Índice de Preço ao Consumidor em setembro no município de Campos dos Goytacazes



Alunos do curso de Engenharia de Produção da UENF, sob a coordenação do professor Alcimar Chagas, calcularam o índice de preço ao consumidor (IPC) de Campos dos Goytacazes em setembro de 2011. Foi utilizada a metodologia do projeto Cesta Básica PROCON-DIEESE (Centro de Estudos e Pesquisas da Secretaria de Defesa do Consumidor do Estado de São Paulo e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), criada com o objetivo de oferecer ao consumidor paulistano um instrumento auxiliar para a determinação de compras mais racionais do ponto de vista do preço, permitindo-o ter uma visão mais clara da incidência de cada produto sobre seu orçamento doméstico.

Atualmente os valores divulgados pela Cesta Básica, têm servido de referência às autoridades governamentais incumbidas de estabelecer a política salarial, pois ela retrata a renda mínima necessária para garantir o acesso ao consumo dos bens de primeira necessidade; tais como: alimentos, produtos de higiene pessoal e limpeza doméstica.

Como a realidade de consumo nas capitais tende a se diferenciar da realidade em cidades médias, o presente indicador se caracteriza num parâmetro importante para Campos dos Goytacazes e região.

A Cesta Básica foi definida a partir de dados relativos aos hábitos de uma família com renda média até 10,3 salários mínimos e composta de quatro pessoas que compram em supermercados alimentos, material de limpeza doméstica e higiene pessoal. Se composição reúne 31 (trinta e um) produtos: 22 (vinte e dois) de alimentação, 4 (quatro) de limpeza doméstica e 5 (cinco) de higiene pessoal, bem como, as quantidades de cada um, conforme quadro na postagem seguinte.

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) disponibiliza informações sobre a evolução dos preços em geral. Representa o custo de uma cesta de bens e serviços consumida por uma economia doméstica representativa. De forma apropriada, pode mostrar o aumento no custo de vida, pois indica o dinheiro necessário para manter o mesmo nível de vida ao longo do tempo. A inflação, medida pelo IPC, é a taxa de variação percentual que o índice experimenta ao longo do período considerado.

A evolução semanal é apresentada no gráfico acima:

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal apresentou uma queda de 0,25% na segunda semana, tendo como base na primeira semana. Na prévia da terceira semana, observou-se um crescimento de nos preços de 0,44% que evoluiu para um crescimento mais forte na quarta semana de 0,99% e retração acentuada na quinta semana, onde o nível de preços declinou 0,77%.

As variações mais representativas na terceira semana ficaram por conta da alta de 5,82% no preço dos ovos e alta de 2,55% na carne de segunda, enquanto o preço do açúcar caiu 9,86% e o óleo de soja caiu 4,24%.

Na prévia da quarta semana, as principais altas ficaram por conta do crescimento de 8,42% no preço do leite em pó e do crescimento de 38,32% no desodorante spray. As maiores quedas foram de Arroz tipo 2 (5kg) que declinou 3,88% e da Batata que declinou 9,61%.

Na quinta e última semana, foi verificado um crescimento de 7,64% no arroz tipo 2 e um crescimento de 33,45% no preço do feijão. Favorecendo a queda no nível de preço, verificou-se uma queda de 3,05% no preço da carne de primeira e uma queda de 9,70% no preço do sabão em pó.

No cálculo consolidado no mês, a inflação do IPC apurado em Campos dos Goytacazes alcançou o nível de 0,1035%. O mesmo índice apurado nas capitais do Brasil são os seguintes: Florianópolis 3,57%, Porto Alegre 3,01%, Rio 2,76%, Salvador 2,39%, São Paulo 1,86%, Curitiba 1,32%, Vitória 1,31%, Belo Horizonte 0,89%, Manaus 0,68% e Brasília 0,44%.

“É importante observar que o período base para o cálculo em Campos é a primeira semana do próprio mês, enquanto que a base dos outros municípios é o mês anterior”.

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