Para Levy, não há nada de problemático na economia brasileira



FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, RICARDO LEOPOLDO - O ESTADO DE S. PAULO
23 Fevereiro 2015 | 11h 41

Em palestra a economistas e empresários, o ministro da Fazenda disse que o ajuste fiscal vai exigir 'certa imaginação' e 'esforço', mas que o pacote está dentro da capacidade do País


Dida Sampaio/Estadão
Para conseguir aprovar as medidas que deseja, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy precisa do apoio do setor privado e do Congresso.

SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, voltou a dizer em São Paulo que é muito importante a estratégia de se rever alguns benefícios fiscais. Segundo ele, o custo de R$ 100 bilhões de benefícios fiscais por ano é muito dinheiro. "O ajuste que vamos fazer agora está absolutamente dentro da nossa capacidade", disse o ministro, em evento em São Paulo. De acordo com o ministro, "temos condições de fazer uma reengenharia da nossa economia sem dificuldades". Ainda segundo ele, o ajuste vai exigir "certa imaginação" e "esforço", mas ele salientou que não há nada de problemático na economia.
Para o ministro, o seguro-desemprego, por exemplo, visa o inesperado e não é para garantir um sistema de suporte. "Mudanças foram feitas para tornar estes instrumentos mais focados e mais fortes", disse. O ministro participa de uma palestra para 375 economistas e empresários membros da Câmara de Comércio França-Brasil. 
Para conseguir aprovar as medidas, porém, o ministro disse que o apoio do setor privado e do Congresso é essencial. Levy disse que o governo está procurando atacar as "questões cruciais" da economia brasileira. "É uma agenda suprapartidária", disse, acrescentando que o desafio que o governo tem agora é para inovar. De acordo com o ministro, quando há um desafio, é hora para aplicar toda a energia para dar a volta por cima. 
O ministro reiterou que o desequilíbrio fiscal de 2014 têm sido corrigido. De acordo com ele, o déficit fiscal de 7% do PIB não é muito sustentável. Ele emendou que 2% do PIB de primário é um nível aceitável. "Nossa dívida bruta reflete a aquisição de ativos como as reservas internacionais", disse o ministro, citando as reservas como exemplo dos ativos. 
PIS e Cofins. Levy voltou a falar hoje que o governo está com intenção de fazer ajustes no PIS e no Cofins. "Estamos estudando instituir o chamado crédito financiamento do PIS/Cofins", disse, em evento em São Paulo da Câmara de Comércio França-Brasil. Segundo ele, há uma pauta do ICMS que o Senado pode avaliar e que está no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). "Seria uma reforma que valeria a partir de 2016, extremamente ambiciosa", disse. 
De acordo com o ministro, o Confaz pode avaliar o cronograma de redução da alíquota de origem do ICMS. Essa reavaliação, de acordo com ele, teria um impacto tremendo nas decisões de investimento. "A revisão via requerer uma ação sem riscos fiscais e sem queda de receita", explicou. 

O discurso dos governantes é um desastre. O que eles realmente pensam? Vejam os indicadores a seguir:


Em 2007, antes da crise internacional, o país tinha um saldo de US$ 40,0 bilhões na Balança Comercial, que despencou para US$ -3,9 bilhões em 2014.
O resultado fiscal do governo (resultado primário) que era de 2,77% do PIB em 2007, ficou negativo em -0,34% do PIB em 2014.
Em 2007 o país gerou um saldo de 1,6 milhões de emprego e em 2014 o saldo foi de 152,7 mil empregos. 
Finalmente, a inflação que era de 4,46% em 2007, ficou em em 6,41% em 2014.
Como visto, o quadro é bastante diferente, ou não?

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