terça-feira, 30 de julho de 2013

A visão do papa Francisco como contribuição a uma vida cidadã

A visão humanitária e orientadora dos discursos do papa Francisco no Brasil, deve ser considerada como instrumento permanente de reflexão da sociedade local, no processo de decisão sobre o uso dos recursos públicos. Deve-se planejar a produção da riqueza a luz da melhor distribuição possível, de forma que a população possa ter atendidas as suas necessidades básicas. Neste caso, estamos falando do acesso ao trabalho, à saúde, à educação, à moradia, ao lazer, etc. Esses elementos materializam cidadania.

Contrariamente, a formação de riqueza em caráter concentrador representa somente a sensação de um crescimento econômico, sem os devidos benefícios para a coletividade. Nesses casos, parte substancial da riqueza gerada na periferia foge para as regiões centrais. Não faltam exemplos em todo o País, especialmente nas situações onde cidades pequenas recebem grandes investimentos em infraestrutura de dimensão nacional.

Dessa forma, a concepção de que quanto maior a riqueza melhor a condição da população em um dado local, parece não ser verdadeira. Quando olhamos mais profundamente a situação socioeconômica dos municípios produtores de petróleo, temos a comprovação de que um maior volume monetário não se transforma automaticamente em bem estar social. Ainda, conforme relato do papa, muitos indivíduos em diversas partes do mundo ainda morrem por falta de atendimento médico, são privados da alimentação regular, excluídos da escola e vivem em condições sub humanas.

Nesse contexto, as diferentes comunidades precisam tomar para a si a responsabilidade de cobrar dos governantes uma gestão pública que priorize o bem estar dos cidadãos. A acomodação e a dependência dos indivíduos que permite a subordinação da sociedade ao poder político, é uma situação perversa que aniquila qualquer possibilidade de evolução socioeconômica.

O quadro, especialmente, no território fluminense, é lastimável quanto a um papel mais ativo da sociedade. O tecido social apresenta um esgarçamento que alimenta o individualismo, o egoísmo, a corrupção, destrói a ética e inviabiliza toda e qualquer iniciativa voltada para a implementação da ação coletiva. Pensar sobre esses aspectos é essencial!.    

segunda-feira, 29 de julho de 2013

IDH nos municípios da região Norte Fluminense

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), divulgou o IDH referente a 2010 para os municípios do Brasil. Conforme a tabela, verifica-se uma boa evolução neste ano, comparativamente a 2000 e 1991. O componente saúde (longevidade), teve uma participação fundamental no índice total. 
O gráfico apresenta os indicadores em 2010 para os municípios da região. Macaé registrou o maior IDH na região (0,764), seguido por Campos dos Goytacazes (0,716), Carapebus (0,713), Conceição de Macabu (0,712) e Quissamã (0,704), todos com nível alto de desenvolvimento (de 0,700 a 0,799).
Na faixa de desenvolvimento médio estão São Fidélis (0,691), São João da Barra (0,671), Cardoso Moreira (0,648) e São Francisco de Itabapoana (0,671).
O índice é construído, levando em consideração os elementos renda, saúde e educação. Na avaliação do IDH pelo componente educação, nenhum município atingiu o padrão alto. Campos, Carapebus, Conceição de Macabu, Macaé, Quissamã e São Francisco de Itabapoana, atingiram padrão médio, enquanto que Cardoso Moreira, São Francisco de Itabapona e São João da Barra, atingiram um padrão baixo de educação.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Quadro do Emprego Formal em Junho na região Norte Fluminense

O mês de junho foi favorável a geração de empregos na região Norte Fluminense. Foram criadas 2.150 novas vagas no mês, contra 314 vagas no mês de maio. Os municípios de Campos dos Goytacazes, Macaé e São Francisco de Itabapoana foram responsáveis pelo crescimento. Campos contribuiu com um crescimento de 13,9%, puxado pelo setor sucroalcooleiro. Macaé contribuiu com um crescimento de 227,2%, puxado pelo setor de construção civil, enquanto São Francisco de Itabapoana contribuiu com um crescimento de 165,4%, puxado pelo setor sucroalcooleiro.
Na avaliação por município, Campos dos Goytacazes gerou 1.622 empregos no mês e um saldo acumulado de 3.731 no semestre. Deste saldo, a indústria de transformação apresentou uma participação de 17,2%, a construção civil 1,7%, o setor de serviços 27,2% e agropecuária 63,9%.
O município de Macaé gerou 553 empregos no mês e 2.258 empregos no acumulado do semestre. Deste saldo, a construção civil representou 135,7% e o setor de serviços 26,2%.
O município de São João da Barra, inversamente, destruiu 401 empregos no mês, contabilizando um saldo negativo de 1.472 empregos destruídos no semestre. Deste saldo, a construção civil teve uma participação de 76,1%.
O gráfico apresenta a trajetória do saldo de emprego mensal em São João da Barra, indicando que a desaceleração das atividades no porto do Açu é evidente.

terça-feira, 23 de julho de 2013

O Sistema Bancário no Desenvolvimento: uma análise da Baixada Fluminense

Trabalho de mestrado do LEPROD-UENF, de autoria de Claudio de Carvalho Marouvo, discutiu o papel da moeda no desenvolvimento da região da Baixada Fluminense, considerando o aspecto da preferência pela liquidez (motivação dos bancos para emprestar ou não localmente).

Conforme tabela, no período de 2001/2005 o crédito total cresceu 15,23% na Baixada Fluminense, impulsionando um crescimento de 25,1% no PIB regional. A Capital como referencia viu o crédito total cair 6,26% no mesmo período, acompanhado de um crescimento de 1,93% no PIB, percentual bem inferior ao crescimento regional.

No período seguinte, o crédito total da Baixada cresceu 124,7%, impulsionando um crescimento de 11,76% no PIB regional, enquanto que a Capital registrou um crescimento de 75,58% no crédito total, impulsionando um crescimento de 25,39% na geração de riqueza medida pelo PIB.

Período
Crédito Total
Baixada (%)
Crédito Total
Capital (%)
PIB
Baixada (%)
PIB
Capital (%)
2001/2005
15,23
-6,26
25,1
1,93
2005/2009
124,70
75,58
11,76
25,39

Na tabela seguinte, observa-se no primeiro período um crescimento de 33,6% do crédito na Baixada e um crescimento de 10,95% no PIB, enquanto que na Capital, o crescimento de 12,74% no crédito impulsionou um crescimento de 3,72% no PIB. No período 2005/2009, as baixas taxas de juros possibilitaram um crescimento de106,56% nos empréstimos e desconto na Baixada Fluminense e 134,71% na Capital, refletindo no crescimento de 23,14% no PIB da região e 27,71% no PIB da capital. 

Período
Empréstimo e Desconto - Baixada (%)
Empréstimo e Desconto - Capital (%)
PIB (serviços) na Baixada (%)
PIB (serviços) na Capital (%)
2001/2005
33,60
12,74
10,95
3,72
2005/2009
106,56
134,71
23,14
27,71

Assim, a moeda parece ter um papel relevante no desenvolvimento, já que o PIB responde a indução, via maior disponibilidade de crédito. Entretanto, o refinamento da análise através Shift-Share (método que permite a decomposição de uma variável local, em relação à evolução da média regional), apresenta resultados em desconformidade com os indicadores anteriores.

Período
Decomposição setorial pelo método Shift-Share: Empréstimo na Baixada
Decomposição setorial pelo método Shift-Share: PIB na Baixada
2001/2005
19,76%
5,73%
2005/2009
-26,42%
-3,44%

Nesta observação, a Baixada apresentou uma vantagem relativa de 19,76% na operação de Empréstimo e Desconto e também uma vantagem relativa no PIB (setor serviços) de 5,73% em relação a Capital, no período de 2001/2005. A situação se inverte no período seguinte, onde a vantagem relativa no crédito se torna negativa em 26,42% (tendo uma queda absoluta de 46,18%), quanto a participação no PIB  ocorre também uma queda relativa de 9,17%.


Neste caso, verifica-se que o crescimento percentual do crédito e do PIB esconde, de fato, a ausência de crédito na região, já que predomina a concentração creditícia na Capital, ratificando a tese centro-periferia (fuga de capitais da periferia para o centro), fato que inviabiliza a geração de rendimento crescente fora do centro. Assim, a ideia da moeda endógena como elemento do desenvolvimento local/regional, passa pela reestruturação de um novo modelo que combine a presença de novos mecanismos de financiamento fora da intermediação financeira tradicional e um processo de governança institucional, garantindo o fortalecimento do ambiente produtivo, tanto para atrair melhores investimentos exógenos (externos), quanto para fomentar investimentos endógenos, atendendo as demandas locais, no contexto das cadeias produtivas. 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Desinformação Orçamentária em São João da Barra

Matéria da Folha da Manhã de hoje, traz a decisão de corte no orçamento em São João da Barra, pelo do Prefeito Neco. Justifica o fato, segundo o prefeito, a redução de  R$ 100 milhões na Receita de 2013, provocada pela queda dos Royalties.

Consultando o Portal da Transparência Brasil, verifiquei que existe uma falha na assessoria do prefeito. O município recebeu R$232.363.735,70 de Royalties e Participações Especiais em 2012, enquanto que no primeiro semestre de 2013, o valor recebido pelo município somou R$108.063.409,90. Considerando a média mensal de R$19.363.644,58 em 2012 e uma média de R$17.510.568,16 em 2013, verifica-se que a queda neste ano é de 9,56% do valor do ano passado. Conclusão!

"Ou falta realmente informação ou o propósito é esconder esses valores da população".


DIVULGAÇÃO


terça-feira, 16 de julho de 2013

Síntese da Conjuntura Econômica em Campos dos Goytacazes

A publicação do Balanço Anual de 2012 de Campos dos Goytacazes, pela Secretaria do Tesouro Nacional, permite uma avaliação da gestão orçamentária do município e o cruzamento com outros indicadores econômicos. Conforme o gráfico a seguir, foi verificado um forte crescimento nominal de 124,28% nas receitas tributária em 2012, com base em 2008, além de sua evolução na proporção com das receitas correntes de 4,95% em 2008 para 7,66% em 2012.

O aumento das receitas próprias, em conjunto com uma melhor dinâmica interna da economia, teve reflexo na diminuição da dependência orçamentária às transferências de royalties e participações especiais, cuja relação proporcional as receitas correntes caiu de 70,0% em 2008 para 54,99% em 2012. Evolução do investimento público, Incentivos a criação de novos negócios e formalização de negócios informais estão na base desse processo.

A boa execução orçamentária teve impactos no aumento do valor adicionado fiscal que apresentou um crescimento nominal de 28,21% no mesmo período.

Complementarmente, indicadores do sistema financeiro apontam para um melhor padrão da dinâmica econômica, já que a presente evolução materializa confiança do setor bancário na economia local. O saldo de depósito a vista do setor privado cresceu 81,71% e o saldo de operações de crédito cresceu 221,23% no mesmo período analisado.


Evidente que o aprofundamento no esforço de fortalecimento da atividade industrial no município deve ser prioritário, já que a sua capacidade integrativa das cadeias,  possibilita  o crescimento do produto, emprego e renda, num contexto de maior sustentabilidade do sistema econômico. A participação do FUNDECAM é essencial nessa caminhada, identificando recursos locais potenciais e o seu planejamento em negócios de alto valor agregado, com reflexo na geração de rendimentos crescentes para o sistema.  

domingo, 14 de julho de 2013

Operações Bancárias em abril em São João da Barra

As operações bancárias de crédito, depósito a vista e depósito a prazo, no mês de abril, nos municípios da região Norte Fluminense, são apresentadas na tabela. Campos dos Goytacazes apresenta o maior saldo de operações de crédito, ou R$1,9 bilhão no mês, seguido por Macaé com um saldo de R$1,5 bilhão. São Fidélis com um valor de R$131,9 milhões é o terceiro maior saldo de crédito na região, superando inclusive São João da Barra, município beneficiário de investimentos privados.
Nas operações de depósito a vista do setor privado, Macaé com um saldo de R$297,1 milhões supera Campos dos Goytacazes com um saldo de R$263,5 milhões. São João da Barra com R$17,0 milhões apresenta o terceiro maior saldo, o qual parece fugir ao invés de gerar redepósito localmente.
As operações de depósito a prazo coloca Campos na liderança, com um saldo de 979,0 milhões, seguido por Macaé com um saldo de R$770,3 e São João da Barra com um saldo de R$196,5 milhões no mês de abril.
O gráfico apresenta a evolução dos depósitos a prazo em São João da Barra no mês de abril de 2011, 2012 e 2013. A trajetória de crescimento mostra a forte concentração de renda no município e a fuga desses recursos, do momento que o saldo de crédito é incompatível com as outras operações financeiras. Fica claro a ideia de baixa confiança do setor bancário na economia local.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Execução orçamentária em 2012 no município de Campos dos Goytacazes

A execução orçamentária em 2012, em Campos dos Goytacazes, se apresenta bem ajustada em relação aos valores previstos para o mesmo ano. O valor das receitas correntes realizadas somou R$2,4 bilhões, cuja composição compreende as receitas tributárias com um valor realizado de R$187,4 milhões, ou 7,66% das receitas correntes, e as transferências correntes no valor de R$2,0 bilhões, ou 83,5% das receitas correntes.
As despesas correntes somaram R$1,7 bilhão, com os gastos de pessoal e encargos somando R$730,3 milhões, ou 29,83% das receitas correntes. 
Na conta de capital, o valor do investimento atingiu R$438,5 milhões ou 17,91% das receitas correntes.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Lições da Derrocada do Grupo X: Que os gestores públicos aprendam!

O quadro de perplexidade sobre a trajetória das empresas X, especificamente, a empresa de petróleo OGX, nos leva a refletir sobre a prática do discurso recorrente durante o período de construção no Porto do Açu, em São João da Barra. A comunicação se apresentava como importante estratégia e os Governos Federal, Estadual e Municipal, juntamente com organizações de representação empresarial a nível estadual, afinaram o mesmo discurso. O porto inicialmente voltado para a exportação de minério, foi promovido ao status de porto indústria, com a garantia de instalação de unidades industriais nos setores cimenteiro, automobilístico, siderúrgico, energia, petróleo, construção naval, pelotização, etc. Enfim, um porto com a cara de Xangai e a promessa de um próspero desenvolvimento regional.

Nesse período de seis anos de construção do porto, viagens internacionais para a Itália, China e outros países, soaram como experiências exploratórias uteis para o momento de transformação econômica do município sede. Paralelamente, seções públicas eram organizadas para aprovação dos diversos projetos na esfera ambiental, social e econômica, onde o governo local incentivava uma grande presença, disponibilizando transporte e alimentação para um grande grupo de pessoas que não tinha a menor ideia do que estava acontecendo naquele momento.  

A crise americana de 2008 exigiu uma reorientação dos investimentos internacionais sem, portanto, causar grandes danos. Porém as expectativas fora de propósito em relação a atividade de petróleo do grupo, foram desastrosas. Esta atividade integrava o braço de construção naval, e diferente da atividade portuária, teria de gerar caixa num prazo mais curto em decorrência da venda de petróleo, tão alardeado pelo empreendedor. Aí aprofundou a derrocada do processo, já que a produção de petróleo nos poços em atividade foi uma decepção, levando prejuízos substanciais aos acionistas e invibializando o braço de construção naval, que passou a demitir fortemente a força de trabalho.


Com a desvalorização das ações da OGX próximo a 90% do seu preço inicial e a quase desmobilização da unidade de construção naval, fica a expectativa sobre o futuro do porto do Açu. Como o Brasil apresenta gargalos importantes na questão portuária, os investimentos já realizados poderão ser salvos e as atividades relacionadas a ideia do porto indústria, poderão ser redirecionadas para a atividade petrolífera.

domingo, 7 de julho de 2013

Exportação de Minério de Ferro em junho

A exportação de minério de ferro em junho apresentou uma queda, em relação a maio, de 12,17% na receita, uma queda de 3,92% no volume embarcado e uma queda de 8,65% no preço por tonelada no mesmo período. Na comparação entre junho de 2013 e junho de 2012, foi verificado um crescimento de 0,02% na receita, uma queda de 3,92% no volume em tonelada e uma queda de 8,65% no preço por tonelada.  
O gráfico apresenta a evolução dos preços praticados nos meses de janeiro a junho dos anos de 2012 e 2013. Depois de leve recuperação em fevereiro e março de 2013, com base no ano de 2012, observou-se uma trajetória de declínio, onde o nível de  junho deste ano ficou abaixo de junho do ano passado.

Exportação de Açúcar em Bruto em junho de 2013

A trajetória das exportações do commoditie Açúcar em Bruto em 2013 é apresentada na tabela. Observa-se um crescimento de 21,16% na receita em dólar em junho com base em maio e um crescimento de 23,69% no volume embarcado no mesmo período. O maior esforço de embarque do volume se deu em função da queda de 2,06% no preço no período em análise.
Comparativamente a junho do ano passado, observa-se em junho de 2013 um crescimento de 12,87% na receita, crescimento de 38,66% no volume embarcado e uma queda de 18,6% no preço médio praticado.
O gráfico apresenta a trajetória dos preços praticados nos meses de janeiro a junho de 2012 e 2013. 
A desvalorização do preço da commoditie Açúcar em Bruto em 2013 é evidente.

sábado, 6 de julho de 2013

O futuro do setor sucroalcooleiro na região Norte Fluminense

http://www.fmanha.com.br/economia/setor-sucroalcooleiro-recebe-investimentos

A leitura relativa a presente matéria deve considerar não o setor sucroalcooleiro em seu contexto maior e sim o inovativo modelo de organização produtiva da Coagro. Já em 2009, no LEPROD/UENF, indicávamos a possibilidade de sucesso dessa organização, cuja base se constituía no fortalecimento relacional envolvendo Governo, Organizações de apoio, a empresa e o conhecimento técnico disponível. O fundamento central, segundo a pesquisa, foi o resgate da confiança no setor, impactado a época, por um esgarçamento substancial do tecido econômico e social no território. 
Como contribuição a reflexão, resgato algumas dessas discussões em período anteriores.

http://economianortefluminense.blogspot.com.br/search?q=coagro+-+katia

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Exportações brasileiras no primeiro semestre de 2013

O fechamento das operações de comércio exterior no primeiro semestre de 2013 mantém o quadro de preocupação com a economia brasileira. Apesar do superávit comercial de US$2,3 bilhões em junho, o resultado acumulado no semestre contabilizou um déficit comercial de US$3,0 bilhões. No  mesmo período de 2012 foi contabilizado um superávit comercial de US$7,0 bilhões.
A tabela apresenta as exportações brasileiras no primeiro semestre de 2013 por blocos econômicos. Nesta, pode-se observar uma queda de 16,13% no embarque para os Estados Unidos, considerando o mesmo período de 2012, uma queda 8,88% para a União Européia, uma queda de 8,01% para a Europa Orienta e uma queda de 7,05% para a Africa. As exportações para a Ásia continua em alta, registrando um crescimento de 5,49% puxado pela China. O total de US$114,5 bilhões exportado no semestre foi menor 2,3% do que os US$117,2 bilhões exportados no mesmo período de 2012.
O gráfico apresenta a participação percentual dos principais blocos econômicos nas exportações do Brasil. A Ásia lidera com 33,1% seguida pela América Latina e Caribe com 21,5%, União Européia com 19,1% e Estados Unidos com 10,1%.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Análise do emprego no setor sucroalcooleiro em Campos dos Goytacazes

Diferente da visão de alguns observadores, o setor sucroalcooleiro em Campos dos Goytacazes, mesmo em decadência, exerce um papel fundamental na geração de emprego formal. Na presente investigação sobre os anos de 2007, 2012 e 2013, com base nos dados do Ministério do Trabalho, podemos observar que nos primeiros três meses de cada ano o nível de emprego é fraco, considerando a estrutura econômica do município. No primeiro trimestre de 2007, o saldo de emprego somou 97 novas vagas, representando 25,8% das 376 vagas criadas  em todos os setores no mesmo período. No primeiro trimestre de 2012, foi contabilizado um saldo de emprego de 169 vagas no setor, representando 38,32% das 441 vagas criadas em todos os setores no mesmo período, enquanto que no primeiro trimestre de 2013 foram criadas 26 novas vagas, representando 26,8% das 97 novas vagas criadas em todos os setores no mesmo período.

Importante observar que no período analisado a atividade não está em plena atividade, fato observado, segundo o gráfico, no mês de maio. No mês de abril, entretanto, observa-se já algumas movimentações iniciando a evolução lenta do saldo de emprego no setor. No ano de 2007, o setor gerou 97 novas vagas em abril, enquanto que o saldo total foi negativo em 4.484. Em abril de 2012, o setor gerou 236 vagas ou 97,12% das 243 vagas geradas em todos os setores e em abril de 2013, o setor gerou 118 novas vagas, ou 20,07% das 588 vagas geradas em todos os setores.

Na avaliação da partida efetiva, no mês de maio, podemos verificar que a economia sente positivamente a força do setor. Observe que em maio de 2007 foram geradas 2.708 novas vagas de emprego no setor, representando 74,93% das 3.614 novas vagas em todos os setores. Em maio de 2012, foram geradas 1.100 novas vagas, representando  142,3% do total de vagas em todos os setores e no mesmo mês de 2013 foram geradas 1.096 novas no setor, ou 76,97% das 1.424 novas vagas criadas na totalidade.


Devemos considerar ainda os reflexos positivos deste setor nos setores industrial, de serviços e comercio, já que o mesmo opera em cadeia, o que lhe possibilita tal representatividade. De certo, uma região não pode prescindir da atividade de transformação, o que nos leva a crer que estratégias de organização e gestão devem ser pensadas para fortalecer o setor de forma que o processo de geração de emprego não seja sazonal e declinante.