quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Gestão Orçamentária em Campos dos Goytacazes em 2012

Os valores na tabela correspondem a gestão orçamentária de Campos dos Goytacazes, no período de janeiro a agosto de 2012. Neste mesmo período, o município realizou 75,68% das receitas correntes previstas para o ano, 78,29% das receitas tributárias e 73,34% das transferências correntes. No campo das despesas, foram liquidados 69,62% das despesas correntes previstas para o ano, 72,14% das despesas com pessoal e 66,09% das despesas com investimento.
Os números, ainda parciais, indicam a tendência de redução da dependências orçamentária em relação aos royalties de petróleo, já que a parcela de receitas próprias nesse período alcançou 7,54% das receitas correntes realizadas, além da manutenção da boa gestão orçamentária pela alocação da parcela satisfatória na rublíca de investimento. No período, esse valor alcançou R$321,6 milhões, ou o equivalente a 19,59% das receitas correntes realizadas.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Festival de Bandas na UENF

http://www.uenf.br/portal/index.php/br/festival-de-bandas-uenf-inscricoes-ate-12-dezembro.html

A evolução das receitas de royalties e a aplicação em investimento na região Norte Fluminense



A receita de royalties mensal (excluídas as parcelas de participações especiais) dos municípios produtores de petróleo da região Norte Fluminense, aumentou dez vezes no período de 1999 a 2012 (até novembro). Em 1999 este valor alcançou R$ 109,4 milhões, passando para R$ 1,2 bilhão em novembro de 2012. São João da Barra obteve o maior crescimento de 1.029,21%, seguido por Macaé com crescimento de 1.155,36%, Campos dos Goytacazes com crescimento de 1.089,55%, Quissamã com crescimento de 472,72% e Carapebus com um crescimento de 442,38% no período analisado.
Paralelamente foi verificado um importante crescimento nas receitas tributárias no mesmo período, com a liderança de Macaé. Em função da estrutura física da atividade petrolífera sediada no município, o crescimento da receita própria alcançou 3.114,34% em 2011 com base em 1999. São João da Barra apresentou um crescimento de 2.998,83% em função da construção do porto do Açu, iniciada no final de 2007. Quissamã cresceu 1.791,78% e Carapebus cresceu 1.267,07% no mesmo período. No consolidado, verificou-se um aumento da participação percentual das receitas tributárias nas receitas de royalties de 28,04% em 1999 para 50,79% em 2011.

Apesar da redução da dependência orçamentária as receitas de royalties, um problema é acentuado. Trata-se da dificuldade de alocação dos recursos em investimento. O total de investimento liquidado desses municípios em 1999 somou R$ 53,4 milhões, aumentando para R$ 482,2 em 2011. Na relação com o valor total de royalties recolhido, verifica-se um declínio da participação percentual de 48,83% em 1999 para 39,03% em 2011. Na visão desagregada, observa-se que enquanto Campos dos Goytacazes aumenta em 1.046,96% a parcela usada em investimento no período, Macaé aumenta 843,05%, São João da Barra 204,41%, Carapebus 64,34% e Quissamã cresce somente 36,50% no período analisado.
Fica constatado assim, que o aumento das receitas de royalties e o aumento das receitas próprias não possibilitaram um crescimento compatível no nível de investimento agregado, salvo os esforços verificados em Campos dos Goytacazes e Macaé.

A ENCRUZILHADA DO CRESCIMENTO



Uma avaliação do economista Ranulfo Vidigal sobre a temática do crescimento econômico.
A questão crucial, específica do campo da teoria do desenvolvimento econômico é tentar desvendar os motivos pelas quais algumas nações no mundo contemporâneo são mais prósperas que outras. Ou seja, é cada vez mais importante entender os fatores que explicam as diferenças de renda e padrões de acumulação de capital nas economias ao redor do mundo. Diversos autores associam este diferencial, ao papel exercido pelo progresso técnico, na medida em que a alocação em inovação e criação de novas idéias explica uma parte significativa das diferenças de níveis de crescimento e bem estar entre as nações. Outra explicação para o crescimento diferenciado dos países é o papel exercido pelas instituições. Estas, ao definirem as “regras do jogo” na sociedade exerceriam um papel-chave na estruturação dos incentivos necessários para as mudanças de caráter humano, do ambiente político, social e econômico - fundamentais no processo de mudança estrutural de uma sociedade pouco desenvolvida.
Junto com a questão cultural e geográfica, as instituições moldam os incentivos para os atores da sociedade capitalista exercendo forte influência sobre o ânimo dos agentes econômicos com vistas ao investimento em capital físico, humano, organizacional e tecnológico da produção de bens e serviços.
Analisando o comportamento recente da economia brasileira e empregando a teoria do crescimento endógeno desenvolvida pelo prêmio Nobel em economia Robert Solow, o acadêmico Samuel Pessoa da FGV produziu um interessante exercício de decomposição do crescimento econômico no Governo do presidente Lula, sob a ótica da curva de oferta de fatores produtivos existentes na economia brasileira, ou seja, capital, trabalho e tecnologia. Neste raciocínio, o estoque de capital seria constituído pelo investimento em máquinas, equipamentos e infraestrutura.
Cruzando diferentes estatísticas, o pesquisador concluiu que nos oito anos de Lula, o crescimento econômico se acelerou para uma média anual em torno de quatro por cento.  O fator trabalho contribuiu com 33 por cento deste resultado, taxa semelhante à contribuição da melhoria técnica, contra uma contribuição de 25 por cento do capital.
No Governo Dilma esta média de crescimento econômico caiu à metade, como decorrência da crise internacional e do arrocho das políticas fiscal e monetária da atual equipe econômica. Mudar este quadro e voltar à trajetória anterior seria ainda possível?

Ranulfo Vidigal – economista, mestre e doutorando em políticas públicas, estratégias e desenvolvimento pelo Instituto de Economia da UFRJ.

domingo, 25 de novembro de 2012

O perfil da atividade agropecuária na região Norte Fluminense

Baseado na publicação do IBGE, apresentamos o retrato da atividade agropecuária da região Norte Fluminense, através dos valores da agricultura temporária e permanente e da pecuária em 2011, indicando a posição de cada município. Uma primeira informação importante é que a região apresenta uma participação percentual de 43,72% na agricultura temporária em relação ao Estado. Na agricultura permanente, esse percentual cai para 10,09% e no total da agricultura, a participação é de 33,34%, ou seja, 1/3 da riqueza agrícola do Estado está na região Norte Fluminense. As culturas mais relevantes na agricultura temporária, são: cana-de-açúcar, abacaxi, mandioca, milho, arroz, feijão, melancia e tomate. Na agricultura permanente, as culturas mais importantes, são: coco-da-baia, maracujá, goiaba, banana, laranja, manga, uva e café.
Na atividade pecuária, a participação regional é de 13,10% do valor total do Estado.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Royalties em novembro de 2012 na região Norte Fluminense

A tabela apresenta os valores de royalties transferidos para os municípios da regiâo Norte Fluminense em novembro. Campos dos Goytacazes recebeu R$48,3 milhões, valor 10,05% menor do que a receita de outubro. O valor acumulado no ano somou R$576,4 milhões.
Macaé recebeu R$37,3 milhões no mês, valor 6,9% menor do que a receita de outubro. No acumulado a receita alcançou R$436,3 milhões.
São João da Barra recebeu R$6,6 milhões no mês, valor 21,56% inferior a receita de outubro. No acumulado a arrecadação somou R$105,1 milhões.
Quissamã recebeu R$7,6 milhões no mês, valor 6,75% menor da receita do mês anterior. O acumulado no ano chegou a R$83,8 milhões.
O gráfico mostra a trajetória da participação percentual correspondente a receita de royalties na região em relação a receita total do Estado do Rio de janeiro. Observa-se que em janeiro a participação representava 45,14% da receita do Estado, caindo para 42,03% em novembro.

CONFLITO DE INTERESSES



O capitalismo, ou a economia de mercado, supõe um crescimento infinito da produção e do consumismo, não considerando os limites físicos do planeta. Trata-se de uma “fábrica de desejos”. O atual momento histórico ao combinar três crises conjuntas, nos campos econômico, social e ambiental coloca em xeque este modelo.
O capitalismo tem sua técnica. As empresas fazem com que as necessidades (desejos) surjam, através da publicidade que molda comportamentos e incentiva as aquisições. Os bancos financiam as compras dos bens e serviços para satisfazer estas necessidades “criadas artificialmente”. E as indústrias produzem objetos cada vez mais obsoletos que aceleram o ciclo de vida e o consumo dos bens descartáveis. Embora a concorrência coloque todos contra todos, há sempre a necessidade de distribuir razoavelmente a renda, de modo a criar um mercado de consumo crescente.
Uma forma de distribuir a renda é através de políticas públicas educacionais, assistenciais e de saúde. Uma espécie de salário indireto para o trabalhador, objetivando uma igualdade de oportunidades e de resultados. Entretanto, o custeio destas ações ocorre através da cobrança de impostos sobre a propriedade, a produção, o consumo e a renda. Enquanto a classe trabalhadora paga os impostos indiretos associados principalmente ao consumo, os ricos lutam politicamente para livra-se da carga tributária sobre a produção e propriedade, bem como das regulações e restrições da legislação trabalhista e ambiental, de modo a tornar seus investimentos mais rentáveis.
Nesta estrutura assimétrica, na base da pirâmide temos algumas situações peculiares. Os pobres, que ainda representam 28 por cento da população brasileira percebem uma renda diária individual em torno de oito reais. Os vulneráveis, cuja remuneração diária não supera vinte reais e a nova classe média tem ganho diário de cerca de cem reais. Períodos de prosperidade e crescimento do emprego formal são altamente benéficos aos trabalhadores e geram lucros crescentes para o setor empresarial. Na crise, entretanto, o conflito distributivo se acirra. A renda fica estagnada, os empregos escasseiam e a regressão social se avoluma desencadeando um desconforto na sociedade, que acaba resultando em mudanças políticas, ou até no pacto de poder.
Um bom exemplo deste quadro está acontecendo em países da Europa. E no Brasil, a geração de empregos, ainda traz dividendos políticos. Mas, até quando?

Ranulfo Vidigal – economista, mestre e doutorando em políticas públicas, estratégias e desenvolvimento pelo Instituto de Economia da UFRJ.
 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

A atividade Agropecuária no Estado do Rio de Janeiro em 2011

A tabela apresenta o retrato da atividade agropecuária no Estado do Rio de janeiro, através do rendimento em 2011. A agricultura temporária concentra-se nas regiões Norte e Noroeste Fluminense, cuja liderança é de São Francisco do Itabapoana com um rendimento médio de R$ 155,4 milhões no ano, seguido por Campos dos Goytacazes com R$91,5 milhões, São José de Ubá com R$61,8 milhões, Cambuci R$51,0 milhões e Quissamã com r$37,4 milhões. As culturas principais nessa modalidade são: mandiona, abacaxi e cana-de-açúcar em São Francisco de Itabapoana; cana-de-açúcar em Campos dos Goytacazes e Quissamã; tomate em São José de Ubá e Cambuci.
A agricultura permanente concentra-se nas regiões Noroeste Fluminense, Costa Verde e Baixada Litorânea. O município de Varre Sai lidera nessa modalidade com um rendimento de R$31,8 milhões, seguido por Saquarema com R$28,4 milhões, Araruama com R$21,8 milhões, Itaguai com R$18,3 milhões e Porciuncula com R$18,0 milhões. As culturas principais são: café em Varre sai e Porciuncula; laranja em Araruama; Banana e coco-da-baia em Itaguai e coco-da-baia em Saquarema.
A atividade pecuária concentra-se nas regiões do Médio Paraiba, Norte e Noroeste Fluminense. Barra Mansa tem um rendimento de R$20,2 milhões, Resende R$20,5 milhões, Valença R$20,1 milhões, Itaperuna R$19,1 milhões e Campos dos Goytacazes R$18,9 milhões.
 

Economia Norte Fluminense

http://bienalcampos.com.br/programacao/lancamento-de-livros.html

A segunda edição do livro Economia Norte Fluminense: análise da conjuntura e perspectivas, será lançada na 7ª Bienal de Campos dos Goytacazes, no dia 29 de novembro as 19:00 horas.

Concorrência desleal impulsionada pela educação de qualidade

Com 25% de desemprego, espanhóis vêem "oásis" no Brasil


20 de novembro de 2012 • 07h30 • atualizado 08h15
http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201211200930_EST_81769454  
Ai está mais uma prova de que devemos tratar a nossa educação com muita responsabilidade. A crise Européia expõe os nossos trabalhadores a uma concorrência desleal. Profissionais altamente qualificados, oriundos de diversos países da europa, estão se dirigindo para o Brasil em busca de oportunidades de trabalho. É evidente que muitos trabalhadores brasileiros irão sobrar nessa disputa.

Investimento em Educação

http://www.valor.com.br/brasil/2908918/dilma-quer-todo-o-royalty-do-petroleo-na-educacao

A discussão sobre investimento na educação me remete a um grave problema verificado no Brasil. As ações do Governo Federal em direção a democratização do ensino, que são louváveis, e a devida falta de sincronia com as ações dos municípios, no que diz respeito a educação fundamental. Nesse caso, teremos no médio prazo uma estatística de dar inveja ao planeta, porém serão grandes números com deficiência da qualificação exigida pelo mercado. Os programas voltados para educação precisam considerar, em primeiro plano a base, além de reconhecer o fundamento da qualidade em plena combinação com a quantidade. Grandes volumes de recursos gastos na função educação podem não garantir a preparação dos jovens, segundo as exigências no mundo moderno. Diversos exemplos estão disponíveis e confirmam essa tese.

Presença pública em investimento privados: os cuidados necessários

19/11/2012 - 18h08

Eike Batista, IBM e BNDES vão investir R$ 1 bilhão em fábrica de chips em MG
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1187908-eike-batista-ibm-e-bndes-vao-investir-r-1-bilhao-em-fabrica-de-chips-em-mg.shtml
 
Investimento é primordial para o desenvolvimento de um país. Entretanto, é preciso ter foco nas ações, além de boas avaliações sobre a viabilidade econômica dos projetos, de forma a evitar desperdícios de recursos escassos, especialmente os públicos. Um outro aspecto diz respeito ao papel do governo na economia. Até que ponto é estratégico e prioritário uma presença tão forte do governo em uma fábrica de chips?

domingo, 18 de novembro de 2012

A atividade Pecuária na região Norte Fluminense


A atividade pecuária na região Norte Fluminense apresentou um quadro de estabilidade nos últimos anos. O estoque bovino cresceu 1,28% em 2011 em relação ao ano de 2008, com destaque para São João da Barra que cresceu 38,87% no mesmo período, apesar de contabilizar o menor rebanho na região, e São Fidélis que cresceu 10,14% no mesmo período analisado.
Desse total de cabeças, somente 13,66% corresponde o quantitativo de vacas ordenhadas, atividade que cresceu 3,65% no mesmo período. O destaque na evolução de vacas ordenhadas é de São Francisco de Itabapoana que registrou um crescimento de 58,56% em 2011 com base em 2008 e São João da Barra com um crescimento de 37,71%, apesar da última posição nessa atividade. Como resultado negativo, chama atenção a redução de 33,94% do plantel de vacas ordenhadas em Macaé.
Na produção leiteira, foi verificada uma melhor evolução em função da valorização dos preços praticados. Contabilizou-se um crescimento de nominal de 17,29% em 2011 com base o ano de 2008. Em Campos o crescimento foi de 28,29%, em Quissamã o crescimento foi de 30,06%, em São João da Barra 313,64%, em São Francisco de Itabapona 299,12%, em Carapebus 70,18% no mesmo período analisado. Os destaques negativos aqui ficaram com Cardoso Moreira com uma queda de 47,5% e São Fidélis com uma queda de 31,91% no valor da produção leiteira em 2011 com base em 2008.


Projeto de Extensão da UENF em ação na escola pública em São João da Barra



O projeto de extensão da UENF “Resgate e disseminação da história local: uma estratégia para a mudança sócio-cultural e econômica”, com bolsistas do Colégio Estadual Dr. Newton Alves de Atafona, apresentou palestra durante a Feira de Ciências na mesma escola, para alunos e professores. Esta é uma ação no contexto do planejamento do projeto, que está trabalhando na construção de uma cartilha ilustrada, visando à disseminação de aspectos fundamentais da história local no âmbito da sociedade.  
Os bolsistas: Débora Soares e Chrisson Monteiro.




sábado, 17 de novembro de 2012

Investimentos no Porto do Açu: um olhar a luz do cenário internacional



As informações sobre o Complexo Portuário do Açu, normalmente tem um forte componente de especulação. Ao mesmo tempo em que se anuncia a desistência de investimentos programados, surgem novas informações sobre outros negócios e, portanto, adição de investimentos.  Na verdade a discussão real não vem a tona. Primeiro, é necessário entender que a possível presença de grandes negócios na retro área do porto, ainda está na ótica da intenção, o que não garante a alocação real dos investimentos. Veja que dois grandes grupos redirecionaram investimentos que seriam para o porto recentemente. Segundo, é importante entender o contexto da economia internacional. A Europa enfrenta uma crise muito séria, os Estados Unidos apesar de alguns soluços de recuperação está longe da potencia econômica de anos atrás e a China, o maior parceiro comercial do Brasil, naturalmente, é fortemente impactada pela crise internacional e, tendo em vista a trajetória de crescimento nos últimos 25 anos, tem pontos que são incógnitas preocupantes. Por isso, é preciso ter cautela em relação às expectativas geradas em relação ao empreendimento. O enfraquecimento da indústria nacional e a desvalorização dos preços do minério de ferro negociados no comércio exterior são indicadores que devem ser observados.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Sétima Bienal do Livro em Campos dos Goytacazes

A sétima Bienal do Livro em Campos dos Goytacazes acontecerá no período de 23 de novembro a 02 de dezembro no CEPOP no mesmo município.




Na ocasião será lançado a segunda edição do livro "A Economia Norte Fluminense: análise da conjuntura e perspectivas" de autoria do economista Alcimar das Chagas Ribeiro. Esta iniciativa é produto do esforço de cooperação técnica entre a UENF, através do LEPROD-PROEX e a Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, através da Fundação Cultural Jornalista Osvaldo Lima.

O dilema da dependência orçamentária as rendas de petróleo na região Norte Fluminense

Reproduzo postagem feita em 28 de junho de 2009 no blog economia Norte Fluminense.
Os três anos não foram suficientes para a busca de alternativas.

http://economianortefluminense.blogspot.com.br/2009_06_01_archive.html

A competitidade via cooperação e reciprocidade

http://www.fmanha.com.br/economia/mpe-e-coagro-se-unem-para-ficar-com-sapucaia
Matéria da Folha da Manhã sobre um possível processo de recuperação da Usina Sapucaia, a partir da parceria MPE e COAGRO, é mais um sinal de consolidação de nossa tese sobre novos modelos de organização produtiva. Estudamos a COAGRO em 2010 e verificamos que é possivel construir alguns elementos garantidores da gestão coletiva, os quais permitem uma melhor condição competitiva as organizações mais fragilizadas nos marcos do capitalismo. Já afirmamos que modelos estruturados a partir da coordenação institucional podem mudar o perfil subdesenvolvido de regiões com a Norte e Noroeste Fluminense.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

I Festival da Bandas da UENF


O I Festival de Bandas da UENF é uma realização da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PROEX) da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro. O evento visa a fortalecer a função da extensão na área temática cultura, criando um espaço para que novos artistas, bandas e grupos musicais pertencente à comunidade universitária (aluno, professor e técnico administrativo) possam expor seus trabalhos. Objetiva-se também fomentar maior integração interna e com a comunidade externa. O evento será realizado no dia 19 de dezembro de 2012 no Centro de Convenções da UENF, localizado na Avenida Alberto Lamego, 2000, Parque Califórnia, Campos dos Goytacazes.

Consulte a página da UENF (PROEX - Eventos e Cursos)

PERSPECTIVAS PARA 2013

Análise do economista Ranulfo Vidigal

Com o encerramento do processo eleitoral nos municípios, a definição da eleição americana e a chegada do final de mais um ano é importante avaliar as perspectivas econômicas para o Brasil no ano de 2013. Estaremos então, diante dos primeiros passos do ciclo político e econômico que pode influenciar a escolha presidencial em 2014.

Na Ásia, o capitalismo de estado chinês tende a suavizar seu crescimento econômico e no Brasil, especificamente, vivemos ainda tempos de desaceleração, em decorrência da baixa competitividade da indústria e da política monetária apertada, colocada em prática no ano de 2011. Mais recentemente, o Banco Central reorientou sua política, cortou os juros nominais em 525 pontos percentuais, permitiu um ajuste no câmbio de quase 30 por cento e reduziu o juro real pago aos credores da dívida interna para um nível pouco superior a 1,5 por cento ao ano. Contudo, se não houver uma expressiva recuperação do animo empresarial pelo risco e um forte crescimento do investimento publico, o próximo ano tende a apresentar uma taxa média de crescimento não muito superior a três por cento – um novo “vôo da galinha”.

Olhando o cenário externo, constata-se que o comportamento dos preços das matérias primas no mercado internacional revela estabilidade, ou leve declínio. Com isso, nosso saldo comercial é pequeno e o déficit da conta corrente do balanço de pagamentos já atinge cerca de 2,5 por cento do PIB. Nosso passivo externo líquido supera 800 bilhões de dólares, contra uma geração de dólares muito dependente da atração de recursos de investimentos. Já a taxa de câmbio, apesar do movimento recente, ainda é pouco competitiva. Face ao custo dos altos tributos e da infra estrutura econômica deficiente, e apesar da boa fase das matérias primas puxadas pela locomotiva chinesa, os graus de competitividade do produto industrial nacional é cada vez menor.

Sintetizando, o cenário externo é de crises conjuntas no campo social, financeiro e ambiental, enquanto no campo interno conviveremos com baixo crescimento, carência de investimentos, infra estrutura ruim e escassez de mão de obra de qualidade.

Embora o país viva uma fase qualificada pelo bônus demográfico, expectativa com o pré-sal e redução expressiva na desigualdade de renda os desafios persistem.

Ranulfo Vidigal – economista, mestre e doutorando em políticas públicas, estratégias e desenvolvimento pelo Instituto de Economia da UFRJ.



domingo, 11 de novembro de 2012

Atividades tradicionais podem ser competitivas e geradoras de riqueza

Da viagem a Florianópolis compartilho esta imagem que representa a minha visão sobre o trabalho e sua organização, como fator de geração de riqueza. Vejam na mesma imagem as diversas formas de organização do trabalho nos marcos do capitalismo. No Shopping (paradigma de organização de negócios internacional) com suas lojas sofisticadas, o produto nacional Cachaça. Importante observar que a cachaça exposta atende os padrões mais exigentes dos clientes nacionais e internacionais. Isso é combinar recursos locais com alto conhecimento. A região Norte Fluminense precisa reconhecer essa visão sob pena de ter insucesso.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Operações bancárias em agosto de 2012 na região Norte Fluminense

Os saldos das operações bancárias em agosto de 2012, são apresentados na tabela. Campos dos Goytacazes contabilizou o maior saldo em operações de crédito na região. Foi contabilizado um valor de R$ 1,4 bilhão no município, enquanto Macaé contabilizou R$ 1,2 bilhão. São Fidélis apresentou um saldo de R$ 118,0 milhões de crédito no mês, valor superior aos saldos contabilizados nos menores municipio da região.
Nas operações de depósito a vista do setor privado, Macaé liderou com um saldo de R$ 267,5 milhões, seguido por Campos dos Goytacazes com um saldo de R$ 229,7 milhões. 
Nas operações de depósito a prazo, Campos dos Goytacazes volta a liderar com um saldo de R$ 985,3 milhões, seguido por Macaé com um saldo de R$ 794,3 milhões e São João da Barra com um saldo de R$ 172,5 milhões.
O gráfico apresenta a trajetória dos saldos de depósito a prazo em São João da Barra, nos anos de 2011 e 2012. Observa-se um forte crescimento ao longo de 2011 e uma certa estabilidade em 2012, porém num padrão acima dos valores em 2011.

sábado, 3 de novembro de 2012

Exportação do Brasil por blocos econômicos no período de janeiro a outubro de 2012

As exportações brasileiras por blocos econômicos, no período de janeiro a outubro de 2012, mantém o quadro de queda com o registro de  retração de 4,61% na comparação com o mesmo período de 2011. A Europa Oriental apresenta o maior percentual de queda, ou seja, 20,15%, seguida pela América Latina e Caribe com queda de 10,42%. O melhor resultado é com os Estados Unidos, que registrou um crescimento de 10,61% no período analisado.
O gráfico apresenta a distribuição percentual das exportações brasileiras no período de janeiro a outubro de 2012, por blocos econômicos. A Ásia apresentou a maior participação de 30,82% , seguida pela América Latina e Caribe com uma participação de 20,76% e a da União Européia com 20,25% e Estados Unidos com uma participação de 11,29%. Os outros blocos tem participação inferior a 10%, porém observ-se uma boa distribuição das exportações do Brasil.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Despesas Liquidadas em 2011 em São João da Barra

As informações na tabela, sobre a execução orçamentária de 2011 em São João da Barra, ajuda a discussão do orçamento para 2013. As despesas liquidadas, apresentadas por função, mostram as prioridades desse governo no que diz respeito ao gasto dos recursos públicos. Observem que não se gastou um centavo sequer em Saneamento e Ciência e Tecnologia.