15 de remuneração nominal do trabalho. Esses valores evoluíram para 10.499 vínculos e R$29.574.707,60 de remuneração nominal do trabalho em 2015.
O que chama atenção nessa trajetória é a participação relativa da administração pública, que apesar da diminuição do seu peso, conseguiu manter a liderança entre os outros setores de atividade. Em 2005, o vínculo trabalhista representava 51,7% e a remuneração 59,31%. Em 2015, o vínculo caiu para 35,7% e a remuneração para 35,49%. Podemos observar que a relação remuneração /vínculo, em 2015, diminuiu em relação a mesma relação em 2005.
O setor de construção civil apresentou mudanças importantes, em função dos investimentos nas atividades ligadas ao Porto do Açu. Em 2005 o vínculo tinha 6,63% de participação e a remuneração 4,72%, evoluindo para 23,62% e 32,75% em 2010, caindo para 19,79% e 19,55%, consecutivamente, em 2015. Podemos observar uma evolução salarial, principalmente em 2010, pela forte demanda por trabalhadores, fato que não se repetiu em 2015, em função da crise econômica instalada.
O setor de serviços apresentou uma participação de 9,17% de vinculo e 10,53% de remuneração em 2005, uma pequena evolução de 11,14 de vinculo e 9,16% de remuneração em 2010 e, ainda, evolução para 18,38% de vinculo e 18,88% de remuneração em 2015.
O setor de indústria de transformação, que apresentou participação de 14,03% de vinculo e 15,59% de remuneração em 2005, caiu fortemente em 2010 para 5,72% de vinculo e 4,08% de remuneração, retornando a posição anterior em 2015 com 14,01% de vinculo e 16,6% de remuneração.
Já os setores de atividade que deveriam se beneficiar da trajetória de crescimento absoluto da economia, se deprimiram em termos relativo. A agropecuária que apresentou participação relativa de 4,45% de vínculo e 2,18% de remuneração em 2005, retraiu para 1,02% de vinculo e 0,38% de remuneração em 2015. O baixo padrão salarial pode ser observado através dos indicadores acima.
Já o comércio apresentou participação de 13% de vinculo e 7,58% de remuneração em 2005, caindo para 8,77% de vinculo e 4,66% de remuneração em 2010, com leve evolução do vínculo para 9,04% em 2015 e o aprofundamento da queda de participação da remuneração para 3,84%, no mesmo ano. Novamente podemos observar a desvalorização do salario neste setor. 
Uma conclusão evidente é de que a absorção dos benefícios do crescimento absoluto do emprego (vínculo e remuneração) é inexistente no município. 

domingo, 6 de novembro de 2016

DIVULGAÇÃO

http://www.revextuenf.com/

Está no ar a edição mais recente da Revista de Extensão da UENF. 

Boa leitura!

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

As medidas do governo do estado e suas contradições

O estado do Rio de Janeiro isentou empresas ricas de recolher ICMS no valor de R$ 185,8 bilhões, nos mandatos desses senhores. Contraditoriamente, a pressão tributária se abateu sobre as pequenas e médias empresas que não deram conta e desempregaram fatores de produção.  
Com isso, a atividade econômica se retraiu e o problema do emprego não foi resolvido. Foram eliminadas 168.734 vagas, somente no período de janeiro a setembro deste ano. Realmente uma equação complexa, onde de um lado devemos somar a retração da produção, a queda das rendas, o aumento dos preços e juros e o avanço do endividamento; e do outro lado, a estratégia de governo de recomposição orçamentária, pesando a mão nos aposentados, já endividados e com renda corroída pelo esfacelamento do poder de compra. Os aposentados e pensionistas foram eleitos a contribuir com a bagatela de R$6,8 bilhões ao ano. O grupo com rendimento abaixo de R$5.189,82 e isento de contribuição, passará a contribuir com 30% se a medida for aprovada. Dentre as outras medidas que taxam a previdência, aumenta a alíquota de ICMS, eliminam benefícios sociais, etc., esta é a mais significativa. A sociedade vai ter que brigar muito para combater tamanha agressão a população.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A crise financeira do estado do Rio de Janeiro e seus argumentos contraditórios

A ineficiência da execução orçamentária do estado do Rio de Janeiro é alarmante. Os argumentos baseados na queda do preço do barril de petróleo e na consequente desaceleração da atividade petrolífera, são insuficientes para explicar a crise financeira sem precedentes do estado. A desoneração tributária ganha vida nesse contexto. Durante os governos PMBD (2011 a 2015) o total de desoneração dirigida para grandes empresas nacionais e estrangeiras chegou a R$ 186 bilhões, enquanto a dívida do estado evoluiu ao mesmo tempo para R$107 bilhões em 2015.

A queda das receitas tributárias, realmente, ocorreu. Em 2015 o estado perdeu aproximadamente R$5,0 bilhões de receita, em relação 2014 e, em 2016, o valor da redução deve chegar a R$10,0 bilhões, em relação a 2014. Poderia parecer o fim do mundo, se a desoneração tributária do estado em 2014 não chegasse a R$26,0 bilhões e em 2015 R$36,0 bilhões.


O grande problema dessa questão é que, enquanto as grandes empresas, inclusive as estrangeiras, deixam de pagar tributos ao estado, as pequenas e médias empresas são oneradas além de sua capacidade. Tal fato implica na perda de competitividade e na retração do nível de investimento, implicando no aumento do desemprego e no aprofundamento da desaceleração da atividade econômica.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Resultado da Balança Comercial brasileira em outubro

O saldo da Balança Comercial brasileira foi superavitário em US$ 2.346 milhões em outubro. As exportações somaram US$13.721 milhões e as importações US$11.375 milhões. No acumulado de janeiro a outubro o saldo foi superavitário em US$ 38.527 milhões. As exportações somaram US$ 153.088 milhões e as importações somaram US$ 114.561 milhões. Na comparação com o mesmo período do ano passado, onde o saldo somou US$ 12.248 milhões, podemos observar um forte crescimento neste ano. Porém, esse crescimento se deu em função da forte de queda de 22,75% das importações, além da queda de  4,64% nas exportações.

Exportação de minério de ferro em outubro

A exportação de minério de ferro em tonelada registrou queda de 15,05% em outubro, com base em setembro e queda de 12,12% em relação a outubro do ano passado. A exportação em dólar registrou queda de 21,8% em relação a setembro e queda de 2,15% em relação a outubro do ano passado. O preço também caiu 7,96% em outubro, com base em setembro,  e avançou 11,45% em relação a outubro do ano passado.
O gráfico apresenta a trajetória dos preços praticados nos últimos cinco anos. Podemos observar que a desvalorização do preço da commoditie foi bastante acentuado, quando observamos o comportamento dos preços no triênio 2012-2014.

Exportação de açúcar em outubro

A exportação em tonelada de açúcar caiu 31,06% em outubro, com base em setembro deste ano e caiu 10,23% em relação a outubro de 2015. A exportação em dólar caiu 30,28% em relação a setembro deste ano e cresceu 21,11% em relação a outubro do ano passado. Já o preço negociado da commoditie avançou 1,13% em outubro, com base em setembro, e 34,92% em relação a outubro do ano passado.
O gráfico apresenta a trajetória dos preços negociados nos últimos cinco anos. Apesar da evolução ao logo de 2016, podemos observar que ainda se encontram bem abaixo dos preços praticados no triênio 2012 - 2014.

Exportação de petróleo bruto em outubro

A exportação de petróleo em tonelada caiu 3,22% em outubro, com relação ao mês anterior, e cresceu 12,14% em relação a outubro do ano passado. A receita de exportação cresceu 0,75% em outubro, com relação ao mês anterior e cresceu 21,82% em relação a outubro do ano anterior. Já o preço da commoditie cresceu 1,04% em outubro, com base em setembro, e cresceu 8,66% em relação ao mesmo mês de 2015.   
O gráfico apresenta a trajetória do preço de petróleo ao longo dos meses de 2016. Depois de cinco meses de evolução (março a julho), podemos observar uma estabilização no período posterior.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Impactos da fase de operação do porto do Açu no emprego em São João da Barra



















As expectativas em relação a forte geração de emprego, gerada pela fase de operação do porto do Açu, não têm se consolidado. Na fase de construção os empregos gerados ficaram abaixo das expectativas e a justificativa era que, na fase de operação, os empregos apareceriam. A fase de operação teve inicio no segundo semestre de 2014 e, dois anos depois, o saldo negativado entre demissões e desligamentos só aumenta. Em 2014 foram eliminados 383 vagas, em 2015 foram eliminadas 568 vagas e em 2016 (janeiro a setembro), foram eliminadas 989 vagas de emprego.
A estrutura portuária é uma realidade e vem ampliando os negócios de interesse empresarial, sem dúvidas. Entretanto, a absorção interna das externalidades positivas parece bem distante, enquanto as externalidades negativas tem afetado o território de forma bastante acentuada. A mudança na condução do executivo no município, não garante nada de novo, já que as práticas são as mesmas e a ausência de competências no âmbito da gestão pública, é uma triste realidade.  

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Quais são os principais municípios eliminadores de emprego no estado do Rio de Janeiro?

O gráfico apresenta os nove principais municípios, responsáveis pela eliminação de 86,5% do total dos empregos formais no estado do Rio de Janeiro, no período de janeiro a setembro deste ano. Do total de 168.134 vagas de emprego eliminadas no estado, o município do Rio de Janeiro foi responsável por 59,5%, Macaé por 6,3%, Niterói por 5,8%, Duque de Caxias por 4,4%, Angra dos Reis por 2,6%, Volta Redonda  por 2,2%, São João da Barra e São Gonçalo por 2,0% e Campos dos Goytacazes por 1,7% do total. Como podemos observar, menos de 10% dos municípios do estado foram responsáveis por 86,5% do total de empregos eliminados no estado. A crise no setor de petróleo tem um papel fundamental nesse processo.

Emprego formal em setembro na região Norte Fluminense

A região Norte Fluminense eliminou 2.591 vagas de emprego formal em setembro, superando as 2.141 vagas eliminadas em agosto. Macaé eliminou 1.359 vagas, Campos eliminou 776 vagas, São Francisco de Itabapoana eliminou 383 vagas e São João da Barra eliminou 113 vagas no mês.
No acumulado de janeiro a setembro, a região eliminou 15.201 vagas, número superior 93,3% ao saldo do mesmo período de 2015.
Na análise por setor de atividade, considerando o período de janeiro a setembro, Campos dos Goytacazes eliminou 1.581 vagas no comércio, 1.475 vagas no setor de serviços, 903 vagas na indústria de transformação, 561 vagas na construção civil e 7 vagas no setor extrativa mineral. O setor agropecuário apresentou um saldo positivo de 1.830 vagas criadas no período.
Macaé eliminou 6.322 vagas no setor de serviços, 1.831 vagas na construção civil, 1.269 vagas no comércio, 926 vagas na industria de transformação, 287 vagas no setor extrativa mineral e 24 vagas no setor agropecuário.
São João da Barra eliminou 583 vagas na construção civil, 128 vagas no setor de serviços, 102 vagas no comércio, 45 vagas no setor extrativa mineral, 34 vagas na industria de transformação e 6 vagas no setor agropecuário.
Como podemos observar, a recuperação econômica da região parece está bem distante.