Sustentabilidade econômica local no contexto dos investimentos exógenos


Com muito prazer participei ontem, juntamente com o professor José Luiz Viana da UFF, do II Mosaico do Instituto Federal Fluminense – IFF. Das nossas palestras, identificamos pontos comuns. Por exemplo, os investimentos privados do porto Açu são importantes, entretanto, o problema está na estrutura fragilizada do território sede. Dificuldades no ensino fundamental, baixa qualificação da mão-de-obra e ausência de investimento na infraestrutura são gargalos que inibem a absorção dos benefícios provenientes dos investimentos. Neste caso, as possíveis soluções de reestruturação local e regional passam pela instituição de governos fortes, capazes de se relacionar com os empreendedores numa condição de independência e como defensor da sociedade, planejar a organização produtiva a partir dos recursos locais e estimular um processo de coordenação institucional para a produção de bens e serviços de maior valor agregado e com a inserção de conhecimento. Isso leva a necessidade de melhor profissionalização do poder público.

Comentários

  1. Professor, uma educação de qualidade, desde a base, desde os pequenos, em todos os níveis, poderia despertar nas pessoas a consciência, a capacidade de entender, de apreender, de distinguir o que é real, verdadeiro, daquilo que é somente discurso, propaganda, enganação. E então seria revelado, ficaria claro, o jogo de interesses, pessoais e grupais, que prevalece por trás de discursos enganadores, mistificadores, que encobrem a ganância sob fachadas de boas intenções.

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  2. Perfeito Vitor. Penso que é estratégico para os grupos detentores do poder, manter a educação nesse estagio alarmante. Neste caso, aprofunda o processo de empoderamento e, consequentemente,a dependência da população em relação ao poder constituido. Observamos com isso a destruição do tecido social nas localidades. A sociedade deixa de existir, no que diz respeito a sua capacidade de integração e implementação de ações coordenadas, já que prevalece o paternalismo exacerbado.

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  3. Isso mesmo, professor, há uma perversão dos valores: governo poderoso e pessoas fracas, dependentes. Então a questão é valorizar as pessoas, fortalecê-las. As pessoas são importantes, não o governo, não a máquina, cuja função, cuja razão de existência, é servir, ajudar, facilitar a vida de todos.

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  4. É isso Vitor. A nos resta o aprofundamento do debate e o otimismo em relação as mudanças que achamos importantes. Tenho certeza que esse esforço irá contribuir para o aumento da massa critica necessária ao mesmo processo.

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