Uma visão econômica da região Norte Fluminense pelo sistema financeiro

os saldos das operações bancárias de crédito, depósito a vista do setor público, depósito a vista do setor privado e depósito a prazo em dezembro de 2014, são apresentados na tabela para os municípios da região Norte Fluminense. Campos dos Goytacazes, com a maior estrutura bancária da região, fechou o ano com um saldo de R$ 2,7 bilhões de operações de crédito, saldo de R$236,4 milhões de depósito a vista do setor privado e saldo de R$862,0 milhões de depósito a prazo. 
O município de Macaé, com a segunda maior estrutura bancaria, contabilizou R$2,0 bilhões de operações de crédito, R$321,2 milhões de depósito a vista do setor privado e R$767,5 milhões de depósito a prazo.
Em um patamar bem abaixo, os municípios de São Fidélis, São Francisco de Itabapoana e São João da Barra, apresentam números parecidos, com ressalva para as operações de depósito a prazo. Importante lembrar que São João da Barra é produtor de petróleo e sede do complexo portuário do Açu, enquanto São Fidélis e São Francisco de Itabapoana contam com suas atividades tradicionais. 
No contexto dessas considerações, é curioso observar que São Fidélis contabilizou R$168,3 milhões de crédito, São Francisco de Itabapoana R$116,8 e São João da Barra somente R$103,9 milhões. Na operação de depósito a vista do setor privado os saldos são bem parecidos, porém nas operações de depósito a prazo, São João da Barra apresenta uma condição de substancial destaque com um saldo dez vezes maior em relação aos outros dois municípios.
Duas questões podem ser levantadas: a primeira é que parte substancial da riqueza gerada pelo petróleo e pela atividade de infraestrutura portuária, não fica no município de São João da Barra, já que os saldos de depósitos s vista do setor privado são similares nos três municípios. A segunda questão diz respeito a alta concentração da riqueza que fica, explicada pelo elevado saldo de depósito a prazo em SJB.
Um outro dado importante que permite avaliar a saúde da economia regional é o índice de preferência pela liquidez bancária (IPLB), o qual define a disposição dos bancos de disponibilizar crédito localmente. Esse índice é o resultado da relação do saldo dos depósitos a vista sobre o saldo das operações de crédito. Portanto, quanto menor o IPLB mais confiança o sistema bancário tem no sistema econômico do município e, portanto, mais possibilidades para a geração de negócios. Por esse indicador, São Fidélis tem o menor índice IPLB e, portanto, relativamente o maior grau de confiança do setor bancário. Campos ocupa a segunda posição, seguido por São Francisco de Itabapoana e Macaé. A quinta posição é ocupada por São João da Barra, reafirmando a discussão comparativa entre o mesmo município, São Fidélis e São Francisco de Itabapoana. Conclusão, as rendas de petróleo e os investimento no porto do Açu não fizeram de SJB um município melhor do que São Fidélis e São Francisco de Itabapoana (não produtores de petróleo e sem grandes investimentos de fora).

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