terça-feira, 31 de julho de 2012

A LLX em busca da valorização de suas ações


Eike anuncia que pretende fechar o capital da LLX

O grupo começa a executar manobras para reverter a situação de "falta de paciência do mercado com projetos de longo prazo", como diz Eike Batista. Os preços das ações estão baixos e a expectativa é que a compra no mercado possa recuperar os fortes prejuízos anteriores. Um elemento adicional que é importante avaliar é o quadro econômico nebuloso por que passa o país. O baixo índice de investimento, a baixa dinâmica industrial, o alto nível de endividamento das famílias e a pressão tributária do governo sobre as empresas e as famílias, para não perder orçamento, representam gargalos importantes que podem retardar o inicio de operação desses projetos, causando uma maior precaução em relação aos retornos dos mesmos. 

sábado, 28 de julho de 2012

Porto do Açu: um projeto para o país que não inclui o local de instalação


Contrariando importantes conceitos econômicos, os robustos investimentos privados em infraestrutura portuária e os gastos públicos, fomentados por transferências de royalties de petróleo, não estão possibilitando uma evolução na melhoria de vida da população em São João da Barra, município sede do porto do Açu. Em cinco anos foram gastos R$ 2,6 bilhões nas obras de construção desse super projeto, além de R$ 1,0 bilhão em receitas orçamentárias gastas pelo governo, cujos impactos econômicos são totalmente incompatíveis em termos de benefícios incorporados pela sociedade local.

Uma primeira análise que contraria a ciência econômica, diz respeito às externalidades geradas em função dos investimentos exógenos. Neste caso, são evidenciadas as externalidades negativas, tais como: especulação imobiliária, aumento do tráfego de veículos pesados, maior demanda por serviços públicos, interferência na cultura local, transformação da paisagem, forte inserção sobre recursos naturais (rio, mar, lagoas, vegetação, etc.), interferência nas atividades de pesca artesanal e agricultura. As externalidades positivas estão sendo absorvidos por empresas e trabalhadores externos mais competitivos.

A presente constatação tem origem na ausência de um planejamento eficaz para o município, que convive com a fragilização de áreas importantes como: saúde, educação, turismo, agricultura, pesca, comércio e a própria gestão publica, cuja ausência de quadros técnicos no governo é uma realidade.

Elucidando alguns desses pontos, a educação fundamental amarga o penúltimo lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) no estado do Rio de Janeiro, segundo a avaliação do MEC. Com notas 3,3 para a 4ª série e 3,6 para 8ª série em 2009, o município se distancia muito de alguns de seus vizinhos da região Noroeste Fluminense, sem petróleo e porto. A geração de emprego está concentrada no projeto portuário. Nos últimos cinco anos foram gerados 3.226 empregos, sendo 2.972 ou 92,13% relacionados à atividade de construção civil com características de sazonalidade, já que evolui na etapa de construção e declina, fortemente, na fase posterior de operação. Por outro lado, o trabalhador local não consegue ocupar cargos mais qualificados, os quais são absorvidos por profissionais de outros estados com uma maior experiência, os quais transferem parte da renda para sua região de origem.

Como o sistema econômico local não foi preparado para a presente transformação, não consegue atender minimamente as demandas de mão-de-obra, serviços e insumos. Internamente, a agricultura e a pesca, também sem nenhum planejamento, vêm perdendo produtividade e renda com reflexos na atividade comercial. Mesmo com os gastos já indicados, o comércio gerou somente 174 empregos em cinco anos, apresentando neste semestre de 2012 um resultado negativo de destruição de 26 vagas de trabalho. Observa-se que os gastos públicos nesse mesmo período, na função de turismo, somaram R$ 58,0 milhões, o que ratifica a incompatibilidade entre uso de recurso e benefício alcançado.

O município apresenta uma coleção de outros indicadores econômicos ruins, como baixo nível de investimento, em média 5% das receitas orçamentárias e, conseqüentemente, uma ineficiente gestão orçamentária, já que aplica em torno de 95% de suas receitas em custeio; concentração da agricultura no cultivo da cana-de-açúcar de baixa produtividade; queda do índice de participação municipal no ICMS (0,447 em 2012 e 0,483 em 2011)   e forte dependência orçamentária em torno de 80% das rendas finitas de petróleo.

Esses indicadores são importantes e mostram que grandes volumes de recursos financeiros podem não ser suficientes para gerar desenvolvimento econômico em determinado território. Fundamentalmente, é essencial usar o conhecimento estruturado em perfeita consonância com as praticas locais, respeitando o povo, a cultrura a sua história, além de boas praticas democráticas.  Acredito que esses elementos não estão bem presentes nesse novo momento de mudanças em São João da Barra.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Trajetória do emprego formal no setor de comércio em São João da Barra

O gráfico apresenta a trajetória do emprego formal no comércio em São João da Barra de 2007 a 2012, período de construção do porto do Açu. Os saldos contabilizados são incompatíveis com o volume de investimento privado no valor de R$ 2,6 bilhões e com os gastos públicos em turismo no valor de R$ 56,4 milhões no período de 2007 a 2011 (até junho). Os resultados pífios ainda declinam ao longo do tempo, chegando a um resultado negativo em 2012, o que contraria as promessas dos estudos de impacto ambiental construido para a aprovação do projeto.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Trajetória do emprego formal no comércio em São João da Barra no primeiro semestre de 2012

A trajetória do emprego formal em São João da Barra, no período de janeiro a junho de 2012, apresentou resultados preocupantes para um município que hospeda investimentos privados da magnitude do Porto do Açu. No semestre, somente nos meses de janeiro e maio houve geração positiva de emprego. Nos outros meses o município destruiu vagas de emprego, já que as demissões superaram as admissões. Como resultado acumulado, o município destruiu 26 empregos no período de janeiro a junho de 2012.

Emprego formal em junho de 2012 na região Norte Fluminense



A movimentação do emprego formal em junho de 2012 na região Norte Fluminense, coloca o município de Macaé na liderança com um saldo acumulado de
5.116 empregos. Deste saldo, o setor de serviços contribuiu com 3.003 empregos ou 58,7%, a construção civil contribuiu com 1.065 empregos ou 20,82% e a indústria de transformação contribuiu com 888 empregos ou 17,36%.
O município de Campos dos Goytacazes gerou 3.169 empregos no acumulado. Deste saldo, o setor agropecuário gerou 2.791 empregos ou 88,07%, o setor de serviços controbuiu com 1.134 empregos ou 35,78%, o setor de indústria de transformação contribuiu com 554 empregos ou 17,48%.
São Fidélis gerou 50 empregos no período, concentrado no setor de serviços com um saldo acumulado de 58 empregos.
O município de São Francisco de Itabapoana gerou 959 empregos, concentrado no setor agropecuário que gerou um saldo de 860 empregos ou 89,68%.
O município de São João da Barra gerou um saldo acumulado de 767 empregos, concentrado no setor de contrução civil com 727 empregos ou 94,78%.

domingo, 22 de julho de 2012

Royalties de petróleo distribuidos em julho para os municípios da região Norte Fluminense

A ANP irrigou os cofres públicos com royalties em julho. Na região Norte Fluminense, o município de Campos dos Goytacazes recebeu R$ 57,4 milhões, valor maior 16,96% do valor recebido em junho. Macaé recebeu R$ 42,7 milhões, valor maior 20,78% do valor do mês anterior, Quissamã recebeu R$ 8,1 milhões, valor maior 12,52% em relação a junho e São João da Barra recebeu R$ 9,1 milhões, valor menor 1,56% do valor de junho.
Na avaliação entre a região Norte Fluminense e o total arrecadado pelo Estado do Rio de janeiro, foi observado uma queda forte em julho, comparativamente, a junho. A participação regional caiu de 47,10% para 43,40%, sendo essa a menor participação em 2012.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

A Gestão Contraditória da Educação em São João da Barra


Verifica-se realmente um crescimento nos gastos com a educação em São João da Barra. Entretanto, é importante observar uma grande contradição quando se relaciona esses valores com os índices de qualidade divulgados pelo MEC. Em 2005, o município gastou R$12,9 milhões, valor correspondente a 17,5% das despesas correntes. Neste ano o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica alcançou 3,3 para a 4º série e 3,4 para a 8ª série.
Em 2007 foi verificado um crescimento nominal nos gastos com educação de 18,60% em relação a 2005, cujo valor correspondeu a 14,2% das despesas correntes, participação menor do que em 2005. Entretanto, neste ano de menor participação das despesas correntes, os índices de avaliação superaram os índices de 2005. A 4ª série conseguiu um índice de 4,1 e a 8º série conseguiu um índice de 3,9.
Confirmando a contradição citada, em 2009 foi verificado um forte crescimento nos gastos para R$38,8 milhões, correspondente a 23,2% de participação das despesas correntes. O resultado da avaliação neste ano seguiu na contra-mão, onde a 4ª série alcançou o índice de 3,3, regredindo para o patamar de 2005, enquanto a 8ª série alcançou o índice de 3,6, índice inferior ao de 2007.
Na comparação com os municípios de Cambuci e Bom Jesus de Itabapoana, pode se observar que esses municípios sem a robusta parcela de royalties de petróleo, já que não são produtores, conseguiram resultados muito melhores do que São João da Barra.

Exportação de Minério de Ferro no primeiro semestre de 2012

A exportação de minério de ferro em junho manteve o padrão dos últimos meses, assim como, o embarque em volume.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, foi observado uma queda de 21,18% na receita em dólar, uma queda de 1,48% no volume embarcado em tonelada e uma queda de 22,31% no preço médio praticado.
O gráfico apresenta a trajetória dos preços praticados em 2011 e no primeiro semestre de 2012.

Exportação de Açúcar em Bruto no primeiro semestre de 2012

As operações da commodity açúcar em bruto em junho apresentou uma queda de 10,51% do valor em dólar  em relação a maio. Apesar da redução, o valor em junho foi superior aos valores dos meses do primeiro quadrimestre do ano. Em toneladas, foi verificado também uma queda de 6,72% em relação a maio, porém o volume embarcado em junho foi maior do que os volumes nos meses do primeiro quadrimestre. Quanto ao preço médio praticado, observa-se uma trajetória de queda ao longo do semestre.
Em relação ao mesmo período do ano anterior, observa-se uma queda em junho deste ano de 32,5% da receita em dólares e uma queda de 30,23% no volume embarcado.
 O gráfico apresenta a trajetória das exportações em dólar e em volume nos meses de janeiro a junho.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Eliezer Batista sobre grandes investimentos

Reproduzo aqui parte da matéria publicada pelo Globo, sobre a crítica do pai do Eike Batista - Eliezer Batista - que foi ministro das Minas e Energia do Brasil e presidente da Vale. Vejam que o que ele afirma sobre investimentos e exclusão no contexto do Brasil difere do que pensam os executivos que representam o seu filho e o governo municipal e Estadual sobre os investimento do porto do Açu.

“Estamos virando uma colônia européia africana’, diz pai de Eike”

........”o país precisa de mais ordem e civismo, além de uma transformação cultural, e lembrou que os grandes projetos do país em infraestrutura, como a exploração de petróleo em Macaé, a construção de Brasília e as grandes hidrelétricas, foram responsáveis por uma elevada favelização em seus entornos”.

domingo, 15 de julho de 2012

Movimentação bancária nos municípios da região Norte Fluminense em abril de 2012

os saldos das operações de crédito, depósisto a vista e depósito a prazo em abril de 2012, nos municípios da região Norte Fluminense, são apresentados na tabela. Campos lidera nas operações de crédito com um saldo de R$ 1,2 bilhão no mês, seguido por Macaé com um saldo de R$ 1,1 bilhão. Nas operações de depósitos a vista privado, Macaé lidera com um saldo de R$ 246,4 milhões, seguido por Campos com um saldo de R$ 215,0 milhões. Nas operações de depósito a prazo, Campos volta a liderar com um saldo de R$ 894,0 milhões, seguido por Macaé com um saldo de R$ 804,7 milhões e São João da Barra com um saldo de R$ 179,5 milhões no mês.
O gráfico apresenta a evolução dos saldos de depósito a prazo em São João da Barra. Os valores são expressivos, tendo em vista a estrutura econômica e bancária do município. Observe que os saldos  em 2012 são, substancialmente, maiores do que em 2011. Este fato ocorre num contexto de decínio de 4,68% nos depósitos a vista do setor privado em abril de 2012 com base no mesmo mês de 2011.

sábado, 14 de julho de 2012

A idéia da Economia Criativa para dinamizar o Desenvolvimento Local


A cultura está imbricada na história dos povos, já que remete a condição do que somos e como vivemos. Em um país, uma região ou um território que conhece bem a sua história, através do exercício permanente, existe um fortalecimento das praticas culturais que aproxima as pessoas, gera um compromisso de confiança, reciprocidade e desenvolve um forte senso de pertencimento. A partir daí se configura o valor local, materializado no diferencial que é capaz de atrair outros povos, cujos interesses particulares podem estar na paisagem, diferentes recursos naturais, hábitos da população, na sua história e, fundamentalmente, nas diversas manifestações culturais que retratam as experiências dessa sociedade. Modernamente, esses recursos intangíveis têm fomentado atividades econômicas importantes que são responsáveis por uma substancial melhoria da qualidade de vida de diversos povos. Contrariamente, ambientes desprovidos desse capital social tem amargado um aprofundamento do subdesenvolvimento com exclusão social e miséria. Portanto, o uso do conhecimento na formulação de projetos alternativos para o desenvolvimento local é crucial para o processo de inclusão social. 
As imagens são da praça São Tiago em Guimarães: cidade berço de Portugal e eleita para o ano de 2012 como capital  cultural Européia.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Dependência Orçamentária e insustentabilidade econômica dos municípios produtores de petróleo


O trabalho apresentado em Portugal, por ocasião do Congresso Internacional de Engenharia de Produção, tratou da questão relacionada à possível insustentabilidade econômica dos principais municípios produtores de petróleo do Estado do Rio de Janeiro. A análise se deu em dois estágios. O primeiro, através de um modelo estatístico desagregado que avaliou o impacto das receitas orçamentárias públicas na economia local, ou seja, no crescimento do PIB, criação de empregos, depósitos a vista e educação básica. O segundo estágio investigou a relação entre as receitas de royalties e o investimento público. A conclusão indicou um cenário bastante preocupante, já que os resultados encontrados são contraditórios a literatura econômica. O crescimento da receita orçamentário refletiu positivamente no aumento do PIB, entretanto, o mesmo crescimento não reproduziu impactos positivos na educação básica, nos depósito a vista e nem no emprego, exceto em São João da Barra, em função das obras do porto do Açu e em Rio das Ostras, no que diz respeito à educação básica, onde os resultados foram positivos. Na análise pelo segundo estagio, não foi verificado correlação entre as receitas de royalties e o investimento público, ficando clara a dificuldade dos municípios em investir. Os recursos têm sido canalizados quase em sua totalidade para custeio, mesmo numa condição de alta dependência orçamentária as rendas de petróleo finitas. Como é vital o aumento da pressão dos Estados da Federação para uma redistribuição dessas rendas, assim como, é evidente a acomodação dos municípios que não buscam alternativas, o cenário futuro em relação a sustentabilidade econômica desses municípios é duvidoso.

Exportações brasileiras por grupos econômicos no primeiro semestre de 2012

Os valores da exportação brasileira por blocos econômicos no período de janeiro a junho são apresentados na tabela. Em comparação ao mesmo período de 2011, observa-se um crescimento de 16,5% nas exportações para os Estados Unidos, um crescimento de 5,0% nas exportações para a Asia. A maior queda foi verificada nas exportações para a Europa Oriental, onde o percentual atingiu 38,0%.
A participação percentual por blocos econômicos das exportações no semestre, apresenta a Asia liderando com 30,63% do total, seguida pela América Latina e Caribe com 20,81%, Estados Unidos com 20,44%.
A participação percentual acumulada a cada mês do semestre mostra os reflexos da crise da Europa e Estados Unidos. Os principais blocos econômicos apresentam uma trajetória declinante, inclusive a poderosa Asia, maior importador dos produtos brasileiros.

O Turismo em Portugal

Retornando as nossas atividades, pretendo, gradativamente, ir postando algumas observações importantes sobre a viagem Portugal. Então, vamos a primeira.
 Imagem: Torre de Belém. Ao fundo o Rio Tejo.
"Em contato com um economista italiano no ano passado, não consegui entender muito bem quando ele afirmou que o Brasil não sabe explorar, turisticamente, os seus recursos. Com a viagem a Portugal, pude entender o que ele dizia. Este país respira turismo o tempo todo e é o que tem ajudado nesse momento de crise econômica. A sua história é o insumo principal e a consciência do povo sobre esse rico potencial intangível é visível no comportamento de cada indivíduo, no respeito incondicional ao turista, nas programações de TV e na extrema eficácia no atendimento por trabalhadores bem educados, presteza e com pleno domínio de diversos idiomas".

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O equilíbrio entre o antigo e o moderno em Porto

Uma lição importante para o Brasil e, fundamentalmente, para a nossa região é que é possível o equilíbrio entre o antigo e o moderno. A cidade do Porto mostra muito bem como manter o patrimônio cultural e ao mesmo tempo investir na modernidade. Essa combinação potencializa o turismo e traz divisas. Portugal está em crise, entretanto o setor de turismo na cidade do Porto está em crescimento.
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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Congresso Internacional de Engenharia de Produção em Portugal

Uma pausa de uma semana por conta da minha viagem a Portugal. Cheguei hoje em Madrid e já estou na cidade do Porto. Um verdadeiro espetáculo de civismo e organização. Não presenciei a tradicional confusão de trânsito que estamos acostumados e nem a aglomeração de pessoas desorientadas. Vou passear esta semana e a na próxima segunda feira inicia o Congresso Internacional de Engenharia de Produção, onde vou apresentar um trabalho que discute a problemática da dependência orçamentária dos municípios produtores aos royalties de petróleo do Estado do Rio de Janeiro.

domingo, 1 de julho de 2012

Um momento importante para a mudança


Nesse momento em que a população começa a se preparar para escolher os seus representantes no âmbito do município, o debate cuidadoso sobre questões essenciais, como: desperdícios de recursos, corrupção, participação popular nas decisões governamentais, desemprego, aprofundamento da pobreza, etc., precisa ser exercitado, exaustivamente, de forma que os eleitores possam ter a clareza de sua melhor escolha. Vivenciamos um momento importante de transição socioeconômica, especialmente, no território circundado por Campos dos Goytacazes e São João da Barra, onde investimentos privados são deslocados para a construção do porto do Açu, uma das obras mais importantes do País. Evidente, que um cenário dessa magnitude exige uma gestão pública profissional que use, fundamentalmente, o conhecimento e o saber local. Neste caso Campos e São João da Barra precisam ser unir em torno do que há de melhor nesse território, em termos de recursos (tangíveis e intangíveis), para incluir, efetivamente, a população nesse contexto de geração de riqueza. A outra alternativa, relativa a  gestão sem conhecimento, com forte grau de ineficiência operacional e com foco no apadrinhamento,  provocará o aprofundamento da pobreza e da miséria nesse território, já que, historicamente, o acumulo de riqueza em um espaço despreparado para a mudança afeta, profundamente, as classes menos favorecidas. São João da Barra, já começa experimentando problemas dessa natureza.