sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Queda do PIB no trimestre confirma recessão econômica no país

O Produto Interno Bruto (PIB) do país apresentou queda nos dois trimestres de 2015. No primeiro trimestre a queda foi de 0,7% em relação ao trimestre anterior, enquanto no segundo trimestre a queda foi de 1,9% em relação ao trimestre anterior.
No acumulado do ano, período de janeiro a junho, a queda foi de 2,1% em relação ao mesmo período ano anterior.  O gráfico apresenta as taxas de variação do PIB no primeiro semestre nos anos de 2007 a 2015. A queda em 2015 só não foi tão ruim quanto a queda de 2,4% em 2009, no furacão da crise internacional. O olhar pelo lado da produção mostra um crescimento de 3,0% da agropecuária no semestre em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto que a indústria declinou 4,1% e o setor de serviços declinou 1,3% no mesmo período.Pela ótica da demanda interna, a questão preocupante é a queda do investimento em 9,8% no primeiro semestre do ano em relação ao mesmo período do ano anterior. 
Complementarmente, o consumo das famílias declinou 1,8% e o consumo do governo declinou 1,3% no mesmo período.  O resultado do setor externo, no mesmo período, apresenta uma queda de 8,2% nas importações e um crescimento de 5,6% nas exportações, considerando a comparação com o primeiro semestre do ano anterior.

O Problema Fiscal dos Municípios Produtores de Petróleo da Bacia de Campos

http://g1.globo.com/rj/regiao-dos-lagos/rjintertv-2edicao/videos/t/edicoes/v/especialistas-em-gestao-publica-divergem-sobre-questao-da-antecipacao-dos-royalties/4425267/

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

A produção de petróleo na Bacia de Campos ainda permite esbanjamento de royalties?

Uma avaliação mais detalhada da evolução da produção de petróleo no país (terra e mar) e da participação relativa do estado do Rio de Janeiro (Bacia de Campos) e do Espírito Santo, conforme observado no gráfico, deixa claro que a Bacia de Campos vem perdendo participação na produção total desde 2010. Tal fato deve-se a maturidade dos poços, cujo inicio da produção data do final dos anos setenta e da extensão do processo de perfuração e exploração para o estado do Espirito Santo e São Paulo. 

Naturalmente, o declínio da produtividade da Bacia de Campos e, consequentemente, da redução gradativa dos royalties e participações especiais, tem implicações nas receitas orçamentárias realizadas pelos municípios produtores no estado do Rio de Janeiro. 

Em 2009, a produção de petróleo da Bacia de Campos atingiu 85% da produção do país, enquanto que a produção no estado do Espírito Santo atingiu uma participação de 5,0% da produção total. Observem que a partir desse ponto ocorre uma inversão das curvas de participação dos dois estados. Enquanto o estado do Rio declina para 67% em 2015 (janeiro a junho), o estado do Espirito Santo cresce para 15,7% no mesmo período. Nos últimos cinco anos a Bacia de Campos perdeu 20% de participação relativa, enquanto o Espirito Santos cresceu 200% no mesmo período.

Os indicadores apresentados não validam os argumentos dos governantes sobre a necessidade de recomposição das receitas, através de empréstimos, já que não planejou eficientemente as despesas ao longo desses anos. Mesmo em um cenário de redução de royalties e participações especiais, os município produtores de petróleo não mediram esforços em aumentar as despesas de custeio. 

Neste momento, apesar da desvalorização do preço do barril de petróleo no mercado internacional, a estratégia mais adequada para o equilíbrio orçamentário dos municípios produtores deveria ser a recomposição das despesas. É necessário repensar o tamanho do setor público, ou seja, responder as seguintes perguntas: É necessário o número de secretarias nos municípios afetados? São necessários todos os contratos de terceirização envolvendo as diferentes atividades? Qual é o padrão de eficiência do processo de gestão orçamentária? Como se dá a definição de prioridades no contexto dos gastos públicos? As respostas relativas a essas perguntas podem ajudar na reflexão sobre as melhores alternativas de solução do problema.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

PIB: Contração maior até 2016



Jornal Folha da Manhã 






Simone Barreto 



Foto: Rodrigo Silveira 


A economia brasileira deverá ter uma contração maior do que o esperado anteriormente neste ano e em 2016. Esta é a previsão dos economistas, a partir dos dados coletados pelo Banco Central na semana passada por meio de pesquisa com mais de 100 bancos. O documento foi divulgado pela autoridade monetária na segunda-feira (24). 

Para a inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a previsão do mercado financeiro recuou para 9,29% na semana passada, contra 9,32% na semana anterior. A previsão diminuiu pela primeira vez após 17 estimativas de alta. No boletim anterior, os economistas haviam previsto estabilidade. 

De acordo com o economista e professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense, Alcimar das Chagas Ribeiro, esta retração é o resultado de um combinado de ações e infelizmente a previsão é que demore um pouco para que o mercado financeiro se estabilize. 

— Temos o resultado de duas situações distintas que levam a esses números. A primeira é a crise política. O governo fez projeções de controle de receita e gastos, porém as projeções não se confirmaram devido à crise política e a má vontade do Congresso Nacional em aprovar as medidas do governo. O consumo das famílias tem sofrido bastante por conta da redução dos empregos e o poder de compra e a confiança política despencaram. Outra realidade é a externa. O quadro internacional não é satisfatório. O Brasil depende da força de consumo da China, que por sua vez, tem perdido força comercial e reduzido o volume de exportação com o Brasil. A Bolsa de Valores chinesa vem despencando, o que não nos ajuda muito — explica o economista. 

Para o comportamento da economia neste ano, os analistas passaram a estimar, na semana passada, uma retração de 2,06%. Foi a sexta queda seguida deste indicador. Até então, a expectativa do mercado era de um recuo de 2,01% para o PIB de 2015. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%. 

Expectativa é que quadro mude ano que vem. 

Para 2016, os economistas passaram a prever uma contração de 0,24% no Produto Interno Bruto do país. Na semana anterior, haviam estimado uma retração de 0,15% para a economia no próximo ano. Para se ter uma ideia, no início deste ano, a previsão dos economistas era de uma expansão de 1,8% para a economia brasileira no ano que vem. Para 2016, a expectativa de inflação do mercado subiu de 5,44% para 5,50% na última semana. Foi a terceira alta consecutiva da previsão do mercado financeiro para o IPCA do ano que vem. 

O economista Alcimar explica que estamos tendo a real situação da crise neste momento e a tendência é que a contração na economia permaneça um pouco mais. “Se tudo correr bem e se a crise política se estabilizar, acredito que a situação econômica leve de 1 ano e meio até dois anos para se estabilizar”, previu o economista. 


Se a previsão se concretizar, será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do IBGE. 


Entenda os temores que a queda das Bolsas chinesas geram no mundo

http://oglobo.globo.com/economia/negocios/entenda-os-temores-que-queda-das-bolsas-chinesas-geram-no-mundo-17282384

Maior medo é que atividade econômica da China esteja mais fraca que o imaginado

POR 

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Crise na indústria se aprofunda e dificulta retomada da economia

"Vejam os reflexos perversos impostos pela prepotência do gestor público ao ignorar a crise internacional no final de 2007". 

http://infograficos.estadao.com.br/economia/por-que-o-brasil-parou/industria.php

domingo, 23 de agosto de 2015

A felicidade no âmbito da organização social

Diferentes máquinas tracionadas, um grupo de pessoas apaixonadas por aventura, tendo o Jipe como ator principal (palavras de um dos participantes), em um ambiente propicio para as manobras radicais. Um arranjo onde se identifica, claramente, elementos indutores da evolução de uma coletividade, tais como: cooperação, reciprocidade, confiança, respeito, sentimento de pertencimento, liberdade, ação coletiva e doação. Podemos identificar nesse arranjo um estoque bastante razoável de capital social, que segundo Robert Putnan, pode ser caracterizado como "traços da vida social - redes, normas e confiança - que facilitam a ação em prol de objetivos comuns".

Realmente, objetivos comuns como o manejo dos tracionados, o lazer em família e a experiência de vida rústica, estão presentes nesse grupo que não mede esforços para superar os obstáculos, que não são poucos. Naturalmente esse não é um exemplo isolado, já que em diversas partes do país grupos com as mesmas características se organizam em torno dessas maravilhosas máquinas.




Entretanto, o exemplo verificado in loco é o Clube do Jipe de São João da Barra, norte do estado do Rio de Janeiro, que comemorou neste fim de semanas dez anos de existência. Um pequeno time de vinte e cinco associados, mais os seus familiares, que conseguiram movimentar em torno de quatrocentas pessoas durante o evento de comemorações de dois dias. A organização recebeu clubes de diversas regiões, como: Muriaé (MG), Campos dos Goytacazes (RJ), Pedra Redonda (MG) e Rio de Janeiro (RJ). Os esforços despendidos para o sucesso do evento foram enormes, já que não existe um espaço preparado para a pratica do esporte.


Nesse caso, os próprios interessados desbravaram uma área pública (com autorização) em total abandono, e foram construindo as bases em mínimas condições para o encontro, usando recursos próprios e ajuda de parceiros sensíveis a causa. Aliás, o que chamou a atenção foi, exatamente, a falta de sensibilidade do poder público que, efetivamente, virou as costas para a iniciativa. Sequer banheiros químicos foram disponibilizados. Homens, mulheres e crianças tinham que buscar alternativas para fazer as suas necessidades. Importante observar que nesta área pública existia um camping com boa infraestrutura que, por abandono do poder público, foi totalmente depredado ao longo do tempo.

É importante assinalar que os gestores públicos deste município tem ignorado a importância sociocultural de equipamentos de lazer para a coletividade. Não entendem que uma coletividade sem esses espaços públicos destinados a família, tende a empurrar os homens para o lazer individual, fundamentalmente, bares e jogos de azar, fato que costumam desorganizar a própria família e fomentar o alcoolismo.

Contrariamente, a opção coletiva de lazer, como a exemplificada no movimento do Jipe clube de São João da Barra, fortalece a família, além de incentivar a busca de conhecimentos associados ao objetivo comum. A participação de crianças e adolescentes aguça o interesse por atividades nobres como a mecânica automotiva, elétrica, designer, pintura, como já acontece de fato nesse grupo. Muitos jipes já foram transformados por participantes desse grupo, que desenvolveram conhecimentos importantes relacionados a essas máquinas tracionadas.

Uma outra questão, entretanto, que muito me instiga, é por que essa mesma pratica exitosa não se repete em outras organizações da sociedade? Por que os comerciantes, industriais e agricultores não conseguem construir capital social em torno de suas organizações? Por que a população não é sensível a mobilização em torno da política de bem estar social? ou seja, da política de saúde, educação, segurança, saneamento básico, assistência social, etc.? Por que a população se permite subordinar às forças políticas, não exercendo sua condição de cidadania?

Essas perguntas tem difíceis respostas, porém o exercício de reflexão sobre elas é muito importante na busca de alternativas de solução. Pensemos nos esforços exitosos em função de objetivos comuns, observados na esfera religiosa e no exemplo da organização de lazer discutido nesse texto. Pode ser um bom exercício sociológico!
Fotos: Netinho Ribeiro


Movimentação do emprego formal no estado do Rio de Janeiro em julho

Movimentação do emprego formal no estado do Rio de Janeiro em julho August 23,


O estado do Rio de Janeiro eliminou 19.457 vagas de emprego em julho deste ano, número equivalente a 0,51% do estoque de trabalhadores com carteira assinada. No acumulado de janeiro a julho, o estado eliminou 98.421 vagas, número equivalente a 17,98% do total de emprego eliminado pelo país no mesmo período................

http://www.coneflu.com/#!Movimentação-do-emprego-formal-no-estado-do-Rio-de-Janeiro-em-julho/c236q/55d9e6210cf21fd94cc301a8

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Movimentação do emprego formal em julho no país

Foram eliminadas 157.905 vagas de emprego em julho no país, cuja participação relativa (% do estoque de assalariados com carteira assinada) atingiu -0,39% no mês. A situação piorou em relação a junho, quando foram eliminadas 111.199 vagas. Setorialmente, a indústria de transformação se destacou negativamente com 64.312 vagas eliminadas no mês, seguido pelo setor se serviços com 58.010 vagas eliminadas, comércio com 34.545 vagas eliminadas e construção civil com 21.996 vagas eliminadas. O único setor com saldo positivo foi a agropecuária com 24.465 vagas criadas no mês.
A movimentação do emprego formal, na região sudeste, registrou a eliminação de 19.457 empregos no Rio de Janeiro, com uma variação relativa de -0,51% em julho, eliminação de 38.109 empregos em São Paulo ou uma variação relativa de -0,30% no mês, eliminação de 16.712 vagas em Minas Gerais ou variação relativa de -0,39 no mês e eliminação de 5.666 vagas ou uma variação relativa de 0,72% no mês.

Emprego formal em julho na região Norte Fluminense

Piora a situação do emprego na região Norte Fluminense. Macaé puxou o processo eliminando 2.596 vagas de empregos no mês e 4.991 vagas no período janeiro a julho deste ano. No acumulado do ano, o setor de serviços eliminou 3.217 vagas, o comércio eliminou 617 vagas, a construção civil eliminou 545 vagas, extrativa mineral eliminou 311 vagas e a industria de transformação eliminou 247 vagas.
Campos dos Goytacazes gerou 463 vagas em julho e eliminou 1.235 vagas no período janeiro a julho. Setorialmente, o comércio lidera com 971 vagas eliminadas no período de janeiro a julho, seguido pela construção civil com 784 vagas eliminadas e a indústria de transformação com 422 vagas eliminadas no mesmo período. O setor de serviço gerou um saldo de 354 vagas e a agropecuária gerou 948 vagas no período.
São Francisco de Itabapoana gerou 87 vagas em julho e 184 vagas no período de janeiro a julho. O setor agropecuário contribuiu com um saldo 155 vagas de emprego no acumulado.
São João da Barra eliminou 39 empregos em julho e eliminou 318 no acumulado. Os setores de serviço com eliminação de 195 vagas e a construção civil com a eliminação de 128 vagas no período lideraram negativamente o resultado de emprego no período de janeiro a julho deste ano. 

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Despesas correntes e rendas de petróleo em São João da Barra

O gráfico apresenta a trajetória das despesas correntes (custeio)  e as rendas de petróleo em São João da Barra, no período entre 1999 a 2014. Assim como a análise já feita para Campos dos Goytacazes, aqui a situação não é muito diferente. Observem as trajetórias das variáveis nos dois municípios. Em São João da Barra o índice de correlação no período apurado foi 0,93185 indicando um forte fluxo das rendas de petróleo para custeio. Em 2002 as rendas de petróleo caíram 67,0% em relação ao ano anterior, enquanto as despesas de custeio caíram somente 5,8% e em 2007 as rendas de petróleo caíram 16,4% enquanto as despesas de custeio cresceram 27,5% no mesmo período. 

Situação mais delicada pode ser observada no período posterior a 2011. Enquanto as rendas de petróleo caíram 0,82% em 2014, com base em 2011, as despesas de custeio cresceram 74,3% no mesmo período.

Não existe mágica. Os números mostram a total ineficiência da gestão pública. Dinheiro novo não vai resolver o problema!

Despesas Correntes e Rendas de Petróleo em Campos dos Goytacazes

Insisto na afirmação de que os argumentos favoráveis à recomposição das receitas orçamentárias nos municípios produtores de petróleo, através de captação de recursos no mercado, são frágeis pela contaminação política. A visão predominante é de curtíssimo prazo e a identificação da crise nacional e da queda do preço de petróleo, como responsáveis pelo problema financeiro nesses municípios, não é razoável.

É real a queda do preço do petróleo, assim como é real a crise econômica no país. Entretanto, quando se avalia a trajetória das despesas correntes (custeio) e a trajetória das rendas de petróleo, vemos que os municípios tem uma grande parcela de culpa pela desorganização financeira atual, já que ampliou a sua estrutura de custeio sem se preocupar com as consequências. As despesas de capital (investimento) tem sido subdimensionadas. O índice de correlação entre as variáveis avaliadas é de 0,972509 (medida de 0 a 1), muito forte, o que caracteriza uma utilização exagerada das rendas de petróleo em custeio.

A situação poderia ser outra se os gestores considerassem aspectos simples, porém fundamentais, tais como: (i) o petróleo é finito e as indenizações diminuem ou acabam no tempo; (ii) a produção sofre descontinuidade por conta de incidentes diversos; (iii) a produtividade dos poços maduros é declinante; (iv) existe um sentimento favorável a redistribuição dos royalties no país; e (v) a economia é cíclica.

O gráfico acima mostra a trajetória das despesas correntes (custeio) e das rendas de petróleo em Campos dos Goytacazes. Observem que a reta do custeio é rigidamente crescente, caindo somente em 2009, quando as receitas de petróleo caíram 25,64% em relação ao ano anterior. A crise internacional teve um papel importante. A partir desse ponto, o  crescimento das despesas correntes é ainda mais consistente, enquanto as receitas de petróleo se estabilizam até 2012, experimentando um declínio a partir dai. Observem que no triênio 2012 a 2014 a reta das despesas se desloca das rendas de petróleo.



Desta forma, a presente reflexão mostra que o problema não é tão recente assim, o que mostra desatenção e dificuldade de planejamento público. O remédio deveria ter sido o ajustamento das despesas pelo menos há três anos atrás e não o incremento das mesmas, como comprovado. 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Presidência do Incra vai analisar projeto da UENF

A superintendência do Incra-RJ irá apresentar à presidência do órgão o projeto piloto desenvolvido pela UENF de estruturação econômica de assentamentos rurais, com base em modelo já em execução no assentamento Josué de Castro, em Morro do Coco, Campos. Em reunião realizada na última quinta-feira, 13/08/15, na UENF, com o superintendente substituto do Incra no Estado do Rio, Nilson Reis Monteiro, membros técnicos do órgão e a Pró-Reitoria de Extensão, responsável pelo projeto de parceria com os assentados, o modelo foi apresentado e obteve apoio do órgão regional. O assentamento adotou a suinocultura e produz biogás e biofertilizantes gerados através de resíduos da produção animal, além de aproveitar a água captada para piscicultura e reforçar a plantação de mandioca, utilizada na produção da ração para os porcos.

O pró-reitor de Extensão, professor Paulo Roberto Nagipe, explicou que o projeto começou há quatro anos, com a produção de biodiesel, que tem como um de seus resíduos a glicerina, que pode ser usada na produção de biogás quando anexada a resíduos dos suínos. O projeto, então, se desdobrou em outro, o de sustentabilidade de comunidades rurais. Duas empresas privadas são parceiras dos projetos, a Queiroz Galvão e a Jordão Engenharia. Em parceria, então, com os trabalhadores rurais do assentamento, foram construídos biodigestores e piscinas. Foram ainda ensinadas práticas de suinocultura e  de produção da ração animal, com investimento de R$ 1 milhão aplicado pela Queiroz Galvão.

O professor e assessor da PROEX, Alcimar das Chagas Ribeiro, expôs na reunião que os trabalhadores assentados são os atores principais do projeto. Informou, ainda, que dados iniciais indicam a capacidade da planta produzir energia para abastecer 100 casas na primeira fase do projeto.

— A extrapolação do modelo para outros assentamentos, a partir da consolidação da organização em rede e um processo de governança institucional se caracterizarão em um instrumento poderoso de transformação socioeconômica — relatou Alcimar aos representantes do Incra.

A abordagem do projeto é fundamentada na teoria do desenvolvimento endógeno, que pode prover de condições essenciais a estrutura produtiva local, tais como: escala de produção, aparato inovativo, capacidade de gestão e acesso a mercados, dada à rede de proteção estabelecida pelas organizações locais de apoio.

Alcimar explicou também que o planejamento da estrutura produtiva no assentamento define a integração de negócios como estratégia. A atividade de suinocultura que gera insumos para a produção de biogás e energia elétrica, além de fertilizantes que vão melhorar a produtividade da terra agricultável. Esta, promove o cultivo de mandioca, insumo principal da ração suína, enquanto a água depurada do processo alimenta a atividade de piscicultura.

O superintendente do órgão se mostrou entusiasmado com a proposta de sustentabilidade e informou que haverá uma reunião inicial com a presidência para apresentação do projeto piloto para que, então, sejam apresentadas possibilidades da rede de proteção.
— Esse projeto está de acordo com a filosofia da atual presidência do Incra, que é o desenvolvimento. Depois de apresentar o modelo mostrado aqui, vamos marcar uma nova reunião com os trabalhadores assentados, os pesquisadores da UENF e os técnicos do Incra — adiantou Nilson.
(Fotos: Aldo Viana)
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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Jogando luz sobre um dos mitos do Porto do Açu, o da gestão sustentável dos ecossistemas de entorno

Desde o início da implantação do Porto do Açu, tenho lido e ouvido declarações sobre o compromisso ambiental das corporações responsáveis pela implantação do empreendimento. Primeiro foi o Grupo EBX que alardeou um programa para lá de ambicioso de recuperação florestal dentro da Reserva Particular de Proteção da Natureza (RPPN) da Fazenda Caruara. Depois, a herdeira do colapso de Eike Batista, a Prumo Logística continuou a propalar a mesma cantilena de responsabilidade ambiental (Aqui!). 





sábado, 8 de agosto de 2015

O retrato da violência em São João da Barra

Comércio localizado no bairro Nova São João da Barra. Grades de proteção contra assaltos, ocorrência muito comum nos dias atuais na cidade de São João da Barra.

Um retrato triste de uma cidade, anteriormente, tranquila, receptiva e que proporcionava muita satisfação aos moradores e visitantes. Justificam alguns que o crescimento e a modernidade trazem problemas, portanto as ocorrências devem ser vistas como naturais. Mas, afinal, qual crescimento? Qual modernidade? De concreto, vemos uma intensa propaganda na mídia sobre a chegada de milionários investimentos, o que motiva a vinda de empreendedores e trabalhadores em busca da imaginária riqueza.

Porém, contrariando as expectativas, de fato, a cidade oferece um alto custo de vida, especulação imobiliária, falta de opção para o consumidor, desorganização urbana, eliminação de emprego no comércio e um padrão de violência incompatível com as características do município.

A combinação desses elementos inibe as iniciativas dos investidores das empresas locais que demitem trabalhadores, enfraquecendo a renda local. Em consequência a cidade "rica" aprofunda a pobreza dos seus habitantes que perderam a liberdade e convivem com o medo da violência instalada.

Realmente um grande problema que fica sem solução, já que não existe qualquer organismo não governamental capaz de mobilizar e organizar a sociedade. Desta maneira, predomina o empoderamento das forças políticas que subordina a população sem qualquer capacidade de reação.

Lamentável!!

Entrevista. Fabio Giambiagi, economista

O Brasil de hoje lembra os piores momentos dos anos 80. O País não enfrenta a hiperinflação, mas "o quadro fiscal é tão catastrófico quanto aquele". A conclusão é do economista Fabio Giambiagi, especialista em finanças públicas.

Investidores retiraram US$ 2,8 bi de emergentes

Jornal o Globo

LONDRES - Investidores tiraram US$ 2,8 bilhões de mercados emergentes só na semana passada, a quarta semana seguida de resgates, e levaram mais dinheiro para ações europeias, informou relatório do Bank of America Merrill Lynch nesta sexta-feira.

O ingresso de US$ 3,3 bilhões líquidos em fundos de ações europeus na semana que terminou em 5 de agosto foi a 12ª semana seguida de entradas, levando o total do ano a US$ 83,5 bilhões.

Em quatro semanas, os resgates de mercados emergentes correspondiam a US$ 17 bilhões, mais da metade do total de US$ 29,4 bilhões em todo o ano, disse o relatório do banco.

Os investidores têm sido refratários aos mercados emergentes durante todo o ano, mas a situação se deteriorou significativamente nas últimas semanas, graças a fortes perdas das ações chinesas, a uma nova queda nos preços das commodities e à perspectiva de iminente alta das taxas de juros americanas.

Mais da metade das saídas, cerca de US$ 16,5 bilhões, saiu da China, disse o Bank of America Merrill Lynch nesta sexta-feira.


Os investidores também continuaram a vender as ações americanas, retirando US$ 4,3 bilhões de fundos. Este ano, US$ 113,3 bilhões saíram de fundos de ações dos EUA.

"No caso do Brasil, a combinação entre a crise econômica e a crise política é motivo suficiente para a fuga de investimentos. A Dilma tem razão quando afirma que ninguém tira a representatividade do voto que recebeu, porém tira investimento por conta de sua prepotência e incompetência".

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Prumo vai negociar área da OSX no Açu

http://www.fmanha.com.br/regioes/prumo-vai-negociar-area-da-osx-no-acu


Verdadeiro negócio da China! O governo do estado do Rio desapropriou terras de pobres trabalhadores e transferiu para o grupo X, empreendedor inicial do porto do Açu. Recursos públicos, inclusive parte importante dos trabalhadores com baixa remuneração, financiaram, através do BNDES, negócios da OSX que não pagou a conta e está recuperação judicial. Com os problemas financeiros do grupo X, ocorreu profunda reestruturação e agora a Prumo fecha negócios para alugar áreas por valores milionários que contribuirão para solucionar seus problemas de endividamento. 
Resultado: empréstimos subsidiados em prejuízo dos trabalhadores e do país; produtores rurais que produziam alimentos, jogados na miséria com reflexos da retração da economia local; fuga da  riqueza gerada na operação da infraestrutura portuária; desestabilização social refletida no aumento da violência e aprofundamento da pobreza; descaracterização total do território, seja no aspecto ambiental, econômico, cultural, político e social. 
A Prumo Logística vai gerenciar a exploração comercial da área ocupada pela OSX Construção Naval, em recuperação judicial, no complexo portuário do Açu. A empresa terá exclusividade para prospectar novos investidores dispostos a instalar empreendimentos voltados ou relacionados à indústria naval. O Contrato de Gestão, com interveniência da Caixa Econômica Federal, foi assinado na última sexta-feira (31) e comunicado ao mercado feito esta semana. De acordo com a assessoria de imprensa da Prumo, diálogos com algumas empresas do setor naval já estão em andamento. O contrato entre a OSX e a Prumo plano de recuperação judicial aprovado em dezembro do ano passado.
Em comunicado assinado pelo diretor financeiro e de relações com investidores da Prumo, Eugenio Figueiredo, é informado que os pagamentos mensais decorrentes dos aluguéis desta área serão utilizados para que a OSX volte a pagar o aluguel mensal original do seu contrato com a Porto do Açu (subsidiária da Prumo). Além disso, também será utilizado para amortizar as dívidas com credores, incluindo a dívida com a Porto do Açu referente as obrigações não cumpridas do pagamento de aluguéis e do rateio dos investimentos em infraestrutura realizados para a construção do T2.
As regras para o pagamento dos créditos foram aprovadas no plano de recuperação judicial conforme divulgação realizada pela OSX ao mercado

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Execução orçamentária no estado do Rio Grande do Sul

A execução orçamentária no Estado do Rio Grande do Sul em 2014, ajuda a entender o problema financeiro atual que levou o estado a negociar o parcelamento dos salários dos servidores públicos. Vejam a que ponto chegou a ineficiência da gestão pública no estado.

Neste ano as receitas orçamentárias realizadas somaram R$41.538 milhões e as despesas orçamentárias liquidadas somaram R$42.049 milhões. O resultado foi deficitário em R$511 milhões no mesmo ano.

Do total das despesas correntes liquidadas, os gastos com pessoal somaram R$21.602 milhões ou uma participação relativa da ordem de 55,5% das receitas correntes, enquanto os gastos de juros e encargos somaram R$1.560 milhões ou 4,0% do total. Completa a conta outras receitas operacionais no valor de R$15.865 milhões onde lidera as transferências para os municípios no valor de R$8.620 milhões.

Na conta de capital o saldo foi deficitário em R$374 milhões. No grupo das despesas de capital, a liderança ficou por conta da amortização da dívida com R$1.709 milhões, seguido pelo valor alocado em investimento em R$989 milhões.


Na demonstração da execução das despesas por função, chama atenção os grupos previdência social, com alocação de R$10.455 milhões e encargos especiais (encargos da dívida interna e e outras transferência) no valor de R$12.373 milhões. Esses dois grupos consumiram 54,3% do total das despesas orçamentárias liquidadas no exercício fiscal de 2014.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Uma contribuição argumentativa para a discussão sobre a recomposição das receitas públicas na rota do petróleo fluminense


                                               *Alcimar das Chagas Ribeiro, economista e D. Sc.

                                   * Claudio de Carvalho Marouvo, economista e Ms. Sc.

A proposta relativa à operação financeira para recomposição das receitas dos municípios produtores de petróleo, aprovada pelo Congresso Nacional, e com franca discussão em Campos dos Goytacazes, precisa de justificativas técnicas e não políticas para a viabilidade de sua implementação..........


Movimentação da Balança Comercial brasileira em julho de 2015

A Balança Comercial Brasileira apresentou superávit de US$1.861 milhões em julho deste ano. As exportações somaram US$14.651 milhões e as importações somaram US$12.790 milhões. No acumulado do ano, as exportações fecharam em US$108.980 milhões, as importações US$104.898 milhões com um saldo superavitário de US$4.082 milhões. 
Na comparação com julho de 2014, foi registrado um crescimento de 19,1% no saldo no mês de julho, enquanto no acumulado de janeiro a julho, o saldo deficitário em US$857 milhões em 2014 virou superavitário em US$4.082 milhões em 2015. 

Exportação de minério de ferro em julho de 2015

A exportação de minério de ferro caiu 16,27% em julho, com relação a junho deste ano. O volume embarcado caiu 19,86% e o preço apresentou uma leve recuperação de 4,47% no mesmo período. 
Entretanto, na comparação com julho de 2014, a receita caiu 53,34% o volume embarcado caiu 17,69% e preço sofreu uma queda de 43,37% no mesmo período.
O gráfico apresenta a trajetória dos preços negociados da commoditie no mercado internacional e a sua tendência de queda ao longo dos anos de 2012 a 2015.

Exportação de açúcar em julho de 2015

A exportação de açúcar apresentou uma leve recuperação em julho. A receita em dólar cresceu 6,32% em relação a junho o volume embarcado cresceu 10,97% e o preço caiu 4,21% no mesmo período. Entretanto, na comparação com julho de 2014, a receita de exportação caiu 37,02%, o volume embarcado caiu 18,38% e o preço caiu 22,87% no mesmo período.

O gráfico apresenta a trajetória dos preços praticados nos anos 2012 a 2015 e a sua tendência de declínio.
                                                                       

domingo, 2 de agosto de 2015

Ritmo de inovação do Brasil está a 3 décadas do chinês

Seguindo o ritmo recente de expansão, o Brasil levará 34 anos para chegar ao patamar de investimento em inovação mantido atualmente por economias como China e União Europeia.
O cálculo foi feito pela Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), grupo que reúne líderes de cem grandes empresas para debater iniciativas de apoio à inovação, e apresentado ao governo nesta sexta-feira (31).
Hoje, o Brasil investe cerca de 1,2% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, enquanto o país asiático e o bloco europeu desembolsam aproximadamente 2%, segundo a OCDE (organização que reúne grandes economias).
O indicador é usado para medir o esforço de cada país para estimular a inovação e considera o que foi desembolsado pelos governos e pelas empresas. Em média, os países-membros da organização investem 2,4% de tudo que produzem. Na líder Coreia do Sul, a fatia é de 4,4%.


Os bons tempos se foram


Jornal Estado de São Paulo

Celso Ming
02 Agosto 2015 | 03h 00
Os preços das commodities, medidos pelo índice Commodities Research Bureau (CRB), um dos mais prestigiados do mundo, atingiram esta semana seus níveis mais baixos em seis anos.
Esse medidor é um cestão de preços de matérias-primas que incluem petróleo, ouro, metais não ferrosos, alimentos e produtos químicos. Indica como evolui um dos principais fatores de custo do setor produtivo global. A queda começou em 2011 e, de lá para cá, não parou mais. O índice está agora no patamar em que estava há 13 anos. (Veja o gráfico ao lado.)
As cotações do minério de ferro ficaram muito próximas dos US$ 200 por tonelada em fevereiro de 2011 e hoje oscilam em torno dos US$ 50 por tonelada. Em junho de 2014, o barril de petróleo tipo Brent arranhou os US$ 110; hoje está a pouco mais de US$ 50 por barril. Para desespero dos chilenos, as cotações do cobre atingiram seu ponto mais baixo dos últimos seis anos.
Um a um, os analistas do setor vêm repetindo que o longo e grande ciclo das matérias-primas, que se iniciou em 2002, parece ter se esgotado e dado lugar a uma fase de ressaca de duração incerta.
Como o Brasil é um dos mais importantes produtores mundiais de commodities, esse tombo produz grande impacto sobre a economia. Derruba as vendas de cerca de 50% dos produtos que tomam o rumo do exterior, reduz a renda interna e a arrecadação, desorganiza os investimentos – como se vê mais na área do petróleo e dos minérios – e concorre para o aumento do desemprego.
Não há uma única causa para essa derrubada. A fraquejada da produção mundial em consequência da crise é só uma delas. A virada estrutural da economia da China, antes voltada às exportações e agora atendendo mais ao consumo interno, também tem seu peso. Quando o noticiário aponta para distúrbios da economia chinesa, como nas últimas semanas, os preços das commodities afundam, porque a China é uma das maiores importadoras de commodities do mundo. Só de minério de ferro, é responsável pela importação de 70% do volume global negociado.
Mas o principal fator de baixa é a superprodução. Os cerca de dez anos de boom do setor estimularam os investimentos. Empresas na área de petróleo, de minério de ferro, carvão e não metálicos surgiram em todo o mundo como cogumelos, passaram a empurrar a produção e a acumular estoques. O principal objetivo da Opep, em novembro, ao recusar-se a baixar a oferta de petróleo, foi alijar os novos concorrentes do mercado que operam a custos mais altos.
Não dá para esquecer de mais dois fatores que hoje vêm concorrendo para a baixa. É a relativa valorização do dólar, que exige cada vez menos moeda para pagar o mesmo volume de produto; e a perspectiva de alta dos juros nos Estados Unidos, que tende a valorizar mais o dólar.
Para o Brasil, a atenuante é o setor de alimentos, mas com melhor prognóstico. Como as pessoas têm de comer, o impacto acaba sendo menor. Os preços da soja, por exemplo, caíram 17% em dois anos; os do milho, 22%; e os do açúcar, 36%. Mas o que mais protege o setor do agronegócio aqui é sua alta competitividade, apesar do alto custo Brasil e do jogo contra do governo, especialmente no setor do açúcar e do álcool.

sábado, 1 de agosto de 2015

Royalties na região Norte Fluminense em julho de 2015

A arrecadação de royalties de petróleo cresceu 10,95% em julho, com relação ao mês passado, na região Norte Fluminense. Em Carapebus o crescimento foi de 13,61%, em Quissamã 12,0%, em Macaé 11,56%, em Campos 10,7% e em São João da Barra 8,7%, a menor taxa de crescimento.  
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a redução foi de 22,97% na arrecadação. Campos dos Goytacazes perdeu 25,42%, Macaé perdeu 19,31%, Quissamã perdeu 31,76%, Carapebus perdeu 32,61% e São João da Barra perdeu 18,28%.
A participação relativa do total de arrecadação na região Norte Fluminense frente a arrecadação total dos municípios no país foi de 20,22% em julho de 2015. No mesmo mês do ano passado a participação foi de  21,96%. Assim, a região encolheu a sua participação em  1,74% no total distribuído aos municípios no país.