COAGRO: uma organização produtiva de sucesso


"Uma questão a ser pensada: Por que a Coagro avança em um ambiente econômico de declínio para o setor sucroalcooleiro ou energético? Na verdade, respondemos essa pergunta em 2010 com a pesquisa de mestrado em Engenharia de Produção da UENF da mestra Kátia Athayde. 
Ratificando a nossa tese, setores fragilizados não conseguem competir no mercado pela ótica microeconômica, onde a unidade produtiva atua individualmente. Nesse caso, a empresa precisa de competências essenciais, tais como: escala, projetos, recursos tecnológicos, financeiros, gestão estratégica, etc. No caso da Coagro, claramente existe uma organização produtiva típica de uma governança institucional. A cadeia se estrutura com a produção coletiva da matéria prima que se integra a unidade processadora e logística. O sistema realiza as combinações com elementos fundamentais, tais como: ação coletiva, confiança, reciprocidade, competência gerencial e interação universidade-governo-indústria, possibilitando a sua inserção competitiva no mercado e potencializando rendimentos crescentes, fato que vem garantindo a sustentabilidade da organização.  

Matéria Folha da Manhã

Pezão em Campos para assinatura de convênio com a Coagro

Fotos: Diego Corrêa
O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, está na usina Sapucaia, em Campos, para assinatura de convênio da Agência Estadual de Fomento (Agerio) com a Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (Coagro) para a implantação de um sistema de limpeza de cana a seco, em um investimento de R$ 11 milhões, dos quais a Agerio financiará R$ 6 milhões. Os secretários de Estado de Desenvolvimento Econômico, Marco Capute, e de Agricultura e Pecuária, Christino Áureo, acompanham Pezão, nesta segunda-feira, na visita à usina. Em seguida, o governador irá a Itaperuna, no Noroeste Fluminense, onde será inaugurado o núcleo da Defensoria Pública.
O aporte do Estado permitirá melhorias no processamento da cana, beneficiando nove mil cooperados e 2,5 mil funcionários da cooperativa. Os recursos se somam aos R$ 5,7 milhões já contratados para a compra de máquinas colhedoras, tratores e caminhões.
— Com o sistema, a Coagro poderá receber todo tipo de cana: crua ou queimada, inteira ou picada, atraindo uma série de benefícios. O primeiro é econômico, visto que o equipamento separa a palha da cana, que pode ser queimada no forno para gerar energia e, consequentemente, receita. O segundo é agrícola, uma vez que o produtor deixará de depender das caras colheitadeiras para oferecer sua cana. Em terceiro, temos o benefício ambiental, já que, com o sistema de limpeza de cana a seco, deixa de ser necessário queimar a cana para livrá-la da palha — ressaltou o presidente da Coagro, Frederico Paes.
A implantação do sistema de limpeza de cana a seco gerará, ainda, economia de recursos hídricos: 90% da água utilizada pela cooperativa passa a retornar tratada ao rio Muriaé. Além disso, a novidade incrementará a produção de biomassa por meio da queima da palha da cana, utilizada na geração de energia elétrica.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

SITUAÇÃO DA PECUÁRIA NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EM 2012

Porto do Açu em alta e deterioração do comércio em São João da Barra

As medidas do governo do estado e suas contradições