Afinal, o petróleo salva?

Em uma amostra de dezoito municípios do Estado do Rio de Janeiro, selecionados pelos critérios "produtores de petróleo" e "não produtores com um bom padrão de desenvolvimento", segundo a Firjan, pode-se observar indícios da acomodação orçamentária dos municípios produtores às rendas de petróleo, assim como o baixo padrão de eficiência gerencial no uso dos mesmo recursos.  

Nesta relação, os municípios produtores de petróleo se destacam entre os maiores orçamentos por habitante no estado, porém a classificação no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IDMF) é contraditória.

Quissamã se destaca entre os municípios produtores na 2ª posição com um orçamento de R$11,2 mil por habitante e uma contraditória 15ª posição do ranking de desenvolvimento. A seguir, São João da Barra ocupa a 3ª posição com um orçamento de R$10,5 mil por habitante porém, no ranking do desenvolvimento, ocupa a 10ª posição. O municípios de Macaé ocupa a 4ª  posição com um orçamento de R$7,7 mil por habitante, ocupando a 7ª posição no ranking do desenvolvimento. Carapebus ocupa a 5ª posição com um orçamento de R$6,2 mil por habitante e a 18ª posição no ranking do desenvolvimento. Armação de Búzios ocupa a 6ª posição com um orçamento de R$6,0 por habitante e a 14ª posição no ranking do desenvolvimento. Rio das Ostras ocupa a 7ª posição com um orçamento de R$5,5 mil por habitante e a privilegiada 6ª posição no ranking do desenvolvimento. Campos dos Goytacazes ocupa a 8ª posição com um orçamento de R$4,5 mil por habitante e a 17ª posição no ranking do desenvolvimento.

No grupo dos municípios não produtores de petróleo, Resende ocupa o 1º lugar no ranking do desenvolvimento, apesar da 12ª posição no ranking orçamentário com R$2,6 mil por habitante. Volta Redonda ocupa o 2º lugar do ranking do desenvolvimento, apesar da 11ª posição no ranking orçamentário com R$2,8 mil por habitante. Nova Friburgo ocupa a 3ª posição no ranking do desenvolvimento, apesar da 18ª posição no ranking orçamentário com R$1,7 mil por habitante. A tabela, a seguir completa as informações para os outros municípios.

A tabela acima, apresenta dados para outros municípios de forma a permitir uma boa avaliação sobre o uso das rendas de petróleo no desenvolvimento municipal. Conforme já repetido, grandes volumes de recursos financeiros parece não ser garantia de desenvolvimento. 

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