sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A entrevista do Grupo X no blog do Roberto Moraes

Veja a postagem no Blog do Roberto Moraes
Grupo EBX atende entrevista ao blog

Muito importante a iniciativa do amigo Roberto Moraes e mais um fator de motivação para a o processo de organização da sociedade sanjoanense. Insisto que é essencial a visão de que a organização política partidária representa apenas um elemento do contexto da organização social. A sociedade civil precisa fazer a sua parte sob o risco de ficar a margem do processo.

São João da Barra realiza a sua I Conferência de Organização e Controle Social

Foi realizada ontem, dia 24, no auditório da Banda União dos Operários, a primeira Conferência Local de Controle Social em São João da Barra. O evento, cujo objetivo foi apresentar aos presentes, em torno de vinte interessados, as experiências sobre o tema em diversas cidades do Brasil, transcorreu de forma bem interativa e cumpriu o seu papel de difundir informações importantes sobre o processo de organização e controle social.

O professor Hamilton Garcia, cientista social da UENF e sua equipe, apresentaram as suas experiências relacionadas ao Movimento Nossa Campos e Observatório de Controle Social na mesma cidade e todos os presentes puderam tirar as dúvidas pertinentes. Mesmo não recebendo um número acentuado de pessoas, uma boa representação local estava presente. Setores essenciais como a pesca, a agricultura familiar, o comércio, cultura e comunicação, além de profissionais liberais, estavam presentes.

Outro aspecto importante e que indica respeito a sociedade local, foi o alto nível da discussão, integrando no mesmo ambiente, pessoas ligadas a grupos políticos diferentes. Conforme foi muito bem colocado, discussão dessa natureza deve ser considerada em um estagio acima de interesses partidários. Neste caso, o foco deve ser a organização da sociedade como pré requisito para melhorar o padrão de bem estar social. Foi muito bem lembrado o momento de transformação por que passa o município e a necessidade de maior participação dos cidadãos nesse processo.

Um próximo passo será dado na segunda sexta feira depois do carnaval, dia 18 de março, onde os interessados deverão compor a estrutura de fundação do Movimento “Nossa São João da Barra” para, posteriormente, dar inicio ao processo de intervenção segundo os temas e atividades identificadas como fundamentais.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Valores de Participações Especiais creditados no bimestre na Região Norte Fluminense

Além das parcelas mensais de roylties de petróleo, os municipios produtores ainda recebem as chamadas participações especiais. Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), a participação especial constitui compensação financeira extraordinária devida pelos concessionários de exploração e produção de petróleo ou gás natural, nos casos de grande volume de produção ou de grande rentabilidade e será paga, com relação a cada campo de uma dada área de concessão, a partir do trimestre em que ocorrer a data de início da respectiva produção.
Correspondente a essa remuneração, a tabela acima apresenta os valores transferidos aos municípios na Região Norte Fluminense em janeiro e fevereiro. Campos recebeu de participações especiais no bimestre R$136,2 milhões, valor maior que uma vez e meio do valor relativo a royalties no mesmo período. São João da Barra, recebeu R$25,9 milhões, valor maior 35% do valor de roylties no periodo, enquanto Macaé recebeu R$11,2 milhões e Quissamã R$3,7 milhões.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Receita de Royaltie em Fevereiro na Região Norte Fluminense

A transferência constitucional de royalties de petróleo para os cofres dos municípios produtores, na Região Norte Fluminense em fevereiro, apresentou um bom crescimento em relação aos valores de janeiro. Campos viu sua receita crescer 10,26%, Carapebus 10%, Macaé 10,73%, Quissamã 11,49% e São João da Barra 7,72%. No acumulado, Campos realizou no bimestre R$85,2 milhões, Macaé R$64,1 milhões, São João da Barra R$19,2 milhões e Quissamã R$12,7 milhões.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Aspectos do Corredor Logístico do Porto do Açu: como discutir os impactos?

Atendendo ao convite da Câmara Municipal de São João da Barra, representantes do Governo do Estado do Rio de Janeiro apresentaram, em linhas gerais, o projeto do corredor logístico que será responsável pelo fluxo de produtos e matérias primas para o Porto do Açu e partindo deste para diversas regiões do Brasil. Sem dúvidas, um grande projeto de infra-estrutura logística que integra os modais rodoviário, ferroviário e marítimo, além da construção de linhas de transmissão, no contexto do espaço territorial dos municípios de São João da Barra e Campos dos Goytacazes.

Pela ótica da engenharia, pode-se observar um grande esforço técnico norteando o projeto. Entretanto, a busca de bons termos em situação dessa natureza, exige a conjugação de outros elementos de cunho multidisciplinar. A pouca ênfase nessa visão aflora algumas contradições que merecem uma discussão mais aprofundada.

A primeira diz respeito a desconsideração das condições sócio-culturais do ambiente de operação. O conjunto de investimentos destinado para o município é muito importante, já que vai garantir a formação de riqueza e, fundamentalmente, um forte processo de crescimento econômico. Entretanto, tratar a distribuição da riqueza é essencial para inibir os malefícios do crescimento concentrado. A audiência focou o projeto especificamente nos aspectos de engenharia e descuidou da discussão sobre a inserção dos produtores rurais no mesmo processo.

Outro equívoco que se relaciona com o primeiro, é a forma de condução de problema tão complexo, envolvendo a construção do corredor logístico e o processo de desapropriação dos produtores rurais envolvidos. Dado a natureza do problema, a visão precisa ter uma dimensão sistêmica, integrando as secretarias estaduais de agricultura, desenvolvimento econômico, transporte, meio ambiente e outras relacionadas, além do empreendedor. A visão por uma via única repete as velhas falhas do sistema de acumulação capitalista de concentração de riqueza.

Um terceiro equivoco pode ser verificado na composição do comitê para discussão dos impactos socioeconômicos em decorrência do projeto. As cadeiras pertencem aos políticos dos Governos do Estado e do Município, decisão que deixa de fora a sociedade civil e seu conhecimento técnico. Historicamente este modelo não tem ajudado na solução de problemas importantes para a sociedade.

Nesta audiência, ficou patente a ausência de conhecimento no uso de terminologias importantes como: distrito industrial, desenvolvimento econômico, agricultura familiar, pertencimento territorial e organização da produção agrícola. O Legislativo, disposto a intervir nesse processo, precisa exigir a participação efetiva do conhecimento técnico local na busca de soluções para problemas que poderão afetar, profundamente, as bases desta sociedade.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Convite à sociedade sanjoanense: seminário para apoiar a organização social no município

Prezados amigos,

Em cumprimento ao nosso papel de sanjoanense preocupado com esta terra, quero convidá-lo para participar da discussão sobre “Organização Social” que será realizado na próxima quinta feira, as 17:00 horas, no auditório da União dos Operários em São João da Barra. O que representa esse seminário? Na verdade, trata-se de um esforço em direção ao incentivo a organização da sociedade através de suas instituições, tais como: associações diversas, sindicatos, comissões, clubes de serviços, etc.
Entendemos que hoje a sociedade local sente a ausência desse tipo de organização, e por isso, amarga uma situação perversa de desinformação, deterioração das relações entre os indivíduos e descrédito perante as pessoas que chegam de outras regiões. Esse diagnóstico é terrível para um município que passa no momento por um processo de transição importante e, necessariamente, precisa se esforçar para inserir a sua população nesse novo momento histórico.

Gostaria imensamente de contar com um bom número de participantes a esse seminário, o qual apresentará experiências importantes de movimentos dessa natureza em atuação no Brasil e no exterior. Vamos entender esse tipo de intervenção e tentar criar algo similar para ajudar a nossa sociedade a se independer das amarras antidemocráticas que dificultam a nossa evolução. A carta convite segue abaixo.

Muito obrigado, abraços, Alcimar Chagas

São João da Barra, 09 de fevereiro de 2011.
Prezado amigo,
Interessados em uma discussão mais qualificada sobre os problemas de nossa terra, em especial neste momento onde a implantação do Complexo do Açu gera grandes expectativas e também muitas apreensões em relação ao crescimento desordenado da cidade, resolvemos atender ao chamado de dois projetos de extensão da UENF, o Capacitar do Prof. Alcimar Chagas e o Controle Social de Governos do Prof. Hamilton Garcia, para impulsionar a organização social independente na cidade.
Com o propósito de conhecer a experiência do projeto de controle social, que deu como frutos o Movimento Nossa Campos e o Observatório de Controle do Setor Público, respectivamente, interessados em melhorar as políticas públicas e acompanhar o processo licitatório-orçamentário no município, temos o prazer de convidá-lo para a I Conferência Local de Controle Social no dia 24 de fevereiro de 2011, as 17:00 no auditório do Clube União dos Operários no centro de São João da Barra.
Na ocasião, teremos a oportunidade de conhecer novas experiências de organização social (movimentos em rede) e discutir a possibilidade de implantar um movimento dessa natureza em São João da Barra.
A sua presença é muito importante, venha participar desse esforço que poderá mudar os rumos de nossa cidade.
Um forte abraço, Comitê Implantador do Movimento Nossa São João da Barra

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Planejamento da agricultura familiar em São João da Barra: nossa contribuição

Está prevista uma grande discussão na Câmara de Vereadores de São João da Barra na próxima segunda feira. O tema em pauta é o corredor logístico que tem relação com o processo de desapropriação do quinto distrito do município, com a agricultura familiar e, sobretudo, com o planejamento agrícola local. Sendo assim, coloco minha contribuição a partir da análise de alguns aspectos da agricultura familiar em São João da Barra.
A minha visão define que de todas as questões relacionadas, a mais importante é o necessário olhar para a atividade agrícola, já que envolve um número importante de trabalhadores que se utilizam de práticas rudimentares, as quais contribuem para a baixa produtividade da agricultura local e, consequentemente, uma condição social fundamentalmente precária.
Uma primeira visão apresenta o quadro da agricultura na lavoura temporária e na lavoura permanente em 2009, segundo o IBGE. Na temporária, destaque para a cultura de cana-de-açúcar que representa 92% da área plantada, seguida pelas culturas do abacaxi, batata doce e mandioca com baixíssima representatividade em termos de área cultivada.
Na atividade permanente, as culturas de coco da baía e goiaba representam 93% da área plantada. Assim, podemos observar uma forte concentração agrícola na cana-de-açúcar de baixa produtividade e outras poucas culturas sem expressão em termos competitivos.
Uma outra análise importante, diz respeito a horticultura no contexto da agricultura familiar. Neste ponto é importante observar a lei 11.947 de 2009, que dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar e do Programa Dinheiro Direto na Escola aos alunos da educação básica. Esta lei possibilita que as prefeituras usem o orçamento da merenda escolar para aquisição de produtos da agricultura familiar do município. Neste caso, passamos a analisar a tabela acima que mostra os indicadores da demanda dos alimentos na rede escolar e a consequente oferta local. Podemos observar que diversos produtos consumidos não contam da produção local, são eles: colorau, limão, farinha, caju, inhame, beterraba, abóbora e chuchu. O consumo de banana, por sua vez, supera a oferta local enquanto, a couve, laranja, tomate e pimentão apresentam uma relação média de 28% da oferta local. Outros produtos como: quiabo, maxixe e abacaxi apresentam uma maior escala, já que são os principais produtos da agricultura do município. Esses dados são importantes para o planejamento da agricultura frente a nova oportunidade da demanda pública e essencialmente, para a sua reorganização em termos de diversificação e produtividade, visando a substituição da consistente importação de alimentos para o consumo doméstico atualmente.
A agricultura familiar no município, segundo o censo de 2006, tem uma produção anual em torno de 951 toneladas, concentradas em 93,6% nas culturas de quiabo (50,4%), maxixe (24,7%), tomate (13,0%) e jiló (5,5%), cuja receita monetária estimada está em torno de R$666 mil. Existem 615 estabelecimentos agrícolas e 1.266 trabalhadores envolvidos.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A importância da organização

Ainda para justificar a nossa tese sobre a necessidade de um novo formato de organização produtiva para o setor sucroalcoolero da Região Norte Fluminense, vamos nos valer da literatura marshalliana. Marshall (1920) faz um relato sobre a importância da organização para o aumento da eficiência no trabalho, a partir do resgate da visão de Adam Smith que com acuidade filosófica e conhecimento pratico, apresenta as vantagens provenientes da divisão do trabalho e ressalta que esta torna possível a uma população maior viver confortavelmente num território restrito. Insiste Marshall que na ausência de organização, ocorre uma pressão da população sobre os meios de subsistência a qual tende a eliminar as raças que, por esse ou outros motivos, são incapazes de tirar todo o proveito possível dos recursos existentes nos lugares que vivem.

O setor sucroalcooleiro e as regras do mercado global

Matéria do jornal Globo anuncia:
"Raízen, joint-venture de Cosan e Shell, acabará com a marca Esso e terá faturamento de R$ 50 bilhões". Trata-se de um processo de integração formado pela Cosan e pela anglo-holandesa Shell, para união das operações de combustíveis e de açúcar e etanol produzidos a partir de cana-de-açúcar. A Raízen iniciará as operações neste semestre, com capacidade de moagem de 62 milhões de toneladas da cana por safra e geração de 900 MW de energia elétrica a partir do bagaço da cana. A nova companhia já começa com 24 usinas processadoras de cana e 4,5 mil postos de combustíveis.
Esta operação mostra claramente como funciona o mercado global. A busca da competitividade empresarial leva a iniciativas de cooperação de forma a construir uma escala que permita rendimentos crescentes. Observem que a nossa região, que já foi referência nacional neste setor, não apresenta os condicionantes necessários para a competição nesse mercado, porém insiste no formato de organização que não possibilita a sua evolução. Neste caso, a estratégia deve ser diferenciada. Os fundamentos próprios para evolução competitiva do setor na região passa pela construção da confiança entre os atores; indução a um processo de organização produtiva alternativa, permeado por cooperação e reciprocidade e fortalecimento da cadeia de valor pela diversificação de produtos com agregação de valor. Naturalmente, é fundamental a definição de um processo de governança que permita a formação de escala pelo território e não pela organização micro econômica, onde os agentes públicos e privados possam ter um papel efetivo no diz respeito ao seu comprometimento em relação ao objetivo traçado.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Ocupações e saldos de emprego em São João da Barra e Campos

As tabelas apresentam as dez ocupações com os maiores saldos de emprego em 2010 nos municípios de Campos dos Goytacazes e São João da Barra. Esta análise ajuda a identificar a cidade de origem das admissões do complexo portuário do Açu. Apesar do complexo ter como localização o município de São João da Barra, Campos dos Goytacazes se integra pela proximidade e vantagens no fornecimento de recursos e serviços, podendo atrair, desta forma, o interesse pela localização de empresas ligadas ao complexo portuário do Açu.
Entretanto, pelos números apresentados, tudo indica que as contratações tem se concentrado em São João da Barra, em função da natureza das ocupações que se compatibilizam com as obras de construção civil pesada inerentes ao complexo portuário. Observe que Campos apresentou o maior saldo de emprego em 2010 na ocupação de serventes de obras, que poderia ter atuação no porto. Entretanto, como é visível, neste ano a construção civil no município apresentou um avanço bastante forte, capitaneado por projetos privados e públicos. Neste caso, tudo indica que essas admissões, em sua maioria, não apresentam relação com o complexo portuário. As outras ocupações, fora pedreiro, não apresentam relação com o referido projeto portuário.
Por sua vêz, em São João da Barra podem ser verificadas ocupações com total conexão com as atividades de construção do complexo. Como é visível a fragilidade econômica do município e a total dependência em relação a presente atividade, os saldos de empregos em sua maioria se relacionam com o porto. Neste caso, podem ser observadas as seguintes ocupações: servente de obras, porteiro, soldador, caldereiro, mecânico de manutenção, técnico de segurança do trabalho. Assim, parece se confirmar a visão de que o emprego gerado, em função das atividades de construção do porto, realmente é muito aquém das expectivas e sua concentração ocorre em São João da Barra.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Comércio exterior de açúcar e minério de ferro em janeiro de 2011

Os preços elevados das commodityes brasileiras no ano passado, especialmente açúcar e minério de ferro, esfriaram a demanda internacional desses produtos em janeiro de 2011. Conforme pode-se observar na tabela acima, o volume de açúcar exportado em janeiro chegou a 895,4 mil toneladas, representando uma queda de 44,4% do volume exportado em dezembro de 2010 e menor 30,5% do volume embarcado em janeiro de 2010. O preço médio de US$ 558,6 por tonelada negociado em janeiro de 2011, entretanto, foi maior 8,63% do preço negociado em dezembro de 2010 e maior 33,7% do preço negociado em janeiro de 2010.

No comércio internacional de minério de ferro, o processo foi similar. O volume de 22.736,3 mil toneladas embarcadas em janeiro de 2011, representou uma queda de 29,34% em relação ao volume exportado em dezembro de 2010 e em relação a janeiro de 2010, representou um leve crescimento proporcional de 7,84%. O preço médio de US$111,70 praticado em janeiro de 2011 foi maior 1,54% do preço médio praticado em dezembro de 2010 e maior 144,95% do preço médio praticado em janeiro de 2010. Conforme pode-se observar, o comércio desses produtos interessam a Região Norte Fluminense e, naturalmente, no que diz respeito a minério, explica o grande interesse na construção do complexo portuário do Açu.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Evolução do emprego em São João da Barra no último triênio

A forte expectativa sobre a geração de empregos em São João da Barra, em função do Complexo Portuário do Açu, merece uma reflexão mais profunda. Completados três anos de construção do porto com gastos perto de R$2,0 bilhões e um número em torno de vinte e cinco empresas envolvidas nas diversas atividades, foram geradas 1.224 novas vagas no triênio. Em 2008 foram gerados 728 novos empregos, em 2009 foram gerados 239 empregos e em 2010 foram gerados 257 novos empregos. Observa-se uma tendência de desaceleração no nível de geração de mprego sempre no segundo semestre de cada ano. O gráfico acima mostra a trajetória do saldo de emprego ao longo dos anos de 2008, 2009 e 2010. De qualquer forma, considerando que o período compreende o processo de construção do empreendimento onde, normalmente, a demanda por trabalhadores é maior, parece que a situação real é bastante aquém da expectativa gerada.

Movimentação do emprego nos municípios com menos de 30 mil habitantes na RNF

O mês de dezembro de 2010 deixou resultados insatisfatórios na movimetação do emprego nos municípios da região, com excessão de Cardoso Moreira. Conforme a tabela, São João da Barra obteve o pior resultado com um saldo negativo de 95 empregos destruídos. Quissamã destruiu 44 empregos, Conceição de Macabu 19 e Carapebus 11 empregos no mês. Cardoso Moreira gerou 5 empregos líquidos no mês. No acumulado de janeiro a dezembro de 2010, o resultado foi positivo para os municípios da região, exceto para Conceição de Macabu que destruiu 258 empregos no ano. Quissamã liderou na geração de emprego em 2010 nesse grupo de municípios, com 395 novos empregos. Pode-se observar a preocupação com a educação fundamental, já que a ocupação com maior saldo foi exatamente professor. As diversas especialidades (professor do ensino fundamental, pedagogo, professor de história, de lingua estrangeira e de ciências), tiveram os maiores salários (R$1.630 e R$1889,78). Outras ocupações geradoras de saldo de emprego positivo são: salva vidas, auxiliar de escritório, costureiro, trabalhador agropecuário, cozinhador na área de alimentos, trabalhador na pecuária.
Já São João da Barra apresentou um saldo de 257 novos empregos no ano, cuja natureza é a construção civil pesada envolvida no complexo portuário do Açu. Predominaram ocupações como: servente de obras com saldo de 130 empregos, porteiro com 33, soldados com 30, gari com 24. Os maiores salários de admissão foram para as ocupações de caldereiro, técnico de segurança do trabalho, operador de máquinas na construção civil, em torno de R$1.100,00 a R$1.600,00.

O gráfico ao lado, apresenta a trajetória do emprego ao longo do ano de 2010. Conforme o ano de 2009, o segundo semestre apresentou a mesma trajetória declinante. Outro ponto que merece uma profunda reflexão é o menor número de emprego gerado em São João da Barra, comparativamente, ao saldo gerado em Quissamã. O robusto investimento nas obras do porto do Açu não foi capaz gerar um saldo de emprego em São João da Barra superior ao saldo gerado em Quissamã neste ano.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Movimentação bancária em novembro na Região Norte Fluminense

A movimentação financeira na Região Norte Fluminense, em novembro de 2010, apresentou números importantes. Em Campos, o saldo de créditos negociados no mês chegou a R$1,0 bilhão e em Macaé chegou a R$806,9 milhões. Os saldos de depósitos a prazo somaram R$652,5 milhões em Campos e R$328,4 milhões em Macaé. Quanto a movimentação de depósitos a vista no setor privado, Macaé alcançou R$270,6 milhões, enquanto Campos contabilizou R$231,3 milhões.
Avaliando o crescimento percentual da movimentação de operações de crédito e de depósito a vista privado em novembro de 2010, comparativamente a movimentação em novembro de 2009, verificou-se, segundo o gráfico ao lado, que São João da Barra apresentou o maior crescimento de depósito a vista do setor privado, com uma variação de 70,76% no período. Ainda sobre São João da Barra, o crescimento no crédito chegou a 17,67%, percentual muito inferior ao crescimento dos depósitos a vista privado. Observe que Macaé contabilizou um crescimento de 6,29% nos depósitos a vista e um crescimento de 32,29% nas operações de crédito. Lembrando que operações de crédito significam investimento e emprego. Campos apresentou um bom equilíbrio, já que os depósitos cresceram 29,16% e o crédito 26,77%. Veja os outros percentuais no gráfico.

Propaganda institucional e ineficiência pública

A cultura estabelecida no serviço público brasileiro define a estratégia de marketing institucional como fundamento para mascarar a ineficiência. Como não existe regulação pelo mercado para os pésssimos serviços prestados e a população não dispõe de mecanismo de organização suficiente para inibir tais distorções, os prejuízos continuam ocorrendo em larga escala para cada cidadão brasileiro. Um exemplo bem atual está na propaganda televisiva da empresa de CORREIOS que usa uma montanha de recursos para dizer .... eu e você correios e eu ........... enquanto as correspondências que não chegam nas residências, aumentando a despesa de juros e impondo a redução da renda líquida agregada que deveria ir para o consumo da população. Os exemplos são muitos e podem ser encontrados a todo momento.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Contribuições do leitor Barreto

Reproduzo as contribuições do amigo leitor Barreto, sobre o texto que discute a escalada dos preços dos alimentos, já agradecendo e ratificando a importância da atividade agrícola para os municípios da Região Norte Fluminense. Quero Reafirmar que o poder público não tem demonstrado interesse pelo setor, fato que alimenta o empobrecimento da região.
Prezado Alcimar
Excelente, sua colocação, sobre a maneira como a Agricultura é tratada em nossa Região. Existe um estudo, feito na década de 60, por uma empresa estrangeira, mapeando toda a Região de Macaé a Varres Sai, milimetro por milimetro. Nele estão contidos: Característica de solo, indice pluviométrico, de insolação,topografia, relevo etc. Trata-se de um documento histórico pela sua qualidade. Pelo que se vê, nunca foi utilizado. Para os que podem não saber, nosso solo é um dos mais férteis do Brasil, com uma malha de rios e canais pródica para irrigação. Em recente visita aos EUA em particular ao estado da Califórnia, fiquei impressionado com a utilização do solo para a produção agrícola, até próximo a grande metrópole como Los Angeles. Não se vislumbra um palmo de terra, sem cultivo pujante. Acrescentaría que, verifiquei in loco, a aparência daquele solo, e, a despeito de não ser Técnico Agícola, constatei que,são muito inferiores ao nosso. Concordo em gênero nº e grau, com o seu ponto de vista de que os municipios da Região Norte Fluminense, precisam urgentemente de um planejamento e execução de projeto agrícola, de acordo com as características dos respectivos solos para sustentar o seu desenvolvimento socioeconomico. Até a próxima.

7 de fevereiro de 2011 16:28

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A disparada nos preços dos alimentos

O forte aumento nos preços dos alimentos tem fomentado diversas explicações como: especulação financeira, desequilíbrio entre oferta e procura, quebra de safra, etc. Segundo o economista Paul Krugman que olhou os dados do departamento de agricultura do Estados Unidos, a demanada mundial tem crescido numa proporção maior que o crescimento da população, além da quebra de safras em função dos desequilíbrios ambientais. De qualquer forma, está ai uma notícia importante para países como o Brasil, que dispõe de áreas ainda improdutivas. Tenho insistido na ideia de que os municípios da Região Norte Fluminense precisam urgentemente de um planejamento agrícola para sustentar o seu desenvolvimento socioeconomico. A dependência em relação as "vantagens" dos grandes projetos exógenos é um erro que vai deixar marcas sociais profundas. O processo de gestão dos recursos orçamentários precisa incorporar conhecimento e compromisso político.