sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Indicadores de emprego no comércio em São João da Barra

No sentido de ajudar a entender os impactos dos investimentos do porto do Açu e gastos públicos para incrementar o turismo na economia de São João da Barra, apresento o gráfico com os saldos de empregos gerados no comércio no mês de janeiro no período de 2007 a 2014 de cada ano. Saldo é o resultado entre as admissões menos os desligamentos. 
Importante destacar que o incremento do comércio com geração de emprego e renda foi uma medida compensatória pactuada entre o empreendedor, o órgão ambiental e a sociedade sanjoanense.
Já os gastos em turismo também tem o argumento de gerar emprego e renda. Esta medida de janeiro, mês de férias escolares, indica que os gastos públicos não reverte em benefícios econômicos, enquanto que as promessas relacionadas ao porto do Açu também passam bem longe dos discursos. Esta realidade precisa ser entendida e discutida. As informações são do Ministério do Trabalho.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Emprego na região Norte Fluminense em janeiro de 2014

A região Norte Fluminense, base da estrutura petrolífera brasileira e sede dos investimentos do porto do Açu, destruiu 999 empregos em janeiro de 2014. Campos dos Goytacazes com um saldo negativo de 432 e Macaé com saldo negativo de 556 empregos, lideraram o processo. Em Campos somente a Construção civil apresentou resultado positivo de 191 empregos no mês. A industria teve saldo negativo de 43, o saldo no comércio foi negativo em 424, o setor de serviço teve um saldo negativo de 139 empregos. Em Macaé o fato se repetiu. A construção civil gerou um saldo positivo de 242 empregos, enquanto os outros setores destruíram emprego no mês. Menos 84 na indústria, menos 232 no comércio, menos 432 no setor de serviços.
Conforme a tabela acima, oito dos nove municípios geraram saldos negativos de emprego no mês, ou seja, mais desligamentos do que admissão. São João da Barra, município sede do porto do Açu, com grande aporte de investimentos, gerou um saldo de 31 empregos. Foram 3 na indústria de transformação, 1 na construção civil, 6 no comércio, 39 no setor de serviços e destruição de 18 no setor agropecuária. 
Parece que esses indicadores contrariam o discurso corrente.

MORRO DO CÔCO PASSARÁ A CONTAR COM INSTITUIÇÃO FINANCEIRA

A pedido de Luciano José Aquino

INFORMATIVO

O Sicoob Cred Rio Norte, cooperativa de crédito com sede central em Campos dos Goytacazes, vai inaugurar nesta sexta-feira, dia 21, às 15 horas, na localidade de Morro do Côco, o seu sexto Ponto de Atendimento ao Cooperado - PAC, na interior do estado.

Esta passará a ser, na realidade, a única instituição de caráter econômico-financeiro que atuará naquela região, tendo sido uma solicitação dos próprios moradores e representantes da sociedade local. Recentemente, a cooperativa, que representava os profissionais da educação do Norte e Noroeste Fluminense e Região dos Lagos, se transformou em "livre admissão", depois do cumprimento de um minucioso processo junto ao Banco Central, o que significa que profissionais de todas as áreas de atuação poderão se associar, assim como pessoas jurídicas. Na verdade, o Sicoob Cred Rio Norte é a primeira cooperativa do estado do Rio de Janeiro a operar em livre admissão, no ramo do cooperativismo de crédito.

As grandes vantagens das cooperativas de crédito em relação aos bancos residem no fato delas poderem oferecer exatamente todos os mesmos produtos e executar os mesmos serviços das agências, porém com valores bem mais em conta quanto a taxas e índices de juros, além de praticar um atendimento reconhecidamente personalizado.

Para Neilton Ribeiro da Silva, atual consultor do Sicoob Cred Rio  Norte, "a satisfação em atender os moradores de Morro do Côco é ainda maior na medida em que este PAC será o primeiro depois que nos transformamos em "livre admissão", o que demonstra claramente o nosso crescimento. A partir de agora, vamos projetar nossa expansão até Itaboraí."


Para a inauguração, está confirmada a presença de representantes do Banco Central e da Sicoob Central Rio. O PAC do Sicoob Cred Rio Norte em Morro do Côco será instalado na rua Nilo Peçanha, 203, em frente à agência dos correios.

http://blogdopedlowski.com/2014/02/20/porto-do-acu-uma-visita-e-varios-significados/

Mais dinheiro público no Porto do Açu


O outro empreendedor entrou em recuperação judicial por não honrar compromissos. O atual continuará recebendo recursos públicos. E o município sede, quais serão os benefícios?

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

TV Record

PROJETO DE EXTENSÃO DA UENF
Resgate e disseminação da história de São João da Barra
Coordenação: Alcimar das Chagas Ribeiro
https://www.youtube.com/watch?v=cK8z5_Phuf0

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Audiência pública sobre o porto do Açu: a quem interessa realmente?

Grandes projetos que impactam o meio ambiente e o modo de vida das pessoas, precisam destinar parte dos investimentos para compensar as mazelas que se reproduzem. Trata-se de exigência legal, e não simples favorecimento do empreendedor, já que os reflexos negativos são grandiosos. Exemplos de deterioração social e ambiental provocadas por esse tipo de projeto estão por toda parte no País. Aqui bem perto, podemos conferir o município de Macaé, sede da principal estrutura petrolífera brasileira, que é palco de problemas de toda natureza.

Evidente que essa visão não quer dizer que não deve existir grandes projetos, não é essa a questão. Os projetos estruturantes são importantes para o País e localmente não se tem o controle sobre tal decisão. Agora o cumprimento da lei depende da estrutura social e política do local de instalação dos diferentes projetos. A minha critica é de que não se cumpre a lei em São João da Barra, sede do Porto do Açu, no diz respeito as exigências do órgão ambiental sobre o mesmo projeto. As medidas compensatórias não são implementadas e os defensores do projeto, naturalmente por interesse muito particular, fazem questão de esconder as mazelas cristalizadas nesses sete anos de construção.


Nesta segunda feira fiquei perplexo com a audiência pública que dizia ter o objetivo de discutir o porto do Açu. Mesa composta de políticos e sindicalistas, a discussão inicial, que ocupou a metade do tempo da ausência, colocou em evidencia um deputado estadual e um secretário de estado que nada acresceram de novo a não ser a mesma propaganda de sempre sobre os benefícios do empreendimento. Na apresentação ainda ficou claro que o planejamento da audiência se deu em Campos dos Goytacazes e com a decisão já tomada de como conduzir o processo, convocaram as instituição locais, as quais teriam voz, somente elas e mais ninguém. Ou seja, como venho indicando o conhecimento não importa, o foco é claramente político. Como sabemos, as instituições do município são fracas e numa arena de discussão, sobressaem os políticos que usam o palco para a sua promoção pessoal.Quero afirmar que reconheço a importância dos políticos no quadro social, entretanto insisto que a questão é técnica e de ordem legal. Neste caso o que deveria prevalecer seria o conhecimento técnico e não os interesses que estão em direção contrária dos benefícios da população. Os interessados no projeto não querem discutir sobre as medidas compensatórias, não querem analisar os fracos indicadores do comércio local, a renda decorrente do emprego que não fica no município, a fraca movimentação de crédito bancário, a baixa participação do município no ICMS, os problemas sociais e ambientais decorrentes do projeto, etc. Essas questões não são do conhecimentos dos políticos e nem dos representantes de instituições locais. Então, ficamos na mesma! 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A quem interessa?

AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE O PORTO DO AÇU EM SÃO JOÃO DA BARRA:
* Planejada em Campos dos Goytacazes
* Direito a voz somente para representantes de instituições
* Palco para políticos fazer promoção pessoal
* Conhecimento científico ignorado

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Análise do PIB nos municípios não produtores de petróleo

O Produto Interno Bruto não é um bom indicador de dinâmica econômica para os municípios produtores de petróleo, já que distorce a riqueza internalizada. Entretanto, a sua utilização nos municípios não produtores mostra, de forma mais realística, o que acorre no interior do sistema econômico desses municípios. 
Assim, a análise do PIB nesses municípios da região Norte Fluminense (Cardoso Moreira, Conceição de Macabu, São Fidélis e São Francisco de Itabapoana), mostra a surpreendente evolução de São Francisco de Itabapoana. O município apresenta um crescimento do PIB a preços correntes de 61,77% em 2011 com base em 2008, sendo a maior taxa entre os municípios não produtores e a segunda entre o conjunto dos municípios produtores e não produtores de petróleo. O cruzamento desse indicador com outros como: crédito, depósito a vista do setor privado, produtividade agrícola e valor adicionado fiscal, confirma a boa evolução do município ao longo do período analisado, apesar de indicadores de pobreza ainda resistentes.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Reflexos de uma sociedade fraca e subserviente

O comportamento omisso e passivo da sociedade sanjoanense está contribuindo para a deterioração da vida no município. Observamos a escalada da violência numa velocidade assustadora e a perplexa passividade da população, que chega a concordar com a dinâmica, já que acha o fato normal, tendo em vista o "progresso". Primeiro quero deixar claro que o Estado é o responsável pela segurança, entretanto a sociedade precisa se organizar para exigir do mesmo Estado as ações pertinentes a uma convivência de paz entre os cidadãos. Segundo, progresso, diferente do que alguns pensam, deve ser entendido como um processo de evolução da produção, do emprego, da cultura, da política e do atendimento as questões básicas de bem estar da sociedade, que é gradativo e atinge, positivamente, todas as camadas (ricos, remediados e pobres).

Um outro aspecto a considerar é que não estou criticando o prefeito, pois conheço bem a característica local de desviar a discussão, estou alarmado com a falta de organização da sociedade. Por onde andam as representações dos comerciantes, dos produtores rurais, dos estudantes, dos trabalhadores públicos e privados, enfim, a sensação é de vazio, uma sociedade partida onde predomina o individualismo, o interesse particular.

Deixo o governo de lado porque a sociedade é o povo e este, organizadamente, é que elege os seus representantes. Vejam, parece que estamos bem distante desse mundo ideal! Mais uma vez chamo atenção dos sanjoanenses de bem! Onde vamos parar? Esse comportamento omisso e passivo é o ideal? Reflitam!

Exportação de Minério de Ferro em Janeiro de 2014

Bons ventos para os negócios com minério brasileiro. Isso explica o interesse de empresas estrangeiras pelo Porto do Açu em São João da Barra e, fundamentalmente, a exploração e exportação de minério. O ano começa com crescimento de 9,89% na receita em dólar em janeiro, com base no mesmo mês de 2013, crescimento de 0,2% no volume embarcado e crescimento de 9,6% nos preços praticados no mesmo período
Diferente do que ocorre com o açúcar, os preços de negociação com minério de ferro passam por um importante processo de recuperação. O preço de janeiro 2014 superou o preço de janeiro de 2013 e se aproximou do preço de janeiro 2012. 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Exportação de Açúcar em Bruto em janeiro de 2014

As exportações do commoditie açúcar em bruto mantém a sua trajetória de deterioração. Em janeiro de 2014, embora tenha embarcado 1.803,2 toneladas, volume superior 4,3% ao volume embarcado em janeiro de 2013, a receita de US$704,9 milhões foi menor 13,5% no mesmo período. Tal proeza se deu em função da queda  de 17% no preço praticado em janeiro deste ano, com relção ao mesmo mês do ano passado.
O gráfico mostra a declinante
trajetória dos preços nos meses dos anos de 2012, 2013 e janeiro de 2014.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Exportações brasileiras por blocos econômicos em janeiro de 2014

O saldo da Balança Comercial brasileira em janeiro deste ano repetiu o déficit de US$4,0 bilhões de janeiro do ano passado. As exportações somaram US$16,027 milhões e as importações US$20,084 milhões. 
As exportações por blocos econômicos são apresentadas na tabela. Comparativamente a janeiro de 2013, podemos observar crescimento de 17,38% na Ásia e 11,38% no Estados Unidos. Nos outros blocos os resultados foram negativos.

O gráfico mostra a participação percentual de cada bloco no total da exportação do País. A Ásia teve uma participação 29,2%, a América Latina e Caribe 21,7%, União Européia 18,7% e Estados Unidos 13,3%. Os outros blocos tiveram participações inferiores. 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O avanço do gasto público e o risco de comprometimento social

A política fiscal do país em 2013 apresentou um resultado consolidado preocupante, já que seus reflexos indicam uma maior dificuldade de investimento para 2014. O superávit primário alcançado de 1,9% do PIB neste ano, representou o menor esforço fiscal desde 2001. Na verdade esta situação mostra o avanço dos gastos públicos, tanto nos governos (federal, estadual e municipal), como nas estatais e toda instancia governamental.  

Vale a pena ainda a observação de que gastos são as despesas orçamentárias classificadas em custeio (necessidades de curto prazo para a manutenção da estrutura governamental) e investimento (infra estrutura garantidora do bem estar social e fomentadora de negócios no médio e longo prazo). No caso do Brasil, o custeio tem avançado em detrimento do investimento.

Olhando a questão do esforço de investimento na região Norte Fluminense, segundo os dados disponíveis, podemos verificar o quanto é preocupante tal situação (gráfico acima).
  

O investimento liquidado refere-se ao período de janeiro a outubro e conforme pode-se verificar, somente Campos dos Goytacazes apresenta um perfil com maior disposição para investir. O Estado do Rio de Janeiro liquidou somente 9,17% das receitas correntes realizadas no período, enquanto Campos liquidou 16,84%. Os municípios de Macaé, São Fidélis e São João da Barra, os únicos da região com dados disponíveis na base da Secretaria do Tesouro Nacional, apresentaram baixa propensão ao investimento. Infelizmente essa situação não é pontual, já que a sua ocorrência se remete a alguns anos. Reflexos como baixo padrão educacional, padrão de saneamento básico deficitário, baixo padrão de assistência da saúde pública e ausência de dinâmica na economia local, parecem ser uma constante em muitos municípios pelo país a fora.