sábado, 30 de novembro de 2013

A necessidade de esconder problemas dos governantes: uma cultura perversa

O município de São João da Barra tem uma grande oportunidade de discutir o seu futuro econômico, já que tem um novo governante, uma boa assessoria técnica e está diante de uma nova configuração e novo comando no Porto do Açu. O momento exige um olhar técnico sobre as questões que representam importantes gargalos socioambientais para o território. Não é momento para a discussão leiga e bajuladora, como fazem alguns em defesa de seus próprios interesses.   

Por que não reconhecer os problemas inerentes ao porto do Açu? O grupo que só enxerga benefícios prejudica, fortemente, o governante. Não é necessário esconder os problemas do prefeito atual, já que não foi ele que os criou. Por outro lado, as soluções surgem quando os problemas são identificados.

Se olharmos os relatórios de impacto ambiental do porto do Açu de 2006, veremos que o empreendedor não cumpriu com as suas obrigações e os reflexos negativos caíram sobre a população. A pesca artesanal está em decadência, assim como a agricultura. Em 2006, a área colhida de lavoura temporária era de 4.100 hectares. Em 2012, essa área caiu para 2.934 hectares. O que representa isso?  Ainda, quem não se lembra da forte especulação imobiliária? A criminalidade que tem avançado fortemente no quinto distrito. Ou não? Não se preocupem em proteger o Prefeito, a culpa não é dele. Agora, dizer tudo está uma beleza chega a ser ridículo. Na verdade estas pessoas estão é se protegendo.

Outro dado importante, ainda, é a fragilidade do governo anterior no esforço de investimento em infraestrutura. Em 2012, de uma previsão de gastos em investimento da ordem de R$54,2 milhões, só conseguiu realizar R$30,9 ou 8,63% das receitas correntes. No ano anterior esse percentual atingiu somente 1,63%, ficando evidente a fragilidade da execução fiscal do governo anterior.

Quando olhamos para o indicador que mostra claramente a dinâmica econômica, a participação do município no ICMS, vemos que em 2004, (referente as atividades de 2002) o coeficiente de participação na receita do Estado era 0,548. Em 2013 (correspondente as atividades de 2011), esse mesmo índice é de 0,489.


São essas questões que precisam ser discutidas e, de forma honesta, sem bajulação. A "proteção" que estão querendo fazer em relação ao prefeito é perversa e não ajuda em nada. Ou se coloca o conhecimento técnico cientifico a serviço dos problemas correntes ou nos lamentaremos no futuro. 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

% de royalties e participações especiais nas receitas correntes em Campos dos Goytacazes

A trajetória das receitas de royalties de petróleo e participações especiais nas receitas correntes em Campos dos Goytacazes é declinante. Em 2008 a dependência orçamentária as rendas de petróleo era 69,99% que em queda contínua, poderá chegar a 53,45% em 2013. O valor relativo as transferências de royalties previsto para 2013 é R$ 1,25 bilhão, para uma receita corrente prevista de R$2,34 bilhões. Segundo a previsão, o município deverá registrar uma queda de 7,19% nas receitas de royalties e uma queda de 4,52% nas receitas correntes em 2013, com base em 2012.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O reflexo real dos grandes investimentos no emprego formal

Os resultados da avaliação do emprego formal no Estado do Rio Janeiro, nos anos 2007 / 2013, outubro como referencia, contrariam as expectativas criadas, em função de maciços investimentos nas atividades de petróleo e infraestrutura portuária. Especialmente na região Norte Fluminense, onde localizam-se importantes bacias petrolíferas, é erguido um mega empreendimento portuário, cujas obras são iniciadas em 2007. Trata-se do complexo portuário do Açu em São João da Barra, que avança paralelamente as primeiras descobertas do pré sal. Em complemento ao quadro de investimento regional, é assinado em 2010 o contrato para início das obras do complexo logístico do Farol/Barra do Furado.

Diante de grande expectativa de crescimento econômico, a FIRJAN divulga um montante de R$ 181 bilhões de investimento para o período 2011-2013 no Estado, onde a região Norte Fluminense participa com 7,3% ou R$ 14 bilhões para o mesmo período. No caso específico do município sede do Porto do Açu, os gastos nesse período se aproximaram de R$ 5 bilhões, considerando o orçamento público.

Todo esse esforço de investimento, entretanto, considerando janeiro/ outubro de 2013 como referencia e janeiro/ outubro de 2007 como base, mostra uma queda de 50,69% no saldo acumulado de emprego no  Estado, onde a micro região do Rio de Janeiro declinou 50,57%. Das 16 microrregiões do Estado, somente  4 conseguiram resultados positivos, conforme gráfico.

As microrregiões Itaperuna, Santo Antonio de Pádua, Campos dos Goytacazes e Vassouras foram as únicas do Estado que geraram saldos de emprego positivo. Importante observar que Vassouras, Santo Antonio de Pádua e Itaperuna estão fora da rota de petróleo e distantes do litoral onde estão sendo construídos os portos.  


Mesmo de forma estática, esses indicadores tem o papel de chamar a atenção para a real relevância desses grandes investimentos exógenos para a questão do desenvolvimento local/regional. Não existe dúvidas, por outro lado, de sua importância no contexto do país. Entretanto, é preciso melhor entender a relação entre esses investimentos e a cultura local. O que não é razoável é o Estado do Rio de Janeiro gerar 118.636 no período de janeiro a outubro de 2007 e depois de investimentos maciços terminar o período de janeiro a outubro de 2013 com 58.495, ou seja uma queda de 50,69% no nível de emprego formal. 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O emprego formal em outubro na região Norte Fluminense


O Brasil gerou 1,4 milhão de vagas de emprego formal no período de janeiro a outubro de 2013. Um crescimento de 7,69% em relação ao mesmo período de de 2012. Por sua vez, o Estado do Rio de Janeiro gerou 58.405 vagas em 2013, contabilizando uma perda de 47,64% em relação ao mesmo período de 2012.
A região Norte Fluminense gerou 595 novos empregos em outubro, saldo inferior 55,46% a setembro de 2013. 
A tabela apresenta os saldos de emprego relativo a outubro para os municípios da região. 

Campos os Goytacazes gerou 368 novas vagas no mês e um saldo acumulado de 5.026 empregos no ano, com a seguinte distribuição: 642 empregos ou 12,8% na indústria de transformação; 564 empregos ou 11,2% na construção civil; 1.337 empregos ou 26,6% no setor de serviços; 2.381 empregos ou 47,4% no setor agropecuário. O comércio gerou um saldo negativo de 59 empregos.

O município de Macaé gerou 109 vagas no mês e um saldo acumulado de 4.599 no ano, com a seguinte distribuição: 6.075 empregos ou  132,1%na construção civil; 911 empregos ou 19,8% no setor de serviços. A indústria de transformação gerou um saldo negativo de 1.701 vagas e o comércio negativou 507 vagas no ano.

O município de São João da Barra gerou 93 novas vagas em outubro e acumulou um saldo negativo de 1.094 empregos no ano. A indústria de transformação negativou 137 empregos, a construção civil negativou 961 empregos e o setor de serviços negativou 12 empregos no ano.

No município do porto do Açu, o processo de recuperação do emprego ainda é muito lento, após a forte tempestade. O gráfico mostra a trajetória do emprego formal nos meses de 2013.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Evolução das Receitas Tributárias em Campos dos Goytacazes

Em confirmação a tese sobre a boa execução orçamentária em Campos dos Goytacazes, mostramos no gráfico a evolução percentual das Receitas Tributárias em relação as Receitas Correntes, no período de 2008 a 2013. Observa-se um sólido crescimento ano a ano, mesmo considerando o robusto valor nominal das receitas correntes, impulsionado pela parcela de royalties em torno de 55%. Os esforços de formalização de atividades econômicas, a participação do Fundecam e o investimento público, propriamente dito, tem induzido negócios com reflexos no aumento das receitas próprias.   

terça-feira, 19 de novembro de 2013

O padrão da execução orçamentária em Campos dos Goytacazes

Os resultados da execução orçamentária em Campos dos Goytacazes, no período de janeiro a agosto de 2013, reafirmam o padrão de eficiência no trato da questão. Nos últimos quatro anos, foi consolidada a disposição do governo em alocar parcelas relevantes do orçamento em investimento, assim como foi acentuado o esforço para elevar as receitas tributárias em relação as receitas correntes.


A consolidação do quarto bimestre deste ano indicou a realização de R$1,5 bilhão de receitas correntes, valor equivalente a 65,73% do valor previsto para o ano fiscal. As receitas tributárias realizadas somaram R$131,3 milhões ou 74,67% da previsão anual, enquanto o valor liquidado de investimento atingiu R$238,4 milhões ou 44,50% do valor anual previsto. A tabela acima completa apresenta outros valores.

Aprofundando a análise para o rubrica de investimento, verificamos que no período observado o valor liquidado de investimento representou 14,33% das receitas correntes realizadas. Considerando que existe ainda dois bimestres para o fechamento do exercício, a expectativa é que  a taxa de investimento anual chegue a 22,0% das receitas correntes realizadas.

O gráfico acima compara o esforço relativo de Campos com as capitais da região Sudeste no período analisado, ratificando a importância do município na questão do investimento.

Podemos verificar que Campos é líder em investimento no Estado do Rio de Janeiro. Entre as capitais da região Sudeste, o município fica abaixo somente de Belo Horizonte, superando São Paulo e Vitória. Entretanto, baseado na trajetória de sua taxa de investimento, a expectativa é de que Campos dos Goytacazes atinja o maior patamar de investimento relativo no Brasil no ano fiscal de 2013.  

domingo, 17 de novembro de 2013

DIVULGAÇÃO

Lançamento no dia 27 de novembro as 18: horas na Universidade Cândido Mendes - Campos do Goytacazes.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Cultura permanente e rendimento total na agricultura da região Norte Fluminense em 2012

Os dados da agricultura permanente de área colhida em hectare e valor da produção em 2012, são apresentados na tabela. A região Norte Fluminense tem uma participação relativa de 9,58% na área colhida e 10,89% no valor da produção total do Estado. O destaque nessa modalidade é Macaé com 2.001 hectares colhidos, cuja base é o cultivo de banana, seguido por Quissamã com 1.404 hectares colhidos, fundamentalmente, com coco-da baia. Campos dos Goytacazes apresenta o cultivo de banana, coco-da-baia, café e manga; São Francisco de Itabapoana com manga, goiaba, banana, coco-da-baia e maracujá; Conceição de Macabu com banana, coco-da-baia e café; São João da Barra com coco-da-baia e goiaba e São Fidélis com o cultivo de banana, manga e café, são os principais municípios envolvidos na atividade.
O gráfico apresenta o rendimento consolidado das culturas temporária e permanente para os municípios da região. São Francisco de Itabapoana lidera, seguido por São João da Barra e São Fidélis.

domingo, 10 de novembro de 2013

Publicação internacional

http://www.amazon.com/Endogenous-Money-Regional-Development-Fluminense-RJ/dp/3847317512/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1384109496&sr=8-1&keywords=endogenous+money+and+regional+development

Valor monetário por hectare na atividade de lavoura temporária em 2012, na região Norte Fluminense

Avaliando a produtividade em termos do valor da produção por hectare colhido de lavoura temporária, nos municípios da região Norte Fluminense em 2012, verifica-se  que São Francisco de Itabapoana confirma a sua importância no trato da terra. Cada hectare da modalidade rendeu R$6.372,21 neste ano. As culturas principais de abacaxi, cana-de-açúcar e mandioca possibilitaram ao município uma receita por hectare superior a receita média da região e o Estado do Rio de Janeiro. 
Com a segunda maior receita aparece Conceição de Macabu com um valor de R$ 5.440,00 baseado no cultivo de mandioca. São João da Barra aparece a seguir com uma receita de R$ 4.741,99 baseada no cultivo de abacaxi e cana-de-açúcar, seguido por São Fidélis com uma receita de R$ 4.603,84 baseada na cultura do tomate.

Valor da produção de lavoura temporária na região Norte Fluminense em 2012

A valor da produção em (mil R$) da lavoura temporária, para os municípios da região Norte Fluminense, no período de 2009 a 2012, são dispostos na tabela, de acordo com o IBGE. O destaque na região é para o município de São Francisco de Itabapoana com uma receita de R$ 245,9 milhões, seguido por Campos dos Goytacazes com uma receita de R$ 131,0 milhões e Quissamã com uma receita de R$ 46,0 milhões.
O gráfico apresenta a participação percentual do valor da produção de lavoura temporária dos municípios da região em relação ao Estado. São Francisco de Itabapoana apresenta uma participação relativa de 28,66%, Campos dos Goytacazes 15,27% e Quissamã 5,37%, sendo os principais municípios da região Norte Fluminense na geração de receita agrícola da modalidade.
Com relação a variação percentual em 2012 com base em 2011, verifica-se que São Fidélis obteve o maior crescimento relativo de 86,89%, seguido por São Francisco de Itabapoana com 58,26%, Campos com 43,12%. Carapebus, Macaé e São João da Barra, experimentaram queda da receita agrícola em 2012, enquanto a região Norte Fluminense cresceu 43,47% e o Estado do Rio de janeiro cresceu 18,83%.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Área colhida de lavoura temporária em 2012 na região Norte Fluminense

Divulgação dos dados da Agricultura pelo IBGE em 2012, indica que a região Norte Fluminense gerou uma área colhida de lavoura temporária de 122.151 hectares, equivalentes a 77,66% da área colhida no Estado. Desse total, Campos dos Goytacazes lidera com 61.006 hectares, São Francisco de Itabapoana 38.602 hectares e Quissamã com 13.321 hectares. A predomínio dessa modalidade em termos de cultura é a cana-de-açúcar que representa 98,35% em Campos dos Goytacazes, 94,58% em Quissamã, 88,62% em São João da Barra, e 86,20% em Carapebus.
O gráfico apresenta a participação percentual da área colhida nos municípios da região, em relação a área colhida total do Estado. A liderança é de Campos dos Goytacazes com 38,79% da área colhida total, seguido São Francisco de Itabapoana com 24,54% da área total e Quissamã com 8,47% da área colhida total do Estado.
O gráfico apresenta a variação percentual da área colhida em 2012 nos municípios da região, tendo como base o ano de 2011. A maior variação ocorreu em São Francisco de Itabapoana que cresceu 76,10% a área colhida. A região cresceu 16,97%, enquanto que o Estado cresceu 11,29%.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Exportação de minério de ferro em outubro

A exportação de minério de ferro em outubro, com relação a setembro, gerou um crescimento de 15,39% na receita em dólar e crescimento de 3,02% no preço. 
Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o crescimento foi de 21,83% na receita, manutenção do volume embarcado e crescimento de 22,37% no preço comercializado.

O gráfico apresenta a trajetória dos preços praticados no período de janeiro a outubro de 2012 e 2013. Verifica-se que o preço do minério passa por um momento de valorização nos dois últimos meses do ano, considerando o trimestre anterior.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Estadão

http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios-industria,eike-sai-da-lista-dos-100-maiores-bilionarios-da-bloomberg,169391,0.htm

Exportação de açúcar em bruto brasileiro em outubro

Apesar da leve queda de 2,67% no volume exportado de açúcar em bruto em outubro, com base em setembro, o país mantém um nível de embarque superior aos primeiros sete meses do ano. Entretanto, os preços praticados no último trimestre ficaram abaixo dos praticados nos meses anteriores. A implicação é que pra manter o mesmo nível de receita em dólares, tem-se que embarcar um volume maior em termos de tonelada.
Comparando a exportação de açúcar no período janeiro-outubro de 2013 com o mesmo período de 2012, verifica-se uma queda de 34,54% no volume embarcado e uma queda de 17,56% nos preços praticados.
O gráfico apresenta a trajetória dos preços praticados no período de janeiro a outubro em 2013 e 2012.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Exportações brasileiras por blocos econômicos em outubro de 2013

As exportações brasileiras alcançaram US$ 22.822 milhões em outubro, enquanto as importações somaram US$ 23.046, gerando um saldo deficitário de US 224 milhões no mês.
No acumulado do ano, as exportações somaram US$ 200.472, as importações US$ 202.304 e o saldo foi deficitário de US$ 1.832 milhões. Em comparação com 2012, foi verificada uma queda de 0,93% nas exportações e um crescimento de 9,35% nas importações em 2013. O saldo acumulado neste ano ficou deficitário em US$ 1.832, enquanto que no mesmo período de 2012 o saldo foi superavitário em US$ 17.350 milhões.
A tabela apresenta o valor das exportações por blocos econômicos no período de janeiro a outubro de 2013. Foi verificado crescimento nas exportações, em relação a 2012, somente na Ásia e na América Latina e Caribe. A maior queda  ocorreu nas vendas para os Estados Unidos.
A figura apresenta a participação percentual dos principais blocos econômicos nas exportações do Brasil, no período jan/outubro de 2012.