O emprego por setor de atividade em 2011 no município de São João da Barra

A decomposição do saldo de emprego em 2011, por setor de atividade, no municípío de São João da Barra, explica a fragilidade do município no que diz respeito a capacidade de absorção das externalidades positivas, decorrentes dos investimentos no porto do Açu. Foram gerados 1.075 empregos líquidos em 2011, com forte concentração na construção civil, ou seja, 944 empregos neste setor ou 87,81% do total. Naturalmente, esses empregos estão relacionados as obras de construção do porto e não são sustentáveis, já que na fase de operação essas ocupações desaparecerão. Por outro lado, sabemos que aproximadamente 50% desses trabalhadores são de outras cidades ou Estados e, portanto, precisam enviar recursos para a suas familias.
O setor de serviços que aparece com um saldo de 127 empregos no ano, também está relacionado as atividades do porto e apresenta condição similar a discução anterior.
O setor de comércio, cuja expectativa de evolução era tida como certa, fechou o ano com um saldo de 39 empregos ou 3,63% do total. Realmente insignificante para um município que ampliou o seu quantitativo de pessoal empregado em torno de 2.500 indivíduos, o equivalente a um ataxa de 50%, além do ingresso de investimento da ordem de R$2,0 bilhões.
O setor agropecuário terminou o ano com um saldo negativo de 18 empregos e o setor da indústria de transformação gerou 20 empregos líquidos ou 1,86% do total.
Neste caso, resta a pergunta: Afinal, quem se beneficiou com os investimentos do porto do açu?

Comentários

  1. Oi Alcimar, responder esta pergunta eu não posso, mas acredito que se houver um planejamento a médio prazo e coordenação de ações coletivas, com objetivo claro. A população pode vir a se beneficiar das externalidades positivas.

    A meu ver, o grande gargalo está na visão de quem tem poder para patrocinar um planejamento e execução de ações, pois isso requer profissionais qualificados e esse tipo de profissional representa um custo alto e normalmente não são eleitores de "cabresto".

    Um outro problema seria a questão de resultados, em um planejamento que dependerá de um esforço cooperativo, o resultado não será a curto prazo. E pelo que tenho percebido em muitos gestores, só pensão no curto prazo.

    Se pensarmos que, ao iniciar as obras do porto as pessoas capazes tivessem feito um planejamento de longo prazo, hoje estaríamos colhendo o resultado. Uma vez que não foi feito, a solução é fazer agora para "colher" em no mínino 2 anos. Dessa minha opinião surge uma nova reflexão, quem ou quais agentes estão dispostos a trabalhar com esse prazo?

    Quando falo de ações planejadas, falo de iniciar com o processo de diagnóstico do local, pois não se resolve dizer que é necessário capacitar as pessoas. A pergunta é capacitar quem e para que?

    Imagino que enquanto não se responder tais perguntas, o comércio e o setor de serviços de São João não irão evoluir e possivelmente o trânsito de Campos irá piorar.

    Um abraço

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  2. Oi Alcimar, desculpe, "os gestores Pensam" e não "pensão". tentei corrigir, mas não tenho essa opção.

    Obrigada

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    1. Elza, realmente a resposta desse problema é complexa. Entretanto, você tem razão sobre a questão temporal, ou seja, a visão de curto prazo do governantes e, fundamentalmente, a dificuldade regional em relação a identificação e uso planejado dos recursos locais. Realmente falta conhecimento e envolvimento dos gestores, no que diz respeito, a formulação de políticas públicas de desenvolvimento local.

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