O perfil da renda nos municípios produtores de petróleo na Região Norte Fluminense

Veja os indicadores de renda apresentado pelo censo de 2010 realizado pelo IBGE, para os municípios produtores de petróleo na Região Norte Fluminense. Considerando o grupo de pessoas de 10 anos ou mais de idade por classe de rendimento mensal, a tabela apresenta os percentuais do grupo e o seu nível salarial. Numa análise do percentual do grupo com renda até 1/2 salário mínimo a 2 salários mínimos e do grupo sem rendimento, podemos observar o seguinte:
Em Campos dos Goytacazes, o grupo com renda até 2 sm representa 48,08%, enquanto que o grupo sem renda representa 38,69%. Ou seja, a soma considerando os dois parâmetros representa 86,66% do total. Resumindo, 86,66% do grupo de pessoas de 10 anos ou mais no município compoem o grupo com renda mensal até 2 SM e o grupo sem renda.
Em Carapebus, 46,75% tem renda até 2 sm e 38,17% não tem renda, ou seja, soma de 84,92% do grupo.
Em Macaé, 39,81% tem renda até 2 sm e 35,32% não tem renda, ou seja, soma de 75,13% do grupo.
Em Quissamã, 49,41% tem renda até 2 sm e 37,99% não tem renda, ou seja, soma de 87,40% do grupo.
Em São João da Barra, 50,99% tem renda até 2 sm e 38,69% não tem renda, ou seja, soma de 89,68% do grupo.

O gráfico apresenta o percentual total da soma dos grupos sem renda e com renda a té 2 SM. São João da Barra oferece o pior resultado, já que o percentual de 89,86% é o maior entre os municípios produtores de petróleo, seguido por Quissamã com 87,40%, Campos com 86,66%, Carapebus com 84,92% e Macaé com 75,13%, o melhor resultado entre os outros municípios.


Comentários

  1. São João da Barra sempre com destaques negativos, em relação ao emprego, mesmo com a obra do porto estamos bem estabilizados, não aumentou de forma tão grande assim. Só a ARG, principal contratante, deve demitir até o fim de ano cerca de 400 funcionários. O nível de renda claro que melhorou, pessoas melhoraram suas vidas sim, mas diante dos impactos presentes e dos que estão por vim ainda deixa muito a desejar, principalmente porque a cidade não investe o que deveria investir na educação básica, de nível médio e técnico (parcerias entre todas as esferas de governos deveriam ser bem maiores do que as existentes).

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  2. É Denis, as ocupações com os maiores salários são destinados aos profissionais que vem de fora e as ocupações menos nobres são destinadas aos trabalhadores locais. Esse processo tende a evoluir, refletindo na fragilização social, quer dizer,avanço da pobreza.

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