terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Cadê o dinheiro que estava aqui?

Governadores recorrem ao governo federal falido para solucionar problemas financeiros. Todos esqueceram dos escândalos com obras super faturadas, corrupção de toda natureza na saúde, transporte, educação, etc., além da festa de contratações sem nenhum critério. Este quadro se estende para os municípios. Todos devem lembrar das matérias do Fantástico aos domingos "Cadê o dinheiro que estava aqui?"

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Perspectivas nada otimistas para a economia da região Norte Fluminense em 2016

O que esperar da economia da região Norte Fluminense em 2016? O quadro é tenso e as perspectivas não são nada otimistas. A região vem desacelerando o saldo de emprego formal desde 2012. É importante observar que a crise financeira americana, que se estendeu para Europa, posteriormente, teve um papel importante. Vimos o mercado internacional se fragilizar para as exportações de nossas commodities, assim como, a desaceleração dos investimentos das empresas estrangeiras na cadeia petrolífera e no setor portuário. 

Observe que foram gerados 12.625 empregos em 2010 crescendo, o mesmo saldo, para 17.641 empregos em 2011. A partir desse ponto o saldo se desacelerou até se negativar em 2015, onde foi registrado um saldo de -11.947 empregos destruídos até novembro.
A trajetória de queda do saldo de emprego no período analisado, não é compatível com a arrecadação de royalties (parcela sem a participação especial) destinada aos municípios produtores, cujo declinou só ocorreu em 2015, em função da queda acentuada da cotação do barril de petróleo a partir do segundo semestre de 2014.
A região recebeu R$1,0 bilhão em 2010, valor crescente até 2014, onde foi contabilizado a entrada de R$1,4 bilhão e a consequente queda para R$869,4 milhões até novembro de 2015.
Os números mostram um baixo aproveitamento dos recursos finitos de royalties na região, no que diz respeito, a indução de negócios sustentáveis.
A presente fragilidade de planejamento econômico regional  e os reflexos negativos da desatenta política macroeconômica, que incentivou o consumo agregado em descompasso com a oferta agregada, deixou como herança, grandes gargalos orçamentários, um alto endividamento das famílias, desemprego ascendente, queda do nível de renda disponível, alto padrão de desconfiança na classe empresarial e desaceleração do investimento. 
No contexto de uma quadro tão negativo e considerando a frágil competência de gestão pública nos municípios, não existe margem para se pensar na evolução econômica regional, considerando a expectativa de um bom padrão de investimento público e privado, geração de emprego e renda e redução da desigualdade social.
A confirmação dessa afirmativa está nos números do gráfico que apresentam o percentual de investimento público em Macaé, Campos e São João da Barra, no período de 2010 a 2014. Observem que a parcela relativa das receitas correntes que são alocadas em investimento, especialmente, em São João da Barra, é uma aberração. Macaé tem melhores indicadores, porém ainda muito baixos para as suas necessidades, enquanto Campos dos Goytacazes se destaca entre os municípios selecionados. 
O retorno a uma condição mais razoável vai depender, fundamentalmente, do resgate da confiança dos empresários e da recuperação orçamentária dos municípios. 

"Os dados de investimento em 2015 para Campos e São João da Barra vão até outubro e os de Macaé até agosto". 



domingo, 27 de dezembro de 2015

Desastre orçamentário nos municípios brasileiros

Pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), indica que 40% dos municípios do país devem fechar suas contas no vermelho em 2015. Informa, ainda, que 62% dos prefeitos estão em débito com fornecedores e 13% devem salários aos servidores. A justificativa sempre isenta de culpa os gestores públicos desses municípios afetados e recai sobre as outras esferas de governo (estadual e federal).


O nosso entendimento é que esse quadro é lamentável e injustificável, já que governos não criam riqueza, só consome a riqueza produzida pelo trabalho e pelo capital. Neste caso, o gasto público superior a receita chega a ser imoral. Principalmente governos que não investem e desperdiçam recursos finitos na ampliação do custeio. Qualquer justificativa desses gestores é absurda, já que o planejamento é ignorado.

Grandes shows, fuga de riqueza e involução econômica.


A decisão do governo de São João da Barra de cancelar os shows de artistas renomados está correta. Esses eventos milionários levam o dinheiro da cidade e não deixam nenhum benefício. O gráfico acima comprava tal afirmativa. Vejam que no período entre 2011 a 2015, considerando, somente, os meses de janeiro, fevereiro e março, o município, ao contrário da expectativa de geração de emprego no comércio, mais desligou que admitiu, gerando saldos negativos de emprego. Na comparação com São Fidélis, município não produtor de petróleo, sem praia e sem porto, podemos observar a grande vantagem em relação a São João da Barra, já que os saldos foram positivos e bem superior no mesmo período. 
Os argumentos complementares sobre os benefícios gerados para os ambulantes, não são importantes. Uma economia sustentável precisa gerar trabalho produtivo no contexto da formalidade e de cadeias produtivas criadoras de emprego e renda. Qualquer outra situação precisa ser negada.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Felicitações!


Aos amigos e leitores do Blog Economia Norte Fluminense, desejo um FELIZ NATAL e um ANO NOVO de muitas realizações. Um grande abraço de Alcimar Chagas.

sábado, 19 de dezembro de 2015

O comportamento da região Norte Fluminense nos números do PIB em 2013


Os números do PIB de 2013, divulgados pelo IBGE, mostram um quadro bastante difícil na região Norte Fluminense e comprova que a crise recente já vem se arrastando pelo menos a três anos. O gráfico apresenta as taxas de evolução do PIB real (descontado a inflação) em 2013, com base em 2012, nos municípios das região Norte Fluminense e no estado do Rio de Janeiro. Os municípios produtores de petróleo apresentaram taxas negativas neste ano, enquanto a surpresa positiva ficou por conta de São Francisco de Itabapoana, cujo PIB cresceu 17,31% e Cardoso Moreira, cujo crescimento foi 15,54% no mesmo ano.
A maior queda do PIB neste ano, contabilizada em 21,84%, ocorreu em Quissamã. Logo a seguir, Carapebus registrou uma queda do 16,14% e Campos dos Goytacazes de 13,9%.

Na avaliação de 2013, com base em 2010, ainda em termos reais, São Francisco de Itabapoana apresentou um crescimento de 116,02% e Cardos Moreira de 84,96%, no mesmo período. Na presente avaliação, o pior resultado foi registrado em São João da Barra, cuja queda chegou a 10,92%, enquanto em Quissamã a queda foi de 3,44%. O PIB da região cresceu 9,23%  e o estado cresceu 4,18% no período analisado. 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Emprego formal em novembro na região Norte Fluminense

A trajetória de queda do emprego formal na região Norte Fluminense apresentou uma pequena desaceleração em novembro, porém sem perspectiva de recuperação no médio prazo. Foram eliminados 1.874 empregos em novembro na região, ou o equivalente a 38,4% dos empregos eliminados no estado do Rio de Janeiro, no mesmo período. Conforme indicado na tabela, Macaé eliminou 1.263 vagas, enquanto Campos dos Goytacazes eliminou 421 vagas. No acumulado de janeiro a novembro, a região eliminou 11.947 vagas de emprego. Macaé eliminou 9.622 vagas, sendo 6.300 vagas no setor de serviços, 1.128 vagas na construção civil, 1.017 vagas na indústria de transformação, 697 no comércio, 389 vagas no setor extrativo mineral e 18 vagas na agropecuária.

Campos dos Goytacazes eliminou 1.854, sendo 1.244 vagas na construção civil, 793 vagas no comércio e 762 vagas na indústria de transformação. O setor de serviços gerou saldo positivo de 81 vagas, enquanto a agropecuária gerou 1.220 vagas no período.

São João da Barra eliminou 480 vagas, sendo 260 na construção civil, 224 vagas no setor de serviços e 32 vagas na indústria de transformação. O setor extrativo gerou saldo positivo de 30 vagas, o comércio 3 vagas e a agropecuária 5 vagas no período acumulado.

O Inferno Financeiro da Gestão Pública em CaboFrio

Cabo Frio passa por sérios problemas financeiros. Os servidores da educação, com os salários de novembro em atraso, paralisaram as atividades e foi instalado o caos no município. A população se mobiliza, em torno desses trabalhadores, que têm sofrido as consequências dos atrasos salariais, frente ao atendimento de suas necessidade essenciais. Uma pergunta que surge nesse momento é a seguinte: O que leva um município produtor de petróleo e com grande potencial turístico, perder a capacidade de pagar os salários dos seus servidores?

Buscando explicações nos dados econômicos, vimos que o Valor Adicionado Fiscal, elemento representativo da dinâmica das atividades econômicas industrial, agropecuária e de serviços, apresentou um crescimento médio real anual de 7,66% no período de 2008 a 2014. Esse indicador é que define a partilha de ICMS para o município. Um segundo indicador, as receitas correntes realizadas, também cresceram. Em 2007 somavam R$411,0 milhões e em 2013 R$820,2 milhões. Não conseguimos identificar os valores de 2014 e 2015, já que a contabilidade não está depositada na Secretaria do Tesouro Nacional e o portal da transparência do município está fora do ar.

Por outro lado, fica evidente o crescimento das despesas de custeio. Em 2007 o valor representava 79,32% das receitas correntes, passando para 88,15% em 2013. É importante observar que as despesas com pessoal e encargos não exerceram pressão nesse aumento. Outra informação importante é que o nível de investimento público anual médio se situa em torno de 10% das receitas correntes, considerando o período entre 2007 a 2013.

Uma conclusão plausível é de que o aumento das receitas, provenientes da arrecadação de royalties de petróleo, alimentou um crescimento irresponsável do custeio e que a ausência de planejamento facilitou o descompasso fiscal, com a geração de déficit público e, consequentemente, a quebra de contratos com servidores e fornecedores.

Diante desse quadro, não justifica buscar culpados externamente. A culpa pelo desequilíbrio fiscal é da gestão pública que não aproveitou os ciclos favoráveis para avançar a economia do município e, ao contrário, cresceu a estrutura pública de custeio, fragilizado a capacidade produtiva e financeira do município.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Evolução do Valor Adicionado em 2014 na região Norte Fluminense


O valor Adicionado de 2014 no estado do Rio de Janeiro, reflete o fluxo de investimento desconcentrado da região metropolitana. O estado apresentou um crescimento real do valor adicionado de 3,21% em 2014, com base em 2013, enquanto o município do Rio de Janeiro registrou uma queda de -0,29% no mesmo período. O gráfico acima, apresenta os percentuais de evolução do valor adicionado em 2014, em termos reais, para os municípios da região Norte Fluminense. Com exceção de Carapebus e Macaé, que apresentaram queda real do valor adicionado, os outros municípios cresceram acima da taxa do estado. 
São João da Barra se destaca, em função dos investimentos no porto do Açu, enquanto São Francisco de Itabapoana e Campos dos Goytacazes evoluíram por conta das atividades internas. Os municípios de Conceição de Macabu, Cardoso Moreira e São Fidélis (não produtores de petróleo), apresentaram taxas superiores a Quissamã que é produtor de petróleo.
O município de Maricá, fora da região, apresentou uma taxa de crescimento real de 545,54% em 2014, com base em 2013. O município é produtor de petróleo, apresenta atividade de turismo bem estruturada, além de uma boa estrutura de investimento público.
Armação de Búzios e Cabo Frio, municípios produtores de petróleo e turísticos, apresentaram taxas robustas de crescimento de valor adicionado, ou seja, 43,62% e 27,87% em 2014 com base em 2013. Rio das Ostras cresceu somente 1,12%, uma taxa inferior a taxa do estado no mesmo ano. 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

A Capitania dos Portos de São João da Barra homenageia parceiros

Em comemoração ao dia do marinheiro, a Capitania dos Portos de São João da Barra prestou homenagens aos parceiros que apresentaram contribuições, efetivas, à organização. Os indicados como amigos da Marinha do Brasil foram o prefeito José Amaro Martins (Neco) de São João da Barra, o economista e professor da UENF Alcimar das Chagas Ribeiro e a presidente da Colônia de pesca de São Francisco de Itabapoana Diviane Santos. A cerimônia de entrega de medalhas ocorreu nas instalações da Capitania em São João da Barra, com a presença de autoridades e convidados e as comemorações ocorreram na sede do Sesc Mineiro em Grussai. Na ocasião, muitos conversas sobre o novo estágio operacional do porto do Açu e suas perspectivas foram pautadas. 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

A crise Financeiro do Rio de Janeiro: de quem é a culpa?

A crise financeira do estado do Rio de Janeiro, segundo o secretário de fazenda, tem origem em um quadro inesperado, um tsunami, que impactou, fortemente, na arrecadação fiscal e, consequentemente, no déficit fiscal. Segundo o secretário, esse quadro é geral, e afeta outras Unidades da Federação e o País. Ou seja,fatores externos, como a queda do preço do barril de petróleo, foram responsáveis pelo problema e nenhuma culpa deve recair sobre a gestão interna. Neste caso, a solução proposta pelo secretário passa pela reforma previdenciária, moratória negociada dos juros da dívida e, ainda, pela eliminação da estabilidade do servidor público.

Para melhor entender a questão, resolvi analisar os indicadores da execução orçamentária do estado, no período de 2007 a 2014. Diferente do discurso do secretário, o que se observa é um crescimento real médio anual de 7,29% das receitas correntes nesse período. As receitas tributárias também avançaram na relação com as receitas correntes. Em 2007 representava 58,22%, passando para 64,81% em  2014. As despesas de pessoal e encargos se apresentam sobre controle, em média 28,87% das receitas correntes, enquanto que as despesas com juros da dívida, também estável, se situam em média 5,51% das receitas correntes.

Entretanto, um fato que chama a atenção é o crescimento das despesas correntes, cujo relação com as receitas correntes é deficitária desde de 2012. Assim, podemos constatar que a situação já vem se arrastando, mesmo quando a conjuntura nacional e internacional eram favoráveis. Ao contrário da visão do secretário, o Rio de Janeiro, assim como o país, não aproveitou a fase ascendente do ciclo, onde os preços das commodities estavam muito valorizados, utilizando a riqueza gerada em custeio. O aumento das receitas correntes alimentaram o crescimento da estrutura pública, sem que ocorresse aumento de produtividade. A grande  dificuldade agora é reduzir o tamanho dessa estrutura, em função dos comprometimentos assumidos. O secretária erra no diagnóstico, colocando, indiretamente, o servidor público também como culpado da crise. Claramente, a raiz do problema está na péssima gestão fiscal.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A conjuntura econômica brasileira expõe suas fragilidades


A recessão se aprofunda no país, sem indicativos de recuperação a vista, pelo menos, no médio prazo. A evolução das taxas trimestrais em relação ao trimestre imediatamente anterior, apresenta queda nos três últimos trimestres de 2015. No primeiro trimestre a queda do PIB foi de -0,8%, no segundo trimestre -2,1% e no terceiro trimestre -1,7%. A expectativa é que no quarto trimestre do ano ocorra também uma queda.

O gráfico apresenta as taxas de evolução do PIB e da Formação Bruta do Capital Fixo  nos trimestres de 2014 e 2015. Observem que a trajetória da FBCF (investimento agregado) é de queda em todos os trimestres analisados. Esse indicativo é perigoso, já que mostra a incapacidade de investimento dos governos e  a baixa disposição para investimento do setor privado, em função da crise política que acaba alimentando a crise econômica.

Outro dado importante é a trajetória de queda da atividade industrial desde do segundo trimestre de 2014, fato que caracteriza a falta de disposição para investir do setor privado. Os reflexos podem ser visto também na trajetória do consumo das famílias que apresenta queda nos últimos três trimestres de 2015. O aprofundamento do desemprego, o alto nível de endividamento e a preocupação com o futuro, são elementos importantes na explicação dessa problemática.


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Resultado da Balança Comercial do Brasil em novembro

A movimentação do comércio exterior brasileiro, em novembro, gerou exportação de US$13.806 milhões, importação de US$12.609 milhões e saldo superavitário de US$1.197 milhões. O saldo em novembro de 2014 foi deficitário em US$2.427 milhões. No período analisado, as importações caíram 30,23%, enquanto as exportações caíram 11,76%.
No acumulado de janeiro a novembro de 2015, as exportações somaram US$174.351 milhões, as importações somaram US$160.909 milhões e o saldo superavitário somou US$13.442 milhões.

Exportação de minério de ferro em novembro

O volume exportado de minério de ferro no mês de novembro caiu 18,0% em relação a outubro. A receita foi menor 20,6% e o preço médio declinou 3,0% no mesmo mês.
Na comparação com novembro de 2014, em novembro último, foi registrado um crescimento de 7,9% no volume embarcado e uma queda de 43,0% na receita em dólar. O preço médio sofreu uma forte retração de 47,1% no período verificado.
O gráfico apresenta a evolução dos preços praticados no comércio de minério no exterior. Conforme podemos verificar a desvalorização é acentuada no tempo. O ano de 2015 apresentou uma forte desvalorização do preço da commoditie, e as projeções futuras não são nada animadoras.

Exportação de açúcar em bruto em novembro

A exportação de açúcar em bruto em novembro somou 2,0 milhões de toneladas e uma receita de US$580,4 milhões. O preço médio de US$289,9 ficou levemente acima do preço praticado em outubro, porém em uma trajetória de queda. 
Na comparação com novembro de 2014, foi registrado um aumento 14,83% no volume embarcado e uma queda de 11,29% na receita em dólar. O preço médio caiu 22,76% no mesmo período.
O gráfico apresenta a trajetória dos preços médios praticados no período entre 2012 a 2015. Podemos observar uma forte desvalorização dos preços no mesmo período.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Emprego formal em outubro de 2015 nos municípios da região Norte Fluminense


A movimentação do emprego formal em outubro, na região Norte Fluminense, indica avanço do processo de deterioração econômica. A região eliminou 2.299 empregos outubro, contra 928 empregos eliminados em setembro. Campos com 609 vagas eliminadas e Macaé com 1.626 vagas eliminadas no mês, tiveram uma participação relevante nesse processo. 
No acumulado de janeiro a outubro, já foram eliminadas 10.163 vagas de emprego na região. Campos dos Goytacazes eliminou 1.433 vagas, sendo 1.050 vagas na construção civil, 897 no comércio e 674 na indústria de transformação. O setor agropecuário foi o destaque positivo com 1.383 vagas criadas no período.
Macaé eliminou 8.359 vagas no período acumulado, sendo 5.629 vagas eliminadas no setor de serviços, 861 vagas no comércio, 760 vagas na construção civil, 674 vagas na indústria de transformação e 350 vagas eliminadas no setor extrativo mineral. 
São João da Barra eliminou 458 vagas no período acumulado, sendo 264 vagas na construção civil, 207 vagas no setor de serviços e 17 vagas no comércio. Os setores extrativo mineral e agropecuária geraram saldo positivo com 32 vagas e 5 vagas criadas sucessivamente.

Aprofunda a crise do emprego no país e no estado do Rio de Janeiro


Dados do Ministério do Trabalho e Emprego do Governo Federal, sobre a movimentação do emprego do mês passado, indica o aprofundamento da degradação do emprego no pais e no estado do Rio de Janeiro. Foram eliminados 169.131 empregos em outubro no país, número 5,58 vezes maior em relação a setembro. Já o estado do Rio de Janeiro eliminou 19.088 vagas de emprego, concentradas nos setores de serviço (-7.418 vagas), construção civil (-6.749 vagas) e indústria de transformação (-4.640 vagas).
No contexto do estado, poucos municípios apresentaram saldos positivos de geração de emprego. Esses resultados compõe o gráfico acima, onde Rio das Ostras lidera os dez municípios com um saldo de 219 vagas de emprego no mês. 
Os piores resultados ocorreram nos municípios do Rio de Janeiro, com eliminação de 8.438 vagas; Angra dos Reis com eliminação de 1.746 vagas; Macaé com eliminação de 1.626 vagas e Itaboraí com eliminação de 1.370 vagas.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Royalties em novembro na região Norte Fluminense


As transferências de royalties mensais de petróleo em novembro, na região Norte Fluminense, registrou um pequeno incremento de 0,41% em relação a outubro. As maiores variações ocorreram em Quissamã, com crescimento de 18,0% e São João da Barra com queda de 13,54% no mesmo período.
Do total distribuído para a região no mês, Campos dos Goytacazes ficou com uma parcela equivalente a 42,07%, Macaé 37,45% e São João da Barra 8,86% do total.
A participação percentual da região caiu, frente ao total dos municípios dos Rio de Janeiro, de 37,16% em outubro para 36,82% em novembro. 
Na verificação frente ao total dos municípios do Brasil, ocorreu também uma queda de 19,23% em outubro para 18,96% em novembro.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

A maldição do petróleo como crise e desestruturação econômica na RNF


As informações contidas no gráfico comprovam a tese de que os municípios da região Norte Fluminense precisam buscar alternativas de arrecadação orçamentária às rendas de royalties de petróleo. O gráfico mostra a relação percentual do valor arrecadado de royalties, nos municípios da região, em relação ao valor arrecadado pelos municípios do Rio de Janeiro; da região Norte Fluminense, em relação ao valor total arrecadado pelos municípios do país e, finalmente, entre o Rio de Janeiro e o país, no período acumulado de janeiro a outubro de cada ano. Observem que existe uma tendencia de queda nas participação ao longo do período. 
A região Norte Fluminense garantia uma participação de 66,42% do valor distribuído para os municípios do Rio de Janeiro em 2010. Nos anos seguintes os percentuais caíram para 59,9%; 58,92%; 56,73%; 54,0%; e 51,98%, sucessivamente, até 2015, ou seja, em seis anos a região perdeu 14 pontos percentuais no contexto do Rio de Janeiro.
Na comparação entre a região e o total dos municípios dos país, podemos observar uma queda de participação relativa de 47,26% no período de janeiro a outubro de 2010 para 38,73 no mesmo período de 2015, ou seja, perda de 8,5 pontos no período.
Finalmente, a participação da arrecadação dos municípios do Rio de janeiro, em relação a arrecadação dos municípios do Brasil, também apresentou uma queda de 31,39% em 2010, para 20,13% em 2015, ou seja, retração de 11 pontos no período. 
Este quadro confirma que a região não atentou para importantes questões como: perda de produtividade dos poços, mudanças de cambio, variações nos preços da commoditie, assim como, não aproveitou os recursos ampliados, dos ciclos favoráveis, para potencializar a sua infraestrutura econômica e social. O custo da inobservância a essas questões é  crise orçamentária e a recessão do sistema econômico. A situação verificada nesses municípios é consequência desses fatos e a recuperação será dolorosa.   

domingo, 15 de novembro de 2015

Evolução da produção leiteira nos principais produtores do estado do Rio de Janeiro


São Francisco de Itabapoana se destaca na produção leiteira do estado do Rio de Janeiro. O gráfico apresenta a evolução da produção, em mil litros, nos principais municípios produtores do estado, no período de 2010 a 2014. 
Observem que São Francisco de Itabapoana tinha em 2010 a menor produção entre os municípios selecionados, ou seja, 10,3 milhões de litros de leite, quase a metade do Valença com 29,5 milhões de produção. Ao longo dos anos subsequentes, entretanto, a evolução de São Francisco foi consistente, atingindo 42,0 milhões de litros em 2014, a maior produção individual do estado do Rio neste ano. 
O que chama a atenção é que o município tem se destacado, de forma importante, tanto na atividade agrícola, quanto na atividade pecuária, sem, portanto, mudar mais, acentuadamente, os indicadores de desenvolvimento. Esse é um caso especifico de ausência de  um sistema de organização produtiva mais planejado e com a direção de um processo de governança, voltado para potencializar competitividade e melhoria de vida dos envolvidos.


Produção leiteira na região Norte Fluminense em 2014

A região Norte Fluminense avançou sua participação relativa na produção leiteira em relação ao estado do Rio de Janeiro. Conforme apresentado no gráfico, em 2010 a participação era de 13,99% e em 2011 sofreu uma leve queda para 12,94%.

A partir deste ano, a evolução foi contínua, chegando a 19,7% em 2014. São Francisco de Itabapoana teve um papel marcante nessa evolução, já que foi o único município que registrou evolução em todos os anos analisados. 


Em 2014, com base em 2013, somente dois municípios evoluíram. Quissamã com crescimento de 0,75% e São Francisco de Itabapoana com crescimento de 36,05%. Os municípios de Carapebus com queda de 22,02% e Campos dos Goytacazes com queda de 20,82% representaram os piores resultados na produção leiteira na região.

sábado, 14 de novembro de 2015

Agricultura temporária na região Norte Fluminense em 2014

A região Norte Fluminense encolheu 10,91% da área colhida de lavoura temporária em 2014, com base em 2013, porém manteve o valor médio de produção no mesmo período. Os destaques negativos ficaram por conta de Cardoso Moreira com queda de 51,76% e Quissamã com queda de  45,02%. Já como exemplo positivo, destaque para Conceição de Macabu com crescimento de 241,12% e São João da Barra com crescimento de 150,46% no mesmo período.

No que diz respeito ao valor da produção, a região apresentou uma queda média de 10,08% em 2014, com base em 2013. Destaque negativo para Quissamã com queda de 52,72% e destaque positivo para Conceição de Macabu com crescimento de 424,96%, São Fidélis com crescimento de 117,67% e São João da Barra com crescimento de 101,55%.


Fatores como o aumento da área colhida da mandioca e a valorização do preço em 2014 explicam a evolução do quadro em Conceição de Macabu. Já em São Fidélis, o destaque foi o tomate que teve o seu preço valorizado. Em São João da Barra, o aumento da área colhida e o valor da cana de açúcar e do abacaxi apresentaram impactos positivos no resultado final.

O gráfico acima, apresenta o valor da produção por hectare para os municípios da região Norte Fluminense em 2014. Podemos observar que Conceição de Macabu, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana e São João da Barra registram valores acima do valor médio regional. São João da Barra, apesar dos impactos negativos oriundos do projeto do porto do Açu (desapropriações, salinidades da terra, etc.) registrou o maior valor por hectare, como já dito, em função da valorização do preço da cana de açúcar e da ampliação do cultivo de abacaxi, cujo preço, também foi bastante satisfatório.

Campos dos Goytacazes, com a maior extensão territorial, vem diminuindo a área colhida. Em 2014 a ampliação do cultivo de abacaxi elevou em 22,7% o valor por hectare, porém a atividade não tem apresentado uma dinâmica regular. De qualquer forma, a agricultura regional mostra que pode ser potencialmente importante, em termos de geração de riqueza e trabalho, caso receba um melhor planejamento para a sua organização.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Evolução do Valor Adicionado Fiscal no estado do Rio de Janeiro em 2014




















Os dez municípios do estado do Rio de Janeiro, com maior crescimento nominal do Valor Adicionado Fiscal em 2014, com base em 2013, estão identificados no gráfico. Maricá lidera a lista com um crescimento de 569,23% e São João da Barra ocupa a segunda colocação com 157,16% de crescimento no mesmo ano. Valor Adicionado Fiscal representa o que cada empresa adiciona ao seu processo produtivo na produção de bens, serviços e comércio durante o ano fiscal. Pode ser entendido também como as remuneração realizadas pelas empresas em trabalho, aluguel, juros e lucros. Este valor, no contexto total do estado, define o valor que cada município vai receber de transferência de ICMS do estado dois anos depois. Desta forma, o Valor Adicionado Fiscal de 2014 define o índice de ICMS para 2016. 
Maricá evoluiu o índice de 0,401 em 2015 para 0,682 em 2016 e São João da Barra evoluiu de 0,452 em 2015 para 0,576 em 2016. Esses municípios garantiram um maior volume de transferência de ICMS para o ano que vem.
Na contra mão, municípios importantes como o Rio de Janeiro, Macaé, Volta Redonda e Teresópolis, dentre outros, registraram retração no valor adicionado em 2014, o que implica queda do índice de participação no ICMS em 2016.
Campos dos Goytacazes teve uma leve crescimento nominal do valor adicionado em 2014 com base em 2013, entretanto não foi o suficiente para melhorar a índice de participação no ICMS. O município encolheu o índice de participação no ICMS de 3,562 em 2015 para 3,36 em 2016. O município perderá receita de ICMS no ano que vem. 
De qualquer forma, este quadro indica que realmente está ocorrendo um processo de descentralização da riqueza no estado do Rio de janeiro. Os investimentos em projetos assentados em recursos naturais tem tido um papel importante, tanto no crescimento, como na contração da riqueza gerada. Importante observar que o aumento da riqueza também não garante melhoria de bem estar para as populações residentes. Nesses casos, temos observado a fuga de parte substancial da riqueza para regiões centrais, fundamentalmente, em São João da Barra, sede do porto do Açu.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Visão Campos 200 - Plano Estratégico Colaborativo e Participativo

A Fundação Ulisses Guimarães lançou ontem em Campos dos Goytacazes, no auditório da UNIFLU,  o Plano Estratégico Colaborativo e Participativo. Com uma extensa programação, a segunda feira foi palco de uma mesa de debates sobre o futuro do Norte Fluminense. O economista Alcimar Chagas Ribeiro apresentou palestra sobre os aspectos da conjuntura econômica da região e perspectivas, observando as dificuldades da região, no que diz respeito, a absorção das externalidades positivas e as dificuldades na proteção dos problemas relacionados as externalidades negativas dos grandes projetos em operação. O economista ainda apresentou indicadores que comprovam uma forte dependência econômica da região, além da acentuada fuga da riqueza gerada por conta da atividade petrolífera e infraestrutura portuária.
A discussão posterior, com a mediação do professor Adelfran Lacerda da UNIFLU, se seguiu com a participação dos professores Ronaldo Paranhos da UENF e do professor Auner Pereira Carneiro da UNIFLU. 
O evento evoluirá durante a semana com diversas oficinas e o encerramento será na próxima sexta feita com a palestra de Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro.
A organização do evento está sob a responsabilidade do Sr. Edmar Teixeira, assessor empresarial.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

sábado, 7 de novembro de 2015

O projeto do porto do Açu e suas contradições

As contradições em torno do Porto do Açu são escandalosas. Penso que as lideranças sanjoanenses estão anestesiadas, já que não reagem a absolutamente nada. Divulguei neste blog matéria do Jornal Valor Econômico que faz ampla propaganda da estrutura portuária. Cita contratos milionários de arrendamento de áreas para novos investimentos, uma ampla movimentação de navios e, sobretudo, a importante diversificação de negócios. Além do minério como âncora, o porto já escoa bauxita, vai movimentar petróleo, e apoio marítimo as plataformas na Bacia de Campos. 
Em uma outra publicação, na folha da manha, se discute um impasse no porto do Açu, proveniente de atrasos de pagamentos aos funcionários de uma empresa de engenharia, com paralisações e muita confusão. A matéria cita que o porto emprega 10.000 funcionários e que 90% a 95% desse contingente é mão de obra local. 
Diante dessas informações fui verificar alguns indicadores para melhor entender o problema. A tabela acima mostra que em 31 de dezembro de 2014 - último dado oficial da RAIS-  São João da Barra tinha 10.415 empregos formais e uma remuneração média total de R$2.049,16 no mesmo mês. No setor de comércio, entretanto, o número de emprego formal era de 888 e uma remuneração de R$1.139,62. 
Para efeito de comparação, no ano de 2004, o número de emprego total era 3.779 com uma remuneração média de R$649,85 no mesmo mês de dezembro. No comércio o número de empregos era 406 com uma remuneração de R$400,45 no mesmo mês.
Simplificando a discussão, podemos dizer que, apesar do crescimento do emprego total no período, a participação percentual do emprego no comércio diminuiu de 10,74% em 2004 para 8,52% em 2014, ocorrendo o mesmo com a remuneração do trabalho no comércio que saiu de 61,62% da remuneração total em 2004 para 55,61% em 2014. 
Para não ficar dúvidas sobre a análise, olhamos São Francisco de Itabapoana e vimos que lá o emprego no comércio aumentou a sua participação percentual de 16,78% em 2004 para 24,96% em 2014. A remuneração do trabalho no comércio também aumentou de 83,20% da remuneração total para 89,21% em 2014. 
Conforme podemos concluir, o emprego gerado em São João da Barra está longe de representar 90% da mão de obra local, já que não reflete no comércio. Por outro lado, fica claro que parte substancial da riqueza gerada por esse investimento foge para outros centros. 
Observem que SFI não é produtor de petróleo e não tem porto, porém apresenta números do emprego no comércio muito próximos de São João da Barra. 
Não tenho dúvidas sobre esta questão!

Como a comunidade local se beneficia?

http://www.valor.com.br/empresas/4303828/porto-do-acu-entra-em-nova-etapa

O porto do Açu está entrando uma uma nova fase de evolução com alto potencial de geração de riqueza. São esperados contratos bilionários, onde grupos empresarias se beneficiarão...................

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Resultado da Balança Comercial do país em outubro de 2015

O saldo da Balança Comercial do país foi superavitário em US$ 1.996 milhões em outubro, na relação com o resto do mundo. As exportações somaram US$16.049 milhões e as importações somaram US$14.053 milhões. Na comparação com outubro de 2014, o país conseguiu reverter o saldo deficitário de US$ -1.179 milhões, em função da desaceleração das importações que caíram 27,97%, enquanto as exportações caíram 12,44% no mesmo período.
No acumulado de janeiro a outubro de 2015, o saldo superavitário somou US$12.244 milhões. No período as exportações somaram US$160.545 milhões e as importações somaram US$148.301 milhões. O saldo comercial no mesmo período de 2014 foi deficitário em US$ -1.921 milhões, com exportações em US$191.965 milhões e importações de US$193.885 milhões.

Exportação de minério de ferro em outubro de 2015

A exportação de minério de ferro, em tonelada, caiu 4,0% em outubro com relação a setembro. A receita em dólar caiu 10,3%, enquanto o preço caiu 6,5% no mesmo mês. 
Na comparação com outubro de 2014, o volume embarcado cresceu 7,5%, a receita em dólar caiu 40,0% e o preço caiu 44,2% no mesmo período.
O gráfico apresenta a trajetória dos preços por tonelada de minério de ferro no comércio exterior. O mês de outubro ratifica a tendência de desvalorização da commoditie no tempo.

Exportação de Açúcar em outubro de 2015

A exportação de açúcar em bruto, em tonelada, cresceu 46,6% em outubro, com relação a setembro. O valor em dólar cresceu 42,2%, enquanto o preço caiu 3,0% no mesmo mês. Em relação a outubro de 2014, o volume embarcado caiu 1,7%, a receita em dólar caiu 27,6%, enquanto o preço médio caiu 26,3%.
O gráfico apresenta a trajetória dos preços médios de exportação do açúcar em bruto. O preço praticado em outubro segue a tendência de desvalorização no tempo.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Emprego Formal nas microrregiões do Rio de Janeiro em setembro de 2015

http://www.coneflu.com/#!Emprego-formal-nas-microrregi%C3%B5es-do-estado-do-Rio-de-Janeiro-em-setembro-de-2015/c236q/562e57170cf2d5c7c8f4035c

O estado do Rio de Janeiro eliminou 7.510 vagas de emprego formal em setembro de 2015, número equivalente a 7,86% dos empregos eliminados no país, no mesmo mês. No acumulado de janeiro a setembro, esse número evolui para 114.777 empregos eliminados, o que equivale a 15,73% do total de empregos eliminados no país, no mesmo período.

sábado, 24 de outubro de 2015

Emprego formal em setembro na região Norte Fluminense

O emprego formal na região Norte Fluminense aprofundou o processo de deterioração. Em setembro foram eliminadas 928 vagas, enquanto em agosto foram eliminadas 523 vagas. Campos dos Goytacazes e São Francisco de Itabapoana deram as maiores contribuições negativas no mês, em função da desaceleração da safra de cana de açúcar. 
No acumulado, considerando o período de janeiro a setembro, Macaé eliminou 6.733 vagas de emprego, sendo 340 vagas na indústria extrativa mineral, 296 vagas na indústria de transformação, 654 vagas na construção civil, 778 vagas no comércio, 4.589 vagas no setor de serviços e 26 vagas no setor agropecuário.
Já Campos dos Goytacazes, no mesmo período, eliminou 824 vagas de emprego formal, sendo 403 vagas na indústria de transformação, 931 vagas na construção civil e 1.087 vagas no comércio. Os setores de serviço e agropecuário geraram saldos positivos. O primeiro com 368 vagas e o segundo com 1.576 vagas. A aproximação do final do ano tende a desacelerar o setor com um forte processo de demissão no fim do ciclo.
São João da Barra eliminou no período 483 vagas de emprego, sendo 274 vagas na construção civil, 21 vagas no comércio e 209 vagas no setor de serviços.
São Francisco de Itabapoana, diferente dos municípios ricos, gerou um saldo positivo de 232 vagas no período. O comércio gerou 33 vagas, o setor de serviços gerou 22 vagas, enquanto o setor agropecuário gerou 189 vagas de emprego no mesmo período.      
Vejam que nem tudo que reluz é ouro!


domingo, 11 de outubro de 2015

Observando uma experiência real para o desenvolvimento econômico setorial em um espaço periférico

Ações práticas que constituam estratégias de combate a falta de dinamismo econômico, em ambientes periféricos, merecem ser observadas a partir de um olhar positivo. Essas ações empíricas podem se consolidar como políticas públicas potenciais para o desenvolvimento econômico endógeno.

O fenômeno observado nesse texto é o "Festival de Petiscos", no Farol, Campos dos Goytacazes, que acontece neste fim de semana. O festival se apoia na boa oferta de pescado e crustáceo extraídos mar, cuja prática comercial, historicamente, é desfavorável ao trabalhador da pesca. As imperfeições do mercado tende a desvalorizar o produto da pesca, já que são muitos produtores e poucos compradores atacadistas. Esses buscam outros mercados, com maior valorização do pescado, e onde os empregos são gerados.

O combate à desequilíbrios dessa natureza está no equilíbrio das forças entre compradores e vendedores. Assim, o fomento da demanda interna para escoar a oferta dessas mercadorias é estratégico. Nesse contexto é que vejo a importância do festival. O foco é interno, onde a oferta e a demanda em equilíbrio, avançam gerando emprego e renda localmente.

Vejam que em torno de 25 empresas operam de forma direta no evento, comprando mercadorias e, processando-as, com o emprego de trabalho local, atraindo consumidores que se aglomeram em um lugar atrativo. Complementa o processo diversas outras atividades associadas, tais como: musicais (artistas, técnicos e equipamentos), limpeza, segurança, serviços de aluguéis (equipamentos, móveis e utensílios), artesanato, iluminação, banheiros químicos, transporte, etc.

Estamos falando de um movimento econômico importante que está fechado internamente, ou seja, não depende de mercados externos. Essa alternativa já foi sinalizada pelos economistas revisionistas do marxismo, no final do século de XIX, que entendiam que o mercado interno basta à reprodução capitalista, permitindo que a economia possa se desenvolver fechada nos seus meios de produção. Trata-se do resgate a Lei de Say "A oferta cria a sua própria procura". No caso específico do Farol, é necessário o planejamento, não global dos revisionistas, mas, baseado em um processo de Governança Institucional.


A experiência do Farol deve ser aproveitada para um planejamento estratégico que permita transformar a ação pontual em uma estratégia sustentável de desenvolvimento econômico setorial. Dessa forma, conhecer melhor o perfil do consumidor turista da região, padrão de renda, definir a melhor localização e estrutura operacional, aproximar parceiros institucionais, definir uma política de marketing, inovação e treinamento profissional, são elementos essenciais para a transformação de uma estrutura de vantagem comparativa pontual em uma estrutura de vantagem competitiva sustentável. Os impactos em termos de emprego, renda e tributos serão efetivos.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

O sonho acabou?

Os grandes investimentos exógenos (petróleo, portos, etc.), trazem a expectativa de crescimento econômico em determinados espaços territoriais. No caso da região Norte Fluminense, já alertamos que as características desses investimentos, densos em capital, tendem a piorar a situação dos trabalhadores e não garantem o esperado desenvolvimento. Nessas condições, o rápido crescimento do número trabalhadores é incompatível com a capacidade de absorção do capital, materializando a conclusão já assinada por Karl Marx, a mais de um século, relativo ao aprofundamento do subdesenvolvimento no interior do mesmo espaço econômico. Será que é isso que está acontecendo por essas bandas?

sábado, 3 de outubro de 2015

O panorama da economia mundial reflete a grave crise da economia brasileira?

Olhando o panorama das projeções de perspectivas para a economia mundial do Fundo Monetário Internacional (FMI), fica muito clara a condição de fragilidade da economia brasileira. O Pais que quer mais impostos apostou na distribuição da riqueza, mas não incentivou a continuidade de seu incremento. Enquanto tinha gastou sem se preocupar com o futuro. Agora a colheita é perversa e todos perdem. Dinheiro novo para a manutenção dos gastos público, sem o incremento da produtividade da economia real, aprofundará o quadro de recessão e pobreza. Neste caso, a renda disponível das famílias será reduzida, com reflexos no declínio da produção, do emprego e das receitas governamentais. 
Vejam nas taxas do produto da economia dos países selecionados, que o Brasil não aproveitou a recuperação econômica dos Estados Unidos. Apesar da crise de 2008, o país cresceu 2,2% em 2013, 2,4% em 2014 e como projeção deve crescer 3,6% em 2015 e 3,3% em 2016. 
Os países da zona do Euro ainda atravessa uma crise importante, entretanto a Alemanha, França e Espanha, apresentam um quadro de recuperação. Já na Ásia, a China desacelera com taxas de crescimento ainda bastante alta para os padrões mundial, porém a Índia acelera com taxas altas de crescimento. 
Esse panorama internacional parece não conformar as justificativas dos governo brasileiro que culpa o mundo pelos graves problemas internos. 

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Resultado da Balança Comercial brasileira em setembro de 2015

O saldo da Balança Comercial brasileira reagiu, atingindo US$10.246 bilhões no período acumulado de janeiro a setembro deste ano. No mesmo período as exportações somaram US$144.495 bilhões e as importações US$134.249 bilhões.
No mês de setembro as exportações somaram US$16.148 bilhões, as importações US$13.204 bilhões, gerando um saldo US$2.944 bilhões. 
Comparativamente ao mesmo período de 2014, foi verificado uma queda de 16,78% nas exportações, contra uma queda 23,01% nas importações.

Exportação de minério de ferro em setembro de 2015

A receita de exportação de minério de ferro brasileira avançou 30,3% em setembro, com relação a agosto. O volume embarcado em tonelada cresceu 31,3% no mesmo período. Na comparação com setembro do anterior, a receita regrediu 43,1% e o volume embarcado cresceu  7,6%. Conforme podemos observar, mais esforço para menos receita.
O gráfico apresenta a trajetória dos preços praticados nos últimos quatro anos. É visível a desvalorização do preço da commoditie. O preço de setembro último se desvalorizou 47,25% em relação ao preço de setembro do ano passado.

Exportação de Açúcar Bruto em setembro de 2015

A exportação de açúcar gerou uma receita de US$416,7 milhões em setembro, para um volume embarcado de 1.412,9 mil toneladas a um preço de US$295,0 a tonelada. A receita mensal sofreu uma queda de 4,25% em relação a agosto e uma queda de 40,77% em relação a setembro do ano passado. O volume em tonelada embarcado foi menor 19,96% ao relação ao mesmo mês do ano anterior.
A trajetória dos preços praticados no período de 2012 a 2015 é apresentada no gráfico ao lado. O preço praticado em setembro foi maior 0,07% em relação ao preço de agosto, porém foi menor 25,97% do preço praticado no mesmo mês do ano passado.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Emprego Formal nas Microrregiões do Rio de Janeiro em agosto de 2015

O estado do Rio de Janeiro eliminou 8.846 vagas de emprego em agosto, volume equivalente a 10,22% do emprego eliminado no país no mesmo ano. Considerando o período de janeiro a agosto de 2015, esse número aumentou para 107.267 vagas eliminadas, número equivalente a 16,92% do emprego eliminado no país, no mesmo período. A salário médio de admissão em agosto foi de R$1.382,11, indicando um leve incremento de 1,15% em relação ao salário médio do período de janeiro a agosto do mesmo ano.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Movimentação do emprego formal em agosto na região Norte Fluminense

O emprego formal desacelerou a trajetória de queda em agosto, na região Norte Fluminense. Foram eliminadas 523 vagas no mês, contra 2.130 vagas eliminadas em julho. No acumulado de janeiro a agosto a região já eliminou 6.936 vagas de emprego.
Macaé lidera o quadro de eliminação de empregos com 6.098 vagas no período de janeiro a agosto. O setor extrativa mineral eliminou 327 vagas, a indústria de transformação eliminou 226 vagas, a construção civil eliminou 695 vagas, o comércio eliminou 694 vagas e o setor de serviços eliminou 4.102 vagas.
Campos dos Goytacazes eliminou 647 vagas no período. A indústria de transformação eliminou 408 vagas, a construção civil eliminou 884 vagas, o comércio eliminou 1.015 vagas. O balanço positivo ficou por conta do setor de serviços que gerou 386 vagas e do setor agropecuário que gerou 1.610 no período.
São João da Barra eliminou 483 vagas no ano. A construção civil eliminou 260 vagas, o comércio eliminou 26 vagas, o setor de serviços eliminou 215 vagas no mesmo período.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Grande enchente em Santo Antônio de Pádua-RJ

por Ramon Mulin¹

As enchentes em Pádua são comuns, todavia, algumas catástrofes por aqui ficam apenas na poeira dos antigos veículos midiáticos. As mais "famosas" enchentes são as de 1979, por ter atingido a Ponte Raul Veiga, e a de 2008, por ser a maior e mais catastrófica enchente da história do município.
Esquecida pelos paduanos mais experientes, a enchente do início do ano de 1961 causou muitas perdas e paralisou completamente nossa cidade. Muitos moradores perderam tudo o que tinham. O ano novo não foi tão generoso por nossas bandas, pois a fome foi a pior inimiga.
A estrada Rio-Bahia e os acessos para outras regiões do Rio, como a estrada para o antigo Estado da Guanabara, ficaram fechados por conta do ímpeto das águas. As ferrovias da região também estavam inutilizadas, levando a população paduana atingida pelas águas a utilizarem os vagões dos trens parados como abrigo provisório.
Por conta dos transtornos, cessou-se o fornecimento de laticínios para o Estado da Guanabara - Santo Antônio de Pádua era seu principal fornecedor de leite na época. A comunicação também ficou prejudicada.
Esse evento trouxe à nossa cidade o emissário de governo, Dr. Joaquim Maia Brandão, a fim de verificar pessoalmente as consequências da enchente. O emissário mantinha a comunicação com o governador do estado, Roberto da Silveira, que estava em um leito de hospital em decorrência de uma queda de helicóptero em Petrópolis (o governador veio a falecer oito dias após o acidente, no dia 28 de fevereiro).
Segundo jornais da época, o prefeito Badih Chicralla tirou de seu próprio bolso 150 mil cruzeiros para atender a demanda de famintos do município. O governo do estado também solicitou ao Banco do Brasil o crédito de 50 milhões de cruzeiros para minimizar os transtornos e tomar as medidas cabíveis ao evento.

¹ Historiador e Professor de História.

Foto 1: Prefeito Badih Chicralla e emissário de governo Dr. Brandão examinam aspectos da destruição.
Foto 2: Ponte Raul Veiga durante a enchente.
Foto 3: Desabrigados entrando na estação ferroviária que dava acesso aos vagões de trens que se tornaram abrigos provisórios.
Foto 4: População se utiliza de barcos para acessar seus imóveis.

Fotos: Hélio Passos, Geraldo Viola e José Nacif.

Mulin

Professor de História

domingo, 20 de setembro de 2015

Emprego formal nas mesorregiões do Rio de Janeiro

http://www.coneflu.com/#!Movimentação-do-Emprego-Formal-nas-Mesorregiões-do-Estado-do-Rio-de-Janeiro/c236q/55fe09e90cf2a7bb74b17fe8
A expectativa de recuperação econômica do estado do Rio de Janeiro, em função dos volumosos investimentos público e privado, especialmente, nos anos 2000, parece ficar cada vez mais distante. Olhando a trajetória econômica do estado pela ótica do emprego formal, nos deparamos com alguns problemas que são inibidores de qualquer transformação econômica. Observem no gráfico a seguir, que a participação relativa do emprego formal do estado é declinante em relação ao emprego total do país, mesmo o estado liderando a atividade petrolífera do país, além de sede de importantes projetos de infra estrutura portuária. 

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Evolução do emprego formal e renda do salário em Campos dos Goytacazes





















Campos dos Goytacazes registrou 103.218 empregos formais em 2014, segundo dados da RAIS do Ministério do Trabalho. O emprego no setor de serviços apresentou a maior participação de 37,42% do total, enquanto o emprego no comércio apresentou uma participação de 26,86% e o emprego no setor de administração pública registrou uma participação de 14,45% no mesmo ano. Foi registrado um crescimento de 48,53% no emprego de 2014, com base em 2004 e um crescimento médio anual de 4,48% no período entre 2005 a 2014.
Já a renda do trabalho assalariado cresceu 181,23% em 2014, com base em 2004 e o crescimento médio anual foi 11,04% no mesmo período. 
Nesta última década, o emprego não se apresentou muito dinâmico, declinando, fortemente, em 2008 e 2009, período crítico de queda de investimento privado, em função da crise internacional e seus reflexos no país.

Comparativamente a evolução no estado do Rio de Janeiro, o crescimento do emprego em Campos de 48,53% em 2014 com base em 2004, ficou abaixo do crescimento de 51,67% no estado do Rio de Janeiro no mesmo período. Porém, o crescimento da renda em Campos de 181,23% em 2014, com base em 2004, superou o crescimento de 138,74% na renda assalariada do estado do Rio de Janeiro, no mesmo período. Campos apresentou um crescimento importante de 19,79% da renda em 2014, com base em 2013. Os investimento privados no porto do Açu, fundamentalmente, pode ter contribuído no avanço da renda em Campos dos Goytacazes.

sábado, 12 de setembro de 2015

A mais nobre atividade de produzir alimentos


O Programa de Alimentação Escolar (PNAE), com sessenta anos de vida, contribui para o crescimento, desenvolvimento, aprendizagem e rendimento escolar dos estudantes, além da formação de hábitos alimentares saudáveis. A sua implantação ainda estimula o desenvolvimento econômico e sustentável das comunidades, por conta da destinação constitucional de  30% do valor transferido pelo Governo Federal para a compra direta à agricultura familiar.

Apesar da sua importância, muitos municípios ainda não se sensibilizaram sobre a questão, preferindo comprar os produtos da merenda escolar de seu municípios em outras regiões, gerando emprego e renda fora do seu território.

As justificativas para a não implantação do PNAE não são coerentes. Por maiores que sejam as dificuldades, um bom planejamento resolveria a questão. Como tenho por hábito provar as minhas teses, vou demonstrar um pequeno experimento caseiro do plantio de feijão e seus desdobramentos.

O experimento ocorreu em um canteiro de 5m², sem qualquer trato, por 60 dias, gerando uma produção de 900 gramas de feijão, ou seja, 180 gramas por m². Importante ainda foi o aprendizado sobre o melhor momento da colheita em função da coloração da vagem, além da ideal divisão do trabalho, no caso da organização da produção ocorrer em uma grande área. Ao contrário do que se pensa, é possível implantar diversas etapas da divisão do trabalho, para aumento da produtividade. Assim, pode-se planejar o plantio, com as atividades intrínsecas; a colheita (retirada das plantas); a separação das vagens das plantas; o processo de debulhamento das vagens; a seleção dos grãos; a embalagem dos grãos; e a preparação da compostagem com as folhas e restos do plantio.

Como podemos observar, para produzir alimentos basta terra, planejamento e disposição para o trabalho produtivo. Aliás, acredito cada vez mais que o elemento cultural tem um papel importante nessa questão. Os estados de Minas Gerais e Espírito Santo desenvolvem as atividades agropecuárias muito diferente do estado do Rio de Janeiro. 

Acredito que fator petróleo pode ser um elemento de diferenciação. Nos acostumamos a condição de rentista dos royalties da produção de petróleo. No Rio de Janeiro as atividades agropecuárias não dão status. O negócio é falar de grandes projetos baseados em recursos naturais, seus milhões de dólares, sem se importar com a destruição do meio ambiente e a exclusão social. Por aí vamos nós, enquanto os estados indicados produzem e geram riqueza de forma sustentada, a partir do uso da terra e os saberes locais.