quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Participações Especiais da produção de petróleo no primeiro bimestre de 2012 na região Norte Fluminense

Os municípios produtores de petróleo, na região Norte Fluminense, ampliam suas receitas com as transferências de participações especiais feitas pela ANP. Em janeiro, Campos recebeu R$153,3 mil e em fevereiro R$177,1 milhões.
São João da Barra recebeu R$32,2 milhões, Macaé recebeu R$18,3 milhões, Quissamã recebeu R$4,1 milhões e Carapebus recebeu R$791,2 mil no mês de fevereiro.

Emprego formal por setor de atividade em janeiro de 2012 na região Norte Fluminense

O saldo de emprego por setor de atividade na região Norte Fluminense em janeiro de 2012, acentua a dependência regional ao setor de construção civil, para o caso de Campos dos Goytacazes e São João da Barra e ao setor de serviços, para o caso de Macaé.
Na contra mão, o setor de indústria de transformação apresenta um resultado lamentável de destruição de empregos. Campos dos Goytacazes negativou 90 empregos, em função do fim da safra de cana-de-açúcar e Macaé negativou 19 empregos no setor.
A falta de dinâmica da indústria e a sazonalidade do comércio afetou substancialmente os negócios no setor de comércio, cujo resultado foi a eliminação de 445 vagas em Campos dos Goytacazes e 232 vagas em Macaé no mês.
O setor agropecuário seguiu a trajetória de destruição de empregos em Campos dos Goytacazes, São Francisco de Itabapoana, São João da Barra e Quissamã.

O gráfico apresenta o saldo total de cada município da região no mês. Macaé lidera com a criação de 547 empregos no mês, seguido por São João da Barra com a criação de 160 empregos no mês.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Municípios do estado com os maiores saldos de emprego em janeiro de 2012

Os municípios com os maiores saldos de emprego formal, em janeiro de 2012, no grupo dos municípios com mais de 30 mil habitantes no estado do Rio de Janeiro, são apresentados na tabela. Itaborai gerou 1.335 empregos líquido, seguido por Duque de Caxias com 1.091 empregos, Macaé 547, Volta Redonda 371 empregos, Itaguai 325 empregos e Saquarema 251 empregos.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Desenvolvimento econômico e seus estágios

O presente artigo do economista Ranulfo Vidigal apresenta uma excelente reflexão sobre desenvolvimento econômico, que compartilho com os amigos leitores.

Economistas devem estar sempre preocupados com a operação das economias reais e no poder transformador do processo de desenvolvimento.
O desenvolvimento é um processo com características quantitativas associadas à taxa de crescimento agregada, bem como relacionado à transformação estrutural do sistema produtivo.
A primeira fase da nova escalada na acumulação de capital em nossa região está associada à criação de empregos nos setores que praticam salários baixos. Os dados do CAGED-MTE relativos ao não de 2011 revelam que em São João da Barra, as obras do futuro Porto do Açu foram responsáveis pela contratação de cerca de mil e quinhentos trabalhadores com um salário em torno de 1,5 salários mínimos.
Em Campos, cidade universitária que conta com uma economia mais diversificada, o “boom” imobiliário, o plantio da safra agrícola, as obras públicas da prefeitura, o comércio e os serviços contrataram 15 mil trabalhadores, mas também praticando salários médios em torno de 1,5 salários mínimos.
O desenvolvimento econômico resulta em crescimento elevado da renda per capta, aumento de produtividade associado a mudanças estruturais da sociedade. A idéia do desenvolvimento enquanto processo envolve a necessidade de mudanças institucionais e culturais na sociedade. A estratégia do desenvolvimento deve estar baseada no crescimento industrial, combinado com a incorporação da ciência e da tecnologia, o que fortalece a mudança estrutural.
O desenvolvimento é um processo endógeno na vida social de uma região e não pode ser explicado apenas por variáveis econômicas, pois requer uma alteração na mentalidade da coletividade. O principal problema de uma industrialização acelerada e intensiva em capital é a baixa capacidade de gerar fontes de emprego para a numerosa e crescente população que vive em condições precárias em setores urbanos marginalizados ou na agricultura de subsistência.
O verdadeiro desenvolvimento também precisa trazer autonomia política. O método adequado para analisar o desenvolvimento democrático de uma sociedade, é verificar a proporção de bens e serviços essenciais para sustentação da vida humanas acessíveis por fora das transações do mercado.
O desenvolvimento excludente ocorre quando a vontade popular fica sempre subordinada aos imperativos do núcleo responsável pela acumulação de capital. Nestas “democracias de baixa intensidade”, a cidadania é frágil e os direitos como educação, saúde, seguridade social, cultura e lazer estão presos ao processo acelerado de mercantilização.
O quadro de exclusão ocorre quando o trabalho humano, a terra e os bens da natureza são convertidos em simples mercadorias. A natureza não é criada pelo homem, mas a atuação humana transforma a natureza, não apenas transforma como também a destrói. Entre o lucro, as pessoas e o planeta a crise ambiental tendem a forçar a humanidade a mudar de paradigma. No Norte fluminense não será diferente.
Uma convenção sobre desenvolvimento é um dispositivo cognitivo compartilhado por uma população, que segue um comportamento adotado por todos os membros desta população na suposição de que os mesmos compartilham desta idéia hegemônica. Uma convenção surge na interação entre os atores sociais, o que requer o surgimento de instituições que exerçam o papel de permitir à sociedade a capacidade de lidar com os problemas da incerteza, da coordenação e da definição das regras do jogo no novo período que se inicia.

Ranulfo Vidigal – economista, mestre e doutorando em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento pelo Instituto de Economia da UFRJ.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Ocupações que mais admitiram em 2011 e seus respectivos salários

As ocupações que mais admitiram em 2011 no município de São João da Barra são listadas na tabela com os seus respectivos salários de admissão. A ocupação de servente de obras contabilizou o maior volume, ou 577 admissões e um salário de R$ 774,11 no ano. A ocupação de carpinteiro com 301 admissões e um salário de R$ 1.137,86; a ocupação de pedreiro com 172 admissões e salário de R$ 1.097,41; a ocupação de motorista de caminhão com 126 admissões e salário de R$ 1.078,25; a ocupação de armador de estrutura de concreto armado com 122 admissões e salário de R$ 1.140,11 e a ocupação de contínuo com 104 admissões e salário de 731,09 completam a tabela.

No município de Campos dos Goytacazes, o ocupação de servente de obras contabilizou 3.978 admissões com um salário de R$ 662,48. As outras ocupações: trabalhador na cultura de cana-de- açúcar com 3.822 admissões e salário de R$ 592,54; vendedor no comércio varejista com 3.331 admissões e salário de R$ 663,61; auxiliar de escritório com 1.758 admissões e salário de R$ 663,52; Pedreiro com 1.421 e salário de R$ 974,01; Operador de caixa com 1.200 admissões e salário de R$ 748,99; Oleiro fabricação de tijolos com 923 admissões e salário de R$ 592,13 e motorista de caminhão com 921 admissões e salário de R$ 947,00 completam a tabela.
O gráfico acima apresenta uma comparação entre o salário de admissão nas ocupações servente de obras, pedreiro e motorista de caminhão que se repetem nos dois municípios. Verifica-se que os salário de admissão em São João da Barra são maiores em função dos investimentos do porto do Açu.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Movimentação do emprego formal em janeiro de 2012 nos municípios com mais de 30 mil habitantes na RNF

O ano de 2012 começa com forte e generalizada desaceleração do emprego formal. O saldo no país em janeiro foi de 118.895 novos empregos, número inferior aos 152.091 empregos gerados em janeiro de 2011, representando uma queda de 21,83%.
O resultado no estado do Rio de Janeiro foi ainda pior. Em janeiro deste ano o estado gerou um saldo negativo (destruição de) 594 empregos, contra um saldo positivo de 1.127 empregos em janeiro de 2011.
A região Norte Fluminense também apresentou um resultado inferior em janeiro deste ano, comparado a janeiro de 2011. Foram gerados 610 novos empregos na região em janeiro deste ano, contra 1.060 empregos em janeiro do ano passado, ou uma queda de 42,45%.
Na avaliação desagregada, Macaé gerou um saldo 547 novos empregos em janeiro, contra 665 empregos em janeiro do ano passado. Campos dos Goytacazes gerou um saldo de 24 empregos em janeiro deste ano, contra 383 empregos em janeiro do ano passado. São Fidélis gerou 17 empregos em janeiro deste ano, contra 16 empregos em janeiro do ano passado e São Francisco de Itabapoana gerou 22 empregos neste janeiro e no mesmo mês do ano passado gerou um saldo negativo de 4 empregos.

Royalties em fevereiro de 2012 na região Norte Fluminense

Os valores de royalties transferidos pela ANP em fevereiro para os municípios da região, superaram em 7,20% a mesma receita de janeiro deste ano. Macaé obteve o maior crescimento de 9,74% seguido por Carapebus com um crescimento de 6,85% e Campos dos Goytacazes com um crescimento de 6,78% em relação a janeiro deste ano. Quissamã teve sua receita acrescida de 5,03% e São João da Barra 2,32% no mesmo período.
A receita total de royalties da região alcançou R$120,0 milhões no mês, valor equivalente a 45,05% do valor total recebido pelo estado do Rio de janeiro. O valor acumulado no ano alcançou R$ 232,0 milhões ou o equivalente a 45,09% do valor recebido pelo estado.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Execução orçamentária em 2011 no município de São Fidélis

Mais um município da região Norte Fluminense encerra sua execução orçamentária em 2011. São Fidélis executou R$ 60,5 milhões de receitas orçamentárias ou 120,4% do valor previsto no ano. As receitas tributárias realizadas alcançaram R$ 3,0 milhões ou 112,6% do valor previsto e as transferências correntes somaram R$ 49,1 milhões ou 117,4% da previsão.
No grupo das despesas, as correntes liquidadas somaram R$ 52,9 milhão ou 84,2% do valor previsto e as despesas com pessoal e encargos somaram R$ 32,1 milhões ou 95,1% do valor previsto. As despesas de investimento liquidadas somaram R$ 534,5 mil ou 26,2% do valor previsto. A dificuldade observada em Cardoso Moreira em alocar recursos em investimento se repete em São Fidélis.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Execução orçamentária em Cardoso Moreira em 2011

Cardoso Moreira fecha a gestão orçamentária de 2011 com a realização de R$ 41,8 milhões de receitas correntes, valor correspondente a 119,09% do valor previsto. As receitas tributárias somaram R$ 1,4 milhão, valor correspondente a 110,36% do previsto. As transferências correntes somaram R$ 33,5 milhões, valor correspondente a 110,36% do valor previsto.


No grupo das despesas, o nível de liquidação ficou abaixo previsto. Se na conta de pessoal e encargos o percentual de liquidação de 95,93% do valor previsto representa um bom nível, a liquidação da despesa com investimento na proporção de 48,11% do valor previsto é um resultado ruim. Os municípios normalmente apresentam uma grande dificuldade em alocar recursos na conta de investimento.

Um carnaval bastante produtivo

Chegando ao final do carnaval, feriado extremamente produtivo, entre umas cervejas e o computador, consegui escrever a introdução do meu novo livro. Trata-se da segunda versão atualizada e ampliada do livro Economia Norte Fluminense: análise da conjuntura e perspectivas, que gostaria de compartilhar com os meus amigos leitores.
A discussão introdutória considera que a construção da estrutura econômica da região é reflexo da trajetória da conjuntura econômica nacional e regional. Assim, a conjuntura econômica nacional é analisada através da evolução do PIB, da movimentação do Comércio Exterior e da Formação Bruta do Capital Fixo. Na análise da conuntura econômica estadual, optei pela verificação da trajetória do PIB, pelo evolução do emprego formal, investimento, evolução das receitas correntes e pela movimentação do comércio exterior.
A presente análise não deixa dúvidas de que durante um ciclo longo de, aproximadamente, meio século o estado do Rio de Janeiro apresentou uma fraca evolução econômica. Entretanto, são reais as possibilidades de reversão desse quadro, dado o fluxo de capitais em direção a esta região. Porém, é importante acentuar a necessidade de formulação de políticas públicas no sentido de preparar a infra-estrutura social e econômica, de forma que o crescimento econômico não se verifique de forma concentrada e não se constitua num fator de exclusão social e empobrecimento de uma parcela substantiva da população.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Resultado da Balança Comercial por municípios da região em janeiro de 2012

O saldo da Balança Comercial na Região Norte Fluminense é apresentado, segundo as operações de exportação e importação realizadas nos municípios no mês de janeiro de 2012. Campos dos Goytacazes contabilizou um dèfict de US$3,7 milhões, Macaé contabilizou um superavit de US$148,2 milhões, São Fidélis contabilizou um déficit de US$ 12,6 mil e São João da Barra contabilizou um superavit de US$ 21,9 mil. Em Campos a exportação teve como base produtos de ácido láctico, em Macaé a base foi óleos brutos de petróleo e em São João da Barra, predominou a cachaça.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Visões sonhadoras e desprovidas de base técnica

Os argumentos colocados pelo competente arquiteto Vitor Aquino, em programa de rádio, sobre as transformações socioeconômicas do municipio de São João da Barra e região, por conta dos investimentos do complexo portuário do Açu, são frágeis e inocentes. Por exemplo, a visão de que priorizando interesses de um maior grupo de indivíduos em detrimento a um menor, possibilitará a salvação de todos; a sonhadora visão de sustentabilidade para os novos moradores da vila da terra; a certeza de que planejou a saúde e a educação para dez ou quinze anos em São João da Barra, etc. Enfim, me perdoe meu amigo, mas a visão prospectiva e sonhadora, basedada em estudos contratados pelo empreendedor não merece tanto crédito assim. É evidente que os interesses econômicos deste mesmo empreendedor está acima de qualquer benefícios social. Ao contrário, a minha crítica se baseia em indicadores estatísticos de instituições sérias do pais, tais como: Banco Central, Ministério do trabalho, Tribunal de Contas do Estado, etc. Ai meu amigo, não existe argumento contra. Veja que, do emprego gerado nos quatro anos passados, os munícipes ficaram com os empregos precários e baixa remuneração; o valor adicionado na economia local não tem avançado; a renda no município é precária e dificulta investimentos privados localmente. Por outro lado, o governo é rico, mas não investe os recursos dos royalties; a gastança em custeio é real e concentra recursos, basta verificar os depósitos prazo em 2011. Outros indicadores, como a ridícula avaliação do ensino fundamental pelo IDEB e o processo de descontinuidade de ações públicas, ratificam a fragilidade da gestão pública atual.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O que é um Distrito Industrial?


Contribuições para um melhor entendimento sobre o representa um Distrito Industrial.


Os economistas italianos Sengenberger e Pike (1999) afirmam que o êxito econômico dos distritos não decorreu do acesso vantajoso a fatores de produção a um baixo custo – mão de obra – terra ou – capital, mas sim de uma organização social econômica eficaz, baseada em pequenas empresas.

Complementarmente, Tappi (2001) classificou duas características dos distritos industriais marshallianos:


a) Não se assiste a sobreposição entre o nível social e produtivo. As decisões tomadas pela comunidade local são afetadas pela presença da indústria e as relações econômicas são influenciadas por aquelas sociedades ("Atmosfera industrial").

b) Este sistema produtivo é caracterizado por uma divisão ampla do trabalho entre as empresas envolvidas em atividades complementares e avançada especialização (organização das empresas).


Ainda, o economista inglês Alfred Marshall acreditava que a riqueza nacional apresenta uma relação maior com o caráter do que com a abundância de recursos naturais. O mesmo via no caráter nacional, ou seja, nos atributos éticos e intelectuais da população, um dos ingredientes mais decisivos na formação da receita do crescimento econômico.


É, me parece que o quadro desenhado por essas bandas de cá é bem diferente.


A minha crítica é sobre o uso indevido de conceitos consagrados pela literatura.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A fragilidade dos argumentos em defesa do complexo portuário do Açu e seus reflexos regionais

Ouvindo diversas intervenções ainda sobre o novo projeto de urbanização de São João da Barra, com a participação de brilhantes arquitetos do Brasil, tirei uma conclusão preocupante. Os defensores do mesmo processo usam argumentos muito interessantes, cuja base está no Estudo de Impacto Ambietal. Esses estudos, como sabemos, foram contratados pelo empreendedor e tem o aval do governo do Estado do Rio de Janeiro e do município de São João da Barra, cuja proximidade e relacionamento com o empreendedor é questionado, já que não está muito claro os contornos do que é público e do é privado.
Por outro lado, as cabeças brilhantes da região ignoram o passado e o presente da mesma região o que dificulta o entendimento de que investimentos desse porte são importantes sim, entretanto, é essesncial a busca de um equilíbrio, de forma que um processo dessa magnitude não atropele o ambiente local. Outro aspecto é que não existe um único modelo de geração de riqueza, já que os atores e agentes econômicos são diferentes e tais difernças precisam ser tratadas. Finalmente, é urgente entender a trajetória econômico do município no período recente e contrastá-la com os primeiros movimentos desse mega investimento. Se basear somente nas informações do Ratório de Impactos Ambiental é uma grande equívoco.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

OS DISCURSOS CONTRADITÓRIOS SOBRE DESENVOLVIMENTO, URBANISMO E PLANEJAMENTO

A informação vinculada na mídia é de que o famoso urbanista Jaime Lerner apresentou um belo projeto urbanista para o município de São João da Barra. Isso deve ser interessante, entretanto observei alguns depoimentos que confundem conceitos essenciais, o que é perigoso. Com todo respeito ao competente urbanista e aos gestores públicos, belos desenhos urbanísticos não podem ser compreendido com instrumento indutor do desenvolvimento. O mesmo se aplica a um plano diretor que não tem a chancela da sociedade (neste caso é preciso melhor entender o que é verdadeiramente um processo democrático).

Por outro lado, o conceito de planejamento também é utilizado sem o cuidado necessário. Planejar é pensar o futuro numa perspectiva sistêmica e totalmente integrado com o passado e o presente. Dessa forma, o plano diretor representa um elemento no contexto do planejamento e este se divide em estratégico, operacional e tático. No caso específico do desenvolvimento, a definição por via democrática do uso sustentável do solo deve ser completada pela definição do uso sustentável dos recursos locais, tanto os tangíveis como os intangíveis. Veja que a situação é bem mais complexa e neste caso o uso da teoria de planejamento estratégico é fundamental.

Então, a presença do famoso urbanista, assim como os substanciais investimentos para a formação do complexo portuário do Açu, definitivamente, não representa garantias de desenvolvimento para São João da Barra e região. Volto a citar o município de Macaé que trinta e cinco anos depois de receber a indústria de petróleo, responsável por 85% da produção nacional, amarga problemas estruturais infindáveis e, portanto, muito longe do conceito de desenvolvimento. O mesmo ocorre com os municípios do entorno do complexo portuário do SUAP em Recife.

Voltando a São João da Barra, fundamentalmente, por sediar o porto, nos quatro anos de construção, onde em torno de trinta e cinco empresas desenvolvem processos diversos e os gastos em investimento privado chegaram à casa de R$ 2,3 bilhões, os resultados são questionáveis. Observem que nesse contexto de volumosos investimentos privados, o governo local demonstra total falta de habilidade para usar recursos orçamentários em investimento.

O percentual pífio de investimento mostra que volumosos recursos orçamentários, irrigados pelos royalties de petróleo, são gastos em custeio, que por sua vez, alimentam os depósitos a prazo no sistema financeiro. Esse indicador apresenta características de extrema concentração de riqueza, já que o sistema econômico não se beneficiou dos investimentos privados e, apesar do crescimento no nível de emprego, a remuneração é baixa em função da qualidade do emprego gerado, especialmente, para os trabalhadores com baixa qualificação do município.
O gráfico apresenta a evolução dos depósitos a prazo do município no período de janeiro a novembro de 2011, cuja dinâmica de crescimento não é compatível com os resultados das atividades econômicas local. A visão critica, portanto, é totalmente justificada pelos indicadores apresentados.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

IBGE divulga resultado da produção industrial nas regiões do Brasil

O IBGE divulgou o resultado da produção industrial no Brasil em 2011. O gráfico apresenta a taxa de evolução da indústria por região, onde aparece o Estado do Paraná na liderança com um crescimento de 7,0% no ano. O Espirito Santo segue em segundo lugar com um crescimento de 6,8% e o Estado de Goias com de 6,2% de crescimento. Pernambuco é o destaque negativo com uma queda 11,7% no ano. O Estado do Rio de Janeiro também apresentou um resultado muito ruim, ou seja, um crescimento de 0,3% ou ou mesmo crescimento da indústria no Brasil.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

As exportações brasileiras em janeiro de 2012

As exportações brasileiras em janeiro de 2012 somaram US$ 16.142 milhões FOB, valor inferior as importações de US$ 17.433 milhões FOB, gerando um déficit de US$ 1.291 milhões no saldo da Balança Comercial. A crise internacional já se faz presente em função da redução do valor importado pelo bloco da União Européia ao Brasil de US$ 3.692 milhões em janeiro de 2011 para US$ 2.893 milhões em janeiro de 2012. Neste caso, observa-se uma queda de 21,64%. Na Europa oriental também houve queda de US$ 342 milhões para US$ 228 milhões ou 33,33% no mesmo período analisado.

A tabela apresenta os valores exportados em US$ milhões FOB e os respectivos blocos econômicos.
Observa-se uma distribuição mais acentuada das exportações brasileiras na Ásia, América Latina, União Européia e Estados Unidos. Diante da concentração em anos anteriores nos Estados Unidos, até que o quadro é melhor, porém a crise internacional é um fator de preocupação.
Um outro aspecto importante das exportações brasileiras consiste no fator agregado. A exportação de produtos básicos representou 43,1% do total, enquanto a exportação de produtos industrializados representou 54% do total. Fica evidente a necessidade do país fortalecer o seu setor industrial através do incremento de inovação, de maneira a poder exportar uma parcela maior de produtos com maior valor agregado.
O gráfico apresenta a distribuição percentual das exportações em janeiro, segundo os principais blocos econômicos.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O Índice de Participação Municipal no ICMS em 2012 na Região Norte Fluminense

O Índice de Participação Municipal representa a quota parte do ICMS, arrecadado pelo Estado, que é destinada a cada município. Como o critério mais relevante na distribuição é o valor adicionado, ou seja, o que cada município adiciona nos seus processo produtivos, podemos dizer que o indice representa o nível de dinâmica econômica de cada um. Observe que Macaé apresenta o maior índice entre os municípios da região, seguido por Campos dos Goytacazes.

A tabela apresenta os índices para 2012 nos municípios da Região Norte Fluminense, os quais são comparados com os índices utilizados para a distribuiçaõ do ICMS em 2011. A variação percentual 2012/2011 mostra uma situação nada razoável. Observe que somente Campos e Carapebus conseguiram crescer a sua participação, ou seja, o primeiro cresceu sua participação em 0,57% e o segundo cresceu a sua participação em 2,54%. Cardoso Moreira manteve a sua participação de 2011, enquanto os outros municípios perderam participação no ICMS. Macaé apresentou o pior resultado, com uma queda de 4,40%, Conceição de Macabu perdeu 2,95% e São João da Barra perdeu 1,24%.

O índice de 2012 refere-se a movimentação econômica do ano de 2010.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Movimentação bancária em novembro na região Norte Fluminense

A movimentação bancária em novembro na região Norte Fluminense é apresentada na tabela ao lado. Campos contabilizou um saldo de R$1,2 bilhão de operações de crédito, um saldo de R$234,0 milhões de depósito a vista do setor privado e um saldo de R$918,4 milhões de depósito a prazo.
Macaé contabilizou R$1,0 bilhão de operações de crédito, R$264,1 milhões de depósito a vista do setor privado e R$682,6 milhões de depósito a prazo.
Nos outros municípios, destaca-se São Fidélis com um saldo de R$104,4 milhões de operações de crédito e São João da Barra com um saldo de R$158,2 milhões de depósito a prazo.
O gráfico apresenta a trajetória do saldo de depósito a prazo no município de São João da Barra. O crescimento dessa operação não é compatível com a dinamica econômica do município. Observe que o saldo de operações de crédito é menos que a metade do Saldo de São Fidélis, enquanto que o saldo de depósito a prazo em São João da Barra é oito vezes maior do que o saldo de São Fidélis. Está caracterizado uma forte concentração de recursos de origem pública, já que as atividades produtivas privadas tem apresentado muitas dificuldades.