PROEX-UENF PARTICIPA DE MISSÃO PARA TRNSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA DA SUIÇA

Ação da Pró-Reitoria de Extensão da UENF reuniu neste fim de semana, na cidade de Salvador – BA, pesquisadores da mesma universidade e pesquisadores da Suíça, além de empresários baianos e do Estado Rio de Janeiro, para discutir estratégias de transferência de tecnologia para o Brasil. A tecnologia, desenvolvida pelos pesquisadores Jean-Pierre Steffen e Constantin Santoli, foi apresentada aos professores da UENF Paulo Nagipe, Alcimar das Chagas Ribeiro e Luis Humberto Castillo, sob a observação dos empresários, com objetivo de sua disseminação no país. A presente tecnologia apresenta um perfil de múltiplos usos e possibilita business no setor agropecuário, no setor de saúde, metal mecânico, eletromecânico, etc.
Ainda em estagio experimental, a tecnologia já apresenta resultados consistentes em pesquisas empíricas realizadas na Suíça, Espanha, Portugal, França, Alemanha, Grécia e Itália, especialmente em business do setor agropecuário, enquanto que no Brasil as primeiras operações começam a acontecer em Salvador. Um importante passo no momento é a replicação no Brasil das mesmas pesquisas já realizadas no país de origem, de forma a verificar o comportamento das variáveis analisadas no contexto dos resultados.

Confirmadas as possibilidades e resultados encontrados nas pesquisas feitas nos países europeus, será dado inicio a formulação de projetos individuais, segundo cada business definido. Com as devidas avaliações de viabilidade técnica e econômica, os processos operativos podem trazer consistentes transformações nesses setores de atividades. Estes projetos, por comum acordo entre empresários e pesquisadores, na sua maioria, serão estabelecidos no âmbito da pesquisa aplicada e participativa, ou seja, diretamente com o público alvo da sua utilização. Neste caso, a PROEX-UENF através da Escola de Extensão, pelo seu caráter inovador, visão do desenvolvimento sustentável, preservação do meio ambiente e educativo, utilizará o modelo de UDSIPAS – Unidade Demonstrativa de Sistemas Integrados de Produção Agroecologica Sustentável para dar início a os testes da tecnologia.
Esse conjunto de estratégias define um formato de intervenção da universidade na economia real, o qual está amparado nos principais fundamentos da Extensão universitária e o seu caráter indissociável do ensino e da pesquisa.

Comentários

  1. Oi Professor, que boa notícia. Ficarei na torcida de que este seja o primeiro de muitos projetos no qual a universidade participa na economia.

    Abs

    Elza Campos

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  2. É isso Elza. Temos uma longa estrada para evoluir. Abraços, Alcimar

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Muito interessante o projeto, Alcimar! Precisamos de mais iniciativas nesse sentido.

    Abs

    Teresa Amaro

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  5. É verdade Tereza, a universidade tem um papel fundamental no processo de transformação socioeconômico. Entretanto, no Brasil esse entendimento ainda se dá muito lentamente. Precisamos ousar no que diz respeito a intervenções dessa natureza. Só dessa forma construiremos conhecimentos importantes para o desenvolvimento local/regional enacional.

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  6. Olá, Professor, visto que a ''universidade tem um papel fundamental no processo de transformação socioeconômico'', percebe-se a necessidade tanto das universidades quanto empresas em possuírem um ambiente propício ao desenvolvimento de pesquisas e inovação. Com isso, a “tríplice hélice” precisa funcionar de forma coordenada, dentro de uma estrutura sólida, gerando um modelo de inovação que dê suporte a um real desenvolvimento regional. Que estas iniciativas continuem!

    Att,
    Marta Barros

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  7. Olá Marta, o ambiente socioeconômico em paises e regiões em desenvolvimento costuma apresentar uma estrutura de capital social insuficiênte para induzir o processo de desenvolvimento. A ação coletiva, elemento essesncial para potencializar a absorção de externalidades positivas não se configura de forma mais abrangente e predomina o individualismo nas relações econômicas. Esse processo reflete negativamente no intrelaçamento das hélices (Governo-Indústria-Universidade), já que fragilidades democraticas inibe uma visão mais madura do Governo, a presença de um modelo antigo de universidade não permite um olhar empreendedor na Universidade e o perfil individualista do empresário inibe a um melhor estagio competitivo da indústria.
    Ainda existe uma longa estrada para caminharmos em direção ao um estagio exitoso.

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