sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Emprego formal em outubro de 2015 nos municípios da região Norte Fluminense


A movimentação do emprego formal em outubro, na região Norte Fluminense, indica avanço do processo de deterioração econômica. A região eliminou 2.299 empregos outubro, contra 928 empregos eliminados em setembro. Campos com 609 vagas eliminadas e Macaé com 1.626 vagas eliminadas no mês, tiveram uma participação relevante nesse processo. 
No acumulado de janeiro a outubro, já foram eliminadas 10.163 vagas de emprego na região. Campos dos Goytacazes eliminou 1.433 vagas, sendo 1.050 vagas na construção civil, 897 no comércio e 674 na indústria de transformação. O setor agropecuário foi o destaque positivo com 1.383 vagas criadas no período.
Macaé eliminou 8.359 vagas no período acumulado, sendo 5.629 vagas eliminadas no setor de serviços, 861 vagas no comércio, 760 vagas na construção civil, 674 vagas na indústria de transformação e 350 vagas eliminadas no setor extrativo mineral. 
São João da Barra eliminou 458 vagas no período acumulado, sendo 264 vagas na construção civil, 207 vagas no setor de serviços e 17 vagas no comércio. Os setores extrativo mineral e agropecuária geraram saldo positivo com 32 vagas e 5 vagas criadas sucessivamente.

Aprofunda a crise do emprego no país e no estado do Rio de Janeiro


Dados do Ministério do Trabalho e Emprego do Governo Federal, sobre a movimentação do emprego do mês passado, indica o aprofundamento da degradação do emprego no pais e no estado do Rio de Janeiro. Foram eliminados 169.131 empregos em outubro no país, número 5,58 vezes maior em relação a setembro. Já o estado do Rio de Janeiro eliminou 19.088 vagas de emprego, concentradas nos setores de serviço (-7.418 vagas), construção civil (-6.749 vagas) e indústria de transformação (-4.640 vagas).
No contexto do estado, poucos municípios apresentaram saldos positivos de geração de emprego. Esses resultados compõe o gráfico acima, onde Rio das Ostras lidera os dez municípios com um saldo de 219 vagas de emprego no mês. 
Os piores resultados ocorreram nos municípios do Rio de Janeiro, com eliminação de 8.438 vagas; Angra dos Reis com eliminação de 1.746 vagas; Macaé com eliminação de 1.626 vagas e Itaboraí com eliminação de 1.370 vagas.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Royalties em novembro na região Norte Fluminense


As transferências de royalties mensais de petróleo em novembro, na região Norte Fluminense, registrou um pequeno incremento de 0,41% em relação a outubro. As maiores variações ocorreram em Quissamã, com crescimento de 18,0% e São João da Barra com queda de 13,54% no mesmo período.
Do total distribuído para a região no mês, Campos dos Goytacazes ficou com uma parcela equivalente a 42,07%, Macaé 37,45% e São João da Barra 8,86% do total.
A participação percentual da região caiu, frente ao total dos municípios dos Rio de Janeiro, de 37,16% em outubro para 36,82% em novembro. 
Na verificação frente ao total dos municípios do Brasil, ocorreu também uma queda de 19,23% em outubro para 18,96% em novembro.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

A maldição do petróleo como crise e desestruturação econômica na RNF


As informações contidas no gráfico comprovam a tese de que os municípios da região Norte Fluminense precisam buscar alternativas de arrecadação orçamentária às rendas de royalties de petróleo. O gráfico mostra a relação percentual do valor arrecadado de royalties, nos municípios da região, em relação ao valor arrecadado pelos municípios do Rio de Janeiro; da região Norte Fluminense, em relação ao valor total arrecadado pelos municípios do país e, finalmente, entre o Rio de Janeiro e o país, no período acumulado de janeiro a outubro de cada ano. Observem que existe uma tendencia de queda nas participação ao longo do período. 
A região Norte Fluminense garantia uma participação de 66,42% do valor distribuído para os municípios do Rio de Janeiro em 2010. Nos anos seguintes os percentuais caíram para 59,9%; 58,92%; 56,73%; 54,0%; e 51,98%, sucessivamente, até 2015, ou seja, em seis anos a região perdeu 14 pontos percentuais no contexto do Rio de Janeiro.
Na comparação entre a região e o total dos municípios dos país, podemos observar uma queda de participação relativa de 47,26% no período de janeiro a outubro de 2010 para 38,73 no mesmo período de 2015, ou seja, perda de 8,5 pontos no período.
Finalmente, a participação da arrecadação dos municípios do Rio de janeiro, em relação a arrecadação dos municípios do Brasil, também apresentou uma queda de 31,39% em 2010, para 20,13% em 2015, ou seja, retração de 11 pontos no período. 
Este quadro confirma que a região não atentou para importantes questões como: perda de produtividade dos poços, mudanças de cambio, variações nos preços da commoditie, assim como, não aproveitou os recursos ampliados, dos ciclos favoráveis, para potencializar a sua infraestrutura econômica e social. O custo da inobservância a essas questões é  crise orçamentária e a recessão do sistema econômico. A situação verificada nesses municípios é consequência desses fatos e a recuperação será dolorosa.   

domingo, 15 de novembro de 2015

Evolução da produção leiteira nos principais produtores do estado do Rio de Janeiro


São Francisco de Itabapoana se destaca na produção leiteira do estado do Rio de Janeiro. O gráfico apresenta a evolução da produção, em mil litros, nos principais municípios produtores do estado, no período de 2010 a 2014. 
Observem que São Francisco de Itabapoana tinha em 2010 a menor produção entre os municípios selecionados, ou seja, 10,3 milhões de litros de leite, quase a metade do Valença com 29,5 milhões de produção. Ao longo dos anos subsequentes, entretanto, a evolução de São Francisco foi consistente, atingindo 42,0 milhões de litros em 2014, a maior produção individual do estado do Rio neste ano. 
O que chama a atenção é que o município tem se destacado, de forma importante, tanto na atividade agrícola, quanto na atividade pecuária, sem, portanto, mudar mais, acentuadamente, os indicadores de desenvolvimento. Esse é um caso especifico de ausência de  um sistema de organização produtiva mais planejado e com a direção de um processo de governança, voltado para potencializar competitividade e melhoria de vida dos envolvidos.


Produção leiteira na região Norte Fluminense em 2014

A região Norte Fluminense avançou sua participação relativa na produção leiteira em relação ao estado do Rio de Janeiro. Conforme apresentado no gráfico, em 2010 a participação era de 13,99% e em 2011 sofreu uma leve queda para 12,94%.

A partir deste ano, a evolução foi contínua, chegando a 19,7% em 2014. São Francisco de Itabapoana teve um papel marcante nessa evolução, já que foi o único município que registrou evolução em todos os anos analisados. 


Em 2014, com base em 2013, somente dois municípios evoluíram. Quissamã com crescimento de 0,75% e São Francisco de Itabapoana com crescimento de 36,05%. Os municípios de Carapebus com queda de 22,02% e Campos dos Goytacazes com queda de 20,82% representaram os piores resultados na produção leiteira na região.

sábado, 14 de novembro de 2015

Agricultura temporária na região Norte Fluminense em 2014

A região Norte Fluminense encolheu 10,91% da área colhida de lavoura temporária em 2014, com base em 2013, porém manteve o valor médio de produção no mesmo período. Os destaques negativos ficaram por conta de Cardoso Moreira com queda de 51,76% e Quissamã com queda de  45,02%. Já como exemplo positivo, destaque para Conceição de Macabu com crescimento de 241,12% e São João da Barra com crescimento de 150,46% no mesmo período.

No que diz respeito ao valor da produção, a região apresentou uma queda média de 10,08% em 2014, com base em 2013. Destaque negativo para Quissamã com queda de 52,72% e destaque positivo para Conceição de Macabu com crescimento de 424,96%, São Fidélis com crescimento de 117,67% e São João da Barra com crescimento de 101,55%.


Fatores como o aumento da área colhida da mandioca e a valorização do preço em 2014 explicam a evolução do quadro em Conceição de Macabu. Já em São Fidélis, o destaque foi o tomate que teve o seu preço valorizado. Em São João da Barra, o aumento da área colhida e o valor da cana de açúcar e do abacaxi apresentaram impactos positivos no resultado final.

O gráfico acima, apresenta o valor da produção por hectare para os municípios da região Norte Fluminense em 2014. Podemos observar que Conceição de Macabu, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana e São João da Barra registram valores acima do valor médio regional. São João da Barra, apesar dos impactos negativos oriundos do projeto do porto do Açu (desapropriações, salinidades da terra, etc.) registrou o maior valor por hectare, como já dito, em função da valorização do preço da cana de açúcar e da ampliação do cultivo de abacaxi, cujo preço, também foi bastante satisfatório.

Campos dos Goytacazes, com a maior extensão territorial, vem diminuindo a área colhida. Em 2014 a ampliação do cultivo de abacaxi elevou em 22,7% o valor por hectare, porém a atividade não tem apresentado uma dinâmica regular. De qualquer forma, a agricultura regional mostra que pode ser potencialmente importante, em termos de geração de riqueza e trabalho, caso receba um melhor planejamento para a sua organização.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Evolução do Valor Adicionado Fiscal no estado do Rio de Janeiro em 2014




















Os dez municípios do estado do Rio de Janeiro, com maior crescimento nominal do Valor Adicionado Fiscal em 2014, com base em 2013, estão identificados no gráfico. Maricá lidera a lista com um crescimento de 569,23% e São João da Barra ocupa a segunda colocação com 157,16% de crescimento no mesmo ano. Valor Adicionado Fiscal representa o que cada empresa adiciona ao seu processo produtivo na produção de bens, serviços e comércio durante o ano fiscal. Pode ser entendido também como as remuneração realizadas pelas empresas em trabalho, aluguel, juros e lucros. Este valor, no contexto total do estado, define o valor que cada município vai receber de transferência de ICMS do estado dois anos depois. Desta forma, o Valor Adicionado Fiscal de 2014 define o índice de ICMS para 2016. 
Maricá evoluiu o índice de 0,401 em 2015 para 0,682 em 2016 e São João da Barra evoluiu de 0,452 em 2015 para 0,576 em 2016. Esses municípios garantiram um maior volume de transferência de ICMS para o ano que vem.
Na contra mão, municípios importantes como o Rio de Janeiro, Macaé, Volta Redonda e Teresópolis, dentre outros, registraram retração no valor adicionado em 2014, o que implica queda do índice de participação no ICMS em 2016.
Campos dos Goytacazes teve uma leve crescimento nominal do valor adicionado em 2014 com base em 2013, entretanto não foi o suficiente para melhorar a índice de participação no ICMS. O município encolheu o índice de participação no ICMS de 3,562 em 2015 para 3,36 em 2016. O município perderá receita de ICMS no ano que vem. 
De qualquer forma, este quadro indica que realmente está ocorrendo um processo de descentralização da riqueza no estado do Rio de janeiro. Os investimentos em projetos assentados em recursos naturais tem tido um papel importante, tanto no crescimento, como na contração da riqueza gerada. Importante observar que o aumento da riqueza também não garante melhoria de bem estar para as populações residentes. Nesses casos, temos observado a fuga de parte substancial da riqueza para regiões centrais, fundamentalmente, em São João da Barra, sede do porto do Açu.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Visão Campos 200 - Plano Estratégico Colaborativo e Participativo

A Fundação Ulisses Guimarães lançou ontem em Campos dos Goytacazes, no auditório da UNIFLU,  o Plano Estratégico Colaborativo e Participativo. Com uma extensa programação, a segunda feira foi palco de uma mesa de debates sobre o futuro do Norte Fluminense. O economista Alcimar Chagas Ribeiro apresentou palestra sobre os aspectos da conjuntura econômica da região e perspectivas, observando as dificuldades da região, no que diz respeito, a absorção das externalidades positivas e as dificuldades na proteção dos problemas relacionados as externalidades negativas dos grandes projetos em operação. O economista ainda apresentou indicadores que comprovam uma forte dependência econômica da região, além da acentuada fuga da riqueza gerada por conta da atividade petrolífera e infraestrutura portuária.
A discussão posterior, com a mediação do professor Adelfran Lacerda da UNIFLU, se seguiu com a participação dos professores Ronaldo Paranhos da UENF e do professor Auner Pereira Carneiro da UNIFLU. 
O evento evoluirá durante a semana com diversas oficinas e o encerramento será na próxima sexta feita com a palestra de Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro.
A organização do evento está sob a responsabilidade do Sr. Edmar Teixeira, assessor empresarial.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

sábado, 7 de novembro de 2015

O projeto do porto do Açu e suas contradições

As contradições em torno do Porto do Açu são escandalosas. Penso que as lideranças sanjoanenses estão anestesiadas, já que não reagem a absolutamente nada. Divulguei neste blog matéria do Jornal Valor Econômico que faz ampla propaganda da estrutura portuária. Cita contratos milionários de arrendamento de áreas para novos investimentos, uma ampla movimentação de navios e, sobretudo, a importante diversificação de negócios. Além do minério como âncora, o porto já escoa bauxita, vai movimentar petróleo, e apoio marítimo as plataformas na Bacia de Campos. 
Em uma outra publicação, na folha da manha, se discute um impasse no porto do Açu, proveniente de atrasos de pagamentos aos funcionários de uma empresa de engenharia, com paralisações e muita confusão. A matéria cita que o porto emprega 10.000 funcionários e que 90% a 95% desse contingente é mão de obra local. 
Diante dessas informações fui verificar alguns indicadores para melhor entender o problema. A tabela acima mostra que em 31 de dezembro de 2014 - último dado oficial da RAIS-  São João da Barra tinha 10.415 empregos formais e uma remuneração média total de R$2.049,16 no mesmo mês. No setor de comércio, entretanto, o número de emprego formal era de 888 e uma remuneração de R$1.139,62. 
Para efeito de comparação, no ano de 2004, o número de emprego total era 3.779 com uma remuneração média de R$649,85 no mesmo mês de dezembro. No comércio o número de empregos era 406 com uma remuneração de R$400,45 no mesmo mês.
Simplificando a discussão, podemos dizer que, apesar do crescimento do emprego total no período, a participação percentual do emprego no comércio diminuiu de 10,74% em 2004 para 8,52% em 2014, ocorrendo o mesmo com a remuneração do trabalho no comércio que saiu de 61,62% da remuneração total em 2004 para 55,61% em 2014. 
Para não ficar dúvidas sobre a análise, olhamos São Francisco de Itabapoana e vimos que lá o emprego no comércio aumentou a sua participação percentual de 16,78% em 2004 para 24,96% em 2014. A remuneração do trabalho no comércio também aumentou de 83,20% da remuneração total para 89,21% em 2014. 
Conforme podemos concluir, o emprego gerado em São João da Barra está longe de representar 90% da mão de obra local, já que não reflete no comércio. Por outro lado, fica claro que parte substancial da riqueza gerada por esse investimento foge para outros centros. 
Observem que SFI não é produtor de petróleo e não tem porto, porém apresenta números do emprego no comércio muito próximos de São João da Barra. 
Não tenho dúvidas sobre esta questão!

Como a comunidade local se beneficia?

http://www.valor.com.br/empresas/4303828/porto-do-acu-entra-em-nova-etapa

O porto do Açu está entrando uma uma nova fase de evolução com alto potencial de geração de riqueza. São esperados contratos bilionários, onde grupos empresarias se beneficiarão...................

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Resultado da Balança Comercial do país em outubro de 2015

O saldo da Balança Comercial do país foi superavitário em US$ 1.996 milhões em outubro, na relação com o resto do mundo. As exportações somaram US$16.049 milhões e as importações somaram US$14.053 milhões. Na comparação com outubro de 2014, o país conseguiu reverter o saldo deficitário de US$ -1.179 milhões, em função da desaceleração das importações que caíram 27,97%, enquanto as exportações caíram 12,44% no mesmo período.
No acumulado de janeiro a outubro de 2015, o saldo superavitário somou US$12.244 milhões. No período as exportações somaram US$160.545 milhões e as importações somaram US$148.301 milhões. O saldo comercial no mesmo período de 2014 foi deficitário em US$ -1.921 milhões, com exportações em US$191.965 milhões e importações de US$193.885 milhões.

Exportação de minério de ferro em outubro de 2015

A exportação de minério de ferro, em tonelada, caiu 4,0% em outubro com relação a setembro. A receita em dólar caiu 10,3%, enquanto o preço caiu 6,5% no mesmo mês. 
Na comparação com outubro de 2014, o volume embarcado cresceu 7,5%, a receita em dólar caiu 40,0% e o preço caiu 44,2% no mesmo período.
O gráfico apresenta a trajetória dos preços por tonelada de minério de ferro no comércio exterior. O mês de outubro ratifica a tendência de desvalorização da commoditie no tempo.

Exportação de Açúcar em outubro de 2015

A exportação de açúcar em bruto, em tonelada, cresceu 46,6% em outubro, com relação a setembro. O valor em dólar cresceu 42,2%, enquanto o preço caiu 3,0% no mesmo mês. Em relação a outubro de 2014, o volume embarcado caiu 1,7%, a receita em dólar caiu 27,6%, enquanto o preço médio caiu 26,3%.
O gráfico apresenta a trajetória dos preços médios de exportação do açúcar em bruto. O preço praticado em outubro segue a tendência de desvalorização no tempo.