O frágil sistema econômico em Campos dos Goytacazes

Uma análise da economia de Campos dos Goytacazes, pela ótica do emprego e da renda, confirma a fragilidade do sistema econômico, fundamentalmente, a sua estrutura produtiva. O relatório mais atualizado da RAIS (Relatório Anual de Informações Sociais) referente a 2013, mostra que 36,34% da renda do trabalho assalariado está concentrada no setor de administração pública e 27,56% no setor de serviços. Se considerarmos o comércio com 18,24% , podemos afirmar que 82,14% da renda é oriunda de atividades não industriais. O comércio somente transfere produtos fabricados em outras regiões, enquanto o setor de serviço tem baixo padrão de conhecimento e baixo salário, assim como o setor de administração pública.
A setor industrial é responsável somente por 6,53% da renda do trabalho assalariado, o que representa um grande problema, já que a indústria de transformação gera riqueza e estrutura cadeias produtivas essenciais para a transformação do sistema econômico.
Complementando a análise, os dados do CAGED do período de janeiro a maio de 2015, mostra um quadro crítico. Foram eliminados 2.132 empregos no período, onde o comércio eliminou 810 vagas, a indústria eliminou 603 vagas, a construção civil 590 vagas, a agropecuária 356 vagas. Somente o setor de serviços gerou saldo produtivo de 528 vagas no período.
As ocupações com os maiores saldos foram as de técnico de enfermagem, com salário de admissão de R$1.315,94 e contínuo com R$937,81 de salário de admissão. 
Já as ocupações com os menores saldos foram as de vendedor no comércio varejista, cultura da cana-de-açúcar e oleiro na fabricação de tijolos, com os seguintes salários de admissão: R$997,57 ; R$833,00 e R$932,27 consecutivamente.
Conforme observado nos números, o município carece de atividades produtivas, o que coloca o município sob riscos. A estrema dependência das transferências constitucionais, especialmente, royalties de petróleo, traz muita insegurança.


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