O Porto do Açu e a Trajetória do Emprego em São João da Barra

A investigação sobre a trajetória do emprego em São João da Barra é importante, pois possibilita verificar o real impacto dos investimentos do complexo portuário do Açu nesse indicador. Adicionalmente, possibilita comparar o nível efetivo da geração de emprego nesta fase de construção com os números divulgados pela imprensa em termos de previsão. As obras foram iniciadas no final de 2007 e em 2008, foram contabilizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, 728 novos empregos no município. Como a média, considerando os primeiro sete anos da década, atingiu 78 empregos anualmente, não resta dúvida que o empreendimento teve uma papel relevante no saldo de 2008. Entretanto, em 2009 o saldo despencou para 238 empregos líquido no ano, ou seja, um declínio de 67,30% em relação ao ano anterior. O ano de 2009 praticamente repetiu 2008, onde foi contabilizado em saldos de 257 novos empregos, ou seja, um leve crescimento de 7,53% em relação ao ano anterior. O ano de 2011 começou trazendo um certo pessimismo, já que janeiro gerou somente 18 novas vagas de emprego. Na comparação entre janeiro de 2011 com janeiro de 2010, observa-se uma queda de 66,03%.

Conforme pode-se verificar no gráfico ao lado, depois do forte aumento do emprego em 2008, houve uma acentuada queda em 2009 e praticamente a manutenção do saldo em 2010. As obras do porto propriamente se encontram em sua fase final, aguardando a próxima fase de operação. Mesmo com a expectativa de novos empreendimentos, o nível de emprego gerado se encontra muito aquém do prometido e o processo de operação do porto exigirá um número infinitamente menor de trabalhadores, agora com um padrão de qualificação mais sofisticado. Esta análise corrobora com a nossa tese de que a dependência do ambiente econômico local a projetos de natureza exógenos, representa um grande risco de geração e concentração de riqueza, com reflexos na exclusão social. Uma alternativa ao problema é combinar a presente situação, investimentos endógenos a partir do planejamento dos recursos tangíveis e intangíveis. Evidente que fundamentos como escala territorial orientada pela cooperação e reciprocidade, escolha de produtos com maior valor agregado e maior interação entre governo, empresas e universidade, são essenciais nessa nova modelagem.

Comentários

  1. Que postagem curiosa. O senhor escreve palavras difíceis pra expressar sua opinião sobre uma coisa simples; como ação conjunta entre governo, empresas e universidades e planejamento de rescursos, e acaba dizendo o óbvio e o mastigado de informações nada novas a respeito do que qualquer ser antenado já sabia. Desculpe doutor, mas o senhor precisaria rever seus métodos de análise, na minha humilde opinião. Claro que vai haver um déficit de empregabilidade, o porto inicialmente absorveu a maior parte dos candidatos a contratação e posteriormente foi alocando os demais empregados nas áreas de construção que precisaram de expansão. O senhor esperava que a taxa de empregos crescesse a 728 novos empregos por ano todos os anos? Onde isso iria parar? Ah, e uma observação: seu comentário contém diversos erros de português, como concordâncias nominais e de gênero, pontuação incorreta e erros de digitação. Se precisar de uma ajuda em revisão e tradução de textos em Português ou Inglês, pode me enviar um email - danilorl2@hotmail.com. Fique em paz.

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