sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

O perfil do emprego formal em Campos dos Goytacazes e Macaé em 2013

O emprego formal nos principais municípios da região Norte Fluminense, Campos dos Goytacazes e Macaé, apresentou um perfil de instabilidade ao longo de 2013. Macaé, apesar de ter gerado 3.965 novas vagas no ano, nos meses de janeiro, novembro e dezembro eliminou, nada menos, que 1.884 vagas de emprego. O gráfico mostra os momentos de aceleração e desaceleração ao longo do ano, com o emprego muito concentrado na construção civil.

Já o município de Campos dos Goytacazes, com um saldo de 2.782 empregos no ano, seguiu a mesma trajetória de instabilidade. Também como Macaé, nos meses de janeiro, novembro e dezembro eliminou 2.516, além de experimentar momentos de aceleração e desaceleração ao longo do ano. Porém, em Campos pode se observar uma melhor distribuição setorial do emprego, onde o setor se serviço teve uma participação de 39,7%, a construção civil 24,5%, o comércio 16,6% e indústria de transformação 7,4%.

O gráfico a seguir apresenta a evolução dos saldo de emprego total e do setor agropecuário em Campos dos Goytacazes. Interessante observar como a trajetória do emprego no setor agropecuária, de alguma maneira, define a trajetória do emprego total.  Isso mostra a importância do setor, mesmo em decadência, para a economia do município.   


Observe que em maio e junho chega-se ao ponto alto em função do inicio da safra de cana-de-açúcar. O saldo de emprego chega no pico com 1.424 vagas criadas em maio, 1.622 vagas em junho, enquanto o período novembro / dezembro, representando o fim da safra, experimenta muitos desligamentos de trabalhadores no setor. Esta questão de sazonalidade é um problema, exigindo estratégias no sentido de provocar maior sustentabilidade ao setor e uma melhor dinâmica ao sistema econômico.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Porto do Açu

http://www.fmanha.com.br/regioes/operarios-fazem-manifestacao-na-obra-do-super-porto-do-acu

Realmente, estamos muito longe dos principais aspectos norteadores de uma configuração produtiva a base de parcerias. A matéria da Folha da manhã nos leva ao inicio do século passado, onde os trabalhadores eram vistos como escravos, propriedade dos senhores sem direitos e muitas obrigações. Se os condicionantes básicos, com água de qualidade para beber, transporte e atendimento as cláusulas contranaturais não funcionam, definitivamente, é o caos! O que as lideranças politicas, sindicais, religiosas e sociais estão esperando? A  postura passiva da sociedade chega a irritar! Aliás, o tempo está sendo gasto para as fofoquinhas e agressões entre políticos, as quais muito envergonha os sanjoanenses sérios.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

A crise da economia européia e seus reflexos no Brasil

Depois da crise aguda nos países da Europa, analistas acreditam que o crescimento econômico pode estar ganhando força. O otimismo vem com o crescimento industrial de 1,8% a partir de outubro. Independente da torcida em relação a reestruturação da Europa, os indicadores no gráfico da relação dívida/PIB 2013 e taxa de desemprego em agosto, nos principais países (The New York Times), indicam dificuldades que normalmente são de difícil solução no curto prazo. Situações como a da Grécia, com uma relação dívida/PIB de 169,1%, Itália com 133,3% e Portugal com 131,3%, além das taxas de desemprego elevadas, são pontos de fragilidade da comunidade européia e que vão refletir no sistema de moeda única (EURO).
O Brasil, apesar de apresentar uma situação mais cômoda em relação a esses indicadores, taxa da relação dívida/PIB de 34,5% e taxa de desemprego de 4,4% em 2013, acaba sofrendo as conseqüências do desequilibro da economia européia. A exportação para o bloco europeu em 2013 sofreu uma queda de 2,81% em relação a 2012, enquanto a participação do mesmo bloco caiu de 20,24% em 2012 para 19,7% em 2013. 


DAVOS e a discussão sobre os países do Brics

As criticas dirigidas a economia brasileira pelos diversos organismos internacionais devem ser refletidas no âmbito dos governos locais, onde estão os recursos materiais e imateriais, além dos orçamentos e instrumentos de governança.
http://oglobo.globo.com/economia/davos-poe-brics-no-diva-grupo-perdeu-brilho-11377397

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A trajetória do emprego formal na região Norte Fluminense em 2013

A região Norte Fluminense encerrou 2013 com uma forte desaceleração na geração de emprego. A queda registrada alcançou 31,92% em relação a 2012. Campos dos Goytacazes gerou um saldo 116% maior do que em 2012, Macaé registrou uma queda de 36,7%, enquanto São João da Barra registrou uma queda de 203,6% no mesmo período.
Setorialmente, o saldo de 2.782 empregos gerados em 2013 em Campos apresentou a seguinte distribuição: 39,68% no setor de serviços, 24,46% na construção civil, 16,64% no comércio, 7,37% na indústria de transformação.
Em Macaé o saldo de 3.964 empregos ficou concentrado na construção civil, com os setores de indústria de transformação e comércio destruindo empregos no ano.
Em São João da Barra, o saldo negativo de 886 empregos destruídos ocorreu, basicamente, nos setores de construção civil e indústria de transformação.
O gráfico apresenta a trajetória do emprego em São João da Barra em 2013. Apesar da recomposição do projeto, depois da forte crise na metade do ano, o emprego ainda não se recuperou. 

sábado, 18 de janeiro de 2014

Entendendo a natureza dos grandes projetos e as políticas compensatórias

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/01/saiba-como-andam-os-compromissos-dos-construtores-de-belo-monte.html

Quando se tem um sociedade mais interessada a condução dos grandes projetos e os seus reflexos são bem diferentes. Compare o processo de Belo Monte com o que ocorre por aqui em função das obras do porto do Açu. Vejam que por lá todos cobram as politicas compensatórias de direito dos municípios afetados (políticos, MP, organizações ambientais, etc,.) aqui os poucos que cobram são taxados de "inimigos do desenvolvimento". Lamentável!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

A configuração produtiva do porto do Açu

Imagem do Blog do Roberto Moraes (greve dos trabalhadores)

A organização produtiva em redes de empresas é essencial para minimizar custos e promover competitividade. Esta representa um estagio intermediário entre a operação da empresa no mercado atomizado e a empresa verticalmente integrada.  As redes podem ter características técnico econômica ou orientadas por fatores socioculturais. Olhando a configuração do complexo portuário do Açu, descartamos logo a segunda possibilidade, associando-a, então, a redes técnico-econômica.

Por outro lado, se considerarmos essa modalidade de redes de empresas com salvaguardas contra posturas demasiadamente oportunistas dos agentes, mecanismos de negociação de garantia para resolução de conflitos e código de confiança mutua e reciprocidade de ações, conforme prega a boa teoria, em vista dos últimos acontecimentos (negação dos direitos trabalhistas, desvio de função, desrespeito a contratos, dentre outros), podemos afirmar que o presente modelo sofre de deformidade conceitual.

Já fizemos criticas sobre a denominação "Distrito Industrial" usada na primeira configuração que desmanchou. Enfim, essas são algumas constatações de deformidades que são prejudiciais ao desenvolvimento econômico, já que passam como uma situação de total normalidade. 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Pessoal ocupado na região Norte Fluminense em 2012

O emprego com carteira assinada na região Norte Fluminense depois de crescer 9,1% em 2011, com base em 2010, saindo de 228,5 mil trabalhadores ocupados em 31 de dezembro de 2010 para 249,4 mil trabalhadores no mesmo período de 2011, sofreu uma desaceleração no ano seguinte. Foi contabilizado um leve crescimento de 0,57% no fechamento de 2012, com base em 2011. O gráfico apresenta a participação percentual do emprego formal, segundo os municípios da região.

Macaé concentra o maior percentual de pessoal ocupado com 53% do total, seguido por Campos dos Goytacazes com 37% e São João da Barra com 3%. Os outros municípios tem participação inferior.

Em relação a renda média do trabalho, medida em salário mínimo, o quadro se repete. Crescimento em 2011 com base em 2010 e queda em 2012, com exceção de São João da Barra que viu crescer, em termos reais, a renda do trabalho em 22,7% neste ano, em relação a 2011. As atividades de construção civil e indústria de transformação, na retroárea do porto do Açu, foram responsáveis por esses crescimento. 

Os outros municípios registraram queda na renda média em salário mínimo em 2012, com base em 2011. Macaé apresentou a maior queda de 22,2%, seguido por São Fidélis com queda de 21,1% e São Francisco de Itabapoana com queda de 20,0%. Campos dos Goytacazes registrou queda de 16%, Cardoso Moreira e Conceição de Macabu sofreram queda de 10,5%, Quissamã queda de 10,3% e Carapebus queda de 4,7% no período analisado.


A presente análise corrobora com a permanente preocupação em relação a economia da região. verifica-se que os investimentos importantes nas áreas de petróleo e infraestrutura portuária tem criado ocupações com qualificação muito superior ao padrão da mão de obra regional. Tal quadro facilita a fuga de riqueza e mantém a economia doméstica sem a dinâmica esperada.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Evolução da renda média do trabalho na região Norte Fluminense

A renda média do trabalho assalariado na região Norte Fluminense sofreu uma queda em 2012 em relação ao ano anterior. O ano de 2011 foi bastante positivo já que a renda média em salário mínimo cresceu em Campos, Conceição de Macabu, Macaé, Quissamã e São Francisco de Itabapoana, permanecendo constante em Carapebus, Cardoso Moreira e São João da Barra. Importante observar que manter o nível de renda em salário mínimo representa crescimento real. 
O gráfico mostra a queda da renda em oito municípios da região em 2012. Somente São João da Barra evoluiu neste ano, em função das ocupações do porto do Açu. Destaque para a construção civil com salário médio de R$2.027,68 e indústria de transformação com R$2.400,44 de salário médio mensal. 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Relação Custeio x Impostos de Produção na região Norte Fluminense

Calculo do Jornal Estado de São Paulo mostra que somente 8% dos municípios do Brasil arrecadam  mais do que gastam. A metodologia considera os impostos sobre produção, derivados do PIB municipal, calculado pelo IBGE e os gastos públicos em custeio. Os investimentos não são considerados. A conclusão é de que a riqueza gerada é extremamente concentrada e o superávit de 417 municípios é usado no déficit dos 4.875 municípios pelo país a fora. A arrecadação total de impostos sobre produção somou R$612 bilhões, enquanto os gastos em custeio somaram R$576 bilhões em 2011.

Seguindo a mesma metodologia, calculamos o coeficiente da relação custeio x imposto sobre produção para os municípios da região Norte Fluminense e outros municípios do Estado do Rio de Janeiro.

Conforme o gráfico acima, o único município que apresentou superávit, ou seja, impostos sobre produção (IPI e ISS) superior aos gastos de custeio foi Macaé, onde a relação custeio x impostos foi menor que 1. Cardoso Moreira apresentou o maior déficit relativo, ou seja, custeio 4,4 vezes superior a arrecadação, seguido por Conceição de Macabu com custeio 4,2 vezes superior a arrecadação e São João da Barra com um custeio 2,8 vezes superior a arrecadação. A região gerou déficit, já que o custeio somou 120% da arrecadação.

O mesmo cálculo foi feito para Itaperuna, Rio das Ostras,  Volta Redonda, Resende, Porto Real e Angra dos Reis. Verificamos que nos municípios onde existe uma base industrial, os resultados são infinitamente melhores. É o caso de Volta Redonda e Resende, municípios com resultado superavitário, onde os gastos com custeio representaram 40% da arrecadação. Em Porto Real os gastos com custeio representaram somente 10% da arrecadação, enquanto em em Angra dos Reis os gastos representaram 50% da arrecadação. O município de Itaperuna apresentou um custeio 60% maior do que a arrecadação e no município de Rio das Ostras o custeio foi maior 50% do que a arrecadação.


A presente análise reforça a tese sobre a necessidade de planejamento no desenvolvimento de negócios produtivos no contexto local/regional, orientado por conhecimento cientifico, cadeia de valor e governança institucional. Esse exercício estratégico ainda tem o objetivo de preparar melhor o ambiente para adequação ao movimento dos grandes investimentos exógenos. 

domingo, 5 de janeiro de 2014

Evolução da exportação de minério de ferro brasileiro em 2013

A exportação de minério de ferro se manteve forte em 2013. O volume embarcado em dezembro superou em 2,91% o de novembro, entretanto foi menor 1,39% do volume embarcado em dezembro de 2012. O preço se manteve consistente. Cresceu 3,60% em dezembro com relação ao mês anterior e 15,6% em relação a dezembro de 2012.
O gráfico apresenta a trajetória do preço do minério de ferro negociado no exterior. Depois da queda no trimestre junho/agosto, verifica-se uma boa recuperação, inclusive superando os preços negociados no ultimo trimestre de 2012.

Exportação de açúcar em bruto em 2013

A commoditie açúcar em bruto apresentou uma trajetória de declínio nos preços médios de comercialização. O preço de dezembro fechou em queda de  0,42% em relação ao mês anterior e queda de  15,63% em relação ao preço praticado em dezembro de 2012. O volume embarcado continua consistente. Cresceu 7,86% em relação ao mês passado e caiu 3,74% em relação a dezembro de 2012. 
O gráfico apresenta a trajetória dos preços praticados mensalmente nos anos de 2012 e 2013. A queda contínua é acentuada.

sábado, 4 de janeiro de 2014

As Exportações Brasileiras em 2013

O comércio exterior em dezembro de 2013 manteve basicamente os mesmos valores de dezembro de 2012. Exportação de US$20.846 milhões e US$19.748 milhões; Importação de US$18.192 milhões e US$17.505 milhões; Saldo de US$2.654 milhões e US$2.243 milhões sucessivamente.
A exportação anual somou US$242.178 milhões em 2013, valor menor 0,16% do valor exportado em 2012. As importações somaram US$18.102 milhões em 2013, valor maior 3,92% do valor importando em 2012. O aumento das importações em 2013 levou a uma queda de 86,79% no saldo da balança comercial neste ano, em relação ao saldo de 2012.
A tabela apresenta as exportações brasileiras por blocos econômicos em 2013. Somente a Ásia e a America Latina importaram mais do Brasil neste ano, comparativamente a 2012. Os outros blocos geraram resultados negativos com destaque para a Africa, queda de 9,42% e Estados Unidos com queda de 7,42%.
  
O gráfico apresenta a participação percentual dos blocos econômicos nas exportações brasileiras em 2013. A Ásia lidera com 32,1%, seguida pela América Latica com 22,2% e a União Européia com 19,7%.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Royalties e Contribuição Especial na região Norte Fluminense em 2013

O ano de 2013 terminou com uma receita de royalties de petróleo de R$ 1,3 bilhão na região Norte Fluminense, ou o equivalente a 42,89% do valor total transferido aos municípios do Estado do Rio de Janeiro. A tabela apresenta os valores referentes aos municípios da região em dezembro e acumulado no ano. 


Acrescentando os valores relativos as participações especiais, recebidas somente pelos municípios produtores, observa-se, segundo a tabela, que Campos dos Goytacazes recebeu R$1,3 bilhão, sendo R$630,3 milhões de royalties mensal e R$680,1 milhões de participações especiais. 
Macaé ficou com a segunda maior parcela, ou R$517,2 milhões, seguido por São João da Barra com R$227,0 milhões, Quissamã com R$96,8 milhões e Carapebus com R$37,7 milhões.
Importante considerar  que a parcela de royalties de R$1,3 bilhão recebida pela região em 2013 é menor 1,8% do que a parcela recebida em 2012, enquanto que o valor das participações especiais sofreu uma queda de 5,32% no mesmo período. 

Folha de São Paulo

 Mai uma do ex mega empresário. O mercado não perdoa!
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/01/1392229-antes-da-derrocada-eike-investiu-em-uma-fabrica-de-jipes-que-fechou-sem-explicacao.shtml