sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Análise retrospectiva da economia na Região Norte Fluminense

Uma análise da retrospectiva de 2011 para a economia da Região Norte Fluminense, apresenta uma boa recuperação do nível de emprego formal, especialmente para os municípios de Campos, Macaé, São Francisco de Itabapoana e São João da Barra. Os investimento exógenos do Complexo Portuário do Açu, os investimentos público e privados na construção civíl, a boa remuneração da cana-de-açúcar e a boa conjuntura econômica do país, possibilitarm tal resultado. Conforme a tabela, Campos gerou um saldo de 7.931 empregos até até novembro de 2011 contra 4.149 empregos em 2010 ou um crescimento ainda parcial de 91,15% neste ano. Macaé registrou um crescimento de 53,39% em 2011 (até novembro), São Francisco apresentou um crescimento (até novembro) de 339,13% e São João da Barra apresentou um crescimento (até outubro) de 207,39% na comparação com o ano de 2010. Cardoso Moreira, Quissamã e São Fidélis destruiram emprego em 2011.

O gráfico apresenta as taxas de investimento dos municípios da região para o ano de 2010 e para 2011 no período janeiro a outubro, exceto São João da Barra, as quais foram atuazadas até agosto de 2011. Nesse indicador o ano de 2011 não será melhor do que o ano de 2010. O município de Campos se apresenta como destaque em ambos os anos. Em 2010 o município investiu R$437.900.667,00 atngindo um nível de investimento de 23,95% das receitas orçamentárias realizadas. Em 2011 (até outubro), a valor do investimento liquidado foi de R$299.290.229,00 ou uma taxa ainda parcial de 18,68%. Os outros municípios dificilmente terão níveis de investimento em 2011 superiores a 2010.

As operações bancárias de contratação de crédito e depósito a prazo, apresentaram uma excepcional dinamica em 2011. A tabela apresenta os saldos das operações para os municípios da Região Norte Fluminese em 2010 e 2011 (até setembro). Campos e Macaé lideram com os maiores saldos nas duas modalidades.

O gráfico apresenta as taxas de crescimento de crédito e depósito a prazo em 2011 com base em 2010. Observe que as variações de depósito a prazo são substancialmente maiores do que as taxas de crescimento das operações de crédito. A região tem gerado riqueza de forma concentrada e a contratação de crédito tem ficado substancialmente abaixo de um padrão compatível com a formação de poupança. Este quadro confirma a teoria centro/periferia, onde regiões periférica geram riqueza mas transfere para as regiões centrais. Essa característica inibe o desenvolvimento interno dessas regiões.

Indicadores econômicos em 2011

O aprofundamento da crise internacional empurrou a bolsa de valores para a pior posição entre as operações financeiras em 2011. A Bovesta caiu 18% no ano, enquanto o dólar, que nesses momentos se fortifica como operação de defesa, apresentou um crescimento de 12,18%. A remuneração média dos Certificados de Depósitos a Prazo (CDB) chegou a 11,60% sem o desconto de Imponto de Renda, enquanto a poupança cresceu 7,43% no ano. A inflação medida pelo Indice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), atingiu 5,10%. O novo Salário Mínimo para janeiro de 2012 será de R$622,00 indicando um crescimento nominal de 14,13% em relação ao último valor e um crescimento real (sem inflação) de 9,20% comparativamente ao valor de dezembbro de 2011.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O outro lado do crescimento econômico

O Brasil é a sexta maior economia do mundo, superando o Reino Unido. Os próprios jornais ingleses fazem essa divulgação. O indicador responsável por esta façanha é o Produto Interno Bruto (PIB) ou a riqueza gerada internamente. É claro que a crise internacional que se iniciou em 2008 exerce um papel fundamental nessa mudança de posição, já que a Europa foi muito afetada.

Entretanto é consenso que mesmo ocupando uma posição de destaque no mundo, somente abaixo dos Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e França, o Brasil precisa evoluir muito até alcançar o padrão europeu de desenvolvimento. Veja que quando o assunto é Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o Reino Unido ocupa a 28o posição entre os 187 países analisados, enquanto que o Brasil ocupa a 84o posição. Na avaliação sobre desigualdade, o Brasil passa para 97o posição.

De qualquer forma, a presente avaliação sobre indicadores importantes ajuda a entender melhor o que ocorre na Região Norte Fluminense, especialmente, São João da Barra, com o advento do complexo portuário do Açu. Aliás, há aproximadamente trinta e cinco anos a região vive sob a dependência do petróleo, sem ter efetivamente construído desenvolvimento socioeconômico. O município de Macaé, sede da indústria petrolífera, experimenta um processo de crescimento econômico com exclusão social, violência e empobrecimento do seu povo.

Recentemente, os investimentos do Complexo Portuário do Açu parecem dirigir o município de São João da Barra para a mesma condição de Macaé. Esses processos são complicados e de difícil entendimento para regiões tão despreparadas, seja política, econômica e socialmente. Assim, como o crescimento do país acentua as desigualdades sociais, São João da Barra vai experimentar um forte processo de crescimento econômico, porém não existe garantia de inserção social. Aliás, o quadro é bem pior por aqui, já que o governo é frágil, a mão-de-obra não apresenta qualificação adequada, as empresas não apresentam capacidade para internalizar externalidades positivas e o ambiente é fraco para combater as externalidades negativas.

Uma conseqüência muita clara é que o processo inflacionário, em decorrência dos investimentos exógenos, afeta potencialmente a classe que não se beneficia do crescimento econômico. Nesse caso, verifica-se o paradoxo da formação de riqueza com aprofundamento da pobreza.

Estrategicamente, políticas públicas de fortalecimento das atividades internas deveriam ter sido formuladas para dotar o ambiente local de maior capacidade integrativa ao novo movimento, além de forte investimento e planejamento na educação de base. Dessa forma, poderia se vislumbrar um crescimento econômico com maior equilíbrio, já que o ambiente interno estaria mais fortalecido e, fundamentalmente, mais capacitado para inibir o processo de exclusão. Observa-se que depois de quatro anos da primeira fase de construção das obras do complexo do Açu, parece que esse receituário não foi considerado.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

PIBpm por setor de atividade na Região Norte Fluminense em 2009

A tabela apresenta os valores do Produto Interno Bruto a preços de mercado (PIBpm) por setor de atividade em 2009. Observe que o setor agropecuário regional representa 24,18% do valor do Estado, enquanto o setor industrial representa 25,62% o setor de serviços 4,38% o setor de administração pública 6,41% o valor de impostos 3,04% e o PIBpm 9,04% do valor total do Estado.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Dom Américo - patrimônio regional

Final de ano, período de festas e, portanto, hora de flexibilizar as rígidas postagens sobre economia e entrar no clima.
Com fotos do meu cunhado Dr. Sérgio Peixoto, compartilho com os meus amigos imagens da bela apresentação do meu amigo de banda, lá do final da década de sessenta e inicio da de setenta, o fabuloso Dom Américo e a Banda União do Operários. Que apresentação! Com a regência do maestro Joel Rosa, os jovens músicos deram um verdadeiro show acompanhando Dom Américo e Mazinho. Parabéns a todos e que outras apresentações desse nível possa abrilhantar nossas noites de verão.



sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Feliz Natal e um próspero Ano Novo

Aos amigos leitores do blog Economia Norte Fluminense, desejo um FELIZ NATAL e um ANO NOVO de realizações e muita saúde.

Um grande abraço

Alcimar Chagas

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Reflexão sobre Capital Social e Desenvolvimento Socioeconômico

Conversas nos corredores da UENF com o meu amigo Rogério Castro motivaram a reflexão sobre o tema Capital Social / Desenvolvimento e a nossa região. Daí uma primeira percepção. Se a evidência de Capital Social num ambiente está na identificação de ações de cooperação, reciprocidade, confiança, respeito às normas e sentimento de pertenciamento; não podemos eliminar a perspectiva de existência de algum grau de Capital Social na região. Por outro lado, a literatura afirma que certo grau de Capital Social potencializa o desenvolvimento local/regional. Neste caso, temos alguns nós a desatar, já que, particularmente, entendo que o aprofundamento do subdesenvolvimento na região é função exatamente da ausência de capital Social.

Para entender o assunto, vamos desvendar alguns pontos. Vou usar São João da Barra como unidade de análise, já que conheço bem algumas práticas que nos ajudarão. Por exemplo, posso afirmar que a população é extremamente solidária e está sempre pronta para atender indivíduos ou famílias em apuros, sendo conhecida ou mesmo estranha à cidade. Já vi casos de proteção total a uma família recém chegada, cujas articulações partiam de um pequeno grupo que levantava fundos e alimentos na comunidade, de maneira a manter esta família sob condições humanas. Outras ações de solidariedade a moradores da cidade são incontáveis, seja através de rifas, bingo, partida de futebol e outras estratégias, sempre em busca do levantamento de recursos para os beneficiários. É importante frisar que nesses casos não existe, definitivamente, qualquer movimento de desvio de recursos. Essa contabilidade sempre fecha perfeitamente.

Outros exemplos vêm da organização social, especialmente, os clubes. Diversas organizações funcionam muito bem, a partir dos esforços de suas lideranças. Destacam-se nesse grupo, o clube da terceira idade que resgatou o ambiente de bailes e a possibilidade de convivência entre os beneficiários; os clubes de veteranos que articulam com a comunidade e conseguem levantar patrimônio, sem a existência de maiores conflitos, etc. Vale lembrar ainda a organização do carnaval, envolvendo Congos e Chinês e outros, que no passado, levantavam os recursos na própria comunidade e as famílias doavam o seu tempo para construir a festa que orgulhava a todos. Outras manifestações como as festas religiosas e culturais, organizadas pelas famílias e inexistentes na atualidade, também seguiam a mesma base de organização.

Finalmente, os grupos religiosos, como sabemos, apresentam uma capacidade extrema de interação com a sociedade e conseguem viabilizar a sua evolução espiritual e patrimonial, tendo como base: credibilidade, confiança e respeito de todos.

Bem, é inegável que o quadro traçado indica um forte contexto de Capital Social. E porque então o mesmo não potencializa desenvolvimento socioeconômico? Se observarmos, em nenhum dos exemplos aparece a figura de governo e a sua liderança por uso do orçamento. Exemplificamos manifestações sociais, esportivas e religiosas autônomas e independentes. Algumas delas, como o carnaval atual e alguns clubes de futebol, do momento em que passaram a receber recursos públicos, mudaram a sua identidade e construíram um novo ambiente próspero para a corrupção e conflitos diversos.

Essa reflexão encaminha para conclusão de que a presença do setor público e o seu empoderamento sobre os grupos da comunidade, com o tempo, construíram uma posição hierárquica trágica, onde a supremacia pública e a total dependência da sociedade a esta esfera, amorteceu o Capital Social existente e criou a cultura de que o público não é de ninguém e, portanto, devemos concorrer a uma parte desses recursos. Desta forma, a solidariedade, a cooperação a reciprocidade e o senso de pertencimento desaparecem e dão lugar a posição de conflitos, alta corrupção e deterioração do tecido social. Como o desenvolvimento depende do orçamento público, o processo fica contaminado pelo estagio de evolução da democracia local/regional.

Acredito que a presente discussão auxilia um melhor entendimento sobre o comportamento atual dos membros da comunidade sanjoanense que não difere das outras comunidades que compõe a região. Assim, a luta pelo desenvolvimento deve continuar, entretanto o grande gargalo está, exatamente, no agente responsável pela condução do mesmo.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Movimento do emprego em novembro nos municípios com mais de 30 mil habitantes na RNF

Os municípios de Campos e São Francisco de Itabapoana começam a sofrer os reflexos do fim da safra de cana-de-açúcar. Em novembro Campos contabilizou um saldo negativo 202 empregos e São Francisco um saldo negativo de 17 empregos. Os saldos acumulados no período de janeiro a novembro, nos municípios com mais de 30 mil habitantes na RNF, são positivos com exceção de São Fidélis que contabilizou um saldo acumulado negativo de 19 empregos no período. Do total de 7.931 empregos gerados em Campos no período, o setor agropecuário gerou 3.483 ou 43,92% do total, o setor de serviços gerou 2.067 ou 26,06% do total e o setor de comércio gerou 1.354 ou 17,07% do total.
O município de Macaé gerou 11.960 empregos no período, assim distruidos: 7.359 ou 61,53% no setor de serviços, 1.648 ou 13,78% na indústria de transformação e 1577 ou 13,19% na construção civil.
O município de São Francisco de Itabapoana, acumulou um saldo positivo de 165 empregos, representados em 68,48% pelo setor agropecuário.
O gráfico apresenta a trajetória dos saldos mensais ao longo do período para Campos e Macaé. A força do setor sucroalcooleiro sobressai nos meses de abril, maio e junho, meses onde os saldos de campos superam os de Macaé em função no inicio e evolução da safra.

sábado, 17 de dezembro de 2011

A dependência econômica dos municípios produtores de petróleo da RNF

A variação do Produto Interno Bruto a preços correntes, nos municípios produtores do petróleo da Região Norte Fluminense, mostra de forma clara a forte dependência a indústria de petrolífera. A movimentação de altos e baixos indica que os municípios não tem nenhum controle sobre a sua economia. Observe que o PIB de Campos apresenta um crescimento de 35,29% em 2006 com base em 2005, um declínio de 8,70% em 2007 com base em 2006, um crescimento de 38,10% em 2008 com base em 2007 e uma queda de 31,03% em 2009 com base em 2008.
O município de Carapebus experimentou um aumento de 23,51% em 2006, uma queda de 8,19% em 2007, um aumento de 21,26% em 2008 e uma queda de 35,06% em 2009.
Macaé apresentou um aumento de 20,00% em 2006, uma queda de 1,25% em 2007, um aumento de 102,77% em 2008 e uma queda de 45,59% em 2009.
Quissamã apresentou um crescimento de 59,53% em 2006, crescimento de 16,12% em 2007, crescimento de 25,85% em 2008 e queda de 47,72% em 2009.
São João da Barra experimentou um crescimento de 38,05% em 2006, queda de 10,09% em 2007, crescimento de 230,56% em 2008 e queda de 24,59% em 2009.
Observe que todos os municípios experimentam uma forte queda em 2009 em função do reflexo da crise internacional e da queda do preço do petróleo no mercado internacioanal.
De forma geral, este quadro acaba ratificando a fragilidade das economias locais e, consequentemente, a inexistência de estratégias para potencializar atividades internas.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A Grande Ilusão do indicador Produto Interno Bruto

Os maiores valores de PIB per capita no Brasil são disponibilizados no gráfico, juntamente com os valores de Campos dos Goytacazes e Macaé, municípios produtores de petróleo no Rio de Janeiro.
Esses valores só confirmam a fragilidade desse indicador, quanto a sua relação com o desenvolvimento econômico. O maior PIB per capita do Brasil pertence ao município de São Francisco do Conde, no Estado da Baia, que tem 33.183 habitantes e muita pobreza. Com um PIB a preços correntes de R$11,4 bilhões, a indústria contribui com 56,60% e o setor de serviços contribui com 31,77%.
O município de Campos dos Goytacazes apresenta o maior PIB a preços correntes na comparação com outros municípios do gráfico. Em 2009 o valor alcançou R$ 19,6 bilhões com 72,79% concentrados na indústria, 24,26% na atividade de serviços e um PIB per capital de R$ 45.117,32 ou somente 12,50% do PIB per capita de São Francisco do Conde.
Na verdade os dois casos são contraditórios, já que o município da Baia gera uma riqueza substancialmente concentrada pelo funcionamento de uma refinaria, enquanto Campos gera uma grande riqueza, oriunda da produção de petróleo em alto mar que não afeta, numa proporção adequada, o bem estar da população.
Esses exemplos só confirmam que o desenvolvimento econômico local não está garantido pelos investimento exógenos em atividades tecnologicamente avançadas, como: petróleo, portos, refinarias, etc., já que os ambientes que recebem esses investimentos normalmente não estão preparados para recebe-los, enquanto que os governos não dispõe de mecanismos para auxiliar a inserção da sociedade ao processo de mudanças estabelecido.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Operações Bancárias em setembro na Região Norte Fluminense

Os valores na tabela apresentam os saldos das operações de crédito, depósito a vista de governo, depósito a vista do setor privado e depósito a prazo em setembro nos municípios da Região Norte Fluminense.
Campos apresentou o maior saldo nas operações de crédito com R$1,2 milhões, seguido por Macaé com R$1,0 milhão. Nos depósitos a vista do setor privado, Macaé atingiu o maior valor ou R$ 251,8 milhões e Campos apresentou um saldo de R$ 220,6 milhões.
O gráfico apresenta a trajetória dos depósitos a prazo no município de São João da Barra. O trimestre julho, agosto e setembro apresentou um forte crescimento e na comparação setembro como mês referência e janeiro como mês base, verificou-se um crescimento de 228,44% .

domingo, 11 de dezembro de 2011

As Prioridades Orçamentárias segundo os Governantes de São João da Barra

Numa contribuição do “Movimento Nossa São João da Barra” ao Programa de Transparência da Gestão Pública, sistematizamos alguns dados da Execução Orçamentário do município de São João da Barra em 2010, de maneira a dar conhecimento à sociedade local que é a real interessada no destino desses recursos.

Os relatórios contábeis depositados na base da Secretaria do Tesouro Nacional indicam que as despesas totais liquidadas neste ano somaram R$ 196.919.626,52 tendo a conta de pessoal e encargos, consumido o valor de R$ 78.519.484,72 ou equivalente a 39,87% do total. Outra informação que chama a atenção nesse grupo de despesas é o item contratação por tempo determinado, cuja soma é de R$ 8.168.966,35 ou 10,40% da conta de pessoal e encargos.

Outras contas sobressaem nesse exercício e merecem uma reflexão mais aprofundada. Por exemplo, a conta auxílio financeiro a estudantes que somou R$ 3.126.887,52 ou 10,98% dos R$ 28.475.237,30 gastos na educação. Outra conta classificada como material de consumo atingiu o valor de R$ 19.778.508,59 ou 157,03% dos R$ 12.595.521,76 gastos em investimento. Complementarmente, o valor de R$ 58.502.374,69 gastos em outros serviços de terceiros – pessoa jurídica, se comparado com alocações de interesse real da sociedade é alarmante. O gasto com material de distribuição gratuita em R$ 3.280.640,61 no exercício também representa um indicador preocupante.

Na composição das Despesas por Função, pode se verificar a hierarquia de prioridades, segundo os governantes no município. Do total contabilizado de despesas por função em R$ 271.897.160,46 neste ano, a Administração ficou com R$ 38.825.364,50 os quais concentrou R$ 32.795.726,70 na Administração Geral. A Ação Social ficou com R$ 12.592.795,10 cujo valor foi concentrado na Assistência Comunitária.

Na Saúde e na Educação, onde existe determinação institucional, foram gastos R$ 42.928.396,10 e R$ 28.475.237,30 consecutivamente. Entretanto, na função Urbanismo o valor contabilizado chegou a R$ 68.969.018,30 os quais foram distribuídos da seguinte forma: R$ 26.880.335,40 para infraestrutura urbana, R$ 20.316.180,30 para serviços urbanos e R$ 21.772.502,40 para outras subfunções.

Em contra partida, para Saneamento Básico foram destinados R$ 7.523.918,60 e para Ciência e Tecnologia o valor contabilizado foi R$ 0,00. Na função Comércio e Serviços, o valor de R$ 12.277.874,30 foi concentrado na atividade de Turismo, enquanto a função de Transporte recebeu o valor de R$ 19.730.738,30 cuja modalidade Transporte Rodoviário recebeu R$ 11.993.861,90 e a modalidade “Diversos” recebeu R$ 7.736.876,40 ou quase o mesmo valor contabilizado em Saneamento Básico.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Emprego formal por setor de atividade em São João da Barra

Analisando o trabalho de monografia das graduandas em Engenharia de produção da UENF, Lara Pessanha e Nayara Gomes, isolei os indicadores desagregados de trabalho por setor de atividade em São João da Barra e mais uma vêz fiquei estarrecido.
Observe o gráfico que apresenta a participação percentual do trabalho formal por setor de atividade no município. Com o advento do Porto do Açu, cujas obras iniciaram no final de 2007, a curva do setor de construção civil começa a subir. Em 2006 este setor apresentou uma participação percentual de 7,04% no emprego total do município, ampliando a sua participação para 13,58% em 2007, evoluindo para 24,32% em 2008, alcançando o seu pico em 2009, onde a participação do setor chegou a 27,82% do total do emprego, declinando para 23,62% em 2010. Essa trajetória dinâmica representa um indicar, a princípio, importante e esperado, já que ocorreram investimentos maciços de construção pesada nesse período. O que chama atenção é que esse aumento de participação do setor de construção civil deveria refletir em uma maior participação do emprego no comércio. Mais trabalhadores, mais renda e, portanto, uma maior pressão sobre o comércio local, não é? Não, observa-se um forte marasmo na atividade comercial que pode ser comprovada pela trajetória da curva do comércio varejista. Em 2005, a participação do comércio era 12,33% no emprego total, declinando para 11,12% em 2006, para 10,09% em 2007, para 9,73% em 2008, para 9,54% em 2009 e para 8,11% em 2010.
Para onde essa massa de renda adicional está se dirigindo? Fica claro ai que esse tipo de investimento gera externalidades positivas, porém não garante que o local as internalize. É necessário o exercício da ação coletiva, elemento inexistente localmente, assim como, não se verifica uma ação mais coordenada do governo no que diz respeito a dotar o ambiente das condicionantes essencias.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A crise econômica internacional freia a economia brasileira



O IBGE divulgou os indicadores do Produto Interno Bruto - PIB do Brasil, no terceiro trimestre de 2011. Com crescimento 0,0% em relação ao trimestre imediatamente anterior, o setor industrial apresentou a maior queda, -0,9% seguido pelo consumo do governo com -0,7%. O destaque ficou por conta do setor agropecuário que cresceu 3,2% no período.

A indústria, fundamentalmente, sofre com a valorização do dólar, já que apresenta duficuldade competitiva no comércio internacional, além da crise econômica que se espalha pela Europa e Estados Unidos. Quanto ao setor agropecuário, a concorrência não é tão agressiva internacionalmente e o Brasil tem uma forte vantagem comparativa e competitiva.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Programa Cidades Sustentáveis é discutido na Câmara Municipal de São João da Barra

A Rede Nossa São Paulo, Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis e o Instituto Ethos, com apoio da Câmara Municipal de São João da Barra e do Movimento Nossa São João da Barra, promoveram palestra sobre o Programa Cidades Sustentáveis, com o professor George Winnik, na sede do Legislativo nesta segunda.
Segundo o palestrante, o Programa Cidades Sustentáveis tem o objetivo de sensibilizar, mobilizar e oferecer ferramentas para que as cidades brasileiras se desenvolvam de forma econômica, social e ambientalmente sustentável. Através de vídeo e uma bela explanação, George Winnik apresentou cidades no Brasil e no mundo que implementaram práticas sustentáveis de desenvolvimento, alcançando pleno êxito. No caso de São João da Barra o desafio é grande, porém o exercício de boas práticas, no campo da ação conjunta, pode contribuir para que o município não repita os exemplos perversos, como o da vizinha cidade de Macaé. Ficou claro nas diversas intervenções que o crescimento econômico não deve ocorrer a qualquer custo. Os reflexos negativos devem ser avaliados, especialmente em casos de investimentos pesados em ambientes frágeis, como o que ocorre com o complexo portuário do Açu em São João da Barra.
O debate posterior a palestra contou com intervenções importantes do presidente do Movimento Nossa São João da Barra Alcimar Chagas, do presidente da Câmara Gerson Crispim, do diretor da Revista Sócioambiental Martinho Santafé e do representante da UENF professor Hamilton Garcia. A platéia também apresentou boas intervenções valorizando o debate.

IPC-1 avança em novembro em Campos dos Goytacazes

A inflação da cesta básica no município de Campos dos Goytacazes, IPC-1, apresentou avanço no mês de novembro, seguindo a tendência nacional. De acordo com os cálculos realizados, os preços dos alimentos que compõem a refeição diária dos campistas tiveram um aumento de 1,01 % no mês de novembro, o maior desde setembro, quando o índice começou a ser calculado.

Dos 33 produtos que foram escolhidos para compor a cesta básica, a carne de segunda e o leite foram os que revelaram maior avanço ponderado, ou seja, contribuíram mais para o aumento dos preços por terem um peso maior no consumo das famílias, tendo um acréscimo de 2,4% e 4,2% respectivamente.

Outras variações importantes foram do alho, 5,29%, do papel higiênico, 11,5%, e do detergente líquido, 1,9%.

No trimestre setembro-outubro-novembro, a inflação acumula alta de 0,89%. O gráfico acima demonstra este crescimento aplicado a cada cem reais gastos com alimentação básica desde o mês de agosto:

O mesmo gráfico demonstra, portanto, que para cada 100 reais que o consumidor gastou no fim de agosto com alimentos básicos, no fim de novembro ele teria que desembolsar R$ 100,89.

Embora a evolução do IPC-1 pareça relativamente modesta, é relevante ressaltar o aumento mais acelerado no mês de novembro, que embora característico de fim de ano, deve ser acompanhado cuidadosamente para que seja comprovada, ou não, a influência majoritária da estação de festas sobre a evolução dos preços.

Por Rômulo Rodrigues

sábado, 3 de dezembro de 2011

Comércio exterior de minério em 2011

Novembro contabilizou uma boa recuperação do volume de minério embarcado para o exterior. O crecimento foi de 14,22% em relação a outubro, enquanto a receita em dólares caiu 3,36% no mesmo período, em função da retração no preço. O volume embarcado em novembro de 2011 foi maior 28,48% do volume embarcado em novembro de 2010, enquanto a receita deste ano foi maior 35,77% do que a receita de novembro de 2010.

O gráfico apresenta a trajetório dos preços praticados nos meses de janeiro a novembro nos anos de 2010 e 2011. Apesar do preço ter sido mantido acima em relação a 2010, observa-se que o ano de 2011 não apresentou a força de crescimento do ano passado. Em novembro foi verificado a menor diferença entre os preços ao longo do ano.

Comércio exterior do açúcar em bruto brasileiro

A exportação de açúcar em bruto no mês de novembro apresentou uma leve recuperação em relação a outubro. O volume embarcado cresceu 3,27% e a receita cresceu 6,51%. Na comparação com novembro de 2010, observa-se um queda de 17,4% no volume embarcado em novembro de 2011, enquanto a receita em dólares apresentou um crescimento de 5,58% em função da valorização do preço em 27,8% neste ano.


O gráfico apresenta a trajetório do preço médio do açúcar em bruto praticado nos meses de janeiro a novembro de 2011 no mercado externo. Observa-se uma trajetória de crescimento constante a partir do mês de julho.




sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Conhecendo o Programa Cidades Sustentáveis

Reforçamos o convite para a palestra sobre o "Programa Cidades Sustentáveis" que será realizada no dia 5 de dezembro (segunda feira) as 17 horas, na Câmara Municipal de São João da Barra.
Vejo esta ação como uma grande oportunidade para o cidadão sanjoanense refletir sobre o ambiente em que ele vive e, fundamentalmente, refletir sobre o seu papel na sociedade, seus direitos e obrigações.
Participem, o futuro de nossos familiares e amigos depende de nossa intervenção no presente.