Grandes obras - pequenas cidades - grandes conflitos

Muitas das grandes obras para atender as necessidades de infraestrutura do Brasil ocorrem em cidades pequenas carentes de necessidades fundamentais. As imagens são da usina de Belo Monte no sudoeste do Pará, usina de Jirau em Rondônia e usina de Santo Antônio em Rondônia, na sequência, as quais foram objeto de importantes matérias do Jornal Nacional da TV Globo nos dias 4 e 5 de abril.

Segundo a matéria, as usinas de Santo Antônio e Jirau tem grande relevância, mas geram um grande contraste. De um lado o gigantismo das obras e do outro lado a precariedade das populações vizinhas. A forte demanda por vagas nas escolas e atendimento na rede de saúde acaba sendo um grande problema, já que as cidades não conseguem acompanhar a velocidade das demandas oriundas da explosão populacional.


Em Altamira no Pará, as obras da usina de Belo Monte também atraem um fluxo enorme de trabalhadores de todo o Brasil, em função da divulgação sobre a oferta de emprego na região. Os contrastes também são visíveis, já que o aumento da oferta de emprego gera enorme dificuldade, por conta do aumento populacional. As obras estão em estagio inicial e já contam com nove mil trabalhadores. No pico das obras em 2013, a expectativa é de que terá vinte mil trabalhadores. Os problemas relacionados a especulação imobiliária, aumento da criminalidade, pressão de demanda da rede de saúde são comuns, já que a infraestrutura da cidade já era precária para o atendimento de sua população antes das obras.
Essas noticias são importantes e nos levam a indagação sobre a similaridade com o que está acontecendo em São João da Barra, com o advento do porto do Açu. Particularmente, entendo que ajuda bastante a reflexão sobre o futuro da cidade
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