Informações adicionais do IDH

Algumas questões importantes devem ser salientadas no contexto da análise dos indicadores de desenvolvimento humano, recentemente divulgados pelo Programa das Nações Unidas de Desenvolvimento (PNUD). Dirigindo o foco para Campos dos Goytacazes, podemos verificar que o município se situa em uma faixa de alto desenvolvimento, tendo a educação como dimensão que mais cresceu em termos absolutos entre 2000 e 2010. Evidente que esses aspectos são importantes e, se somados à experiência política da prefeita, ao esforço de qualificação no nível de profissionalização da gestão pública municipal e, fundamentalmente, à determinação em alocar parcela importante das receitas orçamentárias em investimento público, podem garantir um melhor padrão de bem estar social.   

Entretanto, alguns pontos são sinais de preocupação. Observe que a mesma dimensão da educação que contribuiu para a evolução do IDH total, apresentou um IDH médio de 0,619. Neste, os grupos de 15 a 17 anos com ensino fundamental completo e de 18 a 20 anos com ensino médio completo, apresentaram as menores participação relativa na composição do índice,  49,24% e 39,31%, consecutivamente. Considerando o recente processo de crescimento econômico, em função dos investimentos públicos e privados, e a importância da mão de obra local especializada, vê-se que é preciso avançar nesse aspecto.

Veja na tabela que Niterói, o 7º IDH do Brasil, apresenta um índice geral de 0,837 e 0,773 na educação, enquanto São Caetano do Sul, o 1º do Brasil, apresenta um índice geral de 0,862 e 0,811 na educação.

Quanto aos índices de longevidade e renda, há de se considerar reflexos importantes das políticas publicas de âmbito Federal. No primeiro, sobressaem o avanço da medicina, assim como os esforços na pactuação de convênios internacionais no campo da ciência. No segundo, pode se observar os esforços no âmbito da distribuição de renda nas três esferas de governo, os quais tem garantido uma efetiva redução da pobreza no pais.


Assim, pode-se entender que no contexto local existe espaço para avanços, tanto na educação de base, quanto na economia, com uma política mais agressiva de indução a geração de negócios integrados e com maior valor agregado. Tal conceito tende a utilizar melhor os recursos locais na geração de um riqueza, cuja natureza é mais distributiva e geradora de renda sustentável. Trata-se de uma riqueza autônoma, de inserção e geradora de bem estar local. 

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