segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Emprego Formal nas microrregiões do Rio de Janeiro em setembro de 2015

http://www.coneflu.com/#!Emprego-formal-nas-microrregi%C3%B5es-do-estado-do-Rio-de-Janeiro-em-setembro-de-2015/c236q/562e57170cf2d5c7c8f4035c

O estado do Rio de Janeiro eliminou 7.510 vagas de emprego formal em setembro de 2015, número equivalente a 7,86% dos empregos eliminados no país, no mesmo mês. No acumulado de janeiro a setembro, esse número evolui para 114.777 empregos eliminados, o que equivale a 15,73% do total de empregos eliminados no país, no mesmo período.

sábado, 24 de outubro de 2015

Emprego formal em setembro na região Norte Fluminense

O emprego formal na região Norte Fluminense aprofundou o processo de deterioração. Em setembro foram eliminadas 928 vagas, enquanto em agosto foram eliminadas 523 vagas. Campos dos Goytacazes e São Francisco de Itabapoana deram as maiores contribuições negativas no mês, em função da desaceleração da safra de cana de açúcar. 
No acumulado, considerando o período de janeiro a setembro, Macaé eliminou 6.733 vagas de emprego, sendo 340 vagas na indústria extrativa mineral, 296 vagas na indústria de transformação, 654 vagas na construção civil, 778 vagas no comércio, 4.589 vagas no setor de serviços e 26 vagas no setor agropecuário.
Já Campos dos Goytacazes, no mesmo período, eliminou 824 vagas de emprego formal, sendo 403 vagas na indústria de transformação, 931 vagas na construção civil e 1.087 vagas no comércio. Os setores de serviço e agropecuário geraram saldos positivos. O primeiro com 368 vagas e o segundo com 1.576 vagas. A aproximação do final do ano tende a desacelerar o setor com um forte processo de demissão no fim do ciclo.
São João da Barra eliminou no período 483 vagas de emprego, sendo 274 vagas na construção civil, 21 vagas no comércio e 209 vagas no setor de serviços.
São Francisco de Itabapoana, diferente dos municípios ricos, gerou um saldo positivo de 232 vagas no período. O comércio gerou 33 vagas, o setor de serviços gerou 22 vagas, enquanto o setor agropecuário gerou 189 vagas de emprego no mesmo período.      
Vejam que nem tudo que reluz é ouro!


domingo, 11 de outubro de 2015

Observando uma experiência real para o desenvolvimento econômico setorial em um espaço periférico

Ações práticas que constituam estratégias de combate a falta de dinamismo econômico, em ambientes periféricos, merecem ser observadas a partir de um olhar positivo. Essas ações empíricas podem se consolidar como políticas públicas potenciais para o desenvolvimento econômico endógeno.

O fenômeno observado nesse texto é o "Festival de Petiscos", no Farol, Campos dos Goytacazes, que acontece neste fim de semana. O festival se apoia na boa oferta de pescado e crustáceo extraídos mar, cuja prática comercial, historicamente, é desfavorável ao trabalhador da pesca. As imperfeições do mercado tende a desvalorizar o produto da pesca, já que são muitos produtores e poucos compradores atacadistas. Esses buscam outros mercados, com maior valorização do pescado, e onde os empregos são gerados.

O combate à desequilíbrios dessa natureza está no equilíbrio das forças entre compradores e vendedores. Assim, o fomento da demanda interna para escoar a oferta dessas mercadorias é estratégico. Nesse contexto é que vejo a importância do festival. O foco é interno, onde a oferta e a demanda em equilíbrio, avançam gerando emprego e renda localmente.

Vejam que em torno de 25 empresas operam de forma direta no evento, comprando mercadorias e, processando-as, com o emprego de trabalho local, atraindo consumidores que se aglomeram em um lugar atrativo. Complementa o processo diversas outras atividades associadas, tais como: musicais (artistas, técnicos e equipamentos), limpeza, segurança, serviços de aluguéis (equipamentos, móveis e utensílios), artesanato, iluminação, banheiros químicos, transporte, etc.

Estamos falando de um movimento econômico importante que está fechado internamente, ou seja, não depende de mercados externos. Essa alternativa já foi sinalizada pelos economistas revisionistas do marxismo, no final do século de XIX, que entendiam que o mercado interno basta à reprodução capitalista, permitindo que a economia possa se desenvolver fechada nos seus meios de produção. Trata-se do resgate a Lei de Say "A oferta cria a sua própria procura". No caso específico do Farol, é necessário o planejamento, não global dos revisionistas, mas, baseado em um processo de Governança Institucional.


A experiência do Farol deve ser aproveitada para um planejamento estratégico que permita transformar a ação pontual em uma estratégia sustentável de desenvolvimento econômico setorial. Dessa forma, conhecer melhor o perfil do consumidor turista da região, padrão de renda, definir a melhor localização e estrutura operacional, aproximar parceiros institucionais, definir uma política de marketing, inovação e treinamento profissional, são elementos essenciais para a transformação de uma estrutura de vantagem comparativa pontual em uma estrutura de vantagem competitiva sustentável. Os impactos em termos de emprego, renda e tributos serão efetivos.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

O sonho acabou?

Os grandes investimentos exógenos (petróleo, portos, etc.), trazem a expectativa de crescimento econômico em determinados espaços territoriais. No caso da região Norte Fluminense, já alertamos que as características desses investimentos, densos em capital, tendem a piorar a situação dos trabalhadores e não garantem o esperado desenvolvimento. Nessas condições, o rápido crescimento do número trabalhadores é incompatível com a capacidade de absorção do capital, materializando a conclusão já assinada por Karl Marx, a mais de um século, relativo ao aprofundamento do subdesenvolvimento no interior do mesmo espaço econômico. Será que é isso que está acontecendo por essas bandas?

sábado, 3 de outubro de 2015

O panorama da economia mundial reflete a grave crise da economia brasileira?

Olhando o panorama das projeções de perspectivas para a economia mundial do Fundo Monetário Internacional (FMI), fica muito clara a condição de fragilidade da economia brasileira. O Pais que quer mais impostos apostou na distribuição da riqueza, mas não incentivou a continuidade de seu incremento. Enquanto tinha gastou sem se preocupar com o futuro. Agora a colheita é perversa e todos perdem. Dinheiro novo para a manutenção dos gastos público, sem o incremento da produtividade da economia real, aprofundará o quadro de recessão e pobreza. Neste caso, a renda disponível das famílias será reduzida, com reflexos no declínio da produção, do emprego e das receitas governamentais. 
Vejam nas taxas do produto da economia dos países selecionados, que o Brasil não aproveitou a recuperação econômica dos Estados Unidos. Apesar da crise de 2008, o país cresceu 2,2% em 2013, 2,4% em 2014 e como projeção deve crescer 3,6% em 2015 e 3,3% em 2016. 
Os países da zona do Euro ainda atravessa uma crise importante, entretanto a Alemanha, França e Espanha, apresentam um quadro de recuperação. Já na Ásia, a China desacelera com taxas de crescimento ainda bastante alta para os padrões mundial, porém a Índia acelera com taxas altas de crescimento. 
Esse panorama internacional parece não conformar as justificativas dos governo brasileiro que culpa o mundo pelos graves problemas internos. 

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Resultado da Balança Comercial brasileira em setembro de 2015

O saldo da Balança Comercial brasileira reagiu, atingindo US$10.246 bilhões no período acumulado de janeiro a setembro deste ano. No mesmo período as exportações somaram US$144.495 bilhões e as importações US$134.249 bilhões.
No mês de setembro as exportações somaram US$16.148 bilhões, as importações US$13.204 bilhões, gerando um saldo US$2.944 bilhões. 
Comparativamente ao mesmo período de 2014, foi verificado uma queda de 16,78% nas exportações, contra uma queda 23,01% nas importações.

Exportação de minério de ferro em setembro de 2015

A receita de exportação de minério de ferro brasileira avançou 30,3% em setembro, com relação a agosto. O volume embarcado em tonelada cresceu 31,3% no mesmo período. Na comparação com setembro do anterior, a receita regrediu 43,1% e o volume embarcado cresceu  7,6%. Conforme podemos observar, mais esforço para menos receita.
O gráfico apresenta a trajetória dos preços praticados nos últimos quatro anos. É visível a desvalorização do preço da commoditie. O preço de setembro último se desvalorizou 47,25% em relação ao preço de setembro do ano passado.

Exportação de Açúcar Bruto em setembro de 2015

A exportação de açúcar gerou uma receita de US$416,7 milhões em setembro, para um volume embarcado de 1.412,9 mil toneladas a um preço de US$295,0 a tonelada. A receita mensal sofreu uma queda de 4,25% em relação a agosto e uma queda de 40,77% em relação a setembro do ano passado. O volume em tonelada embarcado foi menor 19,96% ao relação ao mesmo mês do ano anterior.
A trajetória dos preços praticados no período de 2012 a 2015 é apresentada no gráfico ao lado. O preço praticado em setembro foi maior 0,07% em relação ao preço de agosto, porém foi menor 25,97% do preço praticado no mesmo mês do ano passado.