O perfil do emprego formal em Campos dos Goytacazes e Macaé em 2013

O emprego formal nos principais municípios da região Norte Fluminense, Campos dos Goytacazes e Macaé, apresentou um perfil de instabilidade ao longo de 2013. Macaé, apesar de ter gerado 3.965 novas vagas no ano, nos meses de janeiro, novembro e dezembro eliminou, nada menos, que 1.884 vagas de emprego. O gráfico mostra os momentos de aceleração e desaceleração ao longo do ano, com o emprego muito concentrado na construção civil.

Já o município de Campos dos Goytacazes, com um saldo de 2.782 empregos no ano, seguiu a mesma trajetória de instabilidade. Também como Macaé, nos meses de janeiro, novembro e dezembro eliminou 2.516, além de experimentar momentos de aceleração e desaceleração ao longo do ano. Porém, em Campos pode se observar uma melhor distribuição setorial do emprego, onde o setor se serviço teve uma participação de 39,7%, a construção civil 24,5%, o comércio 16,6% e indústria de transformação 7,4%.

O gráfico a seguir apresenta a evolução dos saldo de emprego total e do setor agropecuário em Campos dos Goytacazes. Interessante observar como a trajetória do emprego no setor agropecuária, de alguma maneira, define a trajetória do emprego total.  Isso mostra a importância do setor, mesmo em decadência, para a economia do município.   


Observe que em maio e junho chega-se ao ponto alto em função do inicio da safra de cana-de-açúcar. O saldo de emprego chega no pico com 1.424 vagas criadas em maio, 1.622 vagas em junho, enquanto o período novembro / dezembro, representando o fim da safra, experimenta muitos desligamentos de trabalhadores no setor. Esta questão de sazonalidade é um problema, exigindo estratégias no sentido de provocar maior sustentabilidade ao setor e uma melhor dinâmica ao sistema econômico.

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