quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

FELIZ 2015!!

Desejamos a todos um Feliz Ano Novo, com saúde e muitas realizações. Abraços!!!

Os principais centros leiteiros do estado do Rio de Janeiro

Os principais centros leiteiros do estado do Rio de Janeiro tem a liderança de Valença, com 37,3 milhões de litros de leite em 2013, seguido por Campos dos Goytacazes com 34,1 milhões e, bem próximos, Itaperuna, São Francisco de Itabapoana, Resende e Barra Mansa, com, aproximadamente, 30,0 milhões de litros de leite no mesmo ano. Avaliando a evolução do período 2011 a 2013, a liderança é de São Francisco de Itabapoana que cresceu 87,95% a produção leiteira, seguido por Resende com 50% e Campos dos Goytacazes com 49,73%. Confirma-se com esse quadro a importância da atividade leiteira da região Norte Fluminense no contexto do estado. 
Veja ainda que quase 50% da produção leiteira do estado está concentrada somente em dez municípios.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Avança a participação da pecuária leiteira da região Norte Fluminense na produção do estado em 2013

A produção leiteira na região Norte Fluminense avançou em 2013, segundo dados do IBGE. A tabela apresenta a produção em mil litros para os municípios da região e estado. Podemos verificar que em 2011 a região tinha uma participação percentual de 12,94% em relação a produção do estado. Este percentual sobe para 17,54% em 2012 e para 18,68% em 2013. Em termos relativo, vemos que os municípios que mais contribuíram nesse feito foram Cardoso Moreira com um crescimento de 271,82% no período 2013/2011, seguido por São Francisco de Itabapoana com crescimento de 87,94%, Carapebus com crescimento de 59,91%, Campos dos Goytacazes com crescimento de 49,73%, Quissamã com crescimento de 45,25%, São Fidélis com crescimento de 44,62%, Conceição de Macabu com crescimento de 42,84%, São João da Barra com crescimento de 23,39% e Macaé com crescimento de 15,7% no mesmo período. A média de crescimento da região foi 64,47%, enquanto que a média de crescimento do estado foi 13,93%, portanto a região teve um crescimento muito superior ao crescimento do estado.
Em relação ao total de 106,3 milhões de leite produzidos na região, Campos dos Goytacazes contribuiu com  32,08% em 2013, seguido por São Francisco de Itabapoana com 29,04%, São Fidélis com 12,24%, Cardos Moreira com com 8,94% e os outros municípios com participação bem abaixo. 




"Fazendo cortesia com o chapéu dos outros!"

No centro do forte desequilíbrio das contas públicas do governo federal, onde a margem para reduzir despesas de forma direta é pequena, segundo a sua orientação política, surge a estratégia de transferir o ônus relativo aos benefícios do FAT e da Previdência (abono salarial, seguro desemprego, seguro defeso, auxilio doença e pensões), para quem, efetivamente, gera os recursos dos devidos programas, ou seja, tralhadores e empregadores. Isso quer dizer: o governo vai poupar 18 bilhões por ano para continuar gastando mal o orçamento.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O retrato da agricultura temporária e permanente da região Norte Fluminense

A área colhida nas atividades temporária e permanente da agricultura, na região Norte Fluminense, somou 109.028 hectares em 2013. Comparativamente ao ano de 2012, foi verificado uma queda de 5,35%. A queda da área colhida na atividade temporária foi de -5,1%, puxada por São João da Barra com retração de -81,4% (basicamente cana-de-açúcar); Cardoso Moreira com -31,1% (cana-de-açúcar); São Fidélis com -28,6% (cana de açúcar, feijão arroz e mandioca) e Macaé com -27,2% (milho, feijão e arroz).
A queda da área colhida na lavoura permanente foi de 10,5%, puxada por São Fidélis com retração de -44,1% (banana e manga); Campos dos Goytacazes com -35,0% (banana, coco-da baia e café) e São Francisco de Itabapoana com -20,4% (coco-da-baia e laranja).
Exemplos positivos de avanço na área colhida de lavoura temporária são creditados a São Francisco de Itabapoana, com crescimento de 15,8%, puxado pelo cultivo de cana-de-açúcar e Conceição de Macabu, com crescimento da área colhida de 7%, puxado pela cana-de-açúcar e mandioca. Já no lavoura permanente, Carapebus cresceu 137,9%, puxado pelo cultivo de laranja e Cardoso Moreira cresceu 92,8%, puxado pelo cultivo de banana e uva.
O gráfico apresenta a participação % dos municípios no total das lavouras temporária e permanente da agricultura da região Norte Fluminense. os municípios de maior expressão são: Campos dos Goytacazes que responde por 51%, São Francisco de Itabapoana com 28% e Quissamã com 14%. 
Os dados são do IBGE
http://www.ibge.gov.br/home/

domingo, 28 de dezembro de 2014

Retrospectiva Econômica 2014

Uma análise da economia regional

Publicado em 27/12/2014


O Diário
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Paulo Renato Pinto Porto

Assim com o Brasil permanece com sua economia atrelada ao dólar, o Norte Fluminense tem igualmente sua realidade mantida "na dependência de grandes empreendimentos e investimentos salvacionistas" para ser a solução dos nossos problemas. A interpretação é do economista Alcimar Chagas Ribeiro, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), que defende a criação de um projeto de integração em busca de novos paradigmas de desenvolvimento regional, que reduza a dependência dos royalties do petróleo e de investimentos externos, a partir da articulação coordenada entre o setor público, a universidade e a iniciativa privada. Nesta entrevista ao jornal O Diário, o economista traça um panorama em 2014 e projeta suas análises e expectativas para o próximo ano, que sinaliza bons indícios com a reação da economia dos Estados Unidos.

O Diário (OD) - A cada ano, as expectativas se renovam ou se mantêm, não há como fugir da clássica pergunta de balanço de fim de ano ao entrevistar um economista: como o senhor observa o processo de desenvolvimento regional e quais as suas perspectivas para 2015?
Alcimar Chagas (AC) - O que mais me inquieta é esse grau elevado de dependência da economia regional, a dependência dos royalties, da atividade petrolífera que agora incorpora também o setor portuário. Tradicionalmente, ainda continua muito forte na mente das pessoas a ideia de que o desenvolvimento da região está ligado à chegada de grandes empresas. Isso é uma coisa antiga, um fenômeno que vem desde o auge do setor sucroalcooleiro, com a estratégia do Governo Federal, a partir daquele brutal aumento do preço do petróleo na década de 70, com o Proalcool. Recebemos incentivo muito forte para produzir álcool, mas como não dependia apenas de nós, mas de uma estratégia de governo, quanto o preço do etanol caiu, o governo abandonou essa estratégia.

OD - Mas, por outro lado, há os que defendem este fator como algo positivo, esse período de transição da nossa realidade econômica que agora se incorpora à moderna economia global, saindo de uma atividade primária, com base na cana-de-açúcar, para a produção de outra commoditie como o petróleo, mas que permite a exploração de uma imensa cadeia produtiva mais sofisticada como o setor portuário e de logística.
AC - Sim, é isso que me preocupa. No Porto do Açu, há de oito a nove mil pessoas trabalhando, porém de 70% a 80% são de pessoas que vem de fora. É um dinheiro que não circula aqui. Você pode chegar em São João da Barra e constatar um grande número de trabalhadores em filas nos caixas eletrônicos enviando dinheiro para suas famílias em outros estados. É um dinheiro que não circula aqui. Mas como eu disse, isso vem de longe. Se olharmos na história, a nossa expectativa está sempre pautada na vinda de uma salvação, uma empresa ou um investimento externo. Nunca se pensou em buscar o desenvolvimento a partir de esforços internos. Nunca foi perguntado o seguinte: o que podemos fazer, nós mesmos, para fazermos provocar uma revolução no processo de desenvolvimento econômico de nossa região?

O Diário - O senhor então conclui que é preocupante estarmos sempre na dependência de fatores que não estão ao nosso alcance, como agora no preço do barril do petróleo que despencou...
AC - Sim, estamos sempre condicionados e dependentes de uma ação ou de um evento externo. Tradicionalmente, a região está sempre na dependência de ações externas para se desenvolver. Antes, era o Proálcool, depois, o boom do etanol adicionado à gasolina e que levaria o setor sucroalcooleiro ao seu auge dos últimos tempos, algo que não houve; depois, veio o petróleo; mais adiante, os setores ligados ao próprio petróleo, como a atividade portuária. Os grandes projetos trazem riqueza, mas não garantem que essa riqueza será absorvida pela grande maioria das pessoas. É isso que me traz preocupação.

OD - Então, o senhor considera que esses grandes projetos como o dos complexos do Açu e Farol/Barra do Furado não resultarão no crescimento e logo depois no desenvolvimento regional?
AC - Riqueza, sim. Mas a absorção da riqueza por parte da região depende de muitas coisas. Essas empresas que vêm para cá têm prazos para cumprir, trazem de fora profissionais que irão ocupar os melhores postos de trabalho de maior qualificação naquela atividade X.

OD - O desenvolvimento esbarra na questão da qualificação?
AC - Há em nossa região instituições que têm bons cursos, há alguns esforços do setor público, mas a absorção da riqueza pelo conjunto da população não é um processo automático, depende de muitas coisas. São empresas que comportam atividades sofisticadas, de alta tecnologia, onde existem diferentes especializações que não são encontradas aqui na mão de obra local.

OD - O empresário quer resolutividade no seu negócio, um trabalhador capaz de oferecer soluções, sem o problema da falta experiência anterior. Às vezes, prefere pagar mais caro por um trabalhador de fora, alugar um apartamento ou casa para ele morar aqui, mas que irá resolver o seu problema...
AC - Exatamente.

OD - O senhor tem produzido e organizado gráficos e informações dando conta que o nível de criação de emprego em São João da Barra é baixo após o advento do porto...
AC - São João da Barra, durante sete anos, gerou um saldo negativo de 180 empregos no total, entre admissões e demissões de trabalhadores. É algo muito pequeno, bastante pequeno mesmo, em relação às expectativas geradas com o porto. O comércio sanjoanense exibe uma fragilidade flagrante, não tem gerado emprego. Em Campos, onde há uma estrutura diferente, com destaque para o setor de serviços e a agricultura, foram gerados neste período cerca de 3.500 empregos; em Macaé, 4.600.

OD - A sua preocupação passa pelo não aproveitamento das melhores oportunidades pelo trabalhador nativo?
AC - Sim, e você pode observar que o setor que mais cresce em Campos é a construção civil, um setor primário. Aliás, com exceção de Macaé, em razão da indústria de petróleo, o trabalhador da nossa região tem uma média salarial muito baixa.

OD - A saída, em sua visão, continua a ser o aproveitamento de potencialidades no campo, como o senhor sempre defendeu...
AC - Os grandes empreendimentos vêm para cá, já estão entre nós. Nós não temos autonomia para fazer com que seja diferente. O que me preocupa é que não há iniciativas em larga escala para explorar nossas vocações, gerar mais informações para disseminar experiências, ideias e possibilidades. Nós somos importadores de alimentos, tudo vêm de fora. O poder público não resolve isso sozinho, como a universidade também não. Daí que é urgente formarmos a organização de uma cadeia produtiva no caminho do desenvolvimento sustentável para geração de renda e emprego.

OD - E qual a solução para essa cadeia produtiva sair do papel e funcionar?
AC - Através da articulação integrada desses três setores: o setor público, que tem recursos e a responsabilidade de indutor das políticas públicas voltadas para o desenvolvimento; a universidade, que é detentora da pesquisa e do conhecimento; e a representação do setor empresarial, que tem o capital para investir, o acesso ao crédito e financiamento de projetos.

OD - Em relação ao setor público, o senhor tem analisado a administração do orçamento nos municípios da Bacia de Campos e destacado a gestão orçamentária de Campos, o percentual de investimentos na relação com o custeio. Qual a contribuição desta gestão orçamentária no processo de desenvolvimento local?
AC - É importante pelo que resulta na circulação de dinheiro e na geração de empregos. Veja bem, eu analiso os balanços desta gestão orçamentária de Campos com base nas informações da Secretaria do Tesouro Nacional. Portanto, são dados oficiais. Mas trata-se de uma análise quantitativa, eu não analiso a parte qualitativa. E em termos quantitativos, Campos tem uma boa gestão do Orçamento. Muito boa, atende muito bem o que define a legislação e, em alguns casos, até supera esses índices. Houve até um vacilo no resultado orçamentário com um déficit de R$ 8,5 milhões em outubro, talvez pelo atraso dos repasses dos royalties do petróleo, mas isso não invalida o conjunto da obra em seis ou sete anos de gestão. O percentual de 17,5% de investimentos em serviços e obras de infraestrutura é um índice fantástico, você vai encontrar isso talvez só em Belo Horizonte (MG). Campos também melhorou a arrecadação própria.

OD - E quais os percentuais desses esforços de melhoria na receita própria?
AC - Em 2008, os recursos arrecadados em Campos com a receita própria do município era de apenas 4,8% do Orçamento. Hoje, pulou para quase 10%. Esses esforços fiscais têm consequentemente contribuído para a redução da dependência dos royalties, que era 80% em 2008, e hoje é de 56%.

OD - Nós já tratamos da problemática regional? E a conjuntura nacional, como tem observado a crise nacional e as suas projeções para o próximo ano?
AC - Eu cheguei a mostrar no meu blog as dificuldades do crescimento mundial, mas vejo como um dado positivo a recuperação dos Estados Unidos, pelo papel importante da economia americana e seu peso grande no crescimento internacional. Se bem que ela também arrasta consigo a valorização cambial com a alta do dólar que é um problema sério para a economia de países endividados com o pagamento em moeda estrangeira. A Europa continua com um crescimento baixo, não há expectativa que avance muito em 2015, enquanto a Ásia tem se mantido com uma realidade diferenciada. A China, embora registre desaceleração, continua com bons índices de crescimento, o que reflete positivamente na economia brasileira e mundial, assim como a Índia a outros países asiáticos tem tido bom desempenho.

OD - Os reflexos da reação da economia nos Estados Unidos podem, dentro neste contexto, trazer melhores indicadores para o Brasil em 2015.
AC - Não acredito. Entendo que os países em desenvolvimento devem permanecer com dificuldades. O processo de recuperação é de médio a longo prazo, talvez só em 2017. O governo precisa implementar medidas que permitam melhorar o grau de confiança do empresariado para que ele possa investir e gerar mais dinamismo na economia. Também precisa reduzir o problema do déficit orçamentário e da política fiscal para daí atacar a questão dos índices de inflação que continua perto da meta, mas deve subir com a alta de preços administrados como energia elétrica e combustíveis. A equipe econômica anunciada por Dilma sinaliza tranquilidade ao mercado. O problema é se ela dará liberdade e autonomia para as medidas necessárias. Mas o déficit no balanço de pagamentos deve continuar com a perda de competitividade na indústria, algo que não se resolve de uma hora para outra. O mercado interno, a grande aposta dos últimos anos, já mostra sinais de saturação, onde está claro o elevado grau de endividamento das famílias. Por outro lado, a taxa de desemprego é baixa, algo que tem sido positivo, mas a metodologia que colhe esses índices se baseia no contingente de pessoas que não procuram emprego porque a informalidade tem crescido e muitos deles estão no mercado informal. Outros, buscam se preparar melhor para ir ao mercado de trabalho. 

sábado, 27 de dezembro de 2014

Agricultura temporária na região Norte Fluminense em 2013

A área colhida de lavoura temporária na região Norte Fluminense encolheu 4,91% em 2013, com base em 2012, segundo o IBGE. Entre os nove municípios, São João da Barra apresentou a maior queda de 81,4%. A área de cana-de-açúcar despencou de 2.600 hectares em 2012 para 200 hectares em 2013. Cardoso Moreira reduziu 31,1%, São Fidélis reduziu 28,6%, Carapebus reduziu 19,3% e Campos reduziu 9,8% a área colhida em 2013. O avanço na área colhida ficou por conta de São Francisco de Itabapoana com 15,8% de crescimento, Conceição de Macabu com 7% de crescimento,  e Quissamã com 2,7% de crescimento em 2013.
O gráfico apresenta a distribuição percentual da área colhida no mesmo ano. Do total de 103.792 hectares colhidos na região em 2013, Campos dos Goytacazes apresenta uma participação de 53,01%; São Francisco de Itabapoana 29,68%; Quissamã 13,18%; Cardos Moreira 2,66% e os outros municípios menos de 1%.
Vale a pena lembrar que São João da Barra passou por um processo de desapropriação de terras na área rural para incremento industrial, com promessas de fortalecimento da agricultura via programas compensatórios. A sociedade precisa cobrar as promessas feitas no contexto da instalação do porto do Açu. Será que já caiu no esquecimento?

Análise da conjuntura e perspectivas: do global para o local

O quadro de distribuição da taxa de crescimento econômico no mundo confirma uma importante desaceleração da economia global, com algumas mudanças que merecem ser observadas. A recuperação econômica nos Estados Unidos é um fato relevante, já que a taxa de crescimento anual esperada é de 2,7% neste ano. Esse crescimento, entretanto, remete a preocupações relativas a valorização do dólar frente as outras moedas. Neste caso,  os países com dívidas em dólar e com certa dependência de importações, como conteúdo para a indústria local, apresentarão dificuldades no próximo ano. 

A economia da Europa segue com dificuldades e os resultados são bastante frágeis. A Alemanha, economia mais pujante da região, deverá crescer 1,2%, enquanto a França deverá crescer somente 0,4% neste ano, sem grandes variações para o ano seguinte.

Já os "BRICS" concentram preocupações nas economias do Brasil, que deverá ter uma taxa próxima de zero, ou mesmo recessão, e na Rússia, que deverá crescer 0,7%, ou mesmo, atingir um quadro de recessão. Os dois países dependem fortemente da exportação de petróleo bruto, cujo preço internacional perdeu forças, se desvalorizando em torno de 40% no último semestre deste ano. A Rússia ainda soma a queda de receitas no comércio exterior, o embargo econômico ocidental e elevados custos de guerra com os seus vizinhos. O contraponto é a China que, apesar da desaceleração, poderá crescer 7,3% neste ano, mantendo o apetite pelo minério de ferro do Brasil.

O bloco asiático apresenta um diferencial que evita um resultado pior da economia mundial. Soma-se ao crescimento da China, o vigor da Malásia com um crescimento esperado de 5,6%, a Índia com crescimento de 5,3% e Cingapura com crescimento de 2,8%. Contrariamente, o Japão ainda patina e a taxa deve ser negativa de (1,2%) em 2014.

Na avaliação específica da conjuntura brasileira, a expectativa é de preocupação em relação ao próximo ano. Os indicadores de 2014 não são nada animadores. A inflação na casa dos 6,4%, próximo ao teto da meta, apresenta uma tendência de alta para o ano que vem, já que os preços administrados de energia e combustível estão represados. Soma-se a isso a necessidade de recuperação dos tributos flexibilizados na política fiscal expansionista de 2012, onde o imposto sobre produtos industrializados (IPI), foi reduzido para as indústrias automotivas de bens duráveis, com a justificativa de manutenção do emprego no país.   

Consequentemente, o déficit orçamentário exigirá a recuperação de outros impostos para 2015, já que existe pouca margem para redução drástica na despesa, segundo a presente orientação política. Soma-se ainda a perspectiva de baixo crescimento econômico que avançará para o ano seguinte, já que o país sofre uma crise de confiança e perda de competitividade internacional, além dos reflexos do baixo crescimento mundial.


Esse quadro econômico nada favorável atingirá em cheio o Estado do Rio de Janeiro e os municípios produtores de petróleo. A cadeia do setor petrolífero representa 30% da economia fluminense e 60% dos investimentos esperados para o biênio 2014 - 2016. A crise da Petrobrás, em função das denúncias de corrupção, a forte desaceleração do investimento do setor para 2015, a queda do preço internacional do petróleo e a baixa produtividade dos outros setores industrias, traçam um cenário de fortes preocupações no curto e médio prazo. É o momento para repensar alternativas mais controláveis e com possibilidade de sustentar a geração e distribuição de riqueza endogenamente.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Investimento externo cresce, mas não anima PIB

Na contramão do que aconteceu com os aportes feitos na economia local, que caíram 7,4% nos primeiros nove meses do ano, os investimentos externos diretos (IED) cresceram 5,6% em 2014, revertendo a ligeira queda vista no ano passado. Entre janeiro e setembro, o Brasil recebeu US$ 46,2 bilhões em capital produtivo do exterior - em doze meses, o valor já é de US$ 66,5 bilhões, mais do que em 2013 (US$ 64 bilhões), segundo dados do Banco Central. Isso, no entanto não parece estar sendo tão relevante para injetar ânimo na economia brasileira, que está estagnada.
Especialistas ouvidos pelo Valor cogitam alguns motivos para a diferença de ânimo entre investidores locais e estrangeiros e para o impacto modesto do IED. A visão de mais longo prazo e a necessidade dos estrangeiros de manter raízes no mercado brasileiro pode explicar em parte a sustentação dos valores em níveis altos. Os economistas ainda observam que parte significativa do IED destinado ao Brasil hoje se dá sob a forma de empréstimos intercompanhia - que elevaram sua participação de 20% para 30% do total - enquanto os investimentos para aquisição de participação no capital ou implementação de novas fábricas têm sido mais contidos.
Os empréstimos feitos entre a empresa matriz e sua filial no país pode ficar no caixa das empresas, sem serem desembolsados - e se converterem em investimentos - imediatamente. Além disso, uma parte do capital estrangeiro que ingressou no Brasil no último ano se deve aos pagamentos para o governo de outorgas de concessão de obras de infraestrutura para iniciativa privada, com investimentos que só se materializarão nos próximos anos.
Para Marcelo Allain, economista da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe), é precitado afirmar que o estrangeiro está mais otimista do que o empresário doméstico com a economia brasileira. O ingresso de IED para participação no capital, que respondia por 80% do capital produtivo que ingressava no Brasil em 2011 e 2012, agora representa 70% desses aportes, na média dos últimos dois anos. Enquanto isso, os empréstimos intercompanhia ganharam força e passaram de algo em torno de 20% para 30% do total de IED recebido pelo Brasil.
Para Allain, as multinacionais podem captar recursos fora do país, a taxas de juros menores, e enviar esse capital para suas filiais no Brasil, ainda que a intenção não seja de aplicar esse montante na atividade imediatamente. "Não é que o investimento estrangeiro direto esteja forte por causa de perspectivas muito favoráveis para a economia real, e sim em função desse diferencial de juros".
André Biancarelli, professor da Unicamp, vê outro desdobramento dos juros mais altos no Brasil do que no exterior. Enquanto a alta da Selic de 7,25% em março de 2013 para 11,75% ao fim deste ano é um empecilho para o empresário brasileiro, as empresas estrangeiras se financiam nos mercados externos, em que os juros estão próximos de zero. "Os juros atrapalham principalmente quem depende de dívida nacional. Os investimentos estrangeiros em geral captam empréstimos lá fora a taxas mais baixas, não chega a ser um problema que o afete", diz.
Allain, da Fipe, nota ainda que, no período mais recente, o ingresso de recursos produtivos no Brasil foi bastante influenciado pelos pagamentos de outorgas ao governo. Neste ano, por exemplo, o setor de telecomunicações recebeu US$ 4,8 bilhões de capital produtivo até setembro, contra apenas US$ 343 milhões ao longo de 2013. Parte desses recursos deve ser desembolsada para o pagamento do leilão de frequência 4G, realizado em setembro, que deve render aos cofres públicos R$ 5,85 bilhões. "Esse montante vai para o caixa da União. Embora ingresse no Brasil como capital produtivo, não gera novos investimentos em um primeiro momento, porque a formação de capital fixo não considera pagamento por direitos de exploração", diz o economista.
Neste ano, o ingresso de IED para telecomunicações, eletricidade e gás, transporte e outras obras de infraestrutura somou US$ 9,2 bilhões até setembro, 120% a mais do que em igual período do ano passado.
Allain avalia que esse fluxo não deve se manter no primeiro semestre do próximo ano, já que as concessões estão paradas, ao menos momentaneamente. Ainda assim, afirma, a desaceleração do ingresso de investimento estrangeiro direto no Brasil deve ser gradual, ainda mais se a nova equipe econômica conseguir ir em frente com os leilões de obras de infraestrutura para o setor privado. "Ainda precisamos chegar em um modelo para leilões de portos e ferrovias, por exemplo, mas os investidores externos têm interesse e essa pode ser uma fonte importante de recursos", diz.
"O investimento estrangeiro não vai cair drasticamente, porque o estrangeiro, quando chega aqui, não está olhando apenas para 2015 ou o ano seguinte", avalia Augusto Sales, sócio de estratégia da KPMG no Brasil. O investidor externo, diz, tem uma visão de longo prazo, com planejamento para a próxima década, e nesse horizonte "é muito difícil não ter uma perspectiva otimista para o país", avalia.
Um estudo recente feito pela KPMG com as intenções de investimento de empresas americanas em países emergentes mostrou que 35% delas possuem projetos em andamento no Brasil, enquanto 22% têm planos de trazer recursos para o país nos próximos 12 meses. Em ambos os casos, a intenção de investir no Brasil só não é maior do que na China.
Sales avalia que alguns elementos estruturais garantem ao Brasil papel de destaque no radar de empresas que tenham planos de se expandir internacionalmente nos próximos anos: a matriz energética menos poluente, com pouca dependência de carvão; a perspectiva de exploração do pré-sal; e o tamanho da população. "São 200 milhões de pessoas e o país passa por um processo de aumento de poder de compra histórico. Não se tem isso em qualquer lugar", disse.
Biancarelli, da Unicamp, acrescenta que, com a atividade econômica bastante fraca e a desvalorização da taxa de câmbio, os ativos brasileiros também ficaram mais atrativos para os estrangeiros. "O que se viu de dois anos para cá foi uma queda do valor de mercado das empresas brasileiras. Com o real mais fraco em relação ao dólar, esses ativos ficaram mais baratos", disse.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Emprego Formal em novembro na região Norte Fluminense

O saldo de emprego emprego em novembro melhorou no estado do Rio de Janeiro e no País. Foram gerados 14.051 novos empregos no estado e 8.381 no País. No acumulado de janeiro a novembro, foram gerados 55.882 empregos no estado e 708.222 empregos no País.
Na região Norte Fluminense o quadro foi basicamente o mesmo do mês passado. Foram eliminados 1.856 empregos em novembro e 1.880 empregos em outubro. Campos apresentou a maior contribuição negativas, ou seja, eliminou 1033 vagas de emprego, seguido por Macaé com eliminação de 656 empregos e São João da Barra com a eliminação de 174 empregos. No saldo acumulado janeiro a novembro, Campos gerou 1.169 novas vagas, Macaé gerou 753 e São João da Barra eliminou 359 vagas de emprego neste ano.
O emprego em Campos ficou assim distribuído: 417 vagas no setor de serviços, 320 vagas no comércio, 205 vagas na agropecuária e 134 na construção civil.  
Macaé apresentou a seguinte distribuição: 717 vagas no setor de serviços, 241 vagas na industria de transformação, 154 vagas na construção civil, 142 vagas no comércio. O setor extrativa mineral eliminou 558 vagas no mesmo período.
São João da Barra eliminou 716 vagas na construção civil, criou 275 vagas na industria de transformação e 97 vagas no setor de serviços. 

domingo, 14 de dezembro de 2014

% dos municípios por região do Rio de Janeiro que aumentaram o IPM-ICMS

A avaliação sobre os municípios, por região, que mantiveram e ou cresceram a sua participação no Índice de partilha do ICMS (IPM-ICMS) para o ano de 2015, cuja base é a movimentação econômica de 2013, mostra fatos intrigantes. Uma primeira questão, sobre a desconcentração econômica da região metropolitana para o interior, precisa ser melhor investigada. Observa-se que o volume de investimento realmente tem aumentado no interior, fundamentalmente, em função dos projetos de infraestrutura portuária e petróleo, porém, parece ser verdade que parcela substancial da riqueza gerada não permanece na origem de sua geração. Essa percepção da fuga de riqueza já tinha sido observado pelo indicador de emprego no comércio, saldo de depósito a vista do setor privado e saldo de operações de crédito.

Olhando agora o IPM-ICMS, cuja base é o valor adicionado em cada município, identificamos uma situação extremamente difícil em alguns municípios, com papel central nos investimentos estruturantes. A começar pela região Norte Fluminense, onde somente dois municípios, dos nove existentes, ou 22,2% cresceram a sua participação no IPM-ICMS para 2015, com base em 2014. São eles Macaé e São Fidélis. Considerando somente os municípios com resultado positivo, observou-se um crescimento da região em  3,51% no período, concentrado em Macaé.

Por outro lado, como exemplo de crescimento bem distribuído, a região Centro Sul Fluminense com dez municípios, registrou evolução do índice em nove municípios, ou seja, 90% foram responsáveis pelo incremento de 1,96% no período. A região Metropolitana com dezessete municípios, registrou evolução do índice em treze municípios, ou seja, 76,5% foram responsáveis pelo incremento de 3,84% no período.

Ainda como exemplo de crescimento bem distribuído, a região Noroeste Fluminense com treze municípios, registrou evolução do índice em nove municípios, ou seja, 69,2% foram responsáveis pelo incremento de 3,95% no período.

Completam a análise, as regiões Serrana, onde 64,3% do municípios foram responsáveis pelo incremento no índice de 1,93% no período; a Baixada Litorânea, onde 46,2% dos municípios foram responsáveis pelo incremento de 8,1% no período; a Médio Paraíba, onde 50% dos municípios foram responsáveis pelo incremento de 10,2% no período e a Costa Verde, onde 50% dos municípios foram responsáveis pelo incremento de 6,4% no período.  

Como podemos observar, a região Norte Fluminense como referencia na recepção de investimentos nas atividades portuárias e de petróleo, tem uma performance muito frágil, cujo crescimento ficou concentrado em Macaé, sede das empresas do setor petrolífero. Considerando os impactos da queda acentuada do preço do barril de petróleo nos orçamentos dos municípios produtores, a expectativa de retração dos investimento no setor, em função dos escândalos da Petrobras, mais os entraves macroeconômicos, o quadro desenhado para o próximo ano não é nada otimista. Uma orientação nesse momento crítico, passa por um esforço de maior profissionalização da gestão pública. Usar conhecimento científico em substituição ao empirismo, torna-se uma estratégia essencial para a saída do "inferno astral" desenhado.          

sábado, 13 de dezembro de 2014

Veja como a desaceleração econômica da China tem reflexos por aqui!

Minério de ferro cai a US$ 68,70 a tonelada, menor cotação 


desde 2009

SÃO PAULO  -  
O minério de ferro caiu hoje pelo sexto dia seguido e acumulou desvalorização de 3% na semana, negociado a US$ 68,70 por tonelada no mercado à vista da China, para um teor de 62% de ferro. O patamar é o mais baixo desde junho de 2009. 

Em dezembro, o preço médio está em US$ 69,3 por tonelada, pouco mais da metade da média de US$ 136 por tonelada em dezembro do ano passado.
Preocupações com excesso de oferta, desaceleração da demanda chinesa por aço e com restrições de crédito na China estão mantendo a cotação em baixa. A China é responsável por aproximadamente dois terços das importações globais da matéria-prima.
Entre as movimentações do setor hoje, a Vale negociou minério com teor de 65,5% de ferro com um adicional de US$ 14,8 por tonelada, segundo o Standard Bank.
"Difícil a situação de exportadores de commodities, leia-se Brasil!"




Uma bela experiência sobre aproveitamento dos recursos locais

13/12/2014 07h08 - Atualizado em 13/12/2014 07h08


Iniciativa do chef Alex Atala valoriza o produto e os produtores nacionais

Instituto Atá tem como objetivo transformar a cultura local de quem produz

http://redeglobo.globo.com/como-sera/noticia/2014/12/iniciativa-do-chef-alex-atala-valoriza-o-produto-e-os-produtores-nacionais.html
Instituto Atá: como será? (Foto: Reprodução de TV)O Instituto Atá é espécie de intermediário entre a cozinha do chef Alex Atala e os pequenos produtores rurais espalhados pelo país. Tem como objetivo desenvolver a produção e o local (Foto: Reprodução)
O arroz e o feijão são duas paixões do brasileiro. E paixão, também, de um dos maiores chefs da alta gastronomia do país: Alex Atala.
– O arroz e o feijão têm um lugar especial na minha via. Não só pelo lado afetivo, mas pela briga, por essa busca do ingrediente brasileiro, do sabor brasileiro, a característica, a cultura que a cozinha externa.
Depois de anos na Europa, Alex se deu conta de que, quem viaja para um país quer provar sua comida. Assim, o chef voltou para o Brasil e foi à procura de ingredientes legitimamente nacionais para usar em seu restaurante.
Para isso, buscou pequenos produtores. Essas relações acabaram transformando não só a cozinha do chef, mas também a vida desses fazendeiros.
– Esta conexão acabou criando outras ondas culturais, econômicas e sociais – conta Atala.
Alex e outros profissionais de diferentes áreas, criaram o Instituto Atá capaz de valorizar os ingredientes brasileiros, a cultura local e os pequenos produtores.
Um dos principais exemplos de como funciona o trabalho do Instituto Atá é o arroz preto, produzido em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, a 180 quilômetros de São Paulo.
A região é conhecida pela produção do agulhinha, famoso nas mesas brasileiras. Mas esses produtores estavam com dificuldade de escoar esse tipo de arroz. Como alternativa, passaram a plantar o arroz preto. Apesar do risco, a ousadia deu muito certo. Tão certo que começou a desenvolver outros tipos do grão. Hoje, são 10 opções e uma produção de 60 toneladas.
José Francisco Ruzene foi o pioneiro e começou a plantar o arroz preto em 2005. Para vender, acabou batendo na porta de Alex Atala. Hoje em dia, a parceria, frutífera, rende outros negócios. Bons para os dois lados.
– O Chicão mudou a vida dele. Nós conseguimos colocar dois arrozes no mercado, mas acho que tem um goal ainda maior e que vou reputar para o Instituto, que é transformar a cultura local. Mostrar que o pequeno produtor rural, produzindo qualidade é e será bem-sucedido.
O Instituto Atá também trabalha com a pimenta dos índios Baniwa, da Amazônia, a baunilha do Cerrado, o mel de Jataí, a maçã do coco e as algas do Sul do país.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Reunião da Ompetro discute cenário econômico para 2015 em Campos

http://www.ururau.com.br/cidades51831_Reuni%C3%A3o-da-Ompetro-discute-cen%C3%A1rio-econ%C3%B4mico-para-2015-em-Campos

Uma previsão orçamentária sombria em 2015 para a região Norte Fluminense

O índice de participação no ICMS, formado pelo Valor Adicionado Fiscal, anualmente, é a base da arrecadação do mesmo imposto que "irriga" o caixa dos municípios no Estado do Rio de Janeiro. Na região Norte Fluminense, a situação é bastante delicada. A expectativa de arrecadação para 2015 apresenta um declínio importante. Campos tem uma redução no índice de 12,32%, em relação a 2014; Carapebus tem redução de 17,52%; Cardoso Moreiras tem redução de 1,65%; Conceição de Macabu tem redução de 1,59%; Macaé tem crescimento de 3,66%; Quissamã tem redução de 12,44%; São Fidélis tem crescimento de 0,64%; São Francisco de Itabapoana tem redução de 8,17 e São João da Barra tem redução de 6,98%.
O gráfico apresenta os indicadores relativos aos anos de 2013;2014 e 2015, onde se percebe uma clara perda de participação dos municípios da região, com exceção de Macaé.
Soma-se a perda arrecadação no ICMS a pera de receitas de royalties de petróleo e participações especiais, em função da desaceleração do preço internacional do barril de petróleo. É para se preocupar mesmo!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Palestra debate a crise internacional do petróleo e seus reflexos nos municípios produtores

Durante reunião da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (OMPETRO), hoje no auditório da Prefeitura de Campos dos Goytacazes, tive o prazer de falar sobre a conjuntura econômica nacional e seus reflexos nas regiões fluminenses produtoras de petróleo. A temática relacionada ao impacto da queda do preço do barril de petróleo no mercado internacional e seus impactos nos orçamentos das regiões produtoras de petróleo, se constituiu ponto de grande interesse e preocupação com curto e médio prazo. A discussão sobre alternativas locais também atraiu a atenção de todos os participantes. Os prefeitos dos principais municípios da região Norte Fluminense, Rosinha Garotinho de Campos e Dr. Aluízio Junior de Macaé, estavam presentes, assim como, representantes dos diversos municípios produtores de petróleo do Estado do Rio de Janeiro.
Particularmente entendo que eventos dessa natureza, onde abre-se espaço para discussões de cunho técnico, só fortalece a sociedade, já que possibilita reflexões importantes sobre a conjuntura socioeconômica regional e dos municípios, além de auxiliar na formulação de politicas públicas de combate a desequilíbrios crônicos. Parabéns aos organizadores e a todos os participantes.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Execução orçamentária em São João da Barra no período de janeiro a outubro de 2014

A execução orçamentária em São João da Barra apresentou um superávit de 6,91%, representado por R$341,3 milhões de  receitas orçamentárias e R$319,6 milhões de despesas orçamentárias. As receitas correntes realizadas somaram R$341,0 milhões, sendo R$60,9 milhões de receitas tributárias e R$261,8 milhões de transferências constitucionais. Chama atenção a realização das receitas tributárias em 252,4% do valor previsto. As receitas de imposto sobre serviços relativas as operações realizadas no porto do Açu, potencializaram as receitas tributárias neste ano.

No grupo da despesas, as correntes liquidadas somaram R$316,1 milhões no período, sendo R$152,4 correspondentes a pessoal e encargos e R$2,0 milhões de investimento.

Na avaliação relativa com as receitas correntes, as receitas tributárias representaram 17,85%; as despesas com pessoal liquidadas representaram 44,69% (limite de alerta da lei de responsabilidade fiscal) e o investimento liquidado representou somente 0,6% das receitas correntes realizadas no período. Esse último indicador é extremamente preocupante, já que o aumento de receitas tem o destino do custeio.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Revista de Extensão da UENF: estendendo conhecimento para o bem estar social

Informativo da UENF
Campos dos Goytacazes (RJ), segunda, 08 de dezembro de 2014 – Nº 3.282

Primeira edição da Revista de Extensão já está no ar

A
Revista de Extensão UENF 2
 primeira edição da Revista de Extensão da UENF, “Estendendo conhecimento para o bem-estar social” foi lançada e já pode ser acessada através do siterevextuenf.com. A publicação online conta com seis artigos neste primeiro número, cujos temas são: Produção da Vassoura Amiga da NaturezaEntendendo as Plantas da Família Orchidaceae, Gastão Machado: Vida, Obra e Acervo,Construindo Capital Social a Partir da Disseminação da História LocalSe a Sua Velhice for Dependente, e Uma Nova Leitura do Espaço Urbano de Campos dos Goytacazes através do Olhar da Criança. Além deles, há também dois relatos de experiência — Introdução à Vida Acadêmica e A Trajetória Recente dos Catadores de Recicláveis do Lixão da CODIN em Campos dos Goytacazes.

A publicação também é aberta para textos de profissionais e acadêmicos de outras instituições. Para submeter, é preciso que o artigo esteja dentro das áreas de Comunicação, Cultura, Direitos Humanos e Justiça, Educação, Meio Ambiente, Saúde, Tecnologia e Produção e Trabalho; que tenha, no máximo, quatro autores, e entre 10 e 20 páginas da formatação pedida, entre outras regras que podem ser encontradas logo abaixo ou no site da revista, ao clicar na aba Submissão. Após observadas as normas, os trabalhos deverão ser encaminhados para o endereço extensaouenf@outlook.com . O próximo número está previsto para abril de 2015.
Veja as Normas de Submissão:
I. Categoria do trabalho: Artigo ou relato de experiência.
II. Área temática: Comunicação, Cultura, Direitos Humanos e Justiça, Educação, Meio Ambiente, Saúde, Tecnologia e Produção e Trabalho.
III. Título: na língua do artigo, centralizado, em negrito, Arial, tamanho 12 com espaçamento simples. O título em inglês deve estar logo abaixo do título em português.
IV. Nome (s) do (s) autor (res): Deve estar alinhado na margem esquerda abaixo do título (fonte Arial, tamanho 12). Abaixo do nome, especificar: titulação máxima, filiação institucional e endereço eletrônico (fonte Arial, tamanho 10).
Obs: A quantidade máxima de autores será 04 para artigo e 03 para relato.
V. Resumo, Palavras-Chave: O resumo deve ter no máximo 200 palavras em um único parágrafo, sem recuo na primeira linha, com espaçamento simples e ser seguido de 3 a 5 palavras-chave separadas por ponto.
VI. Resumo em inglês: Os resumos e palavras-chave em língua estrangeira devem ser a versão exata do resumo e palavras-chave em português.
VII. O artigo ou relato devem ter no mínimo 10 páginas e no máximo 20 páginas, considerando gráficos e fotos.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Execução orçamentária no período de janeiro a outubro em Campos dos Goytacazes

A execução orçamentária em Campos dos Goytacazes, no período de janeiro a outubro de 2014, apresentou um déficit orçamentário de R$8,5 milhões ou 0,42%. As receitas correntes realizadas somaram R$2,0 bilhões no período analisado e 82,1% da previsão. As transferências correntes realizadas somaram R$1,6 bilhão, correspondentes a 79,58% do valor previsto. Existem indícios sobre uma previsão superdimensionada, talvez por não considerar a expectativa de crise conjuntural no país e, sobretudo, a queda do índice de participação no ICMS do município para 2014, com base no índice de 2013. 
Na avaliação relativa sobre as receitas correntes realizadas, observa-se que as receitas tributárias apresentaram uma participação de 9,58%; as despesas com pessoal e encargos representaram 37,14% e o investimento 16,15%. Esses parâmetros estão de acordo com o padrão de eficiência da execução orçamentária.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Divulgação - ASCOM da Câmara Municipal de São João da Barra

Sanjoanenses prestigiam lançamento de cartilha na Câmara

Escrito por Imprensa em . Publicado em Notícias
A Câmara lançou nesta quinta-feira (4), a cartilha “Conhecendo a História de São João da Barra”, elaborada pelos alunos Débora Longue, Chrisson Monteiro e o animador cultural, Francisco de Assis Moreira, da Escola Estadual Dr. Newton Alves, de Atafona. A cartilha será doada a professores e diretores de escolas públicas e privadas do município. E também está disponível no site da Câmara, no link “publicações”.

Resultado do projeto "Resgate e Disseminação da História de São João da Barra: uma estratégia para a mudança sociocultural e econômica", a publicação foi coordenada pelo professor Alcimar das Chagas Ribeiro, no âmbito do Projeto de Extensão da Uenf.

Prestigiaram o evento: os alunos participantes do projeto, o tenente da Capitania dos Portos de SJB, Misael Belarmino; o ex-vereador e presidente da Câmara, Gerson da Silva Crispim (Gersinho); a secretária de Educação, Leide Cristina da Silva Fernandes Soares; a subsecretária de Educação, Ana Cristina Alves Barreto; o secretário de Transportes, Mário dos Santos Rocha Filho e a atual e ex-diretora da escola, Maria Adriana e Juliana Ribeiro Amaral.

Todos os participantes do projeto salientaram a importância do trabalho para eles. “Essa cartilha teve uma grande importância na minha vida pessoal e acadêmica porque antes, não tínhamos tantos conhecimentos sobre a história de SJB”, disse Débora. “Costumo dizer que não há desenvolvimento sem conhecimento e esse foi o nosso objetivo: disseminar a história do nosso município”, acrescentou Chrisson.

O professor Alcimar explicou a origem do projeto e o seu objetivo, que é incentivar a discussão sobre a história local no município como um todo. “A ideia é que as escolas comecem a trabalhar isso porque os alunos precisam conhecer a sua origem”, disse Alcimar, que também agradeceu aos parceiros que viabilizaram a publicação.

O presidente da Câmara, Aluizio Siqueira, parabenizou o trabalho e lembrou que o Legislativo tem realizado diversos eventos culturais. “Esta cartilha é uma maneira de sintetizar os acontecimentos históricos de SJB e vai dar, com certeza, um norte aos alunos da rede pública e privada”, disse, lembrando que a Casa também está escrevendo um livro sobre a história dos 340 anos do Legislativo.

Leide Cristina parabenizou os envolvidos no projeto e colocou a Secretaria de Educação à disposição para dar continuidade ao trabalho. Ao final, foi servido um coquetel ao som de MPB com o cantor Edmar Ferreira.

O futuro do petróleo!

http://oglobo.globo.com/economia/a-nova-economia-do-petroleo-xeques-versus-xisto-14749289

Cocô de porco gera energia

Tecnologia desenvolvida na Uenf pode ampliar suinocultura no estado e criar empregos

EDUARDO FERREIRA
Rio - Além de fornecer uma carne saborosa, o porco agora pode ser aliado na criação de energia. Por incrível que pareça, as fezes do animal têm esse “poder”. Esta foi a descoberta de pesquisadores da Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense), que promete melhorar a vida dos produtores rurais da região. Um biodigestor foi criado para gerar energia elétrica a partir da degradação de dejetos suínos. Ontem, o equipamento, com 300 metros cúbicos, foi inaugurado em Campos dos Goytacazes, no assentamento Josué de Castro, em Seis Marias, no distrito de Morro do Coco.
“O projeto busca a sustentabilidade energética e vai gerar emprego e renda na comunidade, além de trazer uma melhoria de vida muito grande para as famílias assentadas, através de inserção nas atividades ligadas ao agronegócio, transformando terras improdutivas em produtivas”, afirmou o coordenador do projeto, professor Paulo Nagipe, do Laboratório de Ciências Químicas.
Área onde foi montado o biodigestor, em Campos: estrutura tem capacidade para receber dejetos de 750 suínos
Foto:  Divulgação
De acordo com Nagipe, o projeto pode ser considerado uma espécie de “reforma agrária”. A intenção é expandir a iniciativa para outras cidades. “Neste primeiro momento, a tecnologia será levada para outros assentamentos, mas a ideia é levar para todos os produtores. As terras dessa região estão devastadas por causa da monocultura e pelo manejo inadequado de exploração de cana-de-açúcar por mais de 300 anos”, destacou. 
Segundo ele, o biofertilizante é um produto natural, sem agrotóxico. Seu uso serve para a correção do solo e combate às pragas e permite aumentar em quatro vezes a produção de milho, aipim e soja, que passa de 10 toneladas por hectare para 40. O professor ressaltou ainda que a intenção é negociar com a Ampla (concessionária de energia elétrica) para fazer um convênio e ajudar os assentados. “Fizemos uma apresentação do projeto para tentar trazer parceiros e ajudar as regiões menos favorecidas”, conta.
A principal finalidade do biogás é a geração de energia para consumo interno, mas a produção também pode ser destinada à criação de novas tecnologias para uso rural,além da utilização em máquinas agrícolas adaptadas como picadeiras, bombas de água e misturadores e também no envasamento em botijão para uso domiciliar. Ao custo de R$ 1,2 milhão, o biodigestor foi financiado pela empresa Queiroz Galvão, com apoio da Jordão Engenharia, e conta com aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Nagipe destacou que para seguir em frente é essencial a procura de parceiros para investir na suinocultura.
“Pretendemos também agregar valor à carne de porco e montar um abatedouro em Bom Jesus de Itabapoana, no Noroeste Fluminense. É essencial essa ampliação da produção de carne suína, já que ela é muito mais saudável do que a bovina”, frisou.
O próximo passo é capacitar os produtores para que aprendam como podem melhorar sua atividade rural. “Nesse primeiro momento temos 150 suínos, mas o projeto é para 750. Temos que ensinar os produtores e os assentados e mostrar o manejo para que não haja uma perda na produção. Acredito que esse vai ser o primeiro de vários outros projetos”, concluiu.
O número de produtores de suinocultura no Estado do Rio é de 374, com uma produção anual de aproximadamente 3 mil toneladas. Em Campos, são produzidas 60 toleladas por ano, mas o município que mais produz é Petrópolis, na Região Serrana, com mais de mil toneladas anuais, segundo recente estudo da Emater-Rio, empresa de extensão rural do estado.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Uma leitura contábil sobre a execução orçamentária em Campos

A minha percepção sobre a prática do discurso sem fundamento técnico na região Norte Fluminense, se confirma nas recentes notícias sobre a execução orçamentária em Campos dos Goytacazes. Afirmo entretanto, que a avaliação presente se baseia nos dados na contabilidade do município, depositados na Secretaria do Tesouro Nacional, e  a leitura é estritamente quantitativa. 

Visando facilitar um melhor entendimento, apresento a seguir, a tabela contendo os valores, em milhões de reais, das receitas orçamentárias realizadas, das despesas orçamentárias liquidadas e do saldo orçamentário para os anos de 2009 a 2014.

Execução Orçamentária em Campos dos Goytacazes no período de 2009 a 2014
Ano
Receitas realizadas
Despesas Liquidadas
Resultado Orçamentário
2009
1.424
1.098
326
2010
1.867
1.877
-10
2011
2.044
1.952
92
2012
2.404
2.200
204
2013
2.362
2.296
66
2014*
1.667
1.672
-5
Fonte: STN
* jan - agosto

Observem que ocorreu um déficit orçamentário de R$ 10 milhões em 2010 e um déficit orçamentário de R$ 5 milhões, ainda parcial, no ano de 2014. Nos anos de 2009, 2011, 2012 e 2013, a execução orçamentária gerou saldos superavitários. No período consolidado, o resultado é superavitário em R$ 673 milhões (16,7% das receitas correntes), considerando o regime contábil de caixa.

Ainda, indicações importantes sobre a boa execução orçamentária do município podem ser verificadas nas seguintes questões: na redução da dependência orçamentária aos royalties de petróleo, de 70,0% das receitas correntes em 2008, para 53,45% em 2013; no aumento da participação percentual das receitas tributárias (receitas próprias), de 4,96% das receitas correntes em 2008 para 9,05% em 2013 e da manutenção da taxa média de investimento público em torno de 17% das receitas correntes no período analisado. É interessante observar que a taxa média nos outros municípios da região não passa de 5% ao ano.


Conclusivamente, se esses indicadores não caracterizam uma gestão orçamentária eficiente, no contexto em que colocamos a análise, estamos desqualificando a ciência da administração pública. Pessoalmente, prefiro confiar na ciência e desprezar os palpites sem base cientifica.