domingo, 31 de agosto de 2014

Grandes investimentos ancorados em recursos naturais empurram a riqueza para fora

Para fechar o mês de agosto e comprovar mais uma vez a escandalosa queima de riqueza sem benefícios correspondentes para a sociedade local em municípios produtores de petróleo, como São João da Barra, que ainda é sede do porto do Açu, preparamos uma análise comparativa com outros municípios de pequeno porte no país, calculando a relação PIB (riqueza gerada nos municípios) e os seus reflexos na geração de salários e outras remunerações no ano de 2011. A tabela apresenta os valores correspondentes ao Produto Interno Bruto (PIB), pessoal ocupado total, valor de salários e outras remunerações correspondentes e a relção PIB / renda total nos diversos municípios selecionados no País.
Vejam que São João da Barra precisa usar R$ 44,9 mil para gerar R$ 1,0 mil de salários e outras remunerações, com um quantitativo de 8.762 trabalhadores com ocupação total. Observem que essa relação é 8,5 vezes maior do que a média dos municípios relacionados. Na comparação com o com a melhor relação que é a de Farroupilha no Rio Grande Sul, o nosso resultado passa de 10 vezes.
O gráfico mostra melhor a relação entre os municípios.
Com uma avaliação mais detalhada do gráfico, acredito não haver mais dúvidas sobre os nossos questionamentos em relação aos grandes investimento ancorados em recursos naturais. Uma parte significativa da riqueza foge e temos que absorver externalidades negativas em todos os níveis (sociais, ambientais, culturais e econômicas).
Os municípios selecionados apresentam características diferentes de São João da Barra, os sistema econômicos estão baseados em atividades tradicionais, onde os investimentos são motivados pelos recursos locais/regionais, gerando ações endógenas, fundamentalmente. As lideranças dos municípios produtores de petróleo e beneficiários de grandes obras infraestruturais,  estão ignorando estratégias endógenas, já que as transferência institucionais são robustas e não exigem nenhum esforço interno. 

sábado, 30 de agosto de 2014

A força da economia tradicional: o caso de Ibitinga (SP)

http://redeglobo.globo.com/como-sera/noticia/2014/08/com-pouca-mao-de-obra-capital-do-bordado-investe-em-capacitacao.html

A rede globo apresentou uma matéria  muito interessante sobre o município de Ibitinga (SP), considerado como a capital nacional do bordado. É importante observar o potencial da atividade privada, mesmo sendo considerada como tradicional. Observe no quadro comparativo que o município opera com 2.220 empresas, o que significa 2,99 vezes o número de empresas em São João da Barra, município sede do complexo portuário do Açu, além de produtor de petróleo. O número de trabalhadores assalariados também é maior 28,19% e a participação percentual do emprego na indústria equivale a 53,66% do total, enquanto em São João da Barra não passa dos 10%. Considerando ser a atividade industrial o elemento motivador da dinâmica econômica, temos mais munições contra os projetos ancorados em recursos naturais, como os que ocorrem em São João da Barra. Importante observar que Ibitinga não tem porto e nem produz petróleo.
Os dados do setor financeiro corroboram com a nossa tese. O setor financeiro do Município paulista tem operações de crédito 4,4 vezes maior do que o município petroleiro do RJ e o saldo  de depósito privado é maior 2,6 vezes. Para não negar indicadores ruins em Ibitinga, investimento público e tributação própria são deficientes. Ou seja, enquanto o setor privado é dinâmico e gera emprego e renda, a gestão pública é precária. Em São João da Barra, tanto o setor público como o setor privado são precários.  

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Segundo trimestre de retração econômica no País em 2014

Pesquisa divulgada pelo IBGE mostra queda de 0,6% do PIB no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre de 2014. Na comparação com o mesmo período de 2013, a queda é 0,9%. Pior é que o encolhimento do PIB foi puxado pela industria com queda de 1,5% no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre deste ano. A indústria automobilística, pela importância  de sua cadeia produtiva, deixa um rastro de desemprego, em função da baixa propensão interna a consumir, do enfraquecimento do setor externo e ainda da agressiva concorrência asiática na produção de componentes. Essa combinação aumenta a formação de estoque involuntário e deprime o investimento. No gráfico acima, pode ser observada a trajetória de queda na taxa de investimento, no segundo trimestre de cada ano. Despencou o investimento, assim como a taxa de poupança bruta, criando expectativas negativas sobre os períodos seguintes. Pela ótica do dispêndio, a queda do PIB foi empurrada pelo investimento que recuou 5,3% no segundo trimestre, em relação ao primeiro trimestre de 2014. A recessão técnica está instalada, já que se repete o quadro de retração econômica nos dois trimestres do ano.
http://blogdopedlowski.com/2014/08/29/conceicao-de-mato-dentro-como-o-prenuncio-do-que-podera-vir-no-porto-do-acu-quando-o-mineroduto-comecar-a-funcionar/

Ganho real do salário mínimo perde folego com a resistência da inflação

A previsão do salário mínimo para 2015 é de R$ 788,06 (setecentos e oitenta e oito reais e seis centavos), o que representa um crescimento nominal de 8,84% em relação ao salário mínimo de 2014. Considerando que o reajuste segue a lei de valorização do salário mínimo, cuja base é o índice de inflação desse ano e o percentual de crescimento econômico do ano anterior ao da Lei Orçamentária, a mesma previsão poderá ser alterado em função do fechamento do calculo da inflação no final deste ano. De qualquer forma, o gráfico mostra que apesar do ganho real do salario minimo frente a inflação, o mesmo ganho vem encolhendo na trajetória do tempo. Observe que apesar da crise internacional em 2008, no ano seguinte a inflação regride, enquanto se amplia o reajuste do salario mínimo. Nos anos de 2010 e 2011, ocorre exatamente o inverso, a inflação sobre e a correção do salário mínimo retrai quase anulado o ganho real em 2011. Em 2012 ocorre uma boa recuperação, invertendo o quadro nos anos seguintes, com pouco espaço para ganho real do salário mínimo.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Estimativa da população em 2014 na região Norte Fluminense

O IBGE divulgou a estimativa de população em 2014 para os municípios brasileiros. A tabela apresenta os números estimados para a região Norte Fluminense em 2014, os números relativos ao censo de 2010, com as respectivas taxas de evolução. Os municípios de Cardoso Moreira e São Francisco de Itabapoana perderam população no período analisado e as expectativas de crescimento em São João da Barra, por conta do porto do Açu, foram frustadas.
Veja no gráfico as taxas de evolução percentual nos nove municípios da região. Macaé apresentou a maior taxa de crescimento, ou 11,06% no período, seguido por Carapebus com 10,14% e Quissamã com crescimento de 9,97%. O município de São João da Barra apresentou um crescimento população, segundo a estimativa do IBGE, de 4,66%. No inicio das obras do porto do Açu, a expectativa era de que em 15 anos a população no município chegaria a 250.000 habitantes. Mais um indicador frustrante no município, já que a mesma população deveria estar estar próximo dos 102.000 habitantes em 2014, segundo as previsões do governo e do empreendedor. 

Divulgação

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA DE CAMPOS
Caros colegas,
Envio o cartaz de divulgação da palestra do professor Danilo Marcondes – “A Descoberta do Novo Mundo e o Ceticismo Moderno” – e solicito, por gentileza, ajuda na divulgação.
Dia: 10/09/14
Horário: 16 horas

Local: Auditório da Universidade Federal Fluminense UFFRua José do Patrocínio, 71/75 – Centro – Campos dos Goytacazes.

Prof. Dr. Luiz Claudio Duarte

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O território como elemento dinâmico do desenvolvimento

Desde o inicio do século passado as discussões sobre desenvolvimento local/regional acentua o fundamento "Capital Social", conceitualmente representado por um conjunto de elementos intangíveis que fazem parte do quotidiano das pessoas, tais como: cooperação, orgulho de pertencer ao local, iniciativas coletiva, civismo, ética e respeito.

Recentemente, Albagli (2004) orientou sobre o fato da comunicação entre os indivíduos pertencentes a um território, a partir de um processo cumulativo de troca de experiências, se caracterizar como o principal atributo social na formação da territorialidade. Esta territorialidade, por sua vez, representa uma poderosa estratégia de organização para o processo de desenvolvimento local.

Baseado nesse contexto, podemos resgatar num passado próximo um estado de territorialidade, onde o comportamento das pessoas era bastante diferente. Podemos lembrar da função legislativa sem remuneração, onde os homens de representatividade e de bons serviços prestados no seu local, exerciam mandatos de vereadores motivados pelo bem servir. Podemos lembrar também as manifestações culturais e religiosas organizadas pela população que não media esforços em sua implementação. As pessoas usavam tempo e recursos próprios ou captados de terceiros para manter viva a sociedade, onde o governo passava despercebido. Existia, efetivamente, uma sociedade onde as relação sociais eram consistentes, o senso de pertencimento aguçado, forte percepção sobre a necessidade da ação coletiva, alto padrão de respeito mútuo e civismo. Esse quadro materializava a existência de "capital social", que para os mais antigos representava uma pratica comum, uma cultura.


Todavia, na modernidade globalizada, onde o processo concorrencial é excludente, essa estrutura de capital social representa uma potencial estratégia para o desenvolvimento local. Porém, como podemos verificar, o quadro que se apresenta é bem diferente. Os aspectos já citados do capital social não são tão fáceis de se encontrar. Aliás, no território representado pela região Norte Fluminense, não seria exagero afirmar que são raros e, portanto, uma condição que inibe o processo de evolução ao desenvolvimento. Conforme já discutimos, os investimentos exógenos, por si só, não garantem desenvolvimento, sendo, portanto, essencial a reconstrução de um certo padrão de capital social e a sua utilização no processo de governança para o desenvolvimento. Assim, combinar ações endógenas, a partir da organização social no território, com os investimentos exógenos, pode caracterizar a estratégia fundamental para o desenvolvimento local/regional.  

Divulgação


Jornal o Diário

A empresa Anglo American acaba de receber no Porto do Açu, em São João da Barra (SJB), o primeiro carregamento de polpa (minério) de ferro bombeado pelos 529 quilômetros do mineroduto Minas-Rio, proveniente da mina e da planta de beneficiamento, em Minas Gerais. A Anglo anunciou que continua agilizando as medidas necessárias para realizar o primeiro embarque de minério de ferro em navios até o final deste ano. 

O bombeamento do minério, que chegou no domingo (24/8), foi parte do cronograma de testes do empreendimento. As operações do terminal de minério de ferro do Porto são gerenciadas pela joint-venture Ferroport, com participação de 50% da Anglo American e 50% da Prumo Logística.
A Anglo finaliza o processo para realizar o primeiro embarque de minério. Nos próximos meses, os testes continuam na mina, planta de beneficiamento, mineroduto e instalações do porto para garantir a entrega segura do empreendimento. 

O projeto - Principal projeto mundial da Anglo American, o Minas-Rio está em fase de obras e atingirá, em sua primeira fase, capacidade de produção de 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro. O empreendimento inclui uma mina de minério de ferro e unidade de beneficiamento em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas (MG); o maior mineroduto do mundo, com 529 quilômetros, que atravessa 32 municípios mineiros e fluminenses; e o terminal de minério de ferro do Açu, no qual a Anglo é parceira da Prumo Logística com 50% de participação. .

A Anglo - Uma das maiores companhias de mineração do mundo, a Anglo American tem sede no Reino Unido e ações negociadas nas bolsas de Londres e Joanesburgo. Seu portfólio de negócios, segundo a assessoria da companhia, atende às diferentes necessidades dos clientes e abrange commodities de alto volume - minério de ferro e manganês; carvão metalúrgico e carvão mineral; metais básicos e minerais - cobre, níquel, nióbio e fosfatos; e metais e minerais preciosos - nos quais é líder global em platina e em diamantes.

Ainda segundo a assessoria, a Anglo é comprometida com um trabalho alinhado a seus stakeholders - investidores, clientes, parceiros e empregados - para criar valor sustentável que faz a diferença, respeitando os mais altos padrões de segurança e responsabilidade nos seus negócios e localidades.

"Quanto empregos serão gerados nessa nova etapa de escoamento de minério e quais são as especializações exigidas? É essencial responder essa pergunta!"

 

terça-feira, 26 de agosto de 2014

A movimentação do emprego formal no país em 2013

O emprego formal cresceu, em termos absoluto,  na região sudeste em 2013, com base em 2007. São Paulo cresceu 26,59%; Minas Gerais cresceu 25,29%; Rio de Janeiro cresceu 25,12% e o Espirito Santo cresceu 27,04%, enquanto o crescimento no país atingiu 30,16% no período investigado.
Apesar do crescimento observado, a avaliação da participação relativa apresenta resultados negativos. Todos os estados da região perderam participação no total do emprego no país. São Paulo foi o estado que mais perdeu participação, saindo de 29,46% em 2007 para 28,65% em 2013, o que representou uma uma queda de 0,63% na participação do emprego total  no período verificado.
O estado de Minas Gerais saiu de uma participação de 10,73% em 2007 para 10,33% em 2013, representando uma queda de 0,36% na participação do emprego total.
O estado do Rio de Janeiro saiu de uma participação de 9,75% em 2007 para 9,37% em 2013, representando uma queda de 0,35% na participação do emprego total.
O estado do Espirito Santo, com a menor perda, saiu de uma participação de 2% em 2007 para 1,95% em 2013, representando uma queda de 0,01% na participação do emprego total.
Esses resultados são importantes e mostram uma redistribuição do emprego no país, onde a região sudeste, a mais importante com a metade da participação do emprego no país, perdeu espaço para outras regiões.
  

A nossa água de de cada dia!

http://blogdopedlowski.com/2014/08/25/abastecimento-de-agua-em-sao-joao-da-barra-sob-o-espectro-de-uma-saida-a-la-leao-da-montanha/

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Revista de Extensão UENF

PROEX divulga informações sobre revista online

Por solicitação do professor Alcimar das Chagas Ribeiro, assessor da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PROEX) da UENF, divulgamos informações sobre a Revista de Extensão da UENF “Estendendo Conhecimento para o Bem-Estar Social”. Trata-se de um instrumento interdisciplinar para divulgação online de artigos e relatos de experiências, oriundos das atividades de extensão unversitária.
Leia aqui

Por que o remédio econômico não faz efeito?

http://oglobo.globo.com/economia/metade-dos-principais-setores-da-industriatem-perdas-na-producao-desde-2008-13716481

A retração da industria de transformação brasileira no período posterior a crise internacional de 2008, reacende algumas questões importantes, as quais podem nos ajudar a entender a estrutura econômica do país e as possíveis alternativas para sua dinâmica. Nesse aspecto, talvez o elemento mais importante seja a percepção de que o sistema econômico é muito heterogêneo e, portanto, nem sempre vai responder as políticas macroeconômica clássicas. Há de se considerar que no contexto das empresas transnacionais, estado e globalização, realidades muitos diferentes, como os locais com governos próprios; empresas e seus residentes, apresentam padrão diferenciados de renda, capacidade de governança, exigências e inovação. Assim, penso que é um grave erro insistir na tese de um único modelo de desenvolvimento para um país tão diverso. A possibilidade da articulação de estratégias endógenas locais/regionais com o modelo macroeconômico clássico, pode representar uma excelente contribuição nessa discussão.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Onde está o desenvolvimento?

O triste quadro do emprego no comércio na região Norte Fluminense é apresentado no gráfico. Campos dos Goytacazes eliminou 256 vagas de trabalho no período de janeiro a julho de 2014. No mesmo período no ano de 2013, o município eliminou 484 vagas.
Macaé eliminou 19 vagas em 2014 e 385 vagas no mesmo período de 2013.
São João da Barra criou somente 6 vagas em 2014, contra 13 vagas em 2013, o que representa uma desaceleração de 53,84%.
O melhor resultado melhor é o São Francisco de Itabapoana que, apesar da desaceleração em 2014, gerou um saldo de 21 empregos no período de janeiro a julho deste anos, contra um saldo de 42 empregos no mesmo período de 2013. De qualquer forma a confirmação de que as atividades de petróleo e portuária não incrementam a atividade doméstica.

Movimentação do emprego em julho

Os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho, relativos a movimentação do emprego em julho, indicam uma forte desaceleração do saldo no país. No Brasil foram gerados 632.224 empregos no período de janeiro a julho de 2014, saldo inferior a 699.036 empregos gerados no mesmo período de 2013.  
No Estado do Rio de Janeiro não foi diferente. Foram gerados 18.144 empregos nos primeiros sete meses de 2014, saldo inferior a 41.463 empregos gerados no mesmo período de 2013.
Na região Norte Fluminense, a desaceleração foi 54,61% em julho, com relação a junho do mesmo ano.
Campos dos Goytacazes gerou um saldo de emprego de 4.129 no período de janeiro a julho, com uma importante uma participação de 54,4% do setor agropecuário, seguido pela construção civil com 31,02%  e da atividade de serviço com  13,95% de participação. O comércio eliminou 256 empregos no período.
Macaé gerou um saldo de 481 empregos no período analisado, sendo 998 na construção civil e a eliminação de 513 empregos no setor extrativa mineral. O comércio eliminou 19 empregos no período. 
São Francisco de Itabapoana gerou 560 empregos, sendo 496 no setor agropecuário. O município criou um saldo de 21 empregos no comércio.
São João da Barra gerou um saldo de 478 empregos no período, sendo 285 empregos na construção civil e 232 empregos na industria de transformação. A atividade de comércio gerou 6 empregos no período.

Preocupações com minério de ferro!

MMX Mineração, de Eike, interrompe produção em Minas Gerais
SAMANTHA LIMA
DO RIO
20/08/2014  15h35

A MMX Mineração, controlada por Eike Batista, informou que, devido à "prolongada" baixa nos preços internacionais de minério de ferro, vai interromper a produção na região de Serra Azul, em Minas Gerais, por 30 dias. A empresa dará férias coletivas aos funcionários.
A cotação da tonelada caiu cerca de 28% no primeiro semestre do ano.
A empresa ainda não divulgou o resultado do segundo trimestre de 2014. No primeiro trimestre, registrou prejuízo de R$ 69,6 milhões, ante perda de R$ 55,8 milhões em igual período de 2013.
Na segunda-feira (18), o jornalista Lauro Jardim, da revista "Veja", havia informado que a empresa caminha para a recuperação judicial.
Folha apurou que esta é uma das opções na mesa em estudo para salvar a companhia.
Outra questão alegada para a interrupção da mineradora, chamada de mini-Vale por Eike em sua fundação, são as restrições operacionais impostas por órgãos ambientais de Minas Gerais, que dependem de
delimitações de áreas de preservação para serem revistas.
A mineradora informou, ainda, que alguns funcionários continuam trabalhando para cuidar da manutenção e conservação, e que vem investindo para melhorar a eficiência da unidade e redução de custos, "mitigando o impacto da retração nos preços".
NOVO MODELO
No comunicado ao mercado, a mineradora diz que seu plano de NEGÓCIOShttp://cdncache1-a.akamaihd.net/items/it/img/arrow-10x10.png vem sendo revisado, "com objetivo de priorizar as iniciativas geradoras de caixa".
A previsão da empresa é apresentar esse novo modelo na ocasião em que forem divulgados os resultados do segundo trimestre.

Procurada, a MMX não indicou representante para comentar.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Custo elevado de produção derruba a competitividade do Brasil

Matéria do Jornal Estado de São Paulo
Estudo da Consultoria The Boston Consulting Group (BCG) indica que produzir no Brasil é mais caro 23% do que nos Estados Unidos. Os custos de mão de obra, eletricidade e gás natural, foram levados em consideração tendo como base os Estados Unidos. Os custos associados ao fator trabalho foram determinantes na perda de competitividade brasileira, já que a evolução dos salários na industria  não foi acompanhada da produtividade. A baixa eficiência da mão de obra encareceu o custo de produção no Brasil. O gráfico apresenta os Estados Unidos na base 100, tendo na parte superior do gráfico os países com menor custo de produção e na parte inferior os países com custo de produção superior aos Estados Unidos.  

domingo, 17 de agosto de 2014

Jornal Folha de São Paulo

"Enfim o reconhecimento de que grandes eventos podem não ser benéficos economicamente. Se as expectativas da copa do mundo eram favoráveis para o incremento econômico, veja que o próprio ministro da fazenda agora a culpa pelo baixo crescimento do país. Será que acontece o mesmo com os grandes investimentos na região Norte Fluminense?"

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/08/1501678-para-ministro-da-fazenda-copa-derrubou-pib-do-1-semestre.shtml


sábado, 16 de agosto de 2014

Valor Econômico

"Essa discussão é importante para o país e interessa também a região Norte Fluminense, já que o porto do Açu em São João da Barra terá papel relevante na exportação de minério de ferro. Mais de 1/3 das exportações do Brasil seguem para o continente asiático. Devemos nos preocupar!"

15/08/2014 às 16h08 3

FMI: Brasil seria um dos menos atingidos por desaceleração da China

WASHINGTON  -  O Brasil seria um dos países menos atingidos da América Latina por uma queda do crescimento da China, segundo estudo divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Nas contas do relatório, um recuo de 1% do PIB chinês em relação ao cenário básico faria com que o PIB brasileiro ficasse 0,1% abaixo da tendência esperada, três anos depois do choque. Na média de 12 países latino-americanos exportadores de commodities, o impacto negativo seria de 0,4% a 0,5%.  
“O modelos sugerem uma queda acima da média do PIB para Honduras e Peru, de cerca de 0,9%. O Brasil, uma economia muito menos aberta, mostra uma resposta menor, de cerca de 0,1%”, diz o estudo do economista Bertrand Gruss. A questão é que a soma de exportações e importações brasileiras de bens e serviços é baixa - ficou em 28% do PIB em 2013, bem abaixo dos 117% do PIB de Honduras e dos 48% do PIB do Peru, segundo números do Banco Mundial. 
“Em geral, os resultados confirmam que um crescimento mais lento da China representam um risco chave de piora para os países latino-americanos exportadores de commodities”, diz o texto, ressaltando que os preços de produtos primários são um canal fundamental pelo qual um choque como esse afetaria a região. 
O relatório estima o efeito da desaceleração da China sobre o índice “líquido” de preços de commodities (NCPI, na sigla em inglês) dos países latino-americanos, um indicador que leva em conta as exportações e as importações de bens primários. Segundo o estudo, uma queda de 1% do PIB chinês em relação ao cenário básico diminuiria em cerca de 3% a média dos índices das economias da região. Em alguns casos, o impacto chegaria a 8%, mas o estudo não especifica quais são esses países. 
O estudo destaca que a relevância da China para os preços de commodities tende a refletir o seu peso grande e crescente na economia global, mas também o seu grande apetite por esses produtos. Citando um trabalho de 2012, Gruss nota que o consumo da China respondia por cerca de 20% da produção global de energia não renovável, por 23% no caso dos principais grãos e 40% dos metais básicos.
O relatório também conclui que, entre 2014 e 2019, os países latino-americanos deverão avançar a um ritmo bem menor do que nos anos de boom das commodities, mesmo que os preços desses produtos fiquem estáveis nos níveis de 2013. O desempenho também deve ser pior do que nos últimos dois anos. 
No caso do Brasil, que cresceu a uma média de 3,9% entre 2003 e 2011, um período de grande alta desses produtos, a expectativa é de expansão abaixo de 3% nos próximos cinco anos, se as cotações de commodities ficarem nos níveis de 2013. Para a média dos países latino-americanos, o crescimento entre 2014 e 2019 deverá ficar quase 1 ponto percentual inferior ao registrado em 2013 e 2012, e mais de 1,5 ponto a menos do que entre 2003 e 2011.
Previsões muito parecidas com essas, porém, já haviam aparecido no Panorama Econômico Regional para o Hemisfério Ocidental, divulgado pelo FMI em abril. As simulações do impacto de uma desaceleração da economia chinesa sobre os países latino-americanos não constavam daquele trabalho. Nota no começo do relatório de Gruss observa que o documento representa as visões do autor, não expressando necessariamente as do FMI ou de suas políticas. 


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Índice de Atividade Econômica do Brasil em 2014

O IBC-Br do Banco Central do Brasil, índice que compõe estimativas para a produção nos setores básicos da economia brasileira (serviços, indústria, agropecuária e impostos), apresentou um quadro de retração da economia. Em junho a queda foi de 1,48% em relação a maio e no período de janeiro a junho, deste ano, a economia absolveu uma retração média  de 1,46%. O gráfico mostra a evolução das taxas relativas a dinâmica economia do país nos meses desse primeiro semestre.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Estado de São Paulo

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,suco-de-caju-a-menina-dos-olhos-da-pepsi-imp-,1543625

Vejam como atividades econômicos tradicionais, combinadas com conhecimento, podem gerar negócios, potencialmente, importantes em qualquer país. Precisamos aprender com essas experiências!  

domingo, 10 de agosto de 2014

Jornal Folha de São Paulo

EXPANSÃO NA BASE REDUZ ABISMO MAS LIMITA ECONOMIA


ÉRICA FRAGA
MARIANA CARNEIRO
INGRID FAGUNDEZ
DE SÃO PAULO
10/08/2014  02h00

Dez profissões de pouca qualificação e salário baixo foram responsáveis por metade dos 9,4 milhões de empregos formais criados no país entre 2007 e 2013.

O cargo de servente de obras foi o campeão de vagas geradas: 921 mil, quase 10% do saldo total entre contratações e demissões no período. Trabalhadores de chão de fábrica, faxineiros, vendedores, vigilantes e recepcionistas também tiveram os maiores saldos de postos criados.
Na outra ponta, entre as carreiras que demitiram muito mais do que contrataram, estão supervisores administrativos, trabalhadores do setor de cana-de-açúcar e operadores de máquinas fixas. As informações são parte de um levantamento feito pela Folha nas bases de dados do Ministério do Trabalho e revelam um quadro de intensa mudança estrutural no mercado brasileiro.
O aumento da renda da classe média alimentou a demanda por serviços e comércio. A expansão salarial e os incentivos ao setor HABITACIONALhttp://cdncache1-a.akamaihd.net/items/it/img/arrow-10x10.pngtambém explicam o aquecimento da construção civil. Essas tendências levaram a uma maior formalização de quem antes trabalhava sem carteira assinada e a um forte aumento nas contratações por parte desses setores.
Mas a maioria das vagas criadas foi de baixa qualificação, já que os serviços demandados são pouco sofisticados, a oferta de mão de obra educada é limitada, e o setor de construção não se modernizou. "O setor de construção civil no Brasil ainda é muito atrasado. Com pouca modernização, a demanda por serventes é alta", afirma o economista Anselmo Luís dos Santos, da Unicamp.
A intensa contratação de mão de obra pouco qualificada ajuda a explicar a queda do desemprego e da desigualdade. "Ganho muito mais do que muita gente que passou muito tempo estudando", diz o pedreiro Valdionor Santos Silva, 27, que completou apenas o ensino fundamental.
EFICIÊNCIA
O aumento do emprego tão concentrado em postos de baixa qualificação explica o lento avanço da eficiência da economia brasileira. E a baixa produtividade limita a capacidade de crescimento.
As empresas adotaram medidas para melhorar. Um sinal disso foi o forte crescimento nas contratações de profissionais com perfil técnico. O aumento de especialistas é acompanhado por um significativo corte dos cargos intermediários de gestão.
Também na busca por mais produtividade, máquinas têm substituído empregos no campo e nas empresas. Mas a indústria, que poderia dar impulso à contratação de profissionais mais qualificados, está em crise –o que afeta a demanda por mão de obra no próprio setor e por serviços sofisticados que poderiam atendê-lo, como pesquisa e desenvolvimento.
Outro empecilho ao avanço da produtividade é a falta de mão de obra qualificada nos setores em expansão. "Um monte de engenheiro júnior virou sênior. Um monte de encarregado virou mestre. Mestres passaram a ser pagos como nunca. Mas muitos não estavam preparados, e isso causou problemas", diz Antonio Setin, presidente da construtora Setin.
As tendências do mercado de trabalho são tema de uma série de reportagens da Folha a partir deste domingo.
Colaborou MARCELO SOARES

Especial Mercado de Trabalho

"Vejam que a pesquisa para o Brasil confirma a nossa avaliação sobre o emprego na região Norte Fluminense, especialmente, em São João da Barra, sede do porto do Açu. A fase de construção do projeto abre vagas de baixa qualificação, o que pressiona, positivamente, o emprego local. Os salários são baixos e não dinamizam a economia local. O fato é explicado pela transferência de renda feita pelos trabalhadores de outros estados e a pouca margem para consumo da renda disponível dos trabalhadores locais. Como podemos ver, nem tudo é o que parece ser!" 

sábado, 9 de agosto de 2014

Democracia! Governo do Povo ou Exploração do Povo!

Nas caminhadas matinas em minha cidade do interior, lá onde tem palmeiras e canta o sabiá, posso observar o perfil e a dinâmica da tão falada democracia. Nesta cidade a oposição destronou uma situação prolongada, sobrevivendo a dois mandatos e ainda elegendo um candidato, do mesmo grupo, para um terceiro mandato. A troca de batuta começa a alterar todo o processo. O poder muda comportamento e promessas anteriores tendem a não ser cumpridas. Como era de se esperar o grupo coeso se desmancha e as crises se multiplicam. A liderança que sai pretende continuar exercendo o seu poder e o atual legislador precisa impor a sua marca. Está instalado um grande problema na democracia desta terra querida!

A guerra está declarada e os súditos precisam manter as benesses pessoais e de seus familiares. De que lado ficar? Afinal novos pleitos ocorrerão e a decisão de apoio a qualquer dos lados pode ser um risco para o futuro próximo.
A estratégias baseada na falsidade entra em ação. Promessas de fidelidade ao governante e encontros as escondidas com a outra liderança fora do poder, além das fofocas de esquinas e nas redes sociais. Essas não perdoam, caracterizando provas incontestes de traição que vão gerar exonerações generalizadas.

Agora sim, depois da perda do cargo esses cidadãos declaram, abertamente, apoio a liderança que virou opositor, por não poder exercer o seu poder no mandato alheio. A expectativa então é que essa liderança tenha êxito no pleito legislativo para voltar dois anos depois a ocupar o executivo, possibilitando uma condição favorável aos oportunistas de plantão. Como pensam pequeno, pessoas que, teoricamente, tem boa formação intelectual. A prioridade está claramente definida e não tem nada a ver com ideal. Explorar a população é essencial para a maximização de benefício pessoal.

Fico a pensar! Será que alcançaremos algum dia um estágio democrático em sua essência?  Quero dizer, onde as indivíduos, especialmente, aqueles mais conscientes se doem em beneficio do coletivo? Onde a consciência do indivíduo oriente o uso eficiente dos recursos públicos em benefício dos mais necessitados? Onde se pense na formação adequada das crianças, de maneira que se transformem em adultos mais qualificados e capazes de construir famílias mais felizes?


Enfim, esses indivíduos que praticam a democracia voltado para o seu próprio interesse precisam refletir sobre o seu comportamento!

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Transferência de royalties em julho para a região Norte Fluminense

Os valores de royalties transferidos aos municípios da região Norte Fluminense, no mês de julho, são disponibilizados na tabela. Campos dos Goytacazes recebeu R$52,5 milhões, Macaé recebeu R$41,1 milhões, São João da Barra recebeu R$10,6 milhões e Quissamã recebeu R$7,5 milhões. O total recebido pela região no mês somou R$117,6 milhões, valor 6,23% maior do que o valor recebido em junho. 
Em julho a participação relativa da região atingiu 41,77% em relação ao total do Rio de Janeiro, enquanto que no mesmo mês do ano passado a participação chegou a 42,39%. No acumulado janeiro de julho de 2014 a participação regional atingiu 41,60% enquanto que no mesmo período de 2013 a participação relativa alcançou 43,11%.

Divulgação

O livro Economia Norte Fluminense: análise da conjuntura e perspectivas, está sendo comercializado na lojas: Livro Verde - Centro de Campos dos Goytacazes e Honey Book no bairro da Pelinca.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

PROFESSOR! A visão de Alexandre Garcia

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2014/08/professor-nao-e-profissao-e-missao-afirma-alexandre-garcia.html

Sensacional! Um excelente momento para refletir sobre o tema.

Você sabe quanto ganha um professor do ensino médio com curso superior completo e até pós-graduação? Em uma cidade pertinho de Brasília, acredite: pouco mais de um salário mínimo. O salário é menor até do que o piso nacional! Para uma profissão que deveria ser extremamente valorizada.
Será que eles sabem que professor é um dom; é uma vocação. A pessoa nasce professor e não tem que se envergonhar, a não ser com o salário.
Talvez por isso, nesta quarta-feira (6) vi no jornal alguém que se identifica como "pedagoga", isto é, formada em pedagogia. Não é professora. Outra se diz "educadora". Educadora é a mãe, é o pai. Professor é professor, o que ensina. O médico é médico porque teve professores. O engenheiro, porque teve professores. Professor é qualidade, não é apenas salário.
O prefeito, os vereadores, que oferecem pouco ao professor, talvez não tenham tido professores dedicados. Pagam abaixo do mínimo porque não podem pagar pior para o setor mais importante do município, que é o ensino. Que deveria ter o maior salário.
O vereador pode até fazer leis, mas não faz um país com saber, com conhecimento, com futuro. Isso é o professor que faz. O professor é o construtor do país, do futuro, precisa de salário que lhe dê tranquilidade para viver e lecionar preparado, para que possa se vestir dignamente, à altura da nobreza da profissão.

Aliás, qual seria a mais nobre das profissões? A do advogado, que não deixa o inocente ser condenado? A do engenheiro, que não deixa o viaduto cair? A do médico, que não deixa o paciente morrer? Ou a do professor, que não deixa definhar o futuro? Professor é mais que vereador, que prefeito, que não lhe pagam, porque nem é profissão, é missão.

Continua a derreter o patrimônio de Eike Batista

RAQUEL LANDIM

DE SÃO PAULO
06/08/2014  02h00
O empresário Eike Batista entregou mais uma participação no que restou do seu império para o fundo árabe Mubadala em uma tentativa de equacionar suas dívidas.
Conforme comunicados divulgados nos últimos dois dias, Eike se comprometeu a transferir 10,4% da Prumo Logística (antiga LLX) e 10,5% da MMX (mineração) para o Mubadala. Pelo preço das ações no pregão desta terça-feira (5), as participações nas duas companhias valem cerca de R$ 220 milhões.
O negócio, no entanto, ainda está sujeito a "condições precedentes" não divulgadas e deve ocorrer até o fim de setembro. Na Prumo, que administra o porto do Açu e hoje pertence aos americanos da EIG, a participação do empresário vai cair de 20,9% para 10,5%. Na MMX, sua fatia sai de 59,3% para 49%.
O Mubadala, fundo de desenvolvimento do governo de Abu Dhabi, é um dos principais credores de Eike na holding EBX, mas não se sabe exatamente qual é o valor dessa dívida hoje.
O empresário também deve cerca de US$ 1 bilhão para os bancos Itaú (US$ 700 milhões) e Bradesco (US$ 300 milhões), que estão perto de fechar um acordo para rolar o pagamento desses débitos por muitos anos.
Com essas operações, a empresa de reestruturação Angra Partners tenta finalmente equacionar a situação financeira do ex-bilionário.
DÍVIDA COM OS ÁRABES
Em abril de 2012, o Mubadala, fundo de investimento do emirado de Abu Dhabi, "investiu" US$ 2 bilhões no grupo EBX em troca de pequena participação acionária.
Mas os árabes estruturam o negócio de uma maneira que puderam transformar o "investimento" em uma dívida, que passaram a cobrar quando o império de Eike entrou em colapso.
O empresário chegou a quitar US$ 500 milhões dessa dívida em julho de 2013, mas ainda restava US$ 1,5 bilhão a ser pago.
Em fevereiro, o Mubadala e a trading holandesa Trafigura compraram o porto do Sudeste, um dos ativos mais valiosos de Eike, que pertencia à mineradora MMX, por cerca de US$ 1 bilhão -US$ 400 milhões em dinheiro e R$ 1,3 bilhão em dívidas.
O empresário, no entanto, nunca divulgou quanto desse valor foi utilizado para abater sua dívida com o Mubadala

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/08/1496377-eike-entrega-nova-fatia-de-antigo-imperio.shtml