sábado, 31 de maio de 2014

Um primeiro trimestre frágil para a economia brasileira

Na contagem do PIB do primeiro trimestre de 2014, a agropecuária se destacou com um crescimento de 3,6% em relação ao trimestre anterior, enquanto a indústria caiu 0,8% e os serviços cresceram 0,4% no mesmo período. Na comparação entre o primeiro trimestre de 2014 e o primeiro trimestre de 2013 o crescimento do PIB alcançou 1,9%, enquanto a variação acumulado dos quatro últimos trimestres chegou a 2,5% em relação ao mesmo período anterior.

Pela ótica do consumo foi observado, ainda na análise do primeiro trimestre de 2014, a expansão de 0,7% do consumo da administração pública, a queda 2,1% na formação bruta do capital fixo e queda 0,1% no consumo das famílias. No setor externo, enquanto as exportações caíram 3,3% as importações cresceram 1,4%.


Aprofundando a análise temporalmente na comparação do primeiro trimestre do ano em relação ao mesmo período do ano anterior,  pode-se observar uma trajetória de queda na taxa de investimento e na poupança bruta, conforme mostrado no gráfico acima.

"Rio Pensa o Futuro"

RIO (CEPERJ)
Especialistas e acadêmicos debatem futuro do Rio
30/05/2014 - 17:06:20

Planejamento é a chave para garantir legado aos investimentos

Realizado pela Fundação Ceperj, em parceria com a Firjan, o seminário “Rio Pensa o Futuro” reuniu especialistas, acadêmicos e autoridades para discutir o destino do estado, após a retomada de grandes investimentos, inclusive estrangeiros.

Entre os assuntos pautados, destacaram-se os avanços econômicos do estado, o crescimento das cidades interioranas, como Macaé, e a necessidade de adequar a infra-estrutura nos municípios para a instalação de indústrias.

Outra unanimidade foi a importância da despoluição da Baía de Guanabara. Segundo os convidados, é necessário levar adiante o programa de resgate da baía para a garantia do futuro do estado nos setores ambientais e político-econômico, tornando-o crível para sediar novos eventos, como a Rio +20.

- “O futuro do Rio de Janeiro passa por salvar a Baía de Guanabara, do contrário seremos desacreditados nos debates internacionais. As cidades que levam o tema a sério despoluíram suas baías”, afirmou o professor de economia da PUC-RJ, Sergio Besserman, referindo, entre outras, às cidades de Sydney e São Francisco.


A chegada de novos empreendimentos que fazem parte da economia criativa do estado foi o último assunto debatido. Foi comentado o crescimento de empresas ligadas à arte, cultura e ao intelecto como retorno de capital e seus processos de incubação de dois a três anos, para serem qualificadas para o mercado criativo. Destaque para os setores audiovisual, publicidade e entretenimento.

O ciclo foi encerrado com a premissa básica de que o foco central para a transformação, ou seja, para a melhoria do Rio de Janeiro como um todo, passa pelo planejamento e, consequentemente, pelos investimentos nas áreas ambiental, de infra-estrutura e educacional, que trazem retorno em longo prazo, preparando o estado para as gerações futuras. Devido ao sucesso do evento, a Fundação Ceperj deseja de transformar o seminário “Rio Pensa o Futuro” num ciclo de debates.

" Uma excelente iniciativa, a qual tive o prazer de participar e levar levar nossas preocupações sobre os impactos reais dos grandes investimentos em petróleo e portos, especialmente, para a população da região Norte Fluminense. Como de hábito, o discurso extremamente otimista dos órgãos de governo, em alguns momentos acentuando a auto promoção e, do outro lado, a visão critica da academia que, naturalmente, apresenta uma forte argumentação embasada em indicadores oficiais. 
De qualquer forma, o exercício democrático da discussão só ajuda a construção de um entendimento mais real, assim como, induz a formação de uma massa critica mais robusta em busca das soluções tão necessárias. Continuarei acompanhando esse debate e divulgando as nossas discussões sobre a região. Aliás deveríamos aproveitar a ideia e fazer o mesmo por aqui. Me coloco a disposição desde já"!


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Será Inovação?

http://oglobo.globo.com/economia/que-tal-uvas-de-560-ou-um-melao-de-125-conheca-as-frutas-mais-caras-do-mundo-12629254

Transformar vantagem comparativa em vantagem competitiva é uma estratégia inteligente que permite potencializar a economia tradicional. Nesse aspecto, a terra pode ser uma dádiva divina, conforme dizia os fisiocratas no século XVIII na França. O ensinamento é importante para o Brasil.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Análise da evolução do emprego e renda em Campos - Macaé e São João da Barra

Os indicadores relativos a trajetória do emprego formal  e da renda do trabalho assalariado em Campos, Macaé e São João da Barra, principais municípios do Norte Fluminense, em termos de investimento privado, indicam um quadro preocupante da economia regional.

Macaé concentra o emprego no setor de serviços e construção civil, tendo em vista a sua condição de base das empresas que operam no setor petrolífero na Bacia de Campos. Entretanto, o município tem dificuldade em fomentar negócios em outros setores. A fragilidade do emprego no comércio confirma a tese de que a riqueza gerada pelo petróleo não é internalizada na proporção compatível com os investimentos no setor. Verifica-se que até mesmo o emprego da atividade petrolífera vem se retraindo. O saldo desacelerou 55,31% em 2012, com base no ano anterior e 22,89% em 2013 com base em 2012. No primeiro quadriênio de 2014 o município  eliminou 1.097 empregos. Complementarmente, a renda média em torno de 8,5 salário mínimos mês nos anos de 2007 a 2009, caiu para 7,7 e 7,2 salários mínimos nos anos de 2010 e 2011, alcançando 8,0 salários mínimos em 2012.

Já o emprego em Campos dos Goytacazes apresenta uma distribuição mais equilibrada, porém não menos preocupante. O setor agropecuário é importante, assim como os setores de serviço e construção civil. Entretanto, a natureza sazonal é um problema, já que a atividade sucroenergética é declinante e descontínua, enquanto a construção civil é dependente do investimento público. Por sua vez o emprego no setor de serviços tem baixo valor agregado e, em muitos casos, pode ser classificado como trabalho não produtivo, segundo a concepção smithiana. Com saldo de aproximadamente três mil empregos nos anos de 2010 e 2011, o município eliminou 370 empregos em 2012, se recuperando em 2013 e 2014. A renda média do trabalho se situou em torno de 2,5 salários mínimos no período analisado, indicando uma condição de incompatibilidade com a estrutura de riqueza, segundo o Produto Interno Bruto (PIB).

O emprego em São João da Barra é totalmente dependente dos investimentos no porto do Açu. Após sofrer desaceleração do saldo em 2009 e 2010, por conta da crise americana no final de 2008, se recuperou em 2011, voltando a desacelerar em 2012. A crise de confiança do grupo EBX em 2013, desmontou a configuração inicial, eliminando 901 empregos no município. Já no primeiro quadrimestre de 2014, após nova configuração do complexo portuário, o município gerou 444 novas vagas de emprego. A renda média de 2,87 salários mínimos também não apresenta um padrão de coerência com os investimentos no setor de infra estrutura portuária que é a base do emprego local. Por outro lado, a baixa taxa de emprego no comércio, indica fuga da riqueza gerada na fase de construção do porto.

O gráfico apresenta a trajetória da renda em salários mínimos nos municípios selecionados.

A presente análise reforça a tese sobre a importância do investimento endógeno. Também reforça a ideia de que é essencial  a criação de negócios com raízes na cultura local e relacionados com o conhecimento científico disponível. A postura passiva diante dos grandes investimentos exógenos é um forte obstáculo ao desenvolvimento, já que a sociedade local / regional não se beneficia das externalidades positivas geradas e não cria alternativas, segundo as expertises já cristalizadas. Ainda como penalização, internaliza as externalidades negativas, materializadas no desemprego, especulação de toda sorte, miséria, exclusão social e violência.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

O investimento nos principais municípios da região Norte Fluminense em 2013

A figura apresenta o percentual de investimento sobre as receitas correntes nos principais municípios da região Norte Fluminense, em termos de recepção de investimento privado. Campos dos Goytacazes, com R$2,4 bilhões de receitas correntes e superavit orçamentário de 2,94% em 2013, apresentou a maior taxa de investimento público, batendo 17,52% das receitas correntes. Em termos absolutos, o valor liquidado somou R$410,9 milhões no ano analisado. 
O município de Macaé realizou R$1,9 bilhão de receitas correntes e um superávit de 21,4%. A taxa de investimento foi de 3,04%, indicando dificuldade do município em alocar recursos na conta de capital, apesar da sobra de caixa representada no alto superávit. Em termos absolutos os gastos em investimento no município somaram R$59,5 milhões no ano.
São João da Barra realizou R$364,3 milhões de receitas correntes e um superávit de 3,84%. A taxa de investimento ficou em 2,84%, indicando dificuldades no município. Diferente de Macaé, a pequena sobra de caixa tem indicativos de problemas na gestão orçamentária, já que quase a totalidade dos recursos é dirigida para custeio. Tal fato, com certeza, compromete o longo prazo do município, criando sérios gargalos ao processo de bem estar social e econômico. O valor absoluto do investimento somou somente R$9,0 milhões no ano.
Para efeito de comparação, o Estado do Rio de Janeiro apresentou uma taxa de investimento de 11,50% sobre as receitas correntes, percentual inferior ao de Campos dos Goytacazes.    

sábado, 24 de maio de 2014

Execução orçamentária em 2013 no município de Macaé

A execução orçamentária no município de Macaé, em 2013, apresentou um superavit de 21,4%, considerando as receitas orçamentárias realizadas e as despesas orçamentárias liquidadas. As receitas correntes realizadas somaram R$1,9 bilhão, sendo R$644,2 milhões de receitas próprias, ou 32,94% das receitas correntes e R$1,1 bilhão de transferências constitucionais, ou 55,53% das receitas correntes. As despesas Correntes liquidadas somaram R$1,5 bilhão, com despesas de pessoal e encargos somando R$922,1 milhões ou 47,14% das receitas correntes. Já as despesas de capital somaram R$109,2 milhões, com as despesas com investimento atingindo R$59,4 milhões ou 3,04% das receitas correntes. 

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Emprego na região Norte Fluminense em abril

O emprego melhorou em abril, com relação a março, na região Norte Fluminense. Campos puxou o resultado positivo com 787 vagas criadas, enquanto Macaé eliminou 286 no mês. São Francisco de Itabapoana gerou 78 vagas e São João da Barra gerou 72 vagas no mesmo mês.
No acumulado de janeiro a abril, Campos gerou 941 vagas de emprego, distribuídas no setor extrativa mineral com -6 vagas, industria de transformação -33 vagas, construção civil 975 vagas, comércio -560 vagas, serviços 242 vagas e agropecuária 354 vagas.
O município de Macaé eliminou 1.097 vagas no período, distribuídas na extrativa mineral com -163 vagas, industria de transformação com -55 vagas, construção civil -321 vagas, comércio -261 vagas, serviços com -303 vagas e agropecuária com 3 vagas.
São João da Barra gerou 444 vagas no período, distribuídas na industria de transformação com 176 vagas, construção civil com 279 vagas, comércio com 24 vagas, serviços com -11 vagas e agropecuária com -24 vagas.
Na comparação do primeiro quadrimestre de 2014 com o mesmo período de 2013, verifica-se uma forte desaceleração 79,26% na geração de emprego na região Norte Fluminense. 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Execução orçamentária em Campos dos Goytacazes em 2013

Campos dos Goytacazes encerrou a execução orçamentária de 2013 com o mesmo padrão de eficiência dos últimos anos. Conforme a tabela, o resultado orçamentário foi superavitário em 2,94%. As receita correntes realizadas somaram R$2,34 bilhões, sendo R$211,5 milhões de receitas próprias ou equivalentes a 9,02% das recitas correntes.
As despesas correntes liquidadas somaram R$1,86 bilhão, sendo R$818,5 milhões ou 34,9% das receitas correntes, referentes a despesas de pessoal e encargos.
No grupo das despesas de capital, o investimento liquidado somou R$410,9 milhões ou 17,52% das receitas correntes. 
Importante observar a trajetória de crescimento das receitas próprias e alto padrão de investimento nos últimos cinco anos no município. 

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Tradicional inovativo

http://oglobo.globo.com/economia/no-japao-banana-chique-vendida-por-us-6-unidade-12472276

Vejam como é possível transformar produtos tradicionais simples em algo de alto valor, como verdadeiras jóias!

terça-feira, 13 de maio de 2014

VIII Bienal do Livro de Campos

                                                                 
É com alegria que convido aos amigos para o lançamento da terceira edição do livro "Economia Norte Fluminense: análise da conjuntura e perspectivas", à realizar-se no dia 19/5 (segunda feira) as 19 h no Espaço do Autor, na XIII Bienal  do Livro de Campos dos Goytacazes, no CEPOP. Sua presença muito me honrará!

domingo, 11 de maio de 2014

Resgatando a História de São João da Barra

Concluído o projeto de extensão da UENF "Resgate e Disseminação da História de São João da Barra: uma estratégia para a mudança sociocultural e econômica", implementado na Escola Estadual Dr. Newton Alves em Atafona, apresentamos como produto final a presente cartilha. Elaborada por alunos do ensino médio, esse instrumento tem como objetivo incentivar a discussão sobre a história local, pratica quase inexistente no meio escolar. Lembramos que a cartilha não tem a pretensão de aprofundar a temática e sim organizar e disponibilizar aspectos importantes da história, de forma a incentivar a discussão num estagio inicial. 

Para acessar a cartilha CLIQUE AQUI.


sábado, 10 de maio de 2014

Exportação de Minério de Ferro em abril

A movimentação no comércio exterior de minério de ferro, gerou uma queda na receita em dólar de 13,73% em abril, com relação a março. Na comparação com abril de 2013, a queda chegou a 18,63%.
O volume embarcado no mês foi maior 0,95% do volume embarcado em março e maior 5,8% do volume embarcado em abril de 2013. O preço em abril caiu 14,62% em relação ao mês passado e na comparação com abril de 2013, a queda chegou a 23,11%.

O gráfico apresenta a evolução do preço nos anos de 2012, 2013 e 2014.

Exportação de Açúcar em abril

O mês de abril manteve a trajetória de queda na exportação de açúcar. A receita caiu 24,52% em relação a março do mesmo ano, enquanto na comparação com abril de 2013, a queda chegou a  45,09%. 
Já o volume em tonelada embarcado em abril caiu 24,72% em relação a março. Na comparação com com abril de 2013, a queda foi de 33,52%.
O preço em abril basicamente manteve o mesmo patamar do mês anterior, porém foi menor 17,4% em relação a abril de 2013. O gráfico mostra a trajetória de queda do preço da commoditie nos anos de 2012, 2013 e 2014.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Royalties em abril na região Norte Fluminense

Os valores de royalties transferidos aos municípios da região Norte Fluminense em abril, são apresentados na tabela. Campos recebeu R$50,5 milhões no mês, acumulando R$218,6 milhões no ano. Macaé recebeu R$39,9 milhões no mês, somando um acumulado de R$165,9 milhões  o ano.
São João da Barra recebeu R$9,3 milhões e um acumulado de R$41,9 milhões no ano, enquanto Quissamã recebeu R$7,0 milhões no mês, acumulado R$29,9 milhões no ano.
O total transferido para a região somou R$112,5 milhões no mês e um acumulado R$480,3 milhões.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

FUNDECAM DEBATE A CONJUNTURA ECONOMIA REGIONAL


A versão atualizada do livro "A Economia Norte Fluminense: Análise da Conjuntura e perspectivas", que será lançada na oitava Bienal do Livro de Campos dos Goytacazes, a partir do dia 16 de maio, serviu como base para uma profunda reflexão sobre a economia regional junto ao Conselho do Fundecam, hoje, no auditório da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes.
O encontro contou com a participação de representantes das principais secretarias do executivo. O professor Alcimar Chagas da UENF apresentou uma análise da conjuntura econômica nacional, estadual e regional, alertando para a necessária mudança de comportamento das lideranças regionais. Segundo o economista, existe uma clara  percepção de que o desenvolvimento torna-se um processo natural, do momento e que os investimentos exógenos nas atividade petrolífera e infraestrutura portuária mantém o seu fluxo. Esse fato tem levado a uma certa acomodação e tem acentuado discursos extremamente otimistas, concluiu.
Os indicadores apresentados pelo economista, não tão otimistas, motivou um amplo debate e fechou um consenso importante, ou seja,  é preciso agir endogenamente e não esperar pelas decisões que vem de fora. Esse comportamento pode não contribuir para uma transformação sustentável da região. 
Um fato de extrema importância, segundo o economista, é essa abertura dada pelo executivo campista para o debate técnico aberto. Isso não é tão comum. Considero uma inovação, já que o exercício da discussão técnica orienta para soluções importantes e todos ganham. 
Após as diversas intervenções dos participantes, o economista apresentou alguns pontos que podem facilitar a orientação de estratégias alternativas ao quadro presente, ou seja:
A ideia de pensar territorialmente, 
Agir endogenamente,  
A ação coletiva sobrepondo a ação individual,
Diagnosticar os recursos locais, 
Foco na oferta,
Garimpar potenciais empreendedores,
Aproximar o crédito e o conhecimento,
Qualificação da gestão pública, e
Fomentar a interação empresa x universidade x governo.

Conclusivamente, ficou a promessa de avançar com esse tipo de discussão para outras entidades não governamentais localizadas no município.

terça-feira, 6 de maio de 2014

segunda-feira, 5 de maio de 2014

As mazelas da administração pública municipal

Curiosamente os postos de saúde e as instituições de ensino públicas em São João da Barra tiveram as suas operações inviabilizadas nesta segunda feira, por falta de servidores públicos. Claramente, estudantes ficaram sem aula e muitos munícipes não conseguiram atendimento de saúde. As explicações são simples, ou seja, não tem funcionários para os devidos atendimentos e as pessoas acham tudo normal e ficam aguardando o restabelecimento da situação.

Esta é uma realidade presente não só em São João da Barra, mas em muitos municípios em que sobressai a ineficiência administrativa, fruto da politização da gestão pública. Como pessoas sem qualificação para a função podem ter o importante papel de formular ações para o bem estar comum? É como consultar a sua saúde com um  pedreiro ou um padeiro, sem querer desqualificar essas profissionais, mas não conhecem de saúde, ou mesmo entregar a construção de sua casa a um lanterneiro. Quero dizer que as pessoas precisam estar nos lugares certos, o que não acontece na administração pública em referencia.

Por outro lado, a população precisa ter mais interesse e deve buscar mais informações sobre as questões que afetam a sua vida no dia a dia. A situação colocada é uma grande arbitrariedade, já o município tem um quantitativo substancial de servidores ativos. A contabilidade do município em 2013 indicou o pagamento de R$174,0 milhões de pessoal e encargos, valor equivalente a 47,8% ou quase a metade das receitas orçamentárias, no valor de R$364,3 milhões no mesmo ano.

Onde está todo esse pessoal que consome quase a metade do orçamento municipal? Fazendo campanha política, por isso não pode atender a população? A população deve buscar essas respostas para não ficar sem atendimento de saúde e não ver os seus filhos sem educação, com risco iminente  de comprometimento de sua vida adulta.


domingo, 4 de maio de 2014

FOLHA DE SÃO PAULO

"Economist" chama autor mais comentado do ano de "novo Marx"
DE SÃO PAULO
02/05/2014  21h00

O economista francês Thomas Piketty, um professor da Escola de Economia de Paris até recentemente pouco conhecido, é maior que Marx.
A afirmação serve de ironia no título da reportagem da nova edição da revista "Economist", que aponta que a obra "Capital in the Twenty-First Century", uma reflexão sobre a desigualdade, tornou-se o livro mais vendido da Amazon.com.
A obra de Piketty, uma análise das preocupações econômicas prioritárias da atualidade, tem muitos méritos, segundo a publicação.
"Abastece o leitor de uma explicação simples para o crescimento da desigualdade", prossegue a revista, relembrando o argumento do autor de que a riqueza geralmente avança mais rápido que a economia e que são raras as forças que neutralizam sua tendência natural de se concentrar. As grandes riquezas atraem grandes oportunidades de investimento.
A "Economist", entretanto, menciona também as muitas críticas apontadas à obra do francês, começando pelo ataque ao título, uma alusão sem modéstia a Marx.
A taxação da riqueza proposta por Piketty é criticada como politicamente inviável e mais motivada por ideologia do que pensamento econômico, lembra a revista.

Para um de seus defensores, Paul Krugman, Piketty e colegas como Anthony Atkinson, de Oxford, e Emmanuel Saez, de Berkeley, são responsáveis pelo desenvolvimento de técnicas estatísticas que tornam possível rastrear a concentração de renda e de riqueza no passado distante, até o começo do século 20, no Reino Unido e nos EUA, e até o final do século 18 na França. 

"Chamo a atenção para o parágrafo em negrito, o que fortalece a nossa discussão em relação a riqueza gerada na região Norte Fluminense. Tem origem exógena (de fora para dentro), ou seja, grandes investimentos de interesse nacional e internacional, baseados na exploração de recursos naturais, os quais apresentam características  de não conformidade com as práticas e cultura local. Este fato leva a alta concentração da riqueza construída, sem que a sociedade local / regional tenha chance de adaptação, tendo em vista a velocidade do evento, que aprofunda a desigualdade social".

sábado, 3 de maio de 2014

Exportações brasileiras por blocos econômicos em abril de 2014

O saldo da Balança Comercial brasileira foi superavitária em US$506 milhões em abril. No acumulado do ano, o saldo foi deficitário em US$5.566 milhões.
As exportações por blocos econômicos são apresentados na tabela. Na comparação com o primeiro quadrimestre de 2013, verifica-se variação positiva somente nas operações com a Ásia, crescimento de 6,88% e com os Estados Unidos, crescimento de 15,95%.
A participação dos blocos econômicos no período de janeiro a abril de 2014 é apresentada no gráfico. A Ásia concentrou 34,2% do total da exportação brasileira no período, seguida pela América Latina com 20,5%, União Européia com 18,2% e Estados Unidos com 11,9% do total.
Apesar do crescimento das exportações para os Estados Unidos em abril, observa-se um aumento da concentração das exportações brasileiras para o bloco asiático e a redução da participação para a América Latina e Estados Unidos no primeiro quadrimestre de 2014. 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

China tenta esconder que pode virar a maior economia do mundo neste ano

DO "FINANCIAL TIMES"
02/05/2014  02h00

A China tentou evitar a publicação dos dados que mostram que o país está prestes a superar os Estados Unidos como a maior economia mundial em paridade de poder de compra, possivelmente já neste ano.
O relatório do IPC (Programa de Comparação Internacional), coordenado pelo Banco Mundial, incluiu um trecho segundo o qual o Escritório Nacional de Estatísticas (o IBGE chinês) questionou partes da metodologia da pesquisa e não endossa os resultados como oficiais.
A mídia chinesa, que sofre rigoroso controle do governo, não divulgou os dados, tornados públicos nesta semana.
"A China não quer ser vista como o número 1. Ela está preocupada com as implicações internacionais e a responsabilidade que podem vir disso", disse uma pessoa que participou do relatório do IPC.
"No critério de renda per capita, a China ainda é um país muito pobre, logo não quer assumir certas obrigações no cenário internacional. Pelo menos não ainda", disse um conselheiro relacionado a políticos chineses.

"Enquanto o Brasil ajusta as metodologias da contabilidade Nacional para melhorar os indicadores e ficar bem na fita, a China tenta esconder resultados que acentua sua posição favorável mundialmente"! Cultura!!


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Em 02 de maio de 2009

No dia 2 de maio de 2009, publicamos o texto a seguir, como a  primeira matéria do blog.

O setor sucroalcooleiro fluminense, apesar da evidente decadência, continua muito importante para a região Norte Fluminense. Segundo dados da CONAB (2008), em Castro e Ribeiro (2009), na safra de 2008 foram moídas 3,6 milhões de toneladas de cana. Este valor ficou abaixo da média estadual que é de 4,8 milhões de toneladas e representa 0,9% de toda cana da região sudeste. O artigo de Castro e Ribeiro (2009), indica que na safra de 2008 esta parte da cadeia produtiva operou com 10.000 fornecedores de cana, 10.000 trabalhadores, 6 usinas e uma desfilaria, além de organizações de apoio como: universidades, sindicatos, associações e cooperativas.

"Segundo a CONAB, a safra de 2014/2013 para a região sudeste é de 439,3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, enquanto que para Estado do Rio de Janeiro é de 2,0 milhões de toneladas, ou o equivalente a 0,45% da região. Os números mostram que o Rio de Janeiro encolheu 50% a sua participação na região sudeste em cinco anos". 

CINCO ANOS DE VIDA DO BLOG ECONOMIA NORTE FLUMINENSE



"O BLOG ECONOMIA NORTE FLUMINENSE ESTÁ COMPLETANDO CINCO ANOS DE EXISTÊNCIA. NESSE PERÍODO, NÃO MEDIMOS ESFORÇOS PARA DISPONIBILIZAR INFORMAÇÕES ÚTEIS E IMPORTANTES PARA AUXILIAR UM MELHOR ENTENDIMENTO SOBRE A CONJUNTURA ECONÔMICA DA REGIÃO NORTE FLUMINENSE. SE MAIS NÃO FIZEMOS, FOI DEVIDO A NOSSA PEQUENA ESTRUTURA QUE PRECISA DIVIDIR O TEMPO COM OUTRAS ATIVIDADES ACADÊMICAS. NA VERDADE QUEREMOS AGRADECER O INTERESSE SEMPRE PRESENTE DOS NOSSOS LEITORES E PARABENIZÁ-LOS PELA MEIA DÉCADA DE PARCERIA. UM GRANDE ABRAÇO, ALCIMAR CHAGAS".