sábado, 29 de novembro de 2014

Os que nos mostra o IDHM sobre a região Norte Fluminense?

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - IDHM, na região Norte Fluminense, apresentou uma boa evolução em 2010, com base em 2000, cujo fator acelerador foi a educação (acesso ao conhecimento). Os indicadores de renda e longevidade também cresceram, entretanto, com um peso menor. O município de Macaé lidera o ranking regional na faixa de desenvolvimento alto (0,764), seguido por Campos dos Goytacazes (0,716), Carapebus (0,713), Conceiçãode Macabu (0,712) e Quissamã (0,704). Na categoria médio desenvolvimento estão os municípios de São Fidélis (0,691), São João da Barra (0,671), Cardoso Moreira (0,648) e São Francisco de Itabapoana (0,639).  

Avaliando os municípios da região no contexto do Estado do Rio de Janeiro, podemos verificar algumas questões importantes. Macaé ocupa a sétima posição no ranking estadual, em função do alto padrão de renda, já que sedia um grande número de empresas do ramo petrolífero. Já Campos dos Goytacazes, apesar de sua grande importância econômica no estado, ocupa a 37ª posição. A pressão para baixo tem origem na renda média e na educação. Observamos ainda que Natividade, Itaperuna e São Antônio de Pádua, na região Noroeste Fluminense, ocupam a 23ª e 35ª posição ranking, portanto acima de Campos, mesmo não produzindo petróleo e com uma estrutura econômica bem menor. Em Natividade e Santo Antônio de Pádua a educação apresentou a maior contribuição a boa posição dos municípios, enquanto em Itaperuna observou-se uma boa combinação entre a renda, educação e longevidade.

O município de São João da Barra surpreende negativamente, já que trata-se de um município produtor de petróleo e sede do complexo portuário do Açu, cujas obras iniciaram em 2007. A sua colocação no ranking estadual na 76ª posição, na faixa de médio desenvolvimento, e abaixo de pequenos municípios como: São Fidélis, Quissamã, Conceição de Macabu e Carapebus, é uma situação paradoxal.


Como podemos observar, é essencial um processo de intervenção transformador na região. Está muito claro que o crescimento da riqueza, por si só, não garante melhoria de vida das pessoas. A riqueza pode estar concentrada ou mesmo tomando um fluxo em direção a regiões centrais mais bem estruturada e com melhor possibilidade de retorno. A acomodação da região em relação a renda de petróleo e aos grandes investimentos, baseados no uso de recursos naturais, perpetuará o quadro de subdesenvolvimento observado nos diferentes indicadores analisados. A alternativa está no interior de cada território, a partir da estratégia de combinação dos seus recursos tangíveis e intangíveis.  

Divulgação

http://camarasjb.rj.gov.br/272-camara-lanca-cartilha-sobre-a-historia-do-municipio

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Opep decide não reduzir oferta de petróleo; Brent cai abaixo de US$ 74

Por Valor, com Bloomberg
SÃO PAULO  -  
(Atualizada às 17h20) Os ministros dos países membros da Organização do Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiram manter as quotas de produção do cartel inalteradas, apesar da pressão de alguns produtores para reduzir a oferta para dar suporte aos preços da commodity.

Após o encerramento do encontro ministerial, em Viena (Áustria), o ministro de petróleo da Arábia Saudita, Ali al-Naimi, disse à imprensa que o grupo não reduziu a meta de produção, atualmente em 30 milhões de barris por dia. 
"Como eu disse antes a vocês não teve nenhum corte", afirmou Naimi. 
O ministro de petróleo do Kuwait confirmou as declarações do colega saudita.
Após o anúncio, a cotação do barril do petróleo caiu para as mínimas em quatro anos
Perto das 17h de Brasília, o contrato do WTI para janeiro, negociado em Nova York, caía US$ 4,64 (6,30%), para US$ 69,05 o barril, o menor patamar desde setembro de 2009. 
Na plataforma eletrônica ICE, em Londres, o contrato do Brent para o mesmo mês descia US$ 4,91 (6,32%), para US$ 72,84 o barril. 
Os preços do petróleo vêm caindo de forma acentuada no último mês, pressionados pelo aumento da produção nos Estados Unidos - que atingiu o maior nível em três décadas - e sinais de desaceleração do crescimento da demanda global.

Em SP, Piketty diz que crescimento econômico não reduz desigualdade

Por Camilla Veras Mota | Valor
SÃO PAULO  -  
A redução da desigualdade não virá do crescimento econômico. Um sistema tributário progressivo - que incida sobre as grandes riquezas - e a igualdade de oportunidades de acesso à educação são mais decisivos para reverter a trajetória de aumento da concentração da renda observada entre os 20 países mais ricos desde os anos 1980. Foi com essas ideias que o economista francês Thomas Piketty começou nesta tarde a etapa brasileira da turnê mundial de seu “O Capital no Século XXI”.

Na plateia do auditório da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) os 310 lugares estavam preenchidos – 150 convidados, entre professores, economistas de bancos e consultorias, e muitos estudantes. Boa parte dos 800 inscritos não compareceu. Outras cinco salas com projetores, que não foram utilizadas, estavam reservadas para acomodar aqueles que não coubessem no auditório. 
Ainda assim, Piketty entrou na sala rodeado de pedidos de dedicatória e câmeras de telefone celular e, pouco antes do início de sua fala, foi deslocado para um lugar reservado para ser “preservado do assédio”.
Ao lado dos economistas André Lara Resende e Paulo Guedes, ele usou seus 45 minutos – em um inglês marcado pelo sotaque francês – para desenvolver os temas da obra ligados à dinâmica da renda do trabalho e a da renda do capital – que inclui bens, investimentos em propriedade, em ações – nas nações ricas, especialmente nos Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha. No caso específico do primeiro país, Piketty creditou o avanço expressivo da desigualdade nos últimos 30 anos, principalmente à dificuldade de acesso de grande parte da população ao ensino superior de qualidade.
O economista avaliou como “preocupante” o descompasso entre o ritmo de avanço da renda real das grandes riquezas – entre 6% e 7% ao ano em termos reais, de acordo com dados retirados de rankings da revista Forbes – e da renda do trabalho, entre 1% e 2% ao ano. Para ele, a desconcentração de renda não passa necessariamente pelo crescimento econômico. Políticas ativas de redução da desigualdade, que priorizem o acesso universal a uma educação de qualidade, um sistema tributário progressivo e o desenvolvimento do mercado de trabalho, conseguem desempenhar melhor esse papel, defendeu.
Em relação ao sistema tributário, Piketty lembrou que países como os Estados Unidos e Reino Unido taxam atualmente as grandes riquezas em patamares que variam entre 30% e 40%. Os níveis são bastante modestos se comparados àqueles que vigoraram entre os anos 1930 e 1980 – quando esses mesmos países experimentaram uma redução expressiva dos níveis de desigualdade de renda –, em torno de 80%. “E isso não destruiu o capitalismo americano ou britânico”, provocou.
O Brasil, afirmou, poderia ser “mais transparente” na divulgação das estatísticas relacionadas ao imposto de renda. A informalidade e a ausência de séries históricas mais longas ainda atrapalham o desenho preciso da realidade brasileira feita sobre as análises estatísticas, pontuou, mas muitas vezes os pesquisadores esbarram em dificuldades de acessar os dados oficiais. Com as informações disponíveis atualmente, observou, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostra um nível de concentração e o imposto de renda, outro. “As pesquisas domiciliares são importantes, mas elas precisam ser complementares aos dados dos órgãos de fisco”, comentou.
Na saída, os estudantes elogiavam entre os corredores a simpatia do economista. Ao Valor, muitos ressaltaram o uso de poucos termos técnicos e a visão da economia como um objeto de transformação social. “Ele parece fazer parte dessa nova geração de economistas que também estão preocupados com o desenvolvimento social”, observou Matheus Santos, aluno do primeiro ano do curso economia.
“A ideia de aumentar o imposto para os mais ricos me chamou atenção, mas não sei o quanto isso é viável. Nós já pagamos muito no Brasil”, disse Natacha Soares Ribeiro, quinto ano de geografia, que resolveu assistir ao debate por sugestão da professora.
Era difícil encontrar alguém que tivesse lido o livro, já que a versão em português tem pouco mais de um mês, justificavam os alunos. A obra, no entanto, deve entrar na lista de leituras dos próximos meses, pelo menos para alguns. “Eu quero ler, mas não no curto prazo. Primeiro tenho que entender direitinho os temas do livro”, brincou Vítor Araújo Ibraim Hallack, que cursa o primeiro ano.
Vindo de Istambul, Piketty permanece em São Paulo até sexta-feira, quando dará uma segunda palestra, na Universidade Federal do ABC (UFABC). Em seguida retorna a Paris.


domingo, 23 de novembro de 2014

Nova equipe econômica terá que lidar com rombo de R$ 100 bilhões

A nova equipe econômica do governo Dilma Rousseff terá como primeiro desafio equacionar um rombo no Orçamento de 2015 que, a partir das mais recentes estimativas oficiais, ronda a casa dos R$ 100 bilhões.
Equivalente a quatro anos de Bolsa Família, o montante resulta de receitas potencialmente superestimadas pelo Executivo e pelo Congresso no projeto orçamentário para o próximo ano.
A previsão de arrecadação terá de ser revista para baixo, o que forçará cortes de despesas ou uma meta fiscal mais realista –ou, dadas as dimensões da revisão necessária, uma combinação das duas providências.
Tradicionalmente, a receita do ano seguinte é calculada a partir da estimativa da receita do ano corrente, além da inflação e do crescimento econômico esperados.
Na sexta-feira (21), a área econômica admitiu, na prática, que as expectativas para 2014 estavam exageradas: a projeção para o ano foi reduzida em R$ 38,4 bilhões, para R$ 1,046 trilhão, já descontadas as transferências para Estados e municípios.
Numa conta simples, considerando uma inflação de 6,5% e a expansão econômica de 0,8% projetada pelos analistas de mercado, a receita do próximo ano chegaria a algo como R$ 1,123 trilhão.
Ueslei Marcelino - 5.ago.2014/Reuters
O ministro Guido Mantega, que deixará o cargo no fim do ano com rombo no Orçamento, em Brasília
O ministro Guido Mantega, que deixará o cargo no fim do ano com rombo no Orçamento, em Brasília
RECEITA SUPERESTIMADA
O projeto de Orçamento, porém, conta com R$ 1,217 trilhão –e, para acomodar despesas de interesse de deputados e senadores, o Congresso já recalculou o montante para R$ 1,236 trilhão.
É evidente que os cálculos são sujeitos a imprecisões, assim como as hipóteses para o comportamento dos preços e da economia.
Mas a discrepância entre os montantes é grande o bastante para inviabilizar a meta fiscal de 2015, que é poupar pelo menos R$ 86 bilhões para o abatimento da dívida pública.
O objetivo é modesto se comparado a resultados dos governos Lula e FHC, mas trata-se de um salto em relação a este ano, quando a poupança deverá ficar próxima ou até abaixo de zero.
No mesmo documento em que reduziu a previsão de receita deste ano, a administração petista já deu os primeiros passos para a revisão do próximo Orçamento.
A expectativa de crescimento econômico do ano que vem caiu de 3% para ainda otimistas 2%.
CREDIBILIDADE
Ao buscar nomes de perfil mais ortodoxo para sua equipe, o governo Dilma indica que pretende recuperar a credibilidade da política fiscal, que desde 2012 descumpre as metas prometidas –ou cumpre à base de manobras contábeis e brechas legais.
A superestimação do crescimento da economia e da arrecadação tem sido usual nesse período, assim como a subestimação de despesas obrigatórias. No projeto de Orçamento de 2015 também há gastos que podem ser revistos para cima.
Segundo estudo elaborado pela consultoria orçamentária da Câmara dos Deputados, isso deve acontecer nos benefícios previdenciários, no seguro-desemprego e no abono salarial.
A previsão de desembolso com esses programas neste ano foi elevada em R$ 16,8 bilhões sexta-feira. Logo, as projeções para 2015 foram feitas a partir de uma base subestimada. Nesse caso, o corte de outras despesas, como investimentos em infraestrutura, terão de ser ampliados. 

Execução orçamentária comparativa entre Campos e Macaé em 2014

O gráfico apresenta os valores da execução orçamentária em Campos e Macaé, no período de janeiro a agosto de 2014. Veja que em termos absoluto, Macaé realizou um valor de receitas correntes um pouco menor do que Campos, porém gastou mais em despesas com pessoal e encargos. Apesar do município ter realizado um valor de receitas tributárias superior a Campos, o valor gasto em investimento é quase três vezes menor do que o valor que Campos liquidou na mesma despesa. 

Execução orçamentária em Macaé, no período janeiro - agosto de 2014

A execução orçamentária, no período janeiro a agosto, em Macaé, realça a boa arrecadação própria. Do valor previsto de R$558,4 milhões para o ano de 2014, já foram realizados R$498,6 milhões, ou 89,3% do total previsto. Se no grupo da arrecadação a realização é compatível com a previsão, na despesa com investimento a situação é precária. Do valor previsto de R$368,5 milhões, o município só conseguiu liquidar R$98,0 milhões, ou 26,6% do total.
Na avaliação relativa, observa-se que as receitas tributárias realizadas (receitas próprias), no período avaliado, representou 35,53% das receitas correntes realizadas. Já as despesas com pessoal liquidadas, representaram 48,03% e as despesas com investimento representaram 6,99% das receitas correntes realizadas. 

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

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Redescobrindo o mundo da pintura

Artista Plástica, Márcia Coutinho, abre exposição nesta sexta-feira (21), com telas e peças da sua vida na arte.
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    Crédito: José Luiz Melo
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Crédito: José Luiz Melo
Gil Miranda
gil.miranda@quotidiano.com.br

Uma viagem ao passado, com destaque no presente e uma mostra suntuosa do futuro... Cada pigmento de tinta, seja nas telas ou mesmo na superfície da vida, evidencia os matizes, tons e as texturas da artista plástica Márcia Coutinho em sua nova exposição ‘Redescobrindo’, que será inaugurada nesta sexta-feira, 21, às 20 h, no Palácio Cultural Carlos Martins.
A música Redescobrir, cantada por Elis Regina trazia: “Memória! Jogo do trabalho na dança das mãos/ Macias! O suor dos corpos, na canção da vida/ Histórias! O suor da vida no calor de irmãos/ Magia!” E são com histórias, memória e magia, que Márcia expõe suas obras de três tempos distintos. Uma mistura de passado e presente, com quadros adquiridos por admiradores e amigos, e inovações com peças diferentes e telas inéditas.
Sua vida na arte sempre foi inspirada no grande pintor russo Wassily Kandinsky, que com a necessidade interior de expressar as suas percepções emocionais o levam ao desenvolvimento de um estilo de pintura abstrato, baseado em propriedades não representativas de cor e forma – a abstração lírica. Assim, com essas características, a artista plástica inicia, há 17 anos com sua primeira aquarela de arte não figurativa, levando-a a busca pictórica em torno da procura do próprio conteúdo da arte, da sua essência, da sua alma.
Suas obras trazem uma realidade própria, expondo suas faces e percepções particulares. As referências ao mundo exterior são, deliberadamente, inexistentes. Mais do que uma pintora, ela teoriza sobre a pintura e sobre as suas sensações. Para Márcia, o objetivo da pintura é, precisamente, “encontrar a vida, tornar perceptíveis as suas pulsações e estabelecer as leis que as regem”.
A artista plástica rascunhou a exposição em 2011 e marca seu retorno ao seu berço natal, a cidade de São João da Barra. A exposição é apresentada em três frentes. Na primeira sala, o público pode apreciar diferentes manifestações de arte contemporânea, com telas produzidas e comercializadas por colecionadores e amigos. Já no segundo momento, são utilizadas projeções audiovisuais, mostrando os trabalhos para o futuro e que no presente já estão sendo produzidos. E por fim, na terceira e última sala, são expostos os primeiros trabalhos de pintura com uso de materiais reciclados, pensando e transmitindo o futuro de uma forma sustentável. “É redescobrir o mundo da pintura”, ressalta Márcia Coutinho.
“Em uma das salas fico um pouco comovida, pois revejo telas que fiz há algum tempo, é um sentimento de felicidade e tristeza, por não tê-las mais comigo, porém estão com pessoas que me admiram. A exposição possibilita uma nova oportunidade de ver minhas telas, assim como as obras da minha nova fase na arte. Adoro a possibilidade de ver meus amigos felizes quando admiram minha arte.”, destacou.
O movimento geral da composição é ritmado por círculos, ovais, triângulos, riscas, pintas; ascendentes, descendentes, rotativos. As cores vivas provocam sensações, emoções; aliadas às formas, criam uma harmonia que age e que conquista. A exposição conta com mais de 30 telas e ficará aberta para visitação até o dia 28 de novembro no 2º pavimento do Palácio Cultural.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Movimento do emprego formal em outubro na região Norte Fluminense

O mês de outubro foi decepcionante na geração de emprego. No país, ouve uma retração de 30.283 empregos no mês, enquanto no Estado do Rio de Janeiro, o resultado foi positivo em 39 novas vagas criadas. No acumulado de janeiro a outubro, foram criadas 912.287 vagas de emprego no país e 41.831 vagas no Estado do Rio de Janeiro.
A região Norte Fluminense eliminou 1.888 vagas de emprego no mês, em função da desaceleração dos setores agropecuário e construção civil. O municípios de Campos dos Goytacazes perdeu 1.544 vagas, São Francisco de Itabapoana perdeu 355 vagas e Macaé perdeu 175 vagas. 
No acumulado de janeiro a outubro, Campos dos Goytacazes gerou 2.202 empregos, sendo 51,63% na agropecuária, 25,61% no setor de serviços, 11,81% na construção civil, 6,49% no comércio e 4,72% na indústria de transformação.
O município de Macaé gerou, no mesmo período, 1.409 vagas de emprego, sendo 63,88% no setor de serviços, 53,3% na construção civil, 17,67% na indústria de transformação. O setor extrativa mineral eliminou 519 vagas de emprego no período.
O município de São João da Barra eliminou 185 vagas de emprego no período, em função da retração do setor de construção civil que eliminou 513 vagas no período.

Divulgação da Prumo Logística


Início de operação marca o 3º trimestre do Porto do Açu

Empreendimento recebeu R$ 683,9 milhões no terceiro trimestre. De 2007 até setembro já foram investidos R$ 6,2 bilhões.

A Prumo divulgou hoje (12), os resultados do 3º trimestre deste ano. De julho a setembro, o Porto do Açu recebeu investimentos de R$ 683,9 milhões (não incluindo juros capitalizados). Desde o início da construção, em 2007, até setembro deste ano, já foram aplicados R$ 6,2 bilhões no empreendimento (não incluindo juros capitalizados). Destes, R$ 2,7 bilhões foram investidos pela Anglo American e pela Ferroport (joint venture formada 50% pela Prumo e 50% pela Anglo American – antiga LLX Minas-Rio) e R$  3,5 bilhões pela Prumo.
“O terceiro trimestre de 2014 demonstrou nossa capacidade de entregar o que tínhamos planejado para este ano. A base para construção e desenvolvimento do Porto do Açu foi definitivamente implantada e o Porto se tornou realidade com a primeira operação de carregamento de mineiro de ferro no Terminal 1. Agora aguardamos ainda para este ano a primeira operação comercial no canal do Terminal 2”, destaca Eduardo Parente, presidente da Prumo.
Entre os principais destaques do trimestre, estão a primeira operação de minério no píer dedicado do T1, a expansão de área Edison Chouest, a conclusão do cais dos clientes e do Terminal Multicargas (TMult) e o aumento de capital que pode chegar até R$ 650 milhões. Este aumento tem como objetivo finalizar a etapa atual de investimentos da Prumo, com a conclusão das principais frentes de obras civis em 2014, e preparar a Companhia para uma nova fase de investimentos em 2015.

Investimentos
Do total de R$ 683,9 milhões investidos no 3º trimestre deste ano, R$ 186,9 milhões (não incluindo juros capitalizados) foram aplicados pela Anglo American e Ferroport, responsáveis pelo desenvolvimento do Terminal de minério de ferro do Porto. O montante foi investido na construção do quebra-mar, gestão fundiária, meio ambiente e segurança patrimonial, gerenciamento de projeto, pátio de estocagem, dragagem, além da montagem da rede de energia elétrica da Linha de Transmissão de 138 kV que conecta a subestação de Campos ao Porto do Açu.
Já a Prumo aplicou R$ 497 milhões no terceiro trimestre. Deste total, R$ 377,2 milhões foram investidos na construção do canal do T2 (R$ 298,9 milhões no quebra-mar, R$ 46,3 milhões na dragagem do canal e R$ 32 milhões em estacas-prancha para a construção do cais). Outros R$ 66,5 milhões foram investidos no quebra-mar do T1. Também houve investimento de R$ 52,8 milhões no desenvolvimento e construção de outras obras de infraestrutura, que incluem a implantação da Linha de Transmissão de 345 kV, projetos de engenharia e gerenciamento de obras, despesas administrativas, pavimentação e manutenção de vias, sustentabilidade, entre outros.

Resultado trimestral
No 3º trimestre, a Prumo apresentou uma receita líquida de R$ 21,9 milhões, referente ao pagamento de aluguel de área dos clientes. As despesas administrativas foram de R$ 39,2 milhões, cerca de R$ 14 milhões abaixo comparado ao mesmo período do ano passado. A Prumo terminou o 3º trimestre de 2014 com um saldo em caixa e equivalentes de R$ 188,6 milhões e com endividamento de R$ 2,8 bilhões incluindo os juros e atualização monetária. O prejuízo líquido no trimestre foi de R$ 95 mil.

Porto do Açu
Com 17 km de píeres, que poderão receber até 47 embarcações simultaneamente, o Porto do Açu está localizado em São João da Barra, no norte fluminense. Com área de 90 km², o empreendimento é formado pelo Terminal 1 (T1 - offshore) e pelo Terminal 2 (T2 - onshore).
O T1 é composto por uma ponte de acesso com 3 km de extensão, píer de rebocadores, 9 píeres para movimentação de minério de ferro e petróleo, canal de acesso e bacia de evolução. O terminal contará na sua totalidade com 4 km de cais.
O T2 está instalado no entorno de um canal para navegação, que conta com 6,5 km de extensão, 300 metros de largura e profundidade de até 14,5 metros. No local estão em andamento às obras para construção do canal de acesso, bacia de evolução e a implantação da linha de transmissão. Com mais de 13 km de cais, o T2 irá movimentar carga de projetos, coque, bauxita, veículos, granéis sólidos, carga geral e petróleo.


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Isso é desenvolvimento?

http://odia.ig.com.br/odiaestado/2014-11-11/operacao-retira-ocupacoes-irregulares-a-beira-do-manguezal-em-macae.html

Lá se foi a meta de Responsabilidade Fiscal do Governo!

O que faz a contabilidade!
http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,sem-caixa-governo-propoe-lei-para-descumprir-meta-das-contas-publicas-imp-,1591538

Citi diz que preço do minério pode cair a US$ 50

Por Francisco Góes | Do Rio - VALOR ECONÔMICO

O mercado está ficando cada vez mais pessimista com os rumos do minério de ferro, commodity dependente da China, o grande consumidor mundial. Ontem a equipe global de commodities do Citi divulgou relatório em que reduziu de US$ 80 para US$ 65 por tonelada as previsões para os preços médios do minério de ferro em 2015 e 2016. O banco previu, inclusive, que, em alguns momentos, o preço poderá cair para a casa dos US$ 50 por tonelada. A projeção, se confirmada, terá efeitos negativos sobre Vale, Rio Tinto e BHP Billiton, as maiores mineradoras mundiais.
Ontem, a ação preferencial da Vale fechou a R$ 19,44, com variação negativa de 3,66%, a terceira maior queda do Ibovespa no dia. Com a divulgação do relatório do Citi, ficou claro que os bancos estão fazendo um movimento mais intenso de revisão das estimativas de preço para o minério de ferro. E as projeções estão convergindo para baixo. O Credit Suisse também já havia indicado um cenário possível de preços do minério abaixo de US$ 70 ou até mesmo de US$ 60 por tonelada. Enquanto isso, a Goldman Sachs perguntou: "É US$ 80 muito alto?", em referência à faixa de preço atual da commodity e ao movimento de baixa do mercado. No mercado à vista da China, o minério está em US$ 75 por tonelada.
Com o cenário mais difícil, o mercado está atento, no Brasil, aos próximos passos da Vale. O Citi indicou que com o preço médio do minério em US$ 65 por tonelada, a mina Carajás, no Pará, continuará rentável, mas o sistema Sudeste, em Minas Gerais, poderá operar no empate. O Citi rebaixou sua recomendação para as ações da Vale, de neutra para venda. E cortou o preço-alvo para os ADRs - papéis negociados em Nova York - de US$ 12,50 para US$ 8.
"A Vale está preparada para ser competitiva e entregar valor mesmo em cenários desafiadores para o preço de minério de ferro", disse o diretor-executivo de Finanças da Vale, Luciano Siani. E acrescentou: "Ao contrário do que afirma o Citi, nossas minas no Sul têm um breakeven [ponto de equilíbrio entre receitas e despesas] bem abaixo de US$ 65 por tonelada. O custo de produção de todas as nossas minas no Norte, Sudeste e Sul é muito próximo, de cerca de US$ 10 por tonelada, apenas na mina e usina."
Mesmo assim, o mercado está apreensivo. A oferta da commodity continuará a crescer em 2015, impulsionada pela Austrália e pelo Brasil - os dois maiores produtores mundiais -, mas a demanda chinesa, o maior consumidor, deve permanecer sem reagir. O Citi afirmou que a demanda chinesa por aço, produto que usa o minério de ferro na sua fabricação, deverá continuar fraca no primeiro trimestre do ano que vem. Pelo lado da oferta, o banco previu crescimento de 140 milhões de toneladas em 2015 no minério de ferro voltado para a exportação, incluindo incrementos de produção pelas australianas Rio Tinto, BHP e Fortescue, e pela Vale e Anglo American (projeto Minas-Rio), no Brasil.
O Credit Suisse também já havia recomendado a venda do papel da Vale em relatório recente no qual Ivano Westin mencionou como possível um cenário de preços para o minério de ferro abaixo de US$ 70 ou até de US$ 60 por tonelada. Contribuem para essa previsão a deflação das commodities, a desvalorização do real e do dólar australiano, as expansões de produção que estão chegando ao mercado e a desaceleração da produção de aço na China. O Credit Suisse trabalha com um cenário base de US$ 85 por tonelada para o minério de ferro em 2015.
Mas esse cenário do Credit Suisse situa-se US$ 11 por tonelada acima dos contratos futuros do minério de ferro para 2015, que ontem estavam em US$ 74 por tonelada. Westin disse que a sua recomendação de venda do papel da Vale se baseia no cenário global e no desaquecimento da China, mas ele reconheceu que a Vale vem trabalhando na direção correta: "A administração da Vale está no caminho certo para entregar as expansões e reduzir custos", disse Westin. A última vez que os preços do minério de ferro estiveram no patamar de US$ 60 por tonelada foi em 2005-2006. Mais recentemente, em 2009, houve momentos em que o preço ficou abaixo de US$ 80, mas foram oscilações pontuais em meio à crise global. A diferença agora é que a indústria de mineração parece viver uma redução de preços mais estrutural.
As atenções do mercado neste momento se voltam para o "Vale Day", em Nova York, na primeira semana de dezembro, quando a Vale vai anunciar suas diretrizes para 2015, incluindo o volume de investimentos que fará em projetos. A grande questão para o mercado é que, frente à queda nos preços do minério, a empresa terá que reduzir os investimentos para não aumentar a dívida e continuar pagando bons dividendos aos acionistas. Há estimativas que apontam para um investimento da Vale em 2015 que poderá variar de US$ 9 bilhões a quase US$ 11 bilhões.
Em 2014, a empresa anunciou US$ 13,8 bilhões, sem incluir gastos com pesquisa e desenvolvimento, mas o número final vai ser menor. O mercado acredita ainda que será difícil para a Vale pagar um dividendo nominal igual ao de 2014, mas a taxa de retorno do dividendo continuará alta.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Inflação da carne

http://g1.globo.com/rj/norte-fluminense/rjintertv-2edicao/videos/t/edicoes/v/entresafras-e-secas-deixam-carne-esta-mais-cara-em-campos-no-rj/3756039/

Convivência entre a riqueza e a miséria

"A matéria fortalece a tese sobre a necessidade de se pensar regiões a partir dos seus recursos tangíveis e intangíveis, modelo endógeno de desenvolvimento, independente do modelo exógeno, o qual atua independentemente da interferência do meio."  

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,a-margem-da-riqueza-do-vale-do-silicio-imp-,1590554

domingo, 9 de novembro de 2014

Execução orçamentária em Campos dos Goytacazes em 2014

A execução orçamentária em Campos dos Goytacazes, no período de janeiro a agosto de 2014, apresentou um pequeno déficit de 0,28% entre as contas receitas orçamentárias e despesas orçamentárias. Entretanto, entre as contas de receitas correntes realizadas e despesas correntes liquidadas, o município contabilizou um superavit de 23,04% no mesmo período. Observa-se um bom equilíbrio na execução orçamentária, já que é mantida a tendencia de redução da dependência da transferência de royalties de petróleo, pelo bom padrão da receitas próprias e, fundamentalmente, pelo padrão consistente de investimento. 
O gráfico apresenta a evolução percentual das receitas próprias e do investimento no município. Podemos observar um bom crescimento relativo das receitas próprias em relação as receitas correntes. Em 2008 essa participação era de 4,96% e subiu para 9,64% em 2014 (janeiro a agosto). 
Quanto ao nível de investimento, devemos considerar que Campos dos Goytacazes tem sido uma excelente referência no país. Com um nível de investimento de 17,81% em 2014 (investimento realizado sobe receitas correntes realizadas), no período de janeiro a gasto, o município mantém uma boa disposição na alocação de recursos em investimento, o que garante mudanças estruturais importantes para o município no futuro. 

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Royalties em outubro na região Norte Fluminense

A região Norte Fluminense recebeu em outubro, correspondente as operações de agosto, a importância de R$117,3 milhões de royalties de petróleo, ou 40,91% do montante distribuído para todos os municípios do Estado Rio de Janeiro. Campos ficou com a maior fatia, ou R$51,7 milhões, seguindo por Macaé com R$ 42,1 milhões, São João da Barra com R$10,8 milhões e Quissamã com R$6,9 milhões. No acumulado do ano, Campos já recebeu R$534,7 milhões, Macaé R$413,3 milhões e São João da Barra 105,3 milhões. Como visto, a participação dos royalties na estrutura orçamentária dos municípios produtores de petróleo, continua relevante. Lembrando que ainda falta computar os valores pagos referentes as participações especiais, direito dos municípios produtores.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Ipea mostra que aumentou número de miseráveis no país em 2013

Mais uma!
JORNAL O GLOBO

Percentual de extremamente pobres passou de 3,6% para 4%, um acréscimo de 371 mil pessoas

POR 
RIO - O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) disponibilizou em seu banco de dados na internet dados que vinha mantendo sob sigilo durante as eleições e que mostram o aumento do número de miseráveis no país em 2013, pela primeira vez em dez anos. Com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2013), o instituto calculou que o número de pessoas extremamente pobres passou de 10,081 milhões, em 2012, para 10,452 milhões, em 2013, um acréscimo de 371.158 pessoas entre as pessoas com renda inferior ao mínimo necessário para garantir o consumo de necessidades calóricas. O percentual de brasileiros com renda inferior a R$ 70 por mês, linha adotada pelo Programa Brasil Sem Miséria, passou de 3,6% para 4%.

Não foi o único instituto que constatou um aumento dos miseráveis no ano passado. Os pesquisadores associados do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets) Andrezza Rosalém e Samuel Franco já tinham calculado um aumento do número de miseráveis 6,1% para 6,2% em todo o país no último ano. Os pesquisadores consideram miserável quem tem renda de até R$ 123, um patamar acima daquele usado pelo governo, de R$ 70, em 2013.
A pedido do GLOBO, eles traçaram um perfil do miserável no país e mostraram que a piora do mercado de trabalho já pesou sobre a população mais desfavorecida. A taxa de desemprego dos mais pobres subiu de 25,5%, em 2012, para 30,4%, em 2013. Enquanto 43,8% dos trabalhadores no país são informais, entre os miseráveis essa é a regra: 96% vivem sem proteção social.
A reportagem, publicada em 5 de outubro, mostrou a história de Janecleide Fernandes, de 18 anos, que, diferentemente da mãe, sabe ler e estudou até a quinta série. Isso não impediu a moradia precária no Recife. Ela mora com o filho Leonardo, de 3 anos, numa comunidade quase invisível, fincada em pleno manguezal, entre duas pontes que dão acesso aos bairros do Pina e Boa Viagem, na Zona Sul da capital.
As casas têm tábuas irregulares, que margeiam becos estreitos sobre pedaços velhos de madeira, sem direito a banheiro, água encanada nem ligação oficial de luz elétrica. Para se ter acesso à comunidade, é preciso escalar uma mureta da ponte e subir uma escada enterrada entre a lama e as “ruas” de madeira que dão acesso às palafitas onde moram catadores de sururu, marisco disputado por restaurantes da capital. A casa de Janecleide tem dois pequenos cômodos, não possui latrina. Os moradores carregam baldes d’água tirada de uma mangueira comum.
— Aqui é assim, cada um no seu chiqueiro. Quem tem filho, tem que ter o seu lugar para cuidar dele — diz ela, que trabalha desde os 12 anos de idade e ganha hoje menos de meio salário mínimo por mês para a família.
INFLAÇÃO PESA
A inflação também teve impacto sobre os mais desfavorecidos, segundo o estudo dos pesquisadores. Entre os miseráveis que trabalhavam, o salário caiu de R$ 129,7 para R$ 123,9. Nessa parcela, o orçamento das famílias era composto sobretudo por outras rendas (transferências, como Bolsa Família), e o rendimento no domicílio dividido pelos moradores era de R$ 58,5, em 2013, abaixo dos R$ 62,2, de 2012. O grupo dos 5% de brasileiros mais pobres viu sua renda encolher 11%.
A pesquisadora Sonia Rocha, especialista em desigualdade e pobreza e também do Iets, foi outra que constatara a alta da miséria. Pelos cálculos da economista, houve aumento do percentual de miseráveis de 4,1%, em 2012, para 4,7% (sem o Norte rural), no ano passado, a maior alta desde 2008.
Em outubro, o diretor de políticas sociais do instituto, Herton Araújo, colocou seu cargo à disposição por discordar da decisão do Ipea de não divulgar novas pesquisas enquanto durar o período eleitoral, o que foi minimizado na época pelo presidente, Sergei Soares.

Procurado, o Ipea ainda ainda não informa porque os dados estão no site sem que fossem oficialmente divulgados.

Petrobras recebe aval de Mantega para reajustar gasolina

VALOR ECONÔMICO







SÃO PAULO  -  
A Petrobras recebeu, nesta terça-feira, o aval do ministro da Fazenda Guido Mantega, presidente do conselho de administração da empresa, para reajustar os combustíveis, informou uma pessoa próxima à alta administração da empresa à reportage da "Folha".

Em reunião com os conselheiros, ao longo do dia, Mantega pediu à empresa, no entanto, que o valor não fosse divulgado nesta terça.
A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, fez uma apresentação aos conselheiros, em reunião em Brasília, em que mostrava projeções com o percentual de 8% de reajuste.
Este percentual dificilmente será empregado, e o esperado é que o reajuste seja de 5%. O número não foi fechado na reunião. A decisão final ficará na mão da diretoria.
Quando concedido, será o primeiro reajuste desde 29 de novembro de 2013.
Aumento negociado
Pelo estatuto da Petrobras, a decisão pelo reajuste dos combustíveis é da diretoria executiva da empresa, liderada pela presidente Maria das Graças Foster.
Na prática, porém, o aumento é negociado junto ao governo, uma vez que a concessão do aumento traz impactos inflacionários, e depois a proposta é apresentada aos conselheiros.
A União controla a Petrobras e, nessa condição, nomeia sete dos dez conselheiros.
Como depende do aval do governo, a Petrobras não reajusta imediatamente os combustíveis conforme as oscilações do mercado internacional.
Nos últimos quatro anos, as perdas para a Petrobras com a política de não reajuste imediato dos combustíveis é calculada em R$ 60 bilhões, segundo a corretora Gradual.
Neste ano, os combustíveis permaneceram a maior parte do tempo com preço abaixo da cotação internacional, chegando, em alguns casos, a uma defasagem de 20%.
Com a queda no preço mundial do petróleo, da faixa de US$ 100 para US$ 85 o barril, no último mês, a perda diária da Petrobras praticamente deixou de existir.
Até a semana passada, último dado disponível, a gasolina estava 1% mais cara no Brasil do que no exterior. Já o diesel tinha defasagem de 4,5%.
Apesar da menor defasagem, analistas dizem que o reajuste é necessário para recompor parcialmente as perdas de caixa dos últimos anos.
A defasagem foi um dos fatores que contribuíram para a dívida líquida da empresa crescer 237% nos últimos cinco anos, de R$ 71,5 bilhões para R$ 241,3 bilhões.
(Folhapress)

Universidade como prêmio ao abandono do ensino de base

Publicado em 05/11/2014  JORNAL O DIÁRIO


Alcimar das Chagas Ribeiro
Economista, D.Sc.
O que está por traz da estratégia de interiorização do ensino superior, com a instalação de unidades universitárias públicas em pequenas cidades? O argumento é possibilitar uma maior democratização do ensino, com um processo acelerado de inclusão. O discurso é atrativo, entretanto a prática é bem outra, já que os critérios técnicos relacionados a questão são ignorados. 

Mais se parece com estratégias eleitoreiras e descompromissadas dos reais resultados.

Um primeiro ponto de reflexão é o grau de complexidade relativo ao funcionamento de uma unidade universitária. As exigências sobre a qualificação do quadro de professores, o corpo administrativo, laboratórios, biblioteca, programas de iniciação científica e extensão, costumam criar sérios problemas para grandes universidades, inclusive com o fechamento de unidades pelo Brasil a fora. Universidades importantes, já instaladas na região Norte Fluminense, tais como: UFF, UFRJ e UENF, tem apresentado muitas dificuldades na contratação de professores. A UENF tem vagas em aberto a pelo menos três anos, sem sucesso nos editais lançados. Uma segunda questão diz respeito ao nível potencial de demanda local, já que os indicadores relacionados a qualidade do ensino fundamental e médio, são sofríveis em muitas cidades envolvidas nesse processo de criação de novas unidades de ensino superior. Ainda, as escolas convivem com elevado grau de abandono dos estudantes e a falta de professores em disciplinas essenciais, tais como: física, biologia, matemática, informática e português.

O que é observado em certos municípios ricos, por conta dos royalties de petróleo, é o incentivo ao ingresso dos alunos em cursos superiores nas universidades particulares em Campos dos Goytacazes, sem a preocupação com qualquer tipo de retorno social. Aliás, é conveniente lembrar que o município de São João da Barra tentou viabilizar uma faculdade particular no município, com subsídios das mensalidades e estrutura fica e operacional, não obtendo êxito e abandonando um grupo de alunos, próximo da formatura, a própria sorte.

Bem, acredito que esses argumentos são suficientes para a defesa da ideia de que, dificilmente, uma cidade como São João da Barra, terá capacidade para viabilizar uma universidade, ainda mais que está a 38 Km de um importante centro universitário estadual, a UENF, com excelentes cursos bem avaliados no país e com programas de bolsas capazes de atender a todos os alunos matriculados. Outro ponto importante é a ausência de alunos de São João da Barra nesta universidade. Ao contrário, o número de alunos oriundos da região Noroeste Fluminense é visível e tem uma explicação. A orientação da escola de base na capacitação do aluno para o ingresso na universidade pública e a sua qualidade estampada na avaliação do IDEB. Interessante que uma região muito mais pobres do que a região Norte Fluminense, já que não produz petróleo e não tem porto, apresenta avaliações muito superiores a rica região Norte Fluminense.

Finalmente, vejo que todo esse movimento pode representar uma estratégia perversa que aniquila a qualidade do ensino de base, por falta de investimento, e cria um exército de estudantes universitários, com conhecimento duvidoso, porém com capacidade de votar, segundo os atuais parâmetros democráticos. No fim, o que importa são as estatísticas para a alimentação dos discursos políticos. A história irá confirmar!

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

A Balança Comercial em outubro de 2014

Em outubro as exportação brasileiras somaram US$ 18.330 bilhões, as importações US$ 19.507 bilhões, gerando um saldo deficitário de US$ 1.177 bilhão. No acumulado de janeiro a outubro, as exportações somaram US$ 191.965 bilhões, as importações somaram US$ 193.836 bilhões e o saldo deficitário somou US$ 1.828 bilhão.

Exportação de minério de ferro em outubro de 2014

A exportação de minério de ferro registrou uma queda de 15,1% no valor em dólar em outubro e uma queda de 3,9% no volume embarcado no mesmo mês. O preço da tonelada em dólar caiu 11,59% no mesmo período. Na comparação outubro deste ano, com outubro do ano passado, o preço do minério caiu 39,9%. O gráfico apresenta a trajetória de queda do preço praticado no exterior.
Vejam que este ano tem sido desalentador para o preço do minério de ferro no exterior, que declina acentuadamente. Isso é um problemas para as contas públicas do país.

Exportação de Açúcar em Bruto em outubro de 2014

O volume de açúcar em bruto embarcado em outubro superou em 19,4% o volume embarcado no mês anterior. Apesar do volume exportado ter sido o maior em todo ano, foi observado uma trajetória de queda do preço nos último cinco meses. A tabela apresenta a evolução da receita em dólar da exportação de açúcar em 2014, do volume em 1.000/ton e preço médio.

SJB terá recorde na colheita de abacaxis

Folha da Manhã

Júlia Maria de Assis
Moradores do quinto e sexto distritos de São João da Barra concluíram ontem um curso de três dias, promovido pela secretaria municipal de Agricultura, com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), para aprender a utilizar o abacaxi na culinária. As aulas aconteceram na Escola Estadual João Coelho de Almeida, que fica entre as localidades de Sabonete e Cazumbá, no quinto distrito, e que os alunos aprenderam será apresentado no 1º Festival do Abacaxi de São João da Barra, que acontece nos dias 28, 29 e 30 de novembro, na sub-prefeitura de Sabonete.
A ideia do festival é antiga e defendida por produtores do município, mas ganhou forma depois que o secretário municipal de Agricultura, Pedro Nilson Berto, visitou o evento organizado na cidade de Frutal, em Minas Gerais. Ele levou a o projeto ao prefeito José Amaro Martins Neco e reuniu parceiros como Sebrae, Emater, Prumo Logística e a própria escola estadual onde aconteceu o curso de gastronomia, que já vinha desenvolvendo um trabalho sobre a cultura do abacaxi.
— Teremos cursos, palestras, dia de campo, premiações, programação cultural e, junto com a Prumo, vamos mostrar os equipamentos adquiridos para modernizar o processo nas lavouras, incluindo uma máquina de plantar abacaxis — conta o secretário.
São João da Barra colhe neste fim de ano 18 milhões de frutos de abacaxi, um recorde, apesar da estiagem. Isso ocorre porque quem produz abacaxi já investe em irrigação mesmo que seja ano de muita chuva.
São cerca de 550 produtores no quinto distrito, desde pequenos, que são a maioria, aos donos de grandes propriedades.
"Segundo informação da matéria, o município produzirá 18 milhões de fruto neste ano. Como contribuição mostramos a evolução da produção do município no período 2007 a 2012, segundo dados do IBGE.





Observem que nos anos de 2011 e 2012, onde muitas noticias divulgaram aumento da produção, o município não passou de 6,5 milhões de frutos. Agora vai triplicar esse número? Será que parte de Campos foi anexado à São João da Barra e eu não sei?"

sábado, 1 de novembro de 2014

O rombo se alarga


Por 
CELSO MING - Jornal estado de são paulo

Não adiantaram nem um pouco as advertências de que um desastre fiscal estava a caminho


Não adiantaram nem um pouco as advertências de que um desastre fiscal estava a caminho. Talvez ainda haja quem insista em que não se trata de um desastre, mas apenas de um mau resultado. Essa pode não ser ainda a pior notícia. Pior é que nenhuma política firme está sendo preparada para virar o jogo.
O rombo do Governo Central em setembro foi de R$ 20,4 bilhões, o maior rombo mensal desde que o Tesouro começou a fazer esse levantamento, em 1997. Na acumulada do ano, o que antes ainda era um superávit até agosto virou déficit de R$ 15,7 bilhões em setembro.
superavitPrimarioSet2014
Esse buracão não leva jeito de ter sido aberto apenas em setembro. Está mais para coisa que tenha vindo de trás, mas que se mantinha escondida, à força de pedaladas e outros truques, que era para não azedar mais o ambiente eleitoral. O aumento das despesas discricionárias, de R$ 4,5 bilhões em relação a agosto, pode ser indício de que alguns esqueletos foram retirados de algum baú, para que o governo possa começar seu segundo mandato de caderno novo.
A meta fiscal deste ano, de 1,9% do PIB, já foi pro saco – como o povo diz. Ainda se espera alguma reação nos últimos três meses deste ano, porque há para contabilizar o resultado do leilão de concessões de telefonia 4G (R$ 5,9 bilhões). Também se esperam outros R$ 10 bilhões de impostos ainda não recolhidos pela Receita Federal, correspondentes aos acordos do Refis, e, ainda, o pagamento extra de dividendos a ser creditado pelas estatais.
São três os fatores que produziram tão maus resultados nas contas públicas nesses nove meses de 2014. O primeiro deles é o baixíssimo crescimento do PIB, que reduziu a arrecadação nos três níveis de governo. O outro, a distribuição de benefícios fiscais (principalmente as desonerações trabalhistas), da ordem de R$ 100 bilhões neste ano. Foi uma decisão tomada para aumentar o crescimento e que, no entanto, contribuiu para derrubar ainda mais o resultado da arrecadação e, provavelmente, também do PIB.
E o terceiro fator da enorme deterioração das contas públicas foi a expansão das despesas neste ano eleitoral (até setembro), de 13,2% em relação às do ano anterior, substancialmente acima do aumento das receitas, que foram de apenas 7,2%.
Ao longo dos últimos meses, especialmente durante a campanha eleitoral, a presidente Dilma rejeitou as sugestões de ser mais rigorosa na condução das contas públicas. Alegou que criaria recessão e desemprego. Agora terá de enfrentar o aumento do risco de perda do grau de investimento dos títulos públicos e, por isso, fazer um esforço extra para endireitar as contas públicas, coisa que não está nem um pouco clara.
Por enquanto, não há nenhuma indicação do que será feito. O secretário do Tesouro, Arno Augustin, mencionou a necessidade de reduzir (provavelmente a zero) a meta fiscal de 2015. Isso aí é ver que os jogadores estão errando os chutes a gol e, em vez de aumentar os treinamentos para que desentortem o pé e acertem as finalizações, mandar aumentar as dimensões da trave.
CONFIRA:
TesouroSet


Aí está a evolução das receitas e das despesas do Governo Central.