segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Emprego Formal nas Microrregiões do Rio de Janeiro em agosto de 2015

O estado do Rio de Janeiro eliminou 8.846 vagas de emprego em agosto, volume equivalente a 10,22% do emprego eliminado no país no mesmo ano. Considerando o período de janeiro a agosto de 2015, esse número aumentou para 107.267 vagas eliminadas, número equivalente a 16,92% do emprego eliminado no país, no mesmo período. A salário médio de admissão em agosto foi de R$1.382,11, indicando um leve incremento de 1,15% em relação ao salário médio do período de janeiro a agosto do mesmo ano.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Movimentação do emprego formal em agosto na região Norte Fluminense

O emprego formal desacelerou a trajetória de queda em agosto, na região Norte Fluminense. Foram eliminadas 523 vagas no mês, contra 2.130 vagas eliminadas em julho. No acumulado de janeiro a agosto a região já eliminou 6.936 vagas de emprego.
Macaé lidera o quadro de eliminação de empregos com 6.098 vagas no período de janeiro a agosto. O setor extrativa mineral eliminou 327 vagas, a indústria de transformação eliminou 226 vagas, a construção civil eliminou 695 vagas, o comércio eliminou 694 vagas e o setor de serviços eliminou 4.102 vagas.
Campos dos Goytacazes eliminou 647 vagas no período. A indústria de transformação eliminou 408 vagas, a construção civil eliminou 884 vagas, o comércio eliminou 1.015 vagas. O balanço positivo ficou por conta do setor de serviços que gerou 386 vagas e do setor agropecuário que gerou 1.610 no período.
São João da Barra eliminou 483 vagas no ano. A construção civil eliminou 260 vagas, o comércio eliminou 26 vagas, o setor de serviços eliminou 215 vagas no mesmo período.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Grande enchente em Santo Antônio de Pádua-RJ

por Ramon Mulin¹

As enchentes em Pádua são comuns, todavia, algumas catástrofes por aqui ficam apenas na poeira dos antigos veículos midiáticos. As mais "famosas" enchentes são as de 1979, por ter atingido a Ponte Raul Veiga, e a de 2008, por ser a maior e mais catastrófica enchente da história do município.
Esquecida pelos paduanos mais experientes, a enchente do início do ano de 1961 causou muitas perdas e paralisou completamente nossa cidade. Muitos moradores perderam tudo o que tinham. O ano novo não foi tão generoso por nossas bandas, pois a fome foi a pior inimiga.
A estrada Rio-Bahia e os acessos para outras regiões do Rio, como a estrada para o antigo Estado da Guanabara, ficaram fechados por conta do ímpeto das águas. As ferrovias da região também estavam inutilizadas, levando a população paduana atingida pelas águas a utilizarem os vagões dos trens parados como abrigo provisório.
Por conta dos transtornos, cessou-se o fornecimento de laticínios para o Estado da Guanabara - Santo Antônio de Pádua era seu principal fornecedor de leite na época. A comunicação também ficou prejudicada.
Esse evento trouxe à nossa cidade o emissário de governo, Dr. Joaquim Maia Brandão, a fim de verificar pessoalmente as consequências da enchente. O emissário mantinha a comunicação com o governador do estado, Roberto da Silveira, que estava em um leito de hospital em decorrência de uma queda de helicóptero em Petrópolis (o governador veio a falecer oito dias após o acidente, no dia 28 de fevereiro).
Segundo jornais da época, o prefeito Badih Chicralla tirou de seu próprio bolso 150 mil cruzeiros para atender a demanda de famintos do município. O governo do estado também solicitou ao Banco do Brasil o crédito de 50 milhões de cruzeiros para minimizar os transtornos e tomar as medidas cabíveis ao evento.

¹ Historiador e Professor de História.

Foto 1: Prefeito Badih Chicralla e emissário de governo Dr. Brandão examinam aspectos da destruição.
Foto 2: Ponte Raul Veiga durante a enchente.
Foto 3: Desabrigados entrando na estação ferroviária que dava acesso aos vagões de trens que se tornaram abrigos provisórios.
Foto 4: População se utiliza de barcos para acessar seus imóveis.

Fotos: Hélio Passos, Geraldo Viola e José Nacif.

Mulin

Professor de História

domingo, 20 de setembro de 2015

Emprego formal nas mesorregiões do Rio de Janeiro

http://www.coneflu.com/#!Movimentação-do-Emprego-Formal-nas-Mesorregiões-do-Estado-do-Rio-de-Janeiro/c236q/55fe09e90cf2a7bb74b17fe8
A expectativa de recuperação econômica do estado do Rio de Janeiro, em função dos volumosos investimentos público e privado, especialmente, nos anos 2000, parece ficar cada vez mais distante. Olhando a trajetória econômica do estado pela ótica do emprego formal, nos deparamos com alguns problemas que são inibidores de qualquer transformação econômica. Observem no gráfico a seguir, que a participação relativa do emprego formal do estado é declinante em relação ao emprego total do país, mesmo o estado liderando a atividade petrolífera do país, além de sede de importantes projetos de infra estrutura portuária. 

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Evolução do emprego formal e renda do salário em Campos dos Goytacazes





















Campos dos Goytacazes registrou 103.218 empregos formais em 2014, segundo dados da RAIS do Ministério do Trabalho. O emprego no setor de serviços apresentou a maior participação de 37,42% do total, enquanto o emprego no comércio apresentou uma participação de 26,86% e o emprego no setor de administração pública registrou uma participação de 14,45% no mesmo ano. Foi registrado um crescimento de 48,53% no emprego de 2014, com base em 2004 e um crescimento médio anual de 4,48% no período entre 2005 a 2014.
Já a renda do trabalho assalariado cresceu 181,23% em 2014, com base em 2004 e o crescimento médio anual foi 11,04% no mesmo período. 
Nesta última década, o emprego não se apresentou muito dinâmico, declinando, fortemente, em 2008 e 2009, período crítico de queda de investimento privado, em função da crise internacional e seus reflexos no país.

Comparativamente a evolução no estado do Rio de Janeiro, o crescimento do emprego em Campos de 48,53% em 2014 com base em 2004, ficou abaixo do crescimento de 51,67% no estado do Rio de Janeiro no mesmo período. Porém, o crescimento da renda em Campos de 181,23% em 2014, com base em 2004, superou o crescimento de 138,74% na renda assalariada do estado do Rio de Janeiro, no mesmo período. Campos apresentou um crescimento importante de 19,79% da renda em 2014, com base em 2013. Os investimento privados no porto do Açu, fundamentalmente, pode ter contribuído no avanço da renda em Campos dos Goytacazes.

sábado, 12 de setembro de 2015

A mais nobre atividade de produzir alimentos


O Programa de Alimentação Escolar (PNAE), com sessenta anos de vida, contribui para o crescimento, desenvolvimento, aprendizagem e rendimento escolar dos estudantes, além da formação de hábitos alimentares saudáveis. A sua implantação ainda estimula o desenvolvimento econômico e sustentável das comunidades, por conta da destinação constitucional de  30% do valor transferido pelo Governo Federal para a compra direta à agricultura familiar.

Apesar da sua importância, muitos municípios ainda não se sensibilizaram sobre a questão, preferindo comprar os produtos da merenda escolar de seu municípios em outras regiões, gerando emprego e renda fora do seu território.

As justificativas para a não implantação do PNAE não são coerentes. Por maiores que sejam as dificuldades, um bom planejamento resolveria a questão. Como tenho por hábito provar as minhas teses, vou demonstrar um pequeno experimento caseiro do plantio de feijão e seus desdobramentos.

O experimento ocorreu em um canteiro de 5m², sem qualquer trato, por 60 dias, gerando uma produção de 900 gramas de feijão, ou seja, 180 gramas por m². Importante ainda foi o aprendizado sobre o melhor momento da colheita em função da coloração da vagem, além da ideal divisão do trabalho, no caso da organização da produção ocorrer em uma grande área. Ao contrário do que se pensa, é possível implantar diversas etapas da divisão do trabalho, para aumento da produtividade. Assim, pode-se planejar o plantio, com as atividades intrínsecas; a colheita (retirada das plantas); a separação das vagens das plantas; o processo de debulhamento das vagens; a seleção dos grãos; a embalagem dos grãos; e a preparação da compostagem com as folhas e restos do plantio.

Como podemos observar, para produzir alimentos basta terra, planejamento e disposição para o trabalho produtivo. Aliás, acredito cada vez mais que o elemento cultural tem um papel importante nessa questão. Os estados de Minas Gerais e Espírito Santo desenvolvem as atividades agropecuárias muito diferente do estado do Rio de Janeiro. 

Acredito que fator petróleo pode ser um elemento de diferenciação. Nos acostumamos a condição de rentista dos royalties da produção de petróleo. No Rio de Janeiro as atividades agropecuárias não dão status. O negócio é falar de grandes projetos baseados em recursos naturais, seus milhões de dólares, sem se importar com a destruição do meio ambiente e a exclusão social. Por aí vamos nós, enquanto os estados indicados produzem e geram riqueza de forma sustentada, a partir do uso da terra e os saberes locais.   

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Emprego Formal no estado do Rio e municípios relacionados em 2014

Segundo a RAIS do Ministério do Trabalho e Emprego, o estado do Rio de Janeiro fechou o ano de 2014 com 4.641.380 empregos formais, número equivalente a 9,36% dos empregos formais no país, no mesmo ano, e maior 2,22% do número de emprego do ano anterior.


Setorialmente, as atividades de serviços apresentaram a maior participação com 44,38% do total, seguido pelo comércio com 19,21%, da administração pública com 16,82% e da indústria de transformação com 10,22%. O volume de emprego no país concentrou 34,93% no setor de serviços, 19,62% no comércio, 18,87% na administração pública e 16,48% na indústria de transformação. A participação do emprego da indústria de transformação no estado do Rio de Janeiro ficou abaixo da participação no país.

Nos municípios selecionados para a análise, Rio das Ostras apresentou uma queda de 26,45% no volume de emprego em 2014, com base em 2013. Foram registrados 31.150 empregos formais em 2014, distribuídos em 29,64% no setor de serviços, 23,50% no setor de administração pública, 21,29% no comércio e 12,98% na construção civil. Cabo Frio também apresentou queda de 7,64% no mesmo período. Foi registrado um quantitativo de 42.593 empregos formais em 2014, distribuídos em 39,38% no setor de serviços, 30,55% no comércio e 21,02% na administração pública. A indústria de transformação participou somente com 3,02% neste ano.

No grupo dos municípios que cresceram o emprego, São João da Barra aparece com um quantitativo de 10.415 empregos formais, número maior 5,3% em relação ao ano anterior e distribuído em 38,12% na administração pública, 25,69% na construção civil, 13,35% nos serviços, 13,15% na indústria de transformação. Campos dos Goytacazes registrou um quantitativo de 103.218 empregos formais em 2014 e um crescimento de 5,09% em relação ao ano anterior. A distribuição registrou 37,42% no setor de serviços, 26,86% no comércio e 14,45% na administração pública. O setor industrial teve uma participação de 8,79% neste ano.
Em Macaé, foram registrados 147.840 empregos formais em 2014. Número 2,22% maior que o número de emprego no ano anterior. A distribuição por setor concentrou 35,28% nos serviços, 19,57% na indústria extrativa, 12,14% na construção civil, 10,86% na administração pública, 10,75% no comércio e 10,64% na indústria de transformação.

Dos municípios relacionados, o único não produtor de petróleo é Itaperuna, que registrou 21.742 empregos formais em 2014, com crescimento de 2,45% em relação ao ano anterior. A distribuição do emprego em 2014 concentrou 33,29% no setor de serviços, 28,17% no comércio, 20,51% na indústria de transformação e 11,46% na administração pública.


É importante observar nesses números que a maior participação do emprego na industria de transformação, em relação ao emprego total (20,51%) é, exatamente, Itaperuna, município não produtor de petróleo. Vejam que, como consequência, a participação do emprego no comércio, em relação ao emprego total, é a segunda mais alta (28,27%), ficando abaixo de Cabo Frio que é município turístico. Por outro lado, esse mesmo município tem a menor taxa de participação do emprego na administração pública, em relação ao emprego total (11,46%) em 2014.  Trata-se de uma coincidência, ou os municípios não produtores de petróleo se esmeram mais em busca de alternativas?

sábado, 5 de setembro de 2015

Produção de Biogás

http://g1.globo.com/jornal-hoje/index.html

O crescimento do custeio do Governo Federal

O desequilíbrio fiscal é um grande problema da economia nacional. A evolução do custeio e a fragilização do investimento se reproduz nos estados e municípios do país, impactando negativamente no emprego, fato alimentador da retração econômica e aniquilamento da confiança entre as famílias e as empresas.

Olhando a execução orçamentária do governo brasileiro, não resta dúvida sobre a sua parcela de culpa pela crise atual. A opção pelo aumento do custeio, a estratégia de manipulação da informação, especialmente, sobre a crise internacional no final de 2007, somando a manutenção do poder a qualquer custo, deterioraram, profundamente, os fortes fundamentos econômico do final da década passada.

Podemos observar, segundo o gráfico, que em 2011 a relação despesas operacionais (custeio) / receitas operacionais era de 92,06% que caiu para 90,94% em 2012, avançando fortemente para 107,63% em 2013 e reduzindo levemente para 102,3% em 2014. Importante observar que a diferença de 10,24% entre a participação das despesas no ano referência 2014 e ano base 2011, representa um valor em torno de R$127,3 bilhões das receitas de 2014. Vejam que o orçamento inicial para 2016 apresenta um débito de aproximadamente R$30,0 bilhões. 

Realmente, o quadro comprova uma situação nada fácil para o país, assim como, para os estados e municípios da federação. O momento é de expectativa!

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Contribuições para um melhor entendimento sobre o déficit orçamentário dos municípios produtores de petróleo

A população fluminense merece uma avaliação mais isenta sobre o desequilíbrio orçamentário dos municípios produtores de petróleo. Aliás, as reclamações vem, exatamente, desses municípios privilegiados com as rendas extraordinárias da produção de petróleo na Bacia de Campos. Por que?

Primeiro, devemos lembrar que a lei de responsabilidade fiscal prega o equilíbrio das contas públicas nos municípios. Equilíbrio entre receitas e despesas, pressupõe o não envolvimento com operações de empréstimos. Aliás, o termo é, exatamente, esse - "empréstimo" - as despesas superam as receitas e o equilíbrio se dá com a captação de recursos de terceiros que tem um custo - "juros". Uma outra alternativa de captação de recursos de terceiros é através de emissão de ações no mercado acionário, nesse caso para empresas de capital aberto. Esta modalidade não é empréstimo, já que os envolvidos assumem o risco do negócio, ou seja, se der lucro ganhamos, se der prejuízo perdemos. Os detentores do capital passam a ser acionistas do negócio. De outra forma, o tratamento é empréstimo, com contrato, juro  e prazo determinado. Não adianta filosofar! Os título públicos emitidos pelas prefeituras, seja lá onde for, sofrerão um forte deságio (depreciação do valor original), o que definirá o custo da operação que será pago pelo devedor. Quanto as receitas de royalties, são as garantias contratuais.

Quero frisar não se tratar de oposição a ninguém, é preciso separar os interesses partidários de questões, estritamente, técnicas. Quando combato o endividamento público é porque olho os números da execução orçamentária dos municípios à luz dos cenários da conjuntura econômica. Não resta dúvida sobre a inconsequência, a falta de planejamento e o avanço das despesas de custeio dos mesmos municípios. Aliás, mesmo com toda a gastança, observem os indicadores econômicos desses municípios. Realmente tem algo errado!  

Como solução do problema, a indicação é combinar ações de curto, médio e longo prazo. No curto prazo, agir como as famílias e as empresas, priorizando e cortando os gastos que não geram valor para os interessados. No médio e longo prazo, desenvolver estratégias de aproximação com o setor produtivo e os centro de conhecimento científico, focando na valorização dos negócios existentes e no fomento de novos negócios com valor agregado e sustentáveis.


Entendemos que, somente desta maneira, as despesas atuais podem se ajustar as receitas reduzidas, em função da retração econômica nacional, enquanto os novos negócios e os atuais poderão potencializar o emprego, a renda e os tributos, no médio e longo prazo.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Exportação de minério de ferro em agosto

Agosto registrou o maior volume de embarque de minério em 2015. O volume foi maior 5,7% em relação ao mês anterior, porém a receita em dólar caiu 4,7% e o preço caiu 9,8% no mesmo período.
Na comparação com agosto de 2014, o volume embarcado caiu 4,0% a receita caiu 49,1% e o preço caiu 47,0% em agosto deste ano.
O gráfico apresenta a trajetória dos preços praticados mensalmente, nos anos de 2012 a 2015. O preço praticado em agosto de 2015 foi menor 41,7% do preço praticado em agosto de 2012.

Exportação de açúcar em bruto em agosto

As exportações de commodities continuam trilhando uma  trajetória de queda. O volume embarcado caiu 11,2% em agosto com relação a julho, a receita caiu 14,1% e o preço caiu 3,2% no mesmo período.
Na comparação com agosto de 2014, a queda no volume embarcado atingiu 20,8% a receita caiu 42,0% enquanto o preço caiu 26,7% em agosto de 2015.
O gráfico apresenta a evolução dos preços praticados nos meses entre o período de 2012 a 2015. Observe que  o preço praticado em agosto de 2015 foi menor 41,7% do preço praticado em agosto de 2012.