A Trajetória do Emprego Formal em São João da Barra e o Papel do Porto do Açu



A análise sobre a trajetória do emprego formal em São João da Barra, considerando os períodos 2003/2006 e 2007/2009, indica mudanças importantes e permite traçar um panorama prospectivo do emprego no município. A divisão temporal levou em consideração o inicio das obras do complexo portuário do Açu em setembro de 2007.
Inicialmente, podemos afirmar que houve um aumento significativo do emprego líquido no período 2007/2009, comparativamente ao período 2003/2006. Foram 1.131 empregos líquidos gerados no segundo período, contra 332 empregos líquidos no primeiro período, ou seja, um crescimento de 240,66% que podemos relacionar ao advento do complexo portuário do Açu. O município tinha uma participação relativa de 0,08% do emprego no Estado no primeiro período, passando no período seguinte para uma representação de 0,33%.
A confirmação sobre a importância desses investimentos no aumento do emprego no município e, fundamentalmente, na mudança da natureza do emprego, pode ser visualizada na tabela acima. O município que tinha na base da geração do emprego, ocupações como gari, vendedor de comércio varejista, trabalhador da agropecuária e oleiro da fabricação de tijolos, com a instalação do projeto do porto, incorporou novas ocupações, próprias da construção civil pesada e outros serviços inerentes a nova atividade.
Desta maneira, ocupações com habilidades específicas como: carpinteiro, eletricista de manutenção, soldador, operador de andaimes, motorista de caminhão e furgão, topógrafo e
serventes de obras foram demandadas nesta fase de construção do porto do Açu.
Importante observar que nos dois anos relacionados ao movimento das obras do porto, foram gerados 1.131 empregos líquidos. Neste ano, de janeiro a outubro, foram criados 337 novas vagas de emprego formal no município. Considerando tratar-se de uma fase de construção, onde o movimento de admissão é normalmente maior e existe espaço para mão-de-obra com menor qualificação, o emprego gerado, comparativamente ao volume monetário gasto em torno de R$1,7 bilhões, parece ser baixo. Em relação ao rendimento médio, pode-se considerar uma valorização real em torno de 49,05% em 2009, comparativamente a 2006.
Imaginamos que esses indicadores podem melhor orientar políticas pública em torno de melhor aproveitamento das oportunidades próprias de investimentos dessa magnitude.

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