segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Execução orçamentária em Campos dos Goytacazes no primeiro semestre de 2013

A execução orçamentária no primeiro semestre de 2013 em Campos dos Goytacazes, apresentou um bom padrão de eficiência. As receitas correntes realizadas no semestre atingiram o patamar de 49,31% do valor previsto para o ano, as receitas tributárias 56,09% e as transferências correntes  50,70%.
No grupo das despesas, o valor liquidado referente a pessoal e encargos foi equivalente a 54,30%, enquanto que o valor liquidado de investimento foi equivalente a 31,62% da previsão total. Apesar do percentual de investimento liquidado ter ficado abaixo de 50%, é importante considerar o valor empenhado de R$352,9 milhões, equivalente a 70,3% da previsão do ano.
Na avaliação proporcional, verifica-se que as receitas tributárias realizadas no valor de R$98,6 milhões no semestre, representaram 8,44% das receitas correntes, padrão superior aos 7,65% de 2012. Quanto aos investimentos, a relação proporcional do valor liquidado no semestre de R$158,7 milhões, representou 13,58% das receitas correntes realizadas no período.

A crise no grupo "X" longe do final

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,ogx-de-eike-batista-prepara-calote-recorde-de-us-445-milhoes,165913,0.htm

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Municípios com avaliação máxima no IFGF no Rio de Janeiro

Os municípios do Rio de Janeiro que obtiveram conceito máximo "A", no Índice Firjan de Gestão Fiscal, foram Rio das Ostras em primeiro lugar com índice 0,8517; Itaguaí em segundo lugar com índice 0,8511; Mesquita em terceiro lugar com índice 0,8283 e Saquarema em quarto lugar com índice 0,8158. Ou seja, do universo de 92 municípios no Estado, somente 4,34% obtiveram avaliação máxima.

A Difícil Gestão Fiscal na Rota do Petróleo

O Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), cujo objetivo é apoiar o aprimoramento do processo de gestão orçamentária nos municípios do Brasil, mostra um retrato preocupante da região Norte Fluminense, especialmente, pela sua condição de importante produtora de petróleo. A tabela apresenta os índices por município nos anos de 2011 e 2010 e o ranking no contexto do Estado. Observa-se que nenhum município da região atingiu o conceito A (índice acima de 0,8). Na melhor condição, com conceito B, Macaé manteve a posição de 7º lugar em 2011 e 2010. Campos dos Goytacazes, também com conceito B, caiu do 6º lugar para 12º lugar no Estado. Os indicadores que contribuíram na queda em 2011 com base em 2010, foram: gastos com pessoal, investimento, liquidez e custo da dívida. O indicador receitas próprias apresentou melhora.
O município de São João da Barra caiu da 9º para 22º posição, em função da forte queda do nível de investimento. O aumento das receitas próprias não foi suficiente para evitar a queda do IFGF. Os demais municípios apresentaram índices muito baixo. 

Tabela complementar com saldos de emprego na RNF


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Análise do emprego formal na região Norte Fluminense em agosto

O saldo de emprego formal na região Norte Fluminense cresceu 22,87% em agosto com relação a julho de 2013. Foram criadas 1.171 novas vagas no mês, contra 953 vagas em julho. Macaé e São João da Barra contribuíram para o resultado. Porém na comparação com agosto do ano passado, houve uma queda de 25,68% no saldo gerado em agosto deste ano. O saldo de emprego no período de janeiro a agosto de 2013 está concentrado em 59,09% em Campos do Goytacazes, 50,85% em Macaé e -19,13% em São João da Barra.

Na avaliação setorial, verificou-se que das 7.287 vagas de emprego criadas no período de janeiro a agosto deste ano na região, Campos dos Goytacazes contribuiu com a geração de 4.306 vagas. Estas foram distribuídas em 650 na indústria de transformação, 267 na construção civil, 1.130 nos serviços, 2.386 na agropecuária, enquanto que no comércio o saldo foi negativo em 264 vagas. Já Macaé contribuiu com a geração de 3.706 vagas no período, distribuídas em 4.731 vagas na construção civil, 908 vagas nos serviços, 11 vagas na agropecuária. A indústria de transformação destruiu 1.460 vagas e o comércio destruiu 908 vagas no mesmo período.
 
O município de São João da Barra apresentou um saldo negativo de 1.394 vagas no período. Destas, a construção civil destruiu 1.144 vagas, a indústria de transformação destruiu 196 vagas e o setor de serviços destruiu 60 vagas. O gráfico apresenta a trajetória do emprego formal no município nos meses de janeiro a agosto de 2013.


Duas questões são importantes na análise do emprego formal na região. Os municípios de Campos e Macaé que concentraram o emprego neste ano, apresentaram saldo negativo no setor de comércio. No caso de Campos dos Goytacazes, tem-se a situação do emprego sazonal do setor sucroalcooleiro, enquanto Macaé predominou a construção civil oriunda de investimentos exógenos. Neste caso fica evidente a fuga da riqueza gerada. No caso de São João da Barra, ocorreu uma situação inversa. Quando  o emprego geral era positivo, por conta da construção civil, o emprego no comércio era negativo. Agora, com a destruição de emprego na construção civil, o comércio voltou a apresentar saldo positivo. Verifica-se que existe um descolamento da movimentação econômica local dos investimentos exógenos, ou seja, a riqueza formada por esses investimentos não garante evolução doméstica. 

Uma Visão Moderna de Cultura

A convite do amigo André Pinto, gestor da Cultura Municipal em São João da Barra, assisti a cerimonia de abertura da 7ª Primavera dos Museus, sob sua coordenação. Fiquei muito feliz de presenciar a sua moderna visão sobre cultura, fundamentada na história e com proximidade com a escola. Diferente da visão cultural imersa em eventos pontuais que se encerram em si mesmo, André Pinto explora, positivamente, a rica trajetória de historiador do saudoso João Oscar Pinto, o seu pai, e articula as diferentes atividades de cunho cultural a história de município. Exemplos como as apresentações de danças representativas do papel das Mucamas e dos Capoeiristas, durante a soberania do Império, resgatam a história e cria elos entre o cidadão e a sua terra.
A gestão da cultura fundamentada na história apresenta outras vertentes importantes que potencializam o turismo e a economia como um todo. Ai está um belo exemplo de ações de cunho endógena, capazes de gerar riqueza com inclusão social, diferente dos grandes investimentos exógenos que não guardam nenhuma relação com o ambiente afetado. A cultura e a história de um povo representam um recurso intangível próprio da localidade, com amplas possibilidades de moldar negócios altamente competitivos, dado a sua condição monopolista e de grande interesse global. A Europa mesmo em condição de fragilidade econômica, em função da crise mundial, sobrevive ancorada na sua rica história, a qual potencializa o turismo local.
O uso dos recursos locais tangíveis e intangíveis representa uma potencial oportunidade de desenvolvimento. Persista nesse caminho meu amigo André!  

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Como tratar os recursos naturais?

Nos 38 km de estrada na BR 356 entre São João da Barra a Campos dos Goytacazes, podemos contar de quatro a cinco pontos de retirada de areia do fundo do Rio Paraíba. A paisagem é assustadora e surge a pergunta: Quais são os impactos ambientais dessa substancial movimentação? Uma percepção de leigo no assunto é de que não existe normalidade nesse processo, o qual impactará em um custo ambiental elevado no futuro. Seria interessante uma avaliação dos ambientalistas da região. 

Divulgação

Lançamento do livro do competente jornalista Gustavo Smiderle.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Desafios do Porto do Açu e seus Reflexos Socioeconômicos

Pesquisa do LEPROD/UENF sobre os desafios do Porto do Açu e seu reflexos socioeconômicos, será apresentada na cidade do Porto em Portugal. A dissertação investigou as reais possibilidades do território de influência direta do Complexo Portuário do Açu (Campos dos Goytacazes e São João da Barra), de coordenar um processo voltado para a ação coletiva, enquanto fundamento essencial para assegurar desenvolvimento em um contexto de investimentos exógenos, no setor de infraestrutura portuária. Questões relacionadas ao desenvolvimento como função de arranjos institucionais, a percepção da existência e atuação desses arranjos no território e o papel do governo na formulação de estratégicas para fortalecimento da ação coletiva, foram debatidas com as lideranças das organizações representativas do setor público e privado.

Os resultados da pesquisa confirmaram um quadro já descoberto em pesquisa anterior. Existe uma convergência de percepção entre as lideranças envolvidas diretamente no processo, ou seja, órgãos de governo, representantes dos empreendedores e entidades não governamentais de apoio (SEBRAE, FIRJAN, SENAI, etc), que apresentam um discurso extremamente positivo em relação aos investimentos privados, assim como os seus reflexos para o território. Com um discurso divergente, se colocam do outro lado, pesquisadores que estudam o processo de transformação, organizações sociais e representantes das classes de trabalhadores sem vínculo com o governo.

Os relatos otimistas do grupo que apresenta algum tipo de comprometimento com o empreendimento, indicaram a importância de arranjos institucionais no processo de desenvolvimento, mais ainda, a existência e a participação dessas entidades no processo. Quanto ao governo, esse grupo confirma uma participação relevante na definição de estratégias para o fortalecimento da ação coletiva. Contrariamente, o segundo grupo faz a negação dos fatos e traça um quadro desolador de concentração de riqueza e aprofundamento da pobreza, dado a não inclusão da sociedade local no processo de transformação.

Complementarmente, a nossa percepção é de que o ambiente sociocultural, do território em avaliação, apresenta traços preocupantes. Está presente a cultura da alta valorização do papel individual de cada entidade, existe uma grande dificuldade de integração das mesmas ao processo de interesse coletivo, se acentua a publicidade exagerada de ações pontuais sem compromisso com resultados, a desinformação da sociedade e a proteção do governo favorece o descumprimento de obrigações dos empreendedores. A nossa avaliação está rigidamente fundamentada na leitura de elementos da "Economia Institucional", além da análise de indicadores econômicos ao longo do período de construção do Porto Açu. Os discursos otimistas são totalmente desconstruídos pelos indicadores da conjuntura recente.


Como contribuição, alertamos que a intervenção no "DNA" do território, a partir de ações indutivas à mudança de comportamento, é essencial. As lideranças precisam encarar de frente esta possibilidade, sem a qual, dificilmente o território evoluirá ao padrão de desenvolvimento esperado. 

Novos caminhos para a LLX

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/09/1342569-grupo-eig-sera-controlador.shtml

domingo, 15 de setembro de 2013

Piscicultura como alternativa a pesca artesanal

Vejam a importância da Tilápia no mundo. Infelizmente não entenderam a nossa proposta por aqui.
6http://infopesca.org/node/956

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Operações bancárias em junho na região Norte Fluminense

A tabela apresenta os saldos de operações de crédito, depósito a vista de governo, depósito a vista do setor privado e depósito a prazo, em junho de 2013, nos municípios da região Norte Fluminense. Campos dos Goytacazes com uma estrutura bancária correspondente 36 agências, contabilizou R$1,9 bilhão em operações de crédito, seguido por Macaé (26 agências) com R$1,6 bilhão e São Fidélis (4 agências) com R$136,3 milhões.
Nas operações de depósito a vista do setor privado, a liderança é Macaé com um saldo de R$331,7 milhões, seguido por Campos dos Goytacazes com um saldo de R$252,2 milhões e São João da Barra (4 agências) com R$19,0 milhões. 
Nas operações de depósito a prazo, Campos dos Goytacazes contabilizou um saldo de R$1,0 bilhão, Macaé R$821,5 milhões e São João da Barra R$226,4 milhões.  
Observando a trajetória dos saldos de depósito a prazo (aplicações financeiras) em São João da Barra, verifica-se um forte crescimento nominal de 205,69% em junho de 2012 com relação a junho de 2011 e um crescimento de 8,12% em junho de 2013 em relação a junho de de 2012.
Esse robusto crescimento de depósito a prazo é incompatível com o volume de crédito disponibilizado no sistema e com o saldo de depósito a vista do setor privado. Como as remunerações do trabalho e do capital são baixas, essas aplicações caracterizam alta concentração de riqueza no sistema econômico.  

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Grandes Investimentos Transformam a Economia Local/Regional?

Os indicadores da conjuntura econômica recente, na Região Norte Fluminense, são contraditórios, quando associados a prática do discurso otimista e desfocado da ação efetiva planejada. Parece ser esta a cultura regional, cuja expectativa de desenvolvimento, acredita-se ser função de investimentos exógenos, especialmente, nas áreas de petróleo e infraestrutura portuária. Um grande equívoco é a não consideração do processo de intervenção endógena.

Passados seis anos de muitas divulgações sobre investimentos realizados e não realizados, neste caso, a usina termoelétrica e a siderúrgica, além da forte desaceleração da unidade de construção naval na retro área do porto do Açu, de efetivo tem-se o ingresso de R$3,5 bilhões de investimento privado no Açu, além de R$1,5 bilhão de gastos públicos no município sede no mesmo período.

A resposta, em termos de criação de vagas de emprego formal em São João da Barra, sede do empreendimento do Porto do Açu é sofrível. Foram criadas no período 2007 a 2013 (até julho) somente 1.782 novas vagas, as quais beneficiaram trabalhadores de outras regiões do país, fato confirmado no cruzamento de indicadores. Por exemplo, o comércio local conseguiu criar 184 novas vagas no nesse período, o que confirma a fragilidade da economia local.

Outro indicador da dinâmica econômica local, o Índice de Participação no ICMS, chegou a 0,489 em 2013, correspondente a movimentação efetiva de 2011. Este índice  é menor do que o índice 0,546 apurado em 2004, relativo ao ano de 2002. Ainda observamos que o índice atual de São João da Barra é menor do que os índices de São Francisco de Itabapoana e Quissamã.


A dinâmica econômica também pode ser avaliada pela movimentação do sistema bancário. Nesse caso específico, verifica-se também incompatibilidade nos saldos das operações bancárias de crédito e depósito avista do setor privado no município sede, quando se compara com outros municípios sem os benefícios correspondestes de investimentos exógenos. Em dezembro de 2012, o saldo de crédito em São João da Barra foi de R$56,5 milhões, enquanto São Fidélis realizou um saldo de R$124,8 milhões e São Francisco de Itabapoana R$79,2.  O saldo de depósitos a vista do setor privado em São João da Barra foi R$17,5 milhões, São Francisco de Itabapona R$13,2 milhões e São Fidélis R$12,2 milhões. Os indicadores mostram evidencias sobre a fragilidade do sistema econômico do município sede do Porto do Açu, já que não tem respondido ao ingresso de vultosas somas monetárias. Inclusive não consegue sequer se destacar na comparação com municípios não produtores de petróleo e sem investimentos correspondentes, como São Fidélis e São Francisco de Itabapoana. Desta forma, responder a estas questões é um desafio importante para os governantes e formuladores de políticas econômicas.

domingo, 8 de setembro de 2013

Grupo X: um futuro de incertezas

Ao contrário de algumas declarações otimistas, a situação do Grupo X é extremamente delicada. A reestruturação do endividamento, especialmente da OGX e OSX, empresas que poderiam garantir caixa mais rápido, tem sido traumática. Existem compromissos de curto prazo sem possibilidade de atendimento, os interessados nos negócios só colocam dinheiro novo para investimento e somente a venda de ativos é insuficiente para a continuidade dos negócios. O projeto do porto do Açu não é diferente, o descrédito de Eike, o caixa insuficiente para fazer frente as parcelas da dívida de curto prazo e a dificuldade de negociação dos ativos, tornam-se elementos bastante inibidores da normalidade que alguns querem passar.

sábado, 7 de setembro de 2013

Gasto por função em 2012 no município de São João da Barra

O gráfico apresenta os valores correspondentes aos gastos nas principais funções em São João da Barra, para os anos de 2011 e 2012. Alguns destes valores chamam atenção. Por exemplo, o valor gasto na saúde em 2012 dobrou em relação a 2011, assim como no turismo que consumiu R$22,9 milhões. Em Desporto Lazer foram gastos R$9,2 milhões contra R$2,8 milhões em 2011, enquanto isso a agricultura só mereceu R$3,1 milhões. A função Urbanismo gastou R$59,9 milhões, valor maior 70,2% do valor gasto em 2011. Valor também maior 9,3% do valor gasto na educação em 2012. Não resta dúvida que esta execução orçamentária é desprovida de coerência, já que não capitaliza resultados compatíveis com os recursos alocados. O emprego no comércio é fraco, a produtividade da agricultura sofrível e a oferta de serviços públicos questionável. 
   

Gestão Orçamentária em 2012 no município de São João da Barra

Os indicadores de gestão orçamentária de 2012 no município de São João da Barra, apresentam uma evolução do investimento em relação a 2011. O município investiu R$30,7 milhões ou 8,6% das receitas correntes. Mesmo assim, o valor realizado representou somente 56,57% da previsão anual. Parece permanecer a dificuldade para alocar recursos em investimento. 
Também importante foi o valor realizado de receitas tributárias, em função do avanço das obras da OSX no Açu neste ano. O município realizou R$42,7 milhões de receitas próprias ou 12,02% das receitas correntes. Este valor representou 162,33% do valor previsto da arrecadação.
As transferências correntes ainda são bastante relevantes na composição das receitas correntes, tem a proporção de 82,71%, enquanto e as despesas com pessoal e encargos equivalem a 3,33 vezes as receitas próprias. A equação não é tão simples, quando fecham as expectativas de redução das transferências de royalties, a crise do grupo X permanece e o município não conta com atividades econômicas domesticas mais representativas.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Exportação de minério de ferro em agosto de 2013

As exportações de minério de ferro em agosto registraram um crescimento de 4,94% no volume embarcado em tonelada e uma redução de 0,95% nas receitas em dólares, em relação ao mês anterior. Os preços negociados, por sua vez, declinaram 5,68% em relação a julho e 7,53% em relação a janeiro deste ano.
O gráfico apresenta a trajetória dos preços negociados nos meses de janeiro a agosto de 2012 e 2013. O preço negociado em agosto deste anos declinou 15,47% em relação ao preço de agosto de 2012.

Jornal Folha de São Paulo

Economia & Negócios

Eike Batista já reduziu sua participação na OGX em 11% desde março

Nos últimos dias, o empresário vendeu 117,2 milhões de ações da petroleira, o segundo movimento do gênero em uma semana

04 de setembro de 2013 | 13h 29
Reuters
SÃO PAULO - O empresário Eike Batista vendeu 177,2 milhões de suas ações da petroleira OGX nos últimos dias, no segundo movimento do gênero no período de uma semana, informou nesta quarta-feira a companhia. O volume de ações corresponde a 5,49% do capital social da empresa.
Somadas as vendas realizadas desde março, Eike teve sua participação reduzida em 11,14% do capital social total da OGX, segundo a empresa. Em 28 de agosto, Eike vendeu 49,8 milhões de ações.
Em nota de 29 de agosto, a OGX havia informado que as "vendas fazem parte de contínuo processo de aperfeiçoamento da sua estrutura de capital, e têm por objetivo cumprir determinas obrigações financeiras com credores da holding EBX".
Por outro lado, a companhia reiterou que Eike não pretende alterar sua posição de controlador da OGX, mantendo participação acima de 50,01%
" A desconfiança do mercado em relação a Eike Batista exige a transferência do controle, sob pena de atrofia nos negócios. Novos investimentos são necessários, porém existe restrição de capitais próprios e, mantido o quadro atual, investidores externos não disponibilizarão novos capitais".

Exportação da commoditie Açúcar em Bruto no mês de agosto de 2013

Continua em queda os preços das commodities brasileiras no exterior. O mês de agosto registrou um forte crescimento de 44,36% no volume embarcado de açúcar em bruto. Porém, o preço negociado de US$409,2 por tonelada foi menor 0,61% do que o preço de julho e menor 13,12% do que o preço de janeiro deste ano.
O gráfico apresenta a trajetória dos preços negociados nos meses de janeiro a agosto de 2012 e 2013. A queda em agosto d e 2013 é de 19,05% em relação a agosto de 2012. Manter a receita em dólares, significa embarcar mais toneladas de açúcar, o que reflete na redução da oferta de etanol internamente e, consequentemente, o aumento de preço do combustível.

Medidas compensatórias do Porto do Açu: O gato comeu!

Matéria da Inter TV (Blog do Roberto Moraes), nesta última de terça feira, apresentou queixas de lideranças da pesca artesanal em São João da Barra, sobre o atraso nas obras do Entreposto Pesqueiro em Atafona. Com dois anos de construção e longe do término, os responsáveis LLX e Prefeitura Municipal não encontram justificativas plausíveis. Chamo atenção, entretanto, para as ações que tentamos implementar na cidade, alertando a população sobre as medidas compensatórias do Porto do Açu. A nossa crítica era de que o empreendedor não se esforçava para implementar tais medidas, já que que o governo era omisso. Dai a alternativa de fortalecimento da sociedade civil para uma efetiva cobrança. O resultado é que não obtivemos sucesso e fomos ridiculamente desprezados pela sociedade civil, pelo governo e pelo empreendedor. 
Está ai o resultado! O tempo é o senhor da razão!


http://www.robertomoraes.com.br/2013/09/pescadores-de-sjb-tambem-reclamam-ate.html

http://economianortefluminense.blogspot.com.br/2011/07/agricultura-e-politicas-compensatorias.html

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Exportações brasileiras por blocos econômicos no período de janeiro a agosto de 2013

O saldo da Balança Comercial  do Brasil em agosto foi superavitário em US$1.226 milhões. No período de janeiro a agosto, entretanto,  o saldo foi deficitário em US$3.764 milhões, valor menor 128,63% em relação ao valor do mesmo período de 2012, quando o resultado foi superavitário em US$13.149 milhões.
A tabela apresenta as exportações brasileiras por blocos econômicos no período de janeiro a agosto nos anos de 2013 e 2012. Observa-se uma variação positiva somente nos negócios com a Ásia. Com os outros blocos as variações foram negativos neste ano em relação ao ano passado. A maior queda ocorreu com os Estados Unidos, mesmo considerando que este pais esboça recuperação.  
O gráfico apresenta a participação percentual dos blocos econômicos no total da receita de exportação do país em agosto. A Ásia teve uma participação de 33,3%, a América Latina  21,2%, a União Européia 19,3% e os Estados Unidos 10,3%.

Refletindo sobre estratégias indutivas do bem estar coletivo

Pesquisas aplicadas, realizadas pelo LEPROD-UENF, tem mostrado a existência de gargalos importantes no tecido sociocultural da região Norte Fluminense. Verifica-se uma sociedade com perfil individualista, postura reativa, forte dependência ao poder público, "míope" valorização institucional, acirradora de vaidades, com dificuldade em pactuar ações de âmbito coletivo.

A intervenção nesse quadro é essencial, porém muito complexa. A fragilidade dos organismos, em pactuar ações relevantes em benefício do coletivo, isola agentes e atores, que fraquejam individualmente no campo da competição via mercado. Neste caso, estratégias no sentido de estimular a mudança de comportamento, podem representar um instrumental poderoso para a necessária transformação local.

Tenho exercitado essa situação a partir do projeto "Resgate e Disseminação da História Local: uma estratégia para a mudança sociocultura e econômica". O mesmo ocorre em Atafona - São João da Barra, cuja motivação se deu no encerramento do projeto de piscicultura integrada, refém dessas mesmas mazelas sociais já indicadas.

No presente projeto tenta-se estimular a comunidade, a partir do resgate da história local, já que o desconhecimento desprende o indivíduo das raízes, das referencias importantes e da sua cultura. Esse elemento solto e desprovido de qualquer relação com o seu meio, se transforma num ser involutivo.

A pesquisa, realizada por estudantes do ensino médio da escola pública, tem sido disseminada em seminários e palestras, com a obtenção de resultados valiosos. A começar pelo substancial envolvimento desses estudantes que, com muita aplicação, adquiriram um conhecimento importante da história local, e se esmeraram, didaticamente, para levar adiante os mesmo conhecimentos. O crescimento do grupo, em função de sua aproximação à pesquisa e extensão, além   de um  maior entendimento do funcionamento da universidade pública, sem dúvida, farão diferença em sua formação profissional.

Um outro resultado importante, foi a "contaminação positiva" no âmbito da escola, onde professores e diretores, dada a relevância do projeto, decidiram por sua oficialização no ano letivo de 2013. Assim, os seminários se expandiram para todas as classes do ensino médio e do ensino fundamental, onde métodos lúdicos foram utilizados para incentivar a participação e auxiliar no processo de aprendizado.


A próxima etapa do projeto avança para a publicação e divulgação de uma cartilha ilustrada sobre aspectos importantes da história local, cujo objetivo é aproximar os indivíduos da sua origem e, como consequência, criar laços que fortaleçam o senso de pertencimento, possibilitando maior valorização da cultura local. Esta base estabelece condições de avanço socioeconômico.