A fragilidade dos argumentos em defesa do complexo portuário do Açu e seus reflexos regionais

Ouvindo diversas intervenções ainda sobre o novo projeto de urbanização de São João da Barra, com a participação de brilhantes arquitetos do Brasil, tirei uma conclusão preocupante. Os defensores do mesmo processo usam argumentos muito interessantes, cuja base está no Estudo de Impacto Ambietal. Esses estudos, como sabemos, foram contratados pelo empreendedor e tem o aval do governo do Estado do Rio de Janeiro e do município de São João da Barra, cuja proximidade e relacionamento com o empreendedor é questionado, já que não está muito claro os contornos do que é público e do é privado.
Por outro lado, as cabeças brilhantes da região ignoram o passado e o presente da mesma região o que dificulta o entendimento de que investimentos desse porte são importantes sim, entretanto, é essesncial a busca de um equilíbrio, de forma que um processo dessa magnitude não atropele o ambiente local. Outro aspecto é que não existe um único modelo de geração de riqueza, já que os atores e agentes econômicos são diferentes e tais difernças precisam ser tratadas. Finalmente, é urgente entender a trajetória econômico do município no período recente e contrastá-la com os primeiros movimentos desse mega investimento. Se basear somente nas informações do Ratório de Impactos Ambiental é uma grande equívoco.

Comentários

  1. Para Douglas North, essa situaçao está muito bem clara,pois segundo ele " Os países periféricos estariam os arranjos institucionais voltados para beneficiar àqueles cujos interesses fossem determinados pelo poder de barganha".

    Pdemos ver isso claramente na posição do governo estadual, o empresário tem poder de barganha.

    Cabe perguntar a quem interessa o desenvolvimento economico da população local?

    E se a populaçao local tem informação que gere conhecimento para articular negociações afim de se beneficiar?

    Talvez a resposta a essas perguntas ajude a entender o porque da população local ser a última a ser "pensada" e a primeira a sofrer as consequências negativas de um processo de "desenvolvimento".

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  2. Elza, realmente é urgente a necessidade de se pensar modelos que permitam um melhor equilíbrio de forças, no campo socieoconômico, entre paises periféricos e e países centrais, assim como, um melhor equilíbrio no interior das regiões dos países em desenvolvimento como o Brasil. Os arranjos institucionais nesses casos teriam o papel de combater as forças de mercado que, naturalmente, são excludentes. Aqui, a visão de destruição criadora de Schumpeter deve dar lugar a visão de organização produtiva neomarshalliana, onde as interações pró ativas e de cunho coletiva avançam no escopo da governança em direção ao fortalecimento competitivo de rgiões mais fragilizadas.

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