segunda-feira, 30 de abril de 2012

Execução Orçamentária em Conceição de Macabu no primeiro bimestre de 2012

Conceição de Macabu depositou na base do Tribunal de Contas a sua execução orçamentária do primeiro bimestre de 2012. O município realizou uma receita orçamentária de R$ 8,5 milhões no período, equivalente a 17% da previsão de R$50,0 milhões para o ano de 2012. As receitas tributárias realizadas no bimestre jan-fev somaram R$ 145,5 mil ou o equivalente a 1,71% das receitas correntes realizadas. As transferências correntes realizadas somaram R$ 7,2 milhões ou 84,47% das receitas correntes.

As despesas correntes realizadas somaram R$ 4,8 milhões, valor equivalente a 12,3% do valor previsto para o ano de 2012. As despesas com pessoal e encargos liquidadas no bimestre somaram R$ 3,1 milhões ou 36,79% das receitas correntes realizadas no mesmo período, enquanto as despesas com investimento liquidadas somaram R$ 13,1 mil reais ou o equivalente a 0,15% das receitas correntes realizadas no período. 

sábado, 28 de abril de 2012

A Conjuntura Latino Americana

Uma excelênte análise do economista Ranulfo Vidigal

Neste Primeiro de Maio de 2012, convivemos com a crise sistêmica do capitalismo mundial, que se arrasta desde 2008, e que também de certo modo vem devastando a capacidade do pensamento conservador de produzir uma ideologia baseada na esperança e no consenso. Já no nosso continente, depois de décadas de autoritarismo, crises cambiais e predominância das idéias baseadas nas doutrinas econômicas do chamado “Consenso de Washington”, a América Latina presencia certo grau de redução da desigualdade e da pobreza extrema, no âmbito de seus países. Recentemente, dois fenômenos ocorreram, quase simultaneamente, na região mudando parcialmente a fisionomia da sociedade, bem como reduzindo o GINI para a faixa dos 0,5 ponto percentual – taxa ainda alta na comparação internacional. O país com menor desigualdade é a Venezuela, seguida da Argentina. Mas são nações ainda muito distantes do padrão europeu e nórdico de igualdade de renda e oportunidades.

No Brasil, especificamente, apesar dos inegáveis esforços de reestruturação da máquina pública, as demandas de habitação, saneamento, segurança pública, saúde e educação ainda carecem de recursos adicionais para resolver problemas históricos acumulados em várias décadas de crescimento econômico, sem distribuição de renda.

O primeiro fenômeno explicativo para a nova realidade latino-americana foi de caráter político. A redemocratização e o fracasso das políticas sociais “focalizadas” e econômicas de corte liberal levaram a um longo período de estagnação econômica e tiveram seu fim parcial, a partir da escolha pelo voto nas urnas de líderes mais progressistas, com forte coloração social-democrata, neo-esquerdista e popular, ou populista para alguns.

Em paralelo, com o advento da crescente especialização do continente asiático como a “fábrica do mundo”, bem com o acelerado crescimento chinês tivemos um surto de valorização dos preços de nossas matérias primas (petróleo, carne, soja, cobre, minério de ferro e outras). Mais recentemente, o aprofundamento da crise ambiental, e seus desdobramentos sobre a mudança do clima valorizaram o papel da biodiversidade do continente, principalmente pela presença da floresta amazônica.

Estudos recentes sobre a distribuição da renda no continente indicam que a queda da desigualdade beneficiou tanto os mais pobres, quanto uma parcela da classe média. Os fatores que mais contribuíram para este fenômeno foram o incremento do gasto público em seguridade social, os programas de transferência de renda, a valorização do salário mínimo (de 300% na Argentina, de 100% no Uruguai e de 65% no Brasil), o crescimento econômico, baseado na melhor produtividade da mão de obra mais escolarizada, um forte excedente fiscal e finalmente o equilíbrio cambial oriundo da melhoria dos termos de troca da AL, em relação aos demais continentes do planeta.

Um longo caminho ainda resta, na medida em que o desemprego ainda revela taxas altas e o grau de formalização da força de trabalho não supera cinqüenta por cento. A constituição de um fundo público que propicie políticas universais de saúde, educação e proteção social é crucial para a manutenção da queda da desigualdade.

Finalmente não podemos esquecer o papel exercido pela América Latina na divisão internacional do trabalho de fornecer matérias primas e especializar-se em uma indústria de baixo valor agregado. A permanência deste quadro fragiliza as economias da região, diante do risco de crises recorrentes nas contas do Balanço de Pagamentos, oriundas de choques externos, com implicações sobre o comportamento cíclico da renda, do emprego e das finanças públicas.

Uma possível saída da crise global surgirá sob a forma de uma nova revolução tecnológica poupadora de matérias primas, baseada na robotização industrial e com geração de empregos que exigirão mais perícia e capacitação da força de trabalho.

Neste ambiente, a definição da agenda política dos dirigentes da região deveria priorizar a preocupação central para o futuro, ou seja, a formulação de políticas indutoras do fortalecimento das cadeias produtivas industriais de maior valor agregado, a diversificação econômica e a melhoria das habilidades da força de trabalho. Estes são pontos estratégicos, sem os quais dificilmente o Brasil, bem como o restante do continente conseguirá manter esta trajetória virtuosa de redução da pobreza, indefinidamente.

Ranulfo Vidigal – economista, mestre e doutorando em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento pelo Instituto de Economia da UFRJ.

Diante da crise internacional: como amortecer os seus reflexos

Verdadeiramente, existe um nó na conjuntura econômica do país, difícil de desfazer. O forte desaquecimento da demanda internacional, por conta da crise americana e européia, tem provocado ações de governo em direção a manutenção da dinâmica econômica interna. Dentre elas, verificam-se o incentivo a alguns setores da indústria e a queda na taxa de juros, visando promover avanço no consumo doméstico.

Uma primeira percepção é de os problemas são mais complexos e exigem ações contínuas de solução no médio e longo prazo. O incentivo ao consumo imediato representa uma ação de curto prazo que esbarra em questões importantes, como a inadimplência crescente dos consumidores e a própria garantia de oferta dos bens e serviços, já que por natureza o aumento da produção exige tempo.

Esse contexto indica alguns cenários que podem ser críticos. A redução da taxa de juros e o movimento que possibilita dar aptidão creditícia aos consumidores endividados podem criar uma bolha de consumo inicialmente, porém pode tanto implicar na aceleração inflacionária, pelo descompasso com a oferta, como pode reacender e aprofundar o endividamento com reflexos na inadimplência, já que existe um problema de incapacidade de gerenciar orçamento nas famílias. As duas situações podem também ocorrer simultaneamente.

A visão de médio e longo prazo deve ser vista pelo lado da oferta. Independente da crise internacional, já existe indicações sobre uma trajetória de desindustrialização no país, cujos reflexos afetam o emprego e a renda. Tal fato pode ser verificado na pauta de exportação, onde sobressaem as commodities, enquanto que a dependência de importações de bens industrializados representa um inibidor de emprego e riqueza no interior país.

Tudo isso nos leva a pensar em estratégias mais sustentáveis, diferentes das ações de curto prazo que promovem uma sensação de solução rápida, porém não duradoura e que ainda realimentam o mesmo processo de crise. Neste caso, o incentivo a promoção de inovações tecnológicas, associado a um maior nível de investimento público e privado, podem atuar no fortalecimento da demanda interna de maneira mais sólida, amortecendo os reflexos externos.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Execução Orçamentária no primeiro bimestre de 2012 em Cardoso Moreira

A tabela apresenta a execução orçamentária do primeiro bimestre de 2012 no município de Cardoso Moreira. As receitas correntes realizadas atingiram o valor de R$7,2 milhões, sendo R$5,7 milhões decorrentes de transferências correntes. As receitas tributárias realizadas somaram R$84,5 mil, valor equivalentes a 1,17% das receitas correntes.
No grupo das despesas, as correntes liquidadas no bimestre somaram R$4,1 milhões. As despesas de pessoal e encargos liquidadas somaram R$3,1 milhões e os investimentos liquidados somaram R$63,7 mil, valor equivalentes a 0,88% das receitas correntes.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Receita de royalties em abril na região Norte Fluminense

A tabela apresenta os valores de royalties transferidos para os municípios da região Norte Fluminense em abril. Campos dos Goytacazes recebeu R$ 51,6 milhões no mês, acumulando R$ 209,7 milhões no primeiro quadrimestre do ano. Macaé recebeu R$ 39,0 milhões  no mês, acumulando R$ 159,0 milhões no ano, enquanto São João da Barra recebeu R$ 10,7 milhões em abril e um acumulado de R$ 46,1 milhões no primeiro quadrimestre do ano.

O gráfico apresenta a participação percentual da região no total de royalties transferido para o Estado do Rio de Janeiro. Observa-se uma queda na perticipação em fevereiro com base em janeiro, condição que se repete em março, com base em fevereiro e uma leve recuperação em abril com base em março. 

domingo, 22 de abril de 2012

Jornal Folha de São Paulo

http://uenf.br/reitoria/ascom/ascom-informa-20-04-12/

Vejam matéria sobre a região Norte Fluminense publicada no Jornal Folha de São Paulo.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Emprego consolidado de janeiro a março por setor de atividade nos municípios da região Norte Fluminense

O saldo de emprego formal no primeiro trimestre de 2012, por setor de atividade, nos municípios da região Norte Fluminense, são apresentados na tabela. Foram gerados 3.865 no período com uma concentração de 69,11% no município de Macaé. O município de Campos contribuiu com 19,95% e São João da Barra com 7,94%. O setor de comércio foi destaque negativo com a destruição de 1.115 empregos no presente trimestre.

O gráfico apresenta do saldo de empregos consolidado no trimestre por município.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Movimentação do emprego formal em março nos municípios com mais de 30 mil habitantes na RNF

A movimentação do emprego formal em março de 2012 nos municípios com mais de 30 mil habitantes, na região Norte Fluminense, apresenta Macaé na liderança com um saldo de 847 empregos no mês e um saldo de 2.671 empregos no trimestre. Deste saldo, o setor de serviços apresentou uma participação percentual de 74,69%, a construção civil participou com 22,86% e a indústria de transformação participou com 12,65%. A atividade de comércio destruiu 376 empregos no trimestre.

O saldo de emprego gerado no trimestre de 2012 foi menor 6,97% do saldo gerado no igual período de 2011.

O município de Campos dos Goytacazes gerou um saldo 162 empregos em março e um saldo acumulado de 771 empregos no trimestre. Deste saldo, o setor de serviços apresentou uma participação percentual de 69,13%, a construção civil participou com 120,10% e o setor agropecuário participou com 17,12%. A atividade de comércio destruiu 829 empregos no trimestre.

O saldo de emprego gerado no trimestre de 2012 foi maior 26,39% do saldo gerado no igual período de 2011.

São Fidélis gerou um saldo de 10 empregos no mês e um saldo de 37 empregos no trimestre, enquanto São Francisco de Itabapoana não gerou emprego em março, acumulando 32 empregos no trimestre.

domingo, 15 de abril de 2012

Lampião e Eike Batista

http://www.youtube.com/watch?v=2F-ZYs2NlYU&feature=player_embedded

Sensacional!

Do blog do jornalista Vitor Menezes

Urgente!
[blog de jornalistas da região norte fluminense - política + cultura + bastidores do jornalismo]

Um bom exemplo para o sucesso da agricultura familiar

Matéria do globo rural, neste domingo 15/4, mostra um modelo eficaz para a gricultura familiar. A experiência ocorre em Janaúba na região Norte de Minas Gerais, onde pequenos produtores se aglomeram em torno do cultivo de pepino para conserva. Uma pequena agroindústria familiar dá sustentabilidade a atividade, integrando a produção localmente. A confiança estabelecida é um elemento fundamental que permite, além da garantia de compra, o frete, financiamento de defensivos e assistência técnica. A Terra seca de pequenas propriedades não se constituiu em problema, já que a irrigação e o curto ciclo de produção viabiliza, economicamente, o negócio. O rendimento tem possibilitado o avanço e a diversificação da atividade, gerando emprego e felicidade para a região. Fundamentalmente, observa-se que a confiança o comprometimento e o conhecimento técnico, são fatores fundamentais para a viabilidade da atividade. É um belo exemplo para os gestores de São João da Barra que imaginam desenvolvimento somente a partir de grandes projetos industriais.

http://g1.globo.com/economia/globo-rural/videos/t/edicoes/v/cultivo-de-produtos-para-conserva-e-opcao-de-renda-para-pequenos-produtores/1903702/

sábado, 14 de abril de 2012

Operações bancárias em janeiro de 2012 na região Norte Fluminense

Os saldos das operações bancárias em janeiro de 2012, nos municípios das região Norte Fluminense, são apresentados na tabela. Campos dos Goytacazes contabilizou um saldo de R$ 1,2 bilhão em operações de crédito, sendo o maior saldo da região nesta modalidade, enquanto Macaé aparece a seguir com um saldo de R$ 1,1 bilhão.
Na modalidade depósito a vista do setor privado, o município de Macaé contabilizou um saldo de R$ 282,7 milhões, valor superior ao saldo de Campos dos Goytacazes que contabilizou R$ 217,8 milhões.
Nas operações de depósito a prazo, Campos dos Goytacazes contabilizou um saldo de R$ 880,7 milhões, seguido por Macaé com um saldo de R$ 692,7 milhões e São João da Barra com um saldo de R$ 202,8 milhões.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Texto do economista José Alves

Caro Professor,


Que maravilha assistir essas crianças, usufruindo deste momento ímpar, com você e o renomado jornalista Carlos Sá. Vocês são pessoas comprometidas com a transformação social, da nossa querida e mística São João da Barra. Desprovidos de toda e qualquer vaidade, vocês semeiam uma nova cidade, ensinando aos jovens um pouco de história. Infelizes são os homens que desconhece a sua própria história, não conseguem interpretar o presente, em função disto não conseguem viver plenamente a sua cidadania. Vocês estão dando uma aula de dignidade, responsabilidade e de verdadeira cidadania. Os frutos deste gesto nobre virão no longo prazo, talvez vocês não consigam nem colhê-los, mas o que vale efetivamente é a semeadura. Verdadeiros cidadãos. Parabéns!!!Como dizia o fundador do Teatro do Oprimido, Augusto Boal: “cidadão não é aquele que vive em sociedade, mas sim aquele que a transforma”.Você e o Carlos Sá certamente se enquadram nas sábias palavras do Mestre Boal.


Abrs.

José Alves.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Projeto Capacitar reune estudantes da escola pública para palestra do jornalista Carlos Sá



Uma bela palestra sobre a história de São João da Barra foi proferida pela jornalista Carlos Sá, nas instalações do projeto Capacitar em Atafona. Foi uma primeira ação do projeto de extensão da UENF denominado:
"Resgate e disseminação da história local: uma estratégia para a mudança sócio-cultural", cujo objetivo é sistematizar conteudo sobre a história local e disseminar na forma de seminários, visando auxiliar a promoção de mudança comportamental.

O jornalista Carlos Sá discorreu sobre a origem do município e a formação dos primeiros povoados, a partir da chegada de um grupo de pescadores oriundos de Cabo Frio. Acentuou a formação da estrutura portuária nos séculos XVIII e XIX, período de grande representatividade econômica do município, onde a atividade naval e a navegação de cabotagem geravam muitos empregos e riqueza, atraindo a atenção de países europeus.
Carlos Sá ainda relatou o esgotamento do ciclo de abundância em função da chegada da linha férrea, cuja capacidade de operação era muito superior ao processo operativo do porto. Diversos problemas contribuiram para o declinio, tais como: intervenção inadequada do governo na atividade, ausência de investimento público em infraestrutura, custos elevados e, fundamentalmente, a característica de acomodação muito própria do cidadão local.
Esta primeira ação cumpriu seu papel, já que deu o primeiro passo para a aproximação dos estudantes bolsistas do projeto com a história do município, além do esforço de integração com outros projetos de extensão da UENF com propósito semelhantente.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Saldo das operações bancárias em dezembro de 2011 na região Norte Fluminense

Os saldos do fechamento relativo as operações financeiras em 2011, na região Norte Fluminense, são disponibilizados na tabela. Campos dos Goytacazes contabilizou em dezembro o maior saldo de operações de crédito, ou R$1,2 bilhão, seguido por Macaé com um saldo de R$1,1 bilhão. Na operação de depósito a vista do setor privado, Macaé contabilizou R$310,1 milhões, atingindo o maior saldo da região, enquanto Campos dos Goytacazes contabilizou R$231,4 milhões. Nas operações de depósito a prazo, destaque para Campos com um saldo de R$922,5 milhões, seguido por Macaé com R$669,8 milhões e São João da Barra com R$148,7 milhões.

O gráfico apresenta a trajetória do saldo de depósito a prazo no período de janeiro a dezembro de 2011 em São João da Barra. O saldo contabilizado em dezembro é maior 344,4% do saldo contabilizado em janeiro do mesmo ano.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Texto do economista José Alves

Caro Professor Alcimar,


Como já discutido em outras ocasiões, sabemos que o desenvolvimento da região de São João da Barra e adjacência, será exógeno, ou seja, ocorrerá de fora para dentro, como já se verifica em alguns indicadores.As empresas que hoje aportam em São João da Barra, são grandes grupos econômicos, algumas delas, com ações na Bolsa de valores de Nova York e grande compromisso com o mercado financeiro globalizado. Essa gente não vem para cá pensando em resolver os problemas regionais, mas sim os problemas econômicos e financeiros que envolvem os seus interesses particulares e dos seus respectivos acionistas.É com um misto de tristeza e alegria que olhamos a aludida pesquisa, tristeza por saber que as autoridades públicas da região se renderam rápido a sanha do capitalismo selvagem e alegria por saber que as terras de São João da Barra são produtivas e sem qualquer agregado tecnológico, apresentam índices de produtividade satisfatórios.Agora professor, esperar do poder público municipal políticas públicas que possam alavancar a agricultura do Açu, será pura utopia. O grande capital internacional faz na atual conjuntura, o Presidente da República, Governadores e Prefeitos de serviçais dos seus próprios interesses. É da índole da globalização. Infelizmente a coisa ocorre desta maneira aviltante. Por derradeiro, quero deixar bem claro, em nossa opinião os trabalhadores do Açu, estão sendo expulsos da sua própria terra, com a conivência do poder público local, que senta na mesma mesa com o capital que hoje chega sem pedir licença na região.


José Alves

economista

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Execução orçamentária em 2011 no município de Campos dos Goytacazes

O município de Campos dos Goytacazes encerrou a execução orçamentária de 2011 com um excelente nível de liquidação das despesas. O resto a pagar para 2012 é equivalente a 0,02% do valor das despesas empenhadas em 2011.
No grupo das receitas realizadas, a receita tributária representou 8,0% e as transferências constitucionais representaram 85,6% das receitas correntes. Existe ainda uma forte dependência orçamentária das transferências constitucionais, já que as receitas próprias ainda são baixas.
No grupo das despesas liquidadas, as de pessoal e encargos representaram 31,9%, enquanto que as despesas com investimento representaram 18,1% das receitas correntes. Foi registrado um bom nível de investimento público no ano.

domingo, 8 de abril de 2012

Folha de S.Paulo - Mercado - Desafio da região é converter riquezas em inclusão social - 08/04/2012
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Análise

Desafio da região é converter riquezas em inclusão social

Cenário de oportunidades para a sociedade é otimista e precisa de um olhar crítico

ALCIMAR DAS CHAGAS RIBEIRO
ESPECIAL PARA A FOLHA

É inegável a perspectiva de crescimento econômico do norte fluminense. Na região, está situada a bacia petrolífera de Campos, responsável pela produção de 85% do petróleo nacional, e o complexo portuário do Açu, ainda em fase de construção e com a expectativa de gerar R$ 40 bilhões nos próximos 15 anos.

Diante da expectativa de grandes transformações, o crescimento garantido se confunde com desenvolvimento e inclusão social. Poder público e empreendedores lançam mão dos estudos de impactos ambientais e constroem cenários de oportunidades para a sociedade.

Essa argumentação, extremamente otimista, precisa de um olhar crítico, pois é essencial o resgate da história, que mostra a existência de um primeiro ciclo portuário no período de 1740 a 1890, na localidade de São João da Barra, cuja extinção ocorreu em função da chegada da linha férrea com custos mais baixos e maior produtividade.

O exemplo do passado, que deixou mazelas de ordem cultural e também política, serve de lição para entender o ambiente receptor dos investimentos presentes.

A experiência petrolífera da região nesses últimos 35 anos permite ainda observar que não há uma relação direta entre investimentos e desenvolvimento socioeconômico das cidades. Nesse período, conviveram na região a formação de riqueza concentrada e a exclusão social.

Uma análise dos indicadores da fase de construção do porto do Açu também ajuda a entender o cenário.

Por exemplo, houve um crescimento de aproximadamente 100% no número de empregados formais nos últimos quatro anos e, em janeiro de 2012, São João da Barra -cidade de 32 mil habitantes que abriga o terminal portuário- contabilizava 6.400 trabalhadores após investimento de R$ 2,5 bilhões.

Qualitativamente, verifica-se uma demanda por ocupações com baixa qualificação, além da presença de um grande contingente de trabalhadores de outras regiões que remetem parte da renda para a cidade de origem, permanecendo apenas uma parte dos ganhos no município.

O impacto desse crescimento na arrecadação municipal também é irrelevante no contexto geral, já que a receita orçamentária do município tem dependência de 78% das transferências de royalties e participações especiais da produção de petróleo.

Em São João da Barra, o ISS (Imposto Sobre Serviços) aumentou de R$ 1 milhão em 2007 para R$ 10 milhões em 2011; o dinheiro dos royalties gera R$ 11 milhões por mês.

A soma dessas considerações permite consolidar a necessidade de um novo olhar sobre o momento de transformação da região. Uma reflexão da trajetória histórica e a análise de indicadores podem ajudar a formar cenários futuros mais equilibrados.

ALCIMAR DAS CHAGAS RIBEIRO, 59, economista, é professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense.

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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Grandes obras - pequenas cidades - grandes conflitos

Muitas das grandes obras para atender as necessidades de infraestrutura do Brasil ocorrem em cidades pequenas carentes de necessidades fundamentais. As imagens são da usina de Belo Monte no sudoeste do Pará, usina de Jirau em Rondônia e usina de Santo Antônio em Rondônia, na sequência, as quais foram objeto de importantes matérias do Jornal Nacional da TV Globo nos dias 4 e 5 de abril.

Segundo a matéria, as usinas de Santo Antônio e Jirau tem grande relevância, mas geram um grande contraste. De um lado o gigantismo das obras e do outro lado a precariedade das populações vizinhas. A forte demanda por vagas nas escolas e atendimento na rede de saúde acaba sendo um grande problema, já que as cidades não conseguem acompanhar a velocidade das demandas oriundas da explosão populacional.


Em Altamira no Pará, as obras da usina de Belo Monte também atraem um fluxo enorme de trabalhadores de todo o Brasil, em função da divulgação sobre a oferta de emprego na região. Os contrastes também são visíveis, já que o aumento da oferta de emprego gera enorme dificuldade, por conta do aumento populacional. As obras estão em estagio inicial e já contam com nove mil trabalhadores. No pico das obras em 2013, a expectativa é de que terá vinte mil trabalhadores. Os problemas relacionados a especulação imobiliária, aumento da criminalidade, pressão de demanda da rede de saúde são comuns, já que a infraestrutura da cidade já era precária para o atendimento de sua população antes das obras.
Essas noticias são importantes e nos levam a indagação sobre a similaridade com o que está acontecendo em São João da Barra, com o advento do porto do Açu. Particularmente, entendo que ajuda bastante a reflexão sobre o futuro da cidade
.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

"Terras improdutivas" de São João da Barra tem o maior rendimento por hectare na região Norte Fluminense em 2010

Os indicadores do IBGE sobre agricultura municipal, referente ao ano de 2010, traz informações importantes e surpreendentes. Avaliando o rendimento por hectare da atividade agricola nos municípios da região Norte Fluminense, identificamos que São João da Barra superou todos os oito municípios da região neste ano. Conforme o gráfico, na modalidade de agricultura temporária, o município conseguiu a maior remuneração média por hectare colhido, cujo valor chegou a R$3.428,85 em 2010 e na modalidade permanente, a remuneração média chegou R$14.707,59 no ano.
Essa importante surpresa nos instigou a aprofundar a análise, onde concluimos que tal performance ocorreu em função de fatores externos, ou seja, deveu-se a valorização do preços de algumas culturas.
Na cultura temporária, destacaram-se o abacaxi e a cana-de-açúcar. A área colhida de abacaxi se manteve estagnada em 200 hectares de 2007 a 2009, caindo para 160 hectares em 2010. A produção atingiu 5.000 mil frutos em 2007, caindo para 4.600 mil frutos em 2008 e 2007, declinando ainda mais para 4.160 mil frutos em 2010. Observe que mesmo com uma queda de 20,0% na área colhida em 2010 com relação a 2009 e uma queda de 9,6% na produção, a renda aumentou 29,2% em função do aumento do preço médio em 13,0%.
A área colhida de cana-de-açúcar se manteve estagnada em 3.200 hectares de 2007 a 2009, aumentando levemente para 3.250 hectares em 2010. A produção em toneladas se manteve estagnada em 179.200 mil toneladas de 2007 a 2009, aumentando levemente para 182.000 mil toneladas em 2010. Neste caso, a área colhida cresceu 1,6%, a produção cresceu 1,6% e a renda cresceu 1,6% em 2010. A cana-de-açúcar experimentou um forte aumento de preço em 2009 com relação a 2008, onde a variação atingiu 48,2%.
Na cultura permanente, destacaram-se a goiaba e o côco-da-baia. A área colhida de goiaba se manteve estagnada em 70 hectares de 2007 a 2010. A produção em mil frutos se manteve estagnada em 2.100 mil frutos de 2007 a 2010. Observe que mesmo com a estabilização na área colhida e na produção, a renda aumentou 9,1%, em função do aumento do preço médio de 9,1%.
A área colhida de coco-da-bahia se manteve estagnada em 80 hectares de 2007 a 2009, aumentando para 90 hectares em 2010. A produção se manteve estagnada em 1.600 mil frutos de 2007 a 2009, aumentando para 2.430 mil frutos em 2010. Neste caso, a área colhida cresceu 12,5%, a produção cresceu 51,9% e a renda cresceu 89,8% em 2010. O coco-da-bahia experimentou um forte aumento de preço em 2010 em relação a 2009, onde a variação atingiu 25,0%.
Vejam que essas informações contrariam os discursos que definem as terras do município como improdutivas, justificando a sua desapropriação pelo Estado. Na verdade, o que fica claro é que não existem políticas públicas de fortalecimento para agricultura na região, o que leva São João da Barra a liderança nesta atividade, em função de fatores externos, como a valorização dos preços. Não se verificou aumento da produtividade, em função de inovação, logistica, agregação produtiva, etc. , o que nos leva a imaginar que uma boa política municipal poderia potencializar a atividade agricola local com reflexos no emprego e na renda.

Feira de Responsabilidade Social


Mensagem de amigo Martinho Santafé, diretor da revista Visão Socioambiental.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Açúcar em bruto do Brasil no comércio exterior

O ano de 2012 não começa bem para o comércio exterior do açúcar em bruto do Brasil. Após leve recuperação em fevereiro, em relação a janeiro, o volume embarcado despencou em março. O volume exportado bateu 625,3 mil toneladas com uma receita de US$ 352,9 milhões. O volume em toneladas caiu 38,95% em relação a fevereiro e caiu 41,0% em relação a março de 2011. O maior preço praticado alcançou US$ 600,1 por tonelada em dezembro de 2011 e vem declinado no meses seguintes. Em março a queda representou 1,7% em relação a fevereiro e 4,4% em relação a janeiro deste ano. Esta situação é reflexo da crise internacional.

O minério de ferro brasileiro no comércio exterior

Depois de forte queda no volume embacardo no início do 2012, segue em recuperação a exportação de minério de ferro. Foram embarcados em março 27.537 mil toneladas, volume 21,6% maior do que o volume embarcado em fevereiro e 11,1% maior do que o volume embarcado em março de 2011.
Os preços praticados em 2012 continuam abaixo dos preços praticados em 2011. O gráfico apresenta a evolução dos preços praticados a cada mês no ano de 2011 e 2012. O maior valor ocorreu em agosto de 2011, quando bateu US$ 137,6 a tonelada e o menor valor ocorreu em fevereiro deste ano, quando chegou US$ 96,6 a tonelada.

Exportações brasileiras no primeiro trimestre de 2012 por blocos econômicos

As exportações brasileiras no primeiro trimestre de 2012 atingiram US$ 55,1 bilhões e as importações atingiram US$ 51,2 bilhões. A distribuição das exportações no trimestre de 2012 são apresentadas na tabela, assim como as do primeiro trimestre de 2011 e a sua relação percentual. Observa-se que em 2012 a Ásia liderou com US$ 15,3 bilhões no trimestre, seguido pela America Latina com US$ 12,1 bilhões e União Européia com US$ 11,4 bilhões. Comparativamente ao mesmo período de 2011, observa-se uma boa recuperação dos Estados Unidos com um crescimento de 40,99% e uma forte queda de 42,44% no valor das exportações para a Europa Oriental.
O gráfico apresenta a participação percentual das exportações no primeiro trimestre de 2012, segundo os blocos econômicos. A Ásia lidera com 27,79% do total, seguida pela América Latina e Caribe com 22,03% e a União Européia com 20,80% das exportações totais no período.