quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Pela 1ª vez, China supera EUA como maior destino de investimentos

JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE NA SUÍÇA - O ESTADO DE S. PAULO
29 Janeiro 2015 | 15h 00

Brasil termina 2014 como 5º maior destino de investimentos no mundo, mas queda em preços de commodities pode afetar projetos no País em 2015

Dida Sampaio/Estadão
Pela primeira vez, a China superou os EUA e se transformou o maior receptor de investimentos do mundo, segundo números da ONU
GENEBRA - O Brasil subiu duas posições e terminou 2014 como o quinto maior destino de investimentos estrangeiros diretos no mundo, superando todos os países europeus. Os dados são da ONU e apontam que, pela primeira vez, a China superou os EUA e se transformou o maior receptor de investimentos do mundo. 
Porém, a entidade alerta que 2015 pode marcar uma queda importante de investimentos nos emergentes, principalmente aqueles que dependem de commodities e onde o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) sofreu um forte freio, como no Brasil. 
De fato, os dados apontam que o volume total de investimentos enviados ao Brasil caiu de US$ 64 bilhões em 2013 para US$ 62 bilhões em 2014. A redução de 4%, porém, foi mais suave que a média mundial, que teve redução de 8%. Entre 2012 e 2013, o Brasil também já tinha perdido outros 4%. A tendência de queda pode continuar em 2015. 
No ano passado, empresas investiram US$ 1,26 trilhão, um valor distante do pico de 2007, quando os investimentos diretos chegaram a US$ 1,9 trilhão. O ano de 2014 só não foi pior que 2009, quando os investimentos chegaram a US$ 1,1 trilhão. 
"Esse foi o segundo pior ano da crise", declarou James Zhan, diretor de Investimentos da Conferência da ONU para Comércio e Desenvolvimento (Unctad). Para ele, um "aumento sólido de investimentos continua sendo um cenário distante". Com baixo crescimento do PIB mundial, volatilidade nas moedas e a queda dos preços de commodities, as perspectivas para 2015 são também das mais "incertas". 
Para Zhan, o Brasil "sofreu menos que os demais" e por isso subiu no ranking, superando Reino Unido, França e Alemanha. Na avaliação da ONU, o que pesou negativamente foi a queda dos investimentos no setor de commodities, afetado pelo preço dos bens primários em queda. Zhan alerta que a menor expansão desse setor deve continuar em 2015, principalmente entre os emergentes. 
No setor industrial, porém, uma alta do fluxo foi registrada no Brasil. Segundo a ONU, as aquisições no país aumentaram em 45%, para um total de US$ 14 bilhões. 
Zhan acredita que as condicionalidades impostas pelo governo às multinacionais e os incentivos fiscais oferecidos em áreas como automotivo, farmacêutico e informática estão dando resultados positivos na atração de investimentos estrangeiros ao País. "O que permitiu o Brasil ocupar essa posição foi sua política industrial, que parece dar resultados", indicou.
Na Organização Mundial do Comércio, porém, a Europa questiona os incentivos dados pelo governo brasileiro e abriu uma disputa comercial. Se condenado, o Brasil terá de modificar seus programas. 
Mas a queda do fluxo também foi uma realidade que atingiu a América Latina e fez os investimentos na região desabarem em 19% em 2014. 
Na região, o volume de investimentos foi de US$ 153 bilhões, a primeira queda depois de quatro anos de um incremento nos fluxos. Aquisições caíram em 26% e, diante da queda nos preços de minérios, petróleo e bens agrícolas, o interesse por novos investimentos também foi reduzido. A Venezuela registrou uma queda de mais de 10% nos investimentos, contra uma redução de 60% na Argentina. Os investimentos na Colômbia e Peru também caíram. 

Países que mais receberam investimento estrangeiro em 2014

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China. Mas o que chama a atenção dos especialistas é que o fluxo de dinheiro para a Ásia e, em especial, para a China, continua a aumentar. Apenas os países emergentes do continente asiático receberam quase US$ 500 bilhões, o equivalente a tudo o que as economias ricas atraíram. Os asiáticos ainda receberam o dobro do valor investido na Europa. 
Segundo a ONU, a China é o grande destaque de 2014. Pequim recebeu 10% de todos os investimentos no mundo, cerca de US$ 128 bilhões, seguido por Hong Kong, com US$ 111 bilhões. Os americanos aparecem hoje apenas na terceira posição, com US$ 86 bilhões, seguidos por Cingapura com US$ 81 bilhões. 
"Pela primeira vez, a economia chinesa recebeu mais investimentos que a americana", explicou Zhan. "Os americanos sempre estivera na liderança nos últimos 30 anos". Nos países ricos, a queda foi profunda, de 14% e, nos EUA, os investimentos foram de apenas um terço dos níveis de 2013. 
Pela primeira vez, os emergentes representaram uma proporção maior dos investimentos que as economias ricas, com US$ 700 bilhões e uma alta de 4% em relação a 2013. Ao final de 2014, esse grupo representava 56% do destino dos investimentos no mundo. Dos cinco maiores receptores de investimentos hoje, quatro são emergentes. 
Projeção. Para 2015, porém, as projeções não apontam para uma melhoria significativa. "A tendência é de incerteza", apontou a ONU. "A fragilidade da economia mundial, com o crescimento afetado por uma demanda hesitante, volatilidade no mercado de câmbio e instabilidades geopolíticas vão agir como freios a investidores", indicou. 
Nos emergentes, "a queda nos presos de commodities vão reduzir investimentos em petróleo, gás e outras commodities". 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Reflexos da dependência das rendas do petróleo na região Norte Fluminense

O gráfico apresenta a evolução da cotação média do Barril de Petróleo no período de 2001 a 2014 e a previsão para 2015. Considerando a média de preço em US$50,00 para este ano e verificando a correlação com as receitas de royalties e participações especiais no mesmo período, verifica-se que as perdas não serão lineares entre os municípios. A confirmação da média de US$50,00 para o barril de petróleo em 2015, provocará no município de Campos dos Goytacazes uma queda de até 46,57% nas indenizações petrolíferas. O município tende a sofrer mais, já que poderá interromper investimentos importantes, enquanto São João da Barra poderá ter uma queda de até 40,12%. Macaé, com uma situação diferenciada, poderá perder até 8,35% neste ano. O município apresenta a menor dependência entre os  produtores de petróleo e se constitui como sede de um número importante de empresas do setor, o que lhe possibilita uma boa arrecadação de Imposto sobre Serviços (ISS).  

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Prefeitos se reúnem em Macaé para enfrentar a crise dos royalties

Jornal Folha da Manhã

Os prefeitos, Dr. Aluizio, de Macaé, Alcebíades Sabino, de Rio das Ostras, e Amaro Fernandes, de Carapebus, além do presidente da câmara desse município, Juninho, e do vice-prefeito de Casimiro de Abreu, Pastor Zedequias, reuniram-se, na tarde desta segunda-feira (26), para iniciar a elaboração de um documento de apresentação das ações e metas regionais de enfrentamento da crise decorrente da maior queda do valor do barril de petróleo em seis anos, acumulando perdas de 60%. Apesar da crise ser internacional - A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) aponta o aumento de produção, em especial nas áreas de xisto dos Estados Unidos da América, e uma menor demanda na Europa e na Ásia como as principais causas - medidas locais já estão sendo tomadas pelas prefeituras, especialmente para evitar o aumento do índice de desemprego regional.
Esse foi o primeiro encontro com esta pauta. O próximo acontecerá na próxima segunda-feira, 2 de fevereiro, com a participação também de secretários de Fazenda, procuradores municipais e presidentes das câmaras de vereadores. Para as próximas reuniões, é esperada a adesão de Conceição de Macabu, Cabo Frio, entre outros municípios do Norte Fluminense. A troca de ideias entre os gestores sobre as iniciativas já tomadas pretende gerar ações coletivas em prol da região. As ações e metas regionais integrarão um documento que será apresentado aos governos estadual e federal para garantir que os compromissos com investimentos locais sejam mantidos. Isso porque a crise internacional, gerou uma crise nacional que afetará os repasses estaduais e federais aos municípios. Entre os investimentos mais aguardados e que podem alavancar a economia do estado estão: rodovias, ampliação de aeroportos e terminal portuário. 
— Tenho mantido um diálogo constante com secretários estaduais para tratar do licenciamento do Terminal Portuário de Macaé (Tepor), da duplicação da RJ 106, entre outros compromissos. Iremos também ao governo Federal apresentar essas demandas coletivas para garantir os investimentos em nossa região. Também estamos buscando a sociedade civil, para que compreendam o momento que estamos vivendo.  Já foi acertado uma redução de custo de 10% dos serviços oferecidos por hotéis e por restaurantes. Todas essas medidas pretendem garantir o emprego, evitar demissões nos setores público e privados— disse Dr. Aluízio. 
Como estratégia contra a redução de receita gerada pela queda dos royalties - de 25% a 30% em Macaé - algumas medidas já foram tomadas pelas prefeituras do Norte Fluminense. Entre elas: revisão de contratos; contingenciamento das despesas; redução percentual de 10% dos salários de prefeitos e de cargos comissionados. "Esperamos que seja uma tormenta passageira e que consigamos passar bem por ela. A Petrobras é a maior empresa do país e uma das maiores do mundo. Confiamos em seu potencial", pontuou o prefeito de Macaé. 
— Queremos garantir os empregos. Por isso, vamos buscar os governos estadual e federal para apresentar nossas ações e metas de interesse regional para impulsionar a economia. O Terminal Portuário de Macaé é fundamental para toda a região, assim como a duplicação da RJ 106. Precisamos reafirmar os compromissos dessas esferas com esses municípios que por tanto tempo financiaram obrigações estaduais e federais — reforçou Alcebíades Sabino.
Fonte: Secom/Macaé

Não seria o momento oportuno para a convocação de estudiosos sobre assunto para a busca de alternativas técnicas para a questão? 

domingo, 25 de janeiro de 2015

São João da Barra e seu resultados econômicos contraditórios!

Nesse período quente de substancial gastança pública, é importante lembar alguns números da economia sanjoanense. O município realizou uma receita corrente de R$364,3 milhões em 2013 e R$341,1 milhões em 2014, considerando o período de janeiro a outubro. Quer dizer, nos dois anos o volume de receita somou R$705,4 milhões. Desse valor o gasto em investimento liquidado somou R$12,2 milhões nos dois anos (janeiro a outubro em 2014), ou seja, o equivalente a 1,7% das receitas realizadas. Essa grande festa teve como resultado a eliminação de 886 empregos em 2013 e 383 empregos em 2014. Eliminação quer dizer perda de emprego mesmo, ou seja, mais demissões do que contratações. Não podemos esquecer a condição do município de produtor de petróleo e sede do porto do Açu. É mole?

sábado, 24 de janeiro de 2015

Um panorama sobre o emprego formal na região Norte Fluminense em 2014

O saldo de emprego no país sofreu uma forte desaceleração em 2014, gerando um resultado consolidado 79% menor do que o saldo gerado em 2013. A atividade de serviços apresentou a maior contribuição, enquanto foi verificado um desmonte das atividades de construção civil e indústria de transformação.

No Estado do Rio de Janeiro a desaceleração ocorreu em uma velocidade menor. A retração do saldo gerado de emprego em 2014 foi de 45,4% em relação a 2013. No estado também predominou o setor de serviços com a geração de 35.747 empregos, enquanto nos resultados negativos, sobressaíram os setores de construção civil com a eliminação de 4.162 empregos e a indústria de transformação com a eliminação de 3.765 vagas no mesmo ano. No estado, as ocupações com maiores saldos foram as de faxineiro, serventes de obras, técnico de enfermagem, auxiliar de escritório e recepcionista. O salário médio de R$1.412,87 no setor de serviços, o mais representativo, indica a fragilidade de uma economia baseada em atividades de baixo valor agregado e baixos salários.

Olhando a região Norte Fluminense, através dos principais municípios, em termos de recepção de investimentos, o quadro parece não mudar. Campos dos Goytacazes gerou um saldo de 353 novos empregos no ano, representando somente 1% do saldo do estado. Os setores de comércio com 262 novas vagas e a agropecuária com 163 vagas, foram os que mais contribuíram, enquanto que o setor de construção civil foi responsável pela eliminação de 82 vagas de emprego no ano. O salário médio no comércio foi de R$989,99 repetindo a indicação já  feita para o estado do Rio de janeiro.

No município sede da estrutura empresarial do setor de petróleo, a situação ainda é pior. O município do petróleo eliminou 165 empregos no ano, com destaque negativo para os setores extrativa mineral com a eliminação de 633 vagas e construção civil com a eliminação de 195 vagas de emprego. Entre os setores que contribuíram positivamente na geração de empregos, destaque para o setor de comércio com 218 vagas, para o setor de serviços com 169 vagas e para a industria de transformação com 162 vagas.


Em São João da Barra, sede do porto do Açu, foram eliminadas 378 vagas de emprego, onde a construção civil liderou com a eliminação de 720 empregos. A contribuição positiva veio dos setor de industria de transformação que gerou 287 vagas com salário médio de R$1.740,55 no ano. Importante observar que apesar do registro de maior salário médio entre os setores principais, o mesmo não é capaz de irrigar a econômica local, já que foge para outras regiões. O quadro ratifica  o nosso alerta sobre a necessidade de mudanças na orientação da economia regional. 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Gastos robustos e comércio as traças!

A falência do comércio em São João da Barra é evidente, apesar dos gastos públicos e dos investimentos no porto Açu. Em 2014 o comércio gerou uma única vaga. Esse é um momento oportuno para revisar os estudos de impactos ambientais e econômicos do porto do Açu. As medidas compensatórias foram esquecidas e os comerciante, principais interessados, estão anestesiados. A situação tende a piorar. Aguardem!

Emprego Formal na região Norte Fluminense em 2014

A desaceração do emprego formal na região Norte Fluminense, em 2014, confirma a incapacidade dos grandes investimentos de promover uma melhor dinâmica econômica  regional. Apesar dos royalties de petróleo e da movimentação por conta das obras de infraestrutura portuária, a região gerou somente 179 novos empregos em 2014. Campos dos Goytacazes gerou 353 empregos, Macaé eliminou 165 empregos e São João da Barra eliminou 383 empregos. A desaceleração foi de 97,11% em relação a 2013, quando a região gerou 6.200 empregos.  
Em dezembro a região eliminou 1.849 empregos. Macaé liderou negativamente, já que eliminou 918 empregos, seguido por Campos que eliminou 816 empregos. No mês, somente Conceição de Macabu e Quissamã criaram novas vagas.
Setorialmente, foi observado um desmonte da construção civil. Em São João da Barra o setor eliminou 720 vagas, Macaé eliminou 195 vagas e Campos eliminou 82 vagas no ano. Por outro lado, o setor de comércio segurou o pequeno saldo positivo, com destaque para Campos e Macaé.

Um quadro complicado!

http://www.valor.com.br/brasil/3875312/pais-tem-pior-deficit-em-conta-corrente-desde-2001-diz-bc

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Usinas paralisadas equivalem a 11% da oferta de energia


Usinas com potência equivalente a 11% da capacidade de oferta de energia elétrica do país estão com obras paralisadas ou não iniciadas.
Esses projetos, que somam 14.000 MW de potência instalada, representam 35% da capacidade dos empreendimentos de geração licitados e que já deveriam ter entrado em operação ou deveriam fazê-lo nos próximos anos.
Os dados constam em relatório divulgado pela Aneel em outubro passado.
A demora na expansão da capacidade de geração e transmissão de energia agrava a crise do setor.
"Como nós trabalhamos no limite da geração, qualquer MW a mais ajudaria, e qualquer MW a menos prejudica", diz Nivalde de Castro, coordenador do grupo de estudos do setor elétrico da UFRJ.
A Aneel ressalta que nem todas as usinas dessa lista estão necessariamente atrasadas. Mas também há grandes projetos fora do prazo, como a hidrelétrica Belo Monte (PA), que não estão na relação porque têm obras em andamento. O potencial de geração com o cronograma comprometido, portanto, pode ser maior do que os 11% da potência instalada brasileira, de 132.000 MW em outubro.
Entre os projetos ainda não iniciados, alguns não têm nem sequer previsão para operar, como a hidrelétrica de Tijuco Alto, na divisa de São Paulo e do Paraná, com 144 MW. Concedida há 26 anos, suas obras ainda não começaram por causa de entraves ambientais.
Casos como o de Tijuco Alto, com questões ambientais ou judiciais pendentes, devem deixar de adicionar quase 5.000 MW ao sistema até 2020, segundo a Aneel -potência equivalente a 3,8% da capacidade instalada atual.
Editoria de Arte/Folhapress
META FRUSTRADA
No ano passado, a meta da Aneel para o aumento da potência instalada foi frustrada. Dos 10.000 MW previstos em janeiro de 2014, só 5.600 MW começaram a operar até 15 de outubro. Naquele mês, data do boletim mais recente, a previsão para o acumulado do ano era de 7.600 MW.
Segundo a Aneel, a previsão não se confirmou devido a atrasos de unidades da hidrelétrica de Jirau (RO).
O consórcio Energia Sustentável do Brasil, responsável pelas obras, diz que o atraso foi provocado por "incêndios criminosos ocorridos entre 2011 e 2012" e que, desde novembro de 2014, não se encontra mais em atraso.
Entre as fontes de energia, o maior atraso é das usinas eólicas, que têm 6.000 MW de potência instalada em atraso, 63% do total previsto.
TRANSMISSÃO
A morosidade das obras atinge também projetos de linhas de transmissão e subestações de energia.
Em outubro, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) apontou 310 projetos necessários para dar segurança ao sistema de distribuição de energia no país. Desses, 34% haviam sido solicitados em anos anteriores, mas não saíram do papel.
O mesmo relatório aponta que, dos 45 mil quilômetros de linhas de transmissão com previsão de entrar em operação até 2018, 10,2 mil ainda não têm concessão definida. 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A origem das medidas tributárias do Governo Federal

Para um melhor entendimento sobre as medidas econômicas de aumento tributário do Governo Federal (PIS, CONFINS, IR, CIDE, IOF, combustível, energia, etc.),  é necessário lembrar a crise financeira americana de 2008 e seus reflexos na economia europeia e latino americana. Em 2007, o país vivia a euforia dos grandes investimentos e da robustez dos seus fundamentos econômicos. Crescimento de 5,7%, inflação controlada de 4,5%, saldo da balança comercial de US$40 bilhões, o que fez o presidente Lula desafiar a crise, propagandeando a capacidade do país distribuir renda e tirar um grande contingente da pobreza. Para Lula, a crise não passava de marolinhas sem capacidade para afetar o país. Em 2008, o saldo da Balança Comercial desacelerou para R$24,7 bilhões e as empresas começaram a sentir retração nos negócios externos, fato ameaçador da forte geração de emprego no pais.

Com a proximidade da eleição presidencial de 2010 e a necessidade de manter os problemas da economia brasileira distante da visão da população, o governo passou a incentivar o consumo interno, justificando defesa do emprego.

Assim, seguiu-se um amplo programa de incentivo ao consumo das famílias com a redução das taxas de juros e ampliação do crédito e prazos de financiamento. Setores industriais foram escolhidos e beneficiados por um processo de redução tributária que somou R$32,0 bilhões somente na desoneração do setor automobilístico.

Apesar do esforço, o emprego não reagiu no nível esperado. Verificou-se uma forte retração no comércio exterior, os preços das commodities caíram pela fraca capacidade econômica internacional. No mercado interno, subia o endividamento das famílias com redução da capacidade de aquisição dos consumidores, dando origem a formação de estoques. A proximidade da eleição presidencial em 2014 gerou um discurso minimizatório dos problemas, onde as medidas recém implementadas eram negadas e combatidas.


Conforme o contexto, o governo buscou o caminho mais fácil e rápido que foi o da recomposição fiscal através do aumento de impostos. A justificativa veio no mesmo tom, ou seja, defesa do emprego. Evidente que os impactos atingirão fortemente a população em função da escalada inflacionária, enquanto as empresas terão que assumir um custo mais elevado pelo aumento dos impostos e insumos importantes da produção.  Agora é esperar para ver a reação do mercado, pois a saída está no aumento do investimento privado para recomposição da oferta agregada, a qual depende do nível de confiança dos empresários na economia. 

Aumento de impostos e de energia assusta

Aumento de impostos e de energia assusta

Publicado em 20/01/2015


Isaías Fernandes
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Alcimar alerta para aumento das tarifas de energia elétrica
O ano de 2015 não será fácil para o consumidor brasileiro e as mudanças já começam a partir de 1º de fevereiro, quando a tributação sobre a gasolina sofrerá reajuste de R$ 0,22 e do diesel, R$ 0,15, conforme anúncio feito pelo governo na última segunda-feira. As projeções do mercado são de que a gasolina nos postos de combustíveis pode ficar cerca de 7% mais cara, o que deverá tornar o etanol mais atrativo para o consumidor. Além dos combustíveis, o governo anunciou aumento de outros tributos para ajudar a reequilibrar a economia e facilitar a retomada do crescimento. A energia elétrica também deverá ser reajustada.

O aumento na tributação sobre a gasolina e o diesel acontecerá via PIS/Cofins e foi bem vista pela União da Indústria de Cana de Açúcar, já que tornará a safra mais alcooleira, em detrimento da produção de açúcar. Na temporada 2014/15, 56,8% da cana processada foi usada para a produção de etanol, sendo que na temporada anterior, o índice havia sido de 54,7%. A Petrobras, por sua vez, já informou que o aumento de tributos será repassado integralmente aos clientes das refinarias. 

Além dos combustíveis, o governo anunciou também aumento na alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) - de 1,5% para 3% - que incide sobre todas as operações de crédito, incluindo financiamento imobiliário e empréstimo pessoal, e no caso das importações, o PIS e a Cofins foram elevados de 9,25% para 11,75%.

O impacto direto será uma retração do consumo, que pesará diretamente no bolso do consumidor e não dará margem para uma redução dos juros no mercado. No entanto, outras medidas ainda deverão ser anunciadas pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, como ajustes nas contas do setor público e corte de gastos.

Energia - O economista Alcimar Chagas atenta para outro reajuste que deverá ser repassado ao consumidor: a energia elétrica. "Em função do desconto de 20% que o governo concedeu em 2012 e com o aumento significativo no custo de geração de energia, o governo não vai mais arcar com os subsídios do setor e a opção será reajustar as taxas. Estudos mostram que o aumento na energia elétrica deve ficar entre 30 e 40%, que mais uma vez será repassado ao consumidor", afirma.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Brasil e a pena de morte informal

Muitos se dizem consternados com a execução do brasileiro na Indonésia, país que adota a pena de morte para traficantes. Realmente a morte é uma situação de tristeza em qualquer situação, mas o respeito as leis de um país estrangeiro é inquestionável. Longe de concordar a morte do brasileiro, vejo que tal fato deve representar uma oportunidade de discussão sobre a impunidade do Brasil. Se na Indonésia está institucionalizada a pena de morte e a execução é planejada no âmbito do estado,  no Brasil a pena de morte está declarada na esfera da informalidade, onde opera um estado paralelo. Como reflexo, neste fim de semana duas crianças foram atingidas por bala perdida no Rio de Janeiro. A menina Larissa Carvalho de 4 anos, que morreu na tarde de sábado na zona oeste e o menino Asafe Willian Costa de 9 anos, na zona norte, que está em estado grave. O número de pessoas executadas diariamente no país é assombroso e sem qualquer explicação plausível das autoridades para a sociedade. A impunidade virou uma cultura arraigada em nossa sociedade, onde tudo é possível. Por exemplo, como pode presidiários construir puxadinhos na cadeia para vender a outros presos? E ainda, como se permite a promoção de festas com a liberação de mulheres, álcool e drogas, também nas cadeias? Mais chocante ainda, e a implementação de cirurgias desnecessárias no coração e outros órgãos, em troca de comissões milionárias? Também uma situação muito curriqueira no país, que é o roubo de recursos orçamentários da educação, saúde, etc., por políticos, sem que nenhuma penalização mais consistente chegue a eles. Quantas pessoas pobres e miseráveis são eliminadas por crimes que ficam impunes nesse país? 

domingo, 18 de janeiro de 2015

Panamá - Tigre Latino!

Com crescimento econômico forte, Panamá deve se tornar 'tigre latino'


Os locais adoram chamar a Cidade do Panamá de mini-Dubai. Nove dos dez maiores edifícios da América Latina estão na cidade, onde foi inaugurado em 2014 o primeiro metrô da América Central.
Os arranha-céus são a nova cara do país que teve o maior crescimento de PIB das Américas no ano passado, 6,5%. O ritmo deve ser mantido em 2015 e 2016. A renda per capita panamenha virou a segunda da América Latina, atrás apenas da chilena.
O milagre econômico detonado em 2000, quando os EUA devolveram o canal que corta o país e leva seu nome, é facilmente visto além das torres de arquitetura kitsch que se espalham pela capital.
O desemprego caiu de 13% para 4,5% em menos de uma década. No ano passado, o salário mínimo se tornou o maior da América Latina –varia de US$ 488 a US$ 624 mensais (R$ 1.298 a R$ 1.659), conforme a região do país.
"O Canal tinha uma direção estratégico-militar com os americanos. Quando passou ao Panamá, virou negócio, e os governos souberam aproveitar as oportunidades", disse à Folha o panamenho Galileo Solís, diretor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para inovação e competitividade.
Na última década, o país subiu mais de dez posições nos rankings de competitividade do Fórum Econômico Mundial e do Banco Mundial.
É possível abrir uma empresa em uma semana, com todos os trâmites on-line.
A companhia aérea local Copa transformou o aeroporto da capital em centro regional. Nos últimos três anos, o número de voos diários do Brasil ao país dobrou para 14.
Editoria de Arte/Folhapress
Com conexões aéreas fáceis, economia dolarizada e um pacote de incentivos, aCidade do Panamá conseguiu atrair 110 multinacionais que instalaram ali seus escritórios administrativos-financeiros para a América Latina.
Empresas como 3M, HP, Caterpillar, Procter&Gamble, Heineken e Dell mudaram-se de cidades como São Paulo, Caracas ou Buenos Aires para o país centro-americano.
"Damos benefícios fiscais e trabalhistas [facilitar o visto de trabalho a executivos e a importação para quem quer levar o carro] a empresas que se instalem aqui e criamos o site PanamaEmpreende, que ajuda quem abre empresa", afirma a vice-diretora do Centro Nacional de Competitividade do Panamá, Rose Piper.
CANAL MAIOR
A economia panamenha gira em torno do canal inaugurado em 1914 pelos americanos, que haviam apoiado o país na luta pela independência da Colômbia já de olho na construção de uma passagem do Pacífico para o Atlântico.
Os EUA receberam então a "concessão perpétua" do canal, e só após tensas negociações que culminaram em um acordo em 1979, com 20 anos para a transição, aceitaram devolvê-lo ao Panamá.
A transformação não terminou. A ampliação da passagem, iniciada em 2007, virou um ímã de investimentos.
A partir do ano que vem, um terceiro "corredor" dará passagem a navios com até 13 mil contêineres de 20 pés –hoje, passam só os de 5.000. Com embarcações maiores, o governo espera dobrar a renda anual de quase US$ 1,3 bilhão que a hidrovia lhe traz.
A obra, orçada em US$ 5,2 bilhões, ficaria pronta em 2014, mas atrasou e deve chegar perto de US$ 7 bilhões após paralisações e processos de empreiteiras italianas e espanholas que exigem cobertura do custo adicional.
Esses não são os únicos obstáculos para o Panamá virar um tigre latino.
A desigualdade social é alta, e o interior ainda está distante do progresso reluzente da capital. Cerca de 20% da população ainda é pobre, embora em 2000 fossem 55%.
Escândalos de corrupção são frequentes, e o país é o 94º entre os 175 do ranking da Transparência Internacional, 25 posições abaixo do Brasil.
O Panamá já foi acusado de ser um paraíso de lavagem de dinheiro, com investigações recentes do Departamento do Tesouro dos EUA e críticas da vizinha Colômbia. Por anos, durante e após o regime do general Manuel Noriega, traficantes compravam belos apartamentos ali.
Mas, entre os arranha-céus da capital, as calçadas ainda são minúsculas e é comum ver ruas alagadas por canos que estouram. Blecautes são rotineiros mesmo nas áreas nobres, percalços que o milagre ainda não resolveu.
RAIO-X PANAMÁ
Área:
75.000 km² (Santa Catarina tem 95.000 km²)
População:
3,7 milhões de habitantes (Espírito Santo tem 3,5 milhões)
Crescimento:
6,5% (2014, projeção)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Piada do ano!

Socorro estadual aos municípios

O governador Luiz Fernando Pezão afirmou que está preparando um projeto de ajuda que será apresentado ao governo federal para socorrer os municípios do Estado que passarem pelo período de escassez financeira decorrente da queda de recursos dos royalties do petróleo. “Estou com um grande trabalho que vou levar ao ministro Joaquim Levy (da Fazenda) em abril, maio, para ver como a gente atravessa essa queda, esse período”, disse Pezão.
Os municípios do Estado estão com o orçamento estrangulado pela desvalorização do barril de petróleo no mercado internacional, que prejudica o repasse de royalties e participações especiais para as cidades beneficiárias pela compensação.
Em Campos, a prefeita Rosinha Garotinho trabalha com cenário de perdas de R$ 600 milhões no orçamento deste ano, entre royalties e ICMS. Além da redução em despesas correntes, prefeitos estão adiando investimentos e temem que a escassez de recursos afete também investimentos na área social.
Pezão almoçou com empresários segunda-feira no Copacabana Palace, no Rio, e afirmou que está alertando pessoalmente os prefeitos sobre a diminuição da receita, a pedido da presidente da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard. “Estou ligando para cada um, alertando pessoalmente. Tem municípios que vão perder 65% da arrecadação”.
Ele não soube informar qual é a perda total estimada para os municípios. Para o Estado, o impacto calculado é de cerca de redução de R$ 2 bilhões. De R$ 9 bilhões inicialmente previstos para 2015 em royalties e participações especiais, o Estado deve receber R$ 7 bilhões este ano. O governador disse que colocou o corpo técnico da secretaria da Fazenda à disposição para ajudar as prefeituras a planejar cortes de despesas. “Nossas secretarias estão chamando quem aceitar esse auxílio para ajudá-los a fazer essa travessia”, afirmou o governador.

JORNAL FOLHA DA MANHÃ.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Uma análise interessante sobre desemprego


Com desistentes, taxa de desemprego no Brasil seria quase o dobro da atual




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A principal causa do baixo desemprego recente no Brasil não é mais o dinamismo do mercado de trabalho, mas a desistência de muitos brasileiros em idade ativa de procurar uma ocupação.
Não fosse esse fenômeno, a taxa de desemprego nas grandes regiões metropolitanas estaria mais perto de 8% do que dos 4,8% atuais, segundo cálculo dos economistas André Gamerman e José Márcio Camargo, da Opus, gestora de investimentos.
As causas da queda da chamada taxa de atividade ou de participação –percentual de pessoas em idade ativa que trabalham ou buscam uma ocupação– têm atraído o interesse de especialistas.
Os dados fornecem pistas interessantes. O recuo, em anos recentes, foi mais marcante entre jovens de 18 a 24 anos, mulheres e moradores de grandes centros urbanos.
Editoria de arte/Folhapress
Para Camargo, parte da explicação para a queda no percentual de brasileiros ativos é o aumento do custo de trabalhar fora de casa.
Os preços dos serviços tiveram forte alta nos últimos anos. A alimentação fora do lar, por exemplo, subiu 8,37% nos 12 meses encerrados em novembro, acima da inflação como um todo (5,58%). Também entram na conta fatores não mensuráveis, como a perda de bem estar causada pelos longos deslocamentos nas grandes metrópoles.
A hipótese de Camargo é reforçada pelo fato de que jovens e mulheres se destacam entre os que deixam o mercado. "São membros secundários da força de trabalho. Em um cenário em que aumentou a renda do membro principal da família e subiu o custo de trabalhar fora, muitos preferem ficar de fora", diz.
SITUAÇÃO TEMPORÁRIA
A cabeleireira Pladice de Jesus da Silva, 32, se encaixa nessa situação. Com um filho de um ano e dois meses, ainda não conseguiu voltar a ter um emprego fixo. Ela espera, há sete meses, por uma vaga em creche pública.
A ideia de gastar de quatro a seis horas por dia no trânsito também a desanima.
"Eu chegaria em casa moidíssima e não conseguiria ficar com meus filhos", diz. Enquanto isso, a família vive apertada apenas com a renda do marido, afirma.
Casos como o de Pladice são considerados temporários e suscetíveis a mudanças na conjuntura econômica.
"Uma queda na renda ou a perda do emprego do chefe da família tende a levar essas pessoas a voltar à força de trabalho, mesmo com o desconforto do deslocamento e do estresse", diz Camargo.
Economistas esperam que esse retorno ao mercado comece a ocorrer agora, devido ao ambiente de fraqueza da economia, que já levou a uma severa desaceleração na geração de empregos formais.
Esse movimento já pode ter se iniciado nos últimos dois meses, quando a taxa de participação voltou a subir, contribuindo para uma modesta alta do desemprego.
A dúvida é sobre o tamanho provável desse impacto, já que as causas estruturais da queda na taxa de participação são mais difíceis de serem revertidas. 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Royalties e Participações Especiais por municípios da RNF em 2014

O ano de 2014 manteve a trajetória de queda, em termos relativo, das rendas de royalties e participações especiais de petróleo, transferidas para os orçamentos dos municípios produtores da região Norte Fluminense. Conforme pode ser verificado na tabela, o valor recebido em Campos dos Goytacazes em 2014 foi menor 5,4% do valor recebido em 2013. A queda em Macaé foi de 1,2% e em Quissamã a queda foi de 8,2%. Em Carapebus foi verificado um crescimento de 2,7% e em São João da Barra o crescimento foi de 4,2% em 2014 com base em 2013.

Queda das rendas de petróleo! Quem perde?

Os municípios produtores de petróleo da região Norte Fluminense vem perdendo participação no total de royalties distribuído para os municípios do Brasil. Em 1999, Campos dos Goytacazes tinha uma participação de 4,92% que caiu para 3,41% em 2014. Macaé tinha 3,53% em 1999 que caiu para 2,65% em 2014, enquanto Quissama tinha uma participação de 1,49% em 1999 que caiu para 0,47% em 2014. A exceção é São João da Barra que cresceu a participação de 0,54% em 1999 para 0,68% em 2014.  
Contraditoriamente, apesar de ser o único município que não perdeu participação, apresenta o pior resultado em termos de investimento. Enquanto Campos dos Goytacazes, que teve uma importante perda de participação, investe em torno de 17% do orçamento anualmente, São João da Barra atingiu o ínfimo percentual de 0,6% de investimento em relação as receitas correntes em 2014.  A taxa média de investimento na região não passa de 5% das receitas orçamentárias. 
Para 2015 a expectativa é bastante pessimista, mas surge o seguinte questionamento: A queda dos recursos de royalties afeta quem? A população parece que não, já que os serviços prestados são ruins. Por outro lado, não existe descontinuidade de investimento, já que quase a totalidades do orçamento vai para custeio. Quem perde com a queda dos royalties de petróleo?

Royalties de petróleo na região Norte Fluminense em dezembro

As parcelas de royalties de petróleo depositadas mensalmente nos cofres dos municípios da região Norte Fluminense, são apresentados na tabela. Campos recebeu R$47,9 milhões em dezembro e um acumulado de R$632,8 milhões no ano, seguido por Macaé que recebeu R$38,0 milhões em dezembro e R$491,5 milhões no ano e São João da Barra que recebeu R$10,6 milhões em dezembro e R$126,2 milhões no ano. 
A região Norte Fluminense foi depositária de 41,33% do valor total distribuído aos municípios dos Brasil.
Complementam esses valores as parcelas de participações especiais que são transferidas para os municípios produtores.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Exportação de minério de ferro em 2014

As exportações de minério de ferro em 2014 apresentaram um quadro preocupante para o país e, sobretudo para as empresas envolvidas na exploração do mineral e de sua logística. Os preços desabaram impondo uma queda de 46,97% em dezembro, com relação a janeiro. O volume embarcado em dezembro foi maior 51,36% do volume embarcado em janeiro, porém a receita em dólar de dezembro foi menor 19,72% da receita auferida em janeiro.

O gráfico apresenta a trajetória dos preços de minério de ferro nos anos de 2012, 2013 2014. Podemos observar que o ano de 2014 foi crítico, cuja tendencia de queda foi substancial. A crise econômica internacional e a desaceleração do ritmo de crescimento da China define um quadro nada animador para os negócios nos próximos anos. 

Exportação da Açúcar em 2014

As exportações de açúcar em bruto em 2014 se apresentaram com muitas variações. Os preços negociados estiveram em queda nos meses de fevereiro, março e abril, se recuperando no período de maio a outubro e voltando a cair em novembro e dezembro. O preço de dezembro foi menor 6,9% do preço de janeiro. A receita de exportação em dezembro foi menor 7,4% da receita de janeiro e o volume embarcado foi menor 0,28% do volume embarcado em janeiro.

Olhando para os dois anos anteriores, podemos verificar uma forte tendencia de queda nos preços negociados. O gráfico apresenta esses valores, indicando a desvalorização do preço do açúcar no comércio exterior, fato que deteriora o saldo da balança comercial brasileira.