quinta-feira, 31 de outubro de 2013

A importância do Turismo em Portugal

A severa crise econômica que assola Portugal levou o governo a propor um amplo programa de reforma do Estado, cujas medidas são questionadas por todos os seguimentos sociais. Com a promessa de redução da carga tributária e redução da burocracia dos serviços públicos, o governo apresentou a sociedade portuguesa um conjunto de medidas, dentre elas,  o corte de salário do servidor público, o corte de pensões, além da restrição do papel do Estado com  a privatização de escolas públicas.

No meio da crise onde, fundamentalmente,  o setor industrial e o poder público são os mais afetados, observa-se o dinâmico setor de turismo que consegue abrandar de, sobremaneira, o sofrimento dos portugueses. Noticiam que para cada um turista, dez empregos são gerados no país. Realmente o setor se estrutura em uma eficiente cadeia produtiva, com profissionais muito bem preparados. Aliás um importante executivo brasileiro do setor petrolífero, em palestra para uma plateia de europeus e latinos americanos, observou que a formação escolar em Portugal é, substancialmente, melhor do que no Brasil. Tal fato talvez explique a supremacia portuguesa sobre o Brasil, no que diz respeito a condição de exportador de profissionais qualificados para outros países. O Brasil é importador, pois não consegue atender as suas próprias necessidades.

Passeando pelas antigas cidades portuguesas, pode-se constatar a presença de um substancial número de turistas de toda Europa, Ásia, Estados Unidos e também da América Latina, cujo reflexo na cadeia produtiva é evidente. Acelera a demanda por transporte, hotéis, restaurantes, outros serviços, comércio em geral, com reflexos no emprego e na renda setorial.


Como temos chamado a atenção, a história e a cultura são recursos intangíveis que contrariamente aos recursos tangíveis, são infinitos e quando bem planejados potencializam a geração de riqueza com a característica de melhor distribuição na sociedade. Isso ocorre porque as atividades impulsionadas tem uma relação próxima com os trabalhadores locais que, mesmo com os processos inovativos, a adaptação ocorre com mais frequência. O Brasil tem muito que aprender, especialmente as regiões que ainda não entenderam a importância desses recursos para melhorar a dinâmica econômica e reduzir a pobreza.

* Ribeira - Cidade do Porto - Portugal

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

UENF na Feira de Ciência e Tecnologia em São João da Barra

A UENF participou na Semana de Ciência e Tecnologia em São João da Barra que encerrou nesta sexta feira. Juntamente os parceiros: IFF, UFF, ISENSA, Capitania dos Portos, OSX, UENF, FAETEC e União Norte, a Secretaria de Educação do município, com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia e da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, proporcionou aos estudantes da rede municipal importante aproximação com a ciência e tecnologia. O projeto de extensão da PROEX - UENF"Resgate e disseminação da história local: estratégia para o desenvolvimento sociocultural", expôs os resultados de suas atividades durante a feira e realizou palestra para os participantes.

A Biologia da UENF também esteve presente com o trabalho envolvendo o tema Biotecnologia do professor Vanildo Silveira e da professora Claudete Santa Catarina.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

terça-feira, 22 de outubro de 2013

O poder do petróleo na transformação brasileira

Um belo discurso da presidente Dilma Rousseff sobre o leilão do campo de libra. "Nos próximos trinta e cinco anos o país se transformará, tendo em vista o substancial volume de recursos oriundos do petróleo. Os problemas da educação e saúde serão resolvidos e o país enfim, se destacará entre os mais inovativos do mundo". Fácil fazer projeções. Falamos o que nos interessa, o tempo passa as coisas não acontecem e tudo fica na mesma.
Porque não olhar para trás, são trinta e cinco anos de exploração de petróleo no Rio de Janeiro e toda essa riqueza não resolveu o problema da educação e saúde do Estado, que se destaca negativamente. No campo tecnológico, a dependência também continua e não temos respostas sobre o uso da riqueza gerada ao longo desse período. Esperemos mais trinta e cinco anos!

Crescimento não é desenvolvimento

O debate democrático onde as visões são contaminadas por interesses corporativistas, geram desinformação e não ajudam a evolução sociocultural do ambiente em referencia. Especificamente, no território compreendido por Campos dos Goytacazes e São João da Barra, podemos identificar inúmeros casos com essa natureza. As notícias sobre o caso do crime eleitoral na eleição passada em São João da Barra, é exemplo típico. Os argumentos dispares sobre o resultado da justiça cria muita confusão, desconfiança e mais confunde que informa.

Em nossa discussão, entretanto, jogamos o foco para o complexo portuário do Açu, onde podemos observar, pelo menos, dois grupos com visões antagônicas em relação a efetiva relevância da presente transformação territorial na vida dos cidadãos. Um grupo foca seus esforços na vertente social e constrói argumentos críticos em relação as ações do empreender e do Estado. Este  ao se aliar ao capital, vira as costas para a população. Nesse caso, o problema das desapropriações e a violência contra trabalhadores imposta pelo Estado, deixam marcas, fundamentalmente, importantes  no fortalecimento de movimentos sociais contrários ao avanço do capital em São João da Barra.

Com uma visão oposta, um outro grupo sai em defesa do complexo portuário do Açu, com o argumento de que o processo é irreversível e contra ataca com a critica de que o problema é a existência de alguns indivíduos que costumam torcer contra qualquer iniciativa de desenvolvimento. Neste caso, a visão predominante é a de que os investimentos vão garantir benefícios a população. Um aspecto importante nesse discurso parece ser o alto interesse coorporativo, já que os mesmos tem relações próximas com o capital.

No intuito de contribuir para um melhor entendimento da questão, trago a visão sobre desenvolvimento do economista indiano Amartya Sen. Segundo ele, desenvolvimento pode ser entendido como um processo de expansão das liberdades reais que as pessoas desfrutam. Este se configura no acesso a saúde, educação, moradia, trabalho, renda, participação nas decisões públicas, etc. Por outro lado, esses elementos não são garantidos automaticamente pelo crescimento econômico, apesar do mesmo ser importante para o processo de desenvolvimento. O crescimento é meio e o processo de expansão da liberdades fim. No caso específico dos investimentos no porto do Açu, apesar da verificação de crescimento das receitas próprias do governo e aumento do emprego formal, outros indicadores apontam para maior privação da liberdade da população, fundamento que deveria ser removido pelo desenvolvimento. É clara a especulação imobiliário, o crescimento dos preços relativos, a fragilidade do comércio local, a ausência de políticas publicas para os setores tradicionais de pesca e agricultura e, fundamentalmente, é evidente a formação de comunidades mais pobres no município sede dos investimentos.


Finalmente, é importante o entendimento de que grandes investimentos exógenos e suas projeções de grandes números, podem não garantir desenvolvimento socioeconômico as populações do entorno, já que a riqueza gerada nessas condições segue o fluxo periferia / centro, deixando um rastro de externalidades negativas por onde passa. Reafirma assim que crescimento não é desenvolvimento. 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Análise do emprego formal na região Norte Fluminense em setembro de 2013

O saldo de 211.068 empregos gerados no país em setembro é maior 65,35% na comparação com o saldo de agosto. No Estado do Rio de Janeiro, o resultado foi próximo. Foram gerados 15.653 novas vagas em setembro, verificando um crescimento de 54,92% em relação ao saldo do mês anterior.
A região Norte Fluminense apresentou um crescimento mais modesto. Foram geradas 1.336 novas vagas de trabalho em setembro, saldo 14,09% maior do que o saldo do mês anterior. 
A tabela apresenta a posição de cada município da região. Campos dos Goytacazes, tem um saldo acumulado de 4.658 empregos, sendo 640 na indústria de transformação, 398 na construção civil, 1.209 no setor de serviços e 2.478 no setor agropecuário. O comércio gerou um saldo negativo de 216 vagas de emprego.
Macaé gerou um saldo acumulado de 4.490 vagas, sendo 5.565 na construção civil, 1.080 no setor de serviços, 13 no setor agropecuário. Assim como Campos, o comércio gerou um saldo negativo de 504 empregos.
O município de São João da Barra apresentou um saldo acumulado negativo de 1.187 empregos. A construção civil foi responsável pela destruição de 979 empregos, a indústria de transformação negativou 167 empregos, enquanto o setor de serviços negativou 54 empregos. 
O gráfico apresenta a trajetória do emprego em São João da Barra no período de janeiro a setembro.
 

A atividade pecuária em São João da Barra

A atividade pecuária bovina em São João da Barra, apresentou um crescimento de 10% no seu rebanho em 2012, com base em 2011.Um bom resultado, dado que o Estado do Rio Janeiro cresceu somente 0,82% no mesmo período.
Entretanto, na pecuária de leite, foi verificado uma boa produtividade em 2011, quando a produção de leite por vaca cresceu 144,23%, saindo de 812,84 litros/ano em 2010, para 1.985,23 litros/ano em 2011. Em 2012, o resultado foi mantido.
Em relação ao valor médio por litro de leite, observou-se um crescimento de 17,65% em 2011, com relação a 2010 e um crescimento de 6,25% em 2012, com relação a 2011.
Esses números são importantes e mostram que é possível pensar políticas públicas para o setor, e ao mesmo tempo, parece jogar por terra o discurso de que desapropriar as terras para outras atividades desvinculadas de nossa cultura é a melhor solução.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

SITUAÇÃO DA PECUÁRIA NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EM 2012

Pesquisa sobre o rebanho animal brasileiro em 2012, divulgada pelo IBGE, apontou um cenário pouco favorável. Aumento dos insumos de produção, dificuldade de distribuição e problemas climáticos, foram identificados como fatores predominantes do baixo resultado.

Este baixo resultado também foi observado no Estado do Rio de Janeiro. O rebanho bovino apresentou um crescimento de 0,82% em 2012 com relação a 2011, com predomínio da região Norte Fluminense que contabilizou 659.052 cabeças, ou 29,99% do rebanho no estado.

Entre os municípios, Campos dos Goytacazes com 255.000 cabeças em 2012, liderou na região com uma participação relativa de 38,69% e no estado com11,60% do estoque total.

A atividade de produção leiteira na região apresentou melhores resultados. Dos 538.890 (mil litros) de leite produzidos no Estado em 2012, a região Noroeste Fluminense liderou com 145.950 (mil litros) ou 27,08%, seguida pela região Sul Fluminense com uma produção de 136.546 (mil litros) ou 23,48% do total. O crescimento da produção leiteira no Estado foi de 7,88% em 2012, com base em 2011. Entretanto, a região Norte Fluminense apresentou o maior crescimento de 46,28% no mesmo período.
Entre os municípios produtores, Campos dos Goytacazes liderou com uma produção de 35.000 (mil litros) em 2012, volume equivalente a 37,02% do total da região e 6,49% da produção estadual. Campos cresceu 53,68% a produção leiteira em 2012 em relação a 2011, enquanto o Estado cresceu 7,88% no período equivalente.


O valor da produção leiteira no Estado cresceu 17,78% em 2012 com base em 2011, com predominância para a região Noroeste Fluminense com R$118,6 milhões ou 27,11% do total Estado. Na análise municipal, Campos dos Goytacazes volta a liderar com a maior renda de produção leiteira, ou R$31,5 milhões em 2012. O valor equivale a 38,95% do total da região e 7,20% do total do Estado. Campos dos Goytacazes também se destaca com a maior taxa de crescimento do valor da produção leiteira em 2012. Enquanto o Estado cresceu 17,78%, o município cresceu 58,60% em relação ao ano anterior.

domingo, 13 de outubro de 2013

Estímulos que transformam a sociedade: "positivamente ou negativamente"

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Tenho me preocupado com as características do ambiente sócio cultural, já que são definidoras do processo de desenvolvimento local. Neste caso, a cooperação ente os atores, o respeito as regras, a confiança, o orgulho de pertencer, a ética e civismo, são elementos essenciais. Quando esses elementos são frágeis, a indução através de um terceiro agente é possível. Estímulos materializados nos discursos e nas ações devem provocar o exercício da ação conjunta, e a sua disseminação fortalece a estrutura de capital social (trata-se de um recurso moral, cuja oferta aumenta com o uso ou se esgota com o desuso). Observado alguns acontecimentos recentes, é possível identificar exemplos destruidores de capital social com a criação de gargalos para o desenvolvimento e exemplos positivos que alimentam e fortalecem o capital social, possibilitando melhoria de vida para a sociedade local.

O exemplo negativo está na política de São João da Barra. A aproximação das eleições em 2014 acentuou o interesse particular de importante líder político que decidiu desertar do grupo existente, exigindo o entendimento e apoio de todos os parceiros. Observa-se claramente o interesse particular sobrepondo o interesse coletivo, o que naturalmente afeta o conjunto da sociedade. Isso explica o desanimo social, o não comprometimento com a ação coletiva.


O exemplo positivo está no município de venda Nova do Imigrante, onde a sociedade local com a sua independência, realiza ações de natureza coletiva, como a "Festa da Polenta", tradição cristalizada na história desse povo. A festa em referência é muito mais que um encontro de pessoas em busca de lazer, trata-se de uma verdadeira manifestação cultural, consequência da forte integração da sociedade, que acentua as suas referencias e o orgulho de pertencimento. Esse povo não deixa de exercer a sua cidadania pela ausência do poder público. Devemos aprender essa lição!  O que existe de fato é a sociedade e ela segue os estímulos que recebe, ruins ou bons!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Sobre medidas compensatórias do Porto do Açu: A sociedade não responde!

Algumas postagem sobre o assunto em 2011

http://economianortefluminense.blogspot.com.br/2011/07/agricultura-e-politicas-compensatorias.html

http://economianortefluminense.blogspot.com.br/2013/09/medidas-compensatorias-do-porto-do-acu.html

http://economianortefluminense.blogspot.com.br/2011/04/relatorio-da-terceira-reuniao-do.html

LLX e os novos ventos!

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/10/1354751-eig-tira-eike-da-llx-antes-do-aumento-de-capital-e-bancos-rolam-dividas.shtml

Com a chegada da EIG, empresa americana, no Porto do Açu, além dos benefícios de rolagem da dívida de curto prazo e ingresso de dinheiro novo do BNDES, a sociedade sanjoanense deve exigir a implementação das medidas compensatórias pactuadas nos estudos de impactos, aprovados pelo órgão ambiental. Impactos negativos nas atividades pesqueira e agrícola, desorganização no transito, violência urbana/rural e nas estradas, especulação de toda ordem, etc., são questões que precisam ser contornadas pela implementação de programas compensatórios pela empresa. Leia sociedade (governo, entidades de classe, profissionais liberais, organizações diversas). Ou se exige as compensações de direito agora, ou não esperem um futuro promissor para município. 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Mapeamento das Receitas Próprias e Investimento no Rio de Janeiro no primeiro semestre de 2013

Uma avaliação sobre a execução da receita orçamentária própria e do investimento no Rio de Janeiro, através dos principais municípios com informações na base da Secretaria do Tesouro Nacional, nos mostra uma certa fragilidade de alocação efetiva do orçamento em investimento. O gráfico apresenta as taxas representativas da relação receitas próprias / receitas correntes e investimento/receitas correntes nos municípios selecionados. 

Observa-se que os municípios com as mais altas taxas de receitas próprias (Volta Redonda, Angra dos Reis, Niterói, Rio de janeiro, Macaé e Nova Friburgo), apresentam uma base empresarial importante, evidente que com padrões diferenciados entre eles.  Porém, contraditoriamente, esses municípios não apresentam respostas na execução do investimento. Eles têm taxas de investimento liquidado no período, bastante baixas, com destaque negativo para Niterói.

O melhor equilíbrio entre receita própria e investimento pode ser observada em Campos dos Goytacazes. O município apresenta uma taxa de investimento liquidado de 13,58% no período, a maior taxa entre os municípios, apesar da taxa de receitas próprias ter alcançado 8,44%, percentual bem inferior aos municípios com uma base empresarial mais sólida. 


Fica evidente neste quadro, a importância de uma base industrial no interior do sistema econômico local dos municípios, além de maior capacidade da gestão pública, no que diz respeito a alocação do orçamento em investimento. No caso de Campos dos Goytacazes, verifica-se uma trajetória ascendente das receitas próprias, porém ainda é baixa a participação das receitas próprias nas receitas correntes.  Por outro lado, a gestão do investimento vem mantendo um padrão de excelência. É aconselhável a formulação de estratégias mais agressivas para impor maior velocidade ao crescimento das receitas próprias, além da manutenção do atual padrão de eficiência na gestão do investimento. 

domingo, 6 de outubro de 2013

Comércio Exterior de Minério de Ferro em setembro de 2013

A receita de exportação de minério de ferro em setembro, cresceu 5,64% em relação ao mês de agosto, fundamentalmente, pela valorização do preço comercializado. Foi verificado um crescimento de 13,46% em setembro. 
Com relação ao mesmo mês do ano passado, houve um crescimento de 14,67% na receita em dólares, crescimento de 4,86% no volume embarcado e um crescimento de 9,33% no preço de comercialização.
O gráfico ao lado mostra a trajetória dos preços praticados em 2012 e 2013 e a inflexão observada em setembro.



sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Dissertação de mestrado da UENF publicada em livro na Alemanha

É com prazer que divulgamos a publicação do livro "Endogenous Money and Regional Development" de autoria de Claudio Marouvo e Alcimar Chagas Ribeiro. A iniciativa é de uma editora da Alemanha com distribuição pela Amazon. As informações para aquisição estão no site abaixo.

 http://www.morebooks.de/store/bookprice_offer/show?token=3da59b2dcf169adb7aa99ea8803981da45d05d7d&auth_token=d3d3LmxhcC1wdWJsaXNoaW5nLmNvbTpiMWZmZGE5NTM4MWMzZGNmYWUzMTVmNmNkZWFkNzViNA%3D%3D&locale=gb

A movimentação de açúcar em bruto no comércio exterior em setembro

A exportação da commoditie açúcar em bruto em setembro declinou 20,5% na receita em dólar e 20,3% no volume em tonelada embarcado, em relação ao mês anterior. O preço manteve a trajetória de queda com redução de 0,3% no mesmo mês em relação a agosto.
Na comparação com setembro de 2012, verifica-se uma queda de 16,9% na receita, crescimento de 1,5% no volume embarcado e queda de 18,1% no preço. Como observado, é preciso aumentar o esforço de embarque para manter a receita. 
O gráfico apresenta a trajetória do preço praticado no comércio de açúcar no exterior. Tanto em 2012 quanto em 2013, acentua-se a trajetória de declínio. 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Exportações brasileiras por blocos econômicos em setembro de 2013

O superavit comercial de US$2,147 milhões nas contas externas do País em setembro, superou em 75,12% o saldo de agosto do mesmo ano. Entretanto, na comparação com setembro de 2012, houve uma queda de 15,90% no saldo superavitário.
As exportações acumuladas no período de janeiro a setembro somaram US$177.650 milhões, valor menor 1,63% do mesmo valor contabilizado em 2012. 
A tabela apresenta os valores de exportação por blocos econômicos no período de janeiro a setembro nos anos de 2013 e 2012. Verifica-se crescimento somente nos negócios para a Ásia, fundamentalmente, a China. A maior queda ocorreu nas exportações para os Estados Unidos. 
O gráfico apresenta a participação dos principais blocos econômicos nas exportações brasileiras no período de janeiro a setembro de 2013. A Ásia lidera com 33,2%, seguida pela América Latina e Caribe com 21,2%. A União Européia vem em seguida com 19,2% e os Estados Unidos participa com 10,4%. 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Execução orçamentária em Macaé no primeiro semestre de 2013

A execução orçamentária em Macaé, no primeiro semestre de 2013, se apresenta também ajustada, porém o elemento investimento é problemático. Do valor previsto para as receitas correntes, foi realizado o percentual de 54,45% no semestre. Nas receitas tributárias 68,37% e nas transferências correntes 50,45%.
No grupo das despesa correntes, foi realizado um percentual de 44,40%, enquanto nas despesas com pessoal foi realizado 49,07% em relação ao valor previsto. Quanto as despesas com investimento, foi liquidado o equivalente a 1,34% em relação ao valor previsto no mesmo período. 
Em relação as receitas correntes realizadas no semestre, as receitas tributárias representaram 33,99% e as despesas de investimento representaram somente 0,29%. Considerando o valor empenhado no período, esse percentual sobe para 11,19%. Na comparação com Campos dos Goytacazes, observa-se que Macaé apresenta uma certa dificuldade no que diz respeito a alocar recursos em investimento.