quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Projeto de Extensão da UENF é apresentado a Capitania dos Portos em São João da Barra



O Projeto de Extensão da UENF, “Resgate e disseminação da história local: uma estratégia para a mudança sócio-cultural e econômica, coordenado pelo professor Alcimar Chagas, foi apresentado nesta terça, 29 de janeiro, ao corpo de profissionais da Capitania dos Portos de São João da Barra. Com a finalidade de apresentar alguns aspectos da história local a esses profissionais recém chegados no município, os bolsistas Chrisson Monteiro e Débora Longue focaram a discussão nos seguintes tópicos: formação histórica de São João da Barra, desenvolvimento da pecuária, o longo ciclo portuário que modernizou a economia e a cultura local, declínio e desmonte da atividade e a presente fase de transformação por conta da construção do Porto do Açu. 
A explanação gerou um importante debate com uma ampla participação dos militares que, apesar de pouco tempo na cidade, demonstraram grande conhecimento sobre a sociedade local. Temas como: necessidade de maior envolvimento da sociedade, planos de investimento em educação e incentivo ao interesse coletivo, afloraram e contaram com a substancial contribuição do jornalista e historiador Carlos Sá. O jornalista ainda ampliou a discussão sobre o ciclo portuário, acentuando os graves problemas operacionais e de gestão durante a sua vigência e sobre o período de decadência econômica com o desmonte da atividade no final do século XIX. Ficou patente que a abolição da escravatura, a chegada da linha férrea, o forte interesse política na atividade e o assoreamento dos canais de navegação inviabilizaram a continuidade do ciclo portuário, jogando a cidade numa recessão profunda.
Esta primeira ação, segundo a coordenação do projeto, materializa o esforço de parceria entre a função de Extensão da UENF e a Capitania dos Portos de São João da Barra que, seguindo os seus objetivos, buscarão formular projetos institucionais em benefício do município.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

OPERAÇÃO 2014

Ranulfo Vidigal

No ano de 2013, o foco central da agenda governamental permanece de olho na economia e seus desdobramentos sobre a renda e o emprego, como modalidade única na estratégia de inclusão social. Ao mesmo tempo surgem as primeiras candidaturas alternativas para o pleito presidencial que se avizinha. As plataformas liberais e conservadoras pregam um Estado mínimo, enquanto os progressistas buscam um aprofundamento do Estado indutor do desenvolvimento, com inclusão social e equilíbrio ambiental.

A lógica produtivista-consumista em vigor privilegia o mercado, como mecanismo central do desenvolvimento das forças produtivas. Por outro lado, embora o nosso sistema de proteção social tenha se expandido e o salário mínimo nominal valha cerca de 350 dólares, a nação brasileira ainda convive com níveis africanos de desigualdade social. Reportagem recentíssima de uma importante revista de circulação nacional, baseada em pesquisa do IBGE destaca que ainda somos “o país dos serviçais”. Diante deste quadro de iniquidade, a elite dirigente brasileira não pode relegar a um plano secundário a questão da desigualdade – um dos problemas centrais da nossa sociedade, cuja história política revela uma intensa convivência com práticas escravagistas, por parte dos donos do poder.

Por outro lado, embora tenha havido expressiva criação de empregos formais nos anos recentes, os salários praticados no mercado de trabalho continuam baixos e a maior parcela das novas colocações criadas surge com uma remuneração, não superior a 1,5 salário mínimo.

Uma alternativa para reverter este quadro seria reduzir a carga de impostos e universalizar o acesso à educação e saúde pública de qualidade. Um ensino de excelência é uma lacuna a ser preenchida, na medida em que permitiria uma maior produtividade da força de trabalho brasileira. Pesquisas nacionais e internacionais apontam para a necessidade de uma capacitação constante, ao longo da vida permitindo uma maior sintonia das dimensões social, cultural, econômica e ambiental, no sentido de formar um estudante reflexivo, crítico e conectado às novas tecnologias da informação. No campo específico da saúde, o envelhecimento da população e o crescimento das despesas médicas no orçamento das famílias obriga os gestores das políticas públicas a evitar a hiper-especialização e a formulação de sistemas mais equitativos e sustentáveis ancorados na atenção primária e na figura do médico clínico geral. São tarefas que exigem uma menor proporção de nosso orçamento federal centrado no financiamento dos encargos da dívida. Uma questão política, com certeza. 
Ranulfo Vidigal – economista, mestre e doutorando em políticas públicas estratégias e desenvolvimento pelo Instituto de Economia da UFRJ.

domingo, 27 de janeiro de 2013

O Perfil da Agricultura em Campos dos Goytacazes



A atividade agrícola em Campos dos Goytacazes conta com uma razoável diversificação de culturas, porém é preocupante o declínio em 2011, comparativamente, ao ano de 2006. Segundo indicado na tabela acima, relativo à atividade de lavoura temporária, foram colhidos 59,4 mil hectares em 2011, área menor 31,28% dos 86,4 mil hectares colhidos em 2006. Apesar da redução da área colhida, o valor da produção cresceu 8,65% no mesmo período analisado.

Na Verificação da origem desse crescimento, pode-se concluir que ouve uma melhora na produtividade do cultivo da cana de açúcar, já que a redução de 30,89% da área colhida implicou em uma redução de 23,21% da quantidade produzida, ou seja, pode-se computar uma evolução de 24,86% na produtividade desse cultivo. Por outro lado, a forte valorização do preço da cana-de-açúcar possibilitou o aumento de 9,75% no valor da produção em 2011, com relação a 2006. Importante observar que o cultivo da cana-de-açúcar representou 98,15% da área colhida em 2006 e 98,71% em 2011.
Outra informação interessante vem do cultivo da mandioca, que reduziu 19,02% da área colhida e perdeu 46,02% da quantidade produzida, mostrando forte perda de produtividade. Entretanto, o valor da produção apresentou um robusto crescimento de 131,23% em 2011, com base em 2006, em função da substancial valorização desse cultivo no mercado.

A tabela ao lado apresenta a modalidade de lavoura permanente, cuja área representou somente 1,03% da área colhida de lavoura temporária em 2011. Nesta, verifica-se também uma queda de 43,65% da área colhida em 2011, com base em 2006 e uma queda 34,06% no valor da produção no mesmo período. Aqui, sobressaem os cultivos de banana em cacho e coco-da-baia. No cultivo de banana, observou-se uma queda de 10,06% na área colhida, uma queda de 10,06% na quantidade produzida e um crescimento de 5,74% no valor da produção. Mais uma vez observa-se que a valorização dos preços no mercado possibilitou o crescimento do valor da produção em 2011.
Quanto ao cultivo de coco-da-baia, foi observada uma queda de 58,75% na área colhida e uma redução de 35% na quantidade produzida, o que indica um aumento de 40,43% na produtividade do cultivo. A pequena queda de 2,5% no valor da produção, também indica a valorização do coco no mercado em 2011, comparativamente, ao ano de 2006.
O retrato da agricultura apresentado mostra a necessidade de um novo olhar para atividade, onde o diagnóstico possa levar a formulação de política públicas. Estas, devem considerar o planejamento de novos negócios estratégicos que integrem o cultivo, o processamento e serviços correlacionados, capazes de gerar produtos de maior valor agregado, refletindo na geração de emprego e renda localmente.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Jornal o Globo

Nobel de Economia culpa ‘políticos e governos’ por desigualdades

  • Joseph Stiglitz contesta avaliação de que mercado é o responsável
  • Para economista, Brasil está no caminho certo para ‘crescimento bastante forte’

Stiglitz disse que Europa não devia ter criado euro
Foto: ARND WIEGMANN / REUTERS
Stiglitz disse que Europa não devia ter criado euro ARND WIEGMANN / REUTERS
DAVOS (Suíça) – Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia, alertou no Fórum Econômico Mundial de Davos que os países estão ficando mais desiguais. Em seu último livro, “O preço da desigualdade”, defende que não é o mercado que está criando desigualdade, mas políticos e governos que modelam o mercado para favorecer os ricos. Em entrevista ao GLOBO, Stiglitz afirma que o Brasil é um dos países que mais trabalhou para reduzir a desigualdade nas últimas décadas. Reconhece que o baixo crescimento em 2012 seja uma “preocupação”, mas rechaça o coro dos pessimistas. O Brasil, diz, tem bons fundamentos e está no caminho certo para um crescimento “bastante forte”.
Em “O preço da desigualdade”, o senhor argumenta que é a política que está modelando o mercado de uma forma que favorece os ricos, e não o resto. É o caso do Brasil, um dos países mais desiguais do mundo?
É um dos mais desiguais, mas também é um dos países que mais fez para reduzir a desigualdade nos últimos 18 anos. Isso mostra que o aumento da desigualdade não é inevitável, e reforça o papel de políticas e da política na modelagem da desigualdade hoje.
A desigualdade também cresce nos países ricos pelos mesmos motivos?
É a política que está modelando os mercados, e o nível de desigualdade está moldando a política. Há um ciclo vicioso: na medida em que temos mais desigualdade econômica, temos um sistema político que gera leis que criam ainda mais desigualdade.
Se o livre mercado não vai possibilitar uma sociedade mais igualitária, a resposta é o Estado ou algo no meio?
A questão não é igualdade, mas sim extrema desigualdade. Muitas das desigualdades extremas são criadas por leis ineficazes, que têm um grande papel na criação da desigualdade. Somando-se a isso, temos investimentos inadequados em educação, continuamos a discriminar, a enfraquecer os sindicatos, em particular, nos Estados Unidos. Portanto, o que vemos é uma série de políticas que tem ajudado os que estão no topo, mas ferido a base da pirâmide.
Por outro lado, emergentes ganham mais espaço. O mundo não está ficando mais igualitário?
Se não olhar para as identidades nacionais, parece que o mundo está se tornando mais igualitário. Mas ao mesmo tempo a desigualdade está aumentando na maioria dos países.
O senhor vê um fim para a crise do euro? A presidente brasileira tem dito que há muita austeridade.
Ela está absolutamente certa. As reformas estruturais — a união fiscal e bancária — são passos na boa direção, mas muito lentos. Por outro lado, o que me deixa otimista é que continuam a falar de crescimento e realizam que só austeridade não é a resposta.
Qual o ponto fraco dos europeus?
O problema foi a decisão de adotar o euro. O arranjo monetário foi prematuro, o que inibiu o ajuste. Todos os países industrializados têm que ajustar e reestruturar suas economias.
O fim do euro seria uma solução?
Inverter a História é frequentemente difícil. Teria sido melhor se eles nunca tivessem tido o euro. Uma vez que você tem, a resposta é fortalecer instituições europeias, união bancária e fiscal.
Larry Summers diz que os EUA devem parar com “obsessão prejudicial sobre o déficit”. Está certo ?
Sim. O déficit não é o principal problema. No fim da Segunda Guerra, tínhamos déficit de 130% do PIB (Produto Interno Bruto) e o que se seguiu foi o período de maiores taxas de crescimento. A questão não é o déficit para o nosso futuro: é investimento em pessoas e infraestrutura e tecnologia. Não podemos continuar com déficit para sempre, mas podemos tomar empréstimos a 2% negativos e investir para obter retornos muito grandes.
O Brasil teve um crescimento muito pequeno no ano passado. Isso é motivo de preocupação?
É uma preocupação, mas acho que os fundamentos da economia brasileira são fortes. Obviamente, haverá altos e baixos, como em qualquer economia. Mas as medidas adotadas pela economia brasileira nos últimos 15 a 18 anos realmente colocaram o país numa posição de crescimento bastante forte.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/nobel-de-economia-culpa-politicos-governos-por-desigualdades-7402454#ixzz2J6kET9B1
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A Nossa Frágil Democracia!

Mensagem do professor  José Luiz Viana



Prezado(a)
Caso concorde, favor repassar o MANIFESTO abaixo para sua rede de e-mails e para as redes sociais com as quais tem contato, via blogs, facebook, etc.
É importante que não fiquemos omisso em casos como esse, que se tornaram rotina insustentável, neste país.
Segue abaixo, o texto para divulgação.
O manifesto e todas as informações sobre o ocorrido estão em http://www.robertomoraes.com.br/
Atenciosamente
José Luis Vianna da Cruz

ATENTADO CONTRA A PAZ E A JUSTIÇA SOCIAL! MATARAM UM GUERREIRO!

Hoje, 26 de janeiro de 2013, CÍCERO GUEDES, líder do Movimento pela Reforma Agrária e em prol da Agricultura Familiar, amanheceu morto, assassinado, no Assentamento Oziel, em Campos dos Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro. CÍCERO era um trabalhador rural que ousou lutar  pelos ideais de Justiça e pelo bem comum do seu povo, trabalhadores rurais expropriados da terra e sem futuro. É mais um líder popular cuja morte se somará às centenas de outras, que ocorrem rotineiramente, de brasileiros que lutam por um Brasil justo e igualitário. Em mais de 90% desses casos, os assassinos permanecem impunes. Por que a Justiça brasileira, nesse momento em que busca nos convencer de que quer por fim à impunidade, não demonstra isso no caso dos crimes políticos contra a liberdade e os direitos humanos, civis, econômicos e sociais, de grande parte da sociedade brasileira, representada pelo movimento sociais e populares pelo acesso à terra rural e urbana e tantos outros? Matando o CÍCERO atentam mais uma vez contra a nossa Liberdade, contra a Democracia e os Direitos Humanos.
PELO FIM DA IMPUNIDADE DOS ASSASSINOS DAS LIDERANÇAS POPULARES! POR UM BRASIL JUSTO E SOLIDÁRIO!
AMIGOS E APOIADORES DO MOVIMENTOS SOCIAIS E POPULARES EM CAMPOS DOS GOYTACAZES!

O retrato do emprego em 2012 na região Norte Fluminense

A região Norte Fluminense, assim como o Estado do Rio de Janeiro fechou o ano de 2012 com desaceleração no saldo de emprego formal. O Rio de Janeiro gerou 148.797 novos empregos em 2012, número menor 27,08% em relação aos 204.057 empregos gerados em 2011.
A região norte Fluminense, por sua vez, gerou 9.107 empregos em 2012, ou 6,12% do Estado, cujo saldo foi menor 48,37% do saldo gerado em 2011. O Brasil gerou 1,3 milhão de emprego em 2012, cujo número superou em 3,43% o saldo de 2011. Como verificado, a situação da região é inferior apesar dos pesados investimentos infraestruturais.
Na região, Macaé liderou a geração de emprego formal com um saldo de 6.262 em 2012, distribuidos em 43,8% na construção civil; 35,58%  na atividade de serviços; 8,54% no comércio e 5,25% na indústria de transformação.
Campos dos Goytacazes, gerou um saldo de 1.288 novos empregos, cuja concentração se deu no setor de serviços com a geração de 1.995 empregos. o Comércio gerou 475 vagas, a indústria de transformação gerou 475 vagas, a construção civil destruiu 1.452 vagas e agropecuária destruiu 171 vagas.
São João da Barra gerou 855 novos empregos, concentrados na construção civil por conta do porto do Açu. Entretanto, esse saldo foi menor 20,47% do saldo de 2011.
São Francisco do Itabapoana gerou 332 empregos no ano, concentrados na agropecuária, 238 novas vagas, 59 empregos no setor de serviços e 40 novas vagas no comércio.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Royalties de petróleo em janeiro de 2013 na região Norte Fluminense

As receitas de royalties de petróleo na região Norte Fluminense em janeiro deste, apresentaram uma queda de 2,03% em relação a dezembro de 2012. No Estado, a queda foi de 1,72%. Campos dos Goytacazes, contabilizou uma queda de 2,57% na arrecadação no período analizado. Em termos monetário, a maior arrecadação em janeiro foi de R$53,9 milhões para Campos dos Goytacazes, seguido por Macaé que contabilizou uma arrecadação de R$ 40,0 milhões. São João da Barra recebeu R$ 8,7 milhões e Quissamã R$ 7,7 milhões.
A região contabilizou uma receita de royalties de R$ 115,8 milhões, enquanto o Estado contabilzou uma receita de R$ 268,0 milhões em janeiro.

Redução da conta de energia ou manobra contábil?


A presidente Dilma confirma promessa de reduzir a conta de luz no País. O desconto para as residências será de 18% e a indústria será beneficiada em até 32%. Na verdade, por traz dessa decisão existem manobras contábeis importantes. O governo leia a própria sociedade, terá um gasto por conta da redução da conta de luz de R$ 8,46 bilhões ano. É importante observar que o governo não cria riqueza e sim o setor privado, neste caso alguém terá que pagar. 

Outra questão, não muito bem esclarecida, é a mudança rápida de uma situação difícil, classificada de "apagão da energia", para uma condição de aumento da oferta com reflexos na redução da tarifa. Como é possível? Teoricamente, a implementação de novos projetos para aumento da oferta energética depende de um período longo de tempo. Um outro problema está relacionado a integração público - privado, onde decisões como essas podem comprometer novos investimentos.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

INVESTIMENTOS EM DESTAQUE



Ótima reflexão do economista Ranulfo Vidigal
 
A mais recente edição da Revista Multicidades da Frente Nacional de Prefeitos destaca o esforço da Prefeitura Municipal de Campos nos gastos de investimento do orçamento fiscal do município nos anos mais recentes. A cidade do norte-fluminense figura na sétima colocação no ranking nacional entre as mais de cinco mil prefeituras avaliadas. Este blog, em diversos comentários elaborados pelo seu titular já havia antecipado este fato comprovado pela pesquisa publicada na Multicidades.

Destinar cerca de 20 por cento do orçamento para obras de infra-estrutura vem contribuindo positivamente para dotar o município campista de melhores condições para receber os investimentos privados dos setores do agronegócio, logística portuária e construção civil residencial. Por outro lado, esta prioridade fortalece a demanda setorial pelos trabalhadores da construção civil.

O motor do crescimento econômico de qualquer localidade é a demanda agregada, dado que a disponibilidade dos fatores de produção e o progresso técnico são variáveis que se ajustam no longo prazo, ao nível da demanda efetiva.

Por outro lado, a demanda efetiva é parte induzida pelo comportamento da renda e parte autônoma, ou seja, constituída também pelos gastos governamentais em investimentos em habitação popular, logística de transportes, energia, saneamento, além dos gastos com custeio das políticas de saúde e educação que aumentam a produtividade do capital humano de uma cidade.

Além do necessário planejamento macrorregional, os gastos discricionários em obras públicas são importantes para o norte-fluminense pelo seu efeito multiplicado sobre a renda e sobre a geração de empregos formais.


Ranulfo Vidigal – economista, mestre e doutorando em políticas públicas estratégias e desenvolvimento pelo Instituto de Economia da UFRJ.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Conservação Ambiental na região Norte Fluminense: indicadores para 2013

A região Norte Fluminense perdeu posição na avaliação sobre o processo de conservação ambiental da Secretaria Estadual do Ambiente, com excessão de São Fidélis que melhorou a sua posição. O município que ocupou o primeiro lugar no Estado foi Silva Jardim com um índice de 4,7803  e uma remuneração correspondente de R$ 8.491.812,00 para 2013.
A tabela apresenta os índices, remuneração e a classificação dos municípios no ranking para o ano de 2013. Carapebus ocupou a liderança com um índice de 2,2257 e uma remuneração de R$ 3.951.394,00 e Cardoso Moreira ocupou a lanterna com índice de 0,0806 e R$ 141.936,00 de remuneração.
O gráfico apresenta os índices de conservação para os municípios da região, segundo a Secretaria do Ambiente.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O retrato da agricultura familiar em São João da Barra

O olhar sobre a atividade agrícola de São João da Barra, no período de 2006 a 2011, indica um declínio da área colhida de 28,51% na lavoura temporária em 2011, com base em 2006. O cultivo de cana-de-açúcar foi o grande responsável com uma queda de 33,35% no mesmo período. Há de observar que em 2006 a área de cana representava 95,14% da área total, caindo para 88,71% em 2011. A área colhida do abacaxi, por sua vez, apresentou um crescimento de 216,46%.
A análise da quantidade produzida, apresenta um crescimento de 174,26% no volume colhido de abacaxi e uma queda de 15,58% no volume de cana-de-açúcar. 
O valor monetário da produção, entretanto, apresenta um forte crescimento de 228,42% em 2011, com base em 2006, puxado pelo abacaxi que cresceu 832,49% e pela cana-de-açúcar que cresceu 60,82%. Observa-se claramente uma substancial melhoria dos preços praticados no mercado.
 Na atividade de lavoura permanente, observa-se um crescimento da área colhida de 23,02% no mesmo período, puxado pelas culturas do coco-da-baia com um crescimento de 80% e da goiaba com um crescimento de 42,86%. A avaliação da quantidade produzida, apresenta o coco-da-baia com um forte crescimento de 386% e da goiaba com um crescimento de 71,43%. O valor da produção apresenta um crescimento de 166,52% no período analisado, com a importante participação do coco-da-baia com um crescimento de 872% e da goiaba com um crescimento de 95,80%. Essas culturas permanentes, apresentam uma forte especialização, apesar de sua forte valorização de mercado.
O quadro apresentado, entretanto, pode não se repetir no médio prazo. O cultivo do coco-da-baia e da goiaba está concentrado na sede do município, longe do conflito gerado pelo processo de desapropriação de terras, por conta do projeto porto do Açu. Porém, o problema da infestação do nematóide pode comprometer a evolução do cultivo da goiaba.
Já o cultivo do abacaxi, responsável pela maior receita agrícola e o maior dinamismo nesse período, está concentrado no quinto distrito e se situa no centro dos problemas, de desapropriação de terras e do recente processo de salinização do solo daquela região, por conta do bombeamento de grandes quantidades de areia do mar e seu depósito na terra, providenciado pelo empreeendedor. Neste caso, o lençol freático e os canais inviabilizados decretarão a morte da atividade agrícola naquele território.
Paradoxalmente, ao invés de programas compensatórios para proteger a agricultura familiar, em decorrência dos impactos do projeto do porto do Açu, a atividade será dizimada pelos impactos negativos do mesmo projeto. Será que a modernidade tem que seguir esse caminho?

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Licenciamento no Porto do Açu


http://www.gemmlagos.com.br/2013/01/porto-acu-justica-aceita-denuncia-do-mp.html

O novo tratado


Avaliação do economista Ranulfo Vidigal
Nas nossas cidades cresce, de forma exponencial, o acesso ao ensino universitário. Enquanto nos países asiáticos quarenta por cento da força de trabalho possui terceiro grau, aqui em nosso país ainda temos um bom caminho a percorrer nesta direção. O capital humano tende a valer tanto, ou mais, que o capital natural e o capital físico (infraestrutura e máquinas). As habilidades mais demandas no futuro estarão associadas à capacidade de interagir com as mídias sociais, com os negócios digitais e com os sistemas corporativos relacionados à tecnologia da informação. Cresce, portanto, a importância do capital intelectual e social.

Neste cenário estarão em evidência, os talentos associados à construção de relacionamentos em rede, senso de equipe, colaboração, bem como boa comunicação oral escrita e domínio perfeito de, pelo menos, um idioma estrangeiro. A palavra de ordem é o valor crescente da proximidade entre regiões, empresas e pessoas.

Outra importante tendência nos revela que a maior presença das mídias digitais e o crescente nível de escolarização da juventude reduzem, paulatinamente, o poder das redes abertas de televisão e dos antigos jornalões na formação da agenda dos atores políticos, com fortes implicações sobre a implementação e o acompanhamento das políticas públicas no âmbito local, estadual e federal.

O global e o local se interligam neste momento de ascensão de uma nova sensibilidade no campo cultural. Na nuvem da internet estão disponíveis para o grande público, as grandes óperas de Giacomo Puccini, o acesso on line aos museus, os grandes clássicos do futebol europeu, o basquete da NBA e os novos lançamentos dos filmes de Hollywood.

Outra “novidade” é a redescoberta dos centros das cidades de porte médio, como é o caso de Campos. Local de encontros, do burburinho, da fofoca. Da integração inter-geracional e da troca de informação e experiências entre as classes sociais.

Por fim, não podemos ignorar a crescente importância nas cidades da ”inteligência ecológica”. Tal comportamento baseia-se na ideia de que vivemos em um mundo interligado, com consumo excessivo de uma matriz energética baseada no carbono e um planeta de recursos renováveis finitos. As implicações das mudanças climáticas e as diferenças bruscas de temperatura já nos mostram um pouco destes dilemas e suas implicações no futuro próximo.

Ranulfo Vidigal – economista, mestre e doutorando em políticas públicas estratégias e desenvolvimento pelo Instituto de Economia da UFRJ.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Execução orçamentária em Quissamã no período janeiro a outubro de 2012

No município de Quissamã, observa-se uma execução orçamentária bem ajustada, no período de janeiro/outububro de 2012.

Da previsão de receitas correntes em R$ 228,9 milhões, foram realizadas 86,05%; das receitas tributárias 90,56% e das transferências correntes 87,75%.

As receitas tributárias (receitas próprias) realizadas até outubro somaram R$ 8,4 milhões, valor equivalente a 4,26% das receitas correntes. Observa-se no município um bom padrão de valor adicionado fiscal, não revertido plenamento nas receitas próprias. Parece haver uma política de isenção de ISS para atrair empresas, especialmente, as ligadas ao setor de petróleo.

O valor liquidado de investimento foi da ordem de R$ 17,2 milhões, equivalente a 8,71% das receitas orçmentárias. Esse padrão de investimento superou os últimos três anos.

sábado, 12 de janeiro de 2013

O perfil do emprego na Microrregião Campos dos Goytacazes

A trajetória do emprego na microrregião Campos dos Goytacazes, evoluiu com forte dependência do setor agopecuário em 2012. Neste caso, a atividade canavieira é a grande referência. 
A tabela apresenta o saldo de emprego mensal total, o saldo no setor agropecuário e a sua participação percentual. Observa-se o aumento de representatividade do setor, por ocasião do inicio da safra da cana-de-açúcar e o consequente recuo por conta do final da mesma safra. No acumulado no período de janeiro a novembro, verifica-se uma participação relativa de 40,2% do setor no saldo de emprego total.
As linhas representativas dos saldos de emprego total e do setor agropecuário confirmam a discussão anterior. É importante observar ainda que, pelo fato do setor operar integrado a uma cadeia já consolidada, o mesmo provoca atividades nos setores industrial e de serviços. Dai a abrangência do setor sucroalcooleiro ser muito mais representatitivo na geração de emprego da microrregião.

"A microrregião Campos dos Goytacazes é parte da mesorregião Norte Fluminense e se constitui dos seguintes municípios; Campos dos Goytacazes, Cardoso Moreira, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana e São João da Barra".
 

Divulgação

 de: ÉRICA ALMEIDA [mailto:ericalmeida@uol.com.br]
Enviada em: sexta-feira, 11 de janeiro de 2013 16:42
Para: joseluisvianna@uol.com.br; 'as-netto'; 'Comissão de Direito Ambiental'
Assunto:


Prezados, escrevo para convidá-los e solicitar o apoio na divulgação da manifestação em apoio aos catadores e à implantação da coleta seletiva com a participação dos catadores em Campos dos Goytacazes/RJ, política pública de inclusão produtiva recomendada pela nova Política Nacional de Resíduos Sólidos em resposta ao fechamento dos lixões e ao desemprego dos catadores tradicionais. Não basta fechar lixões; é preciso investir na coleta seletiva com os catadores, caso contrário a PNRS não se constituirá num instrumento de democratização e de cidadania.

A manifestação será no dia 16/01, quarta-feira, a partir das 10h na Praça São Salvador em Campos dos Goytacazes/RJ.
A UFF é parceira e apóia este movimento através de um Projeto de Extensão coordenado por mim e, em nome dos catadores da CODIN, convido vcs a participarem conosco e, também, a divulgar este evento em suas redes sociais e de amizade.

No local estaremos recolhendo assinaturas para um abaixo-assinado solicitando a coleta seletiva com a participação dos Catadores no município.

Abraços e até
Profa. Érica Almeida
UFF/Campos
Coordenadora do Projeto de Extensão Apoio aos Catadores de Campos/RJ


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Pessoal ocupado e salário médio mensal na região Norte Fluminense em 2010

A tabela apresenta o número de pessoas ocupadas assalariadas e o salário médio mensal em 2010, nos municípios da região Norte Fluminense, segundo o IBGE. Macaé, registrou um número mais expressivo de pessoal assalariado e a maior remuneração média mensal, 7,5 salários mínimos. Tal fato, está relacionado a sua condição de sede das empresas que operam na atividade petrolífera e, naturalmente, a própria característica do setor, ou seja, denso em capital e com um contingente elevado de trabalhadores muito qualificados.
A surpresa é Quissamã que apresenta a segunda remuneração média. Neste ano, o salário médio mensal indica o desenvolvimento de atividades de valor elevado, capaz de remunerar bem o trabalho e, consequentemente, o capital.
Por outro lado, São João da Barra também surpreende, porém negativamente, já que apresentou um salário médio de 2,2 salários mínimos, num contexto de aumento da taxa de pessoal ocupado e com fortes investimentos privados, por conta do projeto do Porto do Açu.

PIB percapita na região Norte Fluminense em 2010, segundo o IBGE

A figura apresenta o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, para os municípios da região Norte Fluminense em 2010, segundo o IBGE. Quissamã concentra o maior valor, ou R$ 153.769,95 seguido por São João da Barra com R$ 106.348,05 e em terceiro lugar aparece Campos dos Goytacazes com R$ 83.859,53. 
Olhando pela ótica do PIB, realmente esses valores apresentam algumas dificuldades para uma análise mais detida dos sistemas econômicos desses municípios, em função de sua contaminação pelas rendas do petróleo. Entretanto, o cruzamento do Valor Adicionado Fiscal com outros indicadores, permite uma visão mais efetiva. Posteriormente divulgaremos mais informações. 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O Futuro de Campos



Uma excelente análise do economista Ranulfo Vidigal
 
A cidade de Campos do Goytacaz tem a maior população da Região do Norte Fluminense, com quase 600 mil habitantes. Situada entre as cidades de Macaé e de São João da Barra que expandem suas bases da economia em função do “efeito- reprodutor” de empregos gerados pela indústria petrolífera e pelo pólo portuário de escoamento de minério de ferro para exportação, fica ilhada pelas duas metrópoles estratégicas na formação do produto interno bruto fomentado pelo crescimento da indústria. A economia do município, com forte presença do agronegócio, ainda é dependente dos investimentos públicos feitos pelo poder público local.  O setor de serviços, seguindo uma tendência mundial tem peso significativo na formação da renda e geração de empregos formais. Vivemos, contudo, uma conjuntura virtuosa que fortalece os vetores da cadeia produtiva industrial.

Os dados do produto interno bruto do município divulgado pelo IBGE, em 2010, são de R$ 25 bilhões, e a renda per capita é crescente. Os números são significativos em termos absolutos, mas não representam a realidade econômica da cidade, se for retirada a renda do produto da riqueza do petróleo que é extraída da bacia de Campos e repatriada para as sedes e matrizes das empresas multinacionais. A falta de encadeamentos dinâmicos entre os diversos setores ainda é uma fraqueza de nosso ciclo produtivo.

Neste cenário, o setor acadêmico tem função importante em propor soluções que possam ser implantadas na esfera municipal, repensando o futuro da Região do Norte Fluminense sem as receitas dos royalties do petróleo. Pergunta-se: como alocar a oferta de jovens recém-formados no setor de serviços da economia campista? São 2 mil alunos universitários formados por ano, nas  instituições de ensino agregando 30 mil alunos matriculados de todas as cidades da região. O mercado não absorve toda esta população de jovens que sonharam com o diploma de curso universitário, mas que não conseguem uma vaga no mercado de trabalho. O direcionamento da capacitação é um desafio que se impõe.

Na gestão pública, a prefeita Rosinha Garotinho tem feito esforços de manter suas diretrizes de políticas públicas voltadas para a distribuição mais justa dos frutos de uma sociedade rica e desigual. Em paralelo, busca  novos paradigmas de gestão ou de modelagem administrativa.

Repensar o futuro de Campos do Goytacaz, é dever do governante que estiver de plantão no poder,  projetando um futuro para seus habitantes e olhando pelo retrovisor para evitar o receituário dos economistas neoliberais que se instalaram no poder e fracassaram. A sociedade organizada e suas lideranças devem projetar o amanhã, sempre pensando que a solidariedade é a grande marca do novo modo de ser, e que o individuo não é um centro de custo dos modelos de economia competitiva, mas o capital humano que revoluciona o mundo.
Ranulfo Vidigal – economista, mestre e doutorando em políticas públicas estratégias e desenvolvimento pelo Instituto de Economia da UFRJ.

Operações bancárias em outubro de 2012, na região Norte Fluminense

Os saldos das operações bancárias em outubro de 2012, na região Norte Fluminense, são apresentados na tabela. Campos lidera nas operações de crédito com um saldo de R$ 1,6 bilhão, seguido por Macaé com um saldo de R$ 1,3 bilhão. Entre os menores municípios, São Fidélis se destaca com um saldo de R$ 119,3 milhões, superando municípios produtores de petróleo como: Quissamã e São João da Barra.

Nas operações de depósito a vista do setor privado, a liderança é de Macaé com um saldo de R$ 271,7 milhões, seguido por Campos com um saldo de R$ 224,8 milhões.

Nos depósitos a prazo, Campos contabilizou um saldo de R$ 922,2 milhões, Macaé contabilizou um saldo de R$ 816,1 milhões e São João da Barra R$ 173,9 milhões.
O gráfico apresenta a trajetória do saldo de depósitos a prazo no município de São João da Barra. O crescimento no último semestre de 2011 foi forte, contrastando com uma certa estabilidade no segundo semestre de 2012, o que possibilitou o afunilamento das curvas.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Exportação de Minério de Ferro em 2012

As exportações de minério de ferro do Brasil mantém o volume embarcado e a receita em dólar, entretanto o preço negociado é declinante. Em dezembro de 2012, o preço de US$ 87,2 por tonelado foi menor 13,58% do preço de janeiro do mesmo ano.
O gráfico apresenta a trajetória dos preços praticados em 2011 e 2012. Verica-se que os preços praticados em 2011 superaram os preços de 2012. O preço de dezembro de 2012 caiu 19,33% em relação ao preço de dezembro de 2011.

O negócio com açúcar em bruto no comércio exterior em 2012

A movimentação das commodities brasileiras no comércio exterior em 2012 aponta problemas importantes. A trajetória do preço do açúcar em bruto apresentou declínio ao longo do ano. O valor negociado em dezembro de US$477,3 é menor 19,14% do valor de US$590,3 negociado em janeiro do mesmo ano.
O gráfico apresenta a evolução do preço do açúcar em bruto no comércio exterior nos anos de 2011 e 2012. Observe que enquanto o ano de 2011 possibilitou uma trajetória de crescimento, o ano de 2012 possibilitou uma trajetória de declínio. O valor em dezembro de 2012 é menor 20,46% do valor de dezembro de 2011.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O Futuro da Região



Análise do economista Ranulfo Vidigal

Nossa região, com quase hum milhão de habitantes tem em Campos o principal pólo de serviços, enquanto Macaé oferece a estrutura de apoio industrial e de serviços para a produção de petróleo. Já São João da Barra projeta-se como o futuro pólo logístico e portuário voltado à exportação de minério e apoio às plataformas de petróleo em alto mar.

A literatura nos mostra que, os fatores cruciais para incentivar o “animal spirits” do empresariado são regras do jogo estáveis, mão de obra qualificada e de alta produtividade, além de infraestrutura econômica de energia, transportes e comunicações adequadas e disponibilidade de um setor criativo voltado à geração de tecnologias e inovações.

O norte fluminense não pode ficar alheio aos movimentos recentes da economia mundial e seu processo de realinhamento, bem como aos avanços da tecnologia, ou à globalização dos mercados, além das mudanças demográficas com o envelhecimento relativo da população economicamente ativa e, finalmente, às mudanças nas exigências e necessidades dos consumidores, com o surgimento da chamada “nova classe média”.

Na questão específica do mercado de trabalho, pesquisa realizada pela Oxford University aponta que as habilidades requeridas nos próximos anos estarão relacionadas às competências digitais, ou a capacidade para trabalhar de forma virtual eà habilidade de usar as mídias sociais. Em paralelo ganha relevância a capacidade de construir redes de relacionamento, senso de equipe e colaboração, pensamento  inovativo,  capaz de lidar com alta complexidade.

A saída da atual crise vai se dar com o surgimento de novas  tecnologia e maior cuidado com os recursos finitos da natureza. Os produtos, portanto, terão menor proporção de carbono e maior proporção de inteligência virtual.

O crescimento da renda e da população em nossa região vai acarretar uma maior exigência de transportes públicos, saneamento básico, ensino de qualidade, oferta de saúde com maior grau de resolutividade e maior consumo de cultura, esportes lazer e entretenimento.

Para um melhor aproveitamento destas externalidades positivas torna-se crucial a elaboração de um planejamento macro-regional, que divida as tarefas e recursos entre os diversos entes públicos, de modo a evitar a superposição de ações e, paralelamente, permita o surgimento de parcerias em prol do desenvolvimento equilibrado dos municípios do Norte fluminense.

Preparar a estrutura produtiva, para a fase onde a indenização do petróleo deixe de ser farta é o grande desafio das lideranças políticas, comunitárias e empresariais de nossa região.

Ranulfo Vidigal – economista, mestre e doutorando em políticas públicas estratégias e desenvolvimento pelo Instituto de Economia da UFRJ.

A trajetória do Mininério de Ferro no Comércio Exterior



Raquel Landin - Jornal Estado de São Paulo
“Por conta dos menores preços no mercado internacional, as vendas de minério de ferro caíram de US$ 41,8 bilhões em 2011 para quase US$ 31 bilhões em 2012 – ou seja, US$ 10,8 bilhões a menos. O valor é equivalente a queda do saldo comercial brasileiro no ano (US$ 10,3 bilhões a menos)”.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Exportações brasileiras em 2012

As exportações brasileiras fecharam o ano de 2012 com um declínio de 5,26% em relação a 2011. A Europa Oriental gerou o pior resultado, com uma queda de 16,37%, seguida pela América Latina e Caribe com uma queda de 11,74% no mesmo período. Somente os Estados Unidos aumentou em 3,5% o valor das exportações do Brasil em 2012 com base em 2011.
Na avaliação envolvendo a participação percentual dos principais blocos econômicos no total das exportações, verifica-se a liderança da Ásia com 31,08%, seguida pela América latina e Caribe com 20,80% e União Européia com 20,14%. 
Quanto ao saldo da Balança Comercial (Exportação - Importação), o ano de 2012 contabilizou o pior resultado desde 2002. O valor atingiu US$19,438 bilhões, valor menor 35% do valor contabilizado em 2011.