segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Gestão Orçamentária Consolidada em Agosto de 2010 em Macaé

A execução orçamentária em Macaé, até agosto de 2010, apresentou uma boa coerência com as previsões elaboradas no início do mesmo ano. A realização das receitas orçamentárias ficou em torno de 70%, enquanto as despesas correntes alcançaram percentuais um pouco abaixo. O nível de investimento nos primeiros oito meses do ano alcançou 9,78% das receitas orçamentárias realizadas, enquanto o nível de custeio chegou a 63,69%. O município de Macaé costuma apresentar um processo de gestão do orçamento superior aos outros municípios da região.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Acesso a artigos científicos

Prezados leitores, estou disponibilizando as publicações mais recentes. Como são artigos mais extensos, se encontram sob os links respectivos. Basta clicar para acessar os mesmos. Boa leitura e um grande abraço.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Projeto Capacitar recebe em suas instalações em Atafona a Reitoria da UENF

O Projeto Capacitar para Transformar Sistemas de Produção Local recebeu nesta última sexta feira, em suas instalações, no Balneário de Atafona, as ilustres presenças do Reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense -UENF, professor Almy Junior Cordeiro, do vice Reitor professor António Abel Carrasquilla e do chefe de Gabinete professor Antônio Constantino, para reunião sobre possíveis novos caminhos para o projeto. A UENF, como a décima terceira melhor universidade pública do país e segunda do Estado do Rio de Janeiro, segundo avaliação MEC, tem um real compromisso com a educação deste país, do Estado do Rio de Janeiro e, fundamentalmente, com a Região Norte Fluminense, onde apesar de viver um amplo processo de transformação, ainda apresenta fortes carencias no campo da educação e, consequentemente, no campo socioeconômico. Desta forma, pensar alternativas potenciadoras da educação a partir, especialmente, de recursos existentes como o referido projeto é essencial.
Naturalmente, como uma primeira reunião, algumas idéias no campo da educação voltada para as competências e práticas locais foram debatidas e o espírito de interiorização da presente reitoria fez aflorar um forte otimismo sobre o futuro próximo deste projeto e suas consequências em benefício do município de São João da Barra e da comunidade acadêmica.
Após visita as instalações, foi servido um almoço pela chef Magda Costantini nas instalação do Bistrô Galeria - agora Buffet Galeria - cujo prato principal não poderia ser outro senão: Tilápia frita acompanhada de salada, feijão e arroz, onde a animada conversa prosseguiu ficando uma grande expectativa em relação aos próximos passos a seguir.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Pensar o futuro sim, porém, integrado ao passado e ao presente

Um movimento de transformação socioeconômico parecido com o que está acontecendo em São João da Barra e entorno, por conta do Complexo Portuário do Açu, ocorre também em Pernambuco mais especificamente, no município de Ipojuca. Numa área de 13,5 mil hectares, foi idealizada, ainda nos anos sessenta, a aglomeração envolvendo porto, fábricas e fornecedores. Entretanto, o projeto só saiu do papel nos anos setenta, tendo o porto de SUAP como protagonista. A partir de 2007 novos investimentos foram dirigidos para a configuração de um complexo industrial, os quais atingiram o valor de R$35,4 bilhões até o momento, assim como uma movimentação em termos de emprego que chama a atenção. No ano passado o complexo gerou 16.413 vagas de emprego, ficando em décimo nono lugar no país. Hoje, o complexo já opera através dos seguintes projetos já concluídos: Bunge (moinho de trigo) no valor de R$117,6 milhões; Arcor (guloseimas) no valor de R$53,7 milhões; Máquinas Piratininga (metal/mecânica) no valor de R$42,02 milhões; Impsa (geradores eólicos) no valor de R$134,4 milhões. Em fase de implantação estão projetos relativos às atividades de refinaria de petróleo, petroquímica, estaleiro, montadora de automóveis, etc.

O fato de essencial relevância é que apesar do longo tempo de planejamento e implementação, o município potencialmente turístico e canavieiro, atrai muitos trabalhadores pelas oportunidades de emprego, mas não consegue resolver os seus problemas estruturais. O município, com uma população de 80.542 habitantes dispõe de saneamento básico para menos de 20% da população e o seu índice de desenvolvimento é de 0,658. Esse indicador é inferior à média brasileira em 0,757. Outro indicador importante como o desempenho escolar até a oitava série (IDEB) foi de 2,6 em 2009 enquanto a média do Brasil alcançou 4,0.

Conforme pode-se observar, a promessa de futuro de riqueza para todos contrasta com um presente caótico de falta de saneamento, educação, moradia e pobreza. A relação com São João da Barra é evidente, já que projetar o futuro sem o compromisso do rigor científico é fácil, sem contar que a memória da população é muito curta. Neste caso, apesar da importância dos protocolos de intenção, o passado e o presente são os fatores que importam em termos de reflexos na vida humana. No caso do complexo portuário do Açu, mesmo considerando a presente fase de construção, o volume de recursos investido desde 2007 é substancial. Aproximadamente R$2,0 bilhões foram consumidos e estão presentes em torno de quinze empresas operando no complexo.

Este quadro nos instiga a buscar respostas para os seguintes questionamentos: quais são os avanços na infra-estrutura física de saneamento básico? Quais são os avanços na educação de base? Quais são os avanços na saúde? Quais os indicadores de melhoria no serviço público? Quais são os indicadores de melhoria na atividade econômica de base? Quais são os indicadores de qualidade na gestão orçamentária? Quais são os avanços no processo de redução da pobreza?

Essa reflexão surge, sobretudo, motivada pela preocupação em relação a uma antiga prática desta região de exaltar o futuro sob uma forma pouco comprometida com a sua real viabilidade. É preciso olhar o futuro sim, entretanto o mesmo tem que estar conectado com o passado e o presente, sob o risco da não contribuição real para o desenvolvimento regional.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Distribuição de Royalties de Petróleo na Região Norte Fluminense em janeiro de 2011

A transferência constitucional de royalties de petróleo em janeiro de 2011, na Região Norte Fluminense, superou os valores de dezembro de 2010 nos municípios produtores. Campos recebeu R$40,5 milhões, contabilizando um incremento de 6,6%, Carapebus recebeu R$2,2 milhões, com crescimento de 11,5%, Macaé recebeu R$30,4 milhões, com crescimento de 5,5% e São João da Barra recebeu R$9,2 milhões, com crescimento de 9,6% em relação ao mês anterior.
Do total de R$875.425.684,58 distribuido para os beneficiários no país: Estados, municípios, Fundo Especial, Comando da Marinha e MCT, a Região Norte Fluminense recebeu R$90.157.136,09 equivalentes a 10,3% do valor distribuido. Já comparativamente ao valor de R$259.165.719,78 distribuidos para os Estados do Brasil, a região ficou com o equivalente a 34,79%.
Ainda no mês de janeiro, Campos dos Goytacazes foi o único município da região que recebeu a parcela relativa Participação Especial no valor de R$411.274,28.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Uma reflexão sobre o emprego em Campos do Goytacazes

Uma reflexão mais detalhada sobre o emprego em Campos dos Goytacazes nos mostra uma situação preocupante: a natureza sazonal e descontínua desse indicador essencial do desenvolvimento socioeconômico. Conforme pode-se observar na comparação das trajetórias do emprego total e do emprego no setor agropecuário em 2009 e 2010, está acentuada a sazonalidade do emprego do setor sucroalcooleiro com fortes admissões no início da safra e um processo importante de desligamentos ao final da mesma. Como o setor se apresenta em declínio, o saldo líquido final é negativo, o que representa destruição de empregos a cada ano. Em 2009 o saldo negativo foi de 614 vagas destruídas, enquanto em 2010 o saldo negativo avançou para 1.442 vagas destruídas.
Um outro setor de importância na geração de empregos é a construção civil entretanto, por natureza, não garante um processo sustentável no tempo. Os projetos de construção civil públicos ocorrem num período de tempo razoavelmente curto e se encerram, eliminando as vagas criadas anteriormente. Os projetos privados, por sua vez, dependem de outros elementos, tais como: condições de financiamento público e, fundamentalmente, capacidade de demanda agregada que é função do emprego e renda gerados localmente. Em 2010, este setor garantiu o saldo positivo de emprego no município, porém a fragilidade das atividades econômicas de base deixa sempre a insegurança em relação a dinâmica do emprego para o próximo ano. Na verdade esse quadro está refletido em toda a Região Norte Fluminense, com excessão de Macaé que conta com uma base empresarial ligada a indústria petrolífera que é capaz de gerar uma dinâmica importante de trabalho e renda de forma continuada.
O gráfico ao lado apresenta a trajetória do saldo de emprego no setor sucroalcooleiro nos meses de janeiro a dezembro de 2009 e 2010 e os saldos acumulados nos referidos anos.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Movimentação do emprego em dezembro de 2010 nos municípios da RNF com mais de 30 mil habitantes


A movimentação de emprego em dezembro nos municípios com mais de trinta mil habitantes na Região Norte Fluminense, acentua um forte processo de desligamento em Campos. O último mês do ano de 2010 registrou 7.299 desligamentos contra 2.154 admissões, gerando um saldo de 5.145 vagas destruídas no município. Os saldos negativos mais expressivos no mês estão associados as seguintes atividades: agropecuária (3.072), construção civil (1.579) e indústria de transformação (403) vagas destruídas. No acumulado ano, os saldos positivos mais expressivos são das atividades: serviços com a criação de 1.992 vagas, construção civíl com 1.698 vagas, comércio com 1.382 vagas e indústria de transformação com 616 novas vagas.
Mesmo com a forte queda do emprego em dezembro, o município contabilizou no acumulado 4.149 novas vagas em 2010. Comparativamente ao ano de 2009, quando o resultado negativo atingiu 183 vagas de trabalho destruídas, o ano de 2010 foi bastante satisfatório para o município.
Já o município de Macaé, apesar da queda no saldo positivo em dezembro, manteve resultados positivos importantes ao longo do ano. Gerou 312 novas vagas em dezembro e contabilizou um saldo acumulado em 2010 de 7.797 novas vagas de emprego, superando o saldo de emprego em Campos em 87,9%. Os saldos mais expressivos estão associados as atividades de serviços com 6.414 novas vagas, comércio com 973 vagas, indústria de transformação com 667 vagas e extrativa mineral com 319 novas vagas. Em 2009, o saldo foi negativo, representando uma destruição de 87 empregos no município.
São Fidélis gerou um saldo acumulado de emprego no ano de 101 novas vagas, distribuidas pelo comércio com 137 vagas e indústria de transformação com 26 vagas. São Francisco de Itabapoana completa o quadro com um saldo de emprego no ano de 69 novas vagas, distribuidas no comércio com 50 vagas, serviços 21 vagas e agropecuária com 20 vagas.

O gráfico ao lado apresenta a trajetória dos saldos de emprego nos municípios de Campos e Macaé de janeiro a dezembro de 2010.

domingo, 16 de janeiro de 2011

O poder público no contexto da tragédia na serra fluminense

Duas questões que se entrelaçam ocupam um espaço importante na mídia. São elas, a ausência do Estado nos elementos causadores da grande catástrofe na serra fluminense e o discurso firme da presidente Dilma em direção a necessidade de profissionalização no serviço público. Na verdade estas questões estão relacionadas, já que os discursos em defesa de maior participação do Estado na sociedade escondem o verdadeiro motivo perverso que é a necessidade de criar espaços para correligionários políticos em detrimento do conhecimento na formação do corpo técnico essencial a boa prática da gestão pública. Tal fato tem levado a franca incompetência do poder público que é combinada a complacência a atos ilegais como a ocupação de áreas inadequadas a habitação, desmatamentos e invasões de diversas naturezas. Estes atos sim, representam as causas de eventos como o que estamos vivenciando neste momento e que, infelizmente, faz parte da história dos brasileiros. A cada ano o problema se repete, sem que nada seja feito a não ser culpar a natureza. É lamentável que a própria sociedade não consiga entender esta situação e ainda alimenta esta prática. Os governantes, por sua vez, preferem atuar na consequência onde aparecem como protetores da população. Claramente fogem da atuação na prevenção, já que a nefasta prática histórica os levam a usar os recursos orçamentários em custeio, segundo seus interesses e, em função, da imcompetência não conseguem usar os recursos das esferas federal, estadual e municipal em investimentos infraestruturais que sem dúvida evitariam tantas mortes.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Transferência constitucional do Governo Federal para os municípios da Região Norte Fluminense em 2010

Os valores na tabela ao lado compõe a transferência de recursos do Governo Federal para os municípios da Região Norte Fluminense. Observe que do total transferido aos noventa e dois municípios do Estado do Rio de Janeiro, a região ficou com 22,24%. Naturalmente, a parcela representativa dos royalties de petróleo tem peso relevante para os municípios produtores como Campos com 12,84% do valor total, Macaé com 5,07%, Quissamã com 1,03%, São João da Barra com 2,18% e Carapebus com 0,36%.
Avaliando ainda a relação proporcional do valor da transferência federal com a receita orçamentária prevista, em Campos este valor representa 88%, Carapebus 61,98%, Cardoso Moreira 28,44%, Conceição de Macabu 35,09%, Macaé 41,58%, Quissamã 58,55%, São Fidélis 39,17%, São Francisco de Itabapoana 37,65% e São João da Barra 56,67%. Uma observação importante dessa análise é de que as previsões orçamentárias parecem super avaliadas, já que para alguns municípios a parcela federal apresenta pouca representatividade na composição das receitas orçamentárias.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Operações de comércio exterior no município de Macaé

As operações de comércio exterior em Macaé favoreceram um robusto saldo superavitário em 2010. Somente no mês de julho as importações superaram as exportações, gerando um saldo deficitário de US$45.803.922. As exportações foram baseadas em óleo bruto de petróleo, enquanto as importações se basearam em ferramentas, partes de máquinas para sondagem e tubos de ferro e aço, etc.
Comparativamente a 2009, as exportações cresceram 34,35% em 2010 e as importações cairam 10,39% no mesmo período. O saldo superavitário de 2010 foi maior 49,13% do que o saldo de 2009.
A figura ao lado apresenta a trajetória dos valores de exportação, importação e saldo ao longo dos meses de 2010.

O setor sucroalcooleiro no agronegócio brasileiro

O agronegócio brasileiro mostrou sua força com a exportação de US$76.441 milhões em 2010, valor superior 17,99% a exportação de US$ 64.785 milhões em 2009. Deste montante, o complexo sucroalcooleiro teve uma participação de US$13.776 milhões em 2010 contra US$9.716 milhões em 2009. O vigor do setor pode ser confirmado pelo aumento de sua participação proporcional no valor total do agronegócio brasileiro. Em 2009 o setor sucroalcooleiro apresentou um participação de 14,99% e em 2010 essa participação subiu para 18,02%. Conforme já indicamos na postagem anterior, a Região Norte Fluminense não apresenta nenhuma importância nesse contexto evolutivo, apesar de sua forte referência histórica no mesmo setor de atividade.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Resultado das operações de comércio exterior em Campos dos Goytacazes

O município de Campos dos Goytacazes fechou as contas de comércio exterior em 2010 com superavit. A receita de exportação atingiu US$ 42.432.334,00 contra uma receita de importação da ordem de US$35.580.917,00 e um saldo superavitário de US$6.851.417,00. Os itens mais relevantes na pauta de exportação, representativos de 97% de todo o conjunto, foram: ácido láctico, seus sais e esteres; acessórios para soldar; outros grãos de soja; bagaços e outros resíduos e esteres de ácido. A receita total de 2010 apresentou um crescimento de 64,15% em relação a receita de 2009.
O gasto com importação em 2010 apresentou um crescimento de 0,16% em relação a 2009. Os itens mais representativos da pauta de importação, correspondentes a 48% do gasto total, foram: outros antibióticos, pasta quimica de madeira, partes para assentos de outros materiais e outras penicilinas.
A figura ao lado apresenta a trajetória da receita de exportação, gasto com importação e saldo comercial no período de janeiro a dezembro de 2010. Observa-se saldos deficitários no período de janeiro a junho, onde as importações superaram as exportações. Em julho e agosto o saldo foi superavitário, voltando a ser deficitário em setembro e assumindo um boa recuperação nos meses seguintes, consolidando um superavit proporcional a 16,15% da receita de exportação.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Audência pública para construção de estaleiro em São João da Barra: o que pensa a sociedade local?

Soffiati: "De todos os empreendimentos previstos até agora, considero o estaleiro da OSX como o mais impactante de todos". Veja a matéria completa no Blog do Roberto Moraes.

Estamos exercitando um processo de discussão qualificada em São João da Barra. A ideia é criar uma massa crítica capaz de discutir, de forma embasada, aspectos importantes que afetam o município. A motivação está atrelada a ausência de organizações sociais e, naturalmente, a dificuldade, por exemplo, de acessar e discutir previamente as oportunidade e ameaças de empreendimentos dessa magnitude. O município de Campos alcançou um estagio muito mais avançado do que São João Barra e consegue ter uma postura mais ativa como a do professor Soffiati, que com propriedade oferece uma análise de tal relevância.
Hoje mesmo num encontro informal com amigos, tivemos a oportunidade de constatar a fragilidade da sociedade sanjoanense. Por exemplo, a audiência pública da próxima terça feira ocorrerá sem nenhum debate prévio. Indivíduos que poderiam fazer uma melhor leitura do documento de impacto ambiental não tem acesso e, portanto, não tem o conhecimento necessário do objeto. Entendo que o empreendedor cumpre o seu papel, pois é sua obrigação distribuir esses documentos para organizações sociais, inclusive o poder público. O problema é que os "líderes" desses organismos não adquiriram a maturidade para entender que tais documentos pertencem a sociedade e não a estante de seus gabinetes. Assim, estamos nos preparando para participar de um evento de essencial importância, na figura de um elemento passivo, cujo papel é referendar a aprovação do empreendimento. Queremos questionar essa condição. Primeiro entendemos que o formato único do processo de audiência pública é falho, já que não considera as diferenças entre as regiões afetadas. Comparem por exemplo, uma comunidade indígena que vai receber uma hidrelétrica e a cidade de São Paulo que vai receber um empreendimento de natureza impactante? Como operar um modelo único para aprovação de um empreendimento baseado em recursos naturais. No caso de São João da Barra, dado a existência de uma sociedade desestruturada e individualista, por mais que sejam identificados os impactos e os consequentes projetos mitigatórios, o processo não garante a implementação dos mesmos, já que a sociedade não é ativa, tem memória curta, não é participante e não cobra. Normalmente nesses casos, o empreendedor "lava as mãos" e segue de encontro aos seu objetivos. O próprio Soffiati considera que a aprovação desse empreendimento é um processo natural, tendo em vista os condicionantes da legislação em vigor. Neste caso, cabe a sociedade local entender a natureza dos impactos e exigir compensações para minimizar os problemas. Neste caso, ou a sociedade se estrutura para a busca de um ajuste mais equilibrado em função de uma visão coletiva, ou absorve as ameaças e seja o que Deus quiser.

A performance do minério de ferro no comércio exterior

A forte valorização do real frente ao dólar não foi suficiente para afetar o preço do minério de ferro no comércio internacional. Ao contrário de outras indústrias, como a textil, de brinquedos, de calçados, etc., as commodities brasileiras, especialmente, açúcar e minério de ferro apresentaram uma ótima evolução dos preços contratuais.
A tabela apresenta os valores de receita em dólar, volume em tonelada e preços ao longo de 2010. A receita em dólar cresceu 30,9% em dezembro com base em novembro, o volume em tonelada cresceu 30,2% e o preço cresceu 0,5% no mesmo período.
O preço médio negociado em dezembro de 2010 cresceu 144,4% em relação a 2009 e o volume embarcado foi maior 33% no mesmo período.
A figura apresenta a trajetória do preço negociado ao longo do ano.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Comércio exterior de açúcar em bruto em 2010

A pressão dos preços contratuais nos negócios com açúcar em bruto, no comério internacional, derrubou fortemente o volume negociado em tonelada em dezembro de 2010. Depois de ter alcançado um volume 2.563,7 mil toneladas, o maior em todo ano, em novembro o volume negociado retraiu para 1.609,1 mil toneladas em dezembro, representando uma queda de 37,23%. A receita em dólar dos negócios em dezembro sofreu uma queda de 31,14% em relação a novembro.
Na comparação entre dezembro de 2010 e dezembro de 2009, a receita em dólares apresentou um crescimento nominal de 14,19%, enquanto o volume em tonelada retraiu 9,31%. O aumento da receita foi impactada pelo crescimento nominal dos preços contratuais em 25,9%.


A figura ao lado apresenta a trajetória dos preços contratuais do açúcar no comércio exterior em 2010. Observa-se um crescimento consistente em fevereiro e março, em relação a janeiro, com queda no período abril a setembro. A partir de outubro, observa-se novamente um consistente crescimento que vai até dezembro, onde o preço médio negociado foi o maior do ano. O bom resultado das transaçãoes de comércio exterior com açúcar brasileiro, infelizmente não apresenta contribuição importante da Região Norte Fluminense, referência fundamental em períodos anteriores. A cada ano a sua estrutura produtiva dá claro sinais de decadência, fato que provoca perda de competitividade frente à regiões mais modernas e inovativas.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A preocupação orçamentária ganha corpo no país

As discussões sobre possíveis cortes no orçamento para 2011 com a definição de prioridades, iniciou no novo governo Dilma e contaminou diversos Estados da Federação. Na verdade, a estabilidade macroeconômica com baixas taxas de inflação, juros incentivando o consumo das famílias e a forte geração de renda a partir de transferências públicas para as classes menos favorecidas, geraram expectativas em relação a receitas orçamentárias aumentadas em todo o país. Entretanto, os últimos meses de 2010 indicaram problemas em função do descompasso entre a oferta e demanda agregada, com reflexo no aumento da inflação. Neste caso, o crescimento econômico em 2011 terá que ser desacelerado e os gastos públicos precisam ser ajustados a essa nova realidade. Como o país precisa se preparar em termos de infraestrutura para suportar o ambiente de crescimento a vista, os gastos em investimentos devem ser priorizados em detrimento do custeio. O problema é que Estados e, principalmente, municipios da Federação apresentam grandes dificuldades em entender esse processo. Estes sabem muito bem gerar custeio desconectado com as verdadeiras prioridades que são capazes de suportar os avanços necessários ao bem estar da sociedade.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Movimentação bancária em outubro na Região Norte Fluminense

A movimentação bancária nos municípios da Região Norte Fluminense em outubro, apresentou poucas variações em relação ao mês anterior, exceto São João da Barra e Quissamã que apresentaram um crescimento nominal nos depósitos a vista do setor privado de 29,1% e 19,3%, respectivamente.
Comparativamente a outubro de 2009, os depósitos a vista no setor privado cresceram nominalmente 21,19% em Campos, 23,11% em Carapebus, 20,10% em Cardos Moreira, 22,05% em Conceição de Macabu, 35,12% em Macaé, 16,20% em Quissamã, 8,74% em São Fidélis, 17,81% em São Francisco de Itabapoana e 98,25% em São João da Barra.
Quanto a expansão do crédito em outubro de 2010, comparativamente a outubro de 2009, foram identificadas as seguintes variações: Crescimento de 25,32% em Campos, 14,88% em Carapebus, retração de 8,97% em Cardoso Moreira, crescimento de 33,09% em Macaé, 11,20% em Quissamã, 15,60% em São Fidélis, 9,26% em São Francisco de Itabapoana e 15,43% em São João da Barra.

O gráfico ao lado apresenta os coeficientes de preferência pela liquidez do público (PLP) e dos bancos (PLB). Observa-se uma maior estabilidade em Campos dos Goytacazes, já que os coeficientes são baixos, refletindo confiança dos bancos no público e do público nos bancos. Os municípios de Cardoso Moreira e Conceição de Macabu apresentaram uma melhora em relação ao mês anterior, enquanto São João da Barra apresentou uma piora no contexto da confiança.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Investimentos para o Braço Minerador de Eike Batista

A nossa primeira postagem do ano reproduz matéria do Jornal do Brasil sobre a previsão de investimentos da MMX no valor R$5,0 bilhões até 2016. Segundo Eike Batista, os investimentos representam a expansão do seu braço minerador. Esta notícia é muito importante para a Região Norte Fluminense, sede do Complexo Portuário do Açu. Como podemos verificar, o processo de mudança é dinamico e a sociedade local/regional precisa se ajustar para acompanhar tal evolução. A nossa preocupação vai na direção de que infelizmente a cultura estabelecida é inibidora do necessário equilíbrio, mesmo considerando um tempo mais longo.