segunda-feira, 28 de novembro de 2011

PROEX-UENF PARTICIPA DE MISSÃO PARA TRNSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA DA SUIÇA

Ação da Pró-Reitoria de Extensão da UENF reuniu neste fim de semana, na cidade de Salvador – BA, pesquisadores da mesma universidade e pesquisadores da Suíça, além de empresários baianos e do Estado Rio de Janeiro, para discutir estratégias de transferência de tecnologia para o Brasil. A tecnologia, desenvolvida pelos pesquisadores Jean-Pierre Steffen e Constantin Santoli, foi apresentada aos professores da UENF Paulo Nagipe, Alcimar das Chagas Ribeiro e Luis Humberto Castillo, sob a observação dos empresários, com objetivo de sua disseminação no país. A presente tecnologia apresenta um perfil de múltiplos usos e possibilita business no setor agropecuário, no setor de saúde, metal mecânico, eletromecânico, etc.
Ainda em estagio experimental, a tecnologia já apresenta resultados consistentes em pesquisas empíricas realizadas na Suíça, Espanha, Portugal, França, Alemanha, Grécia e Itália, especialmente em business do setor agropecuário, enquanto que no Brasil as primeiras operações começam a acontecer em Salvador. Um importante passo no momento é a replicação no Brasil das mesmas pesquisas já realizadas no país de origem, de forma a verificar o comportamento das variáveis analisadas no contexto dos resultados.

Confirmadas as possibilidades e resultados encontrados nas pesquisas feitas nos países europeus, será dado inicio a formulação de projetos individuais, segundo cada business definido. Com as devidas avaliações de viabilidade técnica e econômica, os processos operativos podem trazer consistentes transformações nesses setores de atividades. Estes projetos, por comum acordo entre empresários e pesquisadores, na sua maioria, serão estabelecidos no âmbito da pesquisa aplicada e participativa, ou seja, diretamente com o público alvo da sua utilização. Neste caso, a PROEX-UENF através da Escola de Extensão, pelo seu caráter inovador, visão do desenvolvimento sustentável, preservação do meio ambiente e educativo, utilizará o modelo de UDSIPAS – Unidade Demonstrativa de Sistemas Integrados de Produção Agroecologica Sustentável para dar início a os testes da tecnologia.
Esse conjunto de estratégias define um formato de intervenção da universidade na economia real, o qual está amparado nos principais fundamentos da Extensão universitária e o seu caráter indissociável do ensino e da pesquisa.

Emprego Formal nos municípios com menos de 30 mil habitantes na RNF

O emprego formal sofreu uma pequena desaceleração em outubro com base em setembro, nesse grupo de municípios. Somente três dos cinco municípios geraram empregos líquidos no acumulado do ano. São João da Barra mantém a liderança com 790 empregos criados no período de janeiro a outubro, Conceição de Macabu gerou 95 empregos e Carapebus gerou 84 empregos líquido no mesmo período. Os municípios de Cardoso Moreira e Quissamã destruiram emprego no período, ou seja, os desligamentos superaram as admissões.

O gráfico ao lado apresenta a trajetória de emprego formal em São João da Barra nos meses de janeiro a outubro de 2011. Observa-se uma desacerelação em setembro e outubro, mesmo que a performance nesse final do ano seja melhor do que a performance do final do ano passado.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Royalties em novembro na Região Norte Fluminense

Em novembro foi verificado um aumento de 6,09% na receita de royalties na Região Norte Fluminense. A participação da região em relação ao total do Rio de Janeiro saiu de 45,45% para 46,31% no mês. Campos recebeu R$49,4 milhões no mês e R$508,7 milhões no ano; Macaé recebeu R$36,8 milhões no mês e R$372,6 milhões no ano e São João da Barra recebeu R$11,7 milhões no mês e R$117,6 milhões no ano.


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Emprego em outubro nos municípios com mais de 30 mil hab na RNF

A movimentação do emprego formal em outubro nos municípios com mais de 30 mil habitantes, na Região Norte Fluminense, é apresentada na tabela ao lado. Campos dos Goytacazes gerou 336 empregos líquidos no mês e um acumulado de 8.008 empregos no ano. Deste, 3.568 ou 44,56% foram gerados no setor agropecuário; 2.007 empregos ou 25,06% foram gerados no setor de serviços; 1115 empregos ou 13,92% foram gerados no comércio e 876 empregos ou 10,94% foram gerados na indústria de transformação.
Macaé gerou 738 empregos no mês e 11.103 empregos no ano. Deste, 7.115 ou 64,08% foram gerados pelo setor de serviços; 1.254 empregos ou 11,29% foram gerados na construção civil e 1.658 empregos ou 14,93% foram gerados na indústria de transformação.
São Fidélis destruiu 32 empregos no mês e destruiu 23 empregos no ano.
São Francisco de Itabapoana, destruiu 42 empregos no mês e criou um saldo acumulado de 782 empregos no ano. Deste, 734 ou 93,86% foram criados no setor agropecuário e 37 empregos ou 4,73% foram criados no setor de serviços.

O gráfico ao lado apresenta a trajetória do emprego formal mensal para os municípios de Campos e Macaé. Observe que o início da safra de cana-de-açúcar coloca Campos em vantagem sobre Macaé, porém no decorrer do período, Macaé, por sua regularidade na geração de emprego, recupera a sua supremacia.

domingo, 20 de novembro de 2011

Perfil da renda - Correção no número de Campos dos Goytacazes

Estou anexando uma nova postagem sobre o perfil da renda nos municípios produtores de petróleo da RNF, em função de uma pequena diferença nos números de Campos de Goytacazes, alertada pelo meu amigo Sidney Salgado. Peço desculpas pelo erro e aproveito para ampliar a informação sobre o assunto. Do universo populacional de 10 anos ou mais em Campos, cuja soma é de 396.652 indivíduos, 177.707 ou 44,80% tem renda até 2 sm e 160.691 indivíduos ou 40,51% não tem rendimento. A soma dos dois grupos é de 85,31% do universo analisado.
Em Carapebus, para o universo é de 11.477 indivíduos, 5.366 indivíduos, ou 46,75% tem renda até 2 sm e 4.381 indivíduos ou 38,17% não tem rendimento. A soma dos dois grupos é de 84,92% do universo analisado.
Em Macaé, para o universo é de 175.857 indivíduos, 70.015 indivíduos ou 39,81% tem renda até 2 sm e 62.116 indivíduos ou 35,32% não tem rendimento. A soma dos dois grupos é de 75,13% do universo analisado.
Em Quissamã, para o universo é de 17.225 indivíduos, 8.509 indivíduos ou 49,40% tem renda até 2 sm e 6.544 indivíduos ou 37,99% não tem rendimento. A soma dos dois grupos é de 87,39% do universo analisado.
Em São João da Barra, para o universo é de 28.411 indivíduos, 14.486 indivíduos ou 50,99% tem renda até 2 sm e 10.991 indivíduos ou 38,69% não tem rendimento. A soma dos dois grupos é de 89,68% do universo analisado.

sábado, 19 de novembro de 2011

O perfil da renda nos municípios produtores de petróleo na Região Norte Fluminense

Veja os indicadores de renda apresentado pelo censo de 2010 realizado pelo IBGE, para os municípios produtores de petróleo na Região Norte Fluminense. Considerando o grupo de pessoas de 10 anos ou mais de idade por classe de rendimento mensal, a tabela apresenta os percentuais do grupo e o seu nível salarial. Numa análise do percentual do grupo com renda até 1/2 salário mínimo a 2 salários mínimos e do grupo sem rendimento, podemos observar o seguinte:
Em Campos dos Goytacazes, o grupo com renda até 2 sm representa 48,08%, enquanto que o grupo sem renda representa 38,69%. Ou seja, a soma considerando os dois parâmetros representa 86,66% do total. Resumindo, 86,66% do grupo de pessoas de 10 anos ou mais no município compoem o grupo com renda mensal até 2 SM e o grupo sem renda.
Em Carapebus, 46,75% tem renda até 2 sm e 38,17% não tem renda, ou seja, soma de 84,92% do grupo.
Em Macaé, 39,81% tem renda até 2 sm e 35,32% não tem renda, ou seja, soma de 75,13% do grupo.
Em Quissamã, 49,41% tem renda até 2 sm e 37,99% não tem renda, ou seja, soma de 87,40% do grupo.
Em São João da Barra, 50,99% tem renda até 2 sm e 38,69% não tem renda, ou seja, soma de 89,68% do grupo.

O gráfico apresenta o percentual total da soma dos grupos sem renda e com renda a té 2 SM. São João da Barra oferece o pior resultado, já que o percentual de 89,86% é o maior entre os municípios produtores de petróleo, seguido por Quissamã com 87,40%, Campos com 86,66%, Carapebus com 84,92% e Macaé com 75,13%, o melhor resultado entre os outros municípios.


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A prática de empresas e governos interessados em minimizar impactos ambientais de investimentos produtivos

Imagem do Jornal o Globo de hoje, apresenta a dimensão real do problema relativo ao vazamento de óleo do campo do Frade na Bacia de Campos no Norte Fluminense.

A lição que fica é que existe uma prática muito comum entre as empresas que desenvolvem seus projetos econômicos, a partir da exploração de recursos naturais, de minimizar ou esconder o efetivo dano ambiental, consequente de suas atividades econômicas. No diz respeito a pretróleo, o exemplo de danos no golfo do México é um grande exemplo e agora no Brasil a prática se repete. A Chevron, empresa responsável pelo problema, indica que o vazamento equivale a 65 barris dia ou 650 barris nos dez dias de vazanento, enquanto que especialistas calculam 3.738 barris dia ou 15 mil barris no período. Para complementar o quadro de mentiras, o ministro Edson Lobão considera o vazamento como residual.

Toda essa experiência é importante para ajudar a região a ter um posicionamento diferente do que vem tendo em relação aos investimentos anunciados do complexo industrial do porto do Açu. Neste caso, os possíveis impactos vem sendo também minimizados pela empresa e pelos governo estadual e municipal. É preciso ficar alerta!

domingo, 13 de novembro de 2011

A UENF debate o Complexo Portuário do Açu no encerramento da semana acadêmica 2011

Da Assessoria de comunicação da UENF


A mesa-redonda “A UENF e o momento de transformação regional: Complexo do Açu” encerrou, na manhã desta sexta, 11/11, a III Semana Acadêmica Unificada da UENF, iniciada segunda-feira, 07/11. Após a mesa-redonda, foi realizada a cerimônia de premiação dos quatro melhores trabalhos apresentados na sessão de painéis do Evento Unificado das Licenciaturas, realizado na última quarta.

Como participante da mesa e responsável pelo convite a empresa LLX para o presente debate, mais uma vez não consegui ter o prazer da presença do mesmo para discutir o porto do Açu num contexto mais ampliado, especialmente, no diz respeito a condição essencial de inserção da sociedade nesse novo momento de transformação, por conta dos volumosos investimentos. Porém, mesmo sem a LLX, comprovamos que a universidade é o espaço adequado para dar vida a um forum permanente de discussões sobre esse momento.

Na ocasião, juntamente com os professores Hamilton Garcia, Édson Correia e Almy Junior, conduzimos um amplo debate, onde as oportunidades e ameaças foram acentuadas. Evidente ficou também que a empresa não tem nenhum interesse nesse tipo de discussão, onde questões relacionadas as grandes ameaças socioeconômicas sobressaem. Talvez o ideal seja a propaganda institucional planejada, de acordo com as mazelas do ambiente, e as ações pontualizadas de cunho paternalista e populista que são trabalhadas pelo empreendedor.

De qualquer forma, continuaremos a divulgar as condições históricas da região, que são incompatíveis com o processo de transformação modernizante como a que constitui, assim como os indicadores relativos aos quatro anos de construção do Porto, os quais não confirmaram toda a divulgação da empresa e do governo. Existe uma acentuada diferença entre a propaganda e o que se verificou de fato.

Com o afastamento da empresa e do governo a discussões dessa natureza, perdemos a oportunidade de trabalhar estratégias positivas em direção a um melhor equilíbrio entre o avanço da modernidade proposta pelo complexo e a evolução das atividade tradicionais e históricas da região.

sábado, 12 de novembro de 2011

Valores de Royalties e Participações atualizados em 2011

A tabela apresenta os valores de royalties e participações especiais transferidos para os municípios produtores de petróleo na Região Norte Fluminense em 2011. Campos Goytacazes lidera com um valor acumulado de R$1,0 bilhão. Este valor representa 55,56% do valor das receitas correntes previstas para todo o ano de 2011. Macaé aparece em segundo lugar com um valor acumulado de R$372,9 milhões ou 28,38% das receitas correntes previstas para 2011. São João da Barra com uma receita agregada de R$210,1 milhões ou 54,64% das receitas correntes previstas para 2011, enquanto Quissamã recebeu R$70,6 milhões ou 36,81% das receitas correntes previstas e Carapebus com R$ 24,8 milhões, equivalentes a 35,08% das receitas correntes previstas para o ano de 2011.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Lançamento de livro



Divulgamos o lançamento do livro do professor Décio Coimbra que apresenta uma abrangente discussão sobre o tema Dinâmica Competitiva Evolucionária.
Trata-se de uma excelente literatura para os cursos de Engenharia de Produção, Economia e Administração de Empresas.


terça-feira, 8 de novembro de 2011

A importância da articulação e fortalecimento do conhecimento científico como estratégia de desconcentração de poder na sociedade

A minha percepção é de que vivenciamos uma triste onda de desqualificação do conhecimento científico numa grande parte do Estado do Rio de Janeiro, fundamentalmente, na região Norte Fluminense. Tenho acompanhado estarrecidamente, propostas de debates sobre o futuro socioeconômico da região, em função dos grandes investimentos exógenos, cujos atores envolvidos são somente os políticos da região. Em algumas vezes, aparece uma entidade de classe liderando o processe, também descartando o conhecimento científico compatível com a temática.

O mesmo tem acontecido em relação ao complexo tema royalties de petróleo, cujas implicações afetam toda a estrutura orçamentária, o que obrigatoriamente exige um sofisticado conhecimento para um melhor entendimento da questão em busca de soluções plausíveis. Adianto que não se trata de querer impor uma posição de representatividade da classe acadêmica, na verdade qualquer indivíduo sabe que o contexto em que vivemos exige um nível de profissionalização cada vez forte no trato das diferentes atividades desenvolvidas pela humanidade. Especialmente no que diz respeito à gestão de recursos públicos, cujos reflexos, positivos ou negativos, afetam diretamente a população, necessitando cuidados redobrados. Acredito não existir oposição a esse pensamento.

Entretanto, parece que o processo de forte transformação, em andamento na região, tem fortalecido um comportamento que provoca a corrida em direção a um ponto de liderança coorporativa ou individual em detrimento de um comportamento coletivo, o qual, estrategicamente, poderia gerar resultados muito mais nobres para a sociedade.

Contrariamente a esse comportamento, é necessário compreender que a visão clara estabelecida na ótica da concorrência entre os diversos agentes e atores na sociedade só garante a supremacia a quem detém o poder em uma sociedade desestruturada, personalista, desinteressada e passiva como a nossa. Neste caso, o empreendedor capitalista que, competentemente, constrói uma rede de interessados, cujas ações privadas se confundem com as ações públicas, capitaneadas pelo grupo políticos no poder, garantindo o êxito de sua trajetória em direção ao lucro. Conseqüentemente, o grupo da sociedade por não participar dessa rede fica totalmente excluído do processo.

Bem, esta situação me faz pensar que o caminho da integração do conhecimento, ai vai o formal e o informal, deve ser refletido como uma estratégia fundamental de combate ao perverso quadro que está instalado na região. Entendo que, fundamentalmente, a universidade ainda não está preparada para entender tal processo, já que esse comportamento fica muito evidente no conceito de universidade empreendedora da Europa avançada. Porém, acredito num movimento informal que congregue professores e pesquisadores envolvidos em diversas áreas do conhecimento, como o perfil próprio da integração ciência tecnologia extensão e que sejam desprovidos de vaidades, além de plena consciência de que somente a cooperação e a reciprocidade podem potencializar a evolução individual e coletiva.

domingo, 6 de novembro de 2011

O desenvolvimento municipal visto pela ótica da Firjan

A Firjan divulgou o índice Firjan de desenvolvimento municipal para todos os municípios do Brasil, edição 2011, ano base 2009. Segundo a metodologia utilizada, cujo parâmetro de avaliação vai de 0 a 1, os municípios com índice superior a 0,8 tem alto desenvolvimento; os municípios com índice entre 0,6 a 0,8 tem desenvolvimento moderado; os municípios com índice entre 0,4 a 0,6 tem desenvolvimento regular e município com índices abaixo de 0,4 tem baixo desenvolvimento. Os cálculos são realizados sobre as atividades de Educação, Saúde e Emprego e Renda.
A figura acima apresenta os índices para os municípios da Região Norte Fluminense, os quais colocam Macaé como o único município na região com alto desenvolvimento. Os outros municípios apresentam um estágio de desenvolvimento moderado. Na verdade, este aparente resultado que poderia ser chamado de razoável, foi possível porque os indicadores da saúde ficaram na faixa de alto desenvolvimento. Será que a região merece essa avaliação? Por exemplo, São Fidélis apresentou o índice 0,9098 na saúde, o maior índice desta modalidade na região.
Importante observar são os resultados na função de emprego e renda. Nesta modalidade, pode-se observar a fragilidade sócioeconômica regional. Somente Macaé e São João da Barra, com índices 0,7464 e 0,6559 sucessivamente, alcançaram a condição de desenvolvimento moderado. Os municípios de Campos e Quissamã apresentaram desenvolvimento regular, enquanto que Carapebus, Cardoso Moreira, Conceição de Macabu, São Fidélis e São Francisco de Itabapoana, alcançaram um estagio de baixo desenvolvimento.
Aleatoriamente, escolhemos dois municípios para comparação, são eles: Baruru em São Paulo e Londrina no Paraná. Os dois municípios apresentaram alto padrão de desenvolvimento nas três funções. Bauru (0,9118 em educação; 0,9011 em saúde; 0,8516 em emprego e renda e 0,8882 no índice geral), enquanto que Londrina obteve (0,8278 em educação; 0,9473 em saúde; 0,8316 em emprego e renda e 0,8689 no índice geral).

Parece que petróleo não é tudo!

Movimentação do minério de ferro no comércio exterior

O volume de minério de ferro embarcado para o exterior caiu 7,48% e a receita em dólares caiu 6,99% em outubro com base em setembro deste ano. Na comparação com o mesmo mês de 2010, verifica-se uma queda de 7,88% no volume negociado, apesar do preço ter sido maior 20,04% em 2011.



O gráfico ao lado, apresenta a trajetória dos preços praticados nos meses de janeiro a outubro de 2010 e de 2011. Apesar do crescimento dos preços em 2011, a partir de maio foi observado uma certa estabilização, diferentemente do ocorrido em 2010, onde em outubro foi verificado uma queda mais perceptiva.

sábado, 5 de novembro de 2011

Negócios com açúcar em bruto em outubro no exterior

A exportação de açúcar em bruto brasileira declina em volume em toneladas e valor em dólar em outubro, com base em setembro. O volume embarcado caiu 11,54% e a receita caiu 10,71%, enquanto o preço cresceu 0,94%. A trajetória de crescimento contínua do volume embarcado e receita no período de janeiro a agosto, foi interrompida com queda em setembro e outubro.



O gráfico apresenta a trajetória do preço médio de comercialização no período de janeiro a outubro. Observa-se que o crescimento no mês de outubro desacelerou na comperação com os três meses anteriores.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Agricultura em São João da Barra: dicotomia entre discurso e resultado

Os indicadores sobre a agricultura, atualizados pelo IBGE para 2010, mostram uma atividade em declínio no município de São João da Barra. Conforme a tabela a seguir, dos 4.539 hectares colhidos na atividade de lavoura temporária em 2005, sobrou em 2010 uma área colhida de 3.493 hectares, o que significa dizer, menos 23,04% ou a mesma proporção de ociosidade produtiva nesta categoria agrícola. Deste total, a cana-de-açúcar ocupa 93,04% sobrando uma área equivalente 243 hectares para as outras atividades. O abacaxi, segunda cultura mais importante nesta modalidade, apesar de melhorar a produtividade e se beneficiar da evolução do preço de comercialização, perdeu 40 hectares de área colhida em 2010. A tabela apresenta a relação das culturas e suas respectivas áreas em hectare no período de 2005 a 2010.

O gráfico a seguir apresenta a trajetória do rendimento médio das principais culturas no período estudado. Observe que somente a cultura do abacaxi melhorou a sua produtividade em 2010, entretanto, sem alcançar a sua condição de 2005 e 2006. Aliás, diversos convênios técnicos têm sido amplamente divulgados entre o governo local a UFRRJ e a empresa LLX. O projeto Vila da Terra, recém inaugurado, é fruto dessas iniciativas, o que reforça a tese de que as medidas compensatórias de fortalecimento da agricultura, em função da obras do porto do Açu, precisam ser discutidas com uma maior abrangência técnica.

Outra modalidade, a de cultura permanente, é pouco expressiva em termos de área. Em 2010 a cultura do côco-da-baia representou uma área colhida de 90 hectares e a goiaba representou uma área colhida de 70 hectares. No caso do côco-da-baia, observou-se um aumento de rendimento em torno de 30% em 2010, enquanto que o cultivo da goiaba permaneceu o mesmo. De qualquer forma, o aumento de produtividade do côco-da-baia na cultura permanente e do abacaxi na cultura temporária, não descaracteriza a tese de que a atividade agricultura no município necessita de uma visão mais profissional, ou seja, o poder público precisa planejar melhor a atividade, identificando um modelo mais apropriado de organização produtiva e gestão mercadológica, de forma que a onda industrial não afogue esta atividade tão importante para a geração de emprego e alimento para a população local.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Movimentação bancária em agosto na Região Norte Fluminense

Os valores na tabela representam os saldos das operações de crédito, depósito a vista e depósito a prazo em agosto nos municípios da região. Campos gerou um saldo de R$1,2 bilhão de operações de crédito, R$224,2 milhões de depósito a vista privado e R$854,6 milhões de depósito a prazo.

Macaé gerou R$982,2 milhões em operações de crédito, R$243,5 milhões de depósito a vista privado e R$617,7 de depósito a prazo.


O gráfico apresenta a trajetória do saldo de depósito a prazo no município de São João da Barra. Em agosto este valor apresentou um crescimento de 28,87% em relação ao saldo de julho. A tendência crescente dos valores nessa operação apresenta uma condição de incompatibilidade com a movimentação de depósito a vista privado e, fundamentalmente, com a movimentação em operações de crédito.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

IPC em Campos dos Goytacazes no mês de outubro

O cálculo do índice de preços ao consumidor de outubro, em Campos dos Goytacazes, apresentou uma leve deflação. O índice acumulado apurado no mês foi de (0,21%).

Na primeira semana do mês o índice atingiu um leve declínio de (0,14%), se recuperando na segunda semana, onde foi verificado um leve crescimento de 0,42%.

Na terceira semana, novamente foi verificado um crescimento de 1,36% e uma queda no nível de preços na quarta semana da ordem de (0,25%). Numa avaliação individual dos diversos preços, no inicio do mês, pode se verificar como principais variações, alta de 4,33% no preço da carne de primeira e alta de 2,88% no preço do Arroz Tipo 2.

Nas variações de preços para baixo, foi observada uma queda de (7,98%) no preço da carne de segunda e uma queda de (1,8%) no açúcar cristal.

Na terceira semana, destaque para as altas de 5,2% da carne de segunda e de 2,19% para o leite em pó. As maiores quedas verificadas foram de (3%) na carne de primeira e (1,1%) no extrato de tomate.

Na quarta semana, as principais altas foram de 2,46% para ovos brancos e 2,42% para margarina, enquanto que as maiores quedas ficaram por conta da carne de segunda, queda de (11,18%) e leite em pó com queda de (3,48%) na mesma semana.

O gráfico a seguir, apresenta a trajetória do índice por semana e acumulado no mês. Observa-se, ainda, que as promoções podem influenciar a queda do índice no final e no inicio do mês.